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Era uma vez uma menina chamada Sara. Ela era desarrumada. No quarto dela estava à procura da sua gatinha de peluche no seu baú. Tirava um brinquedo de cada vez e deitava ao chão. A mãe disse: - Arruma já isso, que desastrada que tu és… - Está bem. Está bem. Só estou à procura da Fifi. A Sara desarrumou tudo, tudo, tudo e finalmente encontrou-a. - Já encontraste? - Sim, mãe. - Então já sabes o que tens a fazer! Ainda por cima vem aí o teu primo Daniel. A mãe desapareceu pela porta. Quando o Daniel chegou, o quarto estava a brilhar. - Sara, tens jogos de vídeo? - Sim, mas tens que tirar o casaco, não é? - É verdade. O Daniel tirou o casaco e disse: - Vamos jogar? - Sim, mas onde estão os meus jogos de vídeo?... A Sara voltou a desarrumar tudo outra vez e, finalmente, encontrou os jogos de vídeo. - Vamos, anda jogar Daniel. - Está bem, já vou, tenho de ir à casa de banho. O Daniel foi para a sala onde a Sara estava a por o jogo de vídeo chamado “Festa na Selva”. -Então, despacha-te, quero jogar!!! - Já vai, já vai, espera um segundo… Entretanto, começaram a jogar, mas logo de seguida ficaram cheios do jogo e o Daniel disse: - Sara, vamos para o jardim brincar? - Pode ser, mas com uma condição. Não vamos jogar futebol, mas sim às escondidas.


- Está bem - disse o Daniel. E lá foram para o jardim brincar. Até que… Quando ela chegou à beira do seu primo, ficou espantada com o cãozinho que estava deitado e a chorar atrás da garagem. Era um cãozinho muito lindo e pequenino, estava abandonado. A Sara disse: - Vamos levá-lo para casa? - Vamos, vamos.- disse o Daniel. Entraram em casa e a Sara disse: - Mãe, mãe, olha o que encontrámos na garagem. - Deve estar com fome- disse o Daniel. - Mãe, posso dar-lhe leite?- pergunta a sara. O Daniel disse: - Também quero. Entretanto, chega a mãe e disse: - Levem-no para o jardim. Não quero que me suje a casa. Quando o cãozinho bebeu o leite, a Sara reparou que ele tinha uma coleira. - Olha é uma coleira!!! - Pois é.- respondeu o Daniel. - E diz Titi. - Pois é, ainda por cima é igual ao meu cão. - Se calhar é o teu!! - Deve ser porque tem o mesmo nome que o meu. - Liga à tua mãe para saber se o teu cão está em casa. - Está bem. Ele ligou à mãe e descobriu que não era dele. - Não é meu. - Então de quem será? - Vamos descobrir. O Daniel e a Sara decidiram então ver no jardim e na garagem se havia alguma pista, mas não encontraram nada. Então, voltaram a observar a coleira para ver se dizia alguma coisa e em baixo viram que dizia: Titi Dono B.M.


Os dois lembraram-se do seu amigo Bernardo Mota que tinha um cão e tinha fugido de casa porque o pai dele o queria matar para comer e que já lhe tinha feito um corte no pescoço. Ele conseguira fugir. A Sara disse ao Daniel: - Liga ao Bernardo Mota, para sabermos se ele já encontrou o seu cão. - Mas, eu não tenho o número de telefone dele. Quando a mãe do Daniel chegou para o ir buscar, contaram tudo o que fizeram e também contaram sobre o cão. Resolveram que o Daniel ficaria com ele até descobrirem de quem era. Mas… Resolveram pensar um pouco e a Sara teve uma ideia. - Vamos curar o cão para ele ter forças para nos levar até ao seu dono.!- exclamou a Sara achando-se muito esperta. Quando seguiram a ideia da Sara, o cão ficou com muita energia e levou-os até ao seu dono. Pelo caminho passaram pelo parque infantil, pela escola do irmão mais velho do Daniel e, por fim, chegaram à rua do dono da Piti. Mas, a Piti só sabia a rua, não a casa. Então, a Sara e o Daniel foram novamente verificar a coleira. - Daniel, vês alguma coisa???-pergunta a Sara. - Vejo sim. Diz…porta 367. E lá foram bater à porta. A mãe do Bernardo abriu a porta e perguntou: - De quem é essa cadela? A Sara e o Daniel disseram em conjunto. - Não sabe que é a Piti, a vossa cadela? - Ai é… obrigado por a terem encontrado. Querem vir almoçar connosco? A Sara respondeu: - Claro. Almoçaram. O almoço estava muito bom. O Bernardo mostrou a casa à Sara e ao Daniel.


Era uma casa muito bonita, com divisões grandes e cada divisão com a sua cor. Tinha também uma chaminé e um jardim muito grande, com muitas flores e com um lago com peixes. A Sara e o Daniel ficaram muito espantados com a casa e os três amigos foram jogar à bola. A meio do jogo, a sara teve sede. Através da janela da cozinha viu dois homens suspeitos. Decide ir chamar os amigos. - Daniel… Daniel…Bernardo…Bernardo- gritou a Sara.- Venham ver. Daniel e Bernardo correm para a cozinha até que…vêem os tais homens suspeitos. Os três amigos foram ao quintal e viram uma pista que dizia “J.R.”. Bernardo reparou numa fotografia ao pé de uma árvore. A fotografia era de um homem muito feio e mau. Os três amigos viram que o homem estava mesmo atrás deles. Tentaram fugir, mas não conseguiram. O homem pegou neles e levou-os para dentro da sua carrinha. A Sara disse: - Temos que tentar fugir daqui. -Pois temos. – disse o Daniel. Entretanto, em casa a mãe do Bernardo disse: - Meninos, para dentro. Mas eles não apareceram porque não estavam no quintal. A mãe não os viu e foi procurá-los. A meio do caminho viu uma árvore caída no chão e que não a deixava passar. Atrapalhada, ligou à polícia para virem tirar a árvore do caminho. Quando a polícia chegou, reparou que a senhora estava em pânico, pois não sabia onde estavam as crianças, nem onde as procurar. Os senhores agentes tentaram a calmar a senhora. Com mais calma, começaram a fazer perguntas. - Desde quando é que a árvore está caída no meio da rua?


- Não sei senhor agente. Só reparei à bocado porque andava à procura do meu filho e dos seus dois amiguinhos que estavam a brincar no jardim respondeu ela. - E a senhora não sabe onde estão as crianças?- perguntou outro agente. - Não, eu fui lá dentro arrumar a roupa e quando voltei chamei-os e eles não responderam- disse a senhora. - Há quanto tempo estão desaparecidos? - Há duas horas. - Bom, ainda não passou tempo suficiente para iniciarmos uma busca. Teremos que esperar vinte e quatro horas. - A senhora viu alguém estranho nas redondezas?- continuou o agente. - Agora que o senhor agente pergunta, vi uma carrinha amarela a passar na rua várias vezes hoje de manhã. - Reparou na matrícula?- perguntou o agente. Enquanto continuavam o interrogatório, a Piti pôs-se a farejar a rua, na tentativa de encontrar as crianças. Enquanto a Piti procurava as crianças, elas divertiam-se no canil e no gatil que existia na sua aldeia. O homem feio, afinal era simpático e o que ele queria era ajuda para encontrar o seu cão Jack e o seu gato Rex que desapareceram da sua pobre casa, agora tão vazia e silenciosa sem os seus animais ternurentos. Juntos, conseguiram encontrar os animais. Devolveram-nos ao seu dono e regressaram a casa, contentes com o seu gesto. Pelo caminho encontraram a mãe do Bernardo e a polícia e contaram todas as suas peripécias. Todos ficaram aliviados. No final foram todos lanchar, as crianças estavam esfomeadas.


História Circulante