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Revista Nº 8 - Mar/Abr - 2010

Jovens que vivem em condomínios

Meio Ambiente - Obras - Eventos - Administração


Editorial

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aro associado,

Esta edição chega recheada de assuntos e reportagens sobre o que aconteceu nos meses de março e abril no Vila Verde. Embora a revista tenha poucas páginas, podemos perceber que, nas últimas edições, um terço ou mais do conteúdo é voltado para a questão do trânsito. A estrada do Pau Furado ganha artigo especial enviado por moradores, ao mesmo tempo em que a prefeitura de Cotia finalmente atende nossas solicitações com um simbólico tapa-buracos. Depois de três reuniões com o secretário de obras de Cotia, colhemos algum resultado. Ainda não é o que precisamos, mas vamos continuar trabalhando para um dia termos a Pau Furado toda recapeada.

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Enquanto brigamos para chegar bem ao Vila Verde, em nossas ruas internas o desrespeito continua geral. Crianças no volante, adultos estacionando sob as placas de proibido

estacionar, motoqueiro sem capacete etc. Como podemos ver nas páginas desta edição, a parceria com o batalhão de polícia de Itapevi está se estreitando e é preciso que todos cumpram a leis de trânsito, para evitar problemas com a justiça. A matéria de capa mostra as dificuldades e os prazeres dos jovens que vivem em condomínios tão distantes da cidade como o nosso e como os pais precisam acompanhar e devem lidar com o processo de crescimento dos seus filhos dentro de condomínios fechados. O meio ambiente ganhou com o grande encontro realizado entre as áreas de soltura no parque do Ibirapuera. O Vila Verde mais uma vez foi destaque. Não só pela rica qualidade natural de sua fauna e flora, mas principalmente pelo sério trabalho desenvolvido todos esses anos pelo projeto ASAS. Boa leitura

Expediente - A Revista Vila Verde é um veículo produzido pelo Conselho Diretor da Associação dos Amigos do Vila Verde. Essa publicação não se responsabiliza por idéias ou conceitos emitidos por pessoas que não sejam do Conselho. Distribuição Gratuita. Administração - Estrada da Boa Vista, s/n, Itapevi - SP CEP 06670-330 - Tel/fax: 011-41451300 / 41451311 e-mail: vila-verde@vila-verde.org.br - Jornalista Responsável: Paulo Ishimaru - MTB: 53.592


Administração

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Acima: Reunião para busca de mais segurança. Abaixo: Adriano Bruhns ,Capitão Moutinho e o Presidente Rodrigo Pio

onda ostensiva

No dia 23 de março, na sede da Associação dos Amigos do Vila Verde, aconteceu um encontro onde estiveram presentes membros do Conselho Diretor, da Administração e o Comandante do 20º Batalhão da Polícia Militar de Itapevi, Capitão Ângelo Aparecido Moutinho. O objetivo foi estabelecer uma parceria mais próxima entre o condomínio e as autoridades da cidade. Essa reunião faz parte de uma política adotada pela administração anterior, e agora pela atual, de proporcionar maior segurança às pessoas do condomínio. A expectativa é que a presença da força policial contribua para inibição de atos criminosos no Vila Verde e nas redondezas. Além da busca de maior segurança, essa parceria com a Polícia Militar visa, também, acabar com as infrações de trânsito nas ruas do condomínio. Para isso, as autoridades do Departamento Municipal de Trânsito e Tr a n s p o r t e s , D E M U T R A N , t a m b é m aumentarão as blitzes dentro do Vila Verde.

Cenas comuns: Condutores sem capacetes e equipamentos de segurança

Junto com a realização de campanhas internas de educação e conscientização, se iniciará a fase de fiscalização. Diante da pouca adesão de alguns moradores em adotarem as práticas do Código Nacional de Trânsito, a presença da polícia e do DEMUTRAN será fundamental para diminuição de riscos de acidente de trânsito. A Administração do Vila Verde solicita, mais uma vez, às pessoas: Respeitem todas as leis de trânsito vigentes e, principalmente, n ã o p e r m i t a m m e n o re s d e i d a d e conduzirem carros ou motos, pois a fiscalização será mais rigorosa e poderá aplicar multas, apreender veículos e/ou seus condutores.

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Obras

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Portaria II (já em funcionamento) e novo piso entre as portarias II e III

elhorias contínuas

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O ritmo das obras no Vila Verde está intenso. O empenho da Diretoria e da Administração está tornando o residencial num dos melhores da região. Fotos: 1: Escada hidráulica de escoamento de águas das alamedas Figueiras, Imbaúba e Mulungu, 2: Sala de convivência (em fase final), 3: Nova sinalização área de lazer, 4: Projeto do barramento da ETA II (em fase final), 5: Reservatório reformado (até 2011, todos serão), 6 e 7: Fase de acabamento da

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Obras

Pequena grande obra: Novo espaço de areia no parquinho faz sucesso entre os pequenos moradores do Vila Verde

Lazer

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º Passeio Ciclístico do Vila Verde.

Um grupo de vizinhos e amigos do Vila Verde - Vanderly, Beto e Rogério sempre se reunem aos finais de semana para se aventurarem de Bike pelas trilhas da região. Destes encontros surgiu a idéia de um evento maior e, agora, com o apoio da Administração, acontecerá o 1º Passeio Ciclístico do Vila Verde. Com um percurso de aproximadamente 10 quilômetros, jovens a partir de 12 anos e adultos estão convidados a participar desta aventura. Após a chegada do grupo, por volta do meio dia, um percurso menor dentro do nosso condomínio será montado para a participação dos baixinhos de 5 a 12 anos que quiserem participar do evento. Inscreva-se e venha pedalar com a gente.

Data: 15/05/2010 Saída às 09:00 da Área de lazer Informações: 4145 - 2614 com Prof. Cláudio 5


Esportes

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orneio de Tênis

Nos dias 13 e 14 de março aconteceu mais um torneio infanto juvenil de tênis no Vila Verde. Os vencedores foram: Categoria A - Campeão: Rodolfo Coutinho, Vice-campeão: Thiago Souza Categoria A Duplas - Campeã: João Paulo e

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adrez

No dia 27 de março ocorreu a 1º Etapa do Circuito Vila Verde de Xadrez. Será realizada uma etapa por mês até novembro, quando acontecerá a grande final. Quanto maior for a participação, mais pontos serão acumulados pelo competidor. O evento é para todas as idades. Participe das próximas etapas. Inscrições e informações com o professor Claudio. Telefone: 4145-2614 ou diretamente no Centro Cultural.

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Vencedores: Adulto Masculino 1º - Rubens Chaves / 2º - Alexandre Stefanelli 3º - Jorge Novaes Feminino 1º - Vera Lucia Coimbra Sub-15 1º - Gustavo Moreira / 2º - Gabriel Lopes Sub-12 1º - Pedro Martins

Alexandre Cescon, Vice-campeã: Gustavo Moreira e Gabriel Lopes Categoria B Duplas - Campeã: Luiz Guilherme e Lucas Rafael, Vice-Campeã: Caio Henrique e Pedro Esperandio, 3º Lugar: Caio Rocha e Vinicius Soares


Meio Ambiente

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ila Verde - Referência em projeto

ambiental No dia 08 de março de 2010 foi realizado, pelo IBAMA, o III Encontro de CETAS (Centro de Triagem de Animais Silvestres) e ASM (Área de Soltura e Monitoramento) do Estado de São Paulo, na Universidade Aberta do Meio Ambiente e da Cultura de Paz (UMAPAZ), no Parque Ibirapuera. O evento contou com a participação de técnicos das Áreas de Soltura do Estado e teve o objetivo de proporcionar a troca de experiências entre os Cetas e as ASMs, além de exposições especiais sobre reabilitação e reintrodução de psitacídeos (araras, papagaios, periquitos...). O Vila Verde teve a opor tunidade de apresentar aos participantes seu Projeto ASAS. Devido às ótimas condições de soltura de animais e da fauna da região, o Vila Verde colabora efetivamente na reintrodução e monitoramento de animais silvestres através do projeto. Todas as espécies soltas na mata do condomínio são as que foram apreendidas pela Polícia Militar Ambiental, pelo IBAMA e órgãos oficiais. O Vila Verde foi representado pelo Gerente Administrativo Antonio Pannellini Neto, pela estagiária de biologia Juliana de Lima Cianfa e pela Bióloga Adriana Ferreira que realizou uma apresentação ilustrando todas as etapas de soltura no condomínio, as experiências positivas e negativas que o Vila Verde acumula desde o início deste projeto. Conheça o trabalho ambiental realizado pelo condomínio acessando o site: www.vilaverde.org.br Fotos: Apresentação da bióloga Adriana no encontro e animais soltos no Vila Verde. Na sequência: Bigodinho, Azulão e Tucano-do-Bico-Verde

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Eventos

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campamento

Crianças + Educação + Família + Responsabilidade e muita Diversão = Acampamento no Vila Verde. Mais uma vez o evento, realizado entre os dias 27 e 28 de março, tornou a vida no condomínio mais alegre, com uma programação cheia de recreações e brincadeiras. Esta edição contou com 23 barracas, 60 crianças, brincadeiras educativas como Caça ao Tesouro de materiais reciclados, piquenique

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noturno e, na manhã seguinte, caminhada com monitores contratados, que deram aulas sobre a fauna e a flora. Para completar, um delicioso café da manhã fornecido pelo Empório da Vila. Após o café, também, foi realizada uma oficina de Terrariun, onde as crianças puderam “cultivar o planeta em uma garrafa PET” e uma palestra sobre animais. O evento foi coordenado pelo professor Cláudio com a assistência das estagiarias Andreza e Glucia e dos funcionários da SCM.


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ichos

No dia 28 de março, após o acampamento, a equipe de eventos realizou uma apresentação para conscientizar, desde cedo, as crianças sobre as questões ambientais. O educador, através de um teatro ambiental, ensinou aos pequenos a importância da reciclagem e da preservação. Durante a apresentação foram expostos animais silvestres vivos (todos cadastrados, fiscalizados e com autorização de manejo dada pelo IBAMA). O ponto máximo foi a hora em que os animais puderam ser tocados, com todo critério de segurança adotado pela equipe. A calopsita, a jiboia, os sapos, as tartarugas, o porquinho da índia foram as estrelas do evento. Todos que assistiram a apresentação receberam um certificado de Defensor Global. Fotos: 1 - Apresentação educativa, 2 - Contato com a jiboia , 3 - Sapo (amigo contra dengue), 4 Tartarugas, 5 - Criançada participativa, 6 Certificado de Defensor Global

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Artigo

Pau Furado: tema constante de debates

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au Furado, Cabeça Oca

por Paulo Sergio Panse Silveira e Claudia Barreto Lins - Comissão de Meio Ambiente do Vila Verde Não passa uma semana sem que ouçamos alguém comentar sobre incidentes relacionados com excesso de velocidade na Estrada do Pau Furado. Neste artigo traçarei um paralelo com o conhecimento humano, que pode ser classificado em áreas, das mais s i m p l e s pa r a a s m a i s c o m p l e x a s , tradicionalmente chamadas de Ciências Exatas, Biológicas e Humanas. Seguindo este tipo de classificação, sugiro que as pessoas que transformam a Estrada do Pau Furado em uma aventura estão, ao contrário do que pensam, abaixo da capacidade que poderiam ter em todas as áreas que acabamos de mencionar. O argumento que se segue pede que considerem a possibilidade de melhorar atitudes.

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As Ciências Exatas (assim chamadas, embora nem sempre tão exatas assim), onde se incluem matemática, química e física, são as mais simples. Com isto não quero dizer que o domínio sobre estas áreas seja fácil, mas que seu objeto de estudo é relativamente simples, a ponto de que equações razoavelmente acuradas puderam ser escritas. Antes de correr, é preciso fazer as

contas. É apenas uma questão de álgebra. Da portaria do Vila Verde até a Raposo Tavares são 3 km. À velocidade sinalizada de 40 km/h, leva-se 4,5 minutos para percorrê-la. Indo a 90 km/h, um teste de habilidades de piloto, leva-se 2 minutos. Será que o risco compensa para economizar 2 ou 3 minutos? Por exemplo, indo para o trabalho dentro da cidade de São Paulo é comum enfrentarmos cerca de 1 hora e meia para chegar ao destino; correndo na estradinha alguém chegaria em 1 hora e 27 minutos... e talvez nem isto! É difícil que o tempo que se economiza na Pau Furado possa se manter ao longo do trajeto porque, em horários de trânsito, é muito comum empacar sob o Rodoanel ou um pouco adiante, e quem entra na Raposo Tavares 3 minutos mais tarde vai encostar poucos metros atrás do possante aventureiro. As Ciências Biológicas estudam maior complexidade, na qual elementos químicos, seguindo leis da física, interagem e organizam-se para gerar vida, campo da Botânica e Biologia, sendo que nossa espécie, estudada pela Medicina, desenvolveu sistemas nervosos capazes de elaborar raciocínios e emoções, campo da Psicologia. Seres biológicos dependem, para ter vida longa e saudável, de preservar sua saúde mental e seus mecanismos fisiológicos. Não vou considerar aqui o estrago óbvio que pode ser feito por um acidente. Penso no estresse. No nível psicológico, pessoas que correm em locais inapropriados revelam desajuste, podem estar escravizadas por seus instintos competitivos, tornando-se incapazes de aproveitar a paz de espírito e de apreciar a vida. Nem a deles, nem a dos outros, nem a dos animais que nos cercam. Quando saio do Vila Verde e sei que vou enfrentar a Raposo Tavares até o trabalho em São Paulo, prefiro ir devagar, degustando a Estrada do Pau Furado, adiando um pouco o encontro com


motoqueiros cortando pela direita a mais de 100Km/h e caminhões fumarentos espalhando material particulado da queima incompleta do óleo diesel à minha frente. Uso a Pau Furado para obter, antes de começar o dia, um momento de calma que procuro esticar pelas horas seguintes. Quando volto, e saio da Raposo Tavares, faço esforço para desacelerar porque já cheguei, posso começar a curtir a mata como se entrasse em outro mundo, busco recuperar o sossego e me preparar para o jantar e uma boa noite de sono. Entre sair e voltar para casa, procuro me lembrar de como é um privilégio morar aqui, lamentando ver infelizes moradores da cidade, apressados para chegar alguns minutos antes de mim ao destino. Para mim não é possível compreender a atitude dos motoristas desses possantes, a não ser que imagine que não tenham refletido o suficiente. Não é inteligente, morando no Vila Verde, ainda manter este nível de angústia e não conseguir mudar de comportamento quando se dirige em uma estradinha como a do Pau Furado. Estas pessoas arriscam-se a morrer cedo, de complicações de hipertensão ou diabetes, de acidente vascular cerebral ou infarto, dor abdominal por úlcera perfurada, ou quaisquer outros eventos desagradáveis nesta linha. Com grau ainda maior de complexidade, temos as Ciências Humanas que lidam com as comunidades que formamos, campo da Sociologia, Economia, História e Direito, entre outros exemplos. Aqueles que correm não causam estrago apenas à própria saúde. Não conseguem perceber a importância do convívio harmonioso em sociedade, não poupam o ambiente, queimam mais combustível que o necessário, além de arruinarem a suspensão de seus carros na estradinha (que, diga-se de passagem, bem

que se beneficiaria de um recapeamento). Em termos financeiros, esta também é uma atitude negativa, que contribui para dar má fama ao Vila Verde e diminuir o valor de nossas propriedades à medida que espalhase por aí que moram neste condomínio pessoas que têm tal comportamento inadequado. Para a História, fica a impressão registrada pelas placas, lombadas e valetas, de que aqui moravam pessoas incapacitadas para lembrar regras mínimas de civilidade. Enfim, no Direito, tem-se a falta de formação ou informação refletida no desrespeito às leis e aos direitos dos demais. Por fim, gostaria de dirigir uma palavra àqueles que guiam com pressa pela nossa estrada de acesso ou dentro do próprio condomínio. Espero que esteja lendo e entendendo que, embora possa soar desconfortável em alguns trechos, antes de querer confronto ou endurecimento de condutas, este artigo pretende uma chamada à consciência. Os que andam devagar pela estrada do Pau Furado não são “lerdos e obtusos”, apenas demonstram, isto sim, capacidade de desfrutar aquilo que conquistaram e prezar o sossego do Vila Verde, e também uma compreensão maior de tudo que expusemos acima. Correr, ao contrário da imagem positiva de “força e ousadia” ou “altivez e imponência” que se pode pensar transmitir, revela incapacidade de relaxar e usufruir, frustração, despreparo ou mesquinhez. A gente embarca na correria das cidades e, às vezes, por falta de reflexão, continua repetindo comportamentos viciados. Falando como médico e educadora, por sua própria saúde (sem mencionar a dos outros ou dos animais) e demonstração de inteligência, trabalhe para mudar de hábito e atitude. Você pode completar a mudança que já fez, em corpo, trazendo para o sossego do Vila Verde também a sua mente. Seja bem vindo! 11


Capa

s

er jovem e viver num condomínio distante implica em maior atenção dos pais? O q u e o s j o ve n s p e n s a m d e s s e isolamento? É mais saudável a vida desses jovens que moram longe dos centros? Independente dos princípios, valores e da forma que os pais educam seus filhos, podemos dizer, no mínimo, que a vida social num condomínio distante tem alguns componentes sociais distintos daqueles que vivem nos centros e bairros urbanos.

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Muitos dos moradores mudaram para o Vila Verde acreditando ser o local ideal para criação de seus filhos. Mas esses se tornaram ou se tornarão adolescentes. E nessa fase, em que esses jovens começam a criar laços sociais mais abrangentes, viver afastado pode ser difícil ou ótimo, dependendo de

como filhos e pais encaram essa realidade. Para entender melhor o comportamento desses jovens, diante da realidade de viver no Vila Verde, a psicóloga Ana Torres, mestre e doutoranda pela Universidade de São Paulo – USP, esclarece alguns pontos que podem auxiliar pais e jovens na busca de uma vida social saudável. Como os adolescentes podem "driblar" o isolamento de forma sadia? Adolescentes tendem a formar grupos com pessoas com interesses e características similares: grupos de esporte, tipos de música etc. Manter o contato com esses grupos, para quem mora mais distante dos grandes centros, é mais complexo, pois envolve planejamento antecipado e apoio dos pais para levar ou buscar no ponto de ônibus ou nos lugares. Porém, aprender a lidar com planejamento antecipado, ter de descobrir como chegar e como voltar de um encontro é uma habilidade importante e interessante


de ser desenvolvida. Como é o convívio diário dos grupos de adolescentes em condomínios? A convivência com outros adolescentes e crianças moradoras do condomínio pode ser bastante interessante, pois se trata de um grupo mais heterogêneo, onde é necessário aprender a lidar com as diferenças, inclusive ter amigos de idades um pouco diferente pode ser uma experiência bastante rica e um exercício de tolerância e desenvolvimento emocional. Na formação de grupos de amizade, como os pais devem agir para acompanhar a vida social de seus filhos? A necessidade de acompanhamento do grupo social dos filhos varia com a idade da criança, crianças mais jovens precisam de limites mais rígidos e acompanhamento mais próximo. Ao ficarem mais velhos, pode e deve ocorrer negociação e os pais devem dar um pouco mais de autonomia aos filhos. N o e n t a n to , é s e m p re n e c e s s á r i o acompanhar os filhos em suas atividades, conhecer quem é seu filho, o que ele gosta de fazer. Ir junto andar de bicicleta, passear no condomínio, experimentar trilhas, pequenas aventuras que o ambiente proporciona. Fazer atividades juntos é uma excelente oportunidade de conhecer, entender e ensinar os filhos, sem que o ensino seja o objetivo do encontro. É interessante manter a casa aberta para trazer amigos, fazer reuniões, naturalmente vai se conhecendo o grupo de amigos. Dada a distancia, é importante que os pais exijam planejamento antecipado dos filhos quando pretendem fazer coisas fora do condomínio, combinar quem vai levar, com quem voltam, a que horas. É importante que os pais também se disponham, às vezes, a levar os filhos, ou buscá-los. Aos mais velhos pode-se dar mais autonomia, levando e buscando no ponto de ônibus . Mas é preciso que as coisas

sejam combinadas com antecedência. Não diga sempre não, nem sempre sim. Crie regras claras e siga essas regras. Como evitar que esses jovens se envolvam em problemas? Não existe como fazer que jovens nunca se envolvam com problemas. Faz parte do crescimento correr alguns riscos e aprender limites, para, inclusive, aprender a lidar com esses riscos. Cada criança amadurece num ritmo diferente, e isso significa que serão mais ou menos capazes de lidar com diferentes tipos de problemas em diferentes idades. Por isso é necessário conhecer quem é seu filho, saber com o que ele é capaz de lidar, com o que não é. O que ele já tem maturidade para entender, o que ainda não. Com quais responsabilidades ele é capaz de lidar. Acompanhar é conhecer seu filho. Dar limites é dar amor... pois você diz que não quer que ele se machuque, os pais protegem seus filhos dando limites e também deixando que eles aprendam limites. Existe alguma diferença na educação de um adolescente nesse cenário de um que vive nos centros urbanos? Sim, existe. Existem algumas vantagens, como as crianças terem maior liberdade de ficar na rua, experimentarem atividades físicas, contato com a natureza... ralar o joelho faz bem para o desenvolvimento dos filhos. Ter amigos fora da escola, ter de se relacionar com pessoas diferentes. Também facilita que os pais tenham contato com o grupo de amigos, que acompanhem nas atividades. A maior dificuldade é ter necessidades diferentes de crianças que estão mais próximas de centros, como ter de planejar as coisas com antecedência, não ter como simplesmente sair e voltar por sua própria conta de festas e atividades noturnas com amigos de fora do condomínio. Mas essa dificuldade pode se transformar em vantagem com pais atentos e interessados,

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pois são oportunidades de aprendizagem. No entanto, isso implica em uma maior participação, interesse e trabalho dos pais. Crianças não se criam sozinhas, com babás ou televisão, precisam de grupos de amigos, de adultos e especialmente de pais que os ensinem. Os Jovens Os amigos Felipe Borba, Juan Queiroz, Polini Cimbra e Diego de Los confirmam a analise da psicóloga quanto a necessidade de programação. Umas das principais queixas destes jovens moradores do Vila Verde é a falta de transporte para as áreas urbanas. “Tudo depende de carona” revela Felipe, que continua “infelizmente há poucos horários de ônibus, quando queremos ir ao cinema, ou fazer qualquer outra atividade, mesmo em Cotia que é mais próximo, precisamos de carona. Deveria haver mais

horários de ônibus”. De acordo com esses jovens as atividades na área de lazer, como o futebol, contribuem para o condomínio ser mais atrativo. Eles também se reúnem nos finais de semana no comercio local para conversarem, lancharem e se integrarem. Assuntos como musica, paquera, escola, moda e esportes são temas constantes desses encontros. Para dar mais alternativas para estes jovens a diretoria e administração do Vila Verde, através de suas comissões, sempre buscam organizar atividades culturais e esportivas. Nesse sentido, mais uma grande atração será realizada, o 1º Festival de Rock do Vila Verde. Um evento com boa musica que também tem objetivo de auxiliar a comunidade carente com os alimentos que serão arrecadados como ingresso.

Preparem-se para mais uma sensacional Festa Junina!

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ANTES DA METAMORFOSE. Flagrada no quintal de casa, na luz do fim de tarde. Foto: Amália Safatle Envie seu olhar sobre o nosso condomínio para essa seção. E-mail: comunicacao@vila-verde.org.br


Revista VV Mar-Abr 2010  

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