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Em um primeiro momento, são realizadas reuniões/seminários nas comunidades que participaram do projeto no ano anterior. Essas reuniões tem por objetivo avaliar os resultados obtidos em cada lugar, apontar as dificuldades encontradas e as possíveis soluções, determinar quais as áreas que serão trabalhadas em cada ano e quais são as pessoas envolvidas, ouvir sugestões para o projeto e traçar as estratégias de campo para o período de setembro - outubro (época da coleta). Nas comunidades que não participaram do projeto no ano anterior, realizamos ainda, o treinamento na confecção de áreas de transplante de ovos, técnicas de transferência e construção de berçários. Estas reuniões são durante o mês de maio e na oportunidade, iniciamos o processo de fomento a formação de associações, onde elas ainda não existiam. De maio a junho, são confeccionados folders e cartilhas e são contatados os meios de comunicação para a divulgação do projeto. Neste mesmo período, são feitos os acertos finais para a execução do projeto e realizadas reuniões com os professores da rede de ensino municipal e estadual para o planejamento das atividades do projeto para as escolas no segundo semestre, bem como, a capacitação em Educação Ambiental. Em julho, realizamos um curso de reciclagem e formação de agentes ambientais voluntários Em agosto, com a vazante e a respectiva saída das praias, são identificadas as áreas de coleta e é iniciada a construção das cercas para onde são transferidos os ninhos nas áreas protegidas. Trabalhamos em 78 áreas protegidas, para onde transferimos, aproximadamente, 6.000 covas. A cerca é feita de estacas de madeira com tela tipo sombrite ou tela plástica, medindo 60 cm de altura. Por sobre a área da cerca, são trançados fios de nylón, para evitar a predação de filhotes por aves. A área cercada tem, aproximadamente, 50 m2 , variando em função da meta a ser atingida em cada local. Neste período, também são confeccionadas as estacas de 30 cm que receberão a numeração das covas. De setembro a outubro, são coletados os ninhos para a transferência das covas. Esta atividade é feita por cinco equipes formadas por um ou dois guias locais, três membros da equipe da UFAM/IBAMA. O deslocamento é feito em deslizadores com motor de 25 HP ou motores tipo rabeta, que tem como ponto de encontro um barco de 14 m com motor de centro. A medida que o trabalho é executado o pessoal de apoio local vai recebendo o treinamento para transferência dos ninhos, pois a equipe da Universidade/IBAMA permanece no máximo 20 dias visitando todas as áreas e, caso não seja atingida a meta de covas o trabalho continua, por conta do pessoal das comunidades coordenados pelos agentes ambientais voluntários. A transferência dos ninhos é um processo simples desde que se saiba a idade dos ninhos (ela não pode ser executada com ovos entre o terceiro e o vigésimo sétimo dia de incubação). Como é difícil precisar a idade de covas mais velhas, trabalhamos com covas novas. Os ninhos são abertos e os ovos colocados em caixas de isopor (24,5 e 37 litros) forradas com areia. Ao transferir os ovos para caixa, estes devem ser mantidos na mesma posição que estavam no ninho. As covas são construídas de modo similar a natureza, com uma câmara de ar e profundidade em torno de 30 cm. Cada cova recebe uma estaca, onde está escrito um

SISTEMATIZAÇÃO DA METODOLOGIA DE PESQUISA-AÇÃO ADOTADA PELO PROJETO PÉ-DE-PINCHA (Manejo sustentáve  

O Projeto Manejo Sustentável de Quelônios por Comunidades do Médio Amazonas – “Pé-de-pincha” surgiu em 1999, como uma iniciativa de comuni...

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