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AGRUPAMENTO DE ESCOLAS ESCULTOR ANTÓNIO FERNANDES DE SÁ

PROJETO EDUCATIVO

2013/2017


PROJETO EDUCATIVO

ÍNDICE PREÂMBULO

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CARACTERIZAÇÃO DO AGRUPAMENTO

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COMPOSIÇÃO POPULAÇÃO ESCOLAR RECURSOS HUMANOS RECURSOS MATERIAIS

3 4 4 5

VISÃO DA ESCOLA

7

UMA ESCOLA EM MUDANÇA FINALIDADES ESTRATÉGIAS ORIENTADORAS DA AÇÃO ESCOLAR METAS PARA O SUCESSO

7 7 8 9

OBJETIVOS E ESTRATÉGIAS DE ATUAÇÃO

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AMBIENTE DE TRABALHO ENTRE OS MEMBROS DA COMUNIDADE EDUCATIVA UMA CULTURA DE QUALIDADE, RIGOR, EXIGÊNCIA E MELHORIA CONTINUADA ORGANIZAÇÃO CURRICULAR E PEDAGÓGICA RELAÇÃO ESCOLA – MEIO OTIMIZAÇÃO DO FUNCIONAMENTO ESCOLAR

10 10 11 11 11

RECURSOS PARA A APLICAÇÃO DO PROJETO EDUCATIVO

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CRITÉRIOS DE CONSTITUIÇÃO DAS TURMAS

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I – EDUCAÇÃO PRÉ-ESCOLAR II - 1.º CICLO DO ENSINO BÁSICO III- 2.º CICLO IV - 3.º CICLO V- CURSO VOCACIONAL VI – EDUCAÇÃO MORAL E RELIGIOSA CATÓLICA (EMRC) VII – DISPOSIÇÕES FINAIS

13 14 15 16 16 17 17

ATIVIDADES E PROJETOS

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AVALIAÇÃO DO PROJETO EDUCATIVO

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PROJETO EDUCATIVO

PREÂMBULO O Projeto Educativo é o documento estruturador da ação e funcionamento do Agrupamento de Escolas Escultor António Fernandes de Sá. Enquanto guião para a comunidade educativa, torna-se no Instrumento de Planeamento Estratégico para construção de uma Escola de sucesso. A escola que queremos nem sempre é aquela que resulta na atividade diária. O Projeto educativo é o instrumento que define a missão - a razão de ser, a finalidade, a referência – e a cultura da escola, com os seus valores, normas e convicções. Nele estão inscritos os princípios que nos identificam, a todos, como parceiros neste querer fazer da escola o espaço do Ser, através do desenvolvimento de uma estratégia de ação. O conceito de escola moderna veicula-nos a um contexto de cumplicidades e de afetos que se traduzirão numa pedagogia positiva, numa atitude construtiva de diálogo, de análise da ação, de aprendizagem com a experiência continuada. O Regulamento Interno estabelecerá os normativos disciplinares e outros, construindo um todo coerente, onde cada um seja cúmplice, tornando-se num instrumento de sociabilidade permitindo uma melhor e substancial qualidade de trabalho, para todos. Desejar e atuar, entre o presente e uma ideia de futuro, são premissas em que assenta a implementação do Projeto Educativo. O sucesso desta implementação é verificável através de um processo de avaliação dinâmico, fazendo com que seja um instrumento de trabalho aberto, em reconstrução permanente, correspondendo eficazmente à ideia de mudança.

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PROJETO EDUCATIVO

CARACTERIZAÇÃO DO AGRUPAMENTO O Agrupamento de Escolas Escultor António Fernandes de Sá situa-se na freguesia de Oliveira do Douro, concelho de Vila Nova de Gaia. Escola sede R. Escultor Fernandes de Sá Vila Nova de GaiaPorto4430394Porugal geral@escultorfsa.pt 22 379 48 07 22 370 79 61 http://www.escultorfsa.pt

Foi constituído em 2003/2004, correspondendo à reorganização escolar que a política educativa do momento implica. Cada escola tem a sua singularidade, resultante de uma simbiose que envolve contextos sociais, culturais, económicos, nos quais se insere. Tendo em conta a especificidade de cada escola, torna-se indispensável identificar e analisar as variáveis que figuram no contexto escolar, cuja influência deve ser considerada na elaboração e implementação do projeto. COMPOSIÇÃO

Este Agrupamento recebe, sobretudo, os alunos provenientes das localidades do Areinho, Atafona, Corredoura, Formigosa, Freixieiro, Tranqueira, Lavandeira, Arcos do Sardão, Lameiro, Quebrantões e Gervide. Dele fazem parte as seguintes escolas: IDENTIFICAÇÃO Escola EB2,3 Escultor António Fernandes de Sá EB de Gervide EB Manuel António Pina EB Outeiro JI Formigosa

LOCALIZAÇÃO Gervide Gervide Lavandeira Outeiro Formigosa

CICLOS 2º e 3º 1º e Pré-Escolar 1º e Pré-Escolar 1º Pré-Escolar

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PROJETO EDUCATIVO POPULAÇÃO ESCOLAR

A população escolar é caracterizada pelas diferenças culturais e sociais que vão estruturando esta região. Um forte índice de iliteracia e de analfabetismo desenham as expetativas futuras no desenvolvimento social de trabalho. O confronto com um novo afluir de população que começa a desenvolver-se nesta zona, fruto do aumento de oferta de habitação a que corresponde um aumento, previsível, de habitantes, fará deste agrupamento um parceiro no processo de crescimento sustentado desta localidade. Mais uma vez a mudança impõe que a escola esteja atenta a este novo desenho de forma a traduzir positivamente, o seu propósito e sua razão de ser. RECURSOS HUMANOS PESSOAL DOCENTE

O pessoal docente deste agrupamento é na sua maioria estável, pertencendo ao Quadro do Agrupamento o que suscita a expetativa positiva na persecução deste Projeto Educativo, dando-lhe um caráter de continuidade e de adaptabilidade, numa visão de sucesso.

PESSOAL NÃO DOCENTE

O pessoal não docente, Assistentes Técnicos e Assistentes Operacionais são parte deste processo e cúmplices no propósito deste documento.

Agrupamento Escultor António Fernandes de Sá Jardim de Infância Gervide Formigosa Manuel António Pina Total

EB 1 Gervide Manuel António Pina Outeiro Total

Educadoras 2 2 6

AO 1 1 3

1 1 3

3 Anos 0 10 28

4 Anos 29 13 37

5 Anos 16 17 65

Total 45 40 130

5

5

38

79

98

215

2 5 4

1º Ano 20 100 38

2º Ano 48 120 34

3º Ano 22 92 38

4º Ano 39 46 48

Total 129 358 158

11

158

202

152

133

645

10

Professores 6 15 7 28

AT

AO

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5º Ano 2º Ciclo

3º Ciclo

EB 2/3 Esc António Fernandes de Sá 6º ano Total PROF

AO

AT

19

7

269

130

139

7º Ano

8º ano

9º Ano

Total

159

82

128

369 68 Total

Vocacional

26

Totais

26 664

RECURSOS MATERIAIS

O Agrupamento conta com um parque escolar que corresponde às necessidades da localidade, organizado em diferentes edifícios. O primeiro quadro deste documento identifica as escolas que fazem parte integrante deste Agrupamento. De acordo com as necessidades pedagógicas-didáticas sentidas pelas diferentes escolas e procurando acompanhar a evolução tecnológica, nomeadamente nas áreas das tecnologias da informação e da comunicação, todos os espaços escolares possuem equipamento informático que responde às necessidades dos alunos e professores. A existência de salas específicas, com o equipamento adequado ao desenvolvimento de competências específicas e transversais traduz o desejo de fazer mais e melhor e sobretudo fazer de maneira mais adequada ao espírito de mudança. Os recursos são parte essencial para o sucesso e por isso, a dinâmica aponta à modernidade e atualidade destes mesmos recursos. Exemplo disso, o equipamento com quadros interativos das salas de aula é hoje uma realidade. A seguir apresenta-se um quadro que identifica os diferentes recursos/escola, que num contexto de Agrupamento, deverá ser gerido de forma dinâmica e aberta mobilizando-nos, a todos, num espírito de cooperação e de rentabilidade traduzindo a sua eficácia no desenvolvimento educativo de todos e de cada um.

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PROJETO EDUCATIVO

ESCOLA

RECURSOS Salas de aula Laboratório de CN Laboratório de CFQ Salas específicas Sala de Informática

Escola Básica Escultor

Pavilhão Desportivo

António Fernandes de Sá Biblioteca Auditório Refeitório Serviços Administrativos

Salas de aula Biblioteca

JI Formigosa Cantina Polivalente Salas de aula

EB Gervide

Cantina Biblioteca Salas de aula

EB Outeiro

Biblioteca Sala de Informática Salas de aula Biblioteca

EB Manuel António Pina

Espaço desportivo Auditório Cantina

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VISÃO DA ESCOLA UMA ESCOLA EM MUDANÇA

O mundo é hoje palco de uma série de fenómenos que estão a provocar profundas mudanças sociais, a explosão dos media, a investigação científica e tecnológica, a construção de redes inteligentes globais, as reorganizações e os entrechoques permanentes do poder e da sua natureza, as crises económicas, as conflitualidades ideológicas e éticas. No que se refere à educação, o desafio para os seus intervenientes passa pela valorização de outras competências que não apenas os saberes académicos, como a criatividade, o rigor, a participação no funcionamento da escola. É um novo paradigma que nos implica num redesenhar permanente dos processos e das atitudes. A nossa visão de Escola, a nossa finalidade, é sermos uma escola de referência no mais curto espaço de tempo. Preparar cidadãos dotados de valores estruturantes da nossa sociedade e das necessárias competências para um desenvolvimento profissional ou uma correta opção em termos de formação superior. Procuramos, para além da formação científica e tecnológica, desenvolver valores de democracia e de humanismo, como a solidariedade e tolerância, a responsabilidade e rigor. Assumimos a importância da coesão social e da sustentabilidade educativa. Para isso temos como paradigma a função social da escola.

FINALIDADES 1. Promover uma socialização para a cidadania proporcionando as condições para desenvolver nos alunos novas e diferentes formas de sociabilidade, familiarizando-os com as normas socialmente aceites, criando, assim, condições para evitar comportamentos desviantes e disruptivos e desenvolver interações que os façam sentir membros ativos de um grupo e de uma sociedade.

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PROJETO EDUCATIVO 2. Proporcionar o crescimento estruturado do aluno, assente no conhecimento de si próprio, desenvolvendo a valorização das suas capacidades e competências com confiança e segurança. Deste modo, os alunos são preparados para adquirirem uma atitude de aprendizagem sistemática que lhes permite enfrentar a mudança social permanente, ao mesmo tempo que irão desenvolvendo as defesas necessárias para enfrentarem os obstáculos e as adversidades com que possam vir a ser confrontados. 3. Desenvolver o raciocínio e a imaginação dos alunos e a procura de condutas respeitadoras dos valores básicos e dos princípios éticos universais. Deve desenvolver os valores do humanismo, nomeadamente o respeito pelos outros, a tolerância, a justiça, a liberdade, a responsabilidade, a solidariedade, o respeito pelos Direitos Humanos. A Proteção do Ambiente e a Promoção da Educação para a Saúde são parte integrante e integradora, cumprindo a função cívica que todos deverão assumir como dever. 4. Promover a inclusão social e cultural dos alunos e a igualdade de oportunidades. 5. Atribuir no final do Ensino Básico um diploma que certifica a formação adquirida. ESTRATÉGIAS ORIENTADORAS DA AÇÃO ESCOLAR Para cumprir as finalidades atrás enunciadas, o Agrupamento, tem que assumir uma cultura de compromisso e de cumplicidade. Só com o diálogo permanente entre todos os intervenientes se conseguirá dar eficácia a este propósito. Inovar na diversidade, implicar na participação, criar na responsabilidade, são as tarefas que farão deste Agrupamento de Escolas um local apetecível, de afetos, de saudade e sobretudo um local de excelência num campus educativo onde a homogeneidade, a subordinação, o isolamento, o desrespeito não têm espaço. Três grandes situações/problema estão identificados: O Insucesso, a Indisciplina e o Abandono Escolar. Tornam-se nos elementos estruturantes deste Projeto Educativo. A visão de escola que preconizamos não elege como propósito cada um destes elementos, bem pelo contrário, promove uma atuação diferente, criativa e sustentada para que estes problemas se diluam no tempo que confere provimento a este documento. Assim, não falando neles, é para eles que dirigimos a nossa visão de escola. Mais do que elencar as causas destes problemas, que de resto é do conhecimento de todos, interessa atuar com eficácia, destreza, criatividade e responsabilidade. AGRUPAMENTO DE ESCOLAS ESCULTOR ANTÓNIO FERNANDES DE SÁ

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PROJETO EDUCATIVO Construir uma escola que eduque para o desenvolvimento do indivíduo, que, por essa via, se transforme mobilizadora de cidadãos livres, críticos e conscientes da sua importância na comunidade, será o caminho para o sucesso. A todos cumpre esta tarefa. Ninguém está só neste contexto porque todos saberão colocar-se na sua responsabilidade.

METAS PARA O SUCESSO O sucesso educativo torna-se o objetivo fundamental e neste sentido, foram elencadas as metas até 2015, que servirão de suporte para a mobilização de todos.

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PROJETO EDUCATIVO

OBJETIVOS E ESTRATÉGIAS DE ATUAÇÃO AMBIENTE DE TRABALHO ENTRE OS MEMBROS DA COMUNIDADE EDUCATIVA a.

Promover as relações humanas (solidariedade, inter-ajuda e trabalho em equipa);

b. Valorizar o empenhamento profissional; c.

Desenvolver uma ética profissional;

d. Promover a transparência nos processos; e.

Assegurar o exercício da liberdade de expressão;

f.

Exercer a autoridade inerente às diferentes funções;

g.

Respeitar o trabalho de cada um;

h. Promover a comunicação interna de forma a poder contribuir para a melhoria organizacional da escola; i.

Privilegiar o diálogo e a participação dos alunos na vida escolar através das suas estruturas delegado/subdelegado de turma, assembleia de delegados, promovendo o exercício da cidadania;

j.

Incentivar a participação de Pais e Encarregados de Educação, através dos contactos diretos com os Diretores de Turma, participando/organizando atividades e projetos educativos, instituindo Assembleias para formação e discussão de temáticas relacionadas com o Projeto Educativo.

UMA CULTURA DE QUALIDADE, RIGOR, EXIGÊNCIA E MELHORIA CONTINUADA a. Contribuir para a formação permanente do pessoal docente, não docente, pais e encarregados de educação; b. Promover a Educação para a Cidadania: Educação para a Saúde (Implementação dos projetos PRESSE e PASSE), Educação Ambiental; c. Apoiar a inovação pedagógica; d. Valorizar a diversidade de metodologias e estratégias educativas; e. Investir em equipamento pedagógico; f. Promover a utilização correta da língua portuguesa; g. Incrementar o trabalho interdisciplinar; h. Promover a articulação entre as bibliotecas escolares e os diferentes departamentos; i. Desenvolver um sistema de auto-avaliação sistemática, abrangendo todas as áreas de funcionamento da escola; j. Investir na qualidade e no uso das TIC’s como estratégia da melhoria dos processos; administrativos, pedagógicos e de comunicação. AGRUPAMENTO DE ESCOLAS ESCULTOR ANTÓNIO FERNANDES DE SÁ

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PROJETO EDUCATIVO

ORGANIZAÇÃO CURRICULAR E PEDAGÓGICA a. Promover uma oferta curricular diversificada. Para além da matriz curricular, proporcionar oferta curricular: cursos vocacionais e PCA; b. Valorizar as estruturas intermédias de gestão, particularmente o Conselho de Turma, o Diretor de Turma e os Departamentos Disciplinares; c. Atender às especificidades da educação especial; d. Acompanhar os alunos com dificuldades de aprendizagem e de integração proporcionando-lhes um apoio efetivo na melhoria das suas aprendizagens; e. Disponibilizar recursos pedagógicos de forma equitativa; f. Articular a prática letiva ao nível da turma; g.

Definir e aplicar de forma rigorosa os critérios de avaliação.

h. Promover o contacto com diferentes formas de expressão e comunicação i.

Desenvolver a curiosidade, o espírito crítico e uma atitude experimental.

RELAÇÃO ESCOLA – MEIO a. Promover atividades e desenvolver projetos que mobilizem os pais e encarregados de educação; b. Desenvolver protocolos com instituições e empresas para a realização de tarefas educativas; c. Estabelecer parcerias com instituições, coletividades locais; d.

Assumir-se como recurso para a comunidade, dando resposta às solicitações que evidenciem um caráter de integração.

OTIMIZAÇÃO DO FUNCIONAMENTO ESCOLAR a. Responsabilizar toda a escola, individual e coletivamente, pelo cumprimento do Regulamento Interno e proceder à sua revisão periódica; b. Qualificar e preservar o espaço físico das escolas; c. Potenciar os espaços, nomeadamente espaços de convívio e de trabalho; d. Promover a higiene e segurança interna; e. Promover o bom funcionamento de todos os serviços.

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RECURSOS PARA A APLICAÇÃO DO PROJETO EDUCATIVO 

Documentos programáticos e estruturantes    

Recursos humanos   

Plano Anual de Atividades Regulamento Interno Plano de ação dos órgãos de gestão Plano de ação dos órgãos de gestão pedagógica

Alunos e suas estruturas representativas Pessoal docente e não docente Encarregados de educação e suas estruturas representativas

Recursos materiais    

Infra-estruturas físicas Equipamentos técnico-pedagógicos Verbas do Orçamento de Estado e do Orçamento Autárquico Instituições e coletividades locais parceiras no Projeto Educativo

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PROJETO EDUCATIVO

CRITÉRIOS DE CONSTITUIÇÃO DAS TURMAS O Despacho normativo n.º 7-B/2015, publicado no Diário da República, 2.a série, n.º 88, de 7 de Maio de 2015 estabelece os procedimentos para a implementação das normas da distribuição de alunos e constituição de turmas, no que respeita aos ensinos básico, secundário e pré-escolar O Artigo 17.º do despacho supramencionado refere que: “1 - Na constituição das turmas prevalecem critérios de natureza pedagógica definidos no projeto educativo e no regulamento interno do estabelecimento de educação e de ensino, competindo ao diretor aplicá-los no quadro de uma eficaz gestão e rentabilização de recursos humanos e materiais existentes e no respeito pelas regras constantes do presente despacho normativo. 2 - Na constituição das turmas é respeitada a heterogeneidade das crianças e jovens, podendo, no entanto, o diretor, após ouvir o conselho pedagógico, atender a outros critérios que sejam determinantes para a promoção do sucesso e para a redução do abandono escolar.”

I – EDUCAÇÃO PRÉ-ESCOLAR A constituição de grupo/turma da Educação Pré-escolar deverá ser feita pela Direção do Agrupamento, cumprindo, quando possível, as recomendações do educador do grupo/turma expressas em Ata, do Departamento de Educação Especial/ELI, o SPO e outros serviços , tendo como base os seguintes critérios: 1- Formar grupos de 5 anos no ano imediatamente anterior ao 1.º ano de escolaridade. 2- Ter em conta o equilíbrio de género e de idade dos alunos da turma 3- Na educação pré-escolar as turmas são constituídas por um número mínimo de 20 e um máximo de 25 crianças. 4- Quando se trate de um grupo homogéneo de crianças de 3 anos de idade, o número de crianças por turma não poderá ser superior a 15. 5- As turmas da educação pré-escolar que integrem crianças com necessidades educativas especiais de caráter permanente, cujo programa educativo individual o preveja e o respetivo grau de funcionalidade o justifique, são constituídas por 20 crianças, não podendo incluir mais de 2 crianças nestas condições. 6- Prioridades, de acordo com o normativo legal: a) Na educação pré-escolar, as vagas existentes em cada estabelecimento de educação, para matrícula ou renovação de matrícula, são preenchidas dando-se prioridade, sucessivamente as crianças: AGRUPAMENTO DE ESCOLAS ESCULTOR ANTÓNIO FERNANDES DE SÁ

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PROJETO EDUCATIVO 1 ª — Que completem os cinco anos de idade até 31 de dezembro; 2.ª — Que completem os quatro anos de idade até31 de dezembro; 3.ª — Que completem os três anos de idade até15 de setembro; 4.ª—Que completem os três anos de idade entre 16 de setembro e 31 de dezembro. b) No âmbito de cada uma das prioridades referidas no número anterior, e como forma de desempate em situação de igualdade, são observadas, sucessivamente, as seguintes prioridades: 1.ª — Com necessidades educativas especiais de caráter permanente, de acordo com o artigo 19.º do Decreto-Lei n.º 3/2008, de 7 de janeiro, na sua redação atual; 2.ª — Filhos de mães e pais estudantes menores, nos termos previstos no artigo 4.º da Lei n.º 90/2001, de 20 de agosto; 3.ª—Crianças com irmãos a frequentar o estabelecimento de educação pretendido; 4.ª — Crianças cujos encarregados de educação residam, comprovadamente, na área de influência do estabelecimento de educação pretendido; 5.ª — Crianças mais velhas, contando-se a idade, para o efeito, sucessivamente em anos, meses e dias; 6.ª —Crianças cujos encarregados de educação desenvolvam a sua atividade profissional, comprovadamente, na área de influência do estabelecimento de educação pretendido; c) Na renovação de matrícula na educação pré-escolar é dada prioridade às crianças que frequentaram no ano anterior o estabelecimento de educação que pretendem frequentar, aplicando-se sucessivamente as prioridades definidas nos números anteriores. “

II - 1.º CICLO DO ENSINO BÁSICO A constituição de turma do 1.º ciclo deverá ser feita pela Direção do Agrupamento, cumprindo, quando possível, as recomendações do educador do grupo/turma (1.º ano), professor titular de turma expressas em Ata, do Departamento de Educação Especial, do SPO e outros serviços, tendo como base os seguintes critérios: 1- Dar continuidade ao grupo turma, sempre que possível. 2- Manter os alunos com NEE na respetiva turma. 3- Distribuir uniformemente os alunos retidos por todas as turmas. 4- Ter em conta o equilíbrio de género e de idade dos alunos da turma . 5- As turmas serão constituídas com o número máximo de alunos permitido por lei (26 alunos). AGRUPAMENTO DE ESCOLAS ESCULTOR ANTÓNIO FERNANDES DE SÁ

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PROJETO EDUCATIVO 6- Só se mantêm as turmas se for possível aritmeticamente cumprir a lei. 7- Não obtendo vaga na primeira opção dos encarregados de educação, os alunos serão ordenados, por ordem decrescente, da idade e distribuídos pelas escolas com vaga, de acordo com as preferências manifestadas; 8- Alunos com necessidades educativas especiais de caráter permanente e que exijam condições de acessibilidade específicas ou respostas diferenciadas no âmbito das modalidades específicas de educação, conforme o previsto nos números 4, 5, 6 e 7 do artigo 19.º do Decreto–Lei n.º 3/2008, de 7 de Janeiro; 9- Com necessidades educativas especiais de caráter permanente não abrangidos nas condições referidas na alínea anterior; 10-Com irmãos já matriculados no ensino básico no estabelecimento de ensino; 11- Cujos pais ou encarregados de educação residam ou desenvolvam a sua atividade profissional, comprovadamente, na área de influência do estabelecimento de ensino. Para o efeito devem apresentar a fotocópia do recibo da água, eletricidade ou telefone fixo comprovativos da residência do encarregado de educação ou declaração do local de emprego; 12- Que frequentaram, no ano letivo anterior, a educação pré-escolar ou o ensino básico no mesmo estabelecimento; 13- Que frequentaram, no ano letivo anterior, a educação pré-escolar ou o ensino básico em outro estabelecimento do mesmo agrupamento de escolas; 14- Em casos excecionais, devidamente fundamentados pelo professor e por um técnico especializado, nomeado pelo Diretor, com a concordância do encarregado de educação e com a aprovação do Conselho Pedagógico, um aluno retido pode ser integrado numa turma do ano que efetivamente vai frequentar; 15-Mais velhos, no caso de matrícula, e mais novos, quando se trate de renovação de matrícula, à exceção de alunos em situação de retenção que já iniciaram o ciclo de estudos no estabelecimento de ensino; 16- Não obtendo vaga na primeira opção dos encarregados de educação, os alunos serão ordenados, por ordem decrescente, da idade e distribuídos pelas escolas com vaga, de acordo com as preferências manifestadas. III- 2.º CICLO A constituição de turmas do 2.º Ciclo deverá ser feita pela Direção do Agrupamento, cumprindo, quando possível, as recomendações do professor titular de turma expressas em Ata, do Departamento de Educação Especial, o SPO e outros serviços, tendo como base os seguintes critérios: 1- Dar continuidade ao grupo turma, sempre que possível. 2- As turmas do 5.º e do 6.º ano de escolaridade são constituídas por um número mínimo de 26 alunos e um máximo de 30 alunos. 3- Manter os alunos com NEE na respetiva turma. 4- Distribuir uniformemente os alunos retidos por todas as turmas. AGRUPAMENTO DE ESCOLAS ESCULTOR ANTÓNIO FERNANDES DE SÁ

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PROJETO EDUCATIVO 5- Ter em conta o equilíbrio de género e de idade dos alunos da turma 6- Só se mantêm as turmas se for possível aritmeticamente cumprir a lei. 7- Não obtendo vaga na primeira opção dos encarregados de educação, os alunos serão ordenados, por ordem decrescente, da idade e distribuídos pelas escolas com vaga, de acordo com as preferências manifestadas.

IV - 3.º CICLO A constituição de turmas do 3.º Ciclo deverá ser feita pela Direção do Agrupamento, cumprindo, quando possível, as recomendações dos Diretores de Turma expressas em Ata, do Departamento de Educação Especial, do SPO e outros serviços, tendo como base os seguintes critérios: 1- Manter os alunos com NEE no respetivo grupo turma. 2- As turmas do 7.º e ao 9.º ano de escolaridade são constituídas por um número mínimo de 26 alunos e um máximo de 30 alunos. 3- Distribuir uniformemente os alunos retidos por todas as turmas. 4- Ter em conta o equilíbrio de género e de idade dos alunos da turma 5- Só se mantêm os grupos turmas se for possível aritmeticamente cumprir a lei. - No 3.o ciclo do ensino básico, quando o número de alunos da turma for igual ou superior a 20, é autorizado o desdobramento nas disciplinas de Ciências Naturais e Físico-Química, exclusivamente para a realização de trabalho prático ou experimental, no tempo correspondente a um máximo de 100 minutos. V- CURSO VOCACIONAL 1- A constituição das turmas do curso vocacional rege-se pelo estipulado na legislação em vigor. 2- A abertura de cursos da Formação Vocacional carece de autorização superior, integra, preferencialmente, alunos com duas ou mais retenções, no seu percurso escolar, em risco de abandono escolar. Sendo, as turmas, constituídas com um número de alunos entre os 20 e os 24. 3- O encaminhamento dos alunos para o Curso Vocacional no ensino básico deve ser precedido de um processo de avaliação vocacional, a desenvolver pelo psicólogo escolar, que mostre ser esta via adequada às necessidades de formação dos alunos. 4. Concluído o processo de avaliação vocacional previsto no número anterior, o encarregado de educação do aluno que vai ingressar no Curso Vocacional tem de declarar por escrito a integração do seu educando no Curso Vocacional e a realização da prática simulada pelo aluno, em documento próprio.

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VI – EDUCAÇÃO MORAL E RELIGIOSA CATÓLICA (EMRC) A constituição de turmas de EMRC obedece aos critérios gerais seguintes: 1 - As turmas são constituídas com o número mínimo de 10 alunos; 2 - Na constituição das turmas do 1.º ciclo, a escola pode integrar alunos dos diversos anos desse ciclo de escolaridade; 3 - Nos 2.º e 3.º ciclos, sempre que necessário, as turmas integram alunos provenientes de diversas turmas do mesmo ano de escolaridade; 4 - Nos 2.º e 3.º ciclos, por solicitação da autoridade religiosa dirigida ao membro do Governo responsável pela área da educação, podem ser constituídas turmas com alunos provenientes dos diversos anos que integram o mesmo ciclo de escolaridade; 5 - Da aplicação dos pontos anteriores não podem resultar turmas da disciplina de EMRC com um número de alunos superior ao estabelecido na lei.

VII – DISPOSIÇÕES FINAIS 1- Todos os alunos do mesmo ano de escolaridade, abrangidos pela Portaria 691/2009, de 25 de junho (ensino articulado) e atividade desportiva federada devem integrar a mesma turma; 2- O encarregado de educação, no prazo de dois dias úteis após a afixação das listas das turmas requerer, por escrito, a transferência de turma do seu educando, fundamentando este pedido. 3- Cabe ao diretor dar, ou não, deferimento ao requerimento do encarregado de educação, após análise das razões de caráter pedagógico, administrativas e/ou logísticas. 4- A constituição ou a continuidade, a título excecional, de turmas com número inferior ao estabelecido carece de autorização da DGESTE, mediante análise de proposta fundamentada do Diretor do Agrupamento. 5- A constituição ou a continuidade, a título excecional, de turmas com número superior ao estabelecido carece de autorização do conselho pedagógico.

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PROJETO EDUCATIVO

ATIVIDADES E PROJETOS A consecução dos objetivos de um Projeto Educativo não pode alhear-se da grande importância que a leitura assume como elemento integrador no currículo escolar. É, pois, incontornável a valorização da leitura enquanto área de intervenção prioritária num Agrupamento que se deseja promotor do sucesso educativo. Assumindo a leitura formas e contornos diversos, ela tem sempre um papel decisivo na formação integral de crianças e jovens. Neste sentido, e partindo da constatação da sua transversalidade nas várias vertentes curriculares, elegemos este domínio como potenciador do desenvolvimento de projetos multidisciplinares. As atividades e projetos que este Agrupamento define para cumprir a sua Finalidade, o seu propósito, assentam no princípio de que se desenvolverão em torno da comunidade educativa, em particular dos alunos, afinal os que tornam este Projeto uma necessidade. Está assente em diferentes vertentes: 

A participação em formação científica, na sala de aula e fora da sala de aula, através da organização de atividades diversificadas, como visitas de estudo, ateliers/clubes, idas ao teatro e cinema, participação/organização de atividades de formação, etc.

A remediação de dificuldades de aprendizagem através das aulas de apoio ao estudo para 2ºciclo, aulas de apoio específico para o 3º ciclo, assessorias, frequência da sala de estudo, apoio do ensino especial e tutorias. A Sala de Estudo de Apoio à Família, com funcionamento de 2º a 6ªa feira no horário das 17,00 às 19,00 h. O apoio, em casos de dificuldades de relacionamento interpessoal, a orientação escolar, a dinamização dos pais e o acompanhamento de situações através do Gabinete do Aluno, orientado pela equipa de saúde escolar e serviço de psicologia. A ocupação dos tempos livres através do Desporto Escolar e dos diferentes clubes. Educação para a Saúde em Contexto Escolar “consiste em dotar as crianças e os

 

 

jovens de conhecimentos, atitudes e valores que os ajudem a fazer opções e a tomar decisões adequadas à sua saúde ao seu bem-estar físico, social e mental”. o Educação para a Sexualidade é uma prioridade, concertada com os diferentes projetos definidos pelo Ministério da Educação e Ministério da Saúde, projeto PRESSE. Está disponível o Gabinete do Aluno, que funciona em articulação com equipa de Saúde Escolar _ Unidade de Oliveira do Douro e serviço de Psicologia. o Programa de alimentação saudável em situação escolar - PASSE AGRUPAMENTO DE ESCOLAS ESCULTOR ANTÓNIO FERNANDES DE SÁ

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PROJETO EDUCATIVO 

No âmbito da oferta complementar a Educação para a Cidadania desenvolverá os temas: Educação para a Sexualidade; Educação Alimentar e Saúde Oral; Educação para os Valores e Atitudes.

No 1º ciclo, para o 3º e 4º ano a Oferta Complementar será direcionada para a área de informática, nomeadamente Introdução à Programação.

No 7º ano, a implementação do Projeto MUVE, com a finalidade de potenciar novos procedimentos geradores de cumplicidade focalizados na motivação dos Alunos.

Todas as atividades a realizar serão parte do processo educativo mobilizando todos os parceiros, alunos, professores, pessoal não docente, pais e comunidade, num todo que se requer eficaz para melhoria substancial dos níveis de sucesso educativo.

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS ESCULTOR ANTÓNIO FERNANDES DE SÁ

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PROJETO EDUCATIVO

AVALIAÇÃO DO PROJETO EDUCATIVO A avaliação deste Projeto conta com três momentos: 

O primeiro diz respeito ao momento da sua construção. Foi feita ao longo da sua elaboração através da análise à sua relevância e pertinência, pelo levantamento de recursos humanos e materiais e das expetativas dos sujeitos.

O segundo momento faz-se ao longo da execução do Projeto. Será uma avaliação sistemática para aferir da sua eficácia. Avaliando a sua aceitação e mérito junto da comunidade, podemos verificar da sua qualidade. Observar os desvios que imobilizam ou transformam negativamente os princípios deste documento será um critério a ter presente durante a sua aplicação.

O último momento terá lugar no final do mandato e implicará a análise do caminho percorrido, tarefa da competência do Conselho Geral, ouvido o Conselho Pedagógico, contemplando os seguintes parâmetros:  Conformidade: comparação das ações realizadas com os objetivos, princípios e finalidades estabelecidas;  Eficiência: verificação da maximização da utilização dos recursos postos à disposição de cada escola;  Pertinência: verificação da correspondência das ações previstas e desenvolvidas às reais necessidades;  Consistência: entre os objetivos a atingir;  Eficácia: avaliação dos resultados comparando-os com os recursos investidos.

Todo este processo será acompanhado sistematicamente pela Comissão de Autoavaliação, informando o Diretor e Conselho Geral, de todo o desenvolvimento do Projeto.

Este Projeto Educativo do Agrupamento de Escolas Escultor António Fernandes de Sá foi apresentado, analisado e aprovado pelo Conselho Geral em 14 de outubro de 2013. A presente versão foi atualizada em Conselho Geral para o ano 2015_2016.

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Pee 15 16  
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Projeto Educativo (versão 2015-2016)

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