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concelhia de valongo Ano I nº 0 Maio de 2008 Tiragem : 2500 exemplares

Mudar Valongo • Orlando Rodrigues “ Mudar Valongo”

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Uma nova Comissão Política foi eleita e os Secretariados das Secções nas várias freguesias renovaram as suas equipas. O PS/Valongo fez eleger os órgãos dirigentes no concelho. Uma nova Comissão Política foi eleita e os Secretariados das Secções nas várias

• Afonso Lobão está disponível para ser candidato à Câmara

freguesias renovaram as suas equipas. Assim,

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Alfredo Sousa, em Ermesinde Tavares Queijo,

em Alfena foi eleito Joaquim Talai, em Campo em Sobrado António Silva e em Valongo Ivo

• 500 militantes festejam 25 de Abril

Neves. O Partido fê-lo em clima de unidade, o que

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não significa que não haja lugar ao contraditório e ao direito dos nossos militantes exprimi­ rem livremente as suas ideias. O PS não é um partido monolítico e, por isso, aceitamos que haja lugar ao debate interno. Porém, no essencial, estamos todos de acordo: a necessidade de Mudar Valongo. Para isso é necessário um meio de informação entre os dirigentes, os militantes e a população de Valongo. Queremos mudar Valongo, com uma população esclarecida e informada.

Junta-te a nós

É por isso que estamos aqui!

Orlando Rodrigues Presidente da Comissão Política.

Entrevista a Afonso Lobão Disponível para ser candidato à Câmara “se essa for a vontade da comissão política concelhia” do PS. O dirigente refere a necessidade de afirmar Valongo no contexto Metropolitano. “há na sociedade civil pessoas com muito valor, que deverão ser aproveitadas” págs. centrais

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“Comigo na Câmara, o Concelho anda” Afonso Lobão está disponível para ser candidato à Câmara Municipal de Valongo “se essa for a vontade da comissão política concelhia” do PS. (IN Reporter de Valongo)

Afonso Lobão está disponível para ser candidato à Câmara Municipal de Valongo, “se essa for a vontade da comissão política concelhia” do PS. O dirigente socialista refere o seu longo percurso político partidário para justificar a sua “obrigação de se disponibilizar” para disputar a autarquia. Lobão é perentório ao afirmar que a decisão “tem que ser tomada sem qualquer tipo de pressão ou condicionalismo”, pelo que rejeita assumir-se como candidato. Está apenas disponível, garante. Já se esboçam entretanto algumas ideias daquilo que poderá ser o programa eleitoral socialista e a equipa será constituída dando prioridade aos quadros valonguenses, por conhecerem melhor a realidade do concelho. Para alcançar a vitória eleitoral, Lobão desafiará os partidos à esquerda para uma coligação, que tornará mais ligeira a tarefa de vencer Fernando Melo e o PSD.

“O salto qualitativo” Afonso Lobão é um destacado militante e dirigente do Partido Socialista. Licenciado em História, foi vereador na oposição a Fernando Melo na Câmara Municipal de Valongo, entre 1993 e 1997, deputado na Assembleia da República (AR) entre 1995 e 2001 e adjunto do Presidente da Câmara Municipal de Matosinhos (Narciso Miranda), de 2002 a 2005. Actualmente ocupa o lugar de Director Distrital Adjunto da Segurança Social do Porto, para além de ser membro do secretariado distrital socialista. Residente em Valongo, já desde há meses que se refere o seu nome como potencial candidato socialista à Câmara Municipal, indicado e apoiado por uma boa parte dos mais destacados dirigentes socialistas valonguenses. Para Lobão, a sua trajectória política coloca-o agora na obrigação de se disponibilizar para se candidatar ao lugar de presidente da Câmara, cargo que acredita estar em condições para desempenhar. Desde logo, porque o seu percurso político o coloca próximo da governação socialista nacional, o que lhe permitirá garantir ao concelho “o salto qualitativo” necessário ao seu desenvolvimento.

• Prioridades Definindo as principais prioridades de uma eventual candidatura, o dirigente refere a necessidade de afirmar Valongo no contexto metropolitano, dado que no seu entender o concelho tem vindo “de mês para mês” a perder prestígio e a Câmara de Fernando Melo“ não conseguiu, durante 15 anos, sensibilizar os seus pares para fazer aprovar os grandes projectos de que o concelho necessita, apesar de ser da mesma cor partidária liderante na Junta Metropolitana do Porto”. “Está na hora de dar um murro na mesa” e de alcançar objectivos como o da criação do “Parque Natural da Santa Justa”, que Lobão apresentou na Assembleia da República, sem que isso tivesse qualquer tipo de resultado prático, dado o desinteresse da equipa socialdemocrata na autarquia valonguense, ainda que o próprio Concelho de Ministros de Durão Barroso, reunido no Porto, tenha definido esta questão como po-tencial política a adoptar.

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O Metro do Porto é também, para Lobão, um exemplo bem patente da falta de capacidade negocial de Fernando Melo junto dos seus parceiros e é a prova de que Valongo não conta no contexto metropolitano. Qualificar o território é fundamental e para tanto é necessário fazer aprovar rapidamente o novo Plano Director Municipal (PDM), que se vem arrastando, segundo Lobão, graças ao facto de “as pessoas que gerem projecto não encontrarem na Câmara poder político capaz de dizer o que quer”. Por outro lado, o desenvolvimento económico também merece especial atenção do potencial candidato. “Não há dinamismo na Câmara que permita captar investimento de qualidade” fundamen­tal para a geração de riqueza e para a criação de postos de trabalho, fundamentalmen­­te para os jovens licenciados, que desta forma se vêm praticamente obrigados a abandonar o concelho. A Câmara “tem responsabilidade de gerar um clima propí-

cio” de forma a chamar investidores, que permitam rentabilizar as Zonas Industriais de Campo e de Alfena, excepcionalmente bem localizadas no contexto metropolitano. As autarquias não podem limitar-se a reclamar investimentos do Governo central, mas pelo contrário, devem assumirse como principal motor de desenvolvimento e liderar as reivindicações da população, promovendo ainda o emprego. “Valongo está parado, no marasmo completo” constata Lobão. Na última das grandes directivas que serão base a um futuro programa eleitoral, urge fomentar a coesão interna. Para tanto, é necessário combater as bolsas de pobreza, promover a dinamização das colectividades, apoiar constantemente o desenvolvimento social e melhorar as acessibilidades internas. Lobão está preocupado com as assimetrias no concelho que podem inclusivamente despertar problemas de segurança.


• Comigo anda Em suma, o importante é pensar o concelho para que “não se transforme num local onde as pessoas não querem viver” e “tirar Valongo da cauda da Área Metropolitana do Porto”. Para isso, o dirigente socialista assegura que os seus grandes trunfos serão a inovação, a criatividade, o empenho e o trabalho, mas claro que se manifesta convencido de que os seus projectos merecerão o “apoio inequívoco do Governo socialista”, com o qual está pessoalmente aproximado. “Comigo na Câmara Municipal, o concelho de Valongo anda”, assegura Lobão. A equipa com que contará para governar a Câmara ainda não está naturalmente pensada, embora Afonso Lobão assegure que dará prioridade aos quadros da terra, pois estes estarão seguramente muito mais sensíveis aos problemas locais, porque os conhecem desde sempre. E esses quadros poderão não ser apenas oriundos do partido, uma vez que “há na sociedade civil pessoas com muito valor, que deverão ser aproveitadas”. Problemas como o do pequeno comércio, que está destroçado dada a proliferação desenfreada de grandes superfícies, que foram autorizadas sem que houvesse a mínima preocupação com o investimento de tantas famílias, que investiram muitas vezes tudo o que tinham nos seus pequenos negócios. Aqui também é importante assegurar o surgimento do associativismo comercial forte, para potenciar as reivindicações desta classe de comerciantes e para que surja concertação, mais uma vez, em nome da coesão social. Também as acessibilidades internas estão na mira dos projectos socialistas. Valongo é um concelho relativamente pequeno e portanto deve-se apostar na modernização das vias existentes, possibilitando ligações mais rápidas e confortáveis. Por outro lado, Lobão diz que é preciso dar atenção às pequenas coisas, que fomentam a qualidade de vida, nomeadamente, a arborização dos espaços urbanos e a criação de espaços para fixação dos mais jovens. O dirigente reconhece o papel que a Junta de Freguesia de Alfena tem tido no crescimento acelerado que a vila tem vivido, mas não esquece que ali existem equipamentos sociais que permitiram ancorar esta aceleração de desenvolvimento. Comentando a importância da nova Zona Industrial, que levantou polémica recentemente, Lobão diz que não se pode pronunciar sobre o processo em si, mas que por princípio não se opõe a medidas que favoreçam a fixação de empresas. Em Campo (que subiu a Vila, à semelhança de Sobrado, por sua proposta

enquanto deputado da AR) o dirigen­-te socialista gostaria de ver consolidada e realmente aproveitada a Zona Industrial, bem como fomentada a intensa actividade do movimento associativo.

SCUT´s o socialista reclama “autoridade moral” para falar sobre este assunto, uma vez que se assume como responsável pela abolição da portagem de Ermesinde, que foi feita sob proposta sua.

No que concerne a Ermesinde há que ter especial atenção para a elevada densidade demográfica daquela zona, e portanto minimizar as suas consequências, sobretudo no domínio da segurança e da protecção social.

Como princípio e por coerência, Afonso Lobão diz-se contra qualquer pagamento de portagem dentro da Área Metropolita­ na do Porto, pelo que também não faz sentido a manutenção das portagens de Valongo e de Campo, manifestando-se por isso subscritor da contestação para a abolição destas.

Sobrado merece também um olhar especial de Lobão, pois para além da resolução dos problemas da pequena indústria, deve apostar-se na ruralidade da freguesia, que a torna um local extremamente aprazível para viver. A ligação à Via de Cintura Externa poderá resolver uma boa parte dos problemas de acessibilidades daquela área. Na cidade de Valongo, o líder socialista manifesta especial preocupação com as construções inacabadas, e sugere que a autarquia pugne pela instalação de uma Loja do Cidadão de nova geração. O espaço ideial até existe, segundo Lobão, que gostaria de ver o equipamento instalado no antigo edifício dos Bombeiros Voluntários, no Largo do Centenário, num processo que teria que ser liderado pela autarquia e que permite também requalificar um dos mais emblemáticos edifícios da cidade. Num contexto mais alargado, o socialista diz que “Valongo tem todas as condições para se tornar uma âncora importante no desenvolvimento metropolitano”, uma vez que se encontra a escassos 5 quilómetros da cidade do Porto. Medidas práticas para atrair novos investimentos poderão passar ainda pela redução das taxas de derrama paga pelas empresas à autarquia. O aumento do IMI preocupa o socialista, ainda por cima porque surge num cenário em que as famílias já vivem bastantes dificuldades económicas, provocadas pela crise instalada pelo aumento sucessivo das taxas de juro. “Se há tantas famílias a entregarem as casas aos bancos, que sentido faz penalizar a propriedade?” questiona. • Auto-estradas

Para Afonso Lobão, o grande responsável pelo “esquecimento” do Nó do Lombelho foi o social-democrata Jorge Costa, Secretário de Estado das Obras Públicas (era então Ministro Valente de Oliveira, no Governo de Durão Barroso) que fez a concessão da A42, e não compreende que a autarquia tenha investido numa via a contar com este nó que já sabia que não seria feito. Lobão acusa Fernando Melo de “chorar lágrimas de crocodilo” e questiona como foi possível a Câmara PSD ter permitido este cenário. Sobre a questão das portagens nas

• Cenário

Político

Para Afonso Lobão o ciclo de Fernando Melo já está mais do que no fim e a prova disso mesmo é a fragmentação entre os vereadores sociais-democratas que está a originar um vazio de poder na edilidade, razão pela qual este executivo não tem qualquer tipo de viabilidade, credibilidade, nem capacidade de lançar os grandes empreendimentos de que Valongo necessita. Quanto ao trabalho de Maria José Azevedo na oposição à Câmara, Lobão assegura que não está em condições de tecer comentários, embora a vereadora socialista lhe mereça, pessoalmente, o máximo respeito. A sua candidatura é uma decisão que cabe em primeira-mão à comissão política concelhia do partido, que considera o órgão próprio para esse tipo de discussão, e deve ser tomada sem qualquer tipo de pressão ou condicionalismo, pois está em causa o futuro do concelho e não qualquer tipo de interesse pessoal ou particular. Entretanto, salien­ta que neste momento “há paz e unidade” no PS Valongo. Se não for escolhido para candidato, Lobão diz que não levantará qualquer tipo de objecção, até porque se afirma “um militante disciplinado” do Partido Socialista. No entanto, Afonso assegura que já muitos destacados militantes do PS Valongo, bem como muitas individualidades do concelho, se manifestaram solidários com a sua candidatura. A ser de facto candidato, Lobão diz-se disponível para uma eventual coligação à esquerda que seja uma alternativa credível ao actual executivo social democrata. No encerramento da entrevista, Lobão faz questão de enviar uma mensagem aos funcionários da Câmara Municipal de Valongo, assegurando que todos “lhe merecem o máximo de respeito, tanto mais que na ausência de um poder político forte são eles que asseguram a resolução dos reais problemas dos valonguenses, graças ao seu profissionalismo e dedicação”.

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25 DE ABRIL NÃO FOI ESQUECIDO 500 PARTICIPANTES NO ALMOÇO COMEMORATIVO Foi uma grande jornada. O almoço comemorativo da Revolução dos Cravos. Em Valongo, no centro da cidade, cerca de 500 pessoas participaram no almoço PS/Valongo Foi uma grande jornada. Foi o almoço comemorativo da Revolução dos Cravos. Em Valongo, no centro da cidade, cerca de 500 pessoas participaram num almoço organizado pelo PS/ Valongo. Militantes do PS e suas famílias, cidadãos anónimos e democratas imbuídos no “Espírito de Abril” participaram nesta realização que foi aproveitada também para a tomada de posse dos Dirigentes Socialistas no concelho. Muita alegria e muita juventude entusiasmada. Intervieram o Presidente da Concelhia Orlando Rodrigues que fez questão de salientar o espírito de unidade que se vive actualmente no seio do PS/Valongo e encerrou Afonso Lobão, dirigente Concelhio e Distrital que a propósito do concelho referiu: «Em primeiro lugar, é necessário afirmar Valongo no contexto da Área Metropolitana. Valongo precisa de políticos que o relancem e o coloquem no mapa do Grande Porto. Hoje, Valongo tem a dirigir os seus destinos uma equipa que não gosta do concelho. Em segundo lugar, é indispensável vencer o desafio do senvolvimento económico, abrindo as portas do concelho a investidores de qualidade que façam instalar, nas suas zonas industriais, empresas modernas que animem e desenvolvam o concelho e proporcionem emprego aos seus cidadãos. Em terceiro lugar, é essencial qualificar, planear e ordenar o território do município, desenvolvendo a interligação e a interdependência com os municípios vizinhos. Em quarto lugar, é prioritário apostar na coesão interna, no

combate às bolsas de pobreza e às assimetrias sociais concelhias, ajudando os agrupamentos es­co­­lares, as instituições de solida­ riedade social, nomeadamente no seu trabalho diário de apoio aos idosos e às crianças. É necessário reforçar também as colectividades de Desporto, de Cultura e de Recreio que, abandonadas à sua sorte, não se revêem na actual liderança da autarquia, não reconhecendo nesta a capacidade para desenvolver, nestas áreas, um projecto coerente, moderno e eficaz para as populações. Por último, é necessário confiar nos colaboradores da autarquia, dizendo-lhes que o PS conta com todos eles, todos sem excepção, pois o Partido Socialista sabe que são eles que, no dia-a-dia, e na ausência de um Poder Político competente, garantem o funcionamento dos serviços municipais, com o seu profissionalismo e com a sua dedicação à causa pública. São um dos pilares indispensáveis para a construção de um Novo Valongo, Rumo ao Futuro».

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