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4) APONTAR AS DIFICULDADES E NECESSIDADES DE FORMAÇÃO COMPLEMENTAR: As principais dificuldades do projeto tem sua origem na instabilidade social e institucional dos agentes proponentes: IBAMA e UFAM. No entanto, a parceria e divisão de responsabilidades entre estas duas instituições pode minimizar os efeitos da instabilidade de cada instituição tomada em separado. O projeto ainda tem grande dependência dos aportes financeiros advindos do Programa Pro-Várzea e, nos últimos anos, o IBAMA reduziu bastante os recursos que disponibilizava para o programa. Outro fator de risco é a instabilidade do apoio que se espera ter dos agentes do poder público local (prefeituras municipais). Para reduzir esta dependência o projeto tem buscado envolver outros atores locais (classe empresarial urbana e rural local, comunidade e organizações de base) para dessa forma exercer uma pressão política sobre os poder público local ao mesmo tempo em que se busca estas outras fontes de apoio ao projeto. Por se tratar de um trabalho em áreas abertas e ser um trabalho em comunidades e, com populações animais, em vida livre, estamos sujeitos a atividades de caça nas áreas, falta de ânimo por parte de alguns comunitários e incompreensão do trabalho por parte de outros, entraves políticos, variações climáticas, etc. Com relação a formação complementar, seria extremamente interessante que tivéssemos maior participação de profissionais da área de educação, ciências sociais e economistas para que pudéssemos analisar melhor a série de informações que dispomos sobre as comunidades trabalhadas ao longo destes oito anos. Isto nos permitiria compreender melhor as mudanças que estabelecemos em cada local e nos permitiria sistematizar, em linguagem mais apropriada, os métodos que utilizamos e os resultados obtidos. Com indicadores sócio-econômicos poderíamos monitorar melhor os avanços do projeto. Profissionais da área de marketing também seriam bem-vindos para que pudéssemos divulgar com mais eficiência os resultados obtidos e com isso conseguir novos parceiros para obtermos mais recursos.

5) REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: Andrade, P.C.M. et al. 2001. Manejo sustentável de quelônios em Terra Santa e Oriximiná/PA e Nhamundá e Parintins/AM. Revista de Extensão/UFAM. EDUA. Manaus. P. 1-27. Barbier, R. A pesquisa-ação na instituição educativa. Ed. Zahar, J.Ed. Cortez, 280 p. CantarellI, Vítor Hugo. 1994. I Encontro Técnico-administrativo sobre preservação de quelônios. CENAQUA, Goiânia, 87 p. Da Silva, F. F. 2001. Manejo sustentável de quelônios – Projeto Pé-de-pincha. Além da Sala de Aula – Relatos de Experiências de Projetos de Extensão. EDUA. Manaus. P. 7-14. Guimarães, M. 1995. A dimensão ambiental na educação. Coleção Magistério: Formação e Trabalho pedagógico. Papirus, Campinas/SP. 107 p. IBAMA. 1998. A implantação da Educação Ambiental no Brasil, Brasília/DF. 166 p.

SISTEMATIZAÇÃO DA METODOLOGIA DE PESQUISA-AÇÃO ADOTADA PELO PROJETO PÉ-DE-PINCHA (Manejo sustentáve  

O Projeto Manejo Sustentável de Quelônios por Comunidades do Médio Amazonas – “Pé-de-pincha” surgiu em 1999, como uma iniciativa de comuni...

SISTEMATIZAÇÃO DA METODOLOGIA DE PESQUISA-AÇÃO ADOTADA PELO PROJETO PÉ-DE-PINCHA (Manejo sustentáve  

O Projeto Manejo Sustentável de Quelônios por Comunidades do Médio Amazonas – “Pé-de-pincha” surgiu em 1999, como uma iniciativa de comuni...