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FIAM FAAM CENTRO UNIVERSITÁRIO

PESQUISA CIENTÍFICA SOBRE AS PRAÇAS DO CENTRO NOVO DE SÃO PAULO: HISTÓRIAS, USOS E ESPAÇOS

ARQUITETURA E URBANISMO Coordenadora: Profª. Paula Katakura

Autores: Gabriela Carrocelli Kleber Paulo Henrique Cuconati Orientadores: Profª. Cíntia Maria Afonso Profº. Edgar Tadeu Dias do Couto

São Paulo, 04 de Dezembro de 2008.


Índice Resumo ........................................................................................................................ 3 Introdução .................................................................................................................... 4 Objetivo ........................................................................................................................ 4 Metodologia de pesquisa .............................................................................................. 4 Desenvolvimento .......................................................................................................... 5 Resultados ................................................................................................................... 5 Delimitação da área de estudo e praças analisadas ................................................... 13 Conclusão .................................................................................................................. 15 Bibliografia .................................................................................................................. 16 Inventários.....................................................................................................................18

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PESQUISA SOBRE AS PRAÇAS DO CENTRO NOVO DE SÃO PAULO: HISTÓRIAS, USOS E ESPAÇOS

Resumo Um lugar privilegiado de cultura, história e desenvolvimento urbano com belas arquiteturas, ótima infra-estrutura e grande potencialidade tornam o centro à região mais importante de São Paulo. Todo o crescimento econômico e urbano pelo qual a cidade passou em toda a sua história refletiu-se claramente nas edificações e espaços públicos, em especial as praças, que desde a fundação da cidade até os dias atuais tem grande importância. Porém, assim como todo o centro, há uma degradação física e um esvaziamento populacional, dando espaço ao comércio ambulante, a insegurança e a sujeira, levando as praças a um processo de decadência. Assim, o estudo propõe um recorte na área do Centro Novo de São Paulo, pois foi uma área de grandes intervenções urbanas e de maior significado arquitetônico para analisar a constituição

destes

espaços,

somado

à

análise

da

situação

atual,

conscientizará o público sobre as causas destes fatos e dará maior conhecimento sobre a importância do surgimento e da manutenção destes espaços para a vida urbana.

Palavras chave: Praças, Centro, Usos, Público, Forma arquitetônica, História.

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Introdução A Praça é o espaço público mais importante na história de São Paulo, e isso é observado claramente no centro da cidade, que é um marco histórico, pois se trata da região onde foi fundada a hoje maior metrópole da América Latina, ou seja, é uma referência para a memória coletiva da cidade e do país, além de possuir qualidades especiais e singulares no âmbito metropolitano. Todo este progresso urbano também se deu através das praças públicas, podendo-se observar através delas cada momento político, econômico e arquitetônico pelo qual a capital paulista passou. Assim, o estudo propõe um recorte na área central da cidade, mais precisamente no chamado Centro Novo de São Paulo, selecionando as praças mais significativas para a análise da constituição destes espaços, somado à análise da situação atual.

Objetivo A pesquisa pretende estudar algumas praças públicas selecionadas, existentes no Centro Novo de São Paulo, aprofundando-se nas características de seus espaços, morfologias, usos e usuários, no sentido de apresentar propostas de requalificação, posto que é uma região importante da cidade que passou por um processo de degradação.

Metodologia de pesquisa O início da pesquisa se deu com a busca por conhecimento científico e a vontade e curiosidade de tratar o tema. Os estudos foram feitos com o auxílio de livros relevantes, técnicos, revistas especializadas, órgãos públicos e privados competentes aos assuntos tratados, enquête e/ou entrevistas com os usuários dos locais e pessoas conhecedoras da área. Além da pesquisa em materiais literários e da consulta em órgãos competentes e orientação de conhecedores da área, foi muito enriquecedor a visita aos locais e seu entorno, já que a arquitetura só pode ser realmente descrita e analisada, seja ela qual 4


for, vivenciando-a. A presença na palestra ministrada no edifício Martinelli pelo arquiteto urbanista Sun Alex, apesar de ter como tema a discussão sobre a reurbanização de favelas, também agregou valor ao trabalho dando maior entendimento sobre a gestão urbana de uma cidade e o funcionamento dos espaços urbanos de um modo geral.

Desenvolvimento A primeira etapa foi à delimitação da área de estudo, selecionando alguns espaços públicos de maior interesse arquitetônico e histórico, e, a aquisição de documentação gráfica da região. Feito isso, foi realizado a pesquisa de dados sobre essas publicações específicas e visitas aos órgãos públicos que tratam do assunto, além da produção de textos contextualizando os espaços selecionados com o histórico da região, e também, descrevendo-os quanto suas relevâncias e formas arquitetônicas. A etapa seguinte aconteceu com a visita às praças, onde foram executados levantamentos gerais do logradouro, contendo descrição de seus mobiliários, imagens fotográficas, estado de conservação e usos. Após essa fase foi executado o inventário de cada praça, constando de imagens e outras informações pertinentes. Este inventário é de suma importância para a compreensão do local, além de auxiliar na próxima etapa de trabalho que conclui a pesquisa realizando propostas para a requalificação das praças.

Resultados Contexto geral das praças; A praça no Brasil, desempenha um papel essencial nas relações sociais, desde os tempos da colônia. Na cidade colonial, surgiam os espaços livres públicos, os adros das igrejas. Era o espaço deixado á frente dos templos, onde a população se manifestava um espaço polivalente, palco dos costumes e hábitos da população. A praça é um elemento urbano e está diretamente ligada às questões sociais não sendo possível falar sobre praças sem analisar o contexto urbano no qual estão inseridas. 5


Na Europa, no final do século XVIII e começo do XIX, apareceram os primeiros espaços ajardinados destinados ao uso coletivo. No Brasil, na mesma época, foi construído o primeiro jardim público, o Passeio Público do Rio de Janeiro. Nas nossas cidades, o termo praça é muito abrangente. Todo espaço verde público é denominado praça, até mesmo canteiros de uma avenida, espaços resultantes de um traçado viário, porém não poderiam ser chamados como tal já que não possuem um programa social de atividades e por não serem acessíveis à população já que estão localizados junto a grandes avenidas de intensa circulação de veículos. Já os espaços públicos secos, são chamados de largos ou pátios e não de praças como é na Europa, evidenciando a forte associação da praça com espaços ajardinados. Portanto como objetos de estudo, deveram definir a praça como um espaço público aberto com um programa de atividades sociais e livres de veículos. Os principais motivos para a praça ser vista como um padrão de qualidade podem ser os valores ambientais, como a melhoria na ventilação urbana, com a circulação de ar que facilita a dispersão dos poluentes melhorando os problemas da poluição atmosférica. Ou ainda a melhoria da insolação de áreas muito adensadas, a ajuda no controle da temperatura, já que a vegetação arbórea contribui com sombreamento e as superfícies vegetadas não absorvem nem irradiam tanto calor quanto os pisos de asfalto ou concreto e a melhoria na drenagem das águas pluviais com superfícies permeáveis, que absorvem parte das águas, evitando enchentes. Os motivos podem ter também valores funcionais, como o fato de serem importantes opções de lazer urbano, mesmo que tenham concorrência com outros espaços como shopping centers, parques temáticos, etc. Como também podem ser de valor estético e simbólico já que os espaços livres também são simbolicamente importantes, pois se tornam objetos referenciais e cênicos na paisagem da cidade, exercendo importante papel na identidade do bairro ou da rua. Os espaços verdes e ajardinados são progressivamente associados a oásis em meio à urbanização maciça.

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Tabela de características de praças quanto ao seu estilo arquitetônico. FONTE: Dados retirados do livro Praças Brasileiras; ROBBA, Fábio e MACEDO, Silvio; Edusp e Imprensa oficial; Quapá 2003.

A Praça em São Paulo; A cidade de São Paulo, desde sua fundação, consolidou-se voltado para o lado leste da colina, por onde passa o rio Tamanduateí, pois era por ele que a cidade comunicava-se com as outras cidades importantes do Brasil, como Santos e Rio de Janeiro. Portanto, até o início do século XX, o lado oeste da colina era considerado o “quintal” da cidade, tendo um aspecto rural e sendo a área menos valorizada.

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Planta da Cidade de Sao Paulo por C.A.Bresser 1841. 1841. FONTE: Livro do IV Centenário.

Com o enriquecimento do país em função da exportação de produtos como o café e a borracha, o advento da Revolução Industrial e a chegada das ferrovias à cidade em 1867, São Paulo passou a deslocar-se deslocar se em direção ao lado norte, na região da Luz. Este fato gerou uma nova polaridade, que se refletia com o desenvolvimento de eixos de comunicação – Ruas Florênc Florêncio de Abreu e Brigadeiro Tobias. Com essas mudanças, ocorreu à proliferação dos jardins em residências e a abertura de jardins públicos, essas áreas ajardinadas passam a ser em elemento considerável no espaço urbano e a população passa a valorizar esses espaços. es O surgimento da praça ajardinada é um marco na história dos espaços livres urbanos paulistanos, pois altera a função da praça na cidade. Com a rápida consolidação e assimilação do modelo da praça ajardinada como padrão de modernidade urbana, consoli consolidouse também o hábito de projetar a praça pública.

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Planta da Cidade de São Paulo 1868. FONTE: Livro do IV Centenário.

Como a expansão do núcleo urbano da cidade começa a se expandir rapidamente por volta do início do século XX, sobe o preço das terras urbanas, devido ao novo modelo de produção industrial e à grande atividade comercial, a antiga cidade passa a necessitar de renovações. Portanto os espaços livres públicos e também os privados tornam-se tornam se escassos quando antes eram encontrados com facilidade e os espaços já existentes ganham um grande valor. Como os espaços livres passam a serem ocupados por edificações, os espaços públicos tornam-se se uma opção de lazer da cidade, mesmo que fossem destinados a atividades contemplativas, pois ainda predominava o lazer contemplativo e as praças ainda eram construídas segundo os padrões ecléticos. Assim, atraídos pela especulação imobiliária e pelos investimentos realizados nos elitizados bairros residenciais que se consolidavam na região oeste – Campos Elísios e Higienópolis, a construção do Viaduto do Chá em 1892, viabilizando a comunicação desses bairros com a área central, fortaleceram o processo de polarização para esse lado da cidade, sobretudo após a construção do Teatro Municipal, fato que gerou a necessida necessidade de melhoramentos em toda a região do Vale do Anhangabaú e de projetos de 9


intervenção em toda a cidade. Tais Projetos, como o plano Bouvard, foram prioritariamente implementados na região do Vale do Anhangabaú, onde havia uma grande valorização dos espaços espaços a oeste, graças à burguesia paulistana que passou a abrigar a região. Após a finalização das obras, em 1917, o Centro de São Paulo polariza polariza-se se definitivamente em torno do Vale do Anhangabaú, que foi transformado em parque. Tal fato foi observado nas décadas cadas seguintes, com a consolidação de um “Centro Novo” na região da Rua Barão de Itapetininga, onde perdurou como região mais nobre por algumas décadas. O padrão adotado de projeto da praça ajardinada é típico de uma linha de projetos da arquitetura paisagística paisagística brasileira denominada Ecletismo. Essa linha, que engloba desde os jardins do final do século XVIII até as grandes praças ajardinadas construídas nas primeiras décadas do século XX, se caracteriza pela apropriação de vários estilos e influências. Seu Seu nome foi inspirado pelo padrão arquitetônico contemporâneo à sua época.

Planta da Cidade de São Paulo 1897. 1897 FONTE: Livro do IV Centenário.

Contudo, a partir de 1920 a prefeitura era acusada de operar a cidade sem um plano pré-estabelecido. estabelecido. Assim, encom encomendou-se se a Prestes Maia o desenvolvimento do Plano Geral para a cidade. Em 1930 o Plano foi publicado 10


contendo

essencialmente

soluções

viárias

dotadas

de

circunferências

chamadas de perimetrais, que circunscritas a colina histórica e interligadas por vias radiais, tinham como objetivo desafogar as vias existentes do centro, integrar regiões pobres adjacentes à área central e promover a expansão urbana da cidade, mantendo o caráter centralizador da forma radio concêntrica. Embora a maioria das vias radiais terminasse terminasse no perímetro de irradiação, haveria alguns traçados diametrais que atravessariam a cidade de ponta a ponta, cruzando o circuito central. Assim, foi feito o “sistema y”, formando uma diametral que atravessaria a área central em desnível, ocupando o vale do Anhangabaú, formando uma diametral Norte-Sul, Norte Sul, e modificando mais uma vez a paisagem daquela região.

Folha IV Sara Brasil 1930. 1930 FONTE: Livro do IV Centenário.

Na segunda metade do século XX, O espaço urbano moderno pedia um planejamento funcional al que suprisse as novas necessidades da cidade em relação à habitação, trabalho, lazer e circulação. O lazer foi o item que o urbanismo moderno estabeleceu como de suma importância para o habitante 11


urbano no século XX, parques e praças passaram incluir em seus programas, o lazer ativo, principalmente as atividades esportivas e a recreação infantil. Este período é caracterizado como um tempo de transição, já que as praças passam por um momento de transformações intensas na sua configuração e no seu programa, além de sua arquitetura paisagística passar a se orientar por novos padrões. Somado a isso, no final da década de 60 e durante os anos 70, houve um processo de degradação de toda a área central, devido ao intenso crescimento econômico e fortes investimentos públicos em infra-estrutura, surge novas centralidades na cidade, disputando com a região central os investimentos imobiliários de edifícios de alto padrão destinados a escritórios e sedes de grandes empresas nacionais e estrangeiras, além do surgimento de um novo setor econômico, chamado setor de serviços, que necessitava de tecnologias e plantas distintas às existentes na área central, afetando também o uso residencial da área, já que o transporte tornou-se individual e não havia oferta de garagens e dificuldade de acesso para este meio na região. Em São Paulo, o primeiro projeto de parque público considerado moderno foi o Parque Ibirapuera em 1953, apresenta programa que contempla muitas atividades voltadas para a recreação, o lazer ativo, a implantação de quadras esportivas, playgrounds e pistas para caminhada, possui também o prazer contemplativo que nunca deixou de ser proposto, o lazer cultural é apresentado como inovação. Os princípios modernos de concepção de espaços livres ainda são largamente difundidos, utilizados e respeitados, porém no começo dos anos de 1990, influenciados por projetos de paisagistas americanos, espanhóis, franceses e japoneses - alguns projetistas começaram a buscar novas linguagens formais de projeto. O quadro que se delineou nesse final de século mostrou grandes regiões metropolitanas totalmente conurbadas, abrigando enormes contingentes de pessoas e enfrentando uma série de problemas urbanísticos. O aumento do volume do tráfego de veículos e de pessoas, trouxe a necessidade de espaço para absorver o intenso fluxo de pedestres, imprimindo a alguns projetos a vocação de área de passagem, principalmente 12


nas praças localizadas nas áreas centrais, nos centros de bairro e junto a estações intermodais de transporte coletivo, onde o acúmulo de pessoas em trânsito é maior. Nesses casos, os paisagistas e urbanistas tentando minimizar a obstrução do fluxo, criam grandes pisos e esplanadas de circulação. Tal processo baseia-se na mudança do tipo de uso, promovendo sua reestruturação e revitalização, atraindo mais público e, conseqúentemente, investimentos financeiros. Juntamente com os usos já consagrados do espaço livre (contemplação, atividades esportivas e culturais, recreação infantil e convivência), as novas adaptações dos programas passaram a integrar as propostas de ocupação mais recorrentes no final do século. Aliando-se a multiplicidade do programa às correntes formais de vanguarda dos projetos de desenho urbano, caracteriza-se, assim, uma nova corrente projetual, a linha contemporânea.

Delimitação da área de estudo e praças analisadas O estudo propõe um recorte na área central da cidade, mais precisamente no chamado Centro Novo de São Paulo, selecionando as praças mais significativas para a análise da constituição destes espaços, somado à análise da situação atual. As praças estão dentro do perímetro formado pela Avenida Nove de Julho, Rua Anhangabaú, Avenida São João, Avenida Duque de Caxias, Rua Amaral Gurgel, Rua Marquês de Itú e Avenida São Luís.

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Mapa da área central da cidade de São Paulo, com a delimitação da área de estudo e localização das praças, largo e parques pertencentes. FONTE: Mapa elaborado pelos autores, 2008. BASE: Mapa do Plano Regional da subprefeitura da Sé, 2008; Google Earth, 2006.

1- LARGO DO AROUCHE 2- PRAÇA DA REPÚBLICA 3- PRAÇA JULIO DE MESQUITA 4- PRAÇA DOM JOSÉ GASPAR 5- LARGO DA MEMÓRIA 6- PRAÇA RAMOS DE AZEVEDO 7- LARGO DO PAISSANDÚ

Imagem da delimitação da área de estudo e localização das praças, largo e parques. FONTE: Imagem elaborada pelos autores, 2008. BASE: Google Earth, 2006.

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Conclusão Ao longo da história, as praças serviram sempre para o convívio social, seja ele religioso ou militar, como no passado, ou para o lazer, prática esportiva, contemplação, etc., como nos usos mais atuais. Portanto o espaço assume significados diferentes de acordo com a sociedade, testemunhando e participando efetivamente da evolução urbana e social da sociedade. Nos dias atuais, o espaço perdeu um pouco de força, principalmente nas regiões centrais de São Paulo, as maiores causas são a falta de segurança e o excesso de sujeira e falta de manutenção, além da concorrência com espaços como os shoppings centers. Espaços mal projetados, ou decadentes quanto aos usos também contribuem para a não utilização do espaço pela população, tornando um espaço a mercê de moradores de rua e sujeira, mau cheiro, vendedores ambulantes, e sendo também uma preocupação para a saúde e segurança pública. Algumas das praças estudadas estão em boas condições de uso e possuem razoável manutenção, porém com o espaço ainda não adaptado para os usos e necessidades contemporâneas. As praças que apresentam as características de degradação comentadas poderiam ter algumas diretrizes, como a revisão de seus projetos, para uma possível adaptação aos usos, estimular usos culturais, comerciais e de serviços próximos ou mesmo dentro da praça, o paisagismo bem cuidado, que influi bastante no olhar do cidadão sobre a praça, espaços com bancos, para incentivar a convivência, playgrounds e equipamentos esportivos. Eventos culturais, feiras de artesanato programados podem reascender o interesse das pessoas sobre a praça. Particularmente as praças do centro de São Paulo poderiam ser intensamente exploradas pelo turismo, já que assim como as edificações históricas da cidade, as praças também guardam a memória da cidade em seu paisagismo, estilo arquitetônico e até mesmo em sua localização e alusão aos antigos usos. Por isso, incentivar a visitação turística, criar espaços informativos da história da praça e da cidade em diversas línguas e conscientizar a população sobre a importância desses espaços não só para a memória da cidade como para uma melhor qualidade de vida urbana seriam de grande importância para a requalificação destas áreas.

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Bibliografia

Caminhos para o centro: estratégias de desenvolvimento para a região central de São Paulo / São Paulo: EMURB; CEBRAP, 2004. ROBBA, Fábio e MACEDO, Silvio Soares Praças brasileiras: Public squares in Brazil; 2. ed. São Paulo: EDUSP, 2003. Projeto Quapá. LEITÃO, Lúcia; As praças que a gente tem, as praças que a gente quer: manual de procedimentos para intervenção em praças. Recife: Secretaria de Planejamento e Urbanismo, 2002. MOURA, Maria Lucia Seidl de; Manual de elaboração de projetos de pesquisa. Rio de Janeiro : Ed. UERJ, 1998. BARROS, Aidil Jesus da Silveira; Fundamentos de metodologia científica: um guia para a iniciação. 2. ed. ampl. São Paulo: Makron, c1985. DOYLE, Michael E; Color drawing: design drawing skills and techniques for architects, landscape architects, and interior designers. 2. ed. New York: John Wiley, 1999. TOLEDO, Benedito Lima de; São Paulo: três cidades em um século. 2. ed. aum. São Paulo: Duas Cidades, 1983. ROLNIK, Raquel; São Paulo. 3. ed. São Paulo: Publifolha, 2003. SEGAWA, Hugo; Ao amor do público: jardins no Brasil. São Paulo: FAPESP/ Studio Nobel, 1996. ALEX, Sun; Projeto da praça: Convívio e exclusão no espaço público. São Paulo, Editora Senac, 2008. http://www.revista.iphan.gov.br/index.php; 01/03/2008 às 20:09h. http://www.prefeitura.sp.gov.br/; 07/09/2008 às 16:01h. http://www.sinaenco.com.br/; 17/09/2007 às 09:48h. http://www.vivaocentro.org.br/; 09/09/2008 às 18:49h. 16


http://vejasaopaulo.abril.com.br/; 01/03/2008 às 22:02h. http://sempla.prefeitura.sp.gov.br/; 10/09/2008 às 23:43h. http://www.vitruvius.com.br/; 27/08/2008 às 22:03h. http://winweb.redealuno.usp.br/quapa/; 25/05/2008 às 21:06h. http://www.almanaque.folha.uol.com.br/; 09/09/2008 às 19:02h. http://www.geoportal.com.br/; 12/04/2008 às 19:51h. http://pt.wikipedia.org/wiki/; 07/09/2008 às 13:28h. GoogleEarth, 2006. Cartas GEGRAN; EMURB, 1972. Cartas SARA BRASIL, 1930. Mapas IV Centenário de São Paulo.

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INVENTÁRIO GERAL DAS PRAÇAS DO CENTRO NOVO DE SÃO PAULO LARGO DO AROUCHE Realizado por: Gabriela Carrocelli Kleber e Paulo Henrique Cuconati Data: 14/10/2008 FICHA Nº 01

Localização e Características: Nome: Largo do Arouche (Largo do Ouvidor/ Largo da Artilharia/ Praça Alexandre Herculano) Tipologia: Praça Forma: Irregular Área: ~10.017m² Estilo Arquitetônico: Moderno Data do Projeto: 1822 Autor: Desconhecido Data da Reforma: 1953 Autor: Dep. De Urbanismo da Prefeitura Municipal de São Paulo Configuração: Espécie vegetal significativa Pisos processados Rede de caminhos Atividades: Contemplação Comércio Passagem de pedestre Complementares: Banca (Comércio/Serviços) Busto Bancos Playground Escultura

Endereço: Localiza-se na Avenida Duque de Caxias, Avenida Vieira de Carvalho e Elev. Costa e Silva. Bairro Oficial: República - Centro Subprefeitura: Sé Entorno: Área mista Verticalizado Usuário: Todas as faixas etárias Peculiaridades: As bancas de flores são pontos tradicionais na praça.

Foto aérea do Largo do Arouche em 2006. FONTE: Google Earth, 2006. FONTES dos Dados: EMURB, Projeto QUAPÁ/USP e levantamento em campo.

Iconografia histórica:

Foto de florista no Largo do Arouche em 1942. FONTE: http://www.salasdecinemadesp.blogspot.com.br, 12/2008.

Largo do Arouche no início do século XX. FONTE: http://www.sampa.art.br/cidade/, 12/2008.

Foto de um comércio no Largo do Arouche em 1930. FONTE: http://www.quintale.com.br, 12/2008.


Histórico: Um dos espaços mais antigos de São Paulo, nos primeiros mapas da cidade de 1810, já aparecia. Mais tarde, nos documentos de 1890, o espaço aparece subdividido em ruas e quadras. Sua configuração é de um espaço aberto e longilíneo. Mais a frente, nos mapas do Sara Brasil de 1930, observa-se duas praças, uma ajardinada com o desenho similar às praças da República e Ramos de Azevedo e a outra representando apenas um vazio entre quarteirões. Durante o Plano de Avenidas de Prestes Maia nas décadas de 1930 e 1940, a praça foi reduzida a um espaço com uma série de ilhas de tráfego, o que deixava claro o domínio do sistema viário sobre o espaço público.

Situação legal: - Sem dados.

Situação atual: O Largo foi adotado pelos moradores da vizinhança, o tornando um espaço muito utilizado e agradável, havendo boa manutenção e diversificação de uso, com comércio, atividades infantis (playground), áreas de contemplação e espaços utilizados para lazer com animais domésticos. Na ocasião da visita, a escultura passava por restauro.

Iconografia atual:

Foto do Largo do Arouche, vista das bancas de flores e do caminho.

Foto da rotatória característica do Largo do Arouche.

FONTE: Imagens de autoria dos autores.

Observações:

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INVENTÁRIO GERAL DAS PRAÇAS DO CENTRO NOVO DE SÃO PAULO PRAÇA DA REPÚBLICA Realizado por: Gabriela Carrocelli Kleber e Paulo Henrique Cuconati Data: 14/10/2008 FICHA Nº 02

Localização e Características: Nome: Praça da República (Praça das Milícias/ Largo dos Curros/ Largo 7 de Abril) Tipologia: Praça Forma: Retângular Área: ~14.478m² Estilo Arquitetônico: Eclético romântico Data do Projeto: 1902-1904 Autor: ETZEL, Antônio (Administração dos Jardins) Data da Reforma: 1979 Autor: SILVA, Paulo Sérgio Configuração: Construção Histórica Espécie vegetal significativa Pisos processados Lago Recantos Sinuosos Caminhos interligados Atividades: Contemplação Atividade infantil Feira (Artesanatos e artigos de arte) Eventos culturais/ cívicos/ musicais Circulação Complementares: Sanitários Coreto Lago Bancos Ponte Escultura

Iconografia histórica:

Foto da Praça da República em 1890. FONTE: DPH/DIM, http://www.prefeitura.sp.gov.com.br, 09/2008.

Praça da República no início do século XX. FONTE: http://www.wikipedia.com.br, 09/2008.

Praça da República em 1972. FONTE: http://www.sempla.prefeitura.sp.gov.com.br, 09/2008.

Endereço: Localiza-se na Avenida Ipiranga e Avenida São Luís. Bairro Oficial: República - Centro Subprefeitura: Sé Entorno: Área central Área comercial e Residencial Verticalizado Usuário: Todas as faixas etárias Peculiaridades: Edifício(s) público(s) - Escola

Foto aérea da Praça da República em 2006. FONTE: Google Earth, 2006. FONTES dos Dados: EMURB, Projeto QUAPÁ/USP e levantamento em campo.


Histórico: Lugar onde os paulistanos assistiam touradas no século XIX, conhecida como Largo dos Curros, a praça da Reública recebeu este nome em 1889.Porém, só em 1894 sua paisagem foi alterada, quando o engenheiro Francisco de Paula Souza e o arquiteto Ramos de Azevedo construiram o monumental edifício da Escola Normal, na cabeceira da praça. A edificação em estilo eclético com predominância do neoclássico foi inaugurada em 1894. Em 1902, na gestão do prefeito Antônio Prado foi realizado um tratamento paisagístico inspirado nos jardins ingleses, que transformou a praça em um dos mais belos logradouros da cidade, confirmando a força que o “centro novo” ganhava na época. A praça, de estilo eclético romântico é uma das mais belas deste estilo no Brasil, além de ser uma das poucas. Colecionadores de selos e moedas passaram a usar a praça como forma de encontro e troca de materiais aos domingos, a partir dos anos 40. A eles se juntaram artistas e artesãos do final da década de 60, transformando-a em uma galeria de arte a céu aberto. A construção da estação República do metrô em meados dos anos 70 trouxe a ameaça da demolição da Escola Normal e de alterações na praça, mas os calorosos protestos da população fizeram com que as obras do metrô fizesse uma mudança no projeto. Foi neste momento que através do apelo da população que houve o tombamento da área. A partir de 1978, a escola cedeu lugar à Secretaria do Estado de Educação, que funciona até hoje no local.

Situação legal: - Cadlog nº: 17.000-3 / Bem Tombado pelo CONDEPHAAT, Processo: 00610/75 Tomb.: Res. de 2/6/76 D.O.: 4/6/76 Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 112, p. 16, 25/6/1979.

Situação atual: Após reformas em Fevereiro de 2007, a praça encontra-se em estado bom de conservação, porém a falta de manutenção e de lixeiras fez com que a população atirasse lixo no lago, degradando-a. Hoje encontrasse parcialmente fechada para a ampliação da linha amarela do metrô, apesar disso, ainda se encontra ambulantes bloqueando as passagens.

Iconografia atual:

Foto do lago da Praça da República, com obras do Metrô ao fundo.

Foto do lago da Praça da República.

Observações:

FONTE: Imagens de autoria dos autores.

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INVENTÁRIO GERAL DAS PRAÇAS DO CENTRO NOVO DE SÃO PAULO PRAÇA JÚLIO DE MESQUITA Realizado por: Gabriela Carrocelli Kleber e Paulo Henrique Cuconati Data: 14/10/2008 FICHA Nº 03

Localização e Características: Nome: Praça Júlio de Mesquita (Praça Vitória). Tipologia: Praça Forma: Triangular Área: ~2.046m² Estilo Arquitetônico: Eclético clássico - romântico Data do Projeto: Sem dados Autor: Desconhecido

Endereço: Localiza-se na Avenida São João, Rua Vitória e Alameda Barão de Limeira. Bairro Oficial: República - Centro Subprefeitura: Sé Entorno: Área central Usuário: Adultos Peculiaridades: Fonte Monumental, de Nicolina Vaz de Assis Pinto do Couto.

Data da Reforma: 1927 Autor: Prefeitura Municipal de São Paulo Configuração: Cercamentos (muro/gradil) Espécie vegetal significativa Desenho de piso Chão batido Atividades: Contemplação Passagem de Pedestre Complementares: Busto Chafariz Ponto de ônibus Ponto de Taxi

Foto aérea da Praça Júlio de Mesquita em 2006. FONTE: Google Earth, 2006. FONTES dos Dados: EMURB, Projeto QUAPÁ/USP e levantamento em campo.

Iconografia histórica:

Foto da Praça Júlio de Mesquita em meados de 30. FONTE: http://www.usp.br, 12/2008.

Fonte Monumental da Praça Júlio de Mesquita em 1957. FONTE: http://www.skyscrapercity.com, 12/2008.


Histórico: Essa praça é marcada sobretudo pelo conjunto de edifícios que a circundam, todos remanescentes dos anos 30, época em que se passou a adotar para a área central a opção de moradia em prédios de apartamentos. É ocupada por uma fonte monumental em estilo art-nouveau, da escultora Nicolina Vaz de Assis Pinto do Couto foi contratada pela Prefeitura, em 1913, para construir uma fonte de mármore branco de Carrara e bronze, destinada a embelezar a esplanada em frente à Catedral da Sé, mas imprevistos atrasaram sua implantação em mais de dez anos. Optou-se, então, por destiná-la à Praça Vitória, junto à avenida São João e ruas Aurora e Vitória, no bairro de Santa Ifigênia. A medida visava embelezar a avenida mais larga da cidade na época. Em 1927, a fonte foi montada e inaugurada. No mesmo ano, a praça passou a se chamar Júlio Mesquita, que deve seu nome ao jornalista e advogado Julio César Ferreira de Mesquita. Graduado em 1883 pela Faculdade São Francisco, exerceu a profissão em Campinas no escritório de Quirino dos Santos, advogado de renome e talentoso poeta. A Fonte Monumental não resistiu à degradação da região central da cidade, a partir do final dos anos 1960, quando funções típicas do centro começaram a migrar para as avenidas Paulista e Faria Lima. Na segunda metade dos anos 1980, a Prefeitura cercou com grades de ferro na tentativa de protegê-los da ação de depredadores e pichadores. Nos anos 1990, parte do bairro de Santa Ifigênia passou a ser conhecida como Cracolândia. A praça passou a ser freqüentada por moradores de rua e consumidores de drogas. Além de dificultarem a visualização da fonte, as grades não impediram sua gradual depredação. Moradores de rua se instalaram na fonte, sentindo-se protegidos pelas grades, que também dificultavam a limpeza conservativa.Em 2004, livre das grades, a fonte se reintegrou à praça. O observador tem, agora, a exata dimensão dos danos sofridos.

Situação legal: - Sem Dados.

Situação atual: Apesar da decadência da região e da degradação sofrida durante os anos, a praça hoje passa por requalificações de piso e paisagismo, graças a revalorização da área e incentivo público para retomar a área conhecida como Cracolândia.

Iconografia atual:

Foto geral da Praça Júlio de Mesquita, com a fonte ao fundo.

Foto da Praça Júlio de Mesquita.

FONTE: Imagens de autoria dos autores.

Observações:

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INVENTÁRIO GERAL DAS PRAÇAS DO CENTRO NOVO DE SÃO PAULO PRAÇA DOM JOSÉ GASPAR Realizado por: Gabriela Carrocelli Kleber e Paulo Henrique Cuconati Data: 14/10/2008 FICHA Nº 04

Localização e Características: Nome: Praça Dom José Gaspar Tipologia: Praça Forma: Retângular Área: ~5.708m² Estilo Arquitetônico: Moderno Data do Projeto: 1944 Autor: Dep. De Urbanismo da Prefeitura Municipal de São Paulo Data da Reforma: 2005 Autor: Maringá Turismo (Projeto Municipal “Adote uma Praça”)

Endereço: Localiza-se na Avenida São Luís, Rua Xavier de Toledo e Rua Braulio Gomes. Bairro Oficial: República - Centro Subprefeitura: Sé Entorno: Área central Usuário: Público adulto. Peculiaridades: Edifício(s) público(s) - Biblioteca Mário de Andrade. Atividades musicais aos finais de semana (”Piano na Praça”).

Configuração: Espécie vegetal significativa Pisos processados Rede de caminhos Gramado Atividades: Contemplação Complementares: Ambulantes Busto Lixeiras Bancos Banca (comércio/serviços) Estátua

Foto aérea da Praça Dom José Gaspar em 2006. FONTE: Google Earth, 2006. FONTES dos Dados: EMURB, Projeto QUAPÁ/USP e levantamento em campo.

Iconografia histórica:

Foto da Praça Dom José Gaspar em 1957.

Praça Dom José Gaspar em 1957.

FONTE: http://www.almanaque.folha.uol.com.br, 12/2008.

FONTE: http://www.almanaque.folha.uol.com.br, 12/2008.


Histórico: A praça foi inaugurada em 1944, e é remanescente do jardim de um palacete demolido. Seu projeto está dentro das modernizações promovidas pelo Plano de Avenidas de Prestes Maia, onde no caso, os edifícios altos tomam lugar dos palacetes. A praça marca a transição entre o centro velho e o novo e foi o centro de um grande movimento social e intelectual da cidade. O desenho da praça se iniciou apenas com a adaptação do desenho do antigo jardim, abrindo caminhos de ligação com a biblioteca, possuía largos passeios e seu desenho refletia o urbanismo francês e atuava como elemento de articulação do tecido urbano. O desenho da praça muda na década de 1980, quando a Rua Marconi é transformada em calçadão com árvores e bancos, a biblioteca passa a ser gradeada e o acesso pela praça fechado. Reformas projetadas entre os anos de 2000 e 2004 propunham a abertura de alguns acessos, inclusive para a biblioteca que também seria reformada. Algumas das modificações realmente efetuadas já nesse período foram a eliminação de algumas muretas e o aumento de árvores.

Situação legal: - Cadlog nº: 10.986-0.

Situação atual: Após a adoção da praça por empresas privadas, sua manutenção melhorou significativamente, passando a receber também aos finais de semana o projeto “Piano na Praça”, que prima em popularizar a música clássica e instrumental, além de tornar a permanência dos frequentadores da praça e dos cafés existentes na Rua Marconi e nas galerias vizinhas à praça. Porém, ainda há presença de ambulantes e moradores de rua, prejudicando a imagem atual da praça e seu uso principal, que é de circulação e transição da malha urbana da cidade. Outra forte característica do espaço é a arte e literatura, já que abriga a biblioteca pública Mário de Andrade e alguns bustos e esculturas de nomes importantes do país.

Iconografia atual:

Foto dos caminhos e canteiros da Praça Dom José Gaspar.

Foto da fachada da Biblioteca Mário de Andrade.

FONTE: Imagens de autoria dos autores.

Observações:

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INVENTÁRIO GERAL DAS PRAÇAS DO CENTRO NOVO DE SÃO PAULO LARGO DA MEMÓRIA Realizado por: Gabriela Carrocelli Kleber e Paulo Henrique Cuconati Data: 14/10/2008 FICHA Nº 05

Localização e Características: Nome: Largo da Memória (Ladeira da Memória/ Ladeira dos Piques) Tipologia: Largo Forma: Triangular Área: ~1.703m² Estilo Arquitetônico: Eclético clássico Data do Projeto: 1922 Autor: DUBUGRAS, Victor Data da Reforma: 1992 Autor: DEL PICCHIA, Paulo Celso Configuração: Construção Histórica Escadaria Pisos processados Relevo muito acidentado Vegetação Atividades: Contemplação Estar Feira permanente Passagem de pedestre Complementares: Mirante/ monumento Acesso ao metrô Espelho d’água Fonte e painel de azulejo Obelisco

Endereço: Localiza-se na Rua Formosa, Rua João Adolfo, Rua Quirino de Andrade e Rua Xavier de Toledo. Bairro Oficial: República - Centro Subprefeitura: Sé Entorno: Área central Área comercial Verticalizado Usuário: adulto

Foto aérea do Largo da Memória em 2006. FONTE: Google Earth, 2006. FONTES dos Dados: DEPAVE/SP, Projeto QUAPÁ/USP e levantamento em campo.

Iconografia histórica:

Foto do Largo da Memória em 1862. FONTE: TOLEDO, Benedito Lima de, São Paulo: Três cidades em um século. São Paulo, Duas Cidades, 1983.

Ladeira da Memória antes do replanejamento de 1919. FONTE: TOLEDO, Benedito Lima de, São Paulo: Três cidades em um século. São Paulo, Duas Cidades, 1983.

Foto da inauguração do Largo da Memória em 1922. FONTE: TOLEDO, Benedito Lima de, São Paulo: Três cidades em um século. São Paulo, Duas Cidades, 1983.


Histórico: O antigo Largo do Piques, ponto de concentração dos tropeiros que chegavam à cidade vindos de vários pontos do estado, era apenas um barranco quando Daniel Pedro Müller, em 1814, encarregado da abertura da Estrada do Piques, projetou um obelisco, o monumento mais antigo da cidade, construído em colaboração com o Mestre Vicentinho, para homenagear o triunvirato que governava São Paulo. O lugar era um dos mais significativos da cidade, nos limites da chamada “cidade nova”, do outro lado do ribeirão Anhangabaú. Mais tarde, construíram também o Chafariz do Piques, extinto em 1872, pois nessa época a estrada de ferro transfere para as imediações da Luz o papel de caminho para as outras cidades, já que as antigas tropas perderam espaço para os trens. Washington Luís, em 1919, para as comemorações do Centenário da Independência, contratou Victor Dubugras e o artista plástico J. Wasth Rodrigues, que projetaram a reforma do Largo, em estilo eclético, valorizando o obelisco, além de introduzir um chafariz, em frente ao muro de arrimo. Os azulejos foram pintados por J. Wasth Rodrigues.

Situação legal: - Moc nº: 14.102-0 / Bem Tombado pelo CONDEPHAAT, Processo: 00044/71 Tomb.: Res. 2/4/75 Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 96, p. 13, 4/4/1975. - Tombado pelo CONPRESP em 1991.

D.O.: 3/4/75

Situação atual: Atualmente, o Largo da Memória apresenta forte presença de moradores de rua e ambulantes. A população local não utiliza o espaço a não ser como área de passagem, graças a um restauro recente, o lugar está bem conservado, porém não há sinais de manutenção da área, apresentando falta de poda e em algumas regiões, falta de plantio, além do mau cheiro e a sensação de insegurança. Iconografia atual:

Foto da Ladeira da Memória, fonte e obelisco.

Foto da Ladeira da Memória, fonte e obelisco, vista das escadarias.

FONTE: Imagens de autoria dos autores.

Observações:

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INVENTÁRIO GERAL DAS PRAÇAS DO CENTRO NOVO DE SÃO PAULO PRAÇA RAMOS DE AZEVEDO Realizado por: Gabriela Carrocelli Kleber e Paulo Henrique Cuconati Data: 14/10/2008 FICHA Nº 06

Localização e Características: Nome: Praça Ramos de Azevedo Tipologia: Praça Forma: Semi Círculo Área: ~7.622m² Estilo Arquitetônico: Eclético romântico clássica Data do Projeto: 1910 - 1914 Autor: BOUVARD, Joseph Antoine Data da Reforma: 1988 Autor: Realizada na gestão do prefeito Jânio Quadros. Configuração: Espaços Temáticos Espécie vegetal significativa Pisos processados Gramado Atividades: Contemplação Circulação Complementares: Posto Policial Espelho d’água Escadarias Bancos Fonte Escultura Mirante Ponto de táxi e ônibus Banca

Endereço: Localiza-se na Rua Cel. Xavier de Toledo, Vale do Anhangabaú, Viaduto do Chá. Bairro Oficial: República - Centro Subprefeitura: Sé Entorno: Área central Verticalizado Usuário: Jovem e Adulto Peculiaridades: Edifício(s) público(s) - Teatro Municipal

Foto aérea da Praça Ramos de Azevedo em 2006. FONTE: Google Earth, 2006. FONTES dos Dados: EMURB, Projeto QUAPÁ/USP e levantamento em campo.

Iconografia histórica:

Teatro Municipal antes do ajardinamento do Vale do Anhangabaú em 1911. FONTE: http://www.sempla.prefeitura.sp.gov.com.br, 09/2008.

Noite da inauguração do Teatro Municipal em 1911. FONTE: http://www.sempla.prefeitura.sp.gov.com.br, 09/2008.

Praça Ramos de Azevedo após o plano Bouvard em 1915. FONTE: http://www.sempla.prefeitura.sp.gov.com.br, 09/2008.


Histórico: São Paulo estava em pleno progresso nos primeiros anos do século XX, demonstrado pelos imponentes obras arquitetônicas que passaram a integrar a paisagem. Porém, a cidade se ressentia de um espaço de espetáculos moderno para abrigar as grandes companhias artísticas, assim, o escritório do arquiteto Ramos de Azevedo foi contratado pelo então prefeito Antônio Prado para conceber um projeto para o “Teatro Municipal”. O desenvolvimento do projeto coube a Domiziano Rossi e ao cenógrafo italiano Cláudio Rossi. O teatro, de estilo eclético com feições neoclássicas, inspirado na Ópera de Paris, foi construído de 1903 a 1911 com alvenaria e concreto e implantado no alto do Morro do Chá, constratando com as modestas casas ao redor e destacando-se na paisagem do Vale do Anhangabaú. Em 1910, a convite do governo paulistano, Joseph Antoine Bouvard projetou um parque ajardinado no trecho do Vale do Anhangabaú entre os Viadutos do Chá e Santa Ifigênia, integrando o parque ao Teatro Municipal tornando o local o novo cartão postal da cidade.

Situação legal: - Cadlog nº: 16.861-0 / Bem Tombado pelo CONDEPHAAT, Processo: 21752/81 Tomb.: Res. 49 de 23/12/81 D.O.: 5/1/82 Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 158, p. 34, 28/1/1982.

Situação atual: Circulação constante de pedestres interligando a Rua Cel. Xavier de Toledo, Viaduto do Chá com o Vale do Anhangabaú. Dos lugares melhor conservados da região, com significativo número de pessoas (predominantemente jovens), usando o local como área de descanso e contemplação; boa manutenção da área, trazendo sensação de acolhimento e segurança.

Iconografia atual:

Foto do chafariz da Praça Ramos de Azevedo vista da Rua Xavier de Toledo, com os jardins e o Vale do Anhangabaú ao fundo.

Foto Geral da Praça Ramos de Azevedo vista do Vale do Anhangabaú.

FONTE: Imagens de autoria dos autores.

Observações:

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INVENTÁRIO GERAL DAS PRAÇAS DO CENTRO NOVO DE SÃO PAULO LARGO DO PAISSANDÚ Realizado por: Gabriela Carrocelli Kleber e Paulo Henrique Cuconati Data: 14/10/2008 FICHA Nº 07

Localização e Características: Nome: Largo do Paissandú (Praça de Alagoas/ Largo do Tanque) Tipologia: Praça Forma: Quadrilátero irregular Área: ~6.862m² Estilo Arquitetônico: Eclético Data do Projeto: 1836 Autor: Sem informação Data da Reforma: 1906 Autor: Câmara Municipal de São Paulo Configuração: Cercamentos (muro/gradil) Espécie vegetal significativa Pisos processados

Endereço: Localiza-se na Avenida Rio Branco e Avenida São João. Bairro Oficial: República - Centro Subprefeitura: Sé Entorno: Área central Usuário: Todas as faixas etárias (Principalmente adultos) Peculiaridades: Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos.

Atividades: Contemplação Passagem de Pedestres Complementares: Ponto de Õnibus Monumento Ambulantes Banca (comércio/serviço) Escultura

Foto aérea do Largo do Paissandú em 2006. FONTE: Google Earth, 2006. FONTES dos Dados: EMURB, Projeto QUAPÁ/USP e levantamento em campo.

Iconografia histórica:

Foto do Largo do Paissandú em 1910. FONTE: http://www.flickr.com/photos/pindoramacircus, 12/2008.

Largo do Paissandú com a Igreja dos Homens Pretos em 1918. FONTE: http://www.flickr.com/photos/pindoramacircus, 12/2008.

Foto do famoso Café dos Artistas no Largo do Paissandú em 1970. FONTE: http://www.flickr.com/photos/pindoramacircus, 12/2008.


Histórico: Até 1865, o Largo Paissandú se chamava Largo do Tanque do Zuniga, nome datado de 1836 porque ali estava localizado um dos tanques de água potável que abasteciam a cidade, dentro do terreno da chácara do sargento-mór Manoel Zuniga. O nome Paissandú surgiu com as primeiras investidas do Brasil na Guerra do Paraguai. Foi em 1864 que foi lançado um pelotão do Exército para atacar a cidade de Paissandú. Como o nome Paissandú ficara célebre naquela fase preparatória da Campanha do Paraguai, ao término da luta foi esse nome dado ao Largo. No séc. IXX, o crescimento de São Paulo e a necessidade de melhorar as vias locais foram argumentos utilizados pela Câmara Municipal para que os terrenos contíguos à igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos fossem desapropriados. Depois disso, a área passou a ser denominada Largo do Rosário. Como estava em pleno vigor a luta abolicionista, o local, após as missas, era ponto de encontro político pela libertação dos escravos. Veio a abolição e começaram discussões entre a administração municipal e a irmandade para retirar a igreja do Largo do Rosário. A Prefeitura queria ampliar a área e criar uma praça no lugar da igreja. Cinco anos depois, o terreno foi desapropriado e a irmandade transferida em caráter provisório para a Igreja São Pedro da Pedra, que ficava no Largo da Sé. A Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos seria demolida e o largo passaria a se chamar Praça Antonio Prado, homenageando o prefeito responsável pelas transformações. As discussões com a municipalidade continuaram, e entre idas e vindas, a irmandade recebeu metade da quantia pedida e um terreno no Largo do Paissandú para a construção da nova igreja, que foi inaugurada em 15 de abril de 1906. Ao lado da igreja está a escultura Mãe Preta, em bronze, de autoria de Júlio Guerra, inaugurada no IV Centenário de São Paulo.

Situação legal: - Sem Dados.

Situação atual: Espaço com manutenção precária, com forte presença de ambulantes devido ao ponto/terminal de ônibus e moradores de rua, que usufruem das oferendas feitas aos devotos de Mãe Preta, sujando a região. Porém, há pontos positivos como idosos que tornaram a praça como ponto de encontro para jogos de damas.

Iconografia atual:

Foto do Largo do Paissandú.

Foto do Largo do Paissandú.

FONTE: Imagens de autoria de Regina Kalmann Http://baixaki.ig.com.br/perfil/461989/papeis-de-parede/, 12/2008.

FONTE: http://babikers.blogspot.com/2008/07/horto-florestal, 12/2008.

Observações:

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PESQUISA SOBRE AS PRAÇAS DO CENTRO NOVO DE SÃO PAULO