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número indicando a ficha do ninho (na ficha ficam registrados dados como o local de coleta, número de ovos, distância da água, tipo de solo, etc.) e a provável data de eclosão. As covas transplantadas ficam sob os cuidados dos proprietários ou de comunitários do local. É feito também o registro da temperatura da área onde estão implantadas as covas, a fim de avaliar, posteriormente, a sua influência sobre o nascimento de machos e fêmeas. No período de transferência dos ninhos, a equipe da UFAM/IBAMA, escolhe uma área para receber a visita de alunos da rede municipal de ensino para observarem como é feito o trabalho de campo, bem como, ministra, durante uma semana, palestras durante as tardes e noites nos colégios locais. Os temas são diversificados de acordo com as especialidades do pessoal envolvido no projeto (quelônios, ecologia, horticultura, pecuária, criação de animais silvestres e parasitismo e profilaxia, etc.). O encerramento das atividades de educação ambiental é feito com a realização da Gincana EcológicoCultural “Pé-de-Pincha”. Neste mesmo período, realizamos minicursos sobre artesanato, beneficiamento de polpas de frutas, produtos lácteos e pescado, plantio de hortas comunitárias, piscicultura e criação caipira de galinhas ou outro tema de interesse, em pelo menos quatro comunidades. As atividades de fiscalização das áreas protegidas e distribuição de folders e cartazes sobre defeso, caça predatória, desmatamento, queimadas, é feita pelos agentes ambientais de cada localidade, os quais treinamos em 1999, sob a coordenação e orientação de fiscais do IBAMA – AM e PA, em operações que duram de agosto a novembro. Em novembro, quando iniciam as eclosões, com o nascimento dos filhotes de tracajás e pitiús nas covas transplantadas, a equipe da UFAM/IBAMA retorna para o município para a construção dos berçários, treinamento do pessoal local nos cuidados com os filhotes (alimentos, horário de fornecimento, conservação dos ovos não eclodidos e filhotes mortos, etc.), coleta de dados de biometria, genética e parasitologia e marcação dos filhotes. Os filhotes são mantidos nos berçários até completarem 2 (dois) meses de idade, período em que já possuem um casco mais resistente e sabem procurar alimentos, tornando-se menos susceptíveis à predação. Cada berçário de alvenaria tem cerca de 100 m2, já os berçários tipo gaiola (madeira e tela) são feitos de peças de madeira e tela tipo galinheiro, tendo em torno de 5-10 m2. A escolha do tipo de berçário depende do local onde ele é implantado. Cada berçário, também é recoberto de fios de nylon trançados para evitar a predação dos filhotes por aves e possui pequenas balsas flutuantes de madeira que servem como solário, além disso são colocados aguapés e murerus que servem de abrigo e alimentação para os filhotes. Durante o período de eclosão dos filhotes, turmas de alunos são levadas aos locais para acompanharem o nascimento dos tracajás, o seu manejo nos berçários e os estudos realizados pela Universidade e IBAMA, sendo com eles desenvolvido um trabalho de educação ambiental, com distribuição de cartilhas sobre o projeto.

SISTEMATIZAÇÃO DA METODOLOGIA DE PESQUISA-AÇÃO ADOTADA PELO PROJETO PÉ-DE-PINCHA (Manejo sustentáve  

O Projeto Manejo Sustentável de Quelônios por Comunidades do Médio Amazonas – “Pé-de-pincha” surgiu em 1999, como uma iniciativa de comuni...

SISTEMATIZAÇÃO DA METODOLOGIA DE PESQUISA-AÇÃO ADOTADA PELO PROJETO PÉ-DE-PINCHA (Manejo sustentáve  

O Projeto Manejo Sustentável de Quelônios por Comunidades do Médio Amazonas – “Pé-de-pincha” surgiu em 1999, como uma iniciativa de comuni...