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HISTÓRIA DO DESIGN Bauhaus e a essência do design

RESENHA Sin City, dos quadrinhos para tela de cinema

TECNOLOGIA Ferramenta “Conta-Gotas” de verdade

ENTREVISTA Agencia goiana de design cria linha para Converse

ANO 1 - Nº 1 DEZEMBRO 2011

Esta publicação faz parte do Projeto Integrador 2011, II Modulo Curso de Design Gráfico - Faculdade de Tecnologia Senac Goiás

PORTFOLIO | Polly Duarte

DeSiGn Com qualiDaDe para ToDaS aS iDaDeS

ISBN 858763582-4

9 788587 635822

ENTRETENIMENTO | “World of Warcraft” em português, a chance do designer de jogo


Sumário

ENTrETENimENTo “World of Warcraft” em português, sua chance de se tornar um designer de jogos no Brasil. 44

Design de qualidade para todas as idades Profissional fala de sua produção gráfica. 26

rESENHA

HiSTÓriA Do DESiGN Bauhaus e a essência do design que mudou o jeito de se perceber o mundo. 6

Do quadrinho para a telona. Como foi feito o clássifo filme Sin City. 36

ENTrEViSTA / bicicleta sem freio Uma entrevista com a empresa Bicicleta Sem Freio que enfrenta o mercado rumo ao cenário internacional 21


EDITORIAL

Design para designer A leitura é a base para a formação do conhecimento. Além de ler, o design que busca uma formação consistente, tem que aprender a ver. Não apenas olhar simplesmente, mas ver e analisar, seja objetos, peças, publicações e ainda objetivos e o sujeito ao qual a revista se destina, no caso desta revista, estudante de design. Um design, gráfico, de moda, de objetos ou de web, tem que estar familiarizado com o universo onde pretende atuar. Aplicando os conhecimentos adquirido durante o período acadêmico. Com objetivo de fazer o casamento entre informação científica e cultura visual é que apresentamos a revista Forma. Calçada nos pilares, ciência e profissão, expomos os conteúdos pesquisados de forma plástica, sem desprezar os conceitos ensinados no curso de graduação Tecnológica da Faculdade Senac-Goiás. Com auxílio dos professores, estudamos formatos, escolhemos suportes e sistema de impressão. Ensaiamos tipografias adequadas ao publico leitor, analisamos sua “textura” e o comportamento dentre de uma mancha gráfica. Nas fotografias, aplicamos tratamento digital, adequamos

sua resolução para que elas estejam em conformidade com a mídia na qual será veiculada. A disciplina de desing editorial tem os seus conceitos teoricos replicados de forma prática nesta publicação. Comunicação e Design foi a disciplina que nos orientou na escolha do nome da publicação. Assim materializamos esta edição onde apresentamos vários assuntos pertinentes a área de design. Na revista Forma, você vai encontrar matéria sobre história do design abordando os primeiros anos de existência da Bauhaus, famosa escola de arte alemã. Polly Duarte foi a profissional escolhida para abrir a nossa sessão de portfólio. Ela detem um leque variado de recursos para produção de ilustrações, infográficos e desing editorial. Games, Resenha, Entrevista e Tecnologia fecham essa primeira edição, tudo registrado em 80 páginas de nossa revista. Esperamos com a publicação da Forma, aproximar os estudantes de design deste universo cheio de informação e descobertas, e quem sabe, com essas reportagens somadas a bagagem que esse aluno já acumulou possa Formar um novo designer, consciente e atualizado.

Esta publicação faz parte do Projeto Integrador 2011, desenvolvido pela Faculdade de Tecnologia do Senac Goiás, Curso de Design Gráfico

GoiáS

Cordenador do Curso: Marcos Costa Coordenador do Projeto integrador: Joelson Santos

Professores orientadores: Maria Cristina (Sociologia) Felipe Chaufun (Design e comunicação) Daniel xxxxxxx (Design editorial) Clóvis xxxxx (Tratamento de imagem) Marcos Costa (Desenhando com tipos) Joelson Santos (Design de impressos) Produção de textos: Alunos do curso de Design gráfico, 2º módulo.


HistÓRiA dO design

BAUHAUS: ARTE E CONCEITO

Sede da Bauhaus em Dessau

Bauhaus

e a essência do design A RevOluciOnáRiA escOlA AleMã de design e ARquitetuRA

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Museu de arte e design Bauhaus em Berlin

A Staatliches-Bauhaus (literalmente, casa estatal da construção - mais conhecida simplesmente por Bauhaus) foi uma escola de design, artes plásticas e arquitetura de vanguarda que funcionou entre 1919 e 1933 na Alemanha. A Bauhaus foi uma das maiores e mais importantes expressões do que é chamado Modernismo no design e na arquitetura, sendo a primeira escola de design do mundo.

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n HistÓRiA dO design 8 | FORMA

A escola foi fundada por Walter Gropius em 25 de abril de 1919, a partir da reunião da Escola do Grão-Duque para Artes Plásticas. A intenção primária era fazer da Bauhaus uma escola combinada de arquitetura, artesanato, e uma academia de artes. O próprio Gropius afirma que antes de um exercício puro do racionalismo funcional, a Bauhaus deveria procurar definir os limites deste enfoque, e através da separação daquilo que é meramente arbitrário do que é essencial e típico, permitir ao espírito criativo construir o novo sobre a base tecnológica já adquirida pela humanidade. Por essas razões Gropius queria unir novamente os campos da arte e artesanato, criando produtos altamente funcionais e com atributos artísticos. A proposta de Gropius para a Bauhaus deixa entrever a dimensão estética, social e política de seu projeto. Trata-se de formar novas gerações de artistas de acordo com um ideal de sociedade civilizada e democrática, em que não há hierarquias, mas somente funções complementares. O trabalho conjunto, na escola e na vida, possibilitaria não apenas o desenvolvimento das consciências criadoras e das habilidades manuais como também um contato efetivo com a sociedade urbano-industrial moderna e seus novos meios de produção. A ligação mais efetiva entre arte e indústria coincide com a mudança da escola para Dessau, em 1925. No complexo de edifícios projetados

por Gropius são delineadas as abordagens características da Bauhaus: as pesquisas formais e as tendências construtivistas realizadas com o máximo de economia na utilização do solo e na construção; a atenção às características específicas dos diferentes materiais como madeira, vidro, metal e outros; a ideia de que a forma artística deriva de um método, ou problema, previamente definido o que leva à correspondência entre forma e função; e o recurso das novas tecnologias. “A arquitetura é a meta de toda a atividade criadora. Completá-la e embelezá-la foi, antigamente, a principal tarefa das artes plásticas... Não há diferença fundamental entre o artesão e o artista... Mas todo artista deve necessariamente possuir competência técnica. Aí reside sua verdadeira fonte de inspiração criadora...Formaremos uma escola sem separação de gêneros que criam barreiras entre o artesão e o artista. Conceberemos uma arquitetura nova, a arquitetura do futuro, em que a pintura, a escultura e a arquitetura formarão um só conjunto.” Tais palavras, que constam do primeiro manifesto da Bauhaus, redigido em 1919 por Walter Gropius, definem as idéias básicas dessa escola de arte e do movimento desencadeado por ela na Alemanha, entre 1919 e 1933. A Bauhaus congregou importantes criadores de vanguarda, que fixaram algumas diretrizes estéticas que iriam prevalecer em todo o mundo durante o século XX.


Móvel que buscava funcionalidade e economia de espaço

A Bauhaus congregou importantes criadores de vanguarda, que fixaram algumas diretrizes estéticas que iriam prevalecer em todo o mundo durante o século XX

Móvel com o típico design geométrico usado na Bauhaus

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n HistÓRiA dO design

Manifesto de Walter Gropius O propósito final de toda a actividade plástica é a construcção. Adorná-la era, outrora, a tarefa mais nobre das artes plásticas, componentes inseparáveis da magna arquitectura. Hoje estas estão numa situação de auto-suficiência singular, da qual só se libertarão através da consciente atuação conjunta e coordenada de todos os profissionais. Arquitetos, pintores e escultores devem novamente chegar a conhecer e compreender a estrutura multiforme da construção — na sua totalidade e nas suas partes; só então as suas obras estarão outra vez plenas de espírito arquitetônico que se perdeu na arte de salão. As antigas Escolas de Arte foram incapazes de criar essa unidade, e como poderiam, visto ser a arte coisa que não se ensina? Elas devem voltar a ser

oficinas. Esse mundo de desenhadores e artistas deve, por fim, tornar a orientar-se para a construção. Quando o jovem que sente amor pela atividade plástica começar como antigamente, pela aprendizagem de um ofício, o “artista” improdutivo não ficará condenado futuramente ao incompleto exercício da arte, uma vez que sua habilidade fica conservada para a atividade artesanal, onde pode prestar excelentes serviços. Arquitetos, escultores, pintores, todos devemos retornar ao artesanato, pois não existe “arte profissional”. Não há nenhuma diferença essencial entre artista e artesão, o artista é uma elevação do artesão, a graça divina, em raros momentos de luz que estão além de sua vontade, faz florescer inconscientemente obras de arte,

Protótipo desenvolvido por alunos da escola

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entretanto, a base do “saber fazer” é indispensável para todo artista. Aí se encontra a fonte de criação artística. Formemos, portanto, uma nova corporação de artesãos, sem a arrogância exclusivista que criava um muro de orgulho entre artesãos e artistas. Desejemos, inventemos, criemos juntos a nova construção do futuro, que enfeixará tudo numa única forma: arquitetura, escultura e pintura que, feita por milhões de mãos de artesãos, se alçará um dia aos céus, como símbolo cristalino de uma nova fé vindoura.

Trata-se de formar novas gerações de artistas de acordo com um ideal de sociedade civilizada e democrática, em que não há hierarquias, mas somente funções complementares.

Produto com notável aplicação de formas geométricas

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n HistÓRiA dO design 12 | FORMA

A evolução da Bauhaus A chacina da I. Guerra Mundial se encerra em 1918 com o Acordo de Paz de Brest-Litovsk concebido por Lênin. Os artistas e intelectuais que tinham participado dos combates voltam das trincheiras com a consciência de que a guerra era a manifestação do total absurdo e da bancarrota da sociedade burguesa. Os dirigentes da Bauhaus cedem à pressão Obra feita da opinião pújuntando blica e mudam arquitetura a Escola para e design Dessau, uma cidade industrial em rápida expansão, na periferia de Berlim.O município de Dessau tinha conseguido atrair a nova sede da Bauhaus através da promessa de construir um edifício novo para a instituição, promessa que foi cumprida em Dezembro de 1926. A mudança constitui uma oportunidade para alargar o corpo docente, integrando ex-alunos da escola como J. Albers, Herbert Bayer, H. Scheper, Joos Schmidt e GuntaStölzl, que traziam consigo o fascínio pela investigação da vanguarda tecnológica iniciada em 1923.

A missão da bauhaus Esta famosa escola alemã estabeleceu os conceitos do design funcionalista e da didática desta nova atividade. Nenhuma outra instituição teve tão forte impacto na arquitetura, no design e na tipografia do século xx.

Cartaz produzido na Bauhaus em 1923


Fundadores da Bauhaus no telhado da escola.

Walter Gropius, fundador da escola.

Em 24 de Março de 1925, o município de Dessau, com uma maioria social-democrata, aprova a mudança da Bauhaus para esta cidade.

Exemplo de móvel simples e funcional

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entRevistA

EMPRESA GOIANA SEM FREIO

Bicicleta

Sem Freio

UMA entRevistA cOM A eMpResA BicicletA seM FReiO qUe enFRentA O MeRcAdO RUMO AO cenáRiO inteRnAciOnAl cRiAndO pROjetOs Até MesMO pARA nike e cOnveRse.

Cartazes Bananada 2011 – Cartazes do Festival Bananada de Goiânia de 2011

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Bicicleta Sem Freio é uma empresa goiana de design composta porDouglas Pereira, Renato Reno e Victor Rocha. Desde 2004, quando ainda estavam na Universidade Federal de Goiás cursando Design Gráfico, já faziam cartazes para bandas e festivais inclusive para a própria banda composta por doisintegrantes da empresa, Black DrawingChalks. Começaram com nove integrantes mas hoje com apenas três já fizeram trabalhos para as empresas Nike e Converse. Douglas e Renato deram opiniões e dicas sobre o mercado do design em Goiânia e no Brasil para quem ainda pretende montar sua empresa.

Ilustração inacabada para o site Death, Shred! FORMA | 15


n entRevistA

sempre se viram inclinados ao design Gráfico? Douglas: Na verdade eu acho que a gente não teve muita escolha, pelo menos é o meu caso. Eu só entrei porque tinha ilustração e a língua estrangeira no vestibular era inglês. Renato: Eu nem sabia o que era Design Gráfico direito. Descobri que designer faz capa de livro, capa de CD e pensei“Ah, é o mais perto de desenhar...”. Mas eu não sabia nem o quê que era! Na época Ilustração do trote o povo perguntava “Você feita para uma linha de passou pra Design ou Designer?”Aí estampas e eu dizia “Não, passei pra Design” adesivos da (voz abafada) Nem sabia falar o Nike Brasil. nome direito.

como se conheceram e decidiram abrir uma empresa? Douglas: No segundo ano da faculdade que a gente criou o Bicicleta Sem Freio mais pra gente ir aprendendo e tal. Foi passando o tempo e a gente foi pegando uns trabalhos(bocejo). Quando entramos na faculdade a gente já estava trabalhando com o Bicicleta só que eram nove pessoas aí foi tomando cada um sua vida e tal. Renato: Mas não foi estressante assim o desligamento da galera. Os caras foram descobrindo de forma contínua as coisas e foram. E a gente ficou. São todos goianos? Douglas: Goiás! O Renatinho é de Guapó e o Vitão é de Jataí. Eu sou de Goiânia mesmo. Guaporiano que fala é, Renatinho? Guapozense é?(rindo) Renato: Guapoense,rapá! Douglas: (risos)Guaporídeo? Renato: Guapoense! de onde surgiu esse nome “Bicicleta sem Freio”? Douglas: Quando a gente fazia faculdade a gente via muitas empresas com esses nomes tipo “Buraco de Bala”, “Feijão Bola Oito”,“Trovão Dourado” e,já que a gente só estava querendo mesmo aprender,resolvemos dar um nome pra que a gente não fosse levado a sério. Foi horrível, né, porque a gente colocou esse nome e não

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era levado a sério mesmo! Levou um tempo até a gente conseguir se estabelecer. Com o tempo a gente foi conseguindo mais trabalho a galera foi levando mais a sério. Renato: Mas a gente fazia muito barulho mais pela faculdade. A gente falava que tinha empresa mas nem tinha nada. O nome da empresa foi mais pra fugir do básico.

Renato Reno

sempre quiseram trabalhar com ilustração? Douglas: É! Gostava muito de ilustração porque não sabia as outras coisas assim! (rindo) Os meninos aprenderam muita coisa eu que só sei desenho até hoje. Renato: Você é uma vergonha para a sociedade mesmo! qual o tipo de ilustração mais utilizado: desenho a traço, vetorial ou um misto dos dois? Douglas: Desenho a traço com nanquim e finalizamos com Potoshop. Os três integrantes possuem o mesmo estilo de desenho? Douglas: Não, não. O Renato desenha bem diferente. O método de desenhar também é diferente,

“É mais saudável quando você cria uma órbita de influências que fazem a ilustração falar por você...” FORMA | 17


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os meios são diferentes e os motivos também. Às vezes as pessoas acham que nossos desenhos são bem parecidos, mas é porque um acaba pegando alguma coisa do outro. As pessoas acham que todos os projetos são feitos pelos três. Alguns são feitos. Um sempre tem que estar acompanhando o outro também. Depois se vocês quiserem tirar umas fotos dos desenhos e tal... Mas o estúdio tá cheio de ração(rindo). Ainda falando de ilustrações, qual o seu público alvo? Renato: A gente tem um pré-público alvo, na real. Quando a gente começou a gente tinha muita característica de... Douglas: Voltado pro rock. Uns elementos de caveira, mulher pelada, morte, tatuagem... Então quem procurava a gente era banda, estúdio de tatuagem, festival de música, essas coisas. Só que depois, cara, um belo dia a Nike ligou falou que queria um material com a gente e tal. E aí foi juntando um público mais... mais porque na verdade eles não se importam muito com o que a gente tá fazendo. Eles se importam mais com a estética. Então hoje em dia a gente faz prancha de snowboard, a gente faz revista pra gringo, a gente faz blog. Renato: A gente não é o tipo de ilustrador que sabe fazer vários... aquele ilustrador camaleão, né? As pessoas procuram a gente pelo

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nosso estilo de ilustração. A gente adapta a ilustração ao que a pessoa tem que fazer, entendeu? Douglas: O nosso público alvo na verdade a gente nem tem porque já desenhamos tanto pra banda, tanto assim que já foi se tornando cliché. Não é difícil encontrar aqui em Goiânia uma banda com a capa feita pelo BSF. A gente não pode atender uma banda pequena, nem temos cacife pra fazer pra uma banda grande! Não que a gente só pegue coisas medianas, a gente pega coisas diferentes. inclusive tem uma camisa da nike com a ilustração de vocês, né? Douglas: É! Tem uma lá na Centauro. Cara pra cara***! Nem vou comprar! Setenta reais! então é traço a mão e depois vocês finalizaram no Photoshop? Renato: É isso! De vez em quando querem uma alteração é f*** porque eles pedem pra tirar um sorriso, ou colocar um personagem que tá na frente pra trás... pô, não tem jeito! (pausa para fotos) Uma vez nós fomos num congresso e estavam o Vitão e o Douglas e umas meninas todas do lado deles né? Aí quando foram ver as fotos não tinha nenhuma minha! (rindo) Só tinha do Vitão lá! tem também uns tênis da converse!


Douglas Pereira

Arte para o Tattoo Rock Fest

“Não tem é que ter medo desses caras grandes não... Os caras mandaram um briefing bem detalhado e o formato que tem que fazer e tal. E a gente fez.” Douglas: A gente fez uns tênis pra Converse. Tá ali! Foi edição limitada. Tipo, o pessoal mandava um email pra eles e eles mandavam um tênis pra pessoa de presente. Foram cinquenta pares pra cada década do rock. Renato: Não tem é que ter medo desses caras grandes não, cara! Todo mundo acha que é um bicho de sete cabeças. Os caras mandaram um briefing bem detalhado e o

formato que tem que fazer e tal. E a gente fez. É só ir fazendo bem feito. tem também uma ilustração noFacebook de vocês do lemmy,o vocalista doMotorhead, né? Douglas: É, a gente já abriu um show deles com a banda lá em Recife! qual a inspiração para as ilustrações e como elas influenciam FORMA | 19


n entRevistA 20 | FORMA

“Às vezes as pessoas acham que nossos desenhos são bem parecidos, mas é porque um acaba pegando alguma coisa do outro.” na mesma, como cores, traços e aplicação em diversos suportes?A banda BDC influencia nas ilustrações? Douglas: A gente usa um papel numa gramatura mais espessa porque suporta melhor o nanquim com o pincel. A gente tá tentando usar mais porque a gente aprendeu com um amigo nosso que é um dos quadrinistas mais f*** do Brasil que tá no mundo, que eu acho, que é o Rafael Grampá. A gente tá experimentando bastante esse negócio. Basicamente isso por enquanto, a gente gosta de experimentar as coisas mas depois a gente fixa até mesmo pra aprender de verdade. Se você quer fazer de tudo acaba não aprendendo as nuances. Tem quer fechar mais assim, sabe? Renato: Pintar com canetinha, com tinta e tinta a óleo e não sei o quê... A gente preferiu focar. Tem que durar mais em uma ferramenta pra poder aprender. Os outros acham que tem todo um segredo assim e não tem! É só prática, o desenho a mão e o Photoshop pra pintar com o baldinho. Douglas: É mais saudável quando você cria uma órbita de influências que fazem a ilustração falar por você, sabe? Por exemplo, a gente

tem uma banda, a gente é ilustrador, e a gente gosta de rock e tem uma casa com um cachorrinho pequenininho... Tudo isso influencia no nosso trabalho. Então, sem a banda com certeza o nosso trabalho seria diferenteporque muitas coisas que a gente experimentou, muitas coisas que a gente fez. Primeiro montaro videoclipe, a capa do disco... E a banda também teria outra cara sem as nossas ilustrações! Criou uma identidade pra banda. Renato: E é engraçado! As pessoas ás vezes nem sabem. Querem fazer um material com a empresa que o BalckDrawingChalks contratou. Acham que é uma empresa à parte. Douglas: E é legal porque a música dá um charme pra gente. A galera liga a ilustração com a nossa música e a banda pode ser pesada o quanto for, apesar de não ser tão pesada, mas como a gente faz uns desenhos coloridos que dão um estalo na cabeça da pessoa. Parece pop mas não é. Já a banda é como se fosse um pombo correio assim. A gente faz os trabalhos pra banda e como a gente viaja muito isso tá sempre lá fora. Como fizeram para abrir a empresa? Foi difícil conseguir os equipamentos?


Renato: Desde o começo, em 2004, a gente sempre quis ter um lugar. Era muito mais gente então a gente ia pro apartamento de alguém e acabava com a moral dessa pessoa como inquilino. Enfurnava lá! Cada um pegava seu computador e colocava internet, e colocava TV a cabo e só ficava o dia inteiro assistindo televisão e na internet. Ninguém desenhava. E festa... A gente foi bem lerdo, na verdade. A gente foi aprendendo a lidar com essas coisas. Não tínhamos estrutura pra poder pagar um aluguel sozinho. Essa foi a primeira vez que a gente conseguiu! Deve ser a oitava tentativa e é a primeira vez que a gente consegue separar as coisas, sabe? Na verdade eu que faço meus horários. Eu sempre entrego no prazo mas eu consigo desenhar melhor a noite. De manhã tem sempre algu-

ma coisa que te atrapalha. De noite você vai ver que não tem nada pra fazer, vai dar uma volta na casa e perceber que não tem nada e vai desenhar. Tem que pegar o trem, né? (rindo)

Exemplar de um trabalho feito para a Converse sobre as décadas do rock, edição limitada

Foi difícil entrar no mercado? Douglas: Foi uma coisa meio estranha... No começo foi fácil porque nos nossos primeiros trabalhos a gente se comportou muito como aquela pessoa que tem um computador e acha que era designer. A gente conseguiu um trabalho que a gente não sabia fazer, pagava bem e a gente fez. A gente depois foi montar o portfólio e estava muito ruim, sabe? E quando a gente decidiu melhorar e fazer uns trabalhos pra gente se orgulhar e começou a fazer um portfólio legal aí começou a ficar difícil o mercaFORMA | 21


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do. A gente começou a entender pra que tipo de cliente a gente precisava fazer isso e aí foi mais difícil. Foi tão difícil que agora que a gente conseguiu se fixar. Mas não pense que precisa de dez anos pra conseguir ter uma empresa de design. Só precisa ter responsabilidade e dedicação. Foi o que a gente não fez porque era muito moleque. Renato: Tem muita gente que quando sai da faculdade já monta o escritório. Tem que começar a fazer as coisas gradativamente. Douglas: Tem que ir fazendo as coisas que você sabe junto com as coisas que você não sabe. Só não pode entrar num mato sem revólver. Porque ás vezes queima um filme. Renato: E pra você ter um portfólio assim a melhor experiência que você pode ter é na faculdade mesmo. Douglas: A nossa faculdade foi mais conceitual mesmo. Não teve tanta manha com software ou como trabalhar mercadologicamente. Renato: Lá na faculdade ás vezes tinha trabalho que você tinha três meses pra fazer, mas na vida real você tem um mês ou menos pra entregar um projeto. Douglas: (imitando voz de idoso) Na minha época... (rindo) qual o conselho que vocês dariam para os iniciantes em design que pretendem abrir um negócio próprio?

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Douglas: Na verdade a dica que eu dou é não esperar terminar o curso. Tem sempre aquela angústia que te deixa um pouco sem ar e tal. A gente começou muito cedo. A gente foi bem prematuro. Talvez se a gente tivesse aproveitado mais a faculdade a gente estaria mais preparado para o mercado. Mas quem tá no terceiro ano ou quase terminando já começasse, ou sozinho, ou com alguém, começasse a fazer umas coisas pra se encaixar no mercado. O mercado tá ai pra todos. Se você quer trabalhar com isso você vai conseguir trabalhar com isso. Tem muita oportunidade também em São Paulo. Muita gente para ou nem começa a trabalhar porque acha que tem muita gente no mercado ou porque não sabe desenhar. Design Gráfico não é desenhar. Tem umas empresas que nem a NitroCorpz pra trabalhar aqui. Se você tem um medinho você consegue passar por ele, se você tem um medão é porque seu negócio não é esse, entendeu? Quando você vai entrar no mercado você tem que fazer tudo como se fosse a coisa mais legal do mundo. Você tem que fazer o seu nome. Se for bem feito isso vai transcender o espaço territorial e todo lugar vai ver seu trabalho. Então se tiver a oportunidade de fazer muito bem feito e verdadeiro, faça! Por mais barato que seja! Não faça qualquer coisa também! Não faça!


Logotipo da Nike feito pelo Bicicleta sem Freio

“O nosso público alvo na verdade a gente nem tem porque já desenhamos tanto pra banda, tanto assim que já foi se tornando cliché.”

Ilustrações sobre a mesa de luz do estúdio

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cOntAtOs email: bicicletasemfreio@gmail.com telefone: +55 62 3086 6394 Facebook: Bicicleta Sem Freio site: https://www.facebook. com/pages/Bicicleta-SemFreio/180293578674647 Flikcr: Bicicleta Sem Freio http://www.flickr.com/photos/ bicicletasemfreio twitter: @bicicrasemfreio

Cartaz da Banda Black DrawingChalks feito pelo Bicicleta Sem freio do Tour da Banda na Argentina

Imagem mostrando as camadas do ultimo cartaz feito pelo Bicicleta sem Freio

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“As pessoas, ás vezes, nem sabem. Querem fazer um material com a empresa que o BalckDrawingChalks contratou. Acham que é uma empresa à parte.”


Ilustração feita para capa do disco da banda Bang Bang Babies

Projeto inacabado para uma prancha de snowboard

“O nome da empresa foi mais pra fugir do básico.”

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PORTFOLIO

Polly Duarte

Ilustração para o jornal O Popular direcionado ao caderno Magazine. Publicação: 2007. Técnica: Ilustração digital

As cores e texturas do Mundo, projeto de autoria da ilustradora Polly Duarte

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Polly Duarte, designer

Design

com qualidade para todas as idades PROFIssIOnAL FALA de suA PROduçãO gRáFIcA Polly Duarte, design gráfico com 10 anos de experiência no mercado goiano, atuando como profissional free lancer e com trabalho realizados na editoria de arte do jornal O Popular, fala sobre seus projetos realizados e design em Goiás.

Design e concepção de páginas, ilustrações e infográficos, em foto-montagem e ilustração digital. Contratante: Jornal O Popular

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n PORTFOLIO

tudo começou quando ela tinha nove anos de idade. Pollyanna, que assina seus trabalhos como Polly Duarte, tinha o hábito de fazer rabiscos com o lápis de cor. Seu pai , um homem que era ligado ao mundo das artes, ficou surpreso ao ver os primeiros desenhos da filha. Da mãe adquiriu o gosto pela leitura. “ eu me encantava com a postura charmosa e dedicada dela ao ler livros para mim”. assim Polly começa a contar suas primeiras experiências e contatos com o mundo do design gráfico. Profissional completa, que passeia por várias áreas do design, Polly Duarte, formou-se na UFG, onde graduou em Design Gráfico. Já fez de tudo um pouco neste universo, desde design coorporativo, no começo da carreira, passando por projetos gráficos e editorias. atualmente trabalha na editoria de artes do Jornal O Popular, onde é uma das responsáveis pelos infográficos que são publicados no jornal, mas o seu forte e também sua paixão são as ilustrações. “Nunca me imaginei fazendo outra coisa a não ser trabalhando com arte e com o Design”, diz. ela já produziu e publicou várias ilustrações em variadas técnicas. Ilustrou livros infantis de autores goianos e de editoras de outros estados.

“Nunca me imaginei fazendo outra coisa a não ser trabalhando com arte e com o Design”

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Ilustradora e autora recentemente materializou um projeto antigo, escreveu e ilustrou “Amoreco Marreco”, livro infantil que foi lançado este ano com o apoio da lei Goyazes. “ tudo pra mim pode se transformar em livro. Ouço uma história interessante, algo engraçado ou até mesmo comovente, dá um estalo na minha cabeça e falo: ‘nossa isso pode virar um livro!’, diz ela; a ideia do livro do Amoreco Marreco surgiu dessa forma. “eu era noiva e meu namorado me chamava de amoreco, e um dia, nessa brincadeira, eu percebi que ele tinha as pernas curtas e andava parecendo um pato, então comecei a chamá-lo de marreco. Foi daí que veio a idéia de produzir um texto, que mais tarde acabou virando o livro”, comenta. Precoce na profissão, Polly Duarte ilustrou o primeiro livro quando tinha de 13 para 14 anos. Depois disso conseguiu um estágio no almanaque, suplemento infantil de O Popular. Fez curso de cartazista no Senac e curso de moda. Quando ingressou na Faculdade Federal tinha como objetivo fazer Design de interior mas acabou indo parar no curso de Design gráfico. “ Descobri o gosto pela ilustração com uma professora que eu admirava. No final do curso ela viu que eu já desenvolvia um trabalho legal e me convidou pra participar de um projeto, foi aí que lancei meu primeiro livro, “Maria Jatobá”, desse momento em diante não parei mais. Mais tarde entrei no Jornal O popular pra trabalhar como ilustradora e infografista.


ensino do Design em Goiás Sobre as instituições de ensino do design em Goiás ela já viveu experiências de educação nas três principais Universidades do Estado. Na federal, como aluna do curso de graduação em design gráfico, na Puc-GO como professora e na Faculdade Senac onde fez sua primeira pós-graduação. Ela acha que a Federal ainda deixa muito a desejar “hoje eu sei que muita coisa mudou. Sei que o curso de design da Federal avançou com a implantação do mestrado”. Sobre o Senac é afirmar ser a instituição que mais aproxima o estudando do mercado. “o Senac faz com que o aluno esteja mais consciente sobre o papel profissional que ira desempenhar quando finalizar o curso”, diz.

Polly Duarte também viveu a experiência de lecionar num curso de Design. Ela foi professora convidada da Puc-GO, no curso de Design Gráfico. “Foi muito bom para mim. Na época eu aprendi muito mais dando aula do que sendo aluna nos tempos da faculdade. eu precisei pesquisar mais e correr atrás de informações. Como se tratava de uma turma mista, de design gráfico, design interiores e design de produtos tive que adequar as ilustrações e técnicas pra todas essas áreas”, comenta. Segunda ela “é muito bom e gratificante ser professora, você vê o resultado dos alunos e sabe que, através dos conhecimentos adquiridos em sala, o aluno possa acreditar mais no seu potencial e ter mais auto-estima.”

Projeto de design e concepção de ilustração em fotomontagem para capas de livro. Apresentação composta por: lombada, capa 1 e orelha 1

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n PORTFOLIO Design e concepção de ilustração digital para evento de teatro. Identidade composta por: cartaz, baner, folder e convite Cliente: Colégio Ávila

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Design contemporâneo Sobre o momento em que o designer vive atualmente ela prefere não comentar, ao invés disso prefere falar sobre as ilustrações que são produzidas no Brasil e que ela tem procurado pesquisar e aprofundar neste tema. ela diz estar “ percebendo algo de interessante nos ilustradores brasileiros. Não querendo generalizar, mas os designers que estão saindo da faculdade, estão focando nas ilustrações europeias, fica chato saber disso porque o próprio europeu adora nossas ilustrações. eu prezo muito pelo nosso design que é feito por ótimos profissionais”. ela dá a dica para quem quer se arriscar no mercado internacional “ se quiser atingir o mercado europeu, então faça algo brasileiro, porque o europeu adora as coisas que tão sendo feitas por aqui! É bom traba-

lhar cores fortes e vibrantes traços inusitados, nada que chegue muito perto do que já é feito por lá, é até legal você pode ser fã de trabalhos de fora, mais mesclar um pouquinho de banana nessa mistura será muito bom.” Completa. ela cita trabalhos que já desenvolveu e que levou em conta essa brasilidade . “As pesquisas que faço pro meu trabalho de ilustrações independente do que o texto fala, são baseadas no visual brasileiro, na arquitetura, vegetações e nas cores. talvez um dos caminhos seja esse, vamos pesquisar o que esta aqui ao nosso lado e esquecer o que está além da nossa fronteira, tentar colocar uma identidade no nosso trabalho”, diz com convicção essa goiana que produz com qualidade um design tipo exportação.


Publicação: em andamento Técnica: Colagem em papel especial

“ Os designers que estão saindo da faculdade, estão focando nas ilustrações europeias, fica chato saber disso porque o próprio europeu adora nossas ilustrações”

Criação de Capa e ilustração para o jornal O Popular direcionado ao caderno Almanaque. Publicação: 2010. Técnica: Ilustração digital

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n PORTFOLIO

sAIBA MAIs como “nasce” um infográfico Numa reunião de pauta na redação do jornal são definidas as matérias que vão ser publicadas, em cima dessas matérias os editores de arte e fotografia procuram saber qual matéria precisa de fotografia ou infografia, ou só de um gráfico, como é muito comum ana editoria de economia, por exemplo. O infográfico surge como opção para se transmitir ao leitor um determinada notícia, valendo-se de ilustrações e dados, seja ele números ou textos. todos os dados de uma determinada reportagem que vai 32 | FORMA

virar infográfico são captados para enriquecer a peça. algumas vezes, o infografista vai ao lugar do fato ocorrido, ele tem a sensibilidade para perceber quais os elementos que devem compor esse gráfico sem, no entanto esquecer os dados técnicos e , com a prancheta em mãos é feito o primeiro esboço do infográfico. Mais tarde, já na redação novamente se discute com o editor que solicitou o material, qual a melhor formar de conciliar texto, ilustração e imagem para gerar o infográfico que ajude o leitor a ter um melhor entendimento da notícia.


editoria de arte Polly Duarte afirma que fazer design gráfico com qualidade em um jornal é um grande desafio para a profissional: “ jornal diário tem demandas de ilustrações e infográficos diariamente e a infografia é um dos maiores desafios que enfrentei na minha carreira. eu já trabalhei com publicidade, design corporativo, embalagens, marketing e design editorial, porém na infografia o profissional é mais exigido e não sou a única a pensar assim, muitos amigos de trabalho infografista tem essa mesma opinião”, comenta. Produzindo ilustrações manuais e digitais, Polly Duarte trabalha com várias técnicas, No trabalho manual utiliza o pastel a seco, a colagem, tinta acrílica e lápis de cor, também explora outros materiais além de tinta e papel. recentemente começou a trabalhar com aviamentos, fitas, rendas e chitas. “Gosto muito da cultura popular, por isso trabalho muito o uso das cores vibrantes” . ela explica que a escolha da técnica fica condi-

cionada ao projeto que vai executar. “De acordo com o projeto e o texto, escolho a técnica e o material que irei utilizar para criar o projeto gráfico” , afirma. A produção de design corporativo foi uma experiência que ela viveu também no começo da carreira “hoje quase não trabalho com produção de marcas, claro se alguém precisar não posso deixar de atender, mas é nas ilustrações infantis que me realizo”, comenta.

Ilustração para o jornal Folha de São Paulo direcionado ao caderno infantil Folhinha de São Paulo. Publicação: 2006. Técnica: Ilustração digital

“Jornal diário tem demandas de ilustrações e infográficos diariamente e a infografia é um dos maiores desafios que enfrentei na minha carreira. FORMA | 33


Cores, Formas, Tramas e Fantasias foi o nome da mostra, que aconteceu no Shopping Bougainville que apresentou 10 anos de trabalho da profissional

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n PORTFOLIO 34 | FORMA

10 anos de estrada Toda essa produção de ilustrações, capas, projetos editorias, acabou por desaguar em mais um projeto, desta vez uma exposição intitulada: Cores, Formas, Tramas e Fantasias. A mostra, que aconteceu no Shopping Bougainville, teve início no dia 12 de outubro e encerramento no dia 6 de novembro deste ano, sintetizou os 10 anos de carreira da profissional. O evento foi uma parceria entre a Designer e o Shopping. “a iniciativa partiu do meu curador que fez a proposta ao centro comercial. Eles aceitaram de imediato. o Bougainville tem feito muitos eventos direcionados à cultura, como festivais de cinema e outras exposições, eles querem desmontar a idéia de que o shopping é somente um lugar de compras”.

“As pesquisas que faço pro meu trabalho de ilustrações são baseadas no visual brasileiro, na arquitetura, vegetações e nas cores”

Com outros projetos na cabeça e outros tantos na gaveta, Polly Duarte avalia que o design em Goiás ainda está sendo gerado e questiona a posição dos empresários goianos. “Os profissionais estudam, se desenvolvem , pesquisam para produzir peças com conceito e qualidade e, quando é contratado para prestar um serviço, tem os seus valores questionados, tornando-se alvo de pechincha”. Lamenta a profissional.


ResenhA

HQ OU FILME?

Do

quadrinho para a telona

COMO FOi FeitO O FilMe que MelhOR RepResentA A téCniCA neO nOiR. O GRAphiC nOvel é MuitO beM RepResentAdO pOR RObeRt ROdRiGuez.

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Yelow bastard revenge

Frank Miller fez Sin City, mas jamais imaginou que seu HQ pudesse virar filme. O Neo Noir pode ser a resposta de como as hist贸rias em quadrinho podem ser levadas para o cinema, por serem muito complexas de serem respondidas.

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n ResenhA

Cada cena tenta reproduzir com fidelidade a arte de Frank Miller desde a composição dos elementos ao pouco uso de movimentos de câmera, exatamente como se fossem quadrinhos. O estilo que ele utiliza em seus quadrinhos é o Graphic novel (romance gráfico) é um termo para um formato de revista em quadrinhos que geralmente trazem enredos longos e complexos, muitas vezes direcionados ao público adulto. Contudo o termo não é estritamente delimitado, sendo usado muitas vezes para implicar diferenças subjetivas na qualidade artística entre um

trabalho e outro. É uma historia contada através de uma longa história em arte seqüência, como se fosse um livro. Essa arte seqüencial do filme é a historia em quadrinhos, HQ, é uma forma de arte que trabalha com o texto como forma de narrar. Essa técnica é muito utilizada em revista e jornais, porque é uma forma mais fácil de representar à narrativa, assim deixando o texto participando de forma menos impositiva em relação à imagem. Outra técnica utilizada no filme é o neonoir, que remete aos filmes da década de 1940 a 1950 que é ca-

Frank Miller participou da produção e da direção do filme, isso foi importante para que tivesse um ótimo resultado Apesar dos esforços, a repetição das poses nem sempre é perfeita

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Neo Noir evoluiu, e os HQ’s foram os melhores beneficiários disso tudo É nítida a intenção de repetir a iluminação da face

racterizada pelos do filmnoir, que já vem dos quadrinhos, pois é algo que se percebe muito bem nos HQ’s do Frank Miller. Tudo isso para ajudar a passar uma linguagem sombria. A diferença do neonoir para o filmnoir, é que a tecnologia para criação das cenas no neonoir é recente, onde acontece o melhoramento e o aprimoramento dos recursos tecnológicos para montagem das centenas de cenas. O NeoNoir, tem como objetivo mostrar uma imagem trabalhada na cor preta, e os elementos em des-

taque ficam em suas cores naturais, por exemplo, em uma cena de beijo, onde acontece o destaque para os lábios da atriz, e todas as outras imagens da cena nas cores cinza, branco e preto, isso se revela assustador, por conta da tentativa de mostrar mais os elementos que compõe a cena de forma programada, utilizando principalmente o amarelo e o vermelho, onde o acaso não pode ter seu lugar. Assim provocando a imagem e seus recursos que são demonstrados nas ilustrações dessa editoria.

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n ResenhA Dama de Vermelho

A morte de Goldie

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Hartigan preso injustamente

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n ResenhA 42 | FORMA

O que é bem observado também é que o Frank Miller participou da produção e da direção do filme, isso foi muito importante para que em um contexto em geral tivesse um ótimo resultado. O modo em que ele pensou, escreveu, narrou e desenhou as histórias de Sin City – A Cidade do Pecado. As informações passadas por ele foi o que fez com que os fãs dos seus HQ’s ficassem sem nenhuma duvida, de que o filme, representou muito bem as historias. Um ponto importante que muito se observa é a ordem das histórias. The Hard Goodbye, com a parte de inicialização do filme, é onde se traça os pontos focais do filme, a corrupção, a política, e a prostituição, é onde Sincity se revela. The Customeris Always Righté onde o filme retrata o mal com o poder de amar, e por esse amor é capaz de acabar com o mal e o seu próprio mau. The Big Fat Kill acontece uma rebelião dos acordos que a cidade existia, isso porque um policial corrupto é morto pelas prostitutas da cidade com quem a policia tinha acordo, isso gera uma guerra e acaba por destruir esse acordo e as prostitutas dominam a parte velha da cidade. ThatYellowBastardessa parte do filme é o final, é onde o herói do filme rever todos os seus valores; mata um dos vilões do filme e fica com a mocinha, que havia salvado oito anos antes. O filme foi muito criticado, pelo

fato que Frank Miller não é diretor, assim, o Sindicato de Diretores do recusou-se Rodriguez e Miller como uma equipe. Para evitar problemas futuros, Robert Rodriguez saiu do sindicato dos Diretores, para assim os créditos permaneceram as doias, Rodriguez e Miller. Quentin Tarantino é creditado como “diretor especialmente convidado”, por dirigir uma das cenas do filme. O filme foi feito pelo estúdio Dimension Home Video com a duração de 126 minutos e sua classificação de gênero é ação e aventura. Os atores principais são: Bruce Willis, Mickey Rourke, Jessica Alba, Clive Owen, Benicio Del Toro, Brittany Murphy, Alexis Bledel, Elijah Wood, Josh Hartnett, Michael Clarke Duncan, Rosario Dawson, Jaime King, Nick Stahl, DevonAoki, Rutger Hauer, Carla Gugino.


“A cidade do Pecado pode ser muito mais que só um filme.”

Hartigan salva Dora

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entReteniMentO

DESIGN DE JOGOS

Blizzard “WORld OF WARcRAFt” eM pORtuguês, suA chAnce de se tORnAR uM designeR de jOgOs nO BRAsil.

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Imagem WoW Cataclysm Dragão

Blizzard abre vagas de suporte para novo servidor brasileiro. O trabalho de tradução do game já dura cerca de 2 anos FORMA | 45


n entReteniMentO Fachada do prédio que sediou a Blizzcon 2011

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“World ofWarcraft” é um jogo de RPG on-line sem limite de jogadores (MMORPG) lançado em 2004 e se tornou um fenômeno dos games, com mais de 12 milhões de usuários ativos em todo o mundo. Nele, o jogador deve criar um personagem escolhendo entre algumas raças e realizar missões para evoluir de nível. É necessário trabalhar em grupo para concluir as “Quests” e eliminar monstros poderosos. Ele possui versões em inglês, francês, alemão, coreano, russo, espanhol e chinês e já possui três expansões com “Cataclysm” sendo a última, lançada no dia 7 de dezembro de 2010. Ela remodelou todo o mundo do game. Quem nunca sonhou em ter uma vida bem sucedida no que faz? Então imagine você trabalhando em uma empresa que é líder em desenvolvimento e edição de softwares do mercado de entretenimento e res-

ponsável por alguns dos jogos mais aclamados pela critica desse setor. Com certeza esse é o sonho de todo grande designer de jogo que procura ser bem sucedido na vida, mas esse sonho agora esta mais possível que nunca, não é uma vaga que pode ser preenchida por qualquer designer, principalmente por as vagas para designer de jogos serem muito raras, mas elas existem e são possíveis de conquistar. Mas como conseguir? Primeiramente se deve conseguir uma vaga de designer de nível 3D. O designer de nível bem sucedido demonstra muitas habilidades necessárias também para a função de designer de jogos, mas para entender melhor, a blizzardentertainmentpossui um site onde mostra como conseguir um emprego ou ate mesmo um simples estagio dentro da empresa. Esse é um dos motivos pelo


GTA V será o maior game já feito pela Rockstar, a história do jogo acontece provavelmente no estado da California-USA, como no GTA San Andreas. O primeiro trailer foi divulgado dia 2 de Novembro. qual a empresa é tão conhecida por estar aberta a novas ideias, no site oficial possui uma FAQ que mostra de maneira bem explicativa cada duvida que uma pessoa possa ter com relação a como trabalhar para eles, e você pode mandar o seu curriculum através do site e eles o avaliaram conforme suas habilidades na área, e se você não sabe quais as vagas que a empresa oferece, no próprio site você encontra um tópico onde mostra todas as funções disponíveis para trabalhar. A blizzard trabalha com uma grande equipe de designers, diferente de outras empresas, na blizzard existe um designer para cada detalhe dentro do jogo, como, designer de machado, designer de mapas, designer de personagem, designer de plantas e etc. Tudo dentro do que é encontrado no meio dos jogos da empresa. E quem procura um desenvolvimento pessoal e profissional, a blizzard é o lugar ideal para você, onde você trabalha com algumas das pessoas mais talentosas, motivadas e criativas do mercado, e a equipe é incentivada por um ambiente de criatividade e camaradagem com salários e

benefícios altamente competitivos. Para quem não sabe a blizzard tem um mercado muito além dos jogos de computador. Estes produtos incluem figuras de ação, livros, revistas em quadrinhos, mangás, jogos de tabuleiro, RPGs de mesa, vestuários, jogos de miniatura do World ofWarcraft e o jogo de cartas de World ofWarcraft, que esta entre os mais vendidos em sua categoria. Um dos principais motivos do sucesso da blizzard é a maneira com que ela trabalha, a grande maioria de seus produtos é feitos através da opinião dos próprios jogadores que dão ideias e pontos de vista a respeito dos jogos para assim melhora-los para o seu publico. A empresa sempre trabalha com um conteúdo mais dinâmico e interessante para o publico jogador, o que faz com que seja tão conhecida por sua excelência em jogabilidade. Com a tradução do gameas chances de você designer de jogos trabalharBlizzard, aumentou consideravelmente, com a procura de designers fluentes no idioma português para trabalhar na área de suporte no servidor brasileiro, você deve estar penFORMA | 47


n entReteniMentO

sando “meu sonho é criar jogos e não dar suporte”, mas dando suporte você esta trabalhando direto com o jogo e analisando erros que pode ocorrer no servidor brasileiro, fora ficar mais próximo da impressa para mostrar suas idéias e dependendo do seu talento trabalhar do lado de J. Allen Brack uma das lendas na criação de jogos. Acesse o site (us.blizzard.com/pt-br/company ) e mande seu currículo. tradução do WoW De acordo com Mike Morhaime, presidente da Blizzard, durante abertura da feira Blizzcon 2011, que aconteceu em Anaheim, nos EUA. O game ‘’ World ofWarcraft’’ será lançado oficialmente no Brasil em dezembro. O jogo terá textos e diálogos totalmente em português, e de acordo com a empresa, os jogadores brasi-

Imagem Wow Cataclysm Goblin 48 | FORMA

leiros poderão adquirir o game em caixa nas lojas ou sua versão digital no site Battle.net por R$ 30, que inclui alem do game original há expansão “The BurningCrusade”. Como bônus de lançamento o titulo poderá ser jogado gratuitamente por 30 dias. Após este período, será necessário o pagamento de uma mensalidade de R$ 15 (que nos EUA, é de US$ 15). Os jogadores poderão pagar o valor por meio de cartão de crédito, debito, transferência bancaria ou boleto. O trabalho de trazer o jogo oficialmente para o país, segundo a Blizzard, já dura cerca de 2 anos. “Estamos muito satisfeitos com o trabalho de tradução”, comemora Steve Huot, diretor da Blizzard para a América Latina. “Apenas na tradução dos textos foram mais de 4 milhões de palavras. E isso não inclui as vozes que foram dubladas para contar as histórias do jogo. É um grande passo


Estúdio brasileiro produz game de Ayrton Senna para PC, o simulador de corrida desenvolvido pela Reiza chega em dezembro de 2012. Game será levado para Xbox 360 e PlayStation 3, diz gerente de projeto

e queríamos ter feito do jeito certo. Não foi fácil”. Em visita ao Brasil para o anúncio do lançamento do título no país, J. Allen Brack, diretor de produção de “World ofWarcraft” há mais de seis anos, contou que o grande trabalho de traduzir todo o conteúdo de quase sete anos, além da quantidade de texto e diálogos, foi a adaptação. “Trabalhamos, por exemplo, para fazer com que piadas feitas nos Estados Unidos e que estão no jogo fossem entendidas com o mesmo nível de humor pelos brasileiros”, explica. Ele confirma que o game está 100% traduzido, dos textos que explicam as “Quests”, ou missões, aos itens, e mapas. “Entretanto, quem preferir não jogar o game em português podem habilitar outras línguas como o inglês”, afirma Brack.

Imagem Wow Cataclysm cartas FORMA | 49


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Atualizações constantes Desde que trabalha com o MMO, o diretor conta tenta constantemente evoluir o game. “Estamos sempre levando novos conteúdos e atualizações para ‘World ofWarcraft’ para que o game se mantenha novo. Fazemos isso também para garantir a melhor experiência para os jogadores. Neste momento, estamos trabalhando no conflito com o Deathwing [o vilão de “Cataclysm”]”, conta. Sobre a recente união do game original “World ofWarcraft” com a primeira expansão “The BurningCrusade”, além de ter uma edição gratuita até o nível 20, Brack afirma que o fato não se deve para aumentar a penetração em mercados emergentes como o Brasil. “Nosso objetivo foi reduzir o número de ‘caixas’ que os jogadores precisam comprar para ter a experiência completa. Achamos melhor deixar o jogador ter o tempo que quiser para testar o game até chegar ao nível 20 com o seu personagem”. Para os brasileiros, haverá um “reino” dedicado à língua portuguesa. “O Brasil está incluído na região ‘Americas’, que inclui, Estados Unidos, América Latina e, agora, o Brasil. É possível jogar em todos esses

Imagem Wow Cataclysm Gameplay do jogo

servidores, independentemente da língua. A comunicação funciona bem na Europa, com servidores franceses e alemães, por exemplo. Quem entrar no servidor brasileiro,sabe que ali todos falam português”, afirma o diretor. Brack conta que está sempre pensando em “World ofWarcraft” e qual será o próximo passo para o game. “Penso no game desde quando acordo até quando vou dormir. Penso em novas aventuras para levar os jogadores e no que melhorar”. Com isso, ele afirma que eventos conhecidos do público brasileiro podem aparecer no MMO. “Embora gostamos de separar o mundo real do mundo do jogo, pensamos em criar algo como o Carnaval dentro de ‘World ofWarcraft’”.


Imagem Wow Cataclysm Disco do jogo

EstĂşdio brasileiro produz game de Ayrton Senna para PC, o simulador de corrida desenvolvido pela Reiza chega em dezembro de 2012. Game serĂĄ levado para Xbox 360 e PlayStation 3, diz gerente de projeto.

Imagem Wow Cataclysm Logo FORMA | 51


n entReteniMentO Imensa rede de computadores montada na Blizzcon

Huot: “Vale a pena” Ele afirma que o preço da assinatura do game é exclusivo para o público brasileiro. “O preço de um ingresso para o cinema custa cerca de R$ 30 e as pessoas assistem um filme de duas horas. Com R$ 15 eles terão um conteúdo incrivelmente maior e mais imersivo e poderão jogar o quanto quiserem durante o mês”, diz Huot. Jogadores do MMO no país que atualmente pagam a mensalidade em dólares poderão pagá-la em

reais assim que o game estiver disponível. O método de transferência ainda não está definido, mas é possível que um e-mail seja enviado avisando da troca. Ainda, será possível uma migração para o “reino” brasileiro. “Os usuários terão uma chance para migrar seus personagens para o reino que tiver jogadores brasileiros, caso desejem, gratuitamente. Após, será cobrado uma pequena taxa”, diz o executivo.

Battlefield3’ vende 5 milhões de cópias em uma semana, o game levou US$ 300 milhões para os cofres da ElectronicArts. Título chegou a causar problemas em sistema on-line da empresa. 52 | FORMA


Gamers profissionais que participaram da Blizzcon 2011

Imagem Wow Cataclysmcartas

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tecnoLoGia

AS CORES DO MUNDO

Fotos: Divulgação

Ferramenta

ContaGotas

Demonstração do funcionamento da caneta

de verdade

Uma caneta, várias cores Jin Su Park (24), que atualmente trabalha como designer na Nova Zelândia, teve a brilhante ideia de criar uma caneta que capture qualquer cor, há poucos anos atrás quando ainda estava iniciando sua jornada no design, pretendendo, assim, tornar o trabalho de nós designers e ilustradores.


E se pudéssemos usar o conta-gotas do Photoshop para poder escrever e/ou desenhar no seu bloco de papéis? Seria ótimo, não? Ainda mais quando temos que mostrar um rascunho, na hora para o cliente; uma única caneta que fornece todas as cores possíveis da escala RGB seria de muita utilidade. O designer coreanoJin Su Park de vinte e quatro anos, percebeu o talento para o ramo no colegial e nos contou que estudou 3 anos em curso de design para dominar softwares como Photoshop® e Illustrator®. (Confira seu portfólio em: aughust.com) O mesmodecidiu facilitar o trabalho de designer e ilustradores de forma que conseguissem mostrar no papel as cores dos objetos, com maior precisão. A caneta tem um sensor, em sua parte superior, que processa a cor a qual foi apontada. Depois de pressionar o botão que ativa o “scanner”, ele identifica a cor e através de uma mistura percentual de tintas – que estão dentro de três pequenos cartuchos divididos pela escala de cores RGB – libera a tinta no tubo da caneta e pronto;é só sair desenhando com a cor que você escolheu. Com esse dispositivo, é possível reproduzir desenhos com uma maior variação de tonalidades e assim consegue-se maior definição na hora de fazer os detalhes dos seus trabalhos ou simplesmente fazer anotações de cores variadas com tópicos em cores diversificadas.

WacomInkling: caneta e scanner

Permite reproduzir ilustrações com maior variação tonal Contudo, fizemos uma entrevista com o designer Jin Su Park, que nos contou os aperfeiçoamentos que estão sendo feitos na caneta. De acordo com seu criador, a anatomia da mesma já foi alterada para ser mais funcional,a escala de cores foi mudada para CMYK, e tem em vista trabalhar também com a escala Pantone®. A caneta é alimentada através de uma bateria recarregável de lítio que dura 1 semana se utilizada frequentemente, mas pode durar até 3 semanascom uso esporádico. O lançamento está previsto para meados de 2012 e o valor desejado por Jin Su Park é de que seja inferior a US$100. Forma | 55


n tecnoLoGia

Kit de ferramentas da WacomInkling

“Esse instrumento tecnológico auxilia e facilita o trabalho de ilustradores e designers”

Wacominkling Enquanto esperamos por essa novidade, veja outra caneta: Chega ao mercado uma caneta inteligente desenvolvida pela empresa Wacom, reconhecida pela criação e aperfeiçoamento de tablets na indústria internacional, a WacomInkling. A anatomia de uma “simples caneta esferográfica” torna esse instrumento tecnológico uma potente ferramenta que auxilia e facilita o trabalho de ilustradores e designers. A WacomInkling 56 | Forma

além de reconhecer os diferentes traços tonais, a partir da pressão gerada sobre a mesma, ela possui como característica marcante: uma scanner que lhe permite salvar centenas de desenhos em sua memória e, depois, transferi-las para seu computador através de uma extensão USB. Essa ferramenta que estimula o processo criativo vetoriza desenhos manuais advindos de qualquer tipo de papel

e os insere digitalmente em programas como Adobe® Photoshop® e Illustrator®, além da opção do software incluso em seu sistema. A brilhante tecnologia recém-lançada estará disponível nos Estados Unidos, apenas, por volta do meio do mês de Novembro; custando US$199. A equipe da Wacom já planeja a extensão do produto internacionalmente, porém não há data estipulada.


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Revista forma