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AUTÁRQUICAS

2013

QUINTA-FEIRA, 12 de setembro de 2013

Diário do Minho

Paulo Cunha, candidato da coligação “Mais Ação Mais Famalicão” (PSD/CDS-PP)

«Serei um intransigente defensor dos interesses de Vila Nova de Famalicão» DR

O candidato da coligação “Mais Ação Mais Famalicão”, que junta o PSD e o CDS-PP há mais de uma década, afirma ter aprendido com o atual presidente de Câmara, Armindo Costa, o modelo de gestão que quer implementar caso seja eleito. Nega que a sua condição de dirigente partidário a nível distrital pelo PSD interfira nas suas competências autárquicas e compromete-se a ser «intransigente defensor dos interesses de Vila Nova de Famalicão e dos famalicenses». As opções políticas, dada a situação de emergência social que não nega existir a nível nacional, serão «o principal desafio», razão pela qual promete criar uma «bolsa social» para responder «a todos os problemas» que afetem os habitantes do seu concelho.

Diário do Minho – Quais são, em Vila Nova de Famalicão, os principais desafios a nível da governação autárquica nos próximos 4 anos? Paulo Cunha – O atual contexto exige uma permanente atenção às pessoas e aos problemas que as afetam, que por vezes as impede de ter as merecidas condições mínimas de vida. Considerado o contexto nacional de emergência social, uma resposta social ajustada às circunstâncias será o principal desafio, razão pela qual criei uma bolsa social que pretende ser uma resposta efetiva a todos os problemas que afetem as pessoas, independentemente da sua idade. DM – Tem privilegiado na sua comunicação pré-eleitoral a área social, prometendo a aplicação de 50 milhões de euros, o investimento no apoio à deficiência, novos serviços de apoio domiciliário e de cuidados de saúde. Qual a razão destas opções? O concelho está a ficar debilitado socialmente?

PC – A bolsa social que falo não é fruto de uma mera opção, mas de uma evidente necessidade, considerados os condicionalismos que afetam o nosso país. As pessoas têm cada vez mais dificuldades, o Estado temse retraído, diminuindo a sua intervenção social, os agentes públicos existentes têm tendência a aumentar o custo dos seus serviços, as instituições da sociedade civil que integram a rede social têm tido um esforço notável, mas sentem-se incapazes de resolver todo o universo de situações com que são confrontadas, pelo que a Câmara Municipal não poderá ficar indiferente e tem que ter uma postura diligente e pronta, criando as condições, nomeadamente financeiras, para que os problemas tenham a solução adequada no tempo certo. DM – Que outras áreas merecerão destaque na sua governação municipal? PC – Dotar o concelho das infraestruturas de água, saneamento, rede viária, estabelecimentos esco-

Paulo Cunha diz que aprendeu com Armindo Costa modelo de gestão que implementará no futuro

lares e outros equipamentos, é um processo que se iniciou em 2002 e que precisa ser concluído. Vamos continuar a modernizar o nosso concelho, criando razões e fazendo investimentos em setores, como a oferta cultural e desportiva, para que sejamos escolhidos para viver, trabalhar e estudar. Fazê-lo num contexto de forte concorrência regional é um enorme desafio que quero vencer, para que Vila Nova de Famalicão continue a crescer e a ser notado pelas melhores razões.

dicar nestas eleições autárquicas?

DM – Na área político-partidária, continuará, caso seja eleito presidente da Câmara pela coligação PSD/CDS-PP, a liderar a distrital do PSD? Acha que o facto de ser líder da Distrital o pode preju-

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“Vamos continuar a modernizar o nosso concelho, criando razões e fazendo investimentos em setores, como a oferta cultural e desportiva, para que sejamos escolhidos para viver, trabalhar e estudar. ”

PC – Nunca deixei que a minha condição de militante de um partido, ou as minhas responsabilidades partidárias tivessem

qualquer interferência nas atuais funções autárquicas, como não deixarei que interfiram nas funções a que me candidato. Estou seguro que os famalicenses são cidadãos atentos que quererão escolher quem apresenta as melhores propostas e está melhor preparado para assegurar a sua execução e que não deixarão que os outros decidam por eles, nem que a sua decisão seja condicionada por uma qualquer tentativa para desfocar a sua atenção. DM – O que poderão esperar de si os habitantes de Vila Nova de Famalicão, como presidente da Câmara em matéria de relacionamento com o Governo? PC – Como presidente da Câmara serei um intran-

sigente defensor dos interesses de Vila Nova de Famalicão e dos famalicenses. Reivindicarei para nós todas as ações que sejam consentâneas com o nosso projeto de desenvolvimento, como ainda sucedeu recentemente quando, ao lado dos candidatos às Câmaras da Trofa e da Maia, reclamamos ao atual Governo a execução da variante à Estrada Nacional 14, criando um novo acesso entre a Maia e Vila Nova de Famalicão, com especial incidência na ligação entre o norte da Trofa e o sul de Famalicão. É uma obra estruturante muito necessária, cujo projeto inclui uma nova travessia sobre o Rio Ave, criando condições para que o grande complexo industrial existente em Lousado e Ribeirão tenha condições para que se desenvolva. DM – A sua presidência terá um estilo próprio ou será à imagem e semelhança de Armindo Costa? PC – O senhor Arquiteto Armindo Costa é o mandatário da minha candidatura e um homem cujo trabalho e dedicação autárquica foi decisivo para que o nosso concelho saísse da situação negativa em que se encontrava há 12 anos. Hoje, somos um concelho que paga a tempo e horas, com uma das dívidas mais baixas do país e com um nível de investimento nunca visto. Isso deve-se ao nosso presidente, Arquiteto Armindo Costa. Tive o privilégio de partilhar com ele muitos dossiês da atividade autárquica e com ele aprender um modelo de gestão que implementarei no futuro.


Paulo Cunha