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UNIDADE E LUTA

S I N D I C AT O D O S S E R V I D O R E S E S TAT U T Á R I O S M U N I C I PA I S D E S A N T O S

Ano IV - Nova fase, edição 2 - 2 ABRIL 2013

Unidade na luta

Assembleia de dois sindicatos Greve de 24 horas, na sexta-feira, 5 de abril? Ou por tempo indeterminado, a partir de segunda, dia 8? Paralisações setoriais? Ou aceitação do miserável reajuste de 1,5%? Qualquer que seja a decisão, ela será tomada na assembleia de quinta-feira

(4) à noite, no Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista, uma categoria, como a nossa, muito boa de luta. Na assembleia, as diretorias dos dois sindicatos, Sindest e Sindserv, obviamente apresentarão suas propostas de encaminhamento da campanha

Diretorias apresentarão propostas de encaminhamento da luta, mas você também pode apresentar a sua

salarial. Mas você também pode apresentar a sua. Participe e leve pelo menos um colega de trabalho. Essa assembleia entrará para a história do sindicalismo da Baixada Santista e Litoral. Servidor de Santos sabe o quer.

5ª-feira

4 de abril 19 horas Sindipetro

Conselheiro Nébias, 248

Exemplo

Greve mostra servidor afiado na luta sindical As ruas da nossa cidade tremeram com a passeata de terça-feira (26). Mais de 3.500 servidores e servidoras repudiaram a vergonhosa proposta da prefeitura de reajustar os salários em 1,5%. Páginas 2, 3 e 4 Alexandre Cruz

Grande passeata pelas ruas do Centro e concentração na Praça Mauá, com mais de 3.500 pessoas, mostram a força do servidor municipal de Santos

MATHEUS TAGÉ/DL


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ABRIL 2013 - Página 2

Jornal do Sindest. Publicação do Sindicato dos Servidores Estatutários Municipais de Santos. Rua Monsenhor de Paula Rodrigues, 73, Vila Mathias, Santos, 13-3202-0880, contato@sindest.com.br , www.sindest.com.br . Presidente: Fábio Marcelo Pimentel. Diretor responsável: Rogério Catarino. Redação e edição: Paulo Esteves Passos, MTb 12.646, matrícula sindical 7588 SJSP. Colaborador: Mário Ribeiro, MTb 15.381. Diagramação: www.cassiobueno.com.br . Impressão: Graficópias Nunes. 10 mil exemplares.

26 de fevereiro de 2013, terça-feira

Um dia que entrou par

Servidor público santista mostrou à região e ao país que também en Opinião

Mauá Paulo Passos

1,5% só pode ser brincadeira Em um ano, os preços de produtos aumentam e consomem o poder aquisitivo do trabalhador. Por isso, a data-base de qualquer categoria existe para recompor o poder de compra. Tivemos aumento da cesta-básica, combustíveis, passagens de ônibus, alimentos, produtos de limpeza, serviços e o pior de todos, aluguel. Como enfrentar tudo isso com 1,5%? Centenas de servidores moram de favor, em residências de parentes ou em lugares problemáticos, cada vez mais distantes dos locais de trabalho, inclusive em outras cidades. O preço da habitação, em Santos, está pela hora da morte. E a categoria, por ganhar pouco, acaba morando em outros municípios, gastando mais tempo e dinheiro para chegar ao serviço. Diante dos baixos salários, muitos acabam fazendo bicos, fora da jornada de trabalho. E tudo isso acaba gerando queda de rendimento no serviço prestado à população.

A praça do povo A Praça Mauá há muito não via tanta gente numa luta social tão importante como a nossa. Luta social, e não política, é bom que se diga, como alguns querem caracterizar nossa campanha salarial. Se a maioria da população votou no prefeito Paulo Alexandre Barbosa, inclusive muitos servidores, isso faz parte da democracia. Não temos nada com isso. O que não aceitamos é ele ter mentido para o funcionalismo, dizendo que reajustaria os salários pela inflação de 12 meses e

daria aumento real. Mentiu e agora tem de arcar com as consequências. Em tempo: se ele diz que só pode dar o mísero ‘um e meio por cento’, alegando problemas financeiros, por que não abre mão, ele e seus secretários, dos 9% com que a Câmara os brindou, no final de 2012? Bem, o importante é que os paralelepípedos da velha cidade, como diz o poeta, vão de novo se arrepiar, com a nossa passagem, caso o prefeito não reveja sua proposta infame. MATHEUS TAGÉ/DL

Fábio Pimentel, presidente do Sindest: ‘Queremos reposição inflacionária de 12 meses e aumento real de 10%, além de vários pontos econômicos e sociais’ A desvalorização do serviço público faz parte da política de desmonte defendida por partidos neoliberais que se revezam no comando da maioria das prefeituras.

NCST

Fábio eleito secretário-geral O presidente do Sindest, Fábio Pimentel, foi eleito secretário-geral estadual da Nova Central Sindical dos Trabalhadores. A eleição foi no congresso anual da NCST, em São Paulo, em 14 de março. A posse, para mandato de quatro anos, será em novembro.

A central é a que melhor representa o funcionalismo. Fábio enumera o direito e a liberdade de greve, a negociação, a contratação coletiva e o projeto de lei que regulamenta a Convenção 151-1978, da Organização Internacional do Trabalho, entre as principais bandeiras.

A praça é do povo, como o céu do avião, já dizia o poeta baiano


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Convênios

Benefícios do Sindest Osan plano de assistência familiar, projetos habitacionais, consultoria imobiliária Cehab, dentista Naso, empréstimo consignado Banco Luso, jurídico (Pav, Pccs, Capep 7%...), seguros Valdívia, aulas de inglês, Unimonte, Unisantos, ZNPharma manipulação e homeopatia, Skin Line escola técnica de enfermagem, Memorial, Pet Memorial, Óptica A Nova Ocular, Ótica JS, Colégio Leão XIII, Escola politécnica Treinasse, Ong Belíssima, Hotel Wembley Inn, Pousada da Condessa. Dentista sem custo: restaurações, recimentações, raio-x periapical, extrações simples, raspagens simples, limpeza, flúor, canais de dentes anteriores e pré-molares até média complexidade, aparelho ortodôntico.

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ra a história de Santos

ntende de luta sindical por melhores salários e condições de trabalho

As velhas ruas se arrepiaram Muitas pessoas não acreditaram. O quê? Mais de quatro mil servidores na passeata? Não é possível! Mas pode acreditar, seu moço. Foi isso mesmo que aconteceu. Nas ruas e na Praça Mauá. Dirigentes de vários sindicatos ligaram para o Sindest, perguntando se a informação procedia. Várias categorias se curvaram ao poder de mobilização do funcionalismo municipal de Santos. As pessoas pensam que o servidor é um conformado, como o próprio nome sugere. ‘Servidor’. Dá impressão de serviçal pacato, sempre de cabeça baixa. Não, não, não. É uma categoria profissional como outra qualquer. Os portuários e estivadores não estão em luta, contra a medida provisória que prejudica seu mercado de trabalho? Os trabalhadores da construção civil, montagem e manutenção industrial, principalmente nas fábricas de Cubatão, não vivem em pé de guerra com os patrões que os exploram? Então por que cargas d’água o funcionalismo tem que aceitar passivamente, goela abaixo, um vergonhoso reajuste salarial de 1,5%, bem inferior à inflação de 12 meses? Demorou! Se o prefeito e seus secre-

Professores Alexandre Cruz

MATHEUS TAGÉ/DL

Passeata

Alexandre Cruz

MATHEUS TAGÉ/DL

tários de gestão, administração e finanças não propuserem um bom acordo coletivo de trabalho, amargarão a continuidade da nossa luta.

E é bom eles perceberem que tudo vai num crescendo. A solidariedade de outras categorias e da própria população é visível. Todos nos dão razão e apoio.

Um show de mobilização Professoras, diretoras e demais funcionários das 81 unidades da rede municipal de ensino deram um show de mobilização na greve da semana passada. As escolas municipais atendem 30 mil alunos diretos e 10 mil da rede conveniada. Os professores têm muitos outros motivos para a paralisação, embora o tema único seja o salarial. O que dizer das centenas de problemas estruturais enfrentados diariamente pelos 2.800 professores? O que falar das classes superlotadas, algumas com 40 alunos? Há falta de profissionais, as condições de trabalho são precárias e diversas outras questões seriam mais que suficientes para a greve, mas a categoria se ateve à questão salarial da database. É impossível não citar os casos de inspetores, que acabam assumindo as classes por falta de professores substitutos. Classes, muitas vezes, sem a manutenção necessária. Há também falta de materiais, para várias séries, em diversas unidades, o que agrava sobremaneira o pesado fardo que a categoria carrega dia após dia.


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Repressão

Avisa ao comandante da GM que a ditadura militar acabou

Além de São Pedro não ajudar, o comando da Guarda Municipal atrapalha manifestação do Sindest na Praça Mauá FOTOS: Alexandre Cruz

Um dia depois da passeata que emocionou o povo nas ruas do Centro, seguida de grande assembleia ao ar livre, comandante da GM quis impedir arte de circo na escadaria do paço municipal Tarde de quarta-feira (27), na Praça Mauá. A chuva não dá trégua. Mesmo assim, a diretoria do Sindest, cumprindo decisão de assembleia, promove ato público contra o reajuste de 1,5%. A manifestação começa às 14 horas, com grupos de forró e pagode, mas termina antes das 18 horas, sem apresentação programada de banda de rock e bate-

ria de escola de samba. Mais do que a chuva insistente, o que incomoda os manifestantes é o comandante da Guarda Municipal, Flávio de Brito Júnior, tenente-coronel da PM. Ele ameaça o diretor de relações sindicais do Sindest, Donizete Fabiano Ribeiro, com as palavras “outra hora a gente conversa”. Obviamente, não se refere

a uma conversa amigável. Na verdade, o comandante está bastante ameaçador e sua intenção é intimidar o pessoal. O entrevero começa porque Brito impede que atores circenses se apresentem na escadaria do paço municipal. O militar não gosta principalmente do cuspidor de fogo. No dia seguinte, ‘A Tribuna’ publica grande foto, na capa,

com o fogo saindo da boca do dragão e parecendo entrar pela janela do gabinete do prefeito. O sindicato grava imagens da exaltação do comandante e estuda as medidas administrativas que tomará. Não é um ato para encher a praça, pois a categoria está trabalhando. Mas serve ao que se propõe.

Quase tudo

Adesão de 80% Com 80% de adesão, quase 9 mil dos 11 mil servidores e servidoras fizeram a greve. Agora, esperam que o prefeito chame os sindicatos e anuncie o reajuste com aumento real. A diretoria do Sindest foi para a porta da garagem, às 4h30, para convencer os motoristas a não saírem. Mas nem foi preciso. O pessoal aderiu espontaneamente.

Até secretários municipais ficaram sem os veículos oficiais. Apenas as ambulâncias saíram. Da garagem, a diretoria foi para o departamento de obras. Lá, os diretores também não precisaram gastar saliva. Os trabalhadores já estavam conscientes. Em seguida, rumaram para os escritórios do Centro.

A adesão ocorreu aos poucos, resultando em grande concentração, na Praça Mauá, de onde saiu a passeata, com mais de 3 mil pessoas, pelas ruas do Centro. Mesmo com chuva, centenas de manifestantes permaneceram na praça, até as 16h30, quando os sindicatos desmontaram seus esquemas de som e recolheram seus veículos.


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