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Atividades de Academia Princípios metodológicos para ensino em ginástica coletiva


ATIVIDADES  DE  ACADEMIA:  Princípios  metodológicos  para  ensino  em  ginástica  coletiva    

 

   

http://www.profpauloamaral.com.br  

        Nenhuma   parte   desta   obra   pode   ser   reproduzida   ou   duplicada   sem   autorização   expressa  do  autor/editor.                       Catalogação  na  Publicação                                                

 

     

AMARAL,  Paulo  Costa.  Atividades  de  Academia:  Princípios  metodológicos  para   ensino  em  ginástica  coletiva  /  editado  por  Paulo  Costa  Amaral.  São  Paulo,  2017.  40  p.     ISBN:  978-85-913159-5-6     1. Ginástica  de  Academia  –  2.  Musicalidade  –  3.  Habilidades  de  Comunicação.  

E-­‐book  –  Janeiro  de  2017.  

 


AUTOR   Paulo  Costa  Amaral   CREF  nº  023504-­‐G/SP  –  CRA-­‐SP  nº  140881    

•   Mestre   em   Ciências   do   Envelhecimento   pela   Universidade   São   Judas  Tadeu.   •   Master   of   Ministry   in   Business   Administration   (Mestrado)   pela   Florida  Christian  University  (EUA).   •   MBA   em   Gestão   Empresarial   pela   Universidade   Anhembi   Morumbi.   •   MBA   em   Gestão   de   Pessoas:   Liderança   e   Coaching   pela   Universidade  Anhembi  Morumbi.   •   Pós-­‐graduado  em  exercício  físico  aplicado  à  reabilitação  cardíaca  e  a  grupos  especiais   pela  Universidade  Gama  Filho.   •    Pós-­‐Graduado  em  Musculação  e  Condicionamento  Físico  pela  Universidade  Estácio   de  Sá.   •   Graduado  em  Educação  Física  pela  Universidade  São  Judas  Tadeu.   •   Graduado  em  Administração  pela  Universidade  Anhembi  Morumbi.       Paulo   Amaral   é   master   coach,   professor   universitário,   palestrante   e   consultor   de   empresas  no  segmento  Fitness  &  Wellness,  com  14  anos  de  experiência,  nas  áreas  de   coaching,   condicionamento   físico   (fitness),   gestão   de   pessoas   e   empresarial,   atuando   nos   temas   relacionados   ao   coaching   de   emagrecimento,   treinamento   personalizado   (personal   training),   ginástica   coletiva,   qualidade   de   vida,   envelhecimento,   marketing   pessoal,  gestão  de  academias  e  estúdios.       Atualmente  é  Diretor  Operacional  da  empresa  CM  -­‐  Conexão  Mágica  Agência  de  Viagens   e   Turismo;   Diretor   Técnico   e   Pedagógica   da   empresa   T&D   Fitness;   Více-­‐Líder   do   Grupo   de  Pesquisa  em  "Esportes  e  Atividades  Física"  (GEAF),  Coordenador  Técnico  da  atividade   Fitness  do  Laboratório  de  Atividade  Física  e  Esportiva  (LAFE),  e  Docente  de  cursos  de   Graduação  (Educação  Física,  Farmácia  e  Podologia)  na  Universidade  Anhembi  Morumbi   (UAM);   Presidente   do   Conselho   Fiscal   da   A.A.A.   Educação   Física   Anhembi   Morumbi;   Coordenador   Regional   (SP)   e   Docente   do   MBA   em   Gestão   de   Academias,   e   Pós-­‐ Graduação  na  área  de  Educação  Física  na  Faculdade  Inspirar;  Docente  de  cursos  de  Pós-­‐ Graduação  na  área  de  Educação  Física  na  Universidade  Estácio  de  Sá  (UNESA);  Docente   de   cursos   de   Pós-­‐Graduação   na   área   de   Educação   Física   na   Faculdades   Metropolitanas   Unidas  (FMU)  e  Docente  do  curso  do  Pós-­‐Graduação  em  Treinamento  Funcional  pela   Universidade  Alto  Vale  do  Rio  do  Peixe  (UNIARP).      


SUMÁRIO      

Capítulo  1.  Prescrição  de  Exercícios  Físicos  ................................................................  1   Capítulo  2.  Estágios  de  Aprendizagem  de  Habilidades  Motoras  .................................  3   2.1  Ciclo  de  Aprendizagem  .................................................................................................  3   2.2  Níveis  e  estágios  no  aprendizado  das  habilidades  .........................................................  4   Capítulo  3.  Musicalidade  aplicada  em  aulas  coletivas  ................................................  5   3.1  Música  e  Exercício  Físico  ...............................................................................................  5   3.2  Oitavas  e  Frases  Musicais  .............................................................................................  5   3.3  Contagem  Musical  ........................................................................................................  7   3.4  Utilização  das  frases  musicais  em  aulas  coletivas   .........................................................  7   3.4.1  Treinamento  de  Resistência  Aeróbia  ...........................................................................  7   3.4.2  Treinamento  de  Força  ..................................................................................................  7   3.4.3  Treinamento  de  Flexibilidade  .......................................................................................  8   3.4.4  Treinamento  em  Circuito  .............................................................................................  8   3.5  Elementos  Formais  da  Música  ......................................................................................  8   3.6  Estrutura  Musical  .......................................................................................................  10   3.7  BPM  ...........................................................................................................................  10   3.8  Estrutura  Coreográfica   ...............................................................................................  12   3.8.1  Bloco  B16  ...................................................................................................................  12   3.8.2  Bloco  B32  ...................................................................................................................  12   3.8.3  Bloco  B64  ...................................................................................................................  13   Capítulo  4.  Metodologia  Coreográfica  .....................................................................  14   4.1  Estrutura  de  uma  aula/sessão  de  ginástica  coletiva  ....................................................  14   4.1.1  Primeiro  contato  (apresentação)  ...............................................................................  14   4.1.2  Aquecimento  ..............................................................................................................  14   4.1.3  Parte  Principal  ............................................................................................................  14   4.1.4  Parte  Final  ou  Volta  a  Calma  ......................................................................................  14   4.1.5  Encerramento  ............................................................................................................  14   4.2  Método  de  ensino  ......................................................................................................  15   4.2.1  Método  direto  -­‐  Nível  de  complexidade  baixa  ...........................................................  15   4.2.2  Método  por  partes  -­‐  Nível  de  complexidade  média  ou  alta  ......................................  15   4.3  Estratégias  de  Abordagem  em  Grupo  .........................................................................  16   4.4  Variação  do  Espaço  ....................................................................................................  16   4.4.1  Nível  ...........................................................................................................................  17   4.4.2  Direção  .......................................................................................................................  17   4.4.3  Amplitude  ...................................................................................................................  17   4.5  Montagem  Coreográfica  .............................................................................................  17   4.5.1  Equilíbrio  fisiológico  ...................................................................................................  17   4.5.2  Equilíbrio  biomecânico  ...............................................................................................  17   4.5.3  Equilíbrio  psicomotor  .................................................................................................  18   4.5.4  Nível  de  aptidão  dos  alunos  .......................................................................................  18   4.5.5  Duração  da  aula  .........................................................................................................  18   4.5.6  Layout  e  tamanho  da  sala  ..........................................................................................  18   4.5.7  Número  de  alunos  ......................................................................................................  19   4.5.8  Materiais  e/ou  acessórios  ..........................................................................................  19   4.6  Posicionamento  do  professor  e  dos  alunos  .................................................................  19   4.6.1  Posição  Tradicional  ....................................................................................................  19  


4.6.2  Posição  Diagonal  ........................................................................................................  20   4.6.3  Posição  Circular  ..........................................................................................................  20   4.7  Escolha  da  Seleção  Musical   ........................................................................................  21   4.8  Organização  dos  exercícios  em  blocos  de  músicas  ......................................................  21   4.9  Planejamento  de  uma  música  .....................................................................................  22   4.10  Recomendações  .......................................................................................................  22   4.10.1  Alunos  Iniciantes  ......................................................................................................  22   4.10.2  Aulas  iniciais  .............................................................................................................  23  

Capítulo  5.  Habilidades  de  comunicação  e  expressão  corporal  .................................  24   5.1.  Preparação  ................................................................................................................  24   5.2.  Escolha  da  roupa  .......................................................................................................  24   5.3.  Ansiedade  e  medo  .....................................................................................................  24   5.4.  Controle  da  respiração  ..............................................................................................  24   5.5.  Ânimo  .......................................................................................................................  25   5.6.  Linguagem  verbal  ......................................................................................................  25   5.6.1.  Vícios  de  linguagem  ..................................................................................................  25   5.6.2.  Modismos  ..................................................................................................................  25   5.6.3.  Voz  ............................................................................................................................  25   5.7.  Linguagem  não  verbal  ...............................................................................................  26   5.7.1.  Contato  visual  ...........................................................................................................  26   5.7.2.  Expressão  fisionômica  ...............................................................................................  26   5.8.  Antecipação  ..............................................................................................................  26   5.9.  Instrução  técnica  .......................................................................................................  27   5.10.  Correção  dos  exercícios  -­‐  Feedback  ..........................................................................  27   5.11  Figuras  associativas  ..................................................................................................  28   5.12  Interação  e  Motivação  ..............................................................................................  28   5.13.  Ensino  em  espelho   ..................................................................................................  30   5.14  Círculo  de  comunicação  ............................................................................................  30   Capítulo  6.  Modalidades  de  Ginástica  Coletiva  ........................................................  32   Referências  Bibliográficas  ........................................................................................  35   Anexo  I.  Questionário  Internacional  de  Atividade  Física  –  IPAQ  -­‐  Versão  curta  ........  37   Anexo  II.  Classificação  do  nível  de  atividade  física  –  IPAQ  ........................................  39   Apêndice  I.  Roteiro  para  planejamento  coreográfico  de  uma  música  .......................  40      


Capítulo  1.  Prescrição  de  Exercícios  Físicos     O  professor  de  ginástica  coletiva  possui  alunos  de  diferentes  níveis  de  condicionamento   físico.  Neste  sentido,  é  de  extrema  importância  avaliar  em  que  nível  de  atividade  física   se  encontra  todos  os  alunos  por  meio  do  Questionário  Internacional  de  Atividade  Física   –  IPAQ  (CELAFISCS,  2010a,  2010b)  (ANEXO  I  e  II).    

Com  base  desta  informação  é  possível  orientar  a  intensidade  adequada  durante  as  aulas   e   promover   a   praticar   diferentes   capacidades   físicas   objetivamente   melhoria   das   atividades  da  vida  diária  (AVDs).      

Neste  sentido,  segundo  o  American  College  of  Sports  Medicine  –  ACSM  (ACSM,  2014),   objetivando   a   melhora   ou   a   manutenção   do   condicionamento   físico   e   saúde   para   a   maioria  dos  adultos,  recomenda-­‐se  um  programa  de  exercícios  que  inclua  treinamentos   de   resistência   aeróbia/anaeróbia,   força,   flexibilidade   e   neuromotor   (treinamento   funcional)  (Quadro  1).     Quadro  1.  Diretrizes  para  a  prescrição  de  exercícios  físicos  para  a  maioria  dos  adultos.   Capacidade  Física   Resistência   Aeróbia/Anaeróbia  

Força  

Frequência  

Intensidade  

Tipo  

•  ≥  5  dias/semana   •  A  intensidade   de  exercício   moderada  e/ou   moderado,  ou   vigorosa  é   •  ≥  3  dias/semana   recomendada   para  a  maioria  dos   de  exercício   adultos.   vigoroso,  ou   •  O  exercício  de   •  Uma   intensidade  leve  a   combinação   moderada  pode   entre  exercícios   ser  benéfico  para   moderado  e   indivíduos  fora  de   vigoroso  em  ≥  3   forma.   a  5   dias/semana.  

•  30  a  60  min./dia   •  Exercício  que   de  exercício   envolva  a  maioria   moderado,  ou   dos  grupos   musculares  de   •  20  a  60  min./dia   natureza  contínua   de  exercício   e  rítmica.   vigoroso,  ou   •  Uma  combinação   entre  exercício   moderado  e   vigoroso  por  dia   para  a  maioria  dos   adultos.   •  <  20  min./dia   pode  ser  benéfico   para  indivíduos   sedentários.   •  Cada  grupo   •  60  a  70%  RM  para   •  Não  foi   •  Exercícios  para   muscular   iniciantes  ou   identificada   cada  grupo   principal  deve   intermediários   duração  de   muscular.   ser  treinado  2  a   objetivando   treinamento   •  Exercícios   3  dias/semana.   melhora  da  força   específica  para  a   multiarticulares  e   muscular.   efetividade.   monoarticulares   •  ≥  80%  RM  para   envolvendo   indivíduos   músculos   avançados   agonistas  e   objetivando   antagonistas.   melhora  da  força   muscular.   •  40  a  50%  RM  para   sedentários  e   idosos   objetivando   melhora  da  força   muscular.      

AMARAL,  Paulo  Costa.  Atividades  de  Academia  

 

Tempo  

1  


Quadro   1.   Diretrizes   para   a   prescrição   de   exercícios   físicos   para   a   maioria   dos   adultos   (continuação).   Capacidade  Física   Flexibilidade  

Frequência   •  ≥  2  a  3   dias/semana,   sendo  que   diariamente  é   mais  efetivo.  

Neuromotor   (Treinamento   Funcional)  

•  ≥  2  a  3   dias/semana.  

Intensidade   Tempo   Tipo   •  Alongamento  até  o   •  Manter  o   •  1  série  de   ponto  em  que  se   flexionamento   exercícios  de   perceba  um   estático  por  10  a   flexibilidade  para   flexionamento   30  segundos   cada  unidade   (ponto  em  que   para  a  maioria   principal   musculotendinosa.     ocorra   dos  adultos.   enrijecimento  ou   •  Em  idosos,   desconforto).   manter  o   flexionamento   por  30  a  60   segundos.     •  Não  foi   •  ≥  20  a  30   •  Exercícios   determinada  a   min./dia.   envolvendo   intensidade  efetiva   habilidades   de  exercícios   motoras  (ex.:   funcionais.   equilíbrio,   agilidade,   coordenação,   deslocamento);   •  Treinamento  de   exercício   proprioceptivo.  

Fonte:  Adaptado  de  ACSM  (2014).  Legenda:  RM  (Repetição  Máxima).  

 

   

 

AMARAL,  Paulo  Costa.  Atividades  de  Academia  

 

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Capítulo   2.   Estágios   de   Aprendizagem   de   Habilidades   Motoras     Cabe   ao   profissional   de   Educação   Física   identificar   em   qual   estágio   encontra-­‐se   cada   aluno  objetivando  a  eficiência  na  execução  do  movimento.     Neste   contexto,   segue   abaixo,   dois   modelos   de   aprendizagem,   um   com   base   na   Programação  Neurolinguística  (PNL)  proposto  por  Whitmore  (2012),  e  outro  proposto   por  Gallahue  (2013).    

2.1  Ciclo  de  Aprendizagem  

  A   PNL   determina   que   o   processo   de   ensino-­‐aprendizagem   de   habilidades   motoras   é   composto  quatro  estágios  de  aprendizagem  em  formato  de  ciclo,  isto  é,  em  geral,  leva-­‐ nos  através  de  cada  um  desses  segmentos  um  de  cada  vez  (WHITMORE,  2012).      

Figura  1.  Ciclo  de  Aprendizagem.   Fonte:  WHITMORE  (2012).    

 

 

•   Incompetência  inconsciente:  Quando  o  aluno  se  movimenta  de  forma  incorreta   e  não  tem  consciência  de  seus  erros  (¯  desempenho  motor;  ¯  entendimento);   •   Incompetência   consciente:   Quando   o   aluno   aprende   e   percebe   que   está   se   movimentando   de   forma   errada,   mas   ainda   não   consegue   corrigir   (¯   desempenho  motor;  reconhecimento  das  falhas);    

 

 

•   Competência   consciente:   Quando   o   aluno   passa   a   se   movimentar   de   forma   correta   e   eficiente,   mas   precisa   pensar   para   que   o   movimento   aconteça   corretamente  (desempenho  melhor;  esforço  consciente);   •   Competência  insconsciente:  É  o  estágio  final,  quando  após  repetir  muitas  vezes,   o   corpo   passa   a   agir   naturalmente,   incorporando   o   novo   movimento   (desempenho  natural,  integrado  e  automático).  Este  é  o  estágio  esperado  por   todos  os  professores  que  ministram  aulas  coletivas.  

AMARAL,  Paulo  Costa.  Atividades  de  Academia  

 

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2.2  Níveis  e  estágios  no  aprendizado  das  habilidades     Tabela  1.  Níveis  e  estágios  de  Gallahue  para  o  aprendizado  de  uma  nova  habilidade  de  movimento,   com  atenção  voltada  para  o  estado  cognitivo  e  os  objetivos  do  aprendiz  e  o  papel  do  professor.   Níveis  e  estágios  do   aprendizado  de  uma   nova  habilidade  de   movimento  

Estado  cognitivo  do   aprendiz  

1.  NÍVEL  INICIANTE/   NOVATO  

O  aprendiz  tenta   forma  um  plano   mental  consciente  da   tarefa  de  movimento.  

1.1.  Estágio  da   consciência  

•   Quer  saber  como  o   corpo  deve  se   movimentar.   •   Sabe  o  que  fazer,   mas  não  é  capaz  de   fazê-­‐lo  de  forma   consistente.  

1.2.  Estágio  da   exploração  

Papel  do  professor  

O  aprendiz  tenta   adquirir  a  consciência   básica  dos  requisitos   da  tarefa  de   movimento.   •   Ter  uma  ideia  de   como  a  tarefa  é   executada.   •   Experimentar  como   o  corpo  pode  se   movimentar.  

O  professor  ajuda  o   aprendiz  com  a   estrutura  geral  da   tarefa  de  movimento.  

1.3.  Estágio  da   descoberta  

•   Forma  um  plano   mental  consciente   para  a  execução  da   tarefa.  

•   Encontrar  meios   mais  eficientes  de   executar  a  tarefa.  

2.  NÍVEL   INTERMEDIÁRIO/   PRÁTICO  

O  aprendiz  tem  boa   compreensão  geral  da   tarefa  de  movimento.  

O  aprendiz  tenta   “sentir”  a  tarefa  de   movimento.  

2.1.  Estágio  de   combinação.  

•  Combina  as   habilidades,  dando   menos  atenção   consciente  a  seus   elementos.   •  Faz  esforços  para   refinar  a  habilidade.  

•  Integrar  as  múltiplas   habilidades  em  uma   sequência   tempo/espaço   fluida.   •  Usar  a  tarefa  em   alguma  forma  de   atividade.   O  aprendiz  tenta   executar  a  tarefa  com   um  esforço  consciente   (ex.:  em  uma  zona   alvo  de  treinamento).   •   Executar  com  maior   precisão,  controle  e   eficiência  do   movimento.   •   Modificar  a   performance  para   maximizar  o  sucesso.  

2.2.  Estágio  de   aplicação.   3.  NÍVEL  AVANÇADO/   REFINADO  

O  aprendiz  tem  total   compreensão  da   tarefa  de  movimento.  

3.1.  Estágio  de   performance  

•   Dá  pouca  ou   nenhuma  atenção   consciente  aos   elementos  da  tarefa.   •   Performance  fina   refinada,  baseada   nos  atributos  e   limitações  pessoais.  

3.2.  Estágio   individualizado  

Fonte:  GALLAHUE  et  al.  (2013).  

AMARAL,  Paulo  Costa.  Atividades  de  Academia  

 

Objetivos  do  aprendiz  

•   Ajudar  o  professor  a   ter  uma  ideia  geral   da  tarefa.   •   Ajudar  o  aprendiz  a   explorar  e  descobrir   por  si  mesmo  o   modo  como  a  tarefa   é  executada.   •   Ajudar  o  aprendiz  a   adquirir  maior   controle  do   movimento  e   coordenação   motora.   O  professor  ajuda  o   aprendiz  a  focar  a   combinação  e  o   refinamento  das   habilidades.   •  Ajudar  o  aprendiz  a   integrar  e  usar  as   combinações  das   habilidades.   •  Ajudar  o  aprendiz  a   refinar  e  aplicar  a   tarefa.   O  professor  foca  a   manutenção  e  o   refinamento  das   habilidades.   •   Ajudar  o  aprendiz  a   alcançar  maior   precisão  de   movimento.   •   Ajudar  o  aprendiz  a   personalizar  a  tarefa   de  movimento.  

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Capítulo  3.  Musicalidade  aplicada  em  aulas  coletivas     3.1  Música  e  Exercício  Físico  

  A   música   é   utilizada   na   prática   de   exercícios   físicos,   e   a   escolha   da   seleção   musical   contribui  para  proporcionar  prazer  e  motivação  para  continuar  a  atividade  (TEEL  et  al.,   1999).  Além  disso,  pode  apresentar  uma  sensação  de  “desligamento”  (OKUMA,  1997)   ou  o  estado  de  “fluxo  ou  fluência”,  melhorando  a  autoconsciência  e  do  sentido  de  fusão   com   a   atividade   e   com   o   ambiente,   aumentando   a   percepção   de   prazer   (CSIKSZENTMIHALYI,  1999).     Por   meio   da   música   é   possível   definir   a   velocidade   de   execução   dos   movimentos   corporais,  através  de  constantes  marcações,  influenciando  a  intensidade  da  atividade,   tornando   a   atividade   mais   motivante.   De   acordo   com   Guiselini   (2007),   na   escolha   musical   devemos   considerar   as   habilidades   motoras   dos   alunos,   entrosando   o   ritmo   musical  ao  ritmo  do  movimento.     Segundo  Gfedller  (1988),  a  música  é  uma  estratégia  para  evitar  o  cansaço,  dor  e  tensão   psicológica  durante  a  prática  de  exercícios  físicos.     Neste   sentido,   para   a   utilização   da   música   na   prática   corporal   é   necessário   a   compreensão  da  estrutura  musical,  composta  por  unidades  de  tempo  e  de  compasso   (conhecido  como  macrobeats).  De  acordo  com  Guiselini  (2007),  a  unidade  de  tempo  é   o  padrão  de  velocidade  em  que  a  música  é  tocada,  contado  por  número  de  batidas  por   minuto  (BPM).      

3.2  Oitavas  e  Frases  Musicais     Deste  modo,  a  métrica  é  determinada  pela  divisão  das  unidades  de  tempo,  podendo  ser   classificadas   em   simples   ou   compostos   binários   (dois   pulsos   ou   tempos   musicais),   ternários  (três  pulsos  ou  tempos  musicais)  ou  quaternários  (quatro  pulsos  ou  tempos   musicais)  (GORDON,  2011).     No  entanto,  em  aulas  coletivas,  geralmente  é  empregado  dois  quaternários,  compondo   uma  oitava  musical  (1x8  ou  8  tempos  musicais).       Assim,  com  o  intuito  de  facilitar  o  profissional  de  Educação  Física,  os  tempos  impares   são  mais  utilizados,  principalmente  para  iniciar  os  movimentos  ou  proporcionar  simetria   entre   os   lados   esquerdo   e   direito.   Em   algumas   músicas,   os   tempos   impares   são   caracterizados  por  batidas  mais  intensa.      

AMARAL,  Paulo  Costa.  Atividades  de  Academia  

 

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1        2        3        4        5        6        7        8    

Simbologia  para  1  oitava  =  8  tempos  =  I    

Figura  2.  Representação  de  uma  oitava  (1x8  ou  8  tempos).  

     

ANOTAR    

 

 

  Porém,   na   construção   coreográfica,   principalmente   em   coreografias   de   baixa   complexidade,   os   movimentos   são   empregados   com   a   união   de   quatro   oitavas   musicais  (4x8  ou  32  tempos),  denominado  frase  musical.  

   

1    2    3    4    5    6    7    8    1    2    3    4    5    6    7    8    1    2    3    4    5    6    7    8    1    2    3    4    5    6    7    8    

Simbologia  para  uma  frase  musical  =  32  tempos  (4x8)  =  

IIII  

Figura  3.  Representação  de  uma  frase  musical  (4x8  ou  32  tempos).  

  Em  geral,  nos  últimos  quatro  tempos  da  frase  musical  ocorre  um  som  de  mudança  que   sinaliza  que  irá  iniciar  uma  nova  frase  (antecipação).   SOM  DE     MUDANÇA

   

1    2    3    4    5    6    7    8    1    2    3    4    5    6    7    8    1    2    3    4    5    6    7    8    1    2    3    4    5  A    6    7    8     Figura  4.  Representação  de  um  som  de  mudança.    

  QUEBRA   MUSICAL:   Qualquer   número   de   batidas   que   não   complete   uma   frase   ou   uma   oitava.      

 

DICA  1  

 

  Utilize   músicas   remixadas   por   DJ   contendo   apenas   frases   musicais   sem   quebra   musical.    

 

 

AMARAL,  Paulo  Costa.  Atividades  de  Academia  

 

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3.3  Contagem  Musical    

Tabela  2.  Contagem  Musical.   Tempos  

Contagem  rápida  

Contagem  Lenta  

1x8   4x8   8x8  

8  tempos   32  tempos   64  tempos  

4  tempos   16  tempos   32  tempos  

Nº  de  Oitavas   Musicais   1   4   8  

Nº  de  Frases   Musicais   0   1   2  

  Há  duas  formas  de  aplicar  os  conceitos  de  oitavas  e  frases  musicais  durante  a  prática  de   exercícios  físicos:     •   CONTAGEM  RÁPIDA:  Quando  se  considera  na  contagem  todos  os  tempos  musicais   (impares  e  pares).  Ela  é  mais  utilizada  durante  a  montagem  de  uma  aula  coreografada   ou   no   processo   de   ensino   de   uma   sequência   coreográfica   onde   exista   usos   de   movimentos   aeróbios   ou   uso   de   frases   cruzadas   (quando   por   exemplo,   o   ultimo   movimento  da  primeira  oitava  não  termina  nela  e  sim  no  primeiro  tempo  da  segunda   oitava).     •   CONTAGEM  LENTA:  Quando  se  considera  na  contagem  apenas  os  tempos  musicais   impares.   Ela   é   mais   utilizada   em   aulas   neuromusculares   para   a   marcação   rítmica   do   movimento  (Ver  Quadro  2).    

3.4  Utilização  das  frases  musicais  em  aulas  coletivas    

3.4.1  Treinamento  de  Resistência  Aeróbia     AULAS   COREOGRAFADAS:   Todos   os   blocos   coreográficos   utilizados   em   aulas   coreografadas  simétricas  são  construídos  em  frases  musicais.  O  primeiro  movimento  de   um  bloco  deve  ser  sempre  realizado  no  primeiro  tempo  de  uma  frase  musical,  o  que  fará   com  que  haja  uma  sincronia  entre  a  música  e  coreografia.  Se  a  coreografia  não  coincide   com   a   frase   musical,   será   mais   difícil   para   os   alunos   acompanharem   a   aula,   e   haverá   a   sensação  de  que  alguma  coisa  está  errada.     AULAS   NÃO   COREOGRAFADAS   (Ciclismo   Indoor):   Há   uma   relação   direta   com   o   BPM   e   o   RPM   (rotações   por   minuto),   sendo   que   para   rotações   lentas   (entre   60   a   80   rpm),   utiliza-­‐se  somente  a  tempos  impares  (ou  batida  forte)  da  música,  e  para  rotações  mais   rápidas  (entre  80  a  100  rpm)  utiliza-­‐se  todos  os  tempos  musicais.    

3.4.2  Treinamento  de  Força     O  uso  da  frase  musical  pelo  professor  facilita  a  contagem  de  repetições  de  movimentos.   Neste  sentido,  o  domínio  das  frases  musicais  possibilita  mais  tempo  para  o  professor   dedicar-­‐se  as  correções  e  interação  com  os  alunos.    

AMARAL,  Paulo  Costa.  Atividades  de  Academia  

 

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No  planejamento  das  aulas  neuromusculares,  como  processo  pedagógico  aconselha-­‐se   a   utilização   da   contagem   lenta,   com   foco   na   velocidade   de   execução   dos   exercícios,   evitando  desta  forma  que  fique  contando  cada  tempo  musical.     Quadro  2.  Contagem  lenta  em  aulas  neuromusculares.   Tempos   Contagem  na  execução  física   Velocidade  de  execução  dos  exercícios   2x2   2  tempos  fase  inicial  +  2  tempos  fase  final   Rápido  (fase  inicial  e  final)   4x4   4  tempos  fase  inicial  +  4  tempos  fase  final   Moderado  (fase  inicial  e  final)   2x6  

2  tempos  fase  inicial  +  6  tempos  fase  final  

Rápido  (fase  inicial)  +  Lento  (fase  final)  

6x2  

6  tempos  fase  inicial  +  2  tempos  fase  final  

Lento  (fase  inicial)  +  Rápido  (fase  final)  

8x8  

8  tempos  fase  inicial  +8  tempos  fase  final  

Muito  Lento  (fase  inicial  e  final)  

  Neste  tipo  de  aula,  caso  o  professor  não  domine  a  estrutura  musical,  não  conseguindo   identificar  o  início  de  cada  frase  musical,  ele  poderá  usar  como  estratégia  a  realização   das  repetições  por  tempo  (Ex.:  1  minuto  para  cada  exercício)  utilizando  um  cronometro   ou  aplicativo.  Porém,  deverá  ainda  assim,  realizar  os  movimentos  nos  tempos  musicais   da  música.    

3.4.3  Treinamento  de  Flexibilidade     Em   aulas   de   com   foco   no   treinamento   de   flexibilidade,   visando   o   aumento   ou   manutenção   da   amplitude   do   movimento,   os   movimentos   podem   ser   realizados   de   forma  dinâmica  (utilizando  a  contagem  lenta)  ou  estática  utilizando  as  frases  musicais   ou  apenas  como  fundo  musical.     Segundo   o   ACSM   (2014),   recomenda-­‐se   para   a   maioria   dos   adultos   manter   o   flexionamento   estático   por   10   a   30   segundos.   Deste   modo,   dependendo   do   BPM   da   música   (ver   Tabela   2),   recomenda-­‐se   uma   ou   duas   frases   musicais   para   os   exercícios   estáticos.    

3.4.4  Treinamento  em  Circuito  

 

Em  aulas  em  formato  de  circuito  é  recomenda-­‐se  a  utilização  dos  exercícios  por  tempo,   utilizando  um  cronômetro  ou  aplicativo  (Ver  Dica  2).  No  entanto,  realizar  os  movimentos   nos   tempos   musicais   da   música   (aeróbios:   contagem   rápida;   neuromusculares:   contagem  lenta).    

3.5  Elementos  Formais  da  Música  

  Com  relação  aos  elementos  formais  da  música,  segue  abaixo  os  elementos  formais  que   dá  forma  à  música  (CURITIBA,  2012).    

AMARAL,  Paulo  Costa.  Atividades  de  Academia  

 

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Figura  5.  Elementos  formais  da  música.   Fonte:  CURITIBA,  2012.    

Quadro  3.  Detalhamento  dos  elementos  formais  da  música.   É   a   qualidade   que   estabelece   um   maior   ou   menor   número   de   sons   simultâneos.   Quando   ouvimos   um   grande   conjunto   de   timbres   Densidade   simultaneamente   dizemos   que   a   música   em   questão   tem   uma   grande   densidade  sonora.   Aquilo  que  distingue  a  qualidade  do  tom  ou  voz  de  um  instrumento  ou  cantor,   por  exemplo,  a  flauta  do  clarinete,  o  soprano  do  tenor.   Timbre   Cada   objeto   ou   material   possui   um   timbre   que   é   único,   assim   como   cada   pessoa   possui   um   timbre   próprio   de   voz,   tão   individual   quanto   as   impressões   digitais.   A   intensidade   é   a   força   do   som,   também   chamada   de   sonoridade.   É   uma   propriedade  do  som  que  permite  ao  ouvinte  distinguir  se  o  som  é  fraco  (baixa   intensidade)   ou   se   o   som   é   forte   (alta   intensidade)   e   ela   está   relacionada   à   energia   de   vibração   da   fonte   que   emite   as   ondas   sonoras.   Ao   se   propagar,   as   Intensidade   ondas   sonoras   transmitem   energias   que   se   espalham   em   todas   as   regiões.   Quanto  maior  é  a  energia  que  a  onda  transporta,  maior  é  a  intensidade  do  som   que   o   nosso   ouvido   percebe.   É   semelhante   ao   que   habitualmente   chamamos   de  volume.  

Altura  

É  por  meio  da  altura  que  podemos  distinguir  um  som  agudo  (fininho,  alto),  de   um  grave  (grosso,  baixo).  A  altura  de  um  som  musical  depende  do  número  de   vibrações.  As  vibrações  rápidas  produzem  sons  agudos  e  os  lentos  sons  graves.   São   essas   vibrações   que   definem   cada   uma   das   notas   musicais:   dó,   ré,   mi,   fá,   sol,   lá,   si;   assim,   a   velocidade   da   onda   sonora   determina   a   altura   do   som,   por   isso  cada  nota  tem  sua  frequência  (número  de  vibrações  por  segundo).  A  altura   de  um  som  pode  ser  caracterizada  como  definida  ou  indefinida.  Em  ambos  os   casos,   os   sons   podem   ser   agudos   ou   graves.   Os   instrumentos   de   altura   indefinida  são  incapazes  de  produzir  uma  melodia,  visto  que  a  maioria  deles   emite  um  só  som,  que  a  voz  humana  ou  outro  instrumento  de  altura  definida   não  conseguem  imitar.  

AMARAL,  Paulo  Costa.  Atividades  de  Academia  

 

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Quadro  3.  Detalhamento  dos  elementos  formais  da  música  (continuação).  

Duração  

Harmonia  

Melodia  

Ritmo  

A  duração  é  o  tempo  que  o  som  permanece  em  nossos  ouvidos,  isto  é,  se  o   som  é  curto  ou  longo.  É  a  característica  que  revela  o  tempo  de  emissão  de  um   som.  Depende  do  tempo  que  duram  as  vibrações  do  objeto  que  os  produz.  As   diversas  durações  são  utilizadas  em  combinação  com  uma  regularidade  básica   chamada  de  pulso  ou  pulsação.  Essas  variações  são  comumente  chamadas  de   ritmo.  Alguns  sons  possuem  ressonância  curta,  isto  é,  continuam  soando  por   um   breve   período   de   tempo,   como   o   som   dos   tambores,   e   outros   tem   ressonância  longa,  como  os  sons  dos  sinos  que  permanecem  soando  por  um   período  de  tempo  maior.   Harmonia   é   a   combinação   dos   sons   ouvidos   simultaneamente,   é   o   agrupamento  agradável  de  sons.   É  uma  sequência ��de  sons  em  intervalos  irregulares.   A  Melodia  caminha  por  entre  o  Ritmo.  A  Melodia  normalmente  é  a  parte  mais   destacada   da   Música,   é   a   parte   que   fica   a   cargo   do   Cantor,   ou   de   um   instrumento  como  Sax  ou  de  um  solo  de  Guitarra  etc.  Sempre  que  ouvir  um   Solo  -­‐  notas  tocadas  individualmente  -­‐  você  estará  ouvindo  uma  Melodia.   Ritmo   é   o   que   age   em   função   da   duração   do   som.   É   a   definição   de   quanto   tempo  cada  parte  da  melodia  continuará  à  tona.  É  uma  sequência  de  sons  em   intervalos   regulares   que   dita   os   exercícios   de   forma   coreografada.   Você   já   percebeu   que   na   parte   “(...)   margens   plácidas”,   o   “plá”   demora   mais   que   o   “cidas”?  Isso  é  o  ritmo  da  música.  

Fonte:  CURITIBA,  2012.     Na   maioria   das   músicas   a   cada   mudança   de   frase   musical   ocorre   uma   modificação   nos   elementos  formais  da  música,  podendo  ser  a  entrada  de  um  instrumento  ou  da  voz  do   cantor,  por  exemplo.    

3.6  Estrutura  Musical  

  A   elaboração   das   coreografias   depende   da   identificação   das   seguintes   divisões   da   música:    

•   INSTRUMENTAL:  Parte  instrumental,  sem  verso  ou  refrão;     •   VERSO:  Refere-­‐se  à  parte  cantada  da  música,  na  qual  se  conta  uma  história  em  forma   de  canção  –  parte  vocal;     •   REFRÃO:   É   a   parte   principal   da   música,   de   mais   impacto.   Designa   a   parte   da   música   que  se  repete  algumas  vezes,  onde  se  concentra  a  carga  emocional  da  música  ou  da   história  que  é  contada  em  forma  de  canção.  Seria  a  conclusão  da  história.    

•   FADE:  Quando  o  volume  da  música  diminui  lentamente.    

3.7  BPM    

A  velocidade  da  música  é  determinada  através  dos  BPM,  influenciando  na  velocidade   dos  movimentos  e  consequentemente  na  intensidade  do  esforço.   AMARAL,  Paulo  Costa.  Atividades  de  Academia  

 

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Antes  de  iniciar  o  planejamento  de  aula  é  importante  a  escolha  da  música  e  identificar   o  seu  BPM,  conforme  Tabela  3:     Tabela  3.  Identificação  do  BPM  da  música  através  do  cronômetro.   Tempo   Tempo   Tempo   Velocidade   Velocidade  (BPM)   Velocidade  (BPM)   (s)   (s)   (s)   (BPM)   21.31   90   16.55   116   13.52   142   21.08   91   16.41   117   13.42   143   20.82   92   16.27   118   13.33   144   20.61   93   16.13   119   13.24   145   20.40   94   16.00   120   13.15   146   20.23   95   15.86   121   13.06   147   19.96   96   15.73   122   12.97   148   19.81   97   15.60   123   12.88   149   19.56   98   15.48   124   12.80   150   19.36   99   15.36   125   12.71   151   19.20   100   15.23   126   12.63   152   19.00   101   15.11   127   12.54   153   18.82   102   15.00   128   12.46   154   18.64   103   14.88   129   12.38   155   18.46   104   14.76   130   12.30   156   18.28   105   14.65   131   12.22   157   18.11   106   14.54   132   12.15   158   17.94   107   14.43   133   12.07   159   17.77   108   14.32   134   12.00   160   17.61   109   14.22   135   11.92   161   17.45   110   14.11   136   11.85   162   17.29   111   14.01   137   11.77   163   17.14   112   13.91   138   11.70   164   16.99   113   13.81   139   11.63   165   16.84   114   13.71   140   11.56   166   16.69   115   13.61   141   11.49   167   Procedimentos   para   usar   a   tabela:   Cronometrar   uma   frase   musical   (32   tempos),   iniciando   o   cronômetro  no  tempo  1  (um)  do  primeiro  oito  da  primeira  frase  e  terminando  no  tempo  1  (um)   do  primeiro  oito  da  segunda  frase.    

Cada   modalidade   de   aula   possui   um   BPM   específico   cujo   intuito   é   manter   a   segurança   na  execução  dos  exercícios.  De  acordo  com  Guiselini  (2007),  o  BPM  da  música  influência   a  progressão  do  exercício.     Tabela  4.  BPM  sugerido  para  modalidades  de  ginástica  coletiva.   Modalidades   BPM  Sugerido   Aquecimento  e  volta  a  calma   Entre  100  a  128   Modalidades  Neuromusculares   Entre  110  a  132   Modalidades  Aeróbias   Entre  130  a  160   Alongamento  /  Relaxamento  

Abaixo  de  128  

  A   melhor   maneira   de   desenvolver   a   sensibilidade   musical   é   escutar   variados   estilos   musicais  aprendendo  a  fazer  contagem  do  BPM  (com  palmas  ou  batida  dos  pés),  e  logo   após  encaixar  movimentos  em  diversos  ritmos  (lento,  moderado  e  rápido).   AMARAL,  Paulo  Costa.  Atividades  de  Academia  

 

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3.8  Estrutura  Coreográfica     Após   a   compreensão   do   conceito   de   musicalidade   o   profissional   de   Educação   Física   deverá  incluir  movimentos  coreográficos  nas  oitavas  e  frases  musicais.       Segundo   Amantéa   (2003),   para   que   a   aula   seja   estruturada   de   forma   assimétrica   (a   mesma  quantidade  de  exercícios  que  inicia  do  lado  esquerdo  também  é  aplicada  ao  lado   direito)  os  blocos  coreográficos  e  a  coreografia  devem  sempre  estar  interligados.     Neste   sentido,   na   construção   coreográfica   os   movimentos   organizados   em   formato   de   blocos,   que   somados   completam   ½   (2x8),   1   (4x8)   ou   2   (8x8)   frases   musicais,   são   classificados  em  B16,  B32  ou  B64.    

3.8.1  Bloco  B16     Os   blocos   B16   possuem   a   duração   de   ½   frase   musical   (16   tempos)   e   é   a   forma   mais   simples  de  combinação  de  movimentos.     É  composto  por  uma  oitava  musical  ou  8  tempos  que  se  iniciam  com  a  lado  esquerdo   do  professor,  e  na  sequência  repetir  os  mesmos  movimentos  em  mais  8  tempos  que  se   iniciam  com  a  lado  direito  do  professor.     ½  Frase  Musical  =  2x8  =  16  tempos  =  8  tempos  Lado  Esquerdo  +  8  tempos  Lado  Direito       Lado  Esquerdo                      Lado  Direito   =        

8  tempos                                        8  tempos   Figura  6.  Representação  de  um  bloco  B16.  

  INDICAÇÃO:  Alunos  intermediários  e  avançados  com  consciência  corporal  e  habilidade   na  execução  dos  movimentos.      

3.8.2  Bloco  B32     Os  blocos  B32  possuem  a  duração  de  uma  frase  musical  (32  tempos).     É  composto  por  duas  oitavas  musicais  ou  16  tempos  que  se  iniciam  com  a  lado  esquerdo   do  professor,  e  na  sequência  repetir  os  mesmos  movimentos  em  mais  16  tempos  que   se  iniciam  com  a  lado  direito  do  professor.        

AMARAL,  Paulo  Costa.  Atividades  de  Academia  

 

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1  Frase  Musical  =  4x8  =  32  tempos  =  16  tempos  Lado  Esquerdo  +  16  tempos  Lado  Direito      

 

Lado  Esquerdo                      Lado  Direito   =       16  tempos                              16  tempos   Figura  7.  Representação  de  um  bloco  B32.  

  INDICAÇÃO:  Alunos  iniciantes,  intermediários  e  avançados.      

3.8.3  Bloco  B64     Os  blocos  B64  possuem  a  duração  de  duas  frases  musicais  (64  tempos).     É  composto  por  1  frase  musical  ou  32  tempos  que  se  iniciam  com  a  lado  esquerdo  do   professor,  e  na  sequência  repetir  os  mesmos  movimentos  em  mais  32  tempos  que  se   iniciam  com  a  lado  direito  do  professor.     2  Frases  Musicais  =  8x8  =  64  tempos  =  32  tempos  Lado  Esquerdo  +  32  tempos  Lado  Direito          

 

Lado  Esquerdo                      Lado  Direito   =      

 

32  tempos                              32  tempos   Figura  8.  Representação  de  um  bloco  B64.  

  INDICAÇÃO:  Alunos  iniciantes,  intermediários  e  avançados.     Após   a   definir   o   formato   do   bloco,   o   professor   deverá   escolher   os   movimentos   que   irá   utilizar  em  cada  música,  diferenciando  os  movimentos  nos  diversos  blocos,  pois  facilita   a  assimilação  e  memorização  por  parte  dos  alunos.          

 

AMARAL,  Paulo  Costa.  Atividades  de  Academia  

 

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Capítulo  4.  Metodologia  Coreográfica    

4.1  Estrutura  de  uma  aula/sessão  de  ginástica  coletiva    

De   acordo   com   Haas   e   Garcia   (2008),   o   professor   deve   organizar   o   tempo   de   uma   aula   ou  sessão  em  fases  distintas,  conforme  segue  abaixo:    

4.1.1  Primeiro  contato  (apresentação)     Duração   aproximada   de   5%   do   tempo   total   da   aula.   Momento   de   apresentação   do   professor   para   alunos   novos,   informar   com   a   estratégia   da   aula,   equipamentos   e/ou   acessórios   necessários,   comentar   assuntos   do   cotidiano   com   todos   os   alunos.   Este   momento   é   muito   importante   para   promover   no   grupo   o   sentido   de   integração   e   interação.

4.1.2  Aquecimento     Duração  aproximada  de  10%  do  tempo  total  da  aula.  Nesta  fase  o  objetivo  é  aumentar  a   circulação   sanguínea   e/ou   preparar   o   corpo   para   o   trabalho   proposto.   São   utilizados   movimentos   multiarculares   de   baixa   intensidade   como   alongamento   balistico,   transferência  de  peso,  agachamento,  step  touch,  elevação  de  joelho  e  de  calcanhar  entre   outros  combinados  com  movimentações  de  membros  superiors,  membros  inferiores  e   core1.    

4.1.3  Parte  Principal     Duração   aproximada   de   75%   do   tempo   total   da   aula.   Momento   em   que   se   concentra   a   escolha  e/ou  a  opção  das  propostas  práticas  de  trabalhos  que  se  encontram  articuladas   com  o  planejamento  e  os  objetivos  de  processo  de  ensino-­‐aprendizagem  proposto  pelo   professor.   Nesta   fase,   a   escolha   dos   exercícios,   o   volume,   intensidade   e   a   ordem   de   execução  serão  determinadas  de  acordo  com  a  estratégia  escolhida  pelo  professor  para   se  atingir  um  objetivo  específico.    

4.1.4  Parte  Final  ou  Volta  a  Calma    

Duração   aproximada   de   5%   do   tempo   total   da   aula.   Tem   o   objetivo   de   reduzir   a   frequência   cardíaca   por   meio   de   atividades   com   menor   intensidade.   Podem   ser   realizados  técnicas  de  respiração,  assim  como  movimentos  naturais,  lentos  e  tranquilos.    

4.1.5  Encerramento     Duração   aproximada   de   5%   do   tempo   total   da   aula.   Momento   para   agradecer   a   participação  de  todos,  orientar  os  alunos  no  armanezamento  dos  equipamentos  e/ou   acessórios,  promover  eventos  internos  e/ou  recomendar  a  prática  de  outros  meios  de   treinamento  físico.                                                                                                               1  Região  Central  do  Corpo.   AMARAL,  Paulo  Costa.  Atividades  de  Academia  

 

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Quadro  4.  Duração  aproximada  do  tempo  total  em  aulas  de  ginástica  coletiva.   Parte  Final   Primeiro   Parte   Duração   Aquecimento   ou  Volta  a   Encerramento   Modalidades   contato   Principal   da  aula   (10%)   Calma   (5%)   (5%)   (75%)   (5%)   Ginástica   localizada   15  min.   (por   ≈  1  min.   ≈  1  min.   ≈  11  min.   ≈  1  min.   ≈  1  min.   segmento);   Alongamento.   Ginástica   localizado   (por   30  min.   ≈  2  min.     3  min.   ≈  22  min.     ≈  2  min.     ≈  1  min.     segmento);   Aeróbica;   Alongamento.   Ginástica   45  min.   Localizada;   ≈  2  min.   ≈  4  min.   ≈  34  min.     ≈  3  min.   ≈  2  min.   Aeróbica.   Ginástica   50  min.   Localizada;   ≈  3  min.   5  min.   ≈  37  min.     ≈  3  min.   ≈  2  min.   Aeróbica.   Ginástica   60  min.   Localizada;   3  min.   6  min.   45  min.     3  min.   3  min.   Aeróbica.   Legenda:  ≈  (aproximadamente).    

4.2  Método  de  ensino     Os  exercícios  ensinados,  dependendo  da  complexidade,  podem  ser  de  fácil  execução  e   compreensão,   ou   quando   elaborados   com   uma   complexidade   maior,   ensinar   “por   partes”  e  introduzi-­‐los  gradualmente.     Em   uma   aula   de   ginástica   de   academia   o   grupo   na   maioria   das   vezes   é   homogêneo,   portanto,  é  muito  importante  balancear  exercícios  simples  e  complexos  para  motivar   todos  os  alunos.    

4.2.1  Método  direto  -­‐  Nível  de  complexidade  baixa     Os  exercícios  devem  ser  extremamente  simples  e  de  assimilação  imediata.  Consiste  em   executar  diretamente  o  produto  final  elaborado.       Este   produto   final   não   pode   ser   complexo,   nem   conter   demasiada   informação,   pois   os   alunos  não  conseguirão  copiá-­‐lo  com  a  velocidade  exigida.    

4.2.2  Método  por  partes  -­‐  Nível  de  complexidade  média  ou  alta     O  método  por  partes  possui  várias  técnicas  em  sua  aplicação:    

 

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Tabela  5.  Técnicas  do  método  por  partes.   Adição  

Análise  

União  

Pirâmide  

Soma-­‐se  um  produto   final  a  outro.   Exemplo:  começar   com  um  bloco  de   agachamento   afastado  e  depois   somar  com  um  bloco   de  agachamento   fechado.  

Consiste  em  realizar   um  produto  final  em   forma  lenta  para   posteriormente   acelerar  sua   execução.  Exemplo:   utilizar  8  tempos  para   executar  um   movimento,  e   posteriormente   executar  o  mesmo   movimento  em  4   tempos.  

Dividir  o  produto  final   em  duas  unidades.   Após  ensiná-­‐la   separadamente,   realizar  a  união  das   partes.  

É  uma  sequência  de   movimentos  que   começa  com  um   número  grande  de   repetições  e  que  vai   sendo  reduzida   gradualmente  até  se   atingir  a  combinação   desejada.  

 

4.3  Estratégias  de  Abordagem  em  Grupo    

Supervisionar   atividades   coletivas   não   é   uma   tarefa   fácil,   motivo   pelo   qual   o   professor   deve  adotar  estratégias  com  o  intuito  de  aumentar  o  senso  individual  de  auto  eficácia   de  cada  aluno  (Quadro  5).    

Quadro  5.  Estratégias  em  grupo  para  aumentar  a  auto  eficácia.   Fonte  de  informação   Abordagem  em  grupo   sobre  a  auto  eficácia   Experiências  de   •  Utilize  atividades  cooperativas  de  modo  que  todos  participem,  uma   destreza/  realização  de   vez  que  isso  é  vital  para  o  sucesso.   tarefas   •  Acompanhe  e  monitore  os  indivíduos  dentro  do  grupo.     Modelos  sociais/   •  Frequente  um  estabelecimento  para  atividades  físicas  com   experiências   indivíduos  como  você  mesmo  (ex.:  academias  apenas  para   mulheres).   •  Tenha  líderes  de  exercícios  em  grupos  adequados  com  quem  os   outros  possam  se  identificar.   Persuasão  social   •  Utilize  grupos  de  parceiros  para  encorajar  a  participação  e  a  adesão.   •  Utilize  feedback  e  estímulos  frequentes,  tanto  verbais  quanto  não   verbais.   Redução  do  estresse  e  do   •  Escolha  um  ambiente  confortável  para  minimizar  o  estresse  de   desgaste  físico/   observadores  de  fora.   emocional   •  Permita  que  cada  um  estabeleça  o  próprio  ritmo,  de  modo  que   todos  possam  se  sentir  desafiados,  mas  sem  causar  ansiedade  e   desgaste  excessivos.   Fonte:  Adaptado  de  ACSM  (2014).  

 

4.4  Variação  do  Espaço     Na  construção  coreográfica  devemos  considerar  o  movimento  dos  alunos  no  espaço.   Segundo  Guiselini  (2007),  o  espaço  possui  os  seguintes  aspectos:        

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4.4.1  Nível     Refere-­‐se  à  altura  na  qual  o  movimento  é  realizado  (baixo,  médio  ou  alto).       Ex.:  Exercício  abdominal  –  plano  baixo;  exercício  rosca  direta  –  plano  alto.    

4.4.2  Direção     Refere-­‐se  à  trajetória  do  movimento,  tendo  como  ponto  de  referência  o  próprio  corpo,   executados  nas  seguintes  direções:   •   Para  frente/para  trás.   •   Para  direta/para  esquerda.   •   Para  cima/para  baixo.   •   Para  as  diagonais.   •   Combinação  de  direções.       Ex.:  Linha  reta,  curva  ou  zig-­‐zag.    

4.4.3  Amplitude     Refere-­‐se   à   localização   relativa   do   corpo   e   como   os   vários   tamanhos   e   as   várias   extensões   do   corpo   (grande/pequeno,   largo/estreito,   longe/perto)   são   usados   nos   movimentos.  O  termo  amplitude  é  utilizado  para  designar  o  tamanho  do  segmento.       Ex.:  Manter  os  braços  estendidos  nos  exercícios  aeróbicos.    

4.5  Montagem  Coreográfica  

  Na  construção  coreográfica  o  professor  de  ginástica  coletiva  deve  considerar  o  equilíbrio   dos  seguintes  aspectos:  fisiológico,  biomecânico  e  psicomotor.    

4.5.1  Equilíbrio  fisiológico     Está   relacionado   com   a   intensidade.   Em   aulas   coletivas   devemos   ter   blocos   com   movimentos   mais   intensos   seguidos   por   movimentos   de   menor   intensidade,   buscando   assim  um  equilíbrio  e  participação  de  todos  os  alunos,  independente  do  seu  nível  de   condicionamento.    

4.5.2  Equilíbrio  biomecânico     Tem  como  preocupação  evitar  que  haja  pontos  de  estresse  excessivo  e  garantir  que  os   membros  inferiores  e/ou  superiores  sejam  estimulados  com  a  mesma  intensidade.  Uma  

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das   principais   medidas   é   construir   blocos   simétricos   (tudo   que   faz   para   a   direita   se   repete  para  a  esquerda).    

4.5.3  Equilíbrio  psicomotor     Está  relacionado  com  o  grau  de  complexidade  dos  blocos  coreográficos.  Os  movimentos   selecionados  deverão  ser  aqueles  que  a  maior  parte  dos  alunos  conseguem  fazer.   Do   ponto   de   vista   psicológico,   movimentos   complexos   podem   desmotivar   o   grupo   e   confundir  os  participantes,  especialmente  em  aulas  com  alunos  iniciantes  ou  com  níveis   variados.   Por   outro   lado,   blocos   muito   simples   podem   desinteressar   os   alunos   mais   avançados.     Em   relação   ao   grau   de   complexidade   dos   blocos,   existem   algumas   orientações   que   facilitam  a  assimilação  por  parte  dos  alunos:   •   Intercalar  os  movimentos  complexos  com  outros  mais  simples,  pois  se  o  aluno   se  perder,  consegue  acompanhar  no  próximo  movimento,  fazendo  com  que  ele   não  pare  a  aula  e  consiga  realizar  um  trabalho  mais  eficiente;   •   Evitar  usar  giros  consecutivos;   •   Evitar  colocar  movimentos  que  sejam  semelhantes  em  uma  mesma  música  ou   aula;   •   Unir  movimentos  que  combinem  entre  si  para  que  haja  uma  transição  suave  e   natural  (entre  os  movimentos  do  bloco  ou  do  fim  de  um  para  o  início  de  outro).      

4.5.4  Nível  de  aptidão  dos  alunos     A  aula  deve  ser  montada  pensando  na  característica  dos  alunos.  Podemos  ter  aulas  onde   os   alunos   possuam   um   bom   nível   de   condicionamento,   mas   não   tenham   muita   coordenação  ou  habilidade  com  aquela  modalidade.  Nesse  caso  devemos  priorizar  uma   aula  com  menor  complexidade  e  trabalhar  com  a  intensidade.  O  contrário  também  pode   ocorrer.    

4.5.5  Duração  da  aula     As  aulas  podem  ter  tempo  de  duração  variável  (15,  30,  45,  50  ou  60  minutos).  Nesse   caso  dependendo  do  nível  do  aluno,  o  professor  deve  ministra  aulas  maior  intensidade   (se  a  aula  for  com  tempo  menor  para  alunos  condicionados)  ou  uma  menor  intensidade,   com  maior  número  de  passagens  durante  o  aprendizado  (se  a  aula  for  de  60  minutos   para  um  publico  iniciante).    

4.5.6  Layout  e  tamanho  da  sala     Dependendo  do  layout  da  sala  devemos  priorizar  uma  ou  outra  forma  de  se  deslocar.   Por   exemplo,   em   uma   aula   de   fitness   de   combate   onde   a   sala   seja   retangular,   o  

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deslocamento   frontal,   se   for   longo,   será   prejudicado.   Se   a   sala   for   pequena   evitar   grandes  deslocamentos.    

4.5.7  Número  de  alunos     Se   a   sala   for   pequena   e   o   número   de   aluno   for   grande,   evitar   fazer   grandes   deslocamentos  ou  utilizar  muitos  acessórios.    

4.5.8  Materiais  e/ou  acessórios     Se   for   utilizar   muitos   materiais   e/ou   acessórios   verificar   se   a   sala   comporta   e   se   existe   quantidade  adequada  para  todos  os  alunos.      

4.6  Posicionamento  do  professor  e  dos  alunos  

  O   professor   em   nenhum   momento   deve   ficar   de   costas   para   os   alunos,   mesmo   na   presença  de  espelhos.  Em  todo  o  momento  devemos  ter  o  contato  visual  com  os  alunos.     Antes   de   iniciar   a   aula   o   professor   deve   orientar   os   seus   alunos   com   relação   ao   posicionamento    

4.6.1  Posição  Tradicional     PROFESSOR:  Professor  atua  frente  aos  alunos.  No  comando  de  voz  inicia  os  movimentos   do  lado  esquerdo  do  professor  (formato  de  espelho)  e  do  lado  direito  do  aluno.     ALUNOS:   Alunos   intercalados   (distância   correspondente   ao   comprimento   dos   braços   abertos).    

  Figura  9.  Posição  tradicional.     INDICAÇÃO:  Movimentos  aplicados  no  nível  alto  e  em  todas  as  direções  e  amplitudes.      

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4.6.2  Posição  Diagonal     PROFESSOR:   Professor   atua   lateralmente   aos   alunos.   Caso   a   sala   possua   espelho   atrás   do   professor,   o   mesmo   poderá   ser   utilizado   como   recurso   para   visualizar   todos   os   alunos.     ALUNOS:   Dividir   a   sala   de   aula   em   dois   grupos   (direita   e   esquerda).   Os   grupos   direcionam  o  corpo  para  a  diagonal  oposta  atrás  do  professor.  

 

Figura  10.  Posição  diagonal.     INDICAÇÃO:  Movimentos  aplicados  nos  níveis  baixo  e  médio.    

4.6.3  Posição  Circular     PROFESSOR:  Professor  atua  no  centro  do  circulo.  Com  o  intuito  de  ter  um  com  contato   visual  com  todos  os  alunos,  o  professor  circula  durante  a  execução  dos  exercícios.     ALUNOS:  Os  alunos  ficam  posicionamento  um  do  lado  do  outro  em  formato  de  circulo.  

Figura  11.  Posição  circular.  

 

 

INDICAÇÃO:  Movimentos  aplicados  nos  níveis  baixo  e  médio  com  poucos  alunos.   AMARAL,  Paulo  Costa.  Atividades  de  Academia  

 

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4.7  Escolha  da  Seleção  Musical     Cada  tipo  de  aula  depende  de  um  estilo  musical  diferente.  Por  exemplo,  em  aulas  de   alongamento   utilizamos   músicas   calmas   com   BPM   mais   baixo,   ao   contrário   de   aulas   aeróbicas,  onde  o  BPM  é  mais  elevado  com  músicas  atuais.     O  professor  deve  escolher  as  músicas  de  acordo  com  o  gosto  musical  dos  alunos,  e  não   exclusivamente  do  seu  gosto.  Por  exemplo,  alunos  jovens  gostam  de  músicas  atuais  ou   “top  hits”  do  momento,  enquanto  pessoas  com  mais  de  40  anos  gostam  de  músicas  da   sua   época.   Em   aulas   heterogêneas   é   fundamental   várias   os   ritmos   para   agradar   e   motivar  todos  os  alunos.     Segue  abaixo  outras  instruções  importantes  na  seleção  musical:     •   BPM  inadequado:  Descaracteriza  o  trabalho,  além  de  colocar  em  risco  a  segurança   na  execução  dos  movimentos  e  dificultar  a  assimilação  por  parte  do  grupo;     •   Mudança  de  BPM  durante  a  aula:  Tomar  muito  cuidado  para  mudar  o  BPM  durante   a   aula,   pois   compromete   a   execução   física   e   segurança   dos   alunos.   O   ideal   é   aumentar   de   forma   progressiva   respeitando   o   BPM   ideal   para   a   prática   da   modalidade.   Também   é   utilizada   para   aumentar   ou   diminuir   a   intensidade   do   exercício;     •   Organizar   uma   sequência   musical   com   antecedência:   Procure   não   trocar   muitas   vezes  de  CD  ou  ficar  procurando  música  no  aparelho  eletrônico  durante  a  aula,  pois   perderá  o  ritmo  de  trabalho  e  a  motivação  dos  alunos;     •   Variação  de  músicas:  É  muito  importante  variar  as  músicas  para  sempre  manter  sua   motivação  e  a  do  grupo;     •   Volume   do   som:   Cuidado   com   o   volume   do   som   e   do   microfone   do   professor.   Lembre-­‐se:  exercício  físico  é  para  trazer  benefícios  em  geral.    

4.8  Organização  dos  exercícios  em  blocos  de  músicas  

  Os   blocos   de   músicas   são   divisões   apresentados   na   estrutura   de   aula,   compostas   de   produto  final  de  exercícios  simples  ou  combinados  com  o  intuito  de  organizar  e  facilitar   a  montagem  coreográfica.      

 

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Tabela  6.  Exemplo  de  estrutura  de  aula  em  blocos  de  músicas  –  Circuit  training.   Aquecimento  

Bloco  1  

Exercícios  aeróbicos  dinâmicos  e  estáticos   Flexão  de  cotovelo   Remada  curvada   Step   Rosca  direta   Tríceps  francês   Jump   Exercícios  estáticos  de  MMII  +  MMSS  +  tronco   +  pescoço  +  relaxamento  

Bloco  2  –  Neuromuscular   Parte  Principal  

Bloco  3  –  Aeróbico   Bloco  4  –  Neuromuscular   Bloco  5  –  Aeróbico  

Parte  Final  ou   Volta  a  Calma  

Bloco  6  

 

4.9  Planejamento  de  uma  música    

Quadro  6.  Modelo  de  planejamento  coreográfico  de  uma  música.   Segmento   Musical  

Tempos  

Contagem   Lenta  

Instrumental  1  

Repetições  

Descrição  dos  Exercícios  

Posição  inicial  do  Agachamento  

Instrumental  2  

4x8  

8x8  

2x  

Agachamento  

Instrumental  3  

4x8  

2x6  

4x  

Agachamento  

Verso  1  

8x8  

6x2  

8x  

Agachamento  

Verso  2  

8x8  

4x4  

8x  

Agachamento  

Refrão  

6x8  

2x2  

12x  

Agachamento  

Verso  1  

8x8  

6x2  

8x  

Agachamento  

Verso  2  

8x8  

4x4  

8x  

Agachamento  

Refrão  

4x8  

2x2  

8x  

Agachamento  

Verso  2  

4x8  

6x2  

8x  

Agachamento  

Refrão  

6x8  

2x2  

12x  

Agachamento  

Fade  

2x8  

8x8  

1x  

Agachamento  

 

4.10  Recomendações    

4.10.1  Alunos  Iniciantes     Recomenda-­‐se  para  alunos  iniciantes,  durante  a  montagem  da  coreografia,  priorizemos:   •   •   •   •   •   •  

Sequências  mais  simples;   Menor  número  de  movimentos  por  sequência;   Movimentos  menos  complexos;   Movimentos  com  menor  intensidade;   Ausência  de  giros;   Não  acrescentar  movimentos  onde  o  aluno  esteja  de  costas.  

  AMARAL,  Paulo  Costa.  Atividades  de  Academia  

 

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4.10.2  Aulas  iniciais     O  professor  de  ginástica  coletiva  quando  realiza  uma  aula  inicial  em  local  desconhecido   deve  considerar  os  seguintes  itens:     •   Qual  a  quantidade  aproximada  de  alunos?   •   Qual  o  nível  de  condicionamento  físico  e  motor  dos  alunos?   •   O  tamanho  da  sala  ou  espaço  suporta  a  quantidade  de  alunos?     •   Qual  a  quantidade  de  matérias/acessórios  necessários  na  aula?   •   Os  movimentos  dos  alunos  vão  interferir  na  execução  dos  outros  alunos  ao  lado?     •   Devo  utilizar  microfone?  Caso  positivo,  qual  a  voltagem?   •   Qual  a  potência  ideal  do  som?     •   O  sistema  de  ventilação  é  suficiente?   •   Qual  o  estilo  musical  de  preferencia  dos  alunos?    

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Capítulo   5.   Habilidades   de   comunicação   e   expressão   corporal     O  profissional  de  ginástica  de  academia  além  do  conhecimento  técnico  relaciona-­‐se  com   pessoas.   Este   capítulo   apresenta   técnicas   de   comunicação   e   expressão   corporal   para   que  este  relacionamento  seja  satisfatório  por  ambas  as  partes.  

 

5.1.  Preparação     Falar  com  os  alunos  com  um  discurso  bem-­‐sucedido  requer  tempo,  dedicação,  disciplina   e  persistência.     O  bom  professor  prepara  toda  a  sua  aula  através  das  seguintes  informações  sobre  os   alunos:   média   de   idade,   preferência   musical,   perfil   dos   alunos,   exercícios   que   mais   gostam  de  realizar  e  outros  assuntos  de  interesse.    

5.2.  Escolha  da  roupa  

  A   aparência   física   é   um   elemento   da   linguagem   não-­‐verbal   (ver   capítulo   5.7)   e   traz   impacto  para  os  alunos.       É   muito   importante   escolher   roupas   limpas   e   em   condições   de   uso   para   cada   modalidade  ministrada.    

5.3.  Ansiedade  e  medo  

  Falar   em   público   com   as   pessoas   é   uma   atividade   importante.   A   ansiedade   prévia   é   positiva,  desde  que  faça  uma  boa  preparação.     Muitos  professores  possuem  medo   do  que   os  alunos   pensam   sobre  ele.   O  medo   é  um   estado   mental   sob   o   qual   temos   controle.   O   importante   é   lidar   com   as   inquietações   pensando   sempre   em   realizar   um   bom   trabalho,   independente   de   manifestações   negativas,   caso   existir.   No   entanto,   controlar   as   próprias   emoções   exige   autoconhecimento  e  domínio  de  si  mesmo  (NÓBREGA,  2007).    

5.4.  Controle  da  respiração  

  Devemos   falar   em   público   pausadamente.   Quando   uma   pessoa   fala   sem   os   devidos   recortes,  ela  perde  o  ar  e  o  sentido  da  frase  é  prejudicado.     Em   todo   o   processo   de   comunicação   é   muito   importante   utilizar   a   respiração   torácica,   inspirando  o  ar  pelo  nariz  e  expirando  pela  boca.  Três  ou  quatro  respirações  profundas   também  ajudam  a  relaxar  em  caso  de  ansiedade.   AMARAL,  Paulo  Costa.  Atividades  de  Academia  

 

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5.5.  Ânimo     Em   qualquer   aula   devemos   ser   positivos   e   deixar   os   problemas   particulares   não   atrapalhar   a   sua   comunicação   com   os   alunos.   Tenha   confiança   em   si   mesmo,   evitando   autocríticas  em  público.       A   melhor   alternativa   é   manter   a   imaginação   sob   controle   e   basear-­‐se   em   fatos   concretos.    

5.6.  Linguagem  verbal  

  A   comunicação   verbal   é   o   modo   de   comunicação   mais   utilizado   entre   as   pessoas.   É   muito   importante   refletir   antes   de   falar   com   os   alunos,   para   não   correr   o   risco   de   contradizer-­‐se  ou  ter  que  se  corrigir  a  todo  momento  (NÓBREGA,  2007).     Um   dos   erros   mais   comuns   de   muitos   professores   é   falar   rápido   as   palavras   e,   consequentemente,  não  pronuncia  as  palavras  até  o  final.       Para   falar   bem   em   público   devemos   constantemente   aprimorar   o   nosso   idioma,   começando  pela  pronúncia  das  palavras  através  da  correção  linguística.  Como  exercício,   faça  leituras  sobre  assuntos  variados  para  melhorar  o  vocabulário.    

5.6.1.  Vícios  de  linguagem     Expressões   como   “há,   hum,   bem,   então,   pessoal,   tá?,   entende?,   perfeito?,   ok?”   são   muito  utilizadas  pelos  professores.       A   utilização   dessas   expressões,   denominadas   muletas   linguísticas,   são   empregadas   quando  as  pessoas  não  possuem  vocabulário  amplo,  com  o  intuito  de  cobrir  os  espaços   vazios   do   discurso.   Quando   utilizadas   em   excesso,   os   alunos   passam   a   prestar   atenção   nelas  e  nem  ouve  mais  o  conteúdo  do  professor  (NÓBREGA,  2007).    

5.6.2.  Modismos     Segundo   Nóbrega   (2007),   os   modismos   são   termos   ou   frases   sazonais   e   desgastadas   pelo  excesso  de  uso,  normalmente  difundido  pela  televisão  através  de  um  bordão  de   um  personagem  de  novela  ou  programa  humorístico.     Essas  frases  podem  até  ter  um  forte  apelo  interativo,  mas  transferi-­‐las  para  as  aulas  de   ginástica  empobrece  a  capacidade  comunicativa.    

5.6.3.  Voz     A  voz  é  utilizada  para  comunicação  verbal  entre  as  pessoas,  e  a  maneira  mais  direta  de   expressão  com  o  outro.   AMARAL,  Paulo  Costa.  Atividades  de  Academia  

 

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É   fundamental   para   a   audição   dos   alunos,   que   a   voz   seja   variada   através   do   ritmo,   velocidade,  volume  e  tom  (NÓBREGA,  2007).     A   voz   deve   ser   projetada   ao   centro   do   grupo   de   alunos,   proporcionando   uma   comunicação  direta  e  clara.       Os  alunos  localizados  no  final  da  sala  devem  ouvir  todas  as  informações,  sem  ensurdecer   quem  esta  na  frente  do  professor.    

5.7.  Linguagem  não  verbal     A   comunicação   não   verbal   refere   à   transmissão   de   uma   mensagem   por   algum   meio   diverso  da  fala  e  da  escrita.     É  muito  importante  que  executemos  os  movimentos  com  perfeição,  já  que  os  alunos  ao   imitarem  esses  movimentos  geralmente  tendem  a  modificá-­‐los.  Por  isso  devemos  ser   um   modelo   perfeito   a   ser   imitado.   Se   não   executarmos   uma   boa   técnica,   não   inspiraremos   confiança,   pelo   contrário,   ao   não   nos   sentir   seguros   do   que   fazemos   irradiaremos  uma  negativa  insegurança.    

5.7.1.  Contato  visual     Para   os   alunos,   o   contato   visual   aumenta   a   proximidade   com   o   professor.   É   muito   importante   não   ficar   olhando   para   cima,   para   baixo   ou   para   as   paredes.   Devemos   manter  o  contato  visual  com  os  alunos  durante  toda  a  aula.     Três   segundos   são   suficientes   como   contato   visual.   Caso   permanecer   por   um   tempo   prolongado,  o  olhar  pode  tornar-­‐se  ameaçador  (NÓBREGA,  2007).     Quando  o  número  de  alunos  for  grande  e  isso  inviabilizar  o  contato  individual,  utilizar  a   técnica  de  olhar  por  vários  setores  da  sala:  lado ��direito  da  frente;  lado  direito  de  trás;   lado  esquerdo  de  trás;  e  lado  esquerdo  da  frente.  A  tendência  é  que  todos  os  alunos   daquele  setor  se  sintam  olhados  e  valorizados.    

5.7.2.  Expressão  fisionômica     A   linguagem   corporal   revela   o   estado   emocional   das   pessoas.   O   professor   não   deve   se   apresentar   com   o   ar   sisudo,   excessivamente   sério.   Quando   o   professor   sorri   para   os   alunos,   demonstra   calma,   tranquilidade   e   alegria,   sobretudo,   deve   ser   natural,   espontâneo  e  verdadeiro  (NÓBREGA,  2007).    

5.8.  Antecipação  

  Baseia-­‐se  em  avisar  antecipadamente  para  os  alunos  a  mudança  de  exercícios.  Para  que   a  antecipação  seja  efetiva  devemos  realizá-­‐la  com  tempo  suficiente.   AMARAL,  Paulo  Costa.  Atividades  de  Academia  

 

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Como  alternativa  podemos  chamar  a  atenção  dos  alunos  para  que  prestem  atenção  à   mudança,   por   exemplo,   “Atenção,   vamos   mudar”,   ou   simplesmente   “mudança   de   movimento”.  Com  este  tipo  de  antecipação  conseguimos  chamar  a  atenção  de  todos  os   alunos,  mesmo  os  mais  distraídos.     Se  mudarmos  os  exercícios  e  não  comunicarmos,  a  aula  perde  dinâmica  e  se  desordena.   Além  disso,  os  alunos  não  conseguirão  executar  os  exercícios  com  fluência,  promovendo   uma  sensação  de  frustração  e  desmotivação  em  retornar  em  nossas  aulas.     É   possível   antecipar   visualmente   realizando   contagem   com   os   dedos   das   mãos,   indicando  “4,  3,  2,  1”  sem  emitir  som  algum.  Outra  forma  de  antecipação  é  a  indicação   das  direções  verbalmente  e/ou  pela  indicação  da  direção  com  movimentos  de  cabeça   ou  membros  superiores/inferiores     Para  assegurar-­‐nos  de  que  todos  recebam  a  mensagem,  a  melhor  forma  de  antecipação   é  a  combinação  de  verbal  e  não  verbal  simultaneamente.    

5.9.  Instrução  técnica  

  Na  instrução  técnica  são  apresentadas  a  execução  dos  exercícios  mais  complexos  e  as   informações   de   segurança   dos   exercícios.   Devem   ser   utilizadas   repetidas   vezes   para   descrever  os  movimentos  que  mal  executados  podem  lesionar  os  alunos.  Ao  ministrar  a   aula   devemos   ficar   atentos   ao   grupo,   detectar   os   erros   técnicos   que   potencializam   a   uma  lesão.     Quando   realizamos   uma   correção   técnica   para   o   grupo,   por   exemplo,   “...Turma,   no   agachamento   os   joelhos   não   passam   da   ponta   dos   pés...”,   caracteriza-­‐se   como   uma   instrução  técnica.     Se  quisermos  oferecer  um  trabalho  complementar,  sugerir  na  academia  onde  trabalha   “aulas  preparatórias”  de  20  ou  30  minutos  com  o  objetivo  de  trabalhar  unicamente  a   parte  técnica.  Desta  maneira  os  alunos  que  participarem  desta  aula  o  farão  sabendo  que   trabalharão  especificamente  a  técnica.     A  instrução  não  verbal  também  é  utilizada  a  partir  da  simples  execução  dos  movimentos   do  professor.  Contudo,  o  professor  utiliza  o  ensino  técnico  exagerando  os  movimentos   ou   tocando-­‐nos   com   o   objetivo   de   mostrar   aos   alunos   a   execução   correta   de   determinada  parte  do  corpo.    

5.10.  Correção  dos  exercícios  -­‐  Feedback  

  Corrigir   a   execução   dos   exercícios   é   uma   das   maneiras   de   ajudar   outra   pessoa,   individualmente,   a   considerar   e   aceitar   mudanças   em   seu   comportamento   motor   através  da  correta  execução  dos  exercícios.    

AMARAL,  Paulo  Costa.  Atividades  de  Academia  

 

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A  correção  dos  exercícios  leva  a  uma  melhor  performance  e  segurança,  pois  se  torna  um   processo  de  aprendizagem  que  coloca  o  indivíduo  na  rota  adequada  para  atingir  seus   objetivos.     Segue  abaixo  as  etapas  para  aplicar  uma  correção  com  eficiência:   1º   IDENTIFICAR:   Identifique   em   qual   estágio   de   desenvolvimento   perceptivo-­‐motor   encontra-­‐se  os  alunos  (Ver  Capítulo  4); 2º   CONTATO:  Estabeleça  contato  com  o  aluno,  olhando  nos  olhos  e  chamando-­‐o  pelo   nome  (preferencialmente)  com  um  tom  de  voz  cordial;   3º   INSTRUÇÃO:  Recomende  a  mudança  no  movimento  verbalmente  e  visualmente;   4º   CONSCIÊNCIA:  Estabeleça  um  tempo  para  o  aluno  receber  a  informação  e  transmitir   para  o  corpo;   5º   FEEDBACK:   Posteriormente,   observe   novamente   o   aluno   e   efetue   uma   nova   correção,   sempre   com   manifestação   positiva,   por   exemplo,   “...continue   assim,   melhorou  muito  o  movimento”.        

 

 

ATENÇÃO  

 

  Concentre-­‐se   no   problema   (evite   sobrecarregar   o   receptor   com   excesso   de   informações  ou  críticas).    

  Em  todas  as  etapas  é  muito  importante  ser  verdadeiro,  pois  os  outros  alunos  julgarão   os  seus  atos  caso  as  informações  não  sejam  verdadeiras.    

5.11  Figuras  associativas  

  São   elementos   lúdicos   apresentados   na   instrução   técnica,   cujo   objetivo   principal   é   facilitar  a  compreensão  na  execução  do  movimento,  através  de  palavras  ou  posições   corporais  similares.  Exemplo:  “Ao  realizar  o  agachamento,  imagine  que  está  sentando   em  uma  cadeira”.     Devemos  tomar  cuidado  na  elaboração  das  figuras  associativas  para  não  constranger  os   alunos  com  palavras  desagradáveis.  Utilize  termos  comuns  do  dia-­‐a-­‐dia,  como  objetos,   personagens,  elementos  físicos  ou  estruturais.    

5.12  Interação  e  Motivação  

  Para   interagir   e   comunicar-­‐nos   ao   máximo   com   nossos   alunos   devemos   adotar   uma   atitude  aberta,  sincera,  transparente  e  alegre.  É  bom  falar  com  um  sorriso  no  rosto  e   com  um  tom  de  voz  amistoso  e  cordial.     A  interação  é  o  exemplo  mais  claro  da  comunicação  dentro  da  aula.  Tem  como  objetivo   não  somente  transmitir  informações,  mas  também  obter  a  participação  dos  alunos.  Vale   AMARAL,  Paulo  Costa.  Atividades  de  Academia  

 

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lembrar  que  na  aula  todos  devem  sentir-­‐se  como  em  uma  reunião  de  amigos.  Se  fizer   de  nossa  aula  um  monólogo  o  grupo  não  integrará  e  perderá  toda  comunicação.     Esta  participação  se  obtém  mantendo  uma  espécie  de  diálogo  com  o  professor  através   de   perguntas   formuladas   de   forma   geral   ou   individual,   por   exemplo,   perguntamos   “como  estão;  como  se  sentem;  se  gostam  da  música  etc.”  É  muito  importante  manter   este  diálogo  antes,  durante  e  depois  da  aula.     Outra   forma   de   aproximar-­‐se   é   partilhando   algo   de   nós   com   eles.   Se   falarmos   anteriormente   de   fazer   perguntas   para   que   eles   respondam   e   se   sintam   parte   ativa   da   aula,   é   lógico   pensar   que   ajudaria   à   comunicação   se   eles   também   nos   fizessem   perguntas.   Como   as   condições   não   estão   dadas   para   que   os   alunos   nos   perguntem   durante   a   aula   diretamente,   podemos   omitir   o   passo   de   esperar   a   pergunta   e   dar   diretamente  a  resposta,  contando-­‐lhes  coisas  de  nossa  vida  diária  que  seguramente  eles   gostariam  de  saber.       Ao   partilhar   parte   de   nossa   vida   deixamos   de   ser   “inalcançáveis   e   distantes”,   e   nos   convertemos  em  seres  “reais”.  Podemos,  por  exemplo,  recomendar-­‐lhes  o  último  filme   que  vimos  no  cinema  que  tanto  gostamos,  ou  comentar  o  que  vamos  fazer  pela  noite   ou  no  próximo  fim  de  semana  etc.     Contudo,  é  muito  certo  que  o  professor  é  uma  espécie  de  ídolo  para  seus  alunos,  possui   um   misto   de   magia   e   mistério   que   causa   um   efeito   positivo   em   todos.   Por   isso,   é   importante   manter   um   equilíbrio   e   não   perder   este   mistério   nem   esta   magia,   não   permitindo  que  conheçam  os  mínimos  detalhes  de  nossa  vida.     Mantenhamos  um  bom  balanço  entre  “mistério  e  realidade”  para  que  todos  obtenham   o  que  buscam,  que  na  maioria  dos  casos  é  pouco  de  ambos.     Também  podemos  fazer  uso  do  feedback  como  meio  para  interagir  com  nossos  alunos.   Ao   corrigi-­‐los   demonstramos   nossa   preocupação   para   conseguir   que   avancem   e   se   superem.     Se  não  interagirmos  como  nossos  alunos,  se  não  nos  comunicarmos  com  eles  nossa  aula   não  terá  sucesso.       Mesmo   trabalhando   com   grupos,   todas   as   pessoas   querem   ser   tratadas   individualmente.  Quem  não  se  assusta  e  se  alegra  quando  o  reconhecem  pelo  nome?   Por  este  motivo  é  importante  que  também  prestemos  especial  atenção  a  cada  aluno,   tomando  em  conta  os  objetivos  e  perfil  de  cada  um  deles:     •   Aluno  novo  –  certificar-­‐nos  de  que  se  sintam  protegidos  e  vigiados;   •   Aluno  com  menos  habilidade  –  guiá-­‐lo  durante  a  aula  e  encorajá-­‐lo  para  continuar;   •   Aluno  com  menos  energia  –  motivá-­‐lo  e  colocá-­‐lo  no  nível  do  grupo;   •   Aluno  líder  –  aceitá-­‐lo  e  elogiá-­‐lo.    

AMARAL,  Paulo  Costa.  Atividades  de  Academia  

 

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5.13.  Ensino  em  espelho     Objetivando   uma   maior   interação   com   os   alunos,   eficiência   na   instrução   técnica   e   correção  de  eventuais  exercícios  é  fundamental  que  o  professor  de  ginástica  coletiva  se   posicione  frente  aos  seus  alunos.     Neste   sentido,   o   mesmo   deverá   iniciar   os   exercícios   do   lado   direito   e   executa-­‐los   de   forma  oposta,  como  se  estive  em  frente  a  um  espelho.       Esta  é  uma  habilidade  que  deve  ser  treinada,  para  que  os  movimentos  em  conjunto  com   a  comunicação  verbal  e/ou  não  verbal  durante  a  aula  sejam  executados  com  fluência.    

5.14  Círculo  de  comunicação  

  O  círculo  de  comunicação  é  uma  ferramenta  para  auxiliar  o  professor  no  planejamento   do  diálogo  com  os  alunos  em  cada  música  durante  uma  aula  de  ginástica  de  academia.       O   intuito   é   transmitir   a   informação   e   interagir   com   os   alunos   no   momento   correto,   contribuindo  para  a  fluência  da  aula.  

 

Figura  12.  Círculo  de  comunicação  em  cada  música  durante  uma  aula  de  ginástica  de   academia.  

  O   círculo   de   comunicação   é   dividido   em   5   (cinco)   fases,   possuindo   as   seguintes   características:     1.   Antes  da  Música:   o   Interação   pré-­‐aula:   Momento   para   interagir   com   os   alunos   e   conversar   sobre   atividades  do  dia-­‐a-­‐dia,  ideal  para  conhecer  o  nome  de  todos  os  presentes.  Para   memorização,  anote  em  uma  lista  de  chamada  os  nomes  ou  repita  diversas  vezes   para  não  esquecer;   o   Instrução  pré-­‐aula:  Momento  de  introdução  da  aula,  contendo  a  apresentação   do   professor,   identificação   de   novos   alunos,   informar   sobre   os   materiais   necessários,  organização  do  espaço,  instruções  de  segurança  e  execução  técnica   AMARAL,  Paulo  Costa.  Atividades  de  Academia  

 

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dos  exercícios  mais  complexos.  As  instruções  devem  ser  claras  e  objetivas  para   que  não  sejam  repetidas  diversas  vezes,  atrasando  o  andamento  da  aula;    

2.   Instrução   técnica   (em   grupo):   Após   o   inicio   da   aula,   transmitir   os   exercícios   detalhadamente  e  analisar  a  execução  física  de  todos  os  alunos.  Efetuar  instruções   técnicas  e  reavaliar  novamente  a  execução  física  dos  alunos;    

3.   Correção   dos   exercícios   (individual):   Identificar   os   alunos   que   estão   realizando   movimentos   de   forma   inadequada.   Estabelecer   contato   individualmente,   recomendar   uma   nova   execução   do   movimento,   e   posteriormente,   elogia-­‐lo   positivamente.   Este   processo   pode   ser   aplicado   também   em   outras   fases,   caso   necessário;    

4.   Interação   e   motivação   (individual   e   em   grupo):   Fase   onde   os   alunos   estão   mais   cansados.   O   professor   deve   ter   o   controle   do   grupo,   relembrando   a   técnica   da   execução   dos   movimentos.   Utilizar   palavras   para   encorajar,   desafiar   e   motivar   o   grupo;    

5.   Após  o  final  da  música:  Agradecer  todos  os  alunos  por  terminarem  a  aula  e  transmitir   informações  sobre  eventos  internos  ou  externos  do  local  onde  trabalha.  Se  possível,   cumprimente  todos  os  alunos  quando  saírem  da  sala  de  aula  individualmente.      

 

AMARAL,  Paulo  Costa.  Atividades  de  Academia  

 

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Capítulo  6.  Modalidades  de  Ginástica  Coletiva     Tabela  7.  Principais  modalidades  de  ginástica  de  academia.   Modalidade  

Duração  

Descrição  da  aula  

Benefícios  

Abdominal  

15  e  30   min.  

Aula  composta  de  exercícios  localizados  e   específicos  para  a  região  abdominal  com  o   auxílio  de  materiais  (fit  ball,  medicine  ball,   halteres,  tornozeleiras,  step  etc.).  

Melhora  da  postura,   força  e  resistência   muscular  localizada.  

Aero  boxe  

45  e  60   min.  

Aula  composta  de  exercícios  de  ginástica   aeróbica  e  técnicas  de  boxe.  

Melhora  da  resistência   cardiorespiratória  e   coordenação  motora.  

Aula  composta  de  exercícios  com  técnias  de   relaxamento,  envolvendo  todos  os  grupos   musculares.  

Melhora  da  flexibilidade,   postura,  equilíbrio,   respiração  e  consciência   corporal.  Auxilia  na   prevenção  de  lesões  e   recuperação  de  treinos   mais  intensos.  

Board  Fitness   30 a  45   min.  

Uma  aula  que  utiliza  uma  prancha  com   rodinhas  (lembrando  um  skate)  como   equipamento  para  o  treinamento,  dentro  da   prática  do  exercício  funcional.    

Melhora  da  resistência   cardiorespiratória,  força,   resistência  muscular   localizada,  coordenação   motora,  velocidade  e   flexibilidade.  

Ciclismo   indoor  

45  e  60   min.  

Aula  composta  de  exercícios  executados  em   bicicletas  estacionárias  simulando  diversos   terrenos  (estrada,  montanha  e  terreno  misto).  

Melhora  da  resistência   cardiorespiratória   (aeróbica  e  anaeróbica).  

Circuit   training  

45  e  60   min.  

Uma  das  aulas  de  ginástica  mais  tradicionais  e   eficientes,   organizada   em   forma   de   circuito,   com   estações   de   exercícios   aeróbicos   intercalados   com   exercícios   de   resistência   muscular   localizada,   com   auxílio   de   materiais   (step,  jump,  corda,  halteres  etc.)  

Melhora  da  resistência   cardiorespiratória,  força,   resistência  muscular   localizada,  coordenação   motora,  velocidade  e   flexibilidade.  

Circuito   Funcional  

30  a  45   min.  

A   aula   de   circuito   funcional   faz   parte   do   Treinamento   funcional.   Os   exercícios   da   aula   são   baseados   nos   movimentos   naturais   para   qual   o   corpo   humano   foi   feito,   como   por   exemplo,   agachar,   empurrar,   girar,   pular,   correr,   trabalhando   os   grupos   musculares   de   forma   global   e   não   isolada,   mas   no   formato   de   circuito.   Ou   seja,   as   estações   (exercícios)   são   colocadas  de  forma  sequencial,  sem  intervalos   entre   eles.   O   intervalo   para   descanso   acontece   apenas  após  completar  as  estações  do  circuito.    

Melhora  da  resistência   cardiorespiratória,  força,   resistência  muscular   localizada,  coordenação   motora,  velocidade  e   flexibilidade.  

Alongamento   30  e  45   min.  

 

Core  Training   15  min.  

Treinamento  da  região  do  CORE  (região  central   Fortalecimento  ou   do   corpo),   responsável   pela   estabilização   da   manutenção  da  região   coluna.   A   aula   consiste   em   exercícios   com   a   do  CORE.   força  do  próprio  corpo  com  ou  sem  a  utilização   de  acessórios.  

AMARAL,  Paulo  Costa.  Atividades  de  Academia  

 

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Tabela  7.  Principais  modalidades  de  ginástica  de  academia  (continuação).   Modalidade  

Duração  

Descrição  da  aula  

Fil  ball  

30  e  45   min.  

Aula   de   alongamento,   alternando   com   Desenvolver  a   movimentos  de  força  de  contração  isométrica,   flexibilidade,  força,   utilizando  bolas  de  fit  ball.   equilíbrio,  consciência   corporal  e  correção   postural.  

Fita  Suspensa   15  a  45   min.  

Uma   espécie   de   fita   muito   usada   para   treinamentos  funcionais,  que  permite  que  você   fique  em  suspensão  e  execute  os  exercícios  do   treino,   apenas   com   o   peso   do   próprio   corpo.   Uma  das  formas  de  variar  a  intensidade  da  aula,   é  a  posição  do  corpo  em  relação  a  fita  suspensa.  

GAP  

30  e  45   min.  

Aula   composta   de   exercícios   localizados   Melhora  da  força  e   específicos  para  membros  inferiores,  glúteos  e   resistênca  muscular   abdôme,   com   auxílio   de   materiais   localizada.   (tornozeleiras,   barras,   anilhas,   elásticos,   bastões  etc.).  

Ginástica   postural  

30  e  45   min.  

Aula   originária   do   método   Pilates   de   solo.   Desenvolve   o   corpo   e   a   mente   de   maneira   uniforme.  Essa  aula  é  composta  de  exercícios  de   força   e   flexibilidade   muscular   com   ênfase   na   região  abdominal.  

HIIT  

15  a  30   min.  

Treinamentos  de  alta  intensidade  e  queima  de   Melhora  da  resistência   calorias,  em  um  curto  espaço  de  tempo  de  aula.   cardiorespiratória,   coordenação  motora  e   equilíbrio  dinâmico.  

Jump  

45  e  60   min.  

Aula   composta   de   rotinas   coreografada   com   características  lúdicas  (corrida,  saltos  e  saltitos)   sobre  uma  superfície  elástica  (mini-­‐trampolim,   denominado  jump).  

Melhora  da  resistência   cardiorespiratória,   coordenação  motora  e   equilíbrio  dinâmico.  

Kangoo   Jumps  

30  a  60   min.  

Aula   aeróbica   coreografada,   que   utiliza   o   material  "Kangoo  Jumps"  que  passa  a  sensação   de   propulsão,   ou   seja,   como   se   estivesse   com   uma  mola  nos  pés.  

Melhora  da  resistência   cardiorespiratória,   coordenação  motora  e   equilíbrio  dinâmico.  

Localizada  

60  min.  

Aula  composta  de  exercícios  localizados  para  os   Melhora  da  força  e   principais   grupos   musculares   com   auxílio   de   resistência  muscular   materiais   (tornozeleiras,   halteres,   bastões,   localizada.   step,  elásticos  etc.).  

Mat  Pilates  

30  a  45   min.  

A   aula   de   Pilates   Solo   é   uma   aula   que   une   exercício   físico   (força)   e   alongamento   (flexibilidade),   trabalhando   o   corpo   de   forma   global,   com   o   objetivo   de   melhorar   a   postura.   Através   de   movimentos   suaves   e   eficazes,   com   poucas   repetições   e   em   diferentes  planos  e  posições,  o  pilates  no  chão   desenvolve   o   fortalecimento   e   alongamento   dos   músculos,   conscientização   corporal.  

AMARAL,  Paulo  Costa.  Atividades  de  Academia  

 

Benefícios  

Desenvolver  a   flexibilidade,  força,   equilíbrio,  consciência   corporal  e  correção   postural.  

Melhora  a  respiração,   consciência  corporal,   postura,  força  muscular  e   flexibilidade.  

Melhora  da  flexibilidade,   postura,  equilíbrio,   respiração  e  consciência   corporal.  Auxilia  na   prevenção  de  lesões  e   recuperação  de  treinos   mais  intensos.  

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Tabela  7.  Principais  modalidades  de  ginástica  de  academia  (continuação).  

 

Modalidade  

Duração  

Descrição  da  aula  

Ritmos  

45  a  60   min.  

Aula   composta   por   movimentos   de   dança,   Melhora  da  resistência   utilizando  ritmos  variados.   cardiorespiratória  e   coordenação  motora.  

Step  

30,  45  e   60  min.  

Aula   composta   de   rotinas   coreografadas   de   Resistência   exercícios   e   passos   de   dança   sobre   uma   cardiorespiratória  e   plataforma.   coodenação  motora.  

 

AMARAL,  Paulo  Costa.  Atividades  de  Academia  

 

Benefícios  

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Referências  Bibliográficas     ACSM.   American   College   of   Sports   Medicine.   Diretrizes   do   ACSM   para   os   testes   de   esforço   e   sua   prescrição.   Trad.   Dilza   Belteiro   Pereira   de   Campos.   9.   ed.   Rio   de   Janeiro:   Guanabara,  2014.     AMANTÉA,  M.  Step  Force:  A  verdadeira  aula  de  Step.  Jundiaí,  SP:  Fontoura,  2003.     CELAFISCS.   Centro   Coordenador   do   IPAQ   no   Brasil.   Questionário   Internacional   de   Atividade  Física  –  IPAQ,  2010a.  IPAQ  Internacional:  http://www.ipaq.ki.se/.  Disponível   em  <http://goo.gl/co95xh>.  Acesso  em  27  dez.  2016.     CELAFISCS.  Centro  Coordenador  do  IPAQ  no  Brasil.  Classificação  do  Nível  de  Atividade   Física   –   IPAQ,   2010b.   IPAQ   Internacional:   http://www.ipaq.ki.se/.   Disponível   em   <http://goo.gl/pJwgCW>.  Acesso  em  27  dez.  2016.     CURITIBA   (Paraná).   Secretária   da   Educação,   2012.   Compreendendo   a   Música.   Disponível   em:   <http://www.arte.seed.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=136>.   Acesso  em:  26  de  dez.  2016.       CSIKSZENTMIHALYI,  M.  A  Descoberta  do  Fluxo:  A  Psicologia  do  Envolvimento  com  a  Vida   Cotidiana.  São  Paulo:  Rocco,  1999.     GALLAHUE,   D.   L.   et   al.   Compreendendo   o   desenvolvimento   motor:   bebês,   crianças,   adolescentes  e  adultos.  Trad.  Denise  Regina  de  Sales.  7.  ed.  Porto  Alegre:  Artmed,  2013.     GFELLER,   K.   Musical   components   and   styles   preferred   by   young   adults,   for   aerobic   fitness  activities.  J  Music  Ther.  v.  25,  n.  1,  p.  28-­‐43,  1988.       GUISELINI,  M.  Exercícios  Aeróbicos:  Teoria  e  Prática  no  Treinamento  Personalizado  e   em  Grupos.  São  Paulo:  Phorte,  2007.     GORDON,   E.   E.   Preparatory   Audiation,   Audiation,   and   Music   Learning   Theory:   A   handbook  of  comprehensive  music  learning  sequence.  Chicago:  GIA  Publications  Inc.,   2001.     HAAS,   A.   N.;   GARCIA.   A.   Expressão   Corporal:   Aspectos   Gerais.   Porto   Alegre:   ediPUCRS,   2008.     NÓBREGA,   M.   H.   Estratégias   de   Comunicação   em   Grupo:   Como   se   apresentar   em   eventos  empresariais  e  acadêmicos.  São  Paulo:  Atlas,  2007.     OKUMA,  S.  S.  O  significado  da  atividade  física  para  o  idoso:  um  estudo  fenomenológico.   1997.  376  f.  Tese  (Doutorado).  Instituto  de  Psicologia,  Universidade  de  São  Paulo,  São   Paulo,  1997.   AMARAL,  Paulo  Costa.  Atividades  de  Academia  

 

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TEEL,   C.   et   al.   Developing   a   movement   program   with   music   for   older   adults.   Journal   of   Aging  and  Physical  Activity,  v.  7,  p.  400-­‐413.  1999.     WHITMORE,  J.  Coaching  para  aprimorar  o  desempenho:  Os  princípios  e  a  prática  do   coaching  e  da  liderança.  Trad.  Henrique  Amat  Rêgo  Monteiro.  São  Paulo:  Clio,  2012.      

 

AMARAL,  Paulo  Costa.  Atividades  de  Academia  

 

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Anexo  I.  Questionário  Internacional  de  Atividade  Física  –   IPAQ  -­‐  Versão  curta     Fonte:  CELAFISCS.  Centro  Coordenador  do  IPAQ  no  Brasil.  Questionário  Internacional   de   Atividade   Física   –   IPAQ,   2010a.   IPAQ   Internacional:   http://www.ipaq.ki.se/.   Disponível  em  <http://goo.gl/co95xh>.  Acesso  em  27  dez.  2016.     Nome:_________________________________________________________________   Data:  ______/  _______  /  ______  Idade  :  ______  Sexo:  F  (  )  M  (  )       Nós  estamos  interessados  em  saber  que  tipos  de  atividade  física  as  pessoas  fazem  como   parte  do  seu  dia  a  dia.  Este  projeto  faz  parte  de  um  grande  estudo  que  está  sendo  feito   em   diferentes   países   ao   redor   do   mundo.   Suas   respostas   nos   ajudarão   a   entender   que   tão   ativos   nós   somos   em   relação   à   pessoas   de   outros   países.   As   perguntas   estão   relacionadas  ao  tempo  que  você  gasta  fazendo  atividade  física  na  ÚLTIMA  semana.  As   perguntas   incluem   as   atividades   que   você   faz   no   trabalho,   para   ir   de   um   lugar   a   outro,   por   lazer,   por   esporte,   por   exercício   ou   como   parte   das   suas   atividades   em   casa   ou   no   jardim.   Suas   respostas   são   MUITO   importantes.   Por   favor   responda   cada   questão   mesmo  que  considere  que  não  seja  ativo.  Obrigado  pela  sua  participação!       Para  responder  as  questões  lembre  que:
   • Atividades  físicas  VIGOROSAS  são  aquelas  que  precisam  de  um  grande  esforço   físico  e  que  fazem  respirar  MUITO  mais  forte  que  o  normal.   • Atividades   físicas   MODERADAS   são   aquelas   que   precisam   de   algum   esforço   físico.  e  que  fazem  respirar  UM  POUCO  mais  forte  que  o  normal         Para  responder  as  perguntas  pense  somente  nas  atividades  que  você  realiza  por  pelo   menos  10  minutos  contínuos  de  cada  vez.       1a.  Em  quantos  dias  da  última  semana  você  CAMINHOU  por  pelo  menos  10  minutos   contínuos  em  casa  ou  no  trabalho,  como  forma  de  transporte  para  ir  de  um  lugar  para   outro,  por  lazer,  por  prazer  ou  como  forma  de  exercício?       dias  _____  por  SEMANA  (  )  Nenhum
   1b.   Nos   dias   em   que   você   caminhou   por   pelo   menos   10   minutos   contínuos   quanto   tempo  no  total  você  gastou  caminhando  por  dia?       horas:  ______  Minutos:  _____       2a.  Em  quantos  dias  da  última  semana,  você  realizou  atividades  MODERADAS  por  pelo   menos   10   minutos   contínuos,   como   por   exemplo   pedalar   leve   na   bicicleta,   nadar,   dançar,   fazer   ginástica   aeróbica   leve,   jogar   vôlei   recreativo,   carregar   pesos   leves,   fazer   serviços  domésticos  na  casa,  no  quintal  ou  no  jardim  como  varrer,  aspirar,  cuidar  do   jardim,   ou   qualquer   atividade   que   fez   aumentar   moderadamente   sua   respiração   ou   AMARAL,  Paulo  Costa.  Atividades  de  Academia  

 

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batimentos  do  coração  (POR  FAVOR  NÃO  INCLUA  CAMINHADA).     dias  _____  por  SEMANA  (  )  Nenhum       2b.  Nos  dias  em  que  você  fez  essas  atividades  moderadas  por  pelo  menos  10  minutos   contínuos,  quanto  tempo  no  total  você  gastou  fazendo  essas  atividades  por  dia?       horas:  ______  Minutos:  _____       3a.  Em  quantos  dias  da  última  semana,  você  realizou  atividades  VIGOROSAS  por  pelo   menos  10  minutos  contínuos,  como  por  exemplo  correr,  fazer  ginástica  aeróbica,  jogar   futebol,  pedalar  rápido  na  bicicleta,  jogar  basquete,  fazer  serviços  domésticos  pesados   em   casa,   no   quintal   ou   cavoucar   no   jardim,   carregar   pesos   elevados   ou   qualquer   atividade  que  fez  aumentar  MUITO  sua  respiração  ou  batimentos  do  coração.       dias  _____  por  SEMANA  (  )  Nenhum       3b.   Nos   dias   em   que   você   fez   essas   atividades   vigorosas   por   pelo   menos   10   minutos   contínuos  quanto  tempo  no  total  você  gastou  fazendo  essas  atividades  por  dia?       horas:  ______  Minutos:  _____       Estas  últimas  questões  são  sobre  o  tempo  que  você  permanece  sentado  todo  dia,  no   trabalho,  na  escola  ou  faculdade,  em  casa  e  durante  seu  tempo  livre.  Isto  inclui  o  tempo   sentado   estudando,   sentado   enquanto   descansa,   fazendo   lição   de   casa   visitando   um   amigo,   lendo,   sentado   ou   deitado   assistindo   TV.   Não   inclua   o   tempo   gasto   sentando   durante  o  transporte  em  ônibus,  trem,  metrô  ou  carro.       4a.    Quanto  tempo  no  total  você  gasta  sentado  durante  um  dia  de  semana?   ______horas  ____minutos  
     4b.    Quanto  tempo  no  total  você  gasta  sentado  durante  em  um  dia  de  final  de  semana?       ______horas  ____minutos          

AMARAL,  Paulo  Costa.  Atividades  de  Academia  

 

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Anexo  II.  Classificação  do  nível  de  atividade  física  –  IPAQ     Fonte:   CELAFISCS.   Centro   Coordenador   do   IPAQ   no   Brasil.   Classificação   do   Nível   de   Atividade  Física  –  IPAQ,  2010b.  IPAQ  Internacional:  http://www.ipaq.ki.se/.  Disponível   em  <http://goo.gl/pJwgCW>.  Acesso  em  27  dez.  2016.     1.  MUITO  ATIVO:  aquele  que  cumpriu  as  recomendações  de:       a)   VIGOROSA:  ≥  5  dias/sem  e  ≥  30  minutos  por  sessão;   b)   VIGOROSA:   ≥   3   dias/sem   e   ≥   20   minutos   por   sessão   +   MODERADA   e/ou   CAMINHADA:  ≥  5  dias/sem  e  ≥  30  minutos  por  sessão.       2.  ATIVO:  aquele  que  cumpriu  as  recomendações  de:     a)   VIGOROSA:  ≥  3  dias/sem  e  ≥  20  minutos  por  sessão;  ou   b)   MODERADA  ou  CAMINHADA:  ≥  5  dias/sem  e  ≥  30  minutos  por  sessão;  ou   c)   Qualquer   atividade   somada:   ≥   5   dias/sem   e   ≥   150   minutos/sem   (caminhada   +   moderada  +  vigorosa).       3.  IRREGULARMENTE  ATIVO:  aquele  que  realiza  atividade  física  porém  insuficiente  para   ser  classificado  como  ativo  pois  não  cumpre  as  recomendações  quanto  à  frequência  ou   duração.  Para  realizar  essa  classificação  soma-­‐se  a  frequência  e  a  duração  dos  diferentes   tipos  de  atividades  (caminhada  +  moderada  +  vigorosa).  Este  grupo  foi  dividido  em  dois   sub-­‐grupos   de   acordo   com   o   cumprimento   ou   não   de   alguns   dos   critérios   de   recomendação:       IRREGULARMENTE  ATIVO  A:  aquele  que  atinge  pelo  menos  um  dos  critérios  da   recomendação  quanto  à  frequência  ou  quanto  à  duração  da  atividade:       a)    Frequência:  5  dias  /semana;  ou     b)    Duração:  150  min  /  semana.     IRREGULARMENTE   ATIVO   B:   aquele   que   não   atingiu   nenhum   dos   critérios   da   recomendação  quanto  à  frequência  nem  quanto  à  duração.     4.  SEDENTÁRIO:  aquele  que  não  realizou  nenhuma  atividade  física  por  pelo  menos  10   minutos  contínuos  durante  a  semana.       Exemplos:    

Indivíduos   1   2   3   4  

Caminhada   F   D   4   20   3   30   3   20   5   45  

Moderada   F   D   1   30   -­‐   -­‐   3   20   -­‐   -­‐  

Vigorosa   F   D   -­‐   -­‐   -­‐   -­‐   1   30   -­‐   -­‐  

Classificação   Irregularmente  Ativo  A   Irregularmente  Ativo  B   Ativo   Ativo  

F  =  Frequência;  D  =  Duração.     AMARAL,  Paulo  Costa.  Atividades  de  Academia  

 

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Apêndice   I.   Roteiro   para   planejamento   coreográfico   de   uma  música      

 

Nome  da  Música:   Modalidade:   Antes  da  Música:    

Tempo  da  Música:   Música  nº:    

Segmento  Musical  

Tempos  

Contagem   Lenta  

Descrição  dos   movimentos  

Rep  

Dicas  de   Instrução  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Após  a  Música:  

     

Procedimentos  para  usar  a  tabela:   (1)  Escolher  uma  música  e  anotar  qual  a  sua  duração;  (2)  Antes  da  Música:  Demonstrar  os  exercícios  mais   complexos  que  serão  apresentados  na  música,  e  informar  as  principais  dicas  de  segurança;  (3)  Segmento   Musical:   Identificar   introdução,   verso   e   refrão   na   música   inteira;   (4)   Tempos:   Anotar   a   quantidade   de   oitavas   musicais   e/ou   frases   musicais   correspondente   a   cada   segmento   musical;   (5)   Contagem   Lenta:   apenas  em  modalidades  neuromusculares;  identificar  qual  o  tempo  que  pretende  realizar  (2x2,  2x6,  6x2,   4x4   e   8x8);   (6)   Repetições   (Rep):   Descrever   a   quantidade   de   repetições   para   na   execução   de   cada   movimento   corporal;   (7)   Descrição   dos   movimentos;   (8)   Dicas   de   Instrução:   Descrever   as     principais   instruções  de  segurança  e  figuras  associativas  que  serão  utilizadas  na  aula;  (9)  Após  a  música:  Agradecer   e  elogiar  os  alunos.  

AMARAL,  Paulo  Costa.  Atividades  de  Academia  

 

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Atividades de Academia Princípios metodológicos para ensino em ginástica coletiva


Atividades de academia: princípios metodológicos para ensino em ginástica coletiva