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Samuel M. Strong Stephanie S. Strong

C A P Í T U L O

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SISTEMAS ESSENCIAIS PARA TREINAMENTO DA EQUIPE NA PRÁTICA DO IMPLANTE DENTÁRIO Uma vez que o clínico tenha perícia suficiente com relação aos produtos e procedimentos necessários para completar com sucesso os casos de implantes, o próximo desafio será o treinamento da equipe odontológica. Isso engloba uma abordagem dupla, na qual as habilidades informativas do clínico e do paciente devem ser conhecidas e implementadas. Este capítulo aborda os sistemas que devem ser incorporados por toda a equipe para o desenvolvimento da prática do implante. Após a introdução dos implantes ósseos integrados nos Estados Unidos, em 1983,1 desenvolveu-se uma separação generalizada das tarefas específicas a cada tipo de prática. Inicialmente, os cirurgiões orais e, em seguida, os periodontistas eram as principais fontes de implantes cirúrgicos. Na maioria dos casos, o dentista restaurador encaminhava os candidatos a implantes a esses especialistas, que os mandavam de volta ao dentista para complementação protética após a fase cirúrgica. Infelizmente, a falta inicial de treinamento protético tornava a complementação dos casos de implantes frustrante para os cirurgiões dentistas e dentistas restauradores, assim como para os pacientes. Embora essa tendência tenha sido enormemente corrigida com a crescente prevalência de cursos de prótese sobre implantes e de literatura, ainda existe confusão generalizada quanto à melhor forma pela qual os consultórios cirúrgicos e protéticos devem trabalhar em conjunto para a complementação, sem interrupção, dos casos de implantes. Em outras práticas clínicas, o protesista realiza o procedimento cirúrgico e de restauração. Qualquer que seja o mecanismo para a complementação do caso, a equipe do consultório deve se tornar uma parte integral do estudo, dos procedimentos e do acompanhamento

do implante.2 Sem o apoio de toda a equipe para o reforço das recomendações do dentista, o desenvolvimento da prática do implante pode ser muito difícil, se não impossível.

Quatro Fases Pré-cirúrgicas O desenvolvimento dos casos de implante geralmente envolve um esforço conjunto entre os consultórios de restauração e de cirurgia, facilitado por um protocolo de planejamento interdisciplinar de tratamento. As quatro fases a seguir são recomendadas para que se analisem as opções de tratamento esperadas para o implante para, depois, submetê-las ao paciente.3 1. Elaboração do diagnóstico. 2. Procedimentos laboratoriais. 3. Conferência sobre o planejamento do tratamento. 4. Apresentação do caso. Essas fases se seguem ao exame inicial para confirmar que o paciente apresenta uma condição tratável por meio de implantes dentários. Todos os membros da equipe dentária devem estar cientes desse sistema de planejamento pré-cirúrgico. Eles devem entender por que é importante planejar adequadamente o caso e como executar essas fases de uma maneira profissional e organizada.4

Elaboração do Diagnóstico O paciente que se apresenta para extração(ões) dentária(s) ou já é edêntulo em qualquer área se qualifica como candidato a implante. Isso pode ser determinado na consulta inicial por

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Capítulo 3

Sistemas Essenciais para Treinamento da Equipe na Prática do Implante Dentário

PAPELETA DE INFORMAÇÕES POR TELEFONE DATA

INICIAIS DO ATENDENTE

MÉDICO

DATA DA CONSULTA

1. “Bem-vindo! Para marcarmos sua consulta adequadamente, favor responder este questionário:” Como se pronuncia

Nome Se for criança: Idade

Nome

Dor de dente

Indicação

Páginas Amarelas

Pedido de informação

Intermitente?

Queda de obturação

Constante?

Sangramento na gengiva

5. Data das últimas radiografias

Tipo

6. “Como você pretende pagar pela consulta?” Crédito

Emergência

Dor/ Pressão

Propaganda

Plano de saúde

Outro

Segunda Opinião Acorda à noite Mobilidade

4. Medicação atual contra dor

Em dinheiro

Paciente antigo

Quem é o responsável?

2. “Como você chegou até nós?” 3. “Como podemos ajudar?”

Novo paciente

Inchaço

Febre

Dente quebrado

Sensibilidade Sensibilidade ao calor ao frio Necessita de pré-medicação?

Onde estão as radiografias?

Sensibilidade a doces

O paciente as trará para a consulta?

Outro

Sim

Não

Fornecida faixa de honorários?

Plano de saúde/Empresa & tipo

7. “Como podemos entrar em contato com você?” Telefone Residencial

Telefone do Trabalho

Celular

8. “Favor informar seu endereço para que possamos lhe enviar alguns formulários que deverão ser preenchidos antes de sua consulta” E-mail

Rua

Cidade

Estado

CEP

9. “Para podermos tornar sua consulta o mais agradável possível, existe algo mais que você queira saber?” 10. Observações/Motivadores/Preocupações O paciente pareceu: © Pride Institute

Amável

Neutro

Tímido

Ansioso

FORMULÁRIO 011 (06.08)

Agressivo

Outro

1.800.925.2600

www.prideinstitute.com

Figura 3-1. Papeleta de informações por telefone. (Cortesia do Pride Institute, São Francisco, CA.)

meio de exame visual e radiografias. O paciente, em seguida, é avisado quanto à necessidade de se elaborar um diagnóstico para a análise adequada do caso e o desenvolvimento de um plano de tratamento apropriado.5 A partir do primeiro contato do paciente com o consultório, por telefone, e-mail ou outro meio, cada membro da equipe deverá ter um conhecimento ativo de como orientar o paciente através de um processo de aprendizado que permitirá que o mesmo tome uma decisão inteligente sobre o tratamento. O novo paciente que entrar em contato sobre a realização de implantes dentários será encaminhado para um exame limitado com raios X, normalmente uma ou mais radiografias periapicais de uma área específica, ou uma radiografia panorâmica. Um formulário impresso é utilizado pelo atendente como guia para a obtenção de informações pertinentes (Fig. 3-1). O atendente agenda a consulta e envia ao paciente um histórico sobre sua saúde e outras informações administrativas pertinentes, que o paciente levará preenchidas por ocasião da consulta. Em seguida, o dentista examinará a área de interesse e determinará se o caso poderá ser adequadamente tratado por meio de implantes. Informações adicionais concernentes ao diagnóstico são recomendadas, levando à elaboração do diagnóstico. Assim que o paciente concordar em seguir adiante, a elaboração poderá ser finalizada na primeira consulta ou programada para uma data posterior. Além das radiografias necessárias e adequadas, são obtidos moldes diagnósticos maxilares e mandibulares usando-se vinilpolisiloxano (VPS). O VPS é escolhido em lugar dos materiais de alginato, pois facilita a confecção de múltiplos moldes de gesso. O VPS de viscosidade média de secagem rápida (2 a 3 minutos) funciona bem na captura dos detalhes necessários para um molde diagnóstico. Caso haja reentrâncias significativas, ou se a dentição apresentar movimentos periodontais,

Figura 3-2. Molde diagnóstico feito de vinilpolisiloxano (VPS).

injeta-se nessas regiões material de viscosidade extraleve com material de viscosidade média usado na moldeira. Esse material extraleve normalmente será removido das reentrâncias sem que haja perigo de quebra do dente ou de restaurações existentes (Fig. 3-2). Em casos graves de reentrâncias e/ou mobilidade, deve ser utilizado algum tipo de material para bloqueio. É feito a seguir o registro da mordida com máxima interdigitação ou em relação cêntrica. É tirada uma série de fotos para a documentação das condições existentes do paciente (Fig. 3-3). Imagens fotográficas digitais podem ser úteis para uma análise completa do caso. O trabalho poderá ser facilitado caso o dentista ou o assistente faça cursos de fotografia dentária ou leia sobre as técnicas e os equipamentos necessários à aquisição dessas imagens.6,7


Capítulo 3

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B A

D C

F E

H G Figura 3-3. Fotografias obtidas para documentar a condição atual do paciente. A, Foto de rosto inteiro. B, Sorriso normal. C–E, Imagens tomadas com uso de afastador, a 1:3 (C), 1:2 (D) e 1:1 (E), F, Vista lateral. Imagem oclusal maxilar (G) e mandibular (H) obtidas com espelho.


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Capítulo 3

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Prepara-se um quadro completo mostrando restaurações existentes, falta de dentes, classificação oclusal, situação da articulação temporomandibular (ATM) e condição periodontal. Um quadro periodontal engloba seis medidas sulculares por dente, além de anotações quanto a sangramento em sondagem, mobilidade, envolvimento de furca, situação da placa e presença de cálculos, recessão e perda de fixação clínica. A elaboração do diagnóstico inclui a transferência do arco facial para um articulador semiajustável, o registro da mordida cêntrica, um jogo completo de radiografias periapicais e interproximais, uma radiografia panorâmica e uma discussão com o paciente a respeito de suas metas e desejos a longo prazo quanto à terapia por implante. Essa discussão permite que o clínico forme uma ideia quanto à atitude do paciente acerca do tratamento dentário, em geral, e implantes, em particular. Permitir ao paciente recapitular tratamentos dentários anteriores proporcionará algum discernimento quanto até que ponto o paciente será difícil ou razoável, caso as recomendações do clínico sejam aceitas. Recomenda-se a elaboração completa do diagnóstico em casos de implantes moderados a complexos. Nos casos simples, englobando de um a três implantes, uma elaboração simplificada poderá ser suficiente. Nesse caso, deverão ser obtidos os moldes, o registro da mordida e um número mais limitado de radiografias e fotografias. Sempre se tira uma radiografia panorâmica, em virtude das valiosas informações que podem ser obtidas por meio da observação em duas dimensões dos ossos na área em que será realizado o implante. Um assistente clínico adequadamente treinado pode realizar o procedimento de transferência do arco facial e tirar as fotografias que ilustram a condição do paciente antes da operação. A capacidade de realizar esses procedimentos sem supervisão acrescenta valor ao assistente como membro da equipe, permitindo ao dentista delegar essas tarefas. Se o paciente for totalmente edêntulo, toma-se nota da consistência da gengiva (mole, frouxa ou firme), da forma do arco (quadrado, cônico ou oval) e da dimensão vertical (fechado, aberto ou normal). A parte final da elaboração do diagnóstico consiste em uma discussão com o paciente acerca das metas e expectativas. Perguntas para discussão em aberto, como “O que você gostaria de alterar em seu sorriso e em seus dentes atuais?”, são de grande utilidade. Em muitos casos, o paciente deseja um sorriso mais brilhante, dentes mais retos, espaços entre os dentes fechados ou alguma outra melhoria estética. Outros pacientes simplesmente desejam o aperfeiçoamento das funções proporcionado pelos implantes, através da troca da dentadura convencional por uma sobredentadura ou prótese híbrida. As respostas dos pacientes a esse tipo de pergunta podem fornecer informações inestimáveis. Como esse é um período em que se busca a concordância, é importante que o clínico ouça o paciente, deixando-o falar tanto quanto possível para obter o conhecimento exato de seus desejos; haverá tempo suficiente posteriormente para se discutirem detalhes específicos associados às opções do plano de tratamento. A escuta ativa pode ser utilizada nesse ponto não apenas para demonstrar interesse e preocupação genuínos, mas também para verificar se o clínico entende o que o paciente está dizendo.8 Assim que a conversa sobre as aspirações e as expectativas do paciente está completa e documentada, o paciente marca uma consulta posterior para a apresentação do caso. Enquanto isso, os moldes diagnósticos são preenchidos com gesso e montados em um articulador semiajustável. É uma boa ideia fazer o pre-

enchimento dos moldes duas vezes, obtendo-se um jogo de gesso diagnóstico adicional para o cirurgião (se for o caso) e/ou para o técnico do laboratório. A partir da montagem, o dentista poderá determinar a distância disponível entre os arcos para a restauração final, assim como outras informações adicionais, como as medidas mesial-distal e bucolingual para a colocação do implante, a relação oclusal existente, forma e comprimento do arco e opções para a fabricação de prótese fixa ou removível.

Procedimentos Laboratoriais Ao elaborar-se o plano de tratamento, o dentista produzirá modelos em gesso para diagnóstico a partir dos moldes preliminares e irá montá-los em um articulador semiajustável. Modelos de trabalho subsequentes serão montados no mesmo articulador para consistência e comparação com a condição pré-operatória. A partir da transferência do arco facial, o modelo do maxilar pode ser montado no membro superior do articulador semiajustável (Fig. 3-4). O modelo mandibular é montado no membro inferior do articulador utilizando-se o registro da mordida cêntrica. Os procedimentos do articulador semiajustável e da transferência do arco facial facilitam a exatidão de todos os procedimentos restauradores. Em geral, isso ocorre porque o estojo pode ser montado mais perto do arco verdadeiro de fechamento dos dentes mandibulares com relação a seus dentes maxilares de interdigitação.9 Esse princípio de odontologia restauradora, embora seja sempre importante, é particularmente essencial ao abrir-se a dimensão vertical de oclusão (DVO). Se os modelos deixarem as impressões sobre ou bem perto do arco de fechamento, isso reduzirá o ajuste oclusal necessário quando da entrega desses tipos de estojo. Em muitos casos, a DVO é aberta em pacientes que têm usado dentaduras parciais ou completas por muitos anos, ou que apresentam dentição desgastada. Os moldes em gesso montados são revisados juntamente com as radiografias, com as fotos e com as observações gráficas, incluindo as medições periodontais pertinentes. Um dos valiosos critérios advindos dos moldes montados é a determinação de quanto espaço entre os arcos está disponível para a restauração por implante proposta.

Figura 3-4. Modelo maxilar montado na parte superior do articulador semiajustável e modelo mandibular montado na parte inferior.


Capítulo 3

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Além dos benefícios técnicos de se utilizar a transferência de arco facial para montar modelos em um articulador semiajustável, existe um benefício adicional para o clínico. Muitos pacientes não experimentaram esse procedimento em tratamentos dentários anteriores, e eles normalmente equiparam o procedimento do arco facial a um nível mais alto de odontologia restauradora. Eles comentam acerca da “sofisticação” dos procedimentos clínicos, após a finalização da transferência do arco facial. Essa percepção só pode aumentar a confiança do paciente na prática e na capacidade técnica do clínico, o que constitui um aspecto de aceitação e concordância geral do caso que não pode ser excessivamente enfatizado.

Formulário de Avaliação Cirúrgica Nome do paciente: Sra. Jane Doe Indicado por: Dr. Sam Strong Área de implante: Arco maxilar inteiro Em anexo:

Periapicais Modelos

; Panorâmica ; Fotos

Conferência de planejamento do tratamento

Conferência Sobre o Planejamento do Tratamento

Figura 3-5. Exemplo de um formulário de avaliação cirúrgica.

Todos os dados diagnósticos são copiados e enviados ao cirurgião e/ou ao laboratório dentário. Na conferência sobre o planejamento do trabalho, o cirurgião-dentista e o dentista restaurador reúnem-se ou conversam por telefone para planejar os detalhes específicos do caso. Utiliza-se um checklist com as considerações pré-cirúrgicas para revisão de todas as opções de tratamento disponíveis para o implante. Um checklist pré-operatório sugerido para considerações por parte do protético e dos membros da equipe cirúrgica inclui os seguintes itens: • Tipo de guia cirúrgico a ser fornecido pelo protesista • Tipo de prótese temporária a ser fornecida pelo protesista • Número de implantes para cada opção de tratamento • Comprimentos e diâmetros previstos para os implantes • Localização ideal para cada implante • Necessidade de enxerto para colocação adequada dos implantes • Opções para prótese fixa ou removível • Retenção por meio de parafuso ou cimento nos casos de prótese fixa • Restaurações retidas com parafuso de esplintagem ou cimento para casos de prótese fixa versus coroas simples • Formato de prótese retida por barra ou por fixação para casos removíveis • Sequência de carga imediata ou retardada • Estimativa do tempo de cirurgia e do tratamento protético O checklist pré-operatório é utilizado para orientação da análise do caso, estando um cirurgião-dentista envolvido, ou se os procedimentos cirúrgicos e protéticos estiverem sendo realizados internamente. Quando o caso envolver um esforço interdisciplinar com o cirurgião-dentista, são enviados ao consultório do cirurgião moldes de diagnóstico em duplicata, radiografias (FMX e/ou panorâmica), gráficos pertinentes e anotações específicas sobre o paciente. O uso de um formulário auxilia na disponibilidade de uma breve descrição do objetivo da avaliação (Fig. 3-5). O protesista pode necessitar discutir tópicos ou preocupações específicas sobre o caso com o cirurgião antes da consulta para avaliação cirúrgica. Nesse cenário, os dois clínicos principais (o cirurgião e o protesista) encontram-se ou conversam por telefone para completar a conferência de planejamento do tratamento. Um dos membros da equipe de restauração é responsável pelo envio dos materiais diagnósticos indicados na lista anteriormente mostrada ao consultório cirúr-

gico para a reunião, além de acompanhar a documentação gráfica após a mesma. A conferência de planejamento do tratamento deve ocorrer logo após a elaboração do diagnóstico para apressar a formulação das opções de tratamento adequadas. Idealmente, essa fase deve ser finalizada em poucos dias para facilitar a programação da apresentação do caso 2 semanas após a elaboração do diagnóstico. Se o protesista pretender realizar todos os procedimentos cirúrgicos e de implante protético, um membro da equipe será designado para providenciar os materiais de diagnóstico para a avaliação oportuna. A avaliação cirúrgica consiste em confirmar todos os dados enviados pelo consultório do protesista, avaliando a saúde do paciente e a história dentária, confirmando as recomendações do protesista. Devem ser reavaliadas as opções de enxerto ósseo (se for necessário). O paciente é informado se o enxerto será realizado simultaneamente às extrações e/ou ao implante. Se esses procedimentos forem realizados separadamente, será dado ao paciente um cronograma estimado para a sua finalização, incluindo o retorno ao protesista para o procedimento protético definitivo. Também se dá ao paciente uma estimativa financeira por escrito. Deve-se obter o consentimento do paciente nessa consulta ou posteriormente, até antes do início dos procedimentos cirúrgicos.

Apresentação do Caso Todos os membros da equipe serão envolvidos para que se tenha a certeza de que todas as fases pré-operatórias tenham sido completadas eficientemente e de forma profissional. Uma progressão operacional suave através dessas fases tornará a aceitação do caso mais provável. Após a conferência de planejamento do tratamento, o cirurgião-dentista e o protesista poderão apresentar o caso ao paciente. Isso pode ser feito em conjunto, mas o método mais prático é que os clínicos façam a apresentação do caso separadamente ao paciente, em seus respectivos consultórios. Nessa consulta, o paciente recebe informações sobre todas as opções de tratamento, a duração do mesmo e a estimativa de gastos. Principalmente a equipe da linha de frente e os assistentes clínicos se envolvem nos preparativos para esse evento. O paciente deve ser planejado para uma época específica, quando o clínico puder dar atenção concentrada à apresentação. O


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membro da equipe administrativa planeja a consulta e enfatiza a importância da presença do cônjuge do paciente ou de outra pessoa que possa auxiliar na tomada de decisões. Essa atitude é um ponto fundamental para a aceitação do caso, sendo mais bem-sucedida do que deixar o paciente voltar para casa e “traduzir” o que o dentista disse. Na preparação para essa consulta, o dentista delineia o plano de tratamento cirúrgico e/ou protético para um membro do setor da linha de frente. Os itens específicos de todos os procedimentos alimentam o computador do escritório, com subtotais para cada arco (Fig. 3-6). Prepara-se um cronograma para as consultas necessárias para orientação quanto ao planejamento de todas as consultas, caso o paciente decida prosseguir com o tratamento (Fig. 3-7). O pessoal da linha de frente junta esses documentos em uma pasta que será dada ao paciente na consulta de apresentação do caso. Material adicional pertinente, tal como folhetos sobre o procedimento e sobre os produtos, além de opções de pagamento, também é colocado na pasta para o paciente. Um assistente clínico é responsável por colocar os moldes de diagnóstico no articulador semiajustável no consultório. Esses modelos terão sido ajustados e o articulador limpo para se demonstrar que está sendo dada atenção meticulosa ao caso. Quaisquer modelos que possam ilustrar as opções de tratamento do paciente também são colocados no consultório. Fotografias da condição atual do paciente são visualizadas no monitor do computador, juntamente com radiografias.

Alguns dentistas preferem marcar as apresentações dos casos em conjunto, em dias determinados, para evitar a interrupção dos dias “produtivos” dos procedimentos. Outros consideram que uma ou mais apresentações de caso podem ser efetivamente agendadas dentro do cronograma diário sem diminuir a produtividade do dia. Na reunião matinal (que será discutida adiante), as consultas de apresentação de casos nitidamente conscientizam o dentista e sua equipe de como deverão se ajustar ao cronograma do dia. A equipe da linha de frente deverá ser responsável pela manutenção da limpeza e da apresentação do consultório quando o paciente chegar. O paciente e seu cônjuge são conduzidos diretamente à sala de consulta após sua chegada, e o dentista e todos os membros da equipe são avisados de sua presença. A apresentação do caso é o ponto culminante de todo o trabalho, desde o exame inicial até a elaboração do diagnóstico e a conferência sobre o planejamento do tratamento, e essa consulta é crucial para se determinar se o paciente aceitará as recomendações do tratamento. A completa preparação e execução da apresentação deverão refletir a atenção dada aos detalhes necessários para o complemento bem-sucedido do caso. Uma apresentação desorganizada ou mal conduzida poderá resultar em falta de confiança por parte do paciente. A seguir é mostrada uma agenda sugerida para a apresentação do caso: • Rever os objetivos e desejos do paciente • Rever as condições existentes

PLANO DE TRATAMENTO 08/14/08

Samuel M. Strong, D. D. S.

2460-0 Para: John Doe Descrição do serviço

Prv

Dente

Stent cirúrgico

SMS

Maxilar

Fotografias diagnósticas

SMS

Coroa provisória

SMS

12

Implante coroa porcelana/metal nobre

SMS

Primeiro bicúspide SE (Superior Esquerdo)

Placas termoplásticas

SMS

Orçamento

Pelo plano de saúde

Pelo cliente (particular)

Fase do tratamento

Total:

2470.00

2470.00

Esse orçamento é válido por 60 dias Coroa de porcelana fundida em metal nobre, suportada por implante: Orçamento inclui conjunto de transferência de implante, implante análogo, peças de titânio ou intermediário feito sob medida, prótese de metal nobre sob medida, porcelana fundida sob medida e parafuso de retenção. Comentários:

Figura 3-6. Exemplo de plano de tratamento.


Capítulo 3

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• Apresentar as opções de tratamento (com implante ou sem) • Responder a perguntas clínicas restantes • Apresentar a estimativa financeira e opções para pagamento O dentista discute todos os itens da agenda com o paciente e seu cônjuge (ou outra parte interessada). As radiografias e os modelos de diagnóstico do paciente são utilizados para ilustrar pontos acerca de sua condição existente e opções de tratamento.10 Modelos de demonstração, gráficos, vídeos, fotos de casos semelhantes, testemunhos de pacientes e outras ferramentas de ajuda visual são utilizados para amparar as recomendações do dentista. O membro da equipe de linha de frente que trabalhou com o dentista no plano de tratamento também deverá estar presente na apresentação inteira do caso. Ao ouvir a explicação do dentista sobre as opções de tratamento, essa pessoa obtém uma valiosa percepção da atitude do paciente com relação ao tratamento. Após a finalização da apresentação clínica, o membro da linha de frente mostra ao paciente as opções de pagamento. O dentista deve desenvolver um conjunto claro de diretrizes que o funcionário da linha de frente seguirá ao apresentar as opções de pagamento.11 Esse profissional funciona como um coordenador financeiro ou de marcação de consultas. Deve ser oferecido ao paciente financiamento externo com diversos planos de pagamento, e o coordenador financeiro deve estar totalmente familiarizado com esses planos, sendo capaz de identificar pagamentos mensais resultantes de opções para 12, 24 ou 36 meses. A maior parte desses planos também oferece opções sem juros. O coordenador financeiro deve ser capaz de identificar as disponibilidades financeiras mensais do paciente para cada opção, para que rapidamente possa ajudá-lo a tomar uma decisão adequada. O checklist a seguir é útil na apresentação das opções financeiras ao paciente: • Breve revisão das opções de tratamento e consultas necessárias • Apresentar os gastos para o tratamento recomendado • “Como você cuidará disso?”

Consulta 1

Molde de transferência

1 hora

3 semanas Consulta 2

Prova da estrutura, entrega de ponte provisória

Ajuste da ponte provisória

Responsabilidades do Assistente Clínico 30 minutos

2 semanas Consulta 4

Entrega da prótese sobre implante

• Oferecer um desconto de cortesia de 5% se o valor total for pago antecipadamente em cheque ou dinheiro • Obter um pagamento adiantado de pelo menos 20% para reservar os tempos de consulta • Oferecer financiamento externo, se necessário • Garantir um acordo financeiro assinado, determinando como o paciente pagará pelos serviços • Obter aprovação assinada pelo paciente, testemunhada por um membro da equipe • Programar todas as consultas necessárias para a complementação do caso Todos os itens discutidos na apresentação do caso serão registrados no quadro do paciente, incluindo todos os riscos, benefícios e alternativas. Além dessa documentação, deverá ser emitido um formulário para autorização de tratamento, quando o paciente concordar em realizá-lo. A necessidade dessa autorização se aplica tanto ao procedimento cirúrgico como ao protético (Fig. 3-8). A seguinte informação do cronograma do plano de tratamento do dentista será utilizada para a programação das consultas: • Tipo de consulta (exemplo cirúrgico: extrações e enxerto ósseo; exemplo protético: moldes de transferência do implante) • Período de tempo previsto para se completar a consulta. Especificar as unidades do médico e do assistente • Intervalo de tempo entre as consultas • Cobranças por consulta • Pagamentos por consulta (quando for aplicável) Essa informação pode ser colocada dentro da pasta que é dada ao paciente. Pode ser útil fazer o registro das consultas e das informações associadas em um calendário que, em seguida, é dado ao paciente. Isso também serve como uma ferramenta de marketing interno para a clínica. O coordenador de consultas programa a consulta inicial para obtenção das impressões para os moldes cirúrgicos, a menos que os moldes diagnósticos possam servir para esse objetivo. A primeira consulta cirúrgica é programada com tempo suficiente para se produzir o molde (Fig. 3-9). Se for necessária extração e/ou enxerto ósseo significativo, a fabricação do molde poderá ser retardada até que os implantes estejam prontos para ser aplicados. O pessoal da linha de frente e os assistentes clínicos deverão coordenar suas responsabilidades para assegurar que o molde cirúrgico seja enviado ao laboratório e devolvido em tempo para o procedimento cirúrgico. Além disso, um dispositivo temporário, como uma dentadura parcial ou completa removível, poderá ser necessário na ocasião da consulta cirúrgica.

2 horas

1 semana Consulta 3

31

1 hora

Figura 3-7. Exemplo de cronograma de consultas desenvolvido como guia para as futuras marcações.

O assistente clínico de procedimentos cirúrgicos é responsável pela preparação do ambiente operatório e do paciente para a cirurgia de implante.12 Se for utilizado um campo cirúrgico esterilizado, um assistente atua como assistente “esterilizado”, enquanto outro membro da equipe tem o papel de assistente “rotativo”. É necessário que ele tenha um conhecimento completo sobre todos os instrumentos cirúrgicos e o material associado, além de confirmar a disponibilidade de inventário suficiente de implantes.


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Capítulo 3

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CONFIRMAÇÃO DE RECEBIMENTO DE INFORMAÇÃO E PERMISSÃO, PELO PACIENTE, PARA

TRATAMENTO PROTÉTICO

Nome do paciente: ____________________________________________________

A lei estadual determina que sejam passadas informações a você, e que obteremos sua permissão antes de qualquer tratamento. O que lhe solicitamos a assinar é a confirmação de que foi discutida a natureza e o objetivo do tratamento, os riscos conhecidos associados a ele e as alternativas de tratamento factíveis; que você teve a oportunidade de fazer perguntas; que todas as perguntas foram respondidas de forma satisfatória; e que todos os espaços deste formulário foram preenchidos antes de você assiná-lo. 1. Por meio deste documento, autorizo e solicito a realização do serviço dentário e dos procedimentos protéticos para o paciente acima indicado, do(s) Dr(s). ________________ e respectiva(s) equipe(s), e, além disso, autorizo a realização de qualquer procedimento que o dentista acima mencionado possa julgar necessário. Também autorizo a administração de anestésicos e analgésicos que o dentista considere aconselháveis. Autorizo, além disso, qualquer procedimento oral que possa ser necessário durante meu tratamento. Ademais, permito que sejam confeccionados fotografias, filmes ou outros materiais mostrando o estado de minha boca ou os tratamentos, para efeito de documentação e de meu conhecimento ou para divulgar livremente esses materiais ou outros, incluindo raios X e registros dentários, se for necessário, com objetivos odontológicos, científicos e educacionais. (Todos os direitos a remuneração, royalty ou outra compensação ao paciente, seus herdeiros ou cessionários, ou a mim mesmo são por meio deste documento renunciados.) Pode ser realizada uma pesquisa de crédito para o estabelecimento de um histórico de crédito. Além disso, se eu deixar de pagar parte do tratamento recebido, serei responsável por quaisquer despesas legais adicionais, custos de cobrança e juros incorridos na cobrança do saldo devido. 2. Autorizo a fabricação da prótese que foi prescrita pelo(s) seguinte(s) dentista(s): _____________________ , indicada pelos estudos diagnósticos e/ou avaliações já realizadas, para utilização com meu(s) implante(s) e para tratar outras necessidades. 3. Foram explicadas a mim alternativas à(s) prótese(s) sobre implantes, incluindo seus riscos. Experimentei ou considerei esses métodos de tratamento alternativo e seus riscos, como indicado na página “Solicitação de Tratamento Protético”, mas eu quero a(s) próteses(s) sobre implante(s) utilizada(s) para auxiliar a assegurar e/ou substituir os dentes que me faltam, o que também se encontra indicado na mesma página. 4. Tenho conhecimento de que a prática da Odontologia e da cirurgia odontológica não é uma ciência exata e reconheço que não foram dadas garantias a mim com respeito ao sucesso de minha(s) prótese(s) sobre implante(s) e ao tratamento e procedimentos associados. Tenho conhecimento de que a(s) prótese(s) sobre implante(s) pode(m) falhar, o que pode gerar a necessidade de ações corretivas e a possível remoção da(s) prótese(s) citada(s). 5. Como em qualquer prótese, podem ocorrer complicações sobre as quais fui devidamente informado. Essas complicações incluem, mas não se limitam a elas, as seguintes: risco de ajuste inadequado da ponte; risco de oclusão inadequada; doença decorrente de cuidados caseiros inapropriados ou de outros motivos; perda de dentes permanentes; perda da(s) prótese(s) e/ou implante(s) no caso de desenvolvimento de doença sistêmica, desgaste ou quebra de partes do implante e/ou prótese(s) e risco ao material da superfície de mastigação. Esse material possui dureza semelhante à do dente. Entretanto, como nos dentes naturais, corre-se o risco de fratura ou ruptura. Se houver dano ao material, o mesmo poderá necessitar de reparo. O volume de dano à(s) prótese(s) determinará se o material será reparado ou refeito. O custo desse reparo variará dependendo da extensão do dano. Se ocorrer uma lasca, a mesma poderá necessitar de polimento, apenas. Se a fratura for maior, poderá ser necessário retrabalho da superfície, que poderá durar de 4 a 6 meses. Se o dano for excessivo, poderá ser necessário refazer a coroa ou toda a ponte. Haverá um custo para o reparo e/ou substituição da coroa ou da ponte. Os membros do ICOI recebem este formulário gratuitamente. Para informações acerca da maior associação de implantes odontológicos do mundo, ligue para 888-449-ICOI, fax: 973-783-1175, e-mail: icoi@dentalimplants.com ou visite www.icoi.org

Rev. 3/08

Figura 3-8. Permissão do paciente perante o Congresso Internacional de Implantologistas Orais (ICOI), referente a tratamento protético. (Direitos autorais do Congresso Internacional de Implantologistas Orais, Upper Montclair, NJ. Reimpresso com permissão.)


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6. Fui aconselhado que o uso de tabaco, álcool e/ou açúcar pode afetar o(s) implante(s) e a(s) prótese(s), podendo limitar o sucesso deste tratamento. A doença gengival é a principal causa de perda dentária, atualmente. Os dentes ou o(s) implante(s) que apoiam a(s) prótese(s) podem desenvolver doença gengival, se NÃO for dado o cuidado apropriado a eles. Consultas de manutenção preventivas profissionais e limpeza profissional são imperativas a cada 3 a 6 meses. Os cuidados caseiros, escovação e uso de fio dental devem ser realizados três vezes ao dia. Nosso higienista irá recomendar um programa diário para suas necessidades específicas. 7. Evite a ingestão ou mastigação de balas puxa-puxas e objetos e alimentos duros como balas, nozes, gelo etc., pois eles podem soltar ou quebrar a(s) próteses(s). Dentes fixos raramente se soltam. No entanto, caso isso ocorra, haverá esforço excessivo sobre os dentes / implante(s) remanescente(s). Os dentes naturais podem cariar sob restaurações soltas. Isso também pode ocasionar perda de dentes ou de implantes. Portanto, se a(s) prótese(s) se soltar(em), ou se ocorrer alguma alteração na mordida, favor avisar o consultório odontológico imediatamente. 8. Certifico ter lido, recebido explicações e entendido por completo esta autorização para tratamento de prótese sobre implante, e que é minha intenção receber o tratamento conforme indicado. Fui avisado de que esse é um procedimento relativamente novo e que a informação acerca da duração do(s) implante(s) e da(s) prótese(s) em particular a serem usados é limitada. Todavia, isso foi discutido, juntamente com a natureza do produto a ser utilizado no implante, e autorizo o procedimento, estando a par de seus riscos e limitações.

RESUMO

9. Entendo que algum tempo após sua inserção, o(s) implante(s) será(ão) descoberto(s) e/ou será(ão) colocadas a(s) cabeça(s) do(s) implante(s). O dentista irá fazer a restauração do(s) implante(s) utilizando procedimentos odontológicos de rotina e confeccionará prótese(s) que será(ão) fixada(s) ao(s) implante(s). Os problemas referentes ao uso dessa(s) prótese(s) foram explicados a mim. Posso perder o(s) implante(s) assim que o(s) mesmo(s) for(em) colocado(s) ou a(s) prótese(s) pode(m) se quebrar, ou sofrer desgaste, sendo necessária sua substituição às minhas custas. Além disso, foi explicado que a(s) prótese(s) será(ão) cimentada(s) ou posicionada(s) por meio de parafusos. Esses parafusos podem afrouxar e/ou quebrar, podendo ser substituídos em qualquer ocasião. Haverá um custo para a solução dessas situações. Foi também explicada a mim a necessidade de cuidados domésticos meticulosos. O tecido em torno do(s) implante(s) pode(m) se tornar irritado(s). Posso necessitar de outro procedimento cirúrgico para assegurar a saúde do(s) implante(s). Possíveis métodos de higiene oral foram explicados a mim, e fui informado sobre os tipos de dispositivos para cuidados dentários que terei de utilizar. Fui informado acerca de procedimentos de manutenção preventiva, e sei que terei de retornar ao consultório de restauração dentária pelo menos três vezes ao ano. Como em todos os outros procedimentos odontológicos, não se pode dar nenhuma garantia quanto à longevidade desse procedimento. Deve ficar claro que eu li este documento, com total entendimento sobre seu conteúdo, e que recebi todas as informações. Todas as minhas perguntas foram respondidas pelo dentista e não tenho nenhuma pergunta restante referente a esse tipo de informação ou ao meu tratamento. 10. Finalmente, declaro que todos os espaços em branco foram preenchidos antes de minha assinatura, e que tenho o direito de revogar meu consentimento ao tratamento em qualquer ocasião.

_____________________________________________________________________ Assinatura do Paciente ou do Responsável

______________________________ Data

_____________________________________________________________________ Assinatura da Testemunha

______________________________ Data

Figura 3-8. Continuação.

Para a prótese, os assistentes clínicos devem conhecer os seguintes componentes e suas aplicações: 1. Cicatrizador: Esse componente é parafusado no implante e mantém um canal através dos tecidos gengivais até o topo do implante (Fig. 3-10, A). 2. Transferentes: Esse componente transfere a posição do implante por meio de um molde para o modelo de trabalho (Fig. 3-10, B) 3. Réplica do implante (análogo): Esse componente é uma réplica exata da porção coronária do implante final (Fig. 3-10, C). 4. Intermediário: Esse é o componente ao qual a restauração final é cimentada ou parafusada (Fig. 3-10, D).

O assistente clínico também é responsável pelo suprimento eficaz de todos os componentes e kits de ferramentas protéticas para os implantes de restauração por chegar. Um “assistente de valor agregado” pode realizar tarefas além das de um assistente tradicional. Por exemplo, um assistente clínico adequadamente treinado como parte de uma função auxiliar expandida pode realizar a transferência do arco facial utilizada na elaboração do diagnóstico. Fotografias dos segmentos pré-operatório, em andamento e do fim do caso também podem ser providenciadas por esse assistente. A proficiência nessa e em outras áreas de tarefas delegadas torna o membro da equipe mais valioso para o consultório, o que pode lhe trazer um salário mais alto e crescimento profissional.


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Capítulo 3

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QUESTIONÁRIO PARA

TRATAMENTO DE IMPLANTE PROTÉTICO

Solicito que meu tratamento odontológico seja fornecido de acordo com as seguintes informações: 1.

Solicitei o tratamento porque: _______________________________________________________________________

_____________________________________________________________________________________________________ 2.

Entendo que minhas deficiências dentárias podem ser tratadas pelos seguintes métodos opcionais:

Superior:___________________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________________________ Inferior: ____________________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________________________ 3.

Entendo que minha(s) prótese(s) consistirá(ão) no seguinte:

Superior:___________________________________________________________________________________________ Inferior: ___________________________________________________________________________________________ 4.

Entendo que o tratamento que selecionei possui as seguintes vantagens em relação a outros métodos alternativos:

Superior:___________________________________________________________________________________________ Inferior: ___________________________________________________________________________________________ 5.

O resultado esperado para o tratamento (prognóstico) é:

Superior:___________________________________________________________________________________________ Inferior: ___________________________________________________________________________________________ 6.

Se eu preferir não receber o tratamento, entendo que as consequências poderão ser:

Superior:___________________________________________________________________________________________ Inferior: ___________________________________________________________________________________________ 7.

Entendo que o tratamento escolhido, como todos os tratamentos, possui alguns riscos. Os riscos significativos envolvidos em meu tratamento foram explicados a mim e são indicados abaixo.

_____________________________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________________________ 8.

Tive tempo e oportunidade para discutir o tratamento proposto e as alternativas e riscos relacionados acima com o dentista. Entendo, para minha satisfação, o tratamento proposto e seus riscos, não tendo perguntas substanciais acerca desta informação

_____________________________________________________________________ Assinatura do Paciente ou do Responsável

______________________________ Data

_____________________________________________________________________ Assinatura da Testemunha

______________________________ Data

Os membros do ICOI recebem este formulário gratuitamente. Para informações acerca da maior associação de implantes odontológicos do mundo, ligue para 888-449-ICOI, fax: 973-783-1175, e-mail: icoi@dentalimplants.com ou visite www.icoi.org

Rev. 3/08

Figura 3-8. Continuação.

A coordenação entre o assistente clínico e a linha de frente é necessária para assegurar que o trabalho de laboratório para a restauração seja completado e devolvido ao consultório antes das consultas do paciente. Guias cirúrgicos, dentaduras provisórias parciais e completas, coroas provisórias e pontes fixas podem ser necessárias na data das extrações, do enxerto ósseo e/ou da colocação do implante. O assistente clínico é respon-

sável pela disponibilização dessas próteses antes da consulta cirúrgica. Para acompanhar essa informação no consultório, deve-se desenvolver um sistema pelo qual determinados membros da equipe saibam que componentes e restaurações estão disponíveis na clínica, e quais deles deverão ser enviados ao consultório cirúrgico em tempo hábil. Essa informação pode ser controlada


Capítulo 3

Sistemas Essenciais para Treinamento da Equipe na Prática do Implante Dentário

Figura 3-9. Guia cirúrgico.

através de computadores (com o uso de softwares como Lab Track, Dentech, Detroit, MI) ou por meio de um sistema manual. Ambos os métodos podem minimizar a probabilidade de a equipe não estar completamente preparada para a finalização bem-sucedida dos implantes. O software de computador alerta a equipe sobre todo o material que foi enviado ao laboratório, juntamente com a data esperada de devolução. Essa informação se soma a um sistema de arquivo manual de fichas que pode ser adaptado às especificações do consultório. Cada caso de implante é registrado em um cartão do arquivo, com a informação da situação atual (Fig. 3-11, A). Um dos membros da equipe da linha de frente é responsável pelo preenchimento do cartão à medida que o caso avança. Registram-se o tipo de implante, seu diâmetro e comprimento, data da colocação e data prevista para o início da restauração final. Em seguida, essa informação é transferida para o “Calendário de Implantes” (Fig. 3-11, B), que pode ser guardado na área em que a reunião matinal se realiza antes dos atendimentos de cada dia.

A Reunião Matinal Todos os membros da equipe estão presentes à reunião matinal diária antes do início dos atendimentos.13 A responsabilidade em conduzir essa reunião é revezada mensalmente entre os três departamentos do consultório (linha de frente, assistentes clínicos e higiene). Segue-se uma agenda escrita, de forma que a reunião esteja finalizada em 15 minutos. Os tópicos abordados na reunião incluem material de laboratório devido ao consultório ou a ser devolvido nesse dia, produção do dia anterior e valores de cobrança, previsão da produção para esse dia, identificação do “Paciente do Dia”, considerações especiais para quaisquer pacientes, confirmação dos acordos financeiros realizados e lembretes para a preparação de material de marketing do consultório. Um item adicional na agenda da reunião é a identificação de todos os implantes daquele mês que necessitarão da ação de parte dos membros da equipe. Essa informação é visualizada através do Calendário de Implantes (Fig. 3-11, B). Os componentes e itens de laboratório a ser solicitados são realçados em amarelo. Uma vez que esses itens estejam completos e dentro do consultório, ou tenham sido enviados a um consultório

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cirúrgico, pode-se acrescentar um realce rosa sobre o amarelo, originando um realce cor de laranja. O mesmo sistema de código de cores pode ser usado nos gráficos para a identificação de tratamento pendente ou completo.14 Esse sistema auxilia a equipe a identificar facilmente os casos que ainda necessitam de atenção e a data solicitada para sua finalização (amarelo) e os que já completaram a preparação pré-operatória (laranja). A coordenação do acompanhamento computadorizado dos casos de laboratório, do arquivo manual e da reunião matinal aumenta o gerenciamento eficiente dos implantes e diminui a probabilidade de que ocorra falta de um componente crucial para o implante ou de uma prótese, quando necessários. A falha em atentar para esses detalhes pode ocasionar graves dificuldades para o consultório. Os pacientes de implante empenham gastos e tempo significativos ao concordar em proceder com o tratamento recomendado, e esperam um nível de profissionalismo, organização e perícia acima do normal. Treinar o pessoal do consultório para executar um sistema como descrito nos parágrafos anteriores pode fazer a diferença entre preencher as expectativas do paciente e fracassar nessa empreitada. O armazenamento dos modelos de implante finalizados também é recomendado. Isso normalmente se torna responsabilidade de um assistente clínico que encaixota os modelos pertinentes e outros materiais relacionados para futura referência e documentação. Uma lista manual ou computadorizada pode identificar a caixa por nome ou número de paciente. O dentista deve identificar quais itens deverão ser guardados e quais deverão ser descartados, para minimizar a demanda de espaço de armazenagem.

Departamento de Higiene O assunto referente à manutenção da higiene para o paciente de implantes será abordado no Capítulo 30. O presente capítulo examina concisamente o papel fundamental do higienista dental em uma clínica restauradora especializada em implantes. O higienista deve ter acesso imediato aos folhetos, vídeos e demais informações específicas sobre os casos de implante. Seu papel é particularmente importante pela virtude de seu treinamento e pela capacidade de identificar opções de implante para o paciente. É uma boa ideia manter um tipo de informação em vídeo passando continuamente no setor de higiene (p. ex., o CAESY DVD, CAESY Education Systems, Vancouver, WA). O áudio deve permanecer desligado, a menos que alguma aplicação específica sobre implantes deva ser mostrada. Uma orientação mais detalhada ao paciente poderá ser obtida com o uso de um DVD específico sobre implantes que revele as opções de tratamento para qualquer condição existente em um período de exibição de cerca de 10 minutos (p. ex., Implant Options and Alternatives, Strong Enterprises, Little Rock, AR). Esse DVD pode ser assistido enquanto o higienista está tratando o paciente ou no final da consulta. Muitos higienistas dentais não estão familiarizados com próteses removíveis de arco completo.15 Entretanto, a clínica de implantes geralmente se torna proficiente com sobredentaduras de implante removível de arco completo, criando uma nova área de treinamento para o departamento de higiene. Esse tipo de prótese se fecha ou sobre uma barra fixada nos implantes ou diretamente sobre os pinos dos implantes16-18 (Fig. 3-12). O higienista deve estar familiarizado com todos os aspectos da


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Capítulo 3

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A

B

C

D

E

F

G Figura 3-10. Componentes de um implante. A, Cicatrizador. B e C, Transferente. D e E, Réplicas do implante. F e G, Intermediário.


Capítulo 3

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A A

B

B Figura 3-11. A, Cartão de arquivo contendo informações sobre a situação atual de um caso específico de implante. B, Calendário do implante.

avaliação e da manutenção da sobredentadura, assim como as fixações comuns utilizadas pelo consultório para a retenção da sobredentadura. As fixações podem ser substituídas por um auxiliar treinado, como o higienista, durante as consultas regulares de manutenção. Recomenda-se a marcação de consultas periódicas para pacientes com próteses de implantes removíveis a intervalos de 3 ou 4 meses, o mesmo intervalo recomendado para casos de implantes fixos. Primeiro, a sobredentadura do implante removível é avaliada quanto à condição da base acrílica e dos dentes da dentadura. A barra de retenção e/ou os fixadores são verificados em seguida quanto à frouxidão ou à necessidade de substituição. Qualquer fratura ou deterioração evidentes na base da dentadura são informadas ao paciente e ao dentista de imediato, antes de continuar com a consulta. Coloca-se uma sobredentadura intacta em uma proveta esterilizada contendo limpador ultrassônico Tipo IV por 10 a 20 minutos (Fig. 3-13). O higienista, a seguir, retira os excessos duros e/ou moles da barra de conexão do implante ou dos fixadores com instrumentos de plástico, grafite ou titânio. Limpa-se a sobredentadura

C Figura 3-12. Exemplos de sobredentaduras removíveis de arco completo. A, Uma prótese sobre implante que se fecha sobre uma barra aparafusada aos implantes. B e C, Uma prótese sobre implante que se fecha diretamente sobre os intermediários.

manualmente com uma escova de dente nova e sabão de limpeza de clorexidina, seguido da aplicação de pó de ervas para desinfetar a dentadura e remover o sabor de produto químico deixado pela solução ultrassônica. Um kit de ajuste de dentaduras deve ser mantido na sala de higiene para ser utilizado pelo dentista para ajustar a base da dentadura, evitando pontos de inflamação e oclusões, e para polimento da base da dentadura e dos dentes. A capacidade de efetivamente defender as vantagens da terapia de implantes, de realizar a manutenção das restaurações dos implantes e próteses, de avaliar e resolver problemas de restaurações, de subs-


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Capítulo 3

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sultórios, encorajando o dentista restaurador a encaminhar os casos futuros ao consultório cirúrgico.

Conceitos Importantes para o Membro da Equipe de Implante

Figura 3-13. Sobredentadura intacta em uma proveta esterilizada contendo limpador ultrassônico Tipo IV.

tituir fixadores de sobredentaduras e recomendar produtos para o cuidado doméstico pode aumentar significativamente o nível de perícia do higienista. Resumindo, esse membro da equipe se torna um higienista de valor agregado, aumentando sua importância e sendo recompensado de acordo por seu trabalho no consultório.

O Coordenador de Implante Muitos consultórios de implantes dentários possuem um coordenador de implantes (CI) como parte de sua equipe. Esse cargo em tempo parcial ou integral pode servir como uma conexão interna e externa do consultório para melhorar a eficiência na complementação dos implantes e como coordenador de marketing para a clientela. Ao trabalhar em um consultório cirúrgico, o coordenador de implante deve manter contato com o consultório protético desde o início até o final do implante. Um CI bem treinado pode fornecer treinamento interno para dentistas e suas equipes. Esse funcionário é responsável por assegurar que as guias cirúrgicas, as próteses temporárias e os dados diagnósticos sejam fornecidos na ocasião oportuna. Organiza-se a reunião de planejamento do tratamento, quando se documentam as opções de tratamento para cirurgia e restauração. Através do entendimento dessas recomendações, o CI também poderá manter o paciente a par de como o caso irá se desenvolver, estabelecendo um cronograma para sua execução. Um CI altamente qualificado pode prover assistência ao consultório protético solicitando os componentes ou fornecendo alguns itens por empréstimo. Deve-se estabelecer e monitorar um sistema para garantir inventário suficiente, que atenda essas necessidades e reponha os componentes após o consultório protético não precisar mais deles. Por exemplo, componentes esterilizáveis e reutilizáveis, como transferentes, podem ser fornecidos pelo CI para a confecção dos moldes. Mais importante ainda, o CI pode manter as linhas de comunicação entre o dentista restaurador, o cirurgião-dentista e os membros de suas equipes. A atenção dada a essa área reforçará a opinião favorável do paciente sobre ambos os con-

Os dois conceitos mais importantes que todos os membros da equipe devem lembrar e utilizar nas conversas com os pacientes sobre implantes dentários são: 1. O índice de sucesso dos implantes dentários; e 2. A atrofia óssea subsequente às extrações dentárias Esses dois conceitos possuem uma função vital para o paciente entender acerca do valor da terapia de implantes. Muitos pacientes perguntam: “Quanto tempo meus implantes irão durar?” Todos os membros da equipe deverão poder informar que o índice de sucesso dos implantes dentários após 10 anos é de pelo menos 95%. A longevidade dos implantes dentários e de suas restaurações associadas qualifica a terapia de implantes como a mais bem-sucedida opção de tratamento. Além do índice de sucesso dos implantes, os membros da equipe devem reforçar o conceito de que a atrofia óssea é uma consequência previsível quando os pacientes sofrem alguma perda dentária. A resposta fisiológica a uma perda dentária pode ser demonstrada por meio de modelos visuais (Fig. 3-14, A), folhetos, radiografias ou vídeos (Fig. 3-14, B). O treinamento de interpretação por parte dos membros da equipe é altamente recomendável para se obter habilidade na comunicação eficaz dessas ideias aos pacientes. Reservar tempo suficiente para o ensaio das respostas às perguntas do paciente permite que os membros da equipe respondam todos da mesma forma. Suas repostas se tornarão mais confiáveis e eficazes com a prática. Podem ser desenvolvidos roteiros para revisão nas reuniões de equipe ou em ensaios designados de interpretação, o que é altamente recomendável quando a equipe tiver dificuldade de responder a algumas perguntas em particular.19,20

Conclusão O desenvolvimento de uma mentalidade voltada ao implante no consultório cirúrgico ou no de restauração dentária é uma jornada que se inicia com a implementação de sistemas básicos para promover o uso e a validade dos implantes. Uma base sólida formada pelo suporte dos membros da equipe para a defesa dos implantes por parte do dentista é vital para o sucesso dessas iniciativas. Entretanto, sustentar uma atitude entusiástica com relação aos implantes requer um reforço constante através das reuniões de equipe, de palestras e treinamento interno, de ensaios de interpretação e da presença em organizações de implantes. Dentistas que se comprometem com um contínuo processo de aprendizado no campo dos implantes obtêm a situação recompensadora de crescimento profissional e financeiro. Um senso de propriedade permeia a prática que dá poderes aos membros da equipe para se tornarem mais instruídos, profissionais e organizados em sua busca pelo crescimento na profissão.


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B

C

A Figura 3-14. Exemplos de recursos visuais utilizados para explicar atrofia óssea aos pacientes. A, Modelo de perda óssea mandibular. B, O alvéolo na ocasião da extração de todos os dentes maxilares. C, Forte reabsorção do alvéolo maxilar vários anos após as extrações, caso não sejam empregados enxertos ou implantes. (A, Cortesia de Salvin Dental Specialties, Inc. Charlotte, NC, 800-535-6566.)

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