Page 1

SISTEMATIZAÇÃO DA METODOLOGIA DE PESQUISA-AÇÃO ADOTADA PELO PROJETO PÉ-DE-PINCHA (Manejo sustentável de quelônios por comunidades do Médio Amazonas) Paulo Cesar Machado Andrade & Aldeniza Cardoso de Lima

INTRODUÇÃO: O Projeto Manejo Sustentável de Quelônios por Comunidades do Médio Amazonas – “Pé-de-pincha” surgiu em 1999, como uma iniciativa de comunitários de Terra Santa-PA que buscaram junto à Universidade Federal do Amazonas apoio técnico para resolver a questão da redução dos estoques naturais de quelônios (tartarugas, tracajás e iaçás) naquele município. Como o manejo de recursos naturais envolve uma gama muito grande de visões e saberes, desde o início, optamos, por um processo participativo de tomada de decisões, onde o plano inicial de ação seria construído com a informação e a discussão de todos os parceiros (UFAM, IBAMA-AM, prefeitura local e comunitários). Em maio de 1999, foi realizado um grande seminário em Terra Santa, onde 255 pessoas relataram, opinaram e escolheram sobre três grandes temas propostos por um coordenador que conduziu o evento utilizando uma metodologia similar ao ZOP. Os temas abordados foram: Áreas ameaçadas, áreas protegidas e educação ambiental. Ao final deste evento, estava concluído o plano de ação anual para que se implantasse o projeto Pé-de-pincha. Esse plano envolvia um processo de avaliação sistemático, em cada etapa anual de atividades, sendo que os resultados dessas reuniões periódicas com as comunidades constituem o prumo para as tomadas de decisão e execução de cada atividade. Esse processo é utilizado até hoje. Contemplava a capacitação de professores em educação ambiental e sua reciclagem anual, estimulando-os a integrar sua rotina escolar à transversalidade e multisdisciplinaridade das questões ambientais, bem como, para busca de recurso para implantação de seus próprios projetos. Direcionava, também, para o treinamento dos comunitários no manejo de recursos da fauna, na busca por alternativas sustentáveis de desenvolvimento e na organização comunitária. Tudo isso, apoiado por um grupo acadêmico de alunos, professores, técnicos e voluntários, treinados e motivados para o trabalho em comunidades. Apesar de ter nascido como um projeto de extensão, sempre houve, desde o início, a preocupação na obtenção e sistematização dos dados biológicos e sócioeconômicos, respectivamente, das espécies de quelônios e comunidades trabalhadas, visando gerar informação científica para embasar futuros planos de utilização dos recursos e nortear políticas públicas. Estávamos fazendo pesquisa, dentro de um projeto dinâmico com envolvimento comunitário. Somente no ano 2000, quando fomos escrever nosso primeiro artigo sobre o projeto, e que tivemos que definir a metodologia que havíamos empregado, é que entedemos que tínhamos utilizado ferramentas da pesquisaação ou de pesquisa participativa, a partir do que, passamos a buscar referencial teórico para embasar nossas discussões.


Utilizamos como referências o livro “Metodologia da Pesquisa-ação”, do Dr. Michel Thiollent (1992), o “Pesquisa-ação” do Dr. Barbier e o “La investigación-accion” do Dr. Antonio Latorre (2004) e, em 2004, participamos do workshop sobre pesquisa participativa com Dr. Thiollent, promovido pela FAPEAM em Manaus. Respondendo aos questionamentos enviados pela FAPEAM, disponibilizamos uma síntese das principais atividades e métodos empregados no projeto. 1) DEFINIR A METODOLOGIA ADOTADA NO SEU PROJETO: Atividades: As atividades desenvolvidas para cada objetivo específico são descritas a seguir e na Metodologia: OBJETIVO ESPECÍFICO - Introduzir práticas de conservação e manejo participativo de quelônios Atividades 1) Preparação de Material e Divulgação das reuniões/seminários: Para as reuniões nas comunidades deve ser preparado material audiovisual apresentando as estratégias, o plano de ação para área e os resultados alcançados nos anos anteriores. Algumas comunidades possuem energia elétrica e sala com videocassete e TV (projeto TV escola), nestas podemos apresentar fitas de vídeo, transparências e slides. Todo material deve ser preparado nos meses de março e abril de cada ano. Aquelas que não possuem energia, a apresentação é feita utilizando a técnica de álbuns seriados, feitos com papel cartão e cartolina. Fotos de cada lugar são escaneadas, ampliadas e impressas e coladas com os textos em uma seqüência lógica. Por fim, neste período, prepara-se o folder anual de divulgação para que o mesmo possa ser impresso em gráfica e distribuído, nas escolas dos municípios envolvidos no projeto e em eventos tais como feiras, exposições, etc. Além disso, devem ser confeccionados os releases sobre o projeto para serem encaminhados para rádios, jornais e TV. Bem como, deve ser enviado um cronograma detalhado a cada parceiro (prefeitura, comunidade, etc.) de cada localidade, a fim de que, o calendário de reuniões venha a ser divulgado com bastante antecedência, reduzindo-se a chance de imprevistos e atrasos na programação planejada. 2)Seminários e reuniões nas comunidades envolvidas para determinar áreas de manejo e as estratégias a serem utilizadas nos trabalhos de campo a cada ano: Nestas reuniões discute-se com a comunidade os resultados do ano anterior, o que deu certo, o que deu errado e se eles têm interesse em continuar no projeto. Em caso positivo, inicia-se o planejamento das atividades que ocorrerão durante o ano, quem participará, que função exercerá, qual a logística que teremos de apoio na comunidade e o que necessitaremos conseguir de material para o trabalho. É discutida e feita a análise, também, de outros problemas relacionados a meio ambiente que a comunidade vêm sofrendo. Redige-se uma ata que formaliza o plano de ação da comunidade junto ao projeto e estipula-se metas a serem cumpridas.


Estes seminários/reuniões permitem uma adaptação dinâmica do planejamento do projeto, a medida que, ele vai sendo moldado pela vontade da comunidade e pelos erros/acertos dos outros anos. 3)Treinamento de pessoal selecionado nas comunidades para a identificação e técnicas de transferência de ninhos de quelônios (equipes de agentes de praia): Anualmente, realizamos, em cada comunidade o treinamento de novos agentes de praia e a reciclagem daqueles que já foram treinados em técnicas de manejo de quelônios. Esse treinamento envolve, no mínimo 8 horas de aulas teóricas e 4 horas de aula prática, com simulação de transplante de ninhos, construção de chocadeiras, marcação de covas e biometria de animais. Além de material audiovisual (fitas de vídeo, slides, transparências), distribuímos uma cartilha confeccionada pelos alunos da UFAM e que serve como material de demonstrativo/multiplicador. 3)Treinamento de alunos selecionados na Universidade Federal do Amazonas e voluntários de Manaus/Parintins para o trabalho nas comunidades: Anualmente, realizamos, também, a capacitação da equipe voluntária que sairá de Manaus e Parintins para trabalhar em cada comunidade Esse treinamento envolve, um mínimo 40 horas de aulas teóricas e 8 horas de aula prática, com simulação de transplante de ninhos, construção de chocadeiras, marcação de covas e biometria de animais. As 40 horas teóricas são preenchidas com reuniões de 2-3 horas semanais, onde são realizadas palestras sobre biologia e conservação de quelônios, extensão rural, métodos de ensino e palestras, educação ambiental, técnicas de sobrevivência, criação de animais silvestres, convivência em comunidades, dinâmica de grupo, legislação ambiental, georreferenciamento, etc. As palestras são ministradas por membros da equipe permanente, bolsistas, ou convidados, da UFAM, INPA, IBAMA, Ministério Público Estadual, SIVAM, etc. Estas reuniões têm início em junho e vão até 20 de setembro de cada ano, data em que , costumeiramente, as equipes saem para o trabalho de campo/transplante. Os alunos são selecionados pela sua freqüência nas palestras, capacidade de entrosamento e espírito de equipe, predisposição à adversidades e iniciativa (não são levados em conta as notas nas disciplinas, nem a idade). Mesmo não sendo selecionado para viajar, cada participante recebe ao final do treinamento um certificado de curso de 40 horas emitido pela Pró-reitoria de extensão da UFAM. São selecionados, anualmente, 50 alunos/voluntários. 4.Construção e manutenção de "Chocadeiras" nas áreas protegidas: No final de agosto de cada ano, nossa equipe, juntamente com os comunitários realiza a manutenção das chocadeiras antigas ou confecciona novas. Chocadeiras são os locais para onde transplantamos os ninhos de quelônios. Podem ser feitas no barro ou na areia, em áreas planas, sem pedras ou raízes, longe de formigueiros e lixo, e sem sombras. A chocadeira constitui-se de um cercado de pelo menos 1,0 m de altura, que evita que pequenos animais e crianças destruam os ovos transplantados. Em alguns casos recomenda-se que se coloque uma tela ou malhadeira por cima para evitar insetos e aves. As chocadeiras podem ser cercadas com telas plásticas (mais prático e durável), ripas, tábuas, tela de arame, depende do que a comunidade tiver a disposição ou tiver conseguido. Uma chocadeira de 6,0 m X 6,0 m possui capacidade para o transplante de 100 ninhos de tracajá. 5.Acompanhamento técnico durante a transferência de ninhos de quelônios pelos


comunitários (áreas): Esse período é a época em que a equipe permanente do projeto e os alunos/voluntários se deslocam para as comunidades, para durante 20 dias, acompanhar, monitorar e executar junto com os comunitários o trabalho de transferência de ninhos. Este período vai de fim de dezembro até, aproximadamente, 15 de outubro (pico da postura na região do médio-baixo Amazonas). Nesta época, os alunos/professores realizam palestras nas comunidades e auxiliam os comunitários em seus plantios e criações (a maioria dos alunos são de ciências agrárias), bem como, participam do processo de organização comunitária. A atividade consiste em percorrer as praias de desova em equipes com pelo menos um comunitário/guia, um técnico/professor e três alunos, de manhã bem cedo (saída às 5:30 h, no máximo) até às 9:00 horas. Cada membro da equipe, conduz uma caixa de isopor de 24,5 litros, onde serão transportados os ovos. Para cada cova retirada, os dados são registrados em planilhas específicas. Depois os ovos são plantados, antes das 9 horas ou ao entardecer, recebendo cada cova uma estaca com numeração de identificação e data de eclosão estimada. 6.Coleta de dados (número de registros de ninhos em planilhas): São registrados dados sobre os ninhos (espécie, número de ovos, local da postura, data, distância da água e da vegetação, profundidade e largura do ninho, etc.), sobre os ovos (biometria), sobre quelônios adultos e cascos (biometria). 7.Monitoramento e Apoio ao trabalho de agentes ambientais das comunidades na organização de reuniões, educação ambiental e na Fiscalização: Alunos, professores e fiscais do IBAMA, atuam em equipe junto com os agentes ambientais voluntários no monitoramento das áreas e na conscientização da população, participando de reuniões diversas e respaldando o trabalho dos agentes nas comunidades. Este trabalho é importante, não só porque auxilia os agentes mas, também, porque reforça a autoridade do agente ambiental junto a sua comunidade e aos demais membros da localidade. Serve também para avaliar o trabalho de cada agente e sua forma de atuação. 8.Acompanhamento técnico a eclosão dos filhotes de quelônios e realizar sua marcação : No final de novembro de cada ano, quando começam a nascer os filhotes, equipes de técnicos e bolsistas do projeto (em geral duas pessoas) visitam as áreas para coletar dados sobre a eclosão em cada chocadeira e biometria dos filhotes . Os filhotes são identificados com marcas de tinta à prova d’água, piques nos cascos ou nos dedos (seguindo um código de identificação pelo ano e pela área). 9. Treinar e acompanhar os comunitários na construção de berçários e na manutenção dos filhotes : Os berçários são instalações onde os filhotes ficam antes de serem soltos na natureza. Podem ser gaiolas com tela e madeira, colocadas nos lagos e rios. Podem ser de alvenaria ou simples recipientes como bacias, caixas de isopor ou tanques de fibra. Isso varia em função da quantidade de animais, das caracterisiticas da área e da disponibilidade de recursos. Os comunitários recebm orientação para a construção dos berçários e o manejo dos filhotes (tipo, quantidade e horário de alimentação; cuidados com predadores; cuidados com filhotes prematuros ou doentes, etc.). 10. Monitorar a soltura dos filhotes de quelônios pelos comunitários na natureza: A soltura dos filhotes é realizada nos mesmos locais de onde foram coletados os ovos. Neste momento, com os dados do período de transferência, se pode


calcular a quantidade de filhotes que cada praia, de cada comunitário terá direito, com base no percentual de ovos cedidos por cada local e pelos dados de eclosão conferidos com a numeração das covas ou ninhos. Esta atividade ocorre no início de cada ano. Muitas comunidades celebram este evento, com missas ou cultos, palestras, festas, etc. A equipe do projeto, também, auxilia na organização e nas apresentações durante esses eventos, que já recebem o nome de “Festa da Soltura”. Esta é uma ocasião onde a comunidade têm a oportunidade de mostrar para a população do município o fruto de seu trabalho e, também, de se confraternizarem pelo árduo trabalho desenvolvido. 11.Conscientização ambiental nas áreas protegidas: Realizada em todas as etapas do projeto, em cada oportunidade de falarmos a comunidade (reuniões, cursos, entrevistas no rádio e na TV) ou através do trabalho dos agentes ambientais e da distribuição de material de divulgação. 12. Avaliar a estrutura e área de vida das populações de quelônios (CMR de adultos em 4 áreas): Após termos conquistado a confiança dos comunitários e conhecermos o potencial de produção de cada área e os locais de concentração dos animais, bem como, alguns dados de estrutura populacional e das estratégias de caça de quelônios utilizadas naquelas localidades, iniciamos, em maio de 2004, o processo de captura de animais para marcação, biometria, coleta de dados, seguida de soltura e , tentativa de recaptura. Esta atividade, nos permitiu obter informações sobre estrutura populacional, taxa de sobrevivência e recrutamento e área de vida, informações fundamentais para o manejo da espécie em cada local. Os animais foram marcados com furos no casco ou plaquetas metálicas, seguindo um código específico de numeração de quelônios. 13.Tabulação e análise dos dados de produção das áreas protegidas e das populações de quelônios (dados em planilha): Fase executada pelos bolsistas do projeto em Manaus, nos computadores do Laboratório de Animais Silvestres/UFAM e do RAN. 14.Elaboração de plano de manejo das áreas de desova e das populações de quelônios Com os dados de cada área, no último ano do projeto elaboraremos uma proposta de manejo (intensivo e extensivo) do recurso quelônios para ser implementada em cada área. Esta proposta será, previamente, apresentada ao RAN e a Diretoria de Fauna, a fim de serem analisadas suas implicações legais e possibilidades de implantação. 15.Reuniões nas comunidades para discussão da proposta de plano de manejo: Após a elaboração dos planos e suas análises pelas autoridades competentes e outros pesquisadores, discutiremos com as comunidades. 16.Apresentação do Plano de Manejo de Quelônios às comunidades, prefeituras e órgãos ambientais: Encerrada a discussão e aprovação junto as comunidades, os planos serão apresentados em audiências públicas em cada município, no último ano deste projeto. 17.Elaboração de relatórios técnicos sobre Conservação e Manejo de quelônios


OBJETIVO ESPECÍFICO -Promover a educação ambiental nas áreas de abrangência do projeto Atividades 1. Palestras sobre ecologia, quelônios, agropecuária, etc. para os alunos da rede municipal de ensino e nas comunidades : Em maio e junho de cada ano, nos reunimos com os diretores e professores de escolas e definimos um calendário e temas de palestras para serem inseridas nas programações do ano letivo. Neste período, também definimos com as comunidades, quais seus temas de interesse. Em Manaus, de julho a agosto, montamos o material para as palestras e convidamos professores relacionados aos temas escolhidos para palestrarem nas comunidades em outubro. Os temas têm sido bastante diversificados, envolvendo principalmente meio ambiente mas, também, saúde, nutrição, problemas sociais e nas escolas, etc. 2.Capacitação e reciclagem de professores da rede pública de ensino em Educação ambiental: Esta atividade é realizada em agosto, na semana de preparação que antecede as aulas. Os professores são capacitados em educação ambiental, aprendendo desde técnicas de ensino e atividades a desenvolverem com seus alunos até a elaboração e execução de projetos. Os cursos são ministrados em diferentes módulos ministrados a cada ano. 3.Cursos de reciclagem dos agentes ambientais e capacitar novos agentes: Já foram treinados na região 33 agentes em Terra Santa (IBAMA-AM/UFAM), 26 em Parintins (IBAMA-AM) e 28 em Oriximiná (DEFIS/IARA), contudo, a demanda pela formação de novos agentes e cursos de reciclagem pelos antigos é grande. Os cursos foram ministrados pelo IBAMA/UFAM seguindo as determinações da resolução N º do CONAMA e da Instrução Normativa de 2001 que trata sobre o tema (carga horária, conteúdo programático mínimo, etc.) 4. Treinamento de produtores rurais, de técnicos, de professores e de alunos na transferência de covas de quelônios, cuidados com os filhotes e criação destes em cativeiro: Além dos comunitários, as equipes realizam dias de campo com os alunos e professores e público interessado. Durante o mês de outubro, acompanhando os trabalhos de coleta, por uma semana, alunos e pessoas interessadas são conduzidas a uma das áreas (em geral a mais próxima da sede) para conhecerem todos os procedimentos e realizarem o transplante de ovos, bem como, receberem infomações gerais sobre conservação e criação de quelônios. 5.Divulgação do projeto nos municípios e região através de folders , cartilhas e nos meios de comunicação locais : Para a confecção destes folders e cartilhas, realizamos oficinas em cada município, envolvendo alunos de escolas e artistas locais, a fim de, construirmos materiais específicos para cada região. Parte deste material foi produzido e distribuído na rede pública de ensino. 6.Realizar atividades de educação ambiental e sócio-recreativas com idosos/terceira idade: A equipe do projeto auxiliou a organização e mantém, durante o ano todo, atividades com um grupo de 30 idosos em Terra Santa. Esta atividade envolve a realização de palestras, atividades recreativas, dias de campo, gincanas, envolvendo pessoas acima dos 40 anos que queiram buscar novamente um espaço nas sociedades locais, fazendo valer seus anos de


experiência e contribuindo, em muito para a causa ambiental. O desafio neste projeto é estender essas atividades para o meio rural e para os outros municípios do projeto. 7.Realizar palestras na Valéria, em Parintins, e em Terra Santa sobre Educação Patrimonial/Valorização das origens: A região da Valéria e do Piraruacá são ricas em fragmentos arqueológicos. Estes estão sendo destruídos no preparo de roçados e casas e sendo retirados do local por simples doações ou pelo comércio para turistas. Na tentativa de resgatar, as origens históricas de cada comunidade, entender como grandes populações indígenas, conseguiram viver em harmonia com o ambiente e manter seus recursos naturais e, sobretudo, valorizar as origens das populações destas comunidades, o projeto, em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico Nacional e o Museu do Homem Amazônico, iniciaram em julho de 2003, um planejamento para conscientizar as comunidades dessas áreas a conservarem também sua história, através de palestras sobre educação patrimonial e história da região, realizadas junto com as equipes do projeto nos meses de agosto a outubro. 8. Elaboração de cartilhas sobre o projeto em cada município com a participação da rede de ensino e artistas locais (oficinas de arte, concursos,etc.) 9. Gincanas Ecológico-culturais envolvendo comunitários da áreas rurais e urbanas. Esta atividade é realizada entre os dias 12 e 20 de outubro de cada ano e tem por finalidade, encerrar as atividades do projeto junto as escolas e, envolver alunos e comunidades, em um processo de conscientização ambiental extra-escolar. Com essas atividades, além das disputas de conhecimento pelas equipes da escolas, pretende-se estimular nos alunos, o espírito de organização e trabalho em equipe para a conservação do meio ambiente. Realizada inicialmente, apenas em Terra Santa, a partir de 2002, esta atividade atingiu comunidades de Parintins, Barreirinha e Juruti. Com o projeto, pretendemos realizá-la em todos os municípios. 10. Elaboração de relatórios técnicos sobre Educação Ambiental OBJETIVO ESPECÍFICO -Divulgar e incentivar a criação de quelônios em cativeiro Atividades 1.Cursos sobre criação de animais silvestres nos municípios do projeto: Esta atividade já foi realizada em alguns municípios do projeto como Parintins e Terra Santa. Os cursos foram ministrados no primeiro semestre de cada ano, tendo uma carga horária de 20 horas teórica e 20 horas de aula prática. 2. Implantação de Unidades Demonstrativas de criação de quelônios, como alternativa de emprego e renda: Esta etapa envolve desde a elaboração do projeto comunitário para aprovação no IBAMA, até a implantação do mesmo. Foram construídas 20 unidades de criação em tanques rede de 9 m 3, confeccionados pelos próprios comunitários com orientação dos técnicos do projeto e material da comunidade ou adquirido. A idéia é montar uma estrutura que eles tenham condições de reproduzir sem grande necessidade de insumos externos. Cada unidade recebeu 300 filhotes para o início da criação. As vinte unidades foram implantadas obedecendo os seguintes critérios : a) Áreas mais antigas do projeto: Em função do nível de informação e treinamento que já receberam e da experiência que acumularam com o manejo de quelônios, as unidades foram implantadas nos municípios que já estão no projeto a mais de três anos :


Parintins, Barreirinha, Terra Santa e Oriximiná. b) Nas comunidades que solicitaram a criação: Nem todas comunidades, ao longo destes cinco anos de projeto, manifestaram interesse em criar os filhotes de quelônios, a grande maioria quer apenas soltá-los. Neste caso, trabalharemos apenas com aqueles que manifestaram real interesse de montar criações comerciais de quelônios. c) Nível de organização comunitária e de responsabilidade com o empreendimento: Este critério não será eliminatório, mas com certeza influenciará na decisão final da alocação das unidades. Apesar de subjetivo, ele é baseado na experiência e convívio com as comunidades da equipe do projeto ao longo de cinco anos. d) Aspectos de infra-estrutura e logística para manutenção das unidades, alimentação dos animais, transporte e escoamento da produção e comercialização do produto: Estes aspectos são de fundamental importância para o sucesso das unidades demonstrativas, visto que, mesmo que tenham potencial para serem bem organizadas e conduzidas, deve-se levar em conta a cadeia produtiva que deverá se estabelecer para que este tipo de atividade se estabeleça como atividade econômica real e eficiente. Na comunidade de Santa Rita do Murituba, por solicitação desde o início do projeto e por reunir condições extremamente favoráveis, será implantada uma unidade diferenciada em lago natural formado por uma área de braço de rio, que permite o cercamento e o controle dos animais. Esta área também é extremamente propícia para piscicultura. 3.Acompanhamento dos quelônios em cativeiro nas UD: Biometrias mensais, no primeiro ano, e semestrais, posteriormente. Verificação do manejo alimentar e da sanidade dos animais. 3. Despesca das UD e comercialização : O projeto acompanhou e auxiliará na busca do mercado para a venda dos animais, bem como, no processo de comercialização, que envolve necessidade de colocar lacres de venda do IBAMA, nota fiscal, etc. 5.Elaboração de relatórios técnicos sobre Criação de quelônios em Cativeiro por comunidades: OBJETIVO ESPECÍFICO -Apoiar iniciativas e promover a capacitação de recursos humanos para o desenvolvimento sustentável Atividades 1. Reuniões (oficinas de trabalho) nas comunidades para debater propostas de alternativas de geração de renda e desenvolvimento: Nessa atividade se define as necessidades das comunidades para aumentar e melhorar sua produção ou na busca de novas atividades. Professores e técnicos buscaram atender as comunidades através de palestras com convidados de cada tema elencado. 2.Prestação de assistência técnica na elaboração de projetos específicos de desenvolvimento alternativo para cada comunidade: Realizado pelos alunos e professores da UFAM, ou pelas entidades parceiras do projeto. 3.Cursos e treinamentos em artesanato e réplicas de artefatos arquelógicos (Valéria/PIN e Piraruacá/TSanta), ecoturismo, beneficiamento de polpas de frutas, produtos lácteos e de pescado; criação caipira de galinhas; criação de animais silvestres, piscicultura e plantio de hortas comunitárias: Foram realizados vários cursos deste tipo por ano, com a finalidade de treinar as comunidades para essas atividades e, se possível, implantá-las em cada localidade, de acordo com as características do lugar.


4. Treinamento de agentes de campo para mapeamento, identificação e proteção de sítios arqueológicos e guias turísticos sobre o patrimônio histórico (Parintins/Terra Santa): Específica, para os locais de ocorrência destes fragmentos, esta atividade visava treinar 60 comunitários em uma nova atividade que, se bem conduzida, poderia gerar renda para os agentes e, conscientização para a comunidade. 5.Construção/reforma de centro de divulgação do projeto e venda de artesanato/produtos comunitários na Valéria e no Piraruacá: Com esta atividade, estaremos criando um espaço oficial, nas comunidades alvo, para que eles possam Ter uma amostra permanente do projeto e, com isso, auferir renda, com a visitação de turistas e a venda de artesanato sobre o projeto (camisas; tracajás de madeira, caroço de tucumã, argila, etc.). Além da amostra, o espaço servirá para os agentes ambientais realizarem reuniões, para a instalação de uma mini-biblioteca e para uma amostra de originais e réplicas do material arquelógico encontrado, classificado e catalogado na comunidade. 6.Assessoria aos processos de organização de novas associações comunitárias e fortalecimento das já existentes. 7.Elaboração de relatórios técnicos sobre a capacitação de recursos humanos, organização comunitária e estratégias de desenvolvimento sustentável daotadas pelas comunidades. Como METODOLOGIA são seguidas as seguintes fases: FASE I – Implementação e Condução do Projeto nas Comunidades: Formada de 5 etapas que se repetem, anualmente, durante todo o projeto. ETAPA 1: Reuniões/seminários nas comunidades, de maio a junho de cada ano, para avaliar os resultados obtidos ou iniciar o treinamento de técnicas de manejo de quelônios; planejamento das atividades para as escolas e a capacitação em Educação Ambiental. Em julho, cursos de reciclagem e formação de agentes ambientais. ETAPA II: A cada ano, em agosto, são identificadas e preparadas as áreas de manejo de quelônios, onde cada comunidade construirá sua “chocadeira”. ETAPA III: De setembro a outubro, é feito o manejo das áreas de desova dos quelônios e seus ninhos. Neste período, a equipe da UFAM/RAN, recebe alunos do município para capacitação no trabalho de campo; realiza palestras sob temas diversos (quelônios, ecologia, horticultura, organização social, avicultura, pecuária, criação de animais silvestres e parasitismo e profilaxia, etc.) e encerra as atividades de educação ambiental com a realização de eventos Ecológico-Culturais. Neste período, são realizados, ainda, minicursos sobre ecoturismo, artesanato, beneficiamento de alimentos, hortas comunitárias, piscicultura, avicultura, e temas de interesse, em quatro comunidades/ano. ETAPA IV: Em novembro, quando iniciam as eclosões, com o nascimento dos filhotes de quelônios, a equipe da UFAM/RAN retorna para a construção dos berçários,


treinamento do pessoal local no manejo dos filhotes, coleta de dados de biometria, genética e parasitologia e marcação dos filhotes. Neste período alunos são levados para acompanharem estas atividades. Dos filhotes, 30 % são destinados à criação em lagos naturais, barragens ou tanques-rede. ETAPA V: A soltura é feita em fevereiro de cada ano. Os filhotes são destinados aos seus locais de origem em proporção semelhante aos ovos coletados, o que é acompanhado pelos comunitários, alunos e equipe UFAM/IBAMA. Hoje, soltamos anualmente, cerca de 100.000 filhotes, com a confraternização em todas as comunidades através da “Festa da Soltura”, que passou a fazer parte do calendário de eventos dos municípios. Todas as etapas são registradas, com o objetivo de, ao final, produzir-se um documentário em vídeo que servirá de material de divulgação. FASE II: Coleta e Análise dos Dados- O acompanhamento das atividades de manejo é feito através de indicadores de desempenho (taxa de eclosão, número de ovos coletados, densidade de covas/praia/ano, etc.) e pelo monitoramento das áreas protegidas, com o mapeamento das praias de desova, levantamento da produção anual e estimativas populacionais, o que permite avaliar a o progresso conseguido com este projeto ao longo dos anos, e propor sugestões para um plano de manejo de quelônios/área. Esta fase durou 3 anos, sendo os dados compilados e analisados anualmente. FASE III: Estruturação da Organização Comunitária - A partir do segundo ano do projeto, com base nas experiências com cada comunidade e na avaliação sócioeconômica das mesmas, iniciamos um processo de discussões para tentar estruturar, em cada local, organizações comunitárias juridicamente reconhecidas (associações) ou para auxiliar aquelas que já estejam funcionando. Além das reuniões, foram realizados treinamentos voltados para organização social e administração, no período entre maio/03 a maio/04. FASE IV: Elaboração e Implementação do Plano de Manejo - Esta Fase ocorrerá no último ano do projeto. Através de seminários, realizados em cada município, serão apresentados os resultados obtidos pelo projeto “Pé-de-Pincha” em cada comunidade, bem como, serão apresentadas propostas de manejo sustentável de quelônios para cada localidade. A partir destes seminários serão elaborados os planos de manejo finais, que serão levados ao IBAMA, a fim de se obter autorização para sua implementação. Neste ponto, as organizações comunitárias deverão estar bem consolidadas, para poderem conseguir o apoio dos poderes públicos de cada município. Os últimos seis meses serão destinados, após a autorização do IBAMA, à implantação dos planos de manejo. METODOLOGIA PARA CONSERVAÇÃO, MANEJO E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: A condução do presente projeto, será feita, resumidamente, conforme discorreremos a seguir.


Em um primeiro momento, são realizadas reuniões/seminários nas comunidades que participaram do projeto no ano anterior. Essas reuniões tem por objetivo avaliar os resultados obtidos em cada lugar, apontar as dificuldades encontradas e as possíveis soluções, determinar quais as áreas que serão trabalhadas em cada ano e quais são as pessoas envolvidas, ouvir sugestões para o projeto e traçar as estratégias de campo para o período de setembro - outubro (época da coleta). Nas comunidades que não participaram do projeto no ano anterior, realizamos ainda, o treinamento na confecção de áreas de transplante de ovos, técnicas de transferência e construção de berçários. Estas reuniões são durante o mês de maio e na oportunidade, iniciamos o processo de fomento a formação de associações, onde elas ainda não existiam. De maio a junho, são confeccionados folders e cartilhas e são contatados os meios de comunicação para a divulgação do projeto. Neste mesmo período, são feitos os acertos finais para a execução do projeto e realizadas reuniões com os professores da rede de ensino municipal e estadual para o planejamento das atividades do projeto para as escolas no segundo semestre, bem como, a capacitação em Educação Ambiental. Em julho, realizamos um curso de reciclagem e formação de agentes ambientais voluntários Em agosto, com a vazante e a respectiva saída das praias, são identificadas as áreas de coleta e é iniciada a construção das cercas para onde são transferidos os ninhos nas áreas protegidas. Trabalhamos em 78 áreas protegidas, para onde transferimos, aproximadamente, 6.000 covas. A cerca é feita de estacas de madeira com tela tipo sombrite ou tela plástica, medindo 60 cm de altura. Por sobre a área da cerca, são trançados fios de nylón, para evitar a predação de filhotes por aves. A área cercada tem, aproximadamente, 50 m2 , variando em função da meta a ser atingida em cada local. Neste período, também são confeccionadas as estacas de 30 cm que receberão a numeração das covas. De setembro a outubro, são coletados os ninhos para a transferência das covas. Esta atividade é feita por cinco equipes formadas por um ou dois guias locais, três membros da equipe da UFAM/IBAMA. O deslocamento é feito em deslizadores com motor de 25 HP ou motores tipo rabeta, que tem como ponto de encontro um barco de 14 m com motor de centro. A medida que o trabalho é executado o pessoal de apoio local vai recebendo o treinamento para transferência dos ninhos, pois a equipe da Universidade/IBAMA permanece no máximo 20 dias visitando todas as áreas e, caso não seja atingida a meta de covas o trabalho continua, por conta do pessoal das comunidades coordenados pelos agentes ambientais voluntários. A transferência dos ninhos é um processo simples desde que se saiba a idade dos ninhos (ela não pode ser executada com ovos entre o terceiro e o vigésimo sétimo dia de incubação). Como é difícil precisar a idade de covas mais velhas, trabalhamos com covas novas. Os ninhos são abertos e os ovos colocados em caixas de isopor (24,5 e 37 litros) forradas com areia. Ao transferir os ovos para caixa, estes devem ser mantidos na mesma posição que estavam no ninho. As covas são construídas de modo similar a natureza, com uma câmara de ar e profundidade em torno de 30 cm. Cada cova recebe uma estaca, onde está escrito um


número indicando a ficha do ninho (na ficha ficam registrados dados como o local de coleta, número de ovos, distância da água, tipo de solo, etc.) e a provável data de eclosão. As covas transplantadas ficam sob os cuidados dos proprietários ou de comunitários do local. É feito também o registro da temperatura da área onde estão implantadas as covas, a fim de avaliar, posteriormente, a sua influência sobre o nascimento de machos e fêmeas. No período de transferência dos ninhos, a equipe da UFAM/IBAMA, escolhe uma área para receber a visita de alunos da rede municipal de ensino para observarem como é feito o trabalho de campo, bem como, ministra, durante uma semana, palestras durante as tardes e noites nos colégios locais. Os temas são diversificados de acordo com as especialidades do pessoal envolvido no projeto (quelônios, ecologia, horticultura, pecuária, criação de animais silvestres e parasitismo e profilaxia, etc.). O encerramento das atividades de educação ambiental é feito com a realização da Gincana EcológicoCultural “Pé-de-Pincha”. Neste mesmo período, realizamos minicursos sobre artesanato, beneficiamento de polpas de frutas, produtos lácteos e pescado, plantio de hortas comunitárias, piscicultura e criação caipira de galinhas ou outro tema de interesse, em pelo menos quatro comunidades. As atividades de fiscalização das áreas protegidas e distribuição de folders e cartazes sobre defeso, caça predatória, desmatamento, queimadas, é feita pelos agentes ambientais de cada localidade, os quais treinamos em 1999, sob a coordenação e orientação de fiscais do IBAMA – AM e PA, em operações que duram de agosto a novembro. Em novembro, quando iniciam as eclosões, com o nascimento dos filhotes de tracajás e pitiús nas covas transplantadas, a equipe da UFAM/IBAMA retorna para o município para a construção dos berçários, treinamento do pessoal local nos cuidados com os filhotes (alimentos, horário de fornecimento, conservação dos ovos não eclodidos e filhotes mortos, etc.), coleta de dados de biometria, genética e parasitologia e marcação dos filhotes. Os filhotes são mantidos nos berçários até completarem 2 (dois) meses de idade, período em que já possuem um casco mais resistente e sabem procurar alimentos, tornando-se menos susceptíveis à predação. Cada berçário de alvenaria tem cerca de 100 m2, já os berçários tipo gaiola (madeira e tela) são feitos de peças de madeira e tela tipo galinheiro, tendo em torno de 5-10 m2. A escolha do tipo de berçário depende do local onde ele é implantado. Cada berçário, também é recoberto de fios de nylon trançados para evitar a predação dos filhotes por aves e possui pequenas balsas flutuantes de madeira que servem como solário, além disso são colocados aguapés e murerus que servem de abrigo e alimentação para os filhotes. Durante o período de eclosão dos filhotes, turmas de alunos são levadas aos locais para acompanharem o nascimento dos tracajás, o seu manejo nos berçários e os estudos realizados pela Universidade e IBAMA, sendo com eles desenvolvido um trabalho de educação ambiental, com distribuição de cartilhas sobre o projeto.


A soltura é feita em fevereiro-março de cada ano. Os filhotes são destinados aos seus locais de origem (conforme registrados nas fichas) em proporção semelhante ao número de ovos coletados em cada local. Esta atividade tem também o acompanhamento dos comunitários, alunos e equipe UFAM/IBAMA. O acompanhamento dessas atividades de manejo está sendo feito através de indicadores de desempenho (taxa de eclosão, número de ovos coletados, densidade de covas/praia/ano, etc.), bem como pelo monitoramento das áreas protegidas, com o início do mapeamento das principais praias de desova, levantamento da produção de cada praia nos últimos oito anos, estimativas populacionais (contagem de pegadas, contagem de animais pegando sol , e através da técnica de captura-marca-recaptura múltiplas e análise de esforço de pesca) o que nos permitiu avaliar a dinâmica dos progressos conseguidos com o trabalho de manejo dos quelônios ao longo dos anos. Para isso utilizamos as metodologias descritas por IPÊ (1996), Lagueux (1991), Schemnitz (1987) e Peek (1986). METODOLOGIA DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL A metodologia utilizada nos trabalhos de capacitação dos agentes ambientais, professores e comunitários, bem como no treinamento e palestras aos alunos é o MÉTODO PARTICIPATIVO , que preconiza o enfoque por situações, problemas, núcleos de estudos e organizações de atividades. Utiliza-se o trabalho em equipe como instrumento essencial para a consecução dos objetivos afetivos e éticos. Quanto a avaliação, não existe um campo definido sobre o processo de avaliação em educação ambiental. A ênfase da avaliação está no processo com a aquisição da consolidação das estruturas nas diferentes estratégias de ação, visto que, a educação ambiental trabalha atitudes e valores. Portanto, o que existem são indicadores que podem levar a perceber a concepção das mudanças (análise de desenhos, de dissertações, de atividades desenvolvidas pelos professores nas escolas, comportamento frente a cada comunidade, conhecimento das técnicas apreendidas, etc.) . Seguimos para a elaboração e execução das atividades no campo da educação ambiental a metodologia e as atividades descritas por Memnini & Santos (1999), IBAMA (1998 e 1994), SEMACT (1997) e Guimarães (1995).


2) IDENTIFICAR OS TIPOS DE MÉTODOS E TÉCNICAS ESPECÍFICAS A SEREM UTILIZADOS: O manejo participativo dos recursos naturais é uma atividade realizada desde tempos pré-colombianos na Amazônia, entretanto, seu acompanhamento e avaliação teórico-prática, só começaram a ser acompanhados, nas últimas décadas pelos pesquisadores. Por outro lado, poucos são os dados aplicados sobre manejos de quelônios amazônicos por comunidades, disponíveis para implementação de planos estratégicos de manejo e ações extencionistas. Em função disso, adotamos a linha pesquisa-açãodesenvolvimento, para a realização das atividades do projeto “Pé-de-Pincha” . Hoje em dia, no Brasil e em outros países, a pesquisa-ação tende a ser aplicada em diversos campos de atuação: educação, comunicação, organização, difusão de tecnologia rural, etc., sendo as expressões “pesquisa participante” e “ Pesquisa-ação” dadas como sinônimos, pois além da participação, esta metodologia, supõe uma forma de ação planejada de caráter social, educacional, técnico ou outro, que nem sempre se encontra em propostas de pesquisa participante, buscando alternativas ao padrão de pesquisa e extensões tradicionais (Thiollent, 1992). A pesquisa – ação - desenvolvimento é um tipo de pesquisa e transmissão de conhecimentos de caráter social, com base empírica que é concebida e realizada em estreita associação com uma ação ou com a resolução de um problema coletivo ( no caso a caça e a coleta de ovos predatória de quelônios na região) e no qual os pesquisadores/extencionistas e os participantes representativos da situação ou do problema estão envolvidos de modo COOPERATIVO OU PARTICIPATIVO. Não se pretende limitar as investigações aos aspectos burocráticos e acadêmicos da pesquisa e extensão tradicionais, as pessoas implicadas no processo têm algo a “Dizer” e a “fazer” , pois não se trata de um simples levantamento de dados ou confecção de relatórios a serem arquivados, pretende-se desempenhar um papel ativo na realidade dos fatos observados, sendo da competência do pesquisador/extencionista a partir da somatória de seu referencial teórico com os dos agentes participativos, planejar, organizar e executar ,em associação com os comunitários, as atividades experimentais, a título demonstrativoexplicativo, ao invés de serem impostos simples treinamentos, pois nesse processo, todas as falhas, de qualquer participante do processo poderão ser corrigidas paulatinamente, até que não haja mais dúvidas sobre os protocolos a serem seguidos( Thiollent, 1992). A atitude do extencionista será sempre de “escuta” e de elucidação dos vários aspectos da situação, sem imposição unilateral, sendo possível estudar dinamicamente os problemas, decisões, ações, negociações, durante o processo de transformação da situação. Embora não seja considerada como metodologia, trata-se de um método ou estratégia com os quais se estabelece uma estrutura coletiva, participativa e ativa ao nível de captação de informação, desempenhando um papel de diretriz nas atividades do pesquisadores/extencionistas esclarecendo suas decisões por meio de alguns princípios de cientificidade (Barbier, 1985). A concepção e organização das atividades de uma pesquisa-ação são muito flexíveis, contudo, em geral seguem um certo roteiro : 1) FASE EXPLORATÓRIA: Consiste em descobrir o campo de atuação, os interessados e suas expectativas e


estabelecer um primeiro levantamento da situação, dos problemas prioritários e eventuais ações, nesta fase aparecem muitos problemas práticos que são relacionados com a constituição da equipe e com a cobertura institucional e financeira; 2) TEMA DO TRABALHO: É a designação do problema prático e da área de conhecimento a serem abordados; 3) COLOCAÇÃO DOS PROBLEMAS: Junto com a definição dos temas e objetivos precisa-se dar atenção à colocação dos principais problemas a partir dos quais a investigação será desencadeada;4) A TEORIA: deve-se levantar todos os dados teóricos a respeito da problemática; 5) SEMINÁRIO: A partir do momento que os pesquisadores/extencionistas e os interessados estão de acordo sobre os objetivos e os problemas, começa a constituição dos grupos que irão conduzir o processo, sendo a principal técnica utilizada o seminário; 6) CAMPO DE OBSERVAÇÃO, AMOSTRAGEM, REPRESENTAÇÃO QUALITATIVA E COLETA DE DADOS: O campo pode ser concentrado ou espalhado dependendo do problema abordado, a amostragem deve ser representativa dentro dos limites e do levantamento já anteriormente estabelecidos e a coleta é efetuada pelos grupos sob controle de uma coordenação central; 7) APRENDIZAGEM: A aprendizagem está associada ao processo investigativo-demonstrativo;8) SABER FORMAL/INFORMAL: O estudo da relação entre esses dois saberes visa estabelecer estruturas de comunicação entre os dois universos culturais empírico-prático e teórico-técnico-científico; 9) PLANO DE AÇÃO: para corresponder aos objetivos estabelecidos deve-se concretizar alguma forma de ação planejada, através da formulação de um plano de ação, que é uma exigência fundamental da qual a discussão com os membros participantes é sempre um passo necessário; 10) DIVULGAÇÃO EXTERNA (Thiollent, 1992;Barbier, 1985). As técnicas específicas para CONSERVAÇÃO DE QUELÔNIOS são apresentadas na cartilha do Projeto Pé-de-pincha – Iniciativas Promissoras 1 em anexo. A proposta de trabalhar a incorporação da EDUCAÇÃO AMBIENTAL nas atividades do projeto “Pé-de-pincha”, pressupõe um instrumento que possa contribuir para criar novas posturas comportamentais culturalmente adquiridas e proporcionar mudanças significativas na utilização dos recursos naturais, que cada dia vem diminuindo consideravelmente. Assim sendo, as ações educativas com ênfase nas questões do meio ambiente podem contribuir para uma nova postura e promover mudanças de valores para uma ordem que possa garantir a conservação e a melhoria do meio ambiente, promovendo a formação dos recursos humanos para uma gestão racional dos recursos naturais. A metodologia utilizada para a capacitação dos agentes ambientais, professores e comunitários, bem como no treinamento e palestras aos alunos se baseia no Método Participativo para Construção do Conhecimento preconizado por Minini & Santos (1999), que enfoca situações problema, núcleos de estudos e organizações de atividades. Utilizou-se o trabalho em equipe como instrumento essencial para a consecução dos objetivos afetivos e éticos. Para a avaliação foram considerados indicadores que demonstraram mudanças no comportamento, atitudes e valores dos participantes, como


por exemplo: análise dos desenhos antes e após o curso, produção de atividades de Educação Ambiental elaboradas pelos professores com enfoque sócio-ambiental, comportamento dos agentes frente às comunidades, implementação das técnicas assimiladas durante o curso. A proposta de Educação Ambiental foi organizada de acordo com a necessidade de cada município, levando em consideração os aspectos relacionados ao meio ambiente. As mesmas foram programadas pela equipe do projeto juntamente com a comunidade local, o que resultou no curso de capacitação em Educação Ambiental para os professores, agentes ambientais voluntários e comunidade em geral. O TREINAMENTO DOS ACADÊMICOS DA UFAM constitui um processo à parte dentro do projeto e que contribui consideravelmente para a manutenção do interesse dos alunos e de sua disponibilidade para o voluntariado. No mês de julho de cada ano iniciamos o treinamento dos alunos da universidade. A divulgação é feita pelos próprios alunos que trabalharam no ano anterior no projeto e que tem vontade de voltar a participar. Eles relatam suas experiências aos colegas de curso ou de outras áreas e os convidam a participar. A coordenação do projeto divulga um cronograma de reuniões semanais abertas a todos os que tiverem interesse. O cronograma envolve palestras teóricas de 2 horas por semana sobre biologia e reprodução de quelônios, técnicas de extensão rural, vivência em comunidades, legislação ambiental básica, educação ambiental, dinâmica de grupo, confecção de marionetes, etc. No final de agosto, é realizado o treinamento prático e começam os preparativos para a viagem de campo de 20 dias. Os alunos voluntários passam a ter de realizar tarefas (confeccionar marionetes, álbuns seriados, pintar camisas, organizar material e equipamento para viagem, fazer listas, etc.), ficando ocupados pelo menos duas horas por dia nestas atividades. A motivação é feita durante as palestras e nas conversas entre os coordenadores e alunos antigos com os alunos novatos. A maior motivação para os que procuram o projeto é sem dúvida a oportunidade de conhecerem na prática a vida das comunidades da zona rural. Muitos deles nunca vivenciaram a vida no campo e seus problemas, sendo que, vêem no Pé-de-pincha a chance de verem in loco a realidade do setor rural que discutem nas salas de aula. Também, fazemos motivação através de apresentação de vídeos e imagens sobre viagens antigas do projeto, onde durante a preleção cada membro antigo do grupo relata suas experiências vividas. O perfil dos acadêmicos que participam deste projeto é bem interessante, e poderia ser um tema para estudos sociológicos. Na maioria dos casos, como falamos são alunos que querem vivenciar experiências práticas dentro da universidade, sobretudo, querem participar, colaborar de alguma forma com a sociedade. Todos tem demonstrado um grande espírito de despreendimento e disponibilidade para as tarefas e adversidades da viagem. Em geral, não são os melhores alunos (esses quase nunca tem tempo para nenhuma outra atividade que não seja estudar e perdem a oportunidade de vivenciar seus conhecimentos teóricos) que participam, mas aqueles com conhecimento teórico médio, tempo disponível para se ausentar vinte dias das atividades acadêmicas e espírito de voluntariado.


Embora em muitas características, os alunos apresentem perfis semelhantes, apresentam personalidades muito diversas, sendo que, a “engenharia” para montarmos as equipes que ficaram juntas, confinadas em embarcações ou isoladas em comunidades por tanto tempo, é algo extremamente complicado. Normalmente, trabalhamos reunindo pessoas que tem mais afinidade ou se conhecem a mais tempo, contudo, nem sempre isso será garantia de uma equipe eficiente. Pessoas que tem tendência a conflitos, em geral, são colocadas junto com coordenadores mais rígidos, enfim, uma boa parte dos frutos do trabalho a cada ano em cada localidade depende do perfeito entrosamento dessas equipes, para que a motivação e os ânimos se mantenham até o final da viagem. A vivência de cada um deles deve ser registrada em um diário de bordo pessoal que é entregue a cada coordenador de área ao final da viagem. Existem aqueles que fazem anotações sistemáticas apenas sobre as datas, horários e metas alcançadas mas, existem outros que fazem verdadeiras narrativas, com fatos interessantíssimos do dia-adia e que, com certeza, farão parte, quem sabe, no futuro, de um livro de “causos” do Péde-pincha”. Na volta, nos reunimos novamente para contarmos as experiências vividas por todos, numa espécie de cartase coletiva, onde todas as coisas boas e ruins são colocadas para todos. São reuniões longas de até quatro horas de duração que terminam com a confraternização do final do trabalho. Esse método de trabalho com os alunos da universidade tem mantido o espírito inicial do projeto que é o devolvermos a sociedade que paga os nossos estudos, um pouco do que aprendemos, de sermos solidários e de não medirmos esforços para tentar ajudar as populações ribeirinhas. O ânimo e a motivação só se mantém em alta, entretanto, se professores, técnicos e alunos enfrentam juntos as mesmas dificuldades, discutindo e tomando decisões, solucionando problemas. 3) LEVANTAR O SABER-FAZER METODOLÓGICO DOS MEMBROS DA EQUIPE: Como mencionamos, anteriormente, trabalhamos com muitos alunos e comunitários voluntários, e a cada ano, o saber-fazer dos membros da equipe pode se modificar em função da adesão de outros participantes com novos conhecimentos. Abaixo apresentamos um quadro com os participantes fixos a mais de quatro anos e suas especialidades: Nome Formação Instituição Paulo César Eng.Agrônomo Lab. Animais Machado Andrade MSc. Ciência Silvestres/UFAM Animal

Saber-fazer Coordenação Geral Especialista em criação e manejo de animais silvestres; nutrição animal; instalações zootécnicas; comportamento animal;


Aldeniza Cardoso de Bióloga Lima MSc. Gestão Ambiental

José Ribamar Silva Pinto

da Eng. Agrônomo MSc. Em Agricultura Familiar e Desenvolvime nto Sustentável M a; do P. Socorro Pedagoga Duarte Marques MSc. Educação

levantamento de fauna; responsável pela análise dos dados, modelagem matemática e coordenação dos experimentos manejo e criação de quelônios ICB/UFAM Coordenação da Educação ambiental; Coordenadora do curso de ciências naturais e da escola de educação ambiental da UFAM Lab. Animais Consultor sobre Silvestres/UFAM trabalhos com comunidades; Especialista em educação na zona rural e treinamento de comunitários FACED/UFAM Consultora da área de Educação Treinamento dos estagiários em técnicas de ensino e comunicação ICB/UFAM Análise genética das populações

Luiz Alberto dos S. Méd. Monjeló Veterinário Dr. Em Genética Henrique dos S. Eng.Agrônomo FCA/UFAM Pereira. Dr.Ecologia

Rosilene Gomes da Bióloga UFAM Silva Esp. Educação Ambiental Nélinton Marques Eng. FCA/UFAM Agrônomo Dr. Entomologia Francimara Souza Eng. RAN/IBAMA da Costa Agrônoma MSc. Zootecnia

Consultor sobre ecologia humana e trabalhos em comunidade Especialista em educação ambiental Monitoramento pragas de ovos quelônios

de de

Consultora sobre criação de quelônios Coordenadora de Campo Biometria, tabulação e


análise dos dados dos experimentos de criação de quelônios João Alfredo da M. Eng. RAN/IBAMA Especialista em Duarte Agrônomo conservação de fauna Coordenador de campo Pedro M. da Costa Eng. Escola Aerotécnica de Especialista em criação Agrônomo São Gabriel-AM de animais silvestres Coordenador de Campo Paulo Henrique G. Eng.Agrônomo Sociedade Civil Especialista em manejo de Oliveira Mamirauá – RDS de quelônios Mamirauá Coordenador de Campo Captura, marcação e recaptura de quelônios e coleta de dados nos experimentos de manejo Sandra Helena da Eng. UFAM Silva Azevedo Agrônoma, Mestranda em Agrossistemas

Kátia V. Cavalcante Bibliotecoomia UFAM/SIVAM /Esp. Georreferencia mento Hellen Christina Eng. UFAM Medeiros de Souza, Agrônoma, mestranda em Ciências Agrárias

Anndson Brelaz de

acadêmico de UFAM

Especialista em trabalhos com comunidades Coordenadora de campo Subcoordenadora das atividades de campo no Médio Amazonas e pela coleta, sistematização e tabulação dos dados de manejo de ninhos e criação comunitária Consultora sobre georreferenciamento/ed ucação ambiental Responsável pela coleta de material a campo e processamento em laboratório de sangue e tecido de populações de quelônios do Médio Juruá Bolsista PIBIC,


Oliveira

engenharia de pesca,

Wander da Silva Rodrigues

acadêmico de UFAM engenharia de pesca

Carlos Dias de Almeida Júnior

acadêmico de UFAM engenharia florestal,

Hugo Ricardo acadêmico de UFAM Bezerra Alves engenharia de pesca,

responsável pelos trabalhos de campo de captura e marcação de quelônios em vida livre e monitoramento das unidades demonstrativas de criação Bolsista de Extensão, , responsável pelos trabalhos de campo de monitoramento de praias de reprodução de quelônios, tabulação de dados e treinamento de comunitários para o manejo participativo Bolsista PIBIC, responsável pelos trabalhos de campo de captura e marcação de quelônios em vida livre e tabulação e análise de dados para geração de modelos matemáticos populacionais Bolsista de Extensão, responsável pelos trabalhos de campo de monitoramento de praias de reprodução de quelônios e monitoramento das unidades demonstrativas de criação


4) APONTAR AS DIFICULDADES E NECESSIDADES DE FORMAÇÃO COMPLEMENTAR: As principais dificuldades do projeto tem sua origem na instabilidade social e institucional dos agentes proponentes: IBAMA e UFAM. No entanto, a parceria e divisão de responsabilidades entre estas duas instituições pode minimizar os efeitos da instabilidade de cada instituição tomada em separado. O projeto ainda tem grande dependência dos aportes financeiros advindos do Programa Pro-Várzea e, nos últimos anos, o IBAMA reduziu bastante os recursos que disponibilizava para o programa. Outro fator de risco é a instabilidade do apoio que se espera ter dos agentes do poder público local (prefeituras municipais). Para reduzir esta dependência o projeto tem buscado envolver outros atores locais (classe empresarial urbana e rural local, comunidade e organizações de base) para dessa forma exercer uma pressão política sobre os poder público local ao mesmo tempo em que se busca estas outras fontes de apoio ao projeto. Por se tratar de um trabalho em áreas abertas e ser um trabalho em comunidades e, com populações animais, em vida livre, estamos sujeitos a atividades de caça nas áreas, falta de ânimo por parte de alguns comunitários e incompreensão do trabalho por parte de outros, entraves políticos, variações climáticas, etc. Com relação a formação complementar, seria extremamente interessante que tivéssemos maior participação de profissionais da área de educação, ciências sociais e economistas para que pudéssemos analisar melhor a série de informações que dispomos sobre as comunidades trabalhadas ao longo destes oito anos. Isto nos permitiria compreender melhor as mudanças que estabelecemos em cada local e nos permitiria sistematizar, em linguagem mais apropriada, os métodos que utilizamos e os resultados obtidos. Com indicadores sócio-econômicos poderíamos monitorar melhor os avanços do projeto. Profissionais da área de marketing também seriam bem-vindos para que pudéssemos divulgar com mais eficiência os resultados obtidos e com isso conseguir novos parceiros para obtermos mais recursos.

5) REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: Andrade, P.C.M. et al. 2001. Manejo sustentável de quelônios em Terra Santa e Oriximiná/PA e Nhamundá e Parintins/AM. Revista de Extensão/UFAM. EDUA. Manaus. P. 1-27. Barbier, R. A pesquisa-ação na instituição educativa. Ed. Zahar, J.Ed. Cortez, 280 p. CantarellI, Vítor Hugo. 1994. I Encontro Técnico-administrativo sobre preservação de quelônios. CENAQUA, Goiânia, 87 p. Da Silva, F. F. 2001. Manejo sustentável de quelônios – Projeto Pé-de-pincha. Além da Sala de Aula – Relatos de Experiências de Projetos de Extensão. EDUA. Manaus. P. 7-14. Guimarães, M. 1995. A dimensão ambiental na educação. Coleção Magistério: Formação e Trabalho pedagógico. Papirus, Campinas/SP. 107 p. IBAMA. 1998. A implantação da Educação Ambiental no Brasil, Brasília/DF. 166 p.


IBAMA.1994. Amazônia: uma proposta interdisciplinar de educação ambiental. Documentos metodológicos. IBAMA, Brasília, 128 p. IPÊ. 1996. Biodiversidade; Manejo de áreas protegidas e Demografia . In: II Curso Nacional de Biologia da Conservação e Manejo da Vida Silvestre. FNMA. Assis/SP. 1512 p. Lagueux, C.J.1991. Economis analysisof sea turtle eggs in coastal community on the Pacific coast of Honduras.In: Neotropical wildlife use and conservation. Ed . Robinson, j.G. & Redford, K.H.Un. Chicago Press. p. 136-144. Latorre, A. 2004. La investigación-acción. Ed. Grao, Barcelona, 2ª. Ed.138 p. Lindenberg, , S.M. & Paula, A . C. 2003. Manejo de Fauna Silvestre. Série a RESEX que conquistamos. IBAMA. Vol. 5 . 112 p. Memnini, N. & Santos, E. 1999. Educação ambiental, uma metodologia participativa de formação. Vozes, Rio de Janeiro, 83 p. Peek, J.M. 1986. A Review of wildlife management. Prentice-Hail, New Jersey, p.279360 e 409-417 . 486 p. Pinto, J.R.S. 2002. “Análise de Incentivos Institucionais no Manejo Participativo de Fauna Silvestre: estudo de caso do projeto “Pé-de-Pincha” no noroeste do Pará”. UFPA, Belém. 126 p. Schemnitz, S.D. 1987. Manual de técnicas de gestión de vida silvestre. Wildlife Soc. 702 p. SEMACT/D.1997. Educação Ambiental , uma proposta interdisciplinar. Brasília. 86 p. Soini, P. 1997. Estudio, reproucción e manejo de los quelonios del genero Podocnemis (charapa, cupiso y tarycaia) en la cuenca del rio Pacaya, Loreto – Peru. Investigaciones en La Estación Biológica Cahuana, 1979- 1994. CDC – UNALM / FPCN/ TCN. Lima, Perú. Teran, Augusto Fachín; Vogt, Richard C. & Gomez, Maria de Fátima Soares. Food Habitats of na Assemblage of Five Species of Turtles in the Rio Guapore, Rondonia, Brasil. Journal of Herpetology, Vol. 29, No. 4, pp. 536-547. 1995. Thiollent, M. 1992.Metodologia da Pesquisa-ação.Ed. Cortez. 5 a. Ed. 108 p.


SISTEMATIZAÇÃO DA METODOLOGIA DE PESQUISA-AÇÃO ADOTADA PELO PROJETO PÉ-DE-PINCHA (Manejo sustentáve  

<p>O Projeto Manejo Sustent&aacute;vel de Quel&ocirc;nios por Comunidades do M&eacute;dio Amazonas &ndash; &ldquo;P&eacute;-de-pincha&rdquo...

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you