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Trilhos Urbanos Jornal-laboratório da Disciplina Jornalismo Impresso I e II - Edição de Outubro

Dia do Professor

Ainda há motivos para comemorar? O que mudou na profissão e como resgatar o prestígio dos mestres

Crimes Virtuais: Atenção! A internet também é palco de crimes realizados por bytes

Mentira: De uma mentirinha inocente à patologia, por que as pessoas mentem (e quando isso é doença).


Uma nova 3ª idade anos participa do Grupo da Melhor Idade de Itu, a interação com outros idosos traz felicidade e aprendizados, além de ser uma ótima maneira de distrair a mente. “Eu não participo de todas as atividades, mas sempre que vou até lá volto feliz. Todos gostam de mim”, conta.

Jéssica Ferrari

A

o envelhecer, é comum se esperar alguns indicadores desse processo, tais como mudanças na aparência e déficits sensoriais. Junto a eles também são associadas algumas doenças, como as cardiovasculares, demências senil (como, por exemplo, o Alzheimer), doenças neurológicas e certos tipos de câncer. “Nossa resistência ao frio e ao calor são diminuídas, assim como a força e a mobilidade, além de ocorreram perdas psicomotoras que se relacionam à capacidade de aprendizagem, a memória e à inteligência”, conta a gerontóloga Paula Bissoli. Para ajudar a evitar esses “sintomas”, outra vez entram em cena os cuidados tomados durante toda a vida, como a prática de atividades físicas, a alimentação saudável, a proteção contra os raios solares e até fatores de personalidade, como o bom humor. Já algumas dessas mudanças são inevitáveis, pois derivam de programações genéticas. Atividades físicas e em grupo Quem nunca se divertiu correndo atrás de uma bola ou batendo papo com os amigos? Os momentos alegres com certeza animaram seu dia e garantiram boas risa-

Envelhecendo em Itu: Grupo da Melhor Idade

Terceira idade não significa, nem de longe, o final da vida. E as opções para divertimento de idosos são várias!

das. E por que não repetir as ações quando se chega à terceira idade? As atividades físicas, além de serem prazerosas também auxiliam na saúde. “Se levarmos em consideração que o processo de envelhecimento é progressivo e que afeta as capacidades energéticas (metabolismo, circulação e respiração), assim como a diminuição da força, mobilidade e resistência, a atividade física é capaz de contribuir para a manutenção fisiológica e para o funcionamento normal físico e psicológico das pessoas, além de ser uma prática que estimula o contato interpessoal dos idosos”, explica a gerontológa No entanto, a profissional alerta que é preciso avaliar cada idoso individualmente antes da prática, considerando seus objetivos, capacida-

des e limitações. As relações de amizade podem, e devem, ser incorporadas na rotina dos idosos. As atividades em grupo, por exemplo, fazem com que eles consigam transmitir sua herança cultural, através de autobiografias (narrativas pessoais), usufruindo da oportunidade de falar do passado, sem cobranças típicas da vida adulta. “Falar do passado pode funcionar como um mecanismo de ativação cognitiva, ou seja, nos permite manter a memória sempre ativa além de proporcionar prazer, alívio e conforto, melhorando a auto-estima de muitos idosos”, afirma Bissoli. Além disso, os grupos aumentam os contatos, a integração e o reconhecimento social deles. Para a Sra. Iolanda Silveira Camargo, que há três

O Grupo da Melhor Idade é um espaço que oferece diversas atividades culturais, físicas, recreativas e sociais, voltadas para a terceira idade. Todos os meses acontecem eventos que ajudam a integrar o idoso a comunidade e melhoram a qualidade de vida deles. A Sra. Ivanilde também participa do Grupo, e conta que a sua integração rendeu muitos benefícios, entre eles vários amigos. “Eu fui encaminhada pelo meu médico, pois tinha problemas de coração e depressão. Lá eu fiz diversas amizades, comecei a fazer tricô e hoje melhorei”, afirma. O projeto é mantido pelo Fundo Social de Solidariedade (Funssol) do município e oferece também assistência médica e social. “Nós trocamos experiências, histórias de vida. Muitas pessoas entram lá sozinhas e tristes, com o tempo se tornam pessoas alegres, pois lá somos muito incentivados”, finaliza.


Mentira!

Quem aumenta um ponto é um mentiroso?

Thaís Lopes

Q

uem nunca contou uma mentirinha, que atire a primeira pedra! Quem nunca escapou de uma situação escondendo a verdade? Quem nunca teve que mentir para impressionar? E quem nunca contou algo e aumentou um pouco? Afinal, existem vários tipos de mentiras; as mentiras que podem até ser benéficas (como quando escondemos a verdade de alguém para não magoá-la), as mentiras contadas sem maldade (mas que acabam causando algum efeito ruim) e aquelas criadas com intenção de destruir alguém. Vendo pelo lado do mentiroso, que às vezes pensa

na consequência e quer que seja trágica, ela será maldosa; do contrário, pode ser usada na inocência, com a certeza de que terá a responsabilidade nas costas! Um pouco mais sobre as mentiras pode ser visto

na peça teatral Por que os homens mentem, inspirada em texto do cronista e escritor Luis Fernando Veríssimo. Encenada pelo grupo de teatro Nós Mesmos, a peça tem um elenco masculino que se alterna entre os papéis de homens e mulheres. O enredo é divertido e relata as várias mentiras que os homens contam para se esconderem, entenderem e, muitas vezes, se livrarem de suas mulheres. A Nós Mesmos Produções Artísticas, nasceu em 2003, ano que fez a primeira apresentação com a peça ‘’Espetáculo quase artístico’’.

Christian Hilario, Ricardo Vandré e Juliano Mazzurchi. Mentira vira piada em “Por que os homens mentem?”

Juliano Mazzurchi, que faz parte do elenco, relata que nem sempre fizeram trabalhos invertendo os papéis. “Temos outros seis espetáculos, que trabalham outras vertentes de humor”, explica. No meio desta conversa de troca de papéis, espetáculo e mentiras, perguntei ao elenco o que achavam sobre o papel do homem no século XXI, já que, ultimamente vivenciamos um mundo mais feminista, cheio de beleza, estética, romantismo. E olha o que me responderam! “Hoje, os homens se espelham mais nas mulheres e, portanto, valorizam o papel dela na sociedade. Acabaram se acostumando e enriquecendo mais a estética, o cuidado com a beleza”, disse Juliano. E não acabou por aí. O grupo, no geral, confirmou que as mulheres, de um jeito ou de outro, sempre acabam fazendo a cabeça dos homens – e, se elas percebem seu poder - e olha que percebem! -, elas vão dominá-los por completo. “Elas são o nosso ponto fraco”, disse Juliano.


Ao mestre, com carinho

15 de outubro. Dia do professor. Como o mercado de hoje enxerga esse profissional, responsável por parte da formação de nossos filhos. Patrícia Cunha

U

m estudo da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), revelou que o professor perde muito tempo para manter a ordem em sala de aula. Isso não é novidade para quem trabalha em escola, já que a indisciplina é um dos fatores que mais atrapalham. Falta de limites, bagunças, tumultos, maus comportamentos e desrespeito são os obstáculos e os desafios do ensino atual nas instituições de ensino público e privado. De quem é a culpa? Cotidianamente ouvimos falar em dificuldades de agentes socializadores

como pais e professores em gerenciarem limites em relação a crianças e adolescentes. Os pais que tem tempo para seus filhos não sabem como gerenciar as dificuldades no estabelecimento de limites. Outros, assoberbados pelas tarefas profissionais ou mesmo domésticas, tendem a passar menos tempo com os seus filhos e, frequentemente, delegam a responsabilidade de sua educação a terceiros como a própria escola. Para a pedagoga Luciana Maia, de 22 anos, esse comportamento da nova geração de alunos, sem limites e sem respeito à figura do professor está muito relacionado ao ambiente familiar. “Muitos pais deixam as criança fazerem o que querem e a qualquer mo-


mento, isso desde muito pequenos. E quando eles vão à escola pensam que podem fazer o que querem, outro problema é que os pais pensam que a escola tem obrigação de educar, mais eles precisam entender que sim o professor tem um papel de passar valores e ensinar, mais a educação básica, que é o respeito, educação, vem da família”, conta a pedagoga. Vilma Soares, 46 anos, diretora da escola de ensino fundamental Professora Elza Malatrasi, na cidade de Boituva, diz que os perfis das crianças que apresentam problemas na escola são geralmente aquelas que os pais não participam da escola e não mostram para os filhos que a educação é um direito importante para a vida em sociedade. “A escola para esses pais é vista apenas como um lugar para deixar os filhos enquanto trabalham”. A diretora relata que lidar com estas situações na escola é um grande desafio. Os pais não comparecem nas reuniões, em festas comemorativas, não participam e as crianças acabam ficando tristes, desanimadas e algumas delas acabam por apresentar problema de comportamento na escola”, diz Vilma, que ressalta também que muitos alunos vão à escola desacompanhados

dos pais ou responsáveis. Vilma também conta que a direção da escola, realiza reuniões de pais à noite para que eles possam comparecer. Cobram dos pais o cadastro do aluno com telefone e endereço atualizado. Na matrícula os pais ou responsáveis recebem o cronograma das reuniões de pais com os dias letivos, feriados e aulas suspensas do ano letivo. Entregam também as regras, normas do (Regimento Interno das

“Muitos pais deixam as criança fazerem o que querem e a qualquer momento, isso desde muito pequenos. E quando eles vão à escola pensam que podem fazer o que querem”

Escolas) e Proposta Pedagógica da Escola. “Quando o aluno apresenta problema de aprendizagem e de comportamento, seus pais são convocados a comparecer à escola e o aluno só entra acompanhado por eles, essas são algumas medidas que tomamos para superar este problema da educação na escola”, conta ela . “O problema é que hoje em dia as crianças e adolescente, pensam que o

Luciana: resgate da importância do professor deve vir com o apoio da escola

professor deve fazer o que eles querem, acham que o professor deve ser tratado como uma pessoa que não merece respeito, como alguém que esta ali apenas para atrapalhar, não percebem que o professor pode ser um grande aliado no caminho que ele irá percorrer em sua vida”, diz a pedagoga Luciana. Para reverter esse quadro,

ela acredita que todos juntos podem ajudar, a escola, o professor, e os pais, cada um cumprindo o seu papel. Para ela devem existir correntes entre escola, professor e família, um complementando o outro. “Ainda podemos fazer nossos alunos se tornarem grandes pessoas”, diz ela.


Crimes Virtuais Cresce o número de crimes praticados em ambiente virtual no Brasil. Saiba como se proteger dos ataques! André Roedel

C

om o avanço tecnológico e a expansão do acesso à internet no mundo, várias atividades corriqueiras do dia a dia passaram a ser realizadas pela rede mundial de computadores. Pagamento de contas, depósitos, compras, recargas de celular on-line etc., já fazem parte de boa parte da população. Mas, como no mundo físico, na world wide web também existem criminosos dispostos a utilizar essas ferramentas e dados para benefício próprio. Os chamados crimes virtuais já são frequentes e cada vez mais perigosos. O perito e especialista da Polícia Federal Hélvio Peixoto disse ao site “Guia Digital” (no dia 10 de agosto de 2011) que a falta de uma legislação forte contra crimes cometidos pela internet torna o Brasil um “paraíso legal” para este tipo de atividade, fato que encoraja os fraudado-

res a ousarem golpes mais audaciosos. Ele também diz que o Brasil tem que evoluir neste ponto, pois é muito difícil combater crimes cometidos pela internet e manter os responsáveis presos. Recentemente, sites do Governo Federal e até mesmo o e-mail particular da presidente Dilma Rousseff foram invadidos por grupos de hackers, o que fez acender o debate sobre os ataques cibernéticos e da aprovação de uma lei que tramita no congresso desde 1999, o

projeto Azeredo, que define os crimes digitais e as penas aos infratores, e as definições para o Marco Civil da Internet, uma legislação mais ampla (que vem sendo trabalhada há dois anos pelo Poder Executivo e ainda não foi submetida formalmente ao Congresso), que propõe garantias à liberdade de expressão e aos direitos dos internautas. Outro tema levantado após os ataques contra os sites federais e que também é abordado no Projeto Azeredo é a questão da

privacidade no ambiente virtual. Há menos de dois meses, o Ministério Público brasileiro denunciou o Facebook, principal rede social do mundo, devido a um novo recurso de reconhecimento facial, que tagueia os rostos de que estiver nas fotos postadas pelo usuário. O governo da Alemanha foi mais radical: promete processar a empresa de Mark Zuckerberg caso a mesma ferramenta não seja retirada dos perfis do país. Outros casos conhecidos


Como no mundo físico, na world wide web também existem criminosos dispostos a utilizar essas ferramentas e dados para benefício próprio.

de crimes virtuais acontecem quando os criminosos aproveitam o gancho de algum assunto em evidência. A morte da cantora britânica Amy Winehouse virou “isca” para esses fraudadores, que enviaram via e-mail e redes sociais links para uma suposta foto do corpo da artista, mas que, na verdade, era um poderoso malware (termo em inglês para arquivos que invadem o computador do usuário e provoca danos e rouba dados pessoais, como senha de banco). A ituana Luisa (nome fictício), estudante de Letras, já teve sua conta no Orkut invadida duas vezes. “Não foram invasões para fins de bullying, mas links para vírus foram divulgados por meio desse canal, usufruindo da confiança e abusando da inocência de alguns dos meus contatos”, conta a garota. Ela perdeu todas as imagens

postadas na rede social, que já não possuía mais em arquivo. Preocupada com as duas invasões, a estudante tem cautela com seus dados na internet. “Hoje em dia, por prevenção, altero minha senha a cada 65 dias e nas redes sociais aceito apenas pessoas que conheço pessoalmente. Além disso, verifico sempre o meu nome via Google para ter algum ‘controle’ sobre as informações veiculadas sobre mim, assim como sobre as imagens vinculadas aos meus perfis eletrônicos”, explicou. Dez dicas para obter mais segurança na web Como na vida real, o ambiente on-line nunca será 100% seguro. Mas é possível minimizar o perigo seguindo as 10 dicas seguintes: 1 – Saia usando ‘Logout’, ‘Sair’ ou equivalente: sempre saia de sua conta usando essas funções, nunca fechando o navegador direto. Essa dica e recomendada principalmente em caso de computadores compartilhados, como os da faculdade. 2 – Crie senhas mais difíceis: nunca utilize datas de nascimento, nomes ou placas de carro, pois são

códigos “manjados”. Efetue a troca de sua senha periodicamente também. 3 – Cuidado com e-mails falsos: muitos internautas já caíram em golpes ao receber e-mails falsos de instituições bancárias que, em sua maioria, não realizam esse tipo de ação. Confira muito bem antes de enviar qualquer informação. 4 – Atualize seu antivírus: novas ameaças digitais surgem todos os dias. Por isso, os fornecedores de antivírus lançam atualizações quase que diárias para os softwares. Mantenha sempre a versão mais recente em seu computador. 5 – Não revele informações importantes: nunca divulgue dados importantes sobre você, como endereço, escola que estuda entre outras coisas. Esse tipo de informação pessoal só deve ser compartilhado com conhecidos. Atente para as configurações de privacidade de suas redes sociais, como o Facebook. 6 – Não efetue muitos cadastros: cuidado na hora de se cadastrar em algum site e evite realizar vários. Busque a reputação do portal antes de criar conta nele. 7 – Pesquise bem na hora de comprar on-line: assim

como na hora de efetuar cadastros, pesquise o histórico do site de compras antes de realizar qualquer transação. Verifique também as reclamações em sites como o “Reclame Aqui”. 8 – Cuidado com anexos via e-mail: abra anexos enviados apenas por conhecidos e, mesmo assim, desconfie antes de tudo. Muitos fraudadores digitais aproveitam da inocência dos outros para repassar arquivos maliciosos. 9 – Evite sites de conteúdo duvidoso: muitos sites contêm em suas páginas scripts capazes de explorar falhas do navegador de internet. Por isso, evite navegar em sites pornográficos, de conteúdo hacker ou que tenham qualquer conteúdo duvidoso. 10 – Preste atenção nos downloads: se você usa programas de compartilhamento ou costuma obter arquivos de sites especializados em downloads, fique atento ao que baixar. Ao término do download, verifique se o arquivo possui alguma característica estranha, por exemplo, mais de uma extensão (como cazuza. mp3.exe), tamanho muito pequeno ou informações de descrição suspeitas.


Artigo

Vejamos quem manda! Marília Monteiro

A

Princesa Fiona é uma Ogra. O Xuxa tem frieira. Os pelos também crescem na Sandy. O Reynaldo Gianecchini também luta contra o câncer. O sol nasce para todos, da mesma maneira que se põe; um dia cada um de nós terá ótimas oportunidades e péssimas notícias. Lidar com a doença deve ser menos doloroso que conviver com a ideia de ter câncer, porque apesar de todos os avanços medicinais, essa mazela ainda mata muita gente. O emocional entra em crise, logo ele que tudo diz, tudo comanda. Além da minha mãe, vários estudos psicológicos dizem que boa parte do desenvolvimento de um tumor maligno pode ser causada por problemas emocionais como stress, raiva excessiva, culpa e o famoso ato de ‘engolir sapos’. Aposto que agora mais metade dos leitores sentiu uma pontadinha no coração e logo pensará em procurar um médico. Mas acalmem-se: é mais fácil controlar e resolver esses sentimentos, do que o câncer. É melhor rever seus conceitos. Comigo sempre foi nítido

esse reflexo do emocional no físico. Quando surgiram minhas primeiras preocupações mais fortes, como uma prova de recu-

travam nada, mas minha mente sabia exatamente o que se passava. Era acabar a preocupação e a falta de ar sumia.

peração final ou a doença do meu avô, senti uma tremenda falta de ar. E olha que eu nunca tinha fumado ainda. Não havia motivos clínicos e os exames não mos-

Certa vez, com uns 15 anos, eu tinha que decidir entre o menino que eu ficava e o que realmente gostava de mim. Ambos eram legais e lindos, mas não queria magoar nem

um, nem outro. Primeiro amaldiçoei quem inventou a monogamia, depois veio um ‘mix’ de ansiedade para resolver esse problemão, a culpa por sei lá o que, a pena de quem ficasse sozinho e a grande questão de quem escolher, podendo ser comparada à do “ser ou não ser?”. Um dia desses em que meus miolos fritavam para desvendar esse mistério, acordei e, ao olhar no espelho meus olhos estavam cinco vezes menores do que já são, esmagadinhos por um inchaço sobrenatural nessa área. Lavei o rosto uma, duas, dez vezes; coloquei gelo, passei pomada – olha o perigo – e nada resolveu o caso. Fui parecendo um bulldog para a escola e o espanto foi geral. Senti-me muito bem, afinal adolescentes não costumam se importar com que os outros falam. Aproximadamente cinco dias de olhos espremidos e eu não sabia mais o que fazer. Resolvi decidir entre um ou outro e comunicá-los. No dia seguinte meu rosto estava incrivelmente normal. Coisa de louco. No final, nada disso foi tão ruim quanto a escolha que resolvi fazer.


Trilhos Urbanos - Outubro 2011