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Edição Angola www.vidaimobiliariaangola.com Preço de Capa 1 Kwanza | nº 8

MERCADO IMOBILIÁRIO EM EXPANSÃO CAPTA NOVOS INVESTIDORES Tudo sobre os fundos de investimento imobiliário em Angola Conheça os novos projectos e os segmentos mais aliciantes para o investidor Análise: como está a evoluir o mercado em 2014? * Baia de Luanda


O Masuika Office Plaza encontra-se no centro da actividade empresarial da zona com maior índice de desenvolvimento de Luanda: Talatona. Composto por um conjunto de edifícios desenhados em redor de uma praça e destinados a serviços, comércio e habitação. Encontrando-se em fase de conclusão o seu primeiro e principal edifício. Este, destinado a escritórios e comércio, oferece-lhe áreas a partir de 147m2 e um serviço personalizado, com segurança e estacionamento privado, ideal para o seu negócio.

www.masuika.co.ao Tel.:+244 945 933 913


| Editorial

Os fundos imobiliários em Angola – um novo horizonte O investimento imobiliário é essencial ao moderno funcionamento de uma economia, ao permitir às empresas poderem concentrar-se na sua actividade primária sem ter de investir recursos financeiros em infra-estrutura imobiliária. Os imóveis ao serem utilizados como arrendamento, passam a ser um custo de operação, assegurando uma maior flexibilidade às empresas que a cada momento podem escolher os imóveis mais adaptados à sua escala e operação.

António Gil Machado Director, Vida Imobiliária

Os fundos imobiliários vêm trazer uma profissionalização da gestão do investimento imobiliário, permitindo o desenvolvimento de uma actividade de gestão de imóveis com escala e profissionalismo. Da mesma forma, os investidores podem através dos fundos imobiliários entregar o ónus da sua gestão corrente, diversificando a sua carteira de activos de uma forma mais rentável e segura. São ainda um factor de atracção de capital internacional, ao permitirem uma estrutura de investimento conhecida e sempre com a gestão de um parceiro local.

A criação dos fundos imobiliários em Angola será certamente um marco fundamental na evolução e sofisticação financeira do mercado imobiliário Angolano. Certamente, os fundos imobiliários vão contribuir de forma definitiva para a estabilização de um mercado mais transparente, com evidentes ganhos de competitividade a toda a economia Angolana! A Vida Imobiliária orgulha-se em associar-se a esta nova realidade, com a edição que tem em mãos e pela edição do livro apresentado com a RSA LP (Rede de Serviços de Advocacia de Língua Portuguesa ) sobre esta temática. Uma boa leitura!

Os fundos imobiliários ganharam uma grande difusão em toda as economias modernas, sendo uma grande indústria de “asset management” que movimenta anualmente biliões de dólares. Existe um valor efectivo numa gestão activa e dinâmica de patrimónios imobiliários, explorados em arrendamento e colocados à disposição da economia produtiva.

3


Baía de Luanda Melhor Projecto Mundial de Requalificação Urbana e Ambiental Excellence on the Waterfront 2013, EUA


Mexe connosco

BAÍA DE OPORTUNIDADES A renovada Baía de Luanda foi aberta ao público em 2012. Hoje é o palco de uma nova vivência, um sinónimo da importância das obras de requalificação na melhoria da relação das pessoas com a Cidade. Todos os dias, milhares de pessoas usam este novo espaço para lazer, desporto ou simplesmente para relaxar. Em Maio de 2014 concluímos uma nova fase do projecto e 14 empresas promotoras preparam-se para construir os seus sonhos na Baía de Luanda. Em breve vai ser possível trabalhar e viver neste lugar único.

Investimentos@baiadeluanda.ao


O seu Banco Província de

Luanda (107 Balcões)

Cacuaco

City of Luanda Viana Belas

O Grupo BPI está em Angola através do BFA - Banco de Fomento Angola, o banco privado com a maior rede comercial, com mais de 175 espaços de atendimento em todo o país, servindo mais de 1 milhão e duzentos mil Clientes. Em Portugal e em Angola, o BPI e o BFA colocam à sua disposição as Soluções Angola-Empresas, uma oferta financeira com condições muito competitivas e que lhe garante o acesso a equipas especializadas do gabinete para África e da Business Development Unit do BPI e do Gabinete de Apoio e Cooperação Empresarial de BFA.


em Angola. Cabinda (7 Branches) Soyo

Uíge (2 Balcões)

Dundo

Negage

N’zage

Caxito Provincia de Luanda

Lucapa N’dalatando

Catete Porto Amboim

Dondo

Cacuso

Saurimo (2 Balcões)

Malanje

Calulo

Gabela Waku-Kungo

Sumbe

Luena

Bailundo

Catumbela Benguela (6 Balcões)

Kuito Lobito Huambo (10 Balcões) (4 Balcões) Ganda Caála Cubal Caconda

Lubango (8 Balcões) Namibe

Menongue

Matala Chibia

Tômbua Ondjiva

Santa Clara

N


LANÇAMENTO

O maior complexo multiuso de Angola vai ganhar mais uma etapa. Quem acreditar vai ganhar. 5

etapa

4 opções de plantas

2 torres

Salas de 249,63 m2 a 1.022,77 m2

Localizado em Talatona


*IMAGENS MER AMENT E ILUSTR ATIVAS

Mall com loja de conveniência, café, banco e restaurante


Porque Dipanda é Liberdade...

Liberdade de escolher o melhor, de ter o maior conforto, de viver bem e no centro de Luanda. Liberdade de ter um apartamento T2 com 139m2, um T3 com 224m2 ou um T4 com 307m2 . Liberdade de receber toda a família e de sonhar. Inauguração a 19 de Junho de 2014.


| ÍNDICE

3|

Editorial EVENTOS

14 |

Projekta by Constrói Angola a caminho da 12ª edição em 2014

16 |

DOSSIER: Investimento Imobiliário em Angola

18 |

Angola já é o 4º destino de investimento preferido na África Subsaariana

20 |

Condições do mercado de crédito em rota positiva

22 |

Mercado imobiliário entra em nova fase de grande expansão

26 |

Melhores oportunidades de investimento são para quem “está” em Angola

28 |

A evolução do mercado de investimento imobiliário em Angola

30 |

Haverá vantagens na constituição de Fundos de Investimento Imobiliário para os quais será transferido o património de um Grupo Económico Angolano?

32 |

A dimensão subjectiva dos fundos de investimento imobiliário: quem são os players e qual o seu papel?

36 |

Investimento e desenvolvimento

38 |

A história dos Fundos de Investimento Imobiliário em Angola

40 |

Os fundos, um instrumento de retorno sólido

42 |

Baía de Luanda vai atrair investimentos no valor de 7 biliões de dólares

44 |

Novinvest continua a multiplicar investimentos de norte a sul do país

46 |

Investimo aponta miras para novos segmentos de mercado

48 |

Vista Towers são sucesso de comercial na Baixa de Luanda

50 |

Odebrecht quer fechar 2014 com o Belas Business Park totalmente colocado

52 |

Banco BNI cresce e diversifica a estratégia

54 |

Mercado de centros comerciais dispara em Luanda

58 |

Turismo é sector estratégico para o país e para o imobiliário

62 |

Oportunidades já não estão só em Luanda TURISMO DE NEGÓCIOS

66 |

Mercado angolano é aposta estratégica para a Hoti Hotéis

DIRECTOR António Gil Machado agil@vidaimobiliaria.com Edição Susana Ribeiro scorreia@vidaimobiliaria.com MARKETING & NEW BUSINESS Osvaldo Nogueira onogueira@vidaimobiliaria.com GESTÃO DE CLIENTES Clara Marcos cmarcos@vidaimobiliaria.com Marta Brandão mbrandao@vidaimobiliaria.com Colaboradores Ana Tavares atavares@vidaimobiliaria.com Paula Moreira pmoreira@vidaimobiliaria.com PAGINAÇÃO Pedro Lopes designpedrolopes@gmail.com IMPRESSÃO Uniarte Gráfica R. Pinheiro de Campanhã nº342 4300-414 Porto Assinaturas Clara Marcos Proprietário Imoedições – Publicações Periódicas e Multimédia, Lda. PERIODICIDADE Trimestral NIPC 507 037 219 TIRAGEM 3.000 exemplares Redacção, Administração E Assinaturas – Porto Rua Gonçalo Cristovão, 185 – 6º 4049-012 Porto Tel. 222 085 009 Fax. 222 085 010 Registo nº 115734 da Entidade Reguladora da Comunicação Social FOTO DA CAPA Baia de Luanda


eventos | Projekta

Projekta by Constrói Angola a caminho da 12ª edição em 2014 Assumidamente a maior feira dedicada ao sector da construção civil, obras públicas, urbanismo e arquitectura em toda a Angola, a Projekta celebra a sua 12ª edição em 2014 e trazendo várias novidades.

A data já é conhecida: de 23 a 27 de Outubro, as instalações da FIL em Luanda vão ser o ponto de encontro dos sectores ligados à construção e ao imobiliário angolano, nesta iniciativa organizada pela FIL e pela Eventos Arena e que conta com o apoio institucional do Ministério do Urbanismo e Habitação e do Ministério da Construção. Sob o mote “Projectar o Futuro, Construindo o Presente”, a organização tem vindo a adaptar a oferta do salão “às reais necessidades do sector, procurando que a Projekta assuma o seu papel de alavancagem na realização de parcerias, contactos e negócios entre empresários angolanos e estrangeiros”. As expectativas da organização estão em alta, ou não fosse o sector da construção “um dos mais promissores em Angola em termos de evolução e fundamental na regeneração das economias locais e nacional”.

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VI NEWS

ANGOLA

Internacionalização é um dos vectores de crescimento

Expo Decor é novidade em 2014

AAA está a construir dois Identificados 116 pontos de interesse turístico Na verdade, o investimento na internacionalização tem sido uma priori- Uma das novidades deste ano é a Expo Decor, um novo sub salão excluhotéis na cidade do Kuíto no Huambo dade para a organização, afiançando que “o resultado tem sido muito posi- sivo dedicado ao mobiliário e decoração de interiores para casa, escri-

Foram identificados 116 pontos de interesse tivo”. Ou no ano passado não tivessem estado representadas onze nacio- tório e espaços comerciais, e no qual serão dadas a conhecer soluções turístico nos 11 municípios da província do nalidades diferentes no quórum dos expositores, com representações decorativas para a criação de ambientes e de rentabilização de espaços. Huambo, no quadro de um plao director que vindas do Brasil, Portugal, Espanha, Itália, Reino Unido, Turquia, Egipto, oficialHotelaria da Eventos Arena explica que “à medida que a reconstrução a direcção provincial doFonte Comércio, África do Sul, Emirados Árabes Unidos, Índia, China e, claro, Angola. urbana sedesde vai consolidando, o mercado de retalho (comércio e escritórios) e Turismo está a implementar 2011. Assumindo-se como “a maior plataforma na criação contactos também a de proliferar muito graças ao aumento da presença de Dede acordo com eoprochefe começa de departamento moção” dos sectores da construção, urbanismo Hotelaria e imobiliário, a Pro-da direcção novas empresas e marcas internacionais que, em busca de novas oportunie Turismo provincial do jekta tem registado um crescimento médio anualComercio na casa dos ao Fernando dades, procuram estabelecer-se no mercado Angolano”. no 18% Huambo, Cavinda, o longo da primeira década. No ano passado, estiveram mais planopresentes director elaborado pela instituição aponAssim, continua, “a Expo Decor abre uma janela de oportunidades de negóde 530 expositores – traduzindo um crescimentota  deque 36% face ao ano e exploração desses pona recuperação cio para todas as empresas que operam no sector da decoração, aproveianterior -, incluindo estreias de empresas de países província, com restaurantes espalhados por vátos turísticos vaicomo até 2017. A seguradora Angola,asAgora e Amanhã (AAA)oriundas tando as sinergias decorrentes da sua integração no âmbito da Projekta, atem África Sul, o Gana o Egipto. rios pontos do interior desta região. Nesta altura o complexo turístico da Ilha dos em do construção doisenovos hotéis na cidaquer a nível da complementaridade de sectores, quer de notoriedade que Na sede capital do Huambo estão atualmente Amores, localizado no município da Ecunha, de do Kuito, província de Bié. Entretanto, fonte oficial do SIL – Salão Imobiliário de Portugal já fez esta feira tem no mercado Angolano”. em curso as obras de vários novos hotéis, por 42 quilómetros a oeste da cidade do Huambo, De acordo com o responsável e gerente da saber que à semelhança das edições anteriores, também este ano a iniciativa de vários operadores económicos. É tem já um projecto de referência para ser instituição Silvino Quintas, as infra-estruturas Projekta contará com a representação portuguesa em força, estando a Agenda de eventos ainda não é conhecida o caso da construção dos hotéis “Ekuikui” com submetido a concurso público, informou o estão localizadas à entrada da cidade, tendo ser preparada uma missão de empresas lusas com o apoio da AICEP e A cerca de cinco meses do doeevento ainda não conhecida a 80 início quartos Chapesseka com éigual número responsável. as obras começado no início de 2012. Por enda CIMLOP e que incluirá a participação e visita ao salão, mas que vai agenda eventos que complementam a oferta expositiva. de quartos, o hotel “Kassueka” com 23 quartos Fernando Cavinda assegurou que de o sector con-paralelos quanto ainda não foi avançada uma data contambém passar por Cabinda e Uíge. Contudo, e tendo que a criação de um do ambiente propício ao e “Katito” no município Bailundo, que vão trola actualmente 926 quartos, com mais em de conta creta para a previsão do fim das obras, mas o Confirmada está também participação doaBrasil, com um Pavilhão debate e discussão dos temas que animam o sector, a organização já fez contribuir na melhoria da rede hoteleira nesta 1.201 camas, que tem proporcionado um meresponsável garantiu que osa trabalhos estão Brasileiro 300 m² no qual várias empresas daquele país irão levar saberque que a exposição acompanhada de vários workshops, conferegião. lhor acolhimento dos turistas escalam esta será correr semcom constrangimentos. materiais de construção, equipamentos e empreendimentos brasileiros. rências e seminários, cujos pormenores serão revelados posteriormente. O que se explica também pelo facto de muitos angolanos estarem a apostar na compra de segunda residência em território brasileiro.

UN Habitat anuncia acordo com Angola Depois de na 11ª edição, em 2013, a Projekta ter registado um crescimento de 8% na área ocupada; este ano a feira deverá ocupar uma área O encarregado para Angola junto dos escritórios das Nações Unidas para coberta de 16.200 m² ao longo dos quais serão expostos materiais e serAssentamentos Humanos (UN Habitat) em África, Mathias Spaliviero, anunviços de construção, paisagismo, decoração, imobiliário, ordenamento ciou que vai ser assinado um acordo de cooperação com o Governo de público e arquitectura. Angola. E, nesse âmbito, será enviado um representante para prestação de Recorde-se que na sua última edição oacertame recebeu mais de 18.500 serviços de ainda assessoria técnica em Luanda, partir do próximo ano. visitantes,este o que representa um crescimento 23%alguns face aomeses», ano anterior. Embora seja  «um processo que podedelevar a previsão da UN Habitat é que «nos primeiros quatro meses do próximo ano, já teremos a presença de um representante em Luanda e, daí começarmos a montar os programas e projectos para aumentar a nossa cooperação com as autoridades angolanas», sublinhou. Uma das áreas prioritárias a intervir é a estratégia de melhoramento para os assentamentos informais, uma área em que já o governo angolano está a trabalhar. Outra área de cooperação é a de redução de riscos das calamidades, ligada à questão da administração da terra e do ordenamento territorial.

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VIDAIMOBILIÁRIA EDIÇÃO Nº. 4

Mathias Spaliviero considera que a UN Habitat Angola tem um  «enorme potencial»   e, graças aos seus recursos tem sabido resolver as questões básicas da habitação, acesso aos serviços básicos e de urbanização no geral. Contudo, o responsável defende a necessidade de uma assessoria para ajudar a orientar os financiamentos, com vista a apoiar o Governo angolano, visto que  «precisamos dar uma assistência técnica que nos permitirá dar o aconselhamento sobre como desenvolver os seus assentamentos humanos, tendo em conta que esta é a nossa função principal»  . A UN Habitat Angola irá desenvolver as suas actividades em áreas onde o Governo sinta que precisa da presença das Nações Unidas, referiu Spaliviero. No presente  «já temos escrito o acordo de cooperação com o Governo e estamos à espera agora da assinatura deste acordo e da transferência de fundos, para o recrutamento do assessor técnico», referiu o responsável.

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DOSSIER

Investimento Imobiliรกrio em Angola

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À medida que o continente africano ganha destaque no topo das preferências dos investidores, também Angola começa a ver cada vez mais reconhecidas as qualidades que a tornam uma localização privilegiada para investir. As oportunidades são vastas em todos os segmentos de actividade, e o imobiliário não é excepção. O fulgor económico e a aposta na melhoria da qualidade de vida dos angolanos oferecem hoje oportunidades ímpares ao mercado imobiliário, marcado pela procura elevada em quase todos os segmentos e por uma oferta insuficiente face às necessidades evidenciadas no país. Por outro lado, o sector financeiro tem vindo a sofisticar-se, e nesse movimento nasceu uma indústria de fundos que dá hoje os primeiros passos mas que representa um enorme potencial; abrindo a porta do mercado imobiliário não só aos grandes investidores institucionais, mas também aos pequenos investidores que procuram soluções de poupança alternativas mas com um perfil de risco mais conservador. Quer pela via do investimento directo, quer pela aposta em produtos financeiros ligados ao sector, o mercado imobiliário angolano está em condições de proporcionar aos investidores oportunidades que aumentem as suas rentabilidades. Fique a conhecê-las melhor neste dossier!

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DOSSIER | Investir em Angola

Angola já é o 4º destino de investimento preferido na África Subsaariana Angola não só é o quarto maior destino de investimento directo estrangeiro (IDE) na África Subsaariana, como é também percepcionado como o quarto melhor destino de investimento naquela região. Ficha do país Área: 1 246 mil Km² Províncias: 18 Capital: Luanda População: 20.820.525 Tipo de Governo: República Presidencialista Língua Oficial: Português Moeda: Kwanza

Esta é uma das conclusões apuradas pela consultora internacional Ernst & Young no relatório “Africa 2014 Executing Growth”, que classifica Angola como o quarto maior receptor de IDE naquela região, sendo apenas suplantada pela África do Sul, Nigéria e Quénia. O país ocupa a mesma posição também no ranking que diz respeito à percepção dos investidores “quanto às localizações mais atractivas no continente”. No ano em que Angola foi eleita como o segundo destino mundial mais atractivo para o investimento, a par com a Ásia; conjuntamente a África do Sul, a Nigéria e o Quénia concentram 40% do investimento total aplicado em mais de 50 estados africanos. Por seu turno Angola representa uma fatia de 6,9% do investimento directo estrangeiro aplicado no continente. Em termos globais, e pelas contas da Ernst & Young, o IDE na região da África Subsaariana aumentou cerca de 4,7% no ano passado, ao passo que no mesmo período se assistiu “a um decréscimo” deste indicador na região Norte do continente. Outra nota de destaque é o facto de a preferência dos investidores parecer estar a mudar “do sector da extracção para o sector dos bens relacionados do consumo”, apontam aqueles especialistas. O estudo “Africa 2014 Executing Growth combina uma análise internacional em África desde 2003 com um inquérito de 2014, realizado junto de 500 líderes empresariais globais acerca das suas perspectivas em relação ao potencial do mercado africano.

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Mais infra-estruturas, Fundo Soberano e Bolsa de Luanda impactam positivamente Considerando-os como “sinais da melhoria da atractividade angolana” no que toca aos investimentos privados, neste estudo a Ernst & Young destaca positivamente os investimentos em curso ao nível das infra-estruturas, nomeadamente em portos e aeroportos, tal como a criação do Fundo de Investimento Soberano de Angola (com uma dotação inicial de cinco biliões de dólares) e o anúncio da criação da Bolsa de Luanda. Ainda que o número de projectos de IDE em Angola tenha registado uma ligeira diminuição em 2013, o país “continua a ser um importante destino de investimento, em boa parte devido a ter sido uma das economias com maior crescimento no período 2003-2013” nota a consultora. Basta lembrar que nesse período o Produto Interno Bruto (PIB) angolano “cresceu a uma média de 11% ao ano”.


A economia angolana deverá crescer 5,3% de acordo com o Fundo Monetário internacional. Já a inflação deverá baixar em 2014, depois de ter atingido o valor mais baixo dos últimos anos em 2013 segundo o Banco Nacional de Angola. 2014

2013

2015 (projecção)

PIB

4,1 %

5,3%

5,5%

Inflação

7,69%

7,22 %

-

Deficit Orçamental

5,0 %

2,2%

- 0,4%

Índice de Preços no Consumidor (IPC)

8,8%

7,7%

7,7%

Fonte: FMI (World Economic Outlook Abril 2014), Banco Nacional de Angola

Ranking Doing Business 2014

Ranking Doing Business 2013

Variação

179

178

-1 Ranking Doing Business 2014

Ranking Doing Business 2013

178

175

-3

65

56

-9

Obtenção de electricidade

170

167

-3

Registo de propriedades

132

132

=

Obtenção de crédito

Abertura de empresas Obtenção de alvarás de construção

130

126

-4

Protecção dos investidores

80

80

=

Pagamento de impostos

155

156

1

Transacções internacionais

169

167

-2

Cumprimento de contratos

187

187

=

Resolução de insolvência

189

189

=

Fonte: Doing Business Report 2014 (The World Bank)

A construção tem um peso de 8,4% no PIB angolano, de acordo com o INE

Fonte: INE, Espírito Santo Research

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DOSSIER | Crédito Bancário

Condições do mercado de crédito em rota positiva Nos próximos meses o financiamento bancário no mercado angolano deverá evoluir favoravelmente, com a agência de “rating” Moody’s a prever que as condições de crédito da Banca de Angola sejam “estáveis” ao longo dos próximos dois anos.

Uma evolução que deverá ser sustentada “por uma economia robusta que esperamos que cresça 6,8% em 2014, o que se traduzirá num crescimento do crédito e dos negócios para os bancos”, pode ler-se no relatório “Angola’s Banking System: Overview and Outlook”, lançado recentemente por aquela agência. Naquele documento a Moody’s sustenta que a manutenção de bases de financiamento a partir de depósitos e os “buffers” elevados de liquidez são factores importantes que devem contribuir para a estabilidade financeira. As previsões apontam que os fundos próprios dos bancos devam “permanecer adequados” no período em análise, ao passo que o rácio Tier1 “deverá continuar em cerca de 14% - 15%, o que vai permitir aos bancos resistir a qualquer pressão moderada que possa inesperadamente surgir no ambiente operacional”. Não obstante as perspetivas optimistas, a agência de notação alerta que “os bancos vão enfrentar desafios”, pois devido à “falta de transparência empresarial” e a “um sistema jurídico ineficiente” os riscos para o crédito podem vir a crescer. Na sua última avaliação às finanças do país, a Moody’s classificou Angola com o “rating” Ba3, com perspectiva positiva, deixando a mensagem que a notação pode ser revista em alta numa próxima avaliação. Para este ano a Moody’s prevê um crescimento real do PIB de 6,8%, o que se traduzirá num crescimento do crédito e dos negócios dos bancos, que gozam de elevadas reservas de liquidez que reforçam a estabilidade financeira. Ainda assim, “o crédito malparado e as provisões para perdas com empréstimos vão continuar elevadas”, o que irá “pressionar a rentabilidade dos bancos”. Além disso, diz o documento, “os lucros vão continuar sob pressão das baixas taxas de juro e dos custos de financiamento, à medida que os bancos vão expandindo a sua rede de sucursais para aumentar a presença junto da elevada parte da população que ainda não tem conta bancária”. Os últimos dados disponíveis indicam que cerca de 80% da população angolana ainda se encontra fora do sistema bancário.

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Angola tem o terceiro maior sector bancário na África Subsaariana De acordo com um estudo do Instituto do Fomento Empresarial (IFE), divulgado em meados de 2013, o sector bancário angolano é o terceiro maior na África Subsaariana logo depois da Nigéria e da África do Sul, estando o mercado financeiro entre um dos segmentos da economia que mais cresce. Já a Moody’s no relatório Angola’s Banking System: Overview and Outlook dá conta da “rápida expansão” dos bancos angolanos – muito impulsionada pelo crescimento do sector petrolífero - que entre 2009 e 2013 passaram de 39.000 milhões de dólares de activos para mais de 71.000 milhões de euros. Segundo o com o estudo realizado pelo IFE junto do sector bancário, em 2013 a rede bancária angolana contava com 23 instituições de crédito, três dos quais detidos pelo Estado. Estas entidades bancárias possuem também actividade relevante no mercado de seguros e dos fundos de pensões. Salientando que uma percentagem considerável deste sector se encontra ligada aos grupos bancários portugueses, este relatório vem também realçar o elevado nível de concentração do sector bancário angolano, destacando instituições como o BESA, BFA, BIC e BPA que detêm cerca de 75% do volume de negócios e de créditos concedidos. A mesma fonte revelou ainda que no exercício de 2012 o valor agregado do crédito concedido aos clientes rondou os 197.000 milhões de kwanzas sendo que o crédito concedido ao sector privado se fixou nos 20% em relação ao PIB. No seu relatório o IFE destaca que “a tendência de crescimento do sector financeiro angolano é visível também no volume de depósitos captados pelos bancos” - em 2011, o valor agregado dos depósitos a clientes cifrou-se nos 380.000 milhões de kwanzas -; com o crédito concedido a clientes a apresentar também “uma tendência crescente”.

Crescimento da banca abre oportunidades também para o sector imobiliário Actualmente são várias as oportunidades de negócio apresentadas pelo sector bancário, algumas das quais transversais também ao sector imobiliário. É o caso da expansão da rede de agências – que precisam de espaço de qualidade para se instalarem, impulsionando a procura deste tipo de imóveis. E do desenvolvimento dos mercados de seguros, fundos de pensões e imobiliários, que vêm não só aumentar o grau de profissionalização na área do investimento imobiliário mas também diversificar o leque de ferramentas e soluções disponibilizadas aos investidores e, espera-se, contribuindo para que o investimento institucional possa crescer também no imobiliário. A disponibilização de canais de distribuição alternativos (como os meios electrónicos), a capitalização do crescimento dos níveis de bancarização da população da classe média também fazem parte do leque de oportunidades de crescimento da banca angolana.

Processo de “desdolarização” continua em curso na economia angolana “Os resultados da desdolarização do processo de intermediação financeira são animadores”, afirmou o Governador do Banco Nacional de Angola (BNA), José de Lima Massano, no encerramento do seminário que aquela entidade promoveu no passado dia 13 de Maio em Luanda sobre “Os desafios da desdolarização da economia nacional”. De acordo com o responsável, “há cerca de três anos, mais especificamente no início de 2013, o peso do crédito concedido à economia em moeda nacional era de 37%. No final do mês de Março de 2014 era de 64%. O mesmo se verifica ao nível dos depósitos em moeda nacional, cujo peso médio passou de 18% para 65% no mesmo período”. Na ocasião José de Lima Massano assegurou que o foco do BNA continuará a ser o da estabilidade dos preços, garantindo que “as acções no sentido do reforço do papel do Kwanza nas transacções internas vão prosseguir, sem que isso pressuponha o surgimento desnecessário de disposições normativas indutoras de um menos acesso à moeda estrangeira a quem dela necessita para a realização de pagamentos ao exterior, nem tão pouco que se constitua num entrave à produção e ao desenvolvimento de competências nacionais”.

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DOSSIER | ANÁLISE Proprime

Mercado imobiliário entra em nova fase de grande expansão Após um período de abrandamento, motivado pelo impacto da crise financeira internacional, o mercado imobiliário angolano entrou novamente numa fase de elevado crescimento. Contudo, a conjuntura tem características bastante diferentes do cenário da última década, obrigando a um novo posicionamento dos operadores.

Embora próspero, no mercado de hoje já não se verifica um boom nas vendas a qualquer valor e a rápida absorção dos produtos ainda em planta, como acontecia em meados dos anos 2000. Ou pelo menos é esta uma das grandes conclusões apuradas pela Proprime no seu “Estudo do Mercado Imobiliário Angola 2014”, acabado de divulgar e que analisa o desenvolvimento do sector em Luanda, Benguela e Lobito. Segundo o documento, actualmente o mercado imobiliário angolano defronta-se “com uma nova procura, com uma maior profissionalização de players e entidades, assim como com a abertura do Governo” na criação de mecanismos e programas que visam não só o desenvolvimento económico e social do país mas também a satisfação das necessidades da população no acesso à habitação. E, olhando para os primeiros meses de 2014, os segmentos de habitação e escritórios continuam a destacar-se como os mais activos, ainda que oportunidades de investimentos em mercados como o do retalho ou do imobiliário industrial sejam “também muito claras”. A Vida Imobiliária apresenta-lhe o resumo das principais conclusões extraídas deste documento no que se refere ao mercado de Luanda.

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Habitação: ainda falta produto para a classe média A classe média-alta e as grandes multinacionais que operam em Angola continuam a destacar-se como as franjas mais dinâmicas da procura de habitação, ainda que o ritmo de vendas tenha abrandado face ao período do boom da década passada mantendo-se em níveis estáveis. Contudo, a Proprime chama a atenção para a necessidade de se desenvolver mais produto para a classe média angolana, a qual “continua a ser uma força da procura”. Em todo o caso, estão já a surgir novos empreendimentos para este target a preços mais baixos que no passado e localizados fora do centro da cidade de Luanda e de Talatona, nomeadamente na zona de Camama. Em Luanda, o mercado habitacional tem registado um crescimento substancial nos últimos anos, fruto não só da iniciativa privada mas também devido à intervenção do Estado, com a criação de diversos mecanismos e comparticipações. De acordo com a Proprime, as classes média-alta e alta mantêm-se como alvos preferenciais para os projectos de habitação no centro da cidade. Mas, já começam também “a surgir diversos projectos destinados às classes com rendimentos mais baixos, os quais são comparticipados pelo Estado”. As novas Centralidades de Kilamba Kiaxi, Km 44 em Catete, Zango, Musseque Capara e Cacuaco, a par da requalificação em curso nos municípios do Cazenga e Sambizanga são exemplos localizados na zona da Grande Luanda para esta franja de consumidores. Acompanhando o crescimento da classe média angolana, a procura de apartamentos em Luanda continua dinâmica ainda que num ritmo mais brando que no passado. A Proprime sublinha ainda a mudança de paradigma neste mercado, “com a venda das casas a acontecer sobretudo depois do produto acabado”, algo que justifica “com a falta de liquidez no mercado, mas também com a emergência de um consumidor mais exigente e prudente”. Tratando-se de moradias, Talatona continua a ser a referência para a oferta de condomínios residenciais para os segmentos alto e médio alto em Luanda, sendo a zona de onde são praticados os valores mais elevados, uma situação que deverá manter-se nos próximos tempos. Aqui a habitação insere-se sobretudo em projectos multiusos que também oferecem comércio e serviços.

Entretanto, nos últimos anos têm vindo a surgir novas centralidades residenciais como Benfica, Quifica, Camama e Lar do Patriota, cujos produtos imobiliários em desenvolvimento apresentam valores inferiores aos praticados no centro de Luanda. Camama é um exemplo de uma zona em expansão que foi impulsionada pelo projecto urbanístico do Estado e que posteriormente motivou investimento privado, tendo sido aí desenvolvidos vários projectos residenciais com valores mais competitivos e direcciona-dos para os segmentos de baixa e média renda. “Considerando este aumento da oferta de condomínios residenciais em zonas para além de Talatona e com targets mais abrangentes (classes média e média-baixa), deverá assistir-se a um ajustamento dos valores de mercado” refere a Proprime. Relativamente a preços, a zona da Baixa/Marginal continua a registar os valores mais elevados dos apartamentos, onde o valor médio se fixa em (8.900 USD/ m²). Nas moradias, a zona de Talatona apresenta um valor unitário médio de 4.900 USD/m².

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DOSSIER | Analise Proprime

Escritórios: sectores petrolífero e financeiro continuam a dominar a procura Com o crescimento económico do país a progredir, observa-se em Angola uma expansão do tecido empresarial que tem criado necessidades crescentes de espaços de escritórios. Este mercado continua concentrado em Luanda onde a procura é dominada pelas empresas dos sectores petrolífero e financeiro. Ainda que a nova oferta que surge agora no mercado apresente “cada vez mais qualidade” a verdade é que “continua a verificar-se uma crescente escassez de espaços modernos disponíveis”, nota a Proprime. Mas a consultora estima-se que a oferta e a procura atinjam um maior equilíbrio nos próximos anos, o que conduzirá “a uma normalização dos valores de mercado”. De notar que quer se trate de arrendamento, quer se trate de venda actualmente os valores praticados neste mercado “evidenciam uma tendência de estabilização”. Embora a Baixa de Luanda corresponda ao Central Business District – ou seja, a zona prime de escritórios -, a área de Talatona consolida-se como uma alternativa para um número cada vez maior de empresas, verificando-se aí um acréscimo da oferta disponível (parte da qual integrada em parques empresariais, de que são exemplo o Belas Business Park, o Dolce Vita ou a Cidade Financeira). O Estado Angolano é uma das entidades que já escolheu Talatona, preparando-se para transferir para ali as instalações de alguns ministérios e serviços públicos. Actualmente a renda média praticada no CBD de Luanda ronda os 130 USD/ m² e a yield está nos 16%.

Retalho: oportunidade para diversificar e expandir a oferta Nesta análise, a Proprime salienta também as “muitas” oportunidades existentes no que toca à diversificação e expansão da oferta de retalho em Luanda, a qual é “ainda bastante limitada”. Na capital, a oferta existente ainda continua a ser dominada pelo comércio de rua, sendo este o formato que recebe a maioria do stock novo de retalho, o qual se desenvolve sobretudo nos pisos térreos de edifícios destinados a usos de escritórios e/ou habitação. Não obstante a boa taxa de ocupação, este é um formato ainda muito direccionado para uso de serviços, tendo entre os seus principais ocupantes redes bancárias, seguradoras ou telecomunicações.

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Geograficamente, a oferta é dispersa sem que exista um destino de comércio consolidado na cidade. Adicionalmente, denota-se também “uma carência de conjuntos comerciais integrados que sejam capazes de satisfazer a procura das classes emergentes, e especialmente os espaços que agreguem marcas internacionais”, considera a Proprime. Esta escassez é bastante óbvia na zona da Baixa, onde a procura actual e a potencial (que surgirá com a instalação de novas empresas nos escritórios) continua sem resposta. Tendo em conta este potencial, a consultora sublinha que é expectável a entrada de diversos retalhistas internacionais em Luanda.

Em termos de nova oferta, a requalificação da Baía de Luanda deverá motivar a promoção de diversos novos projectos de retalho integrados e modernos. A par desta zona, a Ilha do Cabo, as Novas Centralidades, Cazenga, Sambizanga e Rangel são localizações com potencial de crescimento neste segmento em Luanda, que apresenta também inúmeras oportunidades em termos de desenvolvimento de novos conceitos.


Industrial: surgem os primeiros centros empresariais integrados O sector industrial e logístico continua afirmar-se como uma das áreas da Economia com maior potencial de crescimento, mas, a par das medidas Governamentais que têm sido tomadas – como a criação de Zonas Económicas Especiais (ZEE) – será crucial apostar na melhoria das acessibilidades entre as Províncias. Em termos de nova oferta, predominam os produtos imobiliários industriais para a instalação de empresas, bem como de espaços de armazenamento por via das importações. Actualmente, a auto-construção (isto é, a construção pelo próprio ocupante) continua a ser o modelo dominante entre a oferta existente de imobiliário industrial. No entanto, este é um segmento em que começam a surgir projectos de centros empresariais integrados, com promoção de promotores privados, que têm identificado a falta de oferta. Estes projectos acabam por ser multiusos, conjugando armazéns com as componentes de escritórios e espaços comerciais. Na província de Luanda as principais zonas industriais são Viana, Estrada do Cacuaco, Estrada do Catete e Luanda Sul (Talatona, Benfica). Face à escassa oferta e tendo em conta o crescimento do tecido industrial de Angola – decorrente da aposta na diversificação da economia, industrialização do país e das necessidades de espaços de armazenamento face à importação de produtos, - a absorção de espaços industriais deverá continuar a tendência de crescimento, sendo o desenvolvimento deste tipo de produtos imobiliários uma área de oportunidade.

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DOSSIER | ABACUS

Melhores oportunidades de investimento são para quem “está” em Angola

Paulo Trindade

O managing- partner da Abacus Angola, Paulo Trindade falou com a VI sobre os desafios que se colocam a quem quer investir em fundos imobiliários; deixando bem claro que para se ser bem sucedido é preciso “estar residente” e que “é necessário limitar a actividade das empresas que não estão habilitadas a trabalhar em Angola. Não pode haver mais espaço para fazer à distância”.

Mas “em primeiro lugar é essencial comunicar, ou seja, explicar cabalmente ao mercado o que na prática representa e quais as principais oportunidades aportadas pela nova existência de fundos de investimento imobiliário em Angola”, sublinha. “Digo isso pois, de acordo com aquela que tem sido a minha experiência até agora, a maioria das pessoas, incluindo profissionais próximos da actividade imobiliária, não sabem concretamente o que é, quais os objectivos e mecânica da indústria de fundos imobiliários”. Simultaneamente, um dos próximos passos deve passar também pela criação de “um regime fiscal atractivo que fomente o investimento das poupanças neste segmento”, defende Paulo Trindade. Após cinco anos de actividade diária em Angola, o managing partner da Abacus chama a atenção para uma questão que considera fundamental: “hoje em dia não é possível desenvolver uma actividade consistente e com conhecimento neste país estando à distância ou simplesmente «passando de vez em quando». Ou seja, “é preciso estar residente, viver o dia-a-dia de Luanda com todos os custos e, naturalmente, os benefícios decorrentes dessa decisão. Há muitos profissionais a quererem trabalhar neste mercado mas que falham por não estarem completamente documentados sobre a sua realidade. E a grande dificuldade nem sequer é o conhecimento comercial, mas sim toda a parte administrativa, jurídica, contabilística e fiscal que está implícita na existência de uma empresa em pleno funcionamento em Angola”, adverte.

Habitação e escritórios no CBD são opção segura para os investidores Sobre os mercados que hoje oferecem as melhores oportunidades a um investidor imobiliário, Paulo Trindade lembra que “para poder, com exactidão, definir quais são as melhores oportunidades e rendimento, temos

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necessariamente de associar a solução à questão risco”. Ainda assim, “de forma genérica, diria que as taxas mais altas, os melhores retornos, estão nas Províncias”, ao passo que “o menor risco e menor rentabilidade está no CBD, nos segmentos de habitação e de escritórios”. Com um vasto leque de produtos e serviços dirigidos a esta franja do mercado de investimento imobiliário, na Abacus Angola “não só temos produtos disponíveis de imediato para venda, com taxas de retorno bastante atractivas e que podem chegar aos 15%; como podemos assessorar compradores nas suas decisões”, explica o managing-partner da consultora. “Nesta área de negócio, quanto melhor for a informação, melhor será a decisão”, defende, sublinhando que “na Abacus temos toda a informação de qualidade e credível deste mercado para melhor aconselhar os nossos clientes actuais e quem nos procure com esse propósito.” Recorde-se que no início deste ano a empresa deu um importante passo no seu processo de expansão e que poderá contribuir para dinamizar este mercado, ao firmar um acordo de parceria com a multinacional de consultoria imobiliária JLL. “O balanço é fantástico”, afiança Paulo Trindade, contando que “não podíamos estar mais satisfeitos pois, como fruto dessa parceria, já temos novos investidores internacionais a querer ter mais informações sobre o mercado imobiliário de Angola”. Simultaneamente, “estamos a conduzir vários processos de instalação e mudança de instalação de clientes Corporate da JLL, alguns dos quais grandes multinacionais, inclusive empresas que são líderes mundiais nos seus segmentos de actividade”. Posto isto, conclui, “acredito que também a JLL fará um balanço positivo desta nova parceria, pois hoje conta com a extensão do seu negócio e da qualidade do seu serviço num novo país, com dos maiores índices de crescimento no mundo.”


DOSSIER | opinião

Diogo Rodrigues Managing Director Zenki Real Estate | Part of CBRE Affiliate Network

A evolução do mercado de investimento imobiliário em Angola O ano de 2014 fica marcado pela constituição dos primeiros fundos de investimento imobiliário e a realização de transacções tripartidas entre promotores internacionais, investidores nacionais e ocupantes multinacionais. Os Fundos Imobiliários constituem uma ferramenta incontornável para o desenvolvimento de Angola e este tipo de organismo possibilita a participação alargada de vários investidores no mercado, minimizando o risco de financiar os projectos imobiliários. Com a aprovação do regime jurídico angolano dos fundos de investimento imobiliário que era aguardada há algum tempo como forma de colmatar a insuficiência do regime constante da Lei n.º 12/05, de 23 de Setembro, que se limitava a regular os actos e operações referentes a valores mobiliários, terá sido dado mais um passo do executivo no caminho para a atracção de investimento. É assim esperada uma franca dinamização e profissionalização do mercado de investimento imobiliário, não só com a realização de um maior número de transacções mas também com a entrada de capital estrangeiro qualificado. Em linha com o Investor Intentions Survey realizado pela CBRE sobre o mercado de investimento na região da América, Ásia/Pacífico e Europa, acreditamos que irá haver uma preponderância dos investidores da região de África e Médio Oriente em Angola. O dinamismo do mercado de investimento internacional em 2014, pode ser demonstrado pelo facto de mais de dois terços dos investidores das regiões mencionadas terem a expectativa de aumentar as suas posições efectuando mais investimentos do que no ano de 2013, que já um ano histórico em volume de investimento.

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Os primeiros investidores em imobiliário a surgir em Angola, no período pós-guerra, foram os particulares da classe alta angolana que compravam imóveis, geralmente várias fracções, de escritórios e habitação sem garantia de ocupação, sendo que esta não era uma preocupação dada a forte escassez da oferta. Actualmente os investimentos que são efetuados já têm assegurado o arrendamento do imóvel. E os investidores continuam a ser particulares Angolanos assim como veículos apoiados na banca de investimento. Assiste-se a um cada vez maior interesse de organismos internacionais por produto imobiliário com rendimento. Estas análises e intenções de investimento de empresas oriundas de países tão distintos como os Emirados Árabes Unidos, a Rússia e a África do Sul efectuam-se à luz de uma cada vez maior estabilidade política e social e um desenvolvimento e crescimento económico acentuado e sustentado. A procura para investimento incide essencialmente sobre activos de escritórios e residenciais e, com menor expressão, unidades comerciais e logísticas. As taxas de capitalização (yields) situam-se entre os 15% e os 18% no mercado de escritórios e comércio, e entre os 12% e os 17% no mercado residencial. Com as perspectivas de crescimento económico sustentado nos próximos anos e redução da taxa de inflação, a tendência é de diminuição do risco do país e consequente descida das yields. A Zenki Real Estate, enquanto prestadora de serviços imobiliários, posiciona-se com um parceiro de confiança de particulares, empresas, nacionais ou estrangeiras, para os investimentos imobiliários em Angola. Estamos juntos!


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DOSSIER | opinião

Haverá vantagens na constituição de Fundos de Investimento Imobiliário para os quais será transferido o património de um Grupo Económico Angolano? Miguel Castro Pereira Advogado | Managing Partner da Abreu Advogados

A entrada dos imóveis para um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) pode ser feita a dois títulos: aquisição directa dos imóveis pelo fundo, após respectiva constituição ou entrada dos imóveis para o fundo a título de subscrição das unidades de participação, em espécie, pelo participante (o mencionado “grupo económico”). Contudo, depende da autorização da Comissão de Mercado de Capitais (CMC), a requerimento da entidade gestora, a aquisição de imóveis a entidades cujos direitos de votos sejam pertencentes a uma entidade que, directa ou indirectamente, domine a entidade gestora, o que poderá ser o caso. Quer os imóveis estejam integrados num FII ou sejam detidos directamente por um “grupo económico”, e assumindo que os mesmos se encontram arrendados, geram sempre rendimentos e subsequente tributação destes em sede de Imposto Predial Urbano (IPU). Aliás, mesmo que os imóveis não estejam arrendados, haverá igualmente sujeição a IPU. Actualmente, após as alterações efectuadas ao IPU e ao Código do Imposto Industrial, as rendas recebidas pelo exercício de qualquer actividade que sejam sujeitas a IPU, não são consideradas como proveitos ou ganhos da sociedade, para efeitos de tributação em sede de Imposto Industrial. Consequentemente, deixou de poder ser deduzido à colecta o IPU que tenha sido suportado. Assim, e uma vez mantendo o “grupo económico” os imóveis na sua esfera jurídica, estes apenas estarão sujeitos a IPU, não havendo incidência de Imposto Industrial sobre as rendas recebidas. A integração dos imóveis no FII estará sujeita a Imposto do Selo e Sisa, como se de uma qualquer transmissão do direito de propriedade se tratasse. Os rendimentos decorrentes da detenção de unidades de participação nos FII serão tributados na esfera do participante. Sendo certa a sujeição deste rendimento ao Imposto sobre a Aplicação de Capitais, parece-nos que este rendimento cairá no âmbito da norma residual constante do Código do

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Fernando Faria de Bastos Advogado | Managing Partner da FBL Advogados

Imposto sobre a Aplicação de Capitais, que dispõe que estão sujeitos a este imposto, e compreendidos na Secção B, quaisquer outros rendimentos derivados da simples aplicação de capitais, não compreendidos na secção A. Relativamente ao impacto fiscal de uma futura e eventual transmissão das unidades de participação, dispõe o Código do Imposto sobre a Aplicação de Capitais, que quaisquer ganhos decorrentes da alienação de participações sociais ou outros instrumentos que gerem rendimentos sujeitos a imposto sobre a aplicação de capitais, desde que não obtidos no âmbito da actividade comercial do sujeito passivo (o que seria o caso de uma alienação feita pelo “grupo económico”), estão sujeitos a tributação em sede de Imposto sobre a Aplicação de Capitais. Do lado de quem adquire as unidades de participação, ainda que as mesmas consubstanciem uma participação num património imobiliário autónomo, e uma vez que as unidades de participação são configuradas como valores mobiliários, na sua transmissão não haverá incidência de Sisa nem de Imposto do Selo. Desta forma, à partida, e em termos meramente fiscais, os benefícios para um “grupo económico” em levar a cabo este tipo de operação parecem-nos algo reduzidos. Todavia, a verdade é que a constituição de um veículo de investimento como um FII levará, necessariamente e em última instância, a uma gestão mais criteriosa e profissionalizada da carteira de imóveis do “grupo económico” (e outros que possam entretanto vir a ser adquiridos pelo próprio fundo), o que potencia o aumento do rendimento gerado pelos mesmos. Acresce a oportunidade de financiamento que resultará da possibilidade de titularização dos interesses patrimoniais do “grupo económico”, através da alienação parcial do seu património imobiliário sem perda de controlo. Mas, para o sucesso destes modelos, urge uma solução tributária neutral que torne indiferente a estruturação patrimonial através dos FII ou, talvez, uma solução que os incentive!


DOSSIER | OPINIÃO

João Ricardo Nóbrega Consultor

Manuel Ilhéu Consultor

A dimensão subjectiva dos fundos de investimento imobiliário: quem são os players e qual o seu papel? Com a entrada em vigor do Decreto Legislativo Presidencial n.º 7/13, de 11 de Outubro, foi instituído o RJOIC no ordenamento jurídico angolano, o qual veio estabelecer o quadro legal aplicável às instituições de investimento colectivo. De referir que o diploma prevê os OIC em valores mobiliários e imobiliários, dotados ou não de personalidade jurídica, tendo-se optado, por uma regulação unificada do regime dos Fundos Mobiliários e Imobiliários. Assim, foi no âmbito do RJOIC que se “abriu a porta”, em definitivo, para a consagração formal do regime jurídico dos Fundos de Investimento imobiliário (FII), correspondendo a uma opção estratégica basilar na política económica no mercado financeiro em Angola e no investimento imobiliário, em particular, sendo de realçar a proximidade do regime com os modelos internacionais vigentes que versam sobre este tipo de estrutura, designadamente, o caso português. De salientar ainda que pese embora a abrangência e extensão do RJOIC, o diploma deixou à Comissão do Mercado Capitais (CMC) a responsabilidade e encargo de elaborar os regulamentos necessários à concretização e desenvolvimento de matérias relevantes nele previstas, mas não regulamentadas. Nesta sequência, apraz registar que a CMC já elaborou e divulgou, no âmbito da consulta pública ocorrida em Fevereiro de 2014, a versão do Regulamento dos OIC Mobiliário e Imobiliário, faltando apenas que o respectivo texto legal seja formalmente aprovado e publicado. À semelhança do que sucedeu com o RJOIC, o legislador optou por concentrar

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num único diploma a regulamentação de todos os OIC´s independentemente da natureza e forma que adoptem, conferindo assim, um quadro legal integrado, sem prejuízo das especificidades próprias que recaem sobre os OIC mobiliários e imobiliários. De referir que com a aprovação e entrada em vigor do referido Regulamento ficará concluído o processo de densificação normativa e regulamentar necessária à concretização do RJOIC e que marcará, formalmente, o nascimento da indústria dos FII em Angola, de modo pleno e efectivo! Feito o enquadramento actual no que à produção legislativa respeita, e dado que a síntese do respectivo regime já foi explanada nas anteriores edições sobre esta temática, propõe-se, em seguida, uma abordagem declaradamente didáctica sobre a dimensão subjectiva aplicável aos FII, de maneira a facilitar a apreensão, por quem não tem um conhecimento mais profundo do tema, dos players e respectivos papéis que desempenham no mercado dos FII. A este propósito releve-se, desde logo, que sem um conjunto de entidades e agentes intervenientes com funções específicas a desempenhar e interacção entre si, não seria possível a constituição, administração e manutenção de um FII. Com efeito, é preciso encontrar resposta para as seguintes questões fundamentais: A quem cabe a gestão dos Fundos? Quem guarda os respectivos valores? Quem coloca as Unidades de Participação (UP)? Quem são os titulares do capital do Fundo? Quem avalia os activos imobiliários? Quem audita as contas? A quem compete exercer a supervisão?


DOSSIER | OPINIÃO

Vejamos então: - A Sociedade Gestora - Os FII são patrimónios autónomos, destituídos de personalidade jurídica. Daqui decorre, que a gestão dos FII tem de ser efectuada obrigatoriamente por uma sociedade gestora, cuja constituição está sujeita à autorização prévia da CMC. De entre as principais funções adstritas às sociedades gestoras, destacam-se: a selecção dos activos que devem constituir o FII; a celebração dos negócios jurídicos necessários à execução da política de investimentos e distribuição de resultados previstas no regulamento de gestão; a avaliação da carteira e determinação do valor das UP; a prestação de serviços jurídicos e de contabilidade necessários à gestão do FII; o cumprimento dos deveres de informação e o controlo das actividades inerentes à gestão dos activos do FII, nomeadamente o desenvolvimento dos projectos objecto de promoção imobiliária. Dada a existência de uma ruptura entre a propriedade das poupanças entregues e a respectiva gestão, os poderes da entidade gestora são condicionados por regras específicas de protecção do investidor, designadamente, por via da imposição de limitações ou até proibições legais (operações vedadas) à actuação da sociedade gestora (contrair empréstimos e conceder créditos por conta própria; prestar garantias, etc); e pela ingerência de outros intervenientes que asseguram a gestão transparente, nomeadamente o Depositário, que desempenha uma função de vigilância. Diga-se ainda que é admitida a subcontratação de serviços de terceiras entidades, idóneas e habilitadas, para a prestação de conselhos especializados sobre as aplicações no âmbito dos investimentos previamente definidos. De salientar que pelo exercício das funções de gestão é devida uma comissão de gestão, devidamente especificada no regulamento de gestão. - O Depositário -Todos os FII têm de ter um depositário. Regra geral, são Bancos e à luz do RJOIC, só podem desempenhar as funções de custódia as Instituições financeiras bancárias com sede em Angola. O suporte patrimonial do valor dos FII e da UP são os valores que o constituem, daí que careçam de ser guardados. Ao depositário compete, entre outras funções: receber em depósito ou inscrever em registo os títulos e documentos representativos dos valores que integram o património do fundo; pagar aos participantes os rendimentos das UP, executar as instruções da sociedade gestora, salvo se forem contrárias à lei ou ao regulamento e, com particular destaque, exercem uma função de vigilância relativamente ao cumprimento da lei e do regulamento de gestão. No que concerne às relações entre a sociedade gestora e a entidade depositária, devem, no exercício das suas funções, agir de modo independente e no exclusivo interesse dos participantes, devendo ser celebrado contrato escrito entre ambas. Pelo exercício da respectiva actividade, é devida uma comissão de depósito. - A Entidade Comercializadora - É a Entidade responsável pela distribuição e comercialização das Unidades de participação dos FII junto do público em geral. Podem ser entidades comercializadoras, as entidades gestoras, os Depositários, os intermediários financeiros registados e autorizados junto da CMC. Em princípio a opção pela contratação de uma entidade autónoma prende-se com o grau de especialização e capacidade de disseminação das UP no mercado. Nas relações entre a entidade gestora e as entidades comercializadoras, registe-se a responsabilidade solidária perante os Participantes, pelos danos causados na sua actividade. A relação contratual entre estas Entidades deverá ser reduzida a forma escrita.

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- Os Participantes e a Assembleia de Participantes - A qualidade de participante adquire-se com a subscrição das UP do FII ou com a sua aquisição derivada e perde-se, por seu turno, pela extinção das UP ou pela sua alienação. Importa sublinhar que os participantes são os titulares dos activos subjacentes que compõem a carteira do Fundo, de forma indirecta, atenta a autonomia patrimonial do Fundo. Acresce que os direitos dos participantes são o corolário dos deveres de actuação das entidades gestoras, depositárias e colocadoras. Neste particular, saliente-se a existência obrigatória da Assembleia de Participantes nos FII fechados e mistos, a qual não se pode pronunciar sobre decisões concretas de investimento do fundo. Contudo, dependem de deliberação favorável, entre outras, o aumento das comissões que constituem encargo do FII; a alteração significativa da política de investimento ou de distribuição de rendimentos; o aumento e a redução de capital; a substituição da entidade gestora e a liquidação voluntária do FII. - O Auditor - A este interveniente cabe elaborar relatório de auditoria sobre as contas dos FII, cabendo-lhe ainda a responsabilidade de reportar à CMC, qualquer facto que constitua infração às normas legais ou regulamentares da actividade dos fundos. O exercício desta actividade depente de prévio registo na CMC. - O Perito Avaliador - A actividade dos FII em activos imobiliários requer a existência de peritos avaliadores de imóveis que, de acordo com o RJOIC, estão sujeitos ao registo individual junto da CMC. Importa considerar que os avaliadores desempenham um papel fundamental, porquanto a avaliação é obrigatória previamente a qualquer transmissão de imóveis que envolvam a carteira do FII. A avaliação de um imóvel visa fornecer à sociedade gestora e aos participantes, objectiva e rigorosamente, o melhor preço que poderia ser obtido caso o imóvel fosse alienado no momento da avaliação. - A Supervisão – Por fim, sem prejuízo da competência do BNA em matéria de supervisão das instituições de crédito e das sociedades financeiras, a actividade dos FII está sujeita à supervisão da CMC, que tem a missão de regular, supervisionar, fiscalizar e promover o mercado de capitais angolano e as actividades que envolvam todos os agentes que nele intervenham directa ou indirectamente.

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DOSSIER | OPINIÃO

Luís Lima Presidente da CIMLOP - Confederação da Construção e do Imobiliário de Língua Oficial Portuguesa presidente@cimlop.com

Investimento e desenvolvimento Nos últimos anos, Angola tem vindo a verificar um forte movimento expansivo que se prevê que se prolongue, motivo que tem sido um forte chamariz para o investimento, tanto interno como externo, neste país que se tem destacado pelo seu potencial, vitalidade económica e recursos naturais. O sector da construção e do imobiliário tem sido também o reflexo desta realidade, e assiste hoje à forte alteração do paradigma da procura, que atravessa uma nova fase de desenvolvimento, na qual tem vindo a caminhar para um maior equilíbrio entre a procura e a oferta, adequando-a às necessidades reais de uma economia onde se assiste ao aparecimento de uma classe média com maior poder de compra. Esta nova fase do mercado imobiliário caracteriza-se também pelo maior equilíbrio entre a oferta e a procura nos diversos segmentos e por uma maior profissionalização da indústria imobiliária. A criação e introdução de diversos mecanismos criados pelo Governo para garantir o acesso mais abrangente a produtos imobiliários, tem também um impacto importante na captação de investimento institucional. Sendo uma área preferencial para a entrada de investimento estrangeiro no país e sendo também um sector que reage bem às mudanças socioeconómicas e demográficas que se têm vindo a registar, o sector imobiliário em Angola e os seus protagonistas estão agora a trabalhar para construir bases sólidas que garantam um desenvolvimento sustentável para o futuro. Em Angola, os Fundos de Investimento Imobiliário são uma realidade relativamente recente, que constituem uma ferramenta incontornável no esforço de Reconstrução deste país. Por este motivo, a Confederação da Construção e do Imobiliário de Língua Oficial Portuguesa - CIMLOP, organizou uma Conferência Internacional sobre o Papel dos Fundos de Investimento Imobiliário no Desenvolvimento do Mercado Imobiliário e da Construção, fazendo uma abordagem mais específica sobre os mercados português e angolano.

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Este tipo de organismo de investimento colectivo possibilita a participação generalizada de vários investidores, para que o risco de financiar o imobiliário se torne cada vez mais mitigado. O bom desenvolvimento deste sector também pode visar a criação de condições para que as populações possam viver melhor, desafio que implica ter uma habitação adequada às necessidades de cada família, numa localização igualmente boa para as pessoas no que respeita aos seus próprios desejos, que passam, em qualquer parte, pela vontade de ter e de proporcionar a quem delas depende, uma boa qualidade de vida. Num quadro mundial onde os recursos, mesmo quando são enormes, não são ilimitados, o papel dos fundos de investimento imobiliário no desenvolvimento do mercado imobiliário e da construção, podem também ser, em determinados contextos, uma manifestação das parcerias entre os sectores público e privado que qualquer Estado identifica como instrumento necessário ao próprio desenvolvimento. O investimento em infraestruturas é uma das vias para melhorar o desenvolvimento de uma região, não tendo apenas impacto direto sobre a actividade económica, mas também sobre o bem-estar. Assim, o investimento em infra-estruturas pode estimular mudanças organizacionais de gestão e a par disso, permitir a concentração geográfica dos recursos económicos, o que possibilita o aprofundamento dos mercados beneficiando a produção e a criação de emprego.


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DOSSIER | OPINIÃO

Luís Carneiro Director-Geral da Fundmanager

A história dos Fundos de Investimento Imobiliário em Angola A história dos Fundos de Investimento Imobiliário começou a afirmar-se em Angola no ano de 2007, ano em que cheguei a Luanda, pela primeira vez, para realizar um seminário sobre o tema. Lembro-me de ter chegado ao aeroporto 4 de Fevereiro com duas malas bem pesadas com diversa literatura para distribuir aos participantes e com muitas questões sobre qual seria a relevância que os fundos de investimento tinham para as empresas e instituições Angolanas. Cheguei com muitas questões, mas vim com uma grande convicção, os fundos de investimento seriam em Angola um factor de desenvolvimento do País, tal como o foram em muitos outros países. Na véspera do evento fiz os últimos acertos na minha apresentação denominada “O contributo dos Fundos Imobiliários para o desenvolvimento de Angola”, a organização do seminário continuava a receber inúmeras confirmações de presença, estavam confirmados no evento representantes do Governo de Angola e diversos administradores do sector financeiro, imobiliário, entre outros. Isto fazia aumentar a minha convicção que o tema era de facto importante e isso confirmou-se no dia seguinte com uma sala repleta de uma assistência muito bem informada. No fim do workshop existia uma certeza entre os presentes: os fundos de investimento imobiliário eram de facto um instrumento muito importante para dinamizar o sector imobiliário e financeiro, mas esta certeza coexistia no entanto com outras questões: - Como criar um fundo de investimento? - Qual a lei que poderia regular as Sociedades Gestoras de Fundos de Investimento? - Qual o sistema capaz de valorizar um fundo de investimento em Angola? - Quais as competências dos recursos humanos necessários para fazer a gestão de um fundo de investimento imobiliário? - Não existiria demasiada complexidade na informação a transmitir para o auditor e regulador? - Quais os benefícios fiscais deste instrumento? Estando a trabalhar há mais de 15 anos na formação, consultoria e no desenvolvimento de sistemas de informação para os fundos de investimento imobiliário para valorizar, gerir e disponibilizar informação para as entidades de supervisão, tinha algumas respostas para os participantes mas não todas.

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Nesse mesmo ano é então colocado para discussão pública o primeiro ante-projecto lei para os fundos de investimento imobiliário, o que era claramente um grande indicador da atenção que o Governo de Angola prestava a este sector, e fruto disso surgiram ainda em 2007 os primeiros interessados em constituírem-se como Sociedades Financeiras para poderem gerir fundos de investimento imobiliário. No ano de 2008 deu-se o arranque do primeiro fundo de investimento imobiliário num projecto em que tive o privilégio de participar e de contribuir com a minha experiência. A FundManager saiu também enriquecida, aprendeu muito com este projecto e fruto dessa experiência, adaptámos o nosso sistema de gestão de fundos de investimento imobiliário a diversos requisitos locais, algo que é único neste mercado. Tenho constatado a enorme evolução do conhecimento e experiência dos recursos humanos que lidam com os fundos de investimento imobiliário a diversos níveis e em diferentes entidades, onde o cumprimento de diversos requisitos é já um procedimento corrente e não apenas uma obrigação legal. A Comissão Mercado de Capitais (CMC) tem tido um papel fundamental na dinamização e no desenvolvimento do enquadramento legal para os Fundos de Investimento em Angola, culminando no dia 23 de Abril de 2013 com a aprovação em Conselho de Ministros do Regime Jurídico dos Organismos de Investimento Colectivo, marco importante e estruturante para a dinamização do mercado dos Fundos de Investimento em Angola. No relatório e contas do ano de 2012 a CMC deu a conhecer, a certificação dos primeiros peritos avaliadores para os fundos de investimento imobiliário e do pedido de várias entidades Angolanas para se constituírem como Sociedades Gestoras de Fundos de Investimento Imobiliário. A realização de diversos seminários em Luanda e o contacto com os intervenientes do mercado, o sector financeiro, avaliadores, juristas, investidores entre outros, permitiram-me constatar a enorme vontade e o caminho já percorrido para dar seguimento à evolução dos fundos de investimento imobiliário em Angola. Tenho actualmente uma certeza: A grande maioria das questões colocadas em 2007 já pertencem ao passado. Os desafios ainda existem, mas Angola tem demonstrado que com resiliência eles são ultrapassados. Fico com uma gratificação pessoal de ter dado também o meu contributo para a evolução deste sector.


DOSSIER | OPINIÃO

Francisco Barros Virgolino Director da Proprime

Os fundos, um instrumento de retorno sólido Passado um ano da aprovação da lei que criou a figura dos fundos de investimento imobiliário em Angola, a indústria imobiliária, os investidores institucionais e as instituições financeiras que operam neste mercado estão definitivamente mobilizados para a utilização deste tipo de instrumento, com a constituição de vários fundos de investimento imobiliário actualmente em curso por iniciativa das mais diversas entidades. São óptimas notícias para o mercado imobiliário e para a própria economia do País, pois os fundos de investimento imobiliário são uma via quer para captar investimento de cariz institucional quer para garantir maior acesso ao imobiliário pelos pequenos aforradores. E além disso, são um factor decisivo para a profissionalização e maior transparência do sector imobiliário em Angola, condições que são cruciais para que o país possa começar a construir a sua posição entre os destinos de referência no mapa do investimento imobiliário internacional. Os fundos são percebidos como uma forma mais transparente, eficaz e segura de investir em imobiliário pelos investidores estrangeiros e têm sido bases importantes para o desenvolvimento e sofisticação dos mercados onde estão disponíveis. Os retornos proporcionados, obviamente, são também um factor determinante para a análise dos investidores e estes instrumentos proporcionam, historicamente, retornos bastante sólidos e consistentes. Para termos uma ideia, de acordo com o Investment Property Datbank, uma entidade de referência mundial no que se refere a análise da performance do investimento imobiliário, os fundos de investimento imobiliário devolveram um retorno de 10,7% em 2013 a nível global, considerando o valor dos activos sob gestão. Este retorno a três anos foi de 9,8% e a 5 anos foi de 3,2%, o que demonstra a solidez que estes instrumentos podem proporcionar.

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Os fundos abrem, além disso, um novo mercado para a gestão de investimentos imobiliários em Angola, pois requerem gestão profissionalizada, sendo as Sociedades Gestoras de Fundos de Investimento Imobiliário pilares muito importantes no funcionamento de um mercado imobiliário. Estas entidades são responsáveis pela gestão dos próprios imóveis, mas também por todas as burocracias inerentes a estes imóveis, o que permite aos investidores aceder ao mercado imobiliário sem o ónus de ter de gerir o activo material. Acresce que estas entidades são supervisionadas pela Comissão do Mercado de Capitais, uma supervisão que garante maior transparência e incute uma maior profissionalização do mercado imobiliário, incluindo, entre outras exigências, que os imóveis para constituir ou reforçar fundos sejam alvo de relatórios de avaliação por peritos independentes e credenciados por esta entidade. Adicionalmente, o perfil de risco envolvido nos fundos imobiliários é também muito interessante considerando os níveis de rentabilidade e a diversificação de investimentos – quer sectorial quer geográfica – que permite. Num mercado como o de Angola onde o imobiliário oferece inúmeras oportunidades e no qual o potencial de desenvolvimento é muito significativo e cada vez mais abrangente, em termos de sectores e geografias, os Fundos Imobiliários são uma das ferramentas mais importantes para impulsionar o investimento e a promoção imobiliária. É muito positivo que estes instrumentos, a sua linguagem e estruturas, estejam definitivamente a entrar no quotidiano da indústria imobiliária em Angola!


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DOSSIER | Baía de Luanda

Baía de Luanda vai atrair investimentos no valor de 7 biliões de dólares Um ano e meio após o lançamento da fase imobiliária da requalificação da Baía de Luanda, as obras dos primeiros edifícios seguem a bom ritmo. A adesão dos investidores privados ao projecto é grande e continua a crescer, com a Sociedade Baía de Luanda a prever que no final sejam ali fixados investimentos no valor de sete biliões de dólares.

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“Para além do factor ímpar de localização, depois da obra de requalificação a Baía de Luanda apresenta condições excepcionais ao nível de qualidade de espaço urbano”, começa por realçar Mauro Martins, Director de Desenvolvimento de Negócios da Baía de Luanda. “Estes têm sido os principais motivos para os investidores fixarem aqui o seu investimento: estar no Centro e numa envolvente urbana integralmente nova”; sendo que “o interesse tem vindo maioritariamente de investidores angolanos, mas também de empresas de Israel, Suíça, Reino Unido, Estados Unidos, Portugal, Emirados Árabes Unidos e China”, revela. O projecto imobiliário da Baia de Luanda foi oficialmente lançado a 6 de Dezembro de 2012 e “volvido cerca de um ano e meio desde esta data encontra-se já materializada a venda de 41% da área de construção prevista”, revela Mauro Martins. Já este ano arrancou a construção dos três primeiros edifícios de habitação na Parcela 3, onde se encontra em funcionamento há cerca de dois anos um posto de abastecimento de combustível. Estrategicamente, os objectivos para 2014 são “simples”: “apoiar os nossos clientes, cujos projectos de execução se encontram concluídos, no arranque das obras de construção dos seus edifícios” e “assegurar o arranque das infra-estruturas da Parcela 3 e a conclusão de 50% das mesmas até ao final do ano”. Do ponto de vista comercial, “temos como objectivo vender os últimos lotes da Parcela A ao mercado e dar continuidade ao processo de comercialização dos lotes na Parcela 3”.

Arranque das obras aumenta interesse dos investidores À Vida Imobiliária, o Director do Desenvolvimento de Negócios da Baía de Luanda disse que “as operações de compra e venda têm-se focado na Parcela A (novo Centro Financeiro junto ao Porto) onde temos apenas quatro lotes disponíveis, dos 19 existentes. Na Parcela 3, na ilha do Cabo existem cerca de 50 lotes disponíveis para comercialização dos 67 que fazem parte do plano de loteamento deste novo espaço urbano”. E “as perspectivas são de aceleração do interesse sobre o projecto, agora que se encontram concluídas as infra-estruturas do Novo Centro Financeiro (Parcela A) e se vai dar início às obras de construção das infra-estruturas da Parcela 3 (na imediação do Hotel Panorama na Ilha do Cabo”). Além disso, diz, “temos igualmente a expectativa que o arranque da construção dos novos edifícios dos primeiros promotores contribua para o incremento de interesse e entrada de novos investidores”, afirma Mauro Martins. Fazendo o balanço do progresso da fase imobiliária, o responsável conta que dos 15 primeiros edifícios com arranque de obras previsto para 2014, “temos três que deverão iniciar-se ainda durante o primeiro semestre e outros 12 que deverão arrancar até ao final do ano (cinco na Parcela 1 e sete na Parcela A)”.

Investimento privado já ascende a um bilião de dólares O director de desenvolvimento de negócios da Baía de Luanda contou à Vida Imobiliária que “até ao momento, o investimento está a assumir-se como integralmente privado com os projectos a iniciar construção a representarem cerca de um bilião de dólares de investimento. Globalmente estimamos que o projecto imobiliário venha a fixar cerca de sete biliões de dólares de investimento.” Visto que plano de ordenamento da Parcela 3 prevê a construção de alguns equipamentos, alguns destes “poderão assumir carácter de equipamento público” sublinha Mauro Martins, acrescentando que “à data existem algumas entidades e empresas públicas que se encontram a avaliar a oportunidade de investir na Baía de Luanda, mas a realidade tem vindo a demonstrar que estas procuram também espaços de escritórios”.

Uma nova “cidade” em pleno centro de Luanda Um dos maiores projectos de reordenamento e requalificação urbanística em todo o continente, o Masterplan da Baía de Luanda contempla várias fases de desenvolvimento. No que toca à oferta imobiliária propriamente dita, tem quatro pólos de desenvolvimento distintos (Parcelas A, 1, 3 e 5). O primeiro é o Novo Centro Financeiro de Luanda (Parcela A), “onde se prevê uma maior aposta na componente de escritórios”, que irão ocupar cerca de 60% da área desta Parcela distribuídos por 17 lotes, e complementados por uma oferta variada de serviços, explica Mauro Martins. Assim, ali nascerá também um hotel de cinco estrelas “de renome internacional”, uma galeria comercial e food-court e uma oferta complementar de estacionamento para todos os utilizadores daquela área. Na zona correspondente à Parcela 1 irá nascer um Business Park “complementado com uma componente residencial premium”. A Parcela 3 “terá um forte pendor residencial mas que será complementada por uma componente relevante de escritórios, sendo um local para viver e trabalhar”. Por último, será construída a Parcela 5, também na Ilha do Cabo e cuja oferta é focada no segmento residencial, a qual irá ocupar cerca de 65% da área disponível. A habitação é a componente com maior peso, já que irá representar cerca de 50% do total da oferta imobiliária. Os escritórios terão um peso de 28%, enquanto os equipamentos, espaços de comércio e turismo / hotelaria irão ter um peso de cerca de 8% na oferta, cada. O responsável da Baía de Luanda sublinha que “o desenvolvimento do projecto imobiliário está directamente relacionado com a evolução macro-económica do país”, estando previstas contudo duas grandes etapas no plano de negócios. A primeira, é a “a conclusão do desenvolvimento imobiliário das Parcelas existentes (a, 1 e 3) nos próximos 10 anos”. Segue-se depois “uma segunda etapa, que deverá ficar concluída em 2030, e que contempla a constituição (por dragagem da Parcela 5, a construção das suas infra-estruturas e o seu desenvolvimento imobiliário.” Mauro Martins revela ainda que “paralelamente ao projecto de desenvolvimento imobiliário, a Baía de Luanda encontra-se a desenvolver uma área de retalho que compreende a criação e promoção de mais de 100 espaços comerciais (lojas de rua) ao longo da frente marítima” e que irão contemplar restaurantes, snack-bares, gelatarias, lojas de moda, desporto e afins. “Sobre esta concessão, contamos iniciar a instalação dos primeiros 30 espaços comerciais ainda em 2014”, conta.

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DOSSIER | Novinvest

Novinvest continua a multiplicar investimentos de norte a sul do país Uma referência na promoção imobiliária em Angola, quer em nome próprio quer em representação de terceiros, a Novinvest continua a multiplicar os seus investimentos. E é também um dos grandes investidores neste mercado, tendo em carteira projectos em desenvolvimento que valem mais de 330 milhões de dólares, contou à VI a administradora Sofia Mourão.

Torres Dipanda, localizado no Largo da Independência.

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Neste momento a Novinvest tem a seu cargo mais de 20 projectos imo- Avaliado em mais de 130 milhões de doláres, o edifício Torres Dipanda biliários distribuídos por vários pontos do país. Geograficamente, o foco “representa o maior investimento” já aplicado pela Novinvest na promoção de um só projecto até ao momento. Contudo, esta posição será tomada da empresa não se limita a Luanda e estende-se, sim a outras capitais de província. “Já promovemos um empreendimento em Benguela, que conti- pelo empreendimento Masuika que, no total das suas três fases previstas, nua em fase de vendas, e acreditamos que outras cidades onde possuímos “irá representar um investimento superior a 200 milhões de euros”. Ambos os projectos dirigem-se a um segmento de mercado médio-alto e alto. terrenos com potencialidade construtiva, como Cabinda e Lobito, terão intenções de promoção para um futuro próximo”, afirma Sofia Mourão. Localizado na Praça da Independência, no centro de Luanda, as Torres Dipanda é um empreendimento de uso misto (habitação / escritórios / Como explica a responsável, “a Novinvest não se limita a promover activos próprios”, tendo alargado a sua actividade “na gestão e coordenação de pro- comércio) e cuja obra ficou oficialmente concluída este mês de Maio. O edifício tem já em funcionamento uma agência do Banco BAI e quatro jecto de terceiros, onde somos uma empresa com excelentes valências”. Neste pisos de escritórios e, de acordo com Sofia Mourão, “todas as fracções âmbito, está “a fazer a gestão e coordenação da Torre A do Empreendimento Comandante Gika, para onde irá a nova sede do Banco BAI”. Um dos objec- comerciais estão vendidas e foram entregues para que os proprietários possam fazer as obras de acabamentos e adaptar as lojas aos negócios que pretivos para 2014 é, precisamente “crescer nesta área de consultoria e gestão tendem instalar”. Por seu turno, as áreas destinadas a escritórios “foram de projectos, com a supervisão e monitorização técnica e financeira de alguns adquiridas quase na totalidade pelo Ministério das Finanças”, faltando projectos de grande dimensão financiados pelo BAI”. comercializar apenas um piso. Relativamente à componente residencial, Num caso ou noutro, “a credibilidade e a excelência são valores que os dos 42 apartamentos que compõem a oferta: 10 já foram vendidos e 14 angolanos exigem e o nosso compromisso com a qualidade, cumprimento já estão reservados. “Os apartamentos têm sido muito procurados pelo segde prazos e prestígio tem sido reconhecido pelos nossos clientes e parceiros mento alto de mercado que valoriza a qualidade de construção, a arquitecque confirmam que a sua satisfação é a nossa principal meta. Criar espaços tura intemporal e as áreas amplas e desafogadas”, nota a administradora. para a vida é a nossa missão e maior ambição”, afirma Sofia Mourão. Entretanto, o projecto da primeira fase do Masuika Office Plaza, em TalaÁrea de gestão e coordenação de projecto vai ser o foco tona, foi alvo de “algumas alterações com o objectivo de melhorar a sua funcionalidade”, o que fez com que o prazo de conclusão da obra fosse de crescimento em 2014 reajustado para a data de 31 de Agosto. A mais de dois meses desta data Depois de um 2013 marcado pelo “grande investimento e reestruturação está já vendida a totalidade das 25 lojas previstas e cerca de 20% da área interna”, em 2014 a Novinvest está focada em “dar continuidade ao trabalho disponível de escritórios. O objectivo é “iniciar a segunda fase do Masuika desenvolvido nos últimos dois anos”, afiança a administradora. Assim, nos no primeiro semestre de 2015, a qual prevê a construção de um edifício despróximos meses a Novinvest irá finalizar alguns dos projectos em curso tinado a habitação com 65 apartamentos de tipologias T1 a T3”. O calencomo o Edifício Torres Dipanda e a primeira fase do Masiuika, e vai contidário da Novinvest prevê que a terceira e última fase deste empreendinuar, em parceria com empresas de mediação de referência, a comercialimento fique concluída no final de 2017. zação do Edifício Acácia Place e de alguns escritórios do Atrium Residência”. Além disso, conta ainda Sofia Mourão, “em 2014 vamos iniciar estudos para Luanda, Cabinda, Lubango e Lobito serão placo de noprojectos futuros que iremos desenvolver dentro de dois a três anos”.

vos investimentos

Recorde-se que em 2013 o volume de activos sob responsabilidade da Novinvest superou os 233 milhões de dólares. Este ano “não iremos crescer no volume de activos próprios, mas vamos ter um crescimento muito grande na área de gestão e coordenação de projecto, monitorizando projectos de grande envergadura à semelhança do que fazemos com a Torre A do Empreendimento Gika, pelo que prevemos aumentar o volume de projectos sob nossa responsabilidade para mais do dobro”, informa a administradora.

Projectos premiados concluídos no Verão de 2014 Sofia Mourão contou à VI que “todos os empreendimentos promovidos pela Novinvest são diferenciados e possuem como características comuns a qualidade de construção, áreas habitacionais muito generosas e projectos de arquitectura inovadores”. Privilegiando “a promoção de edifícios em zonas prime”, os projectos da empresa têm como principal target “o segmento das famílias e empresas com disponibilidade financeira que procuram imóveis no centro das cidades com prestígio e qualidade”. Confirmando que esta é uma aposta bem-sucedida, na última edição da Projekta dois dos empreendimentos que a empresa irá concluir este Verão foram nomeados como o Melhor Projecto de Arquitectura: o Torres Dipanda e o Masuika Office Place, o primeiro dos quais se sagrou vencedor.

Além dos projectos já em fase de desenvolvimento, a Novinvest já tem na mira novos negócios em diferentes cidades angolanas. “Os vários terrenos que possuímos em Luanda, Cabinda, Lubango e Lobito serão palco de investimento a médio prazo”, revelou Sofia Mourão. Recorde-se que um dos projectos mais emblemáticos do portfólio da empresa é o Acácias Place, em Benguela. Finalizado em 2011, nessa altura “não existia na cidade outro edifício de construção nova que respondesse de forma tão abrangente à crescente exigência de conforto e qualidade”. Assim, sublinha a administradora, “ao promover o Acácia Place, a Novinvest ambicionou um projecto que trouxesse mais vida e modernidade ao centro de Benguela”. Este empreendimento multiusos representou um investimento na ordem dos 40 milhões de dólares e encontra-se numa fase final de comercialização, com apartamentos ainda disponíveis para venda ou arrendamento. A Novinvest tem também uma participação no complexo logístico Viana Park, “que também é um empreendimento de referência na área da logística”, salienta a responsável. Do porftólio faz ainda parte o empreendimento Benfica Boulevard localizado em Benfica e que é um projecto habitacional para o segmento médio que procura apartamentos T3 e T4 na zona de Benfica e Lar do Patriota.

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DOSSIER | Investimo

Investimo aponta miras para novos segmentos de mercado Uma referência na promoção imobiliária em Angola, a Investimo tem sua aposta centrada nos segmentos da habitação prime e escritórios. Contudo, e face às potencialidades que o sector imobiliário apresenta, a empresa do grupo Omatapalo prepara-se chegar a outros segmentos.

Nuno Miranda, director-geral da Investimo contou à Vida Imobiliária que “a Investimo nasceu em 2007 com a necessidade da Omatapalo, seu principal accionista, de focar em exclusivo numa empresa o interesses no negócio imobiliário; com o objectivo, sempre presente, de garantir valor acresentado e maior rentabilidade aos investimentos que fez nesta área nos últimos anos”. Crescer é o objectivo da empresa que, embora esteja “a apostar principalmente nos segmentos habitacional prime e escritórios, num futuro próximo vai alargar a actividade a outras áreas de negócio dentro do sector imobiliário”. Este crescimento irá também passar pelo alargamento do seu âmbito geográfico. Pois, como conta Nuno Miranda, “hoje encontramo-nos em Luanda, Lobito, Lubango e Ondjiva. No futuro, e com o desenvolvimento em termos de expansão e amadurecimento do próprio sector imobiliário, queremos actuar em todo o território nacional”. Restinga Living

Novos projectos ainda este ano No presente são vários os projectos que integram o portfólio da Investimo, embora em diferentes estágios de desenvolvimento. Em fase mais adiantada, já em execução, destaque para o Condomínio Madume, o Restinga Living (na cidade do Lobito) e o condomínio residencial Mapunda Residence. Numa fase mais incipiente, “temos em carteira o Lote 13 da Baía de Luanda e o Centro de Negócios do Cunene (na cidade de Ondjiva)”. Nestes primeiros meses de 2014 a actividade da Investimo tem estado a decorrer a bom ritmo, pelo que “o balanço é positivo” conta o director-geral. Entre os principais marcos, Nuno Miranda destacou que “a primeira fase do condomínio Mapunda Residence atingiu os 70% de vendas”, acrescentando que “estamos actualmente a trabalhar nos projectos que temos em carteira com o objectivo que estes possam arrancar ainda no decurso deste ano”.

Projecto no Cunene

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Um dos projectos mais emblemáticos com o cunho da Investimo, o Condomínio Residencial Mapunda Residence ocupa uma parcela de terreno com 51.555 m² nos quais será desenvolvido um conjunto de moradias nas tipologias T5 e T4+1, todas elas implantadas em lotes com dimensões de 2.000 m² e 1.081 m², respectivamente. Localizado na cidade do Lubango, este empreendimento foi assinado pelo atelier de arquitectura “Berger Arquitectos” e está a ser construído pela Omatapalo.


DOSSIER | ESCENDO - VISTA TOWERS

Vista Towers são sucesso de comercial na Baixa de Luanda Embora os primeiros edifícios só devam ficar concluídos dentro de alguns meses, a comercialização das diversas valências que fazem parte do empreendimento Vista Towers, na Baixa de Luanda, está a ser um sucesso, conta Luís Gaspar, leasing and marketing manager deste projecto promovido pela Escendo. Totalizando uma área de construção de 133.000 m², o empreendimento é constituído por três torres de vinte andares e um centro comercial em baixo. “O Vista Towers será um edifício de referência na Baixa de Luanda”, afiança aquele responsável, salientando a “arquitectura que o diferencia, conferindo-lhe destaque no skyline da Baixa”. Embora sem adiantar valores, reconhece que “a dimensão do empreendimento e a qualidade de construção tornam o investimento global bastante significativo”.

Entretanto, a Escendo vai também avançando no desenvolvimento dos outros três empreendimentos que tem em carteira, com destaque para o Vale de Talatona, “cuja primeira fase será concluída e entregue até ao final do corrente ano”. Em causa está um condomínio privado com 182 moradias direccionado para a classe média. E em breve poderão ser conhecidas novidades, pois “estamos igualmente a analisar outras oportunidades, que se espera que venham a concretizar-se nos próximos meses” revelou Luís Gaspar.

A construção da sua estrutura arrancou no final de 2011 estando “praticamente concluída nesta altura” disse o responsável, salientando que “estamos já em fase de instalações e acabamentos”. De acordo com o faseamento previsto pela Escendo, uma das torres residenciais e o centro comercial serão os primeiros a ficar concluídos, “o que acontecerá no início de 2015” afirma Luís Gaspar.

Metade das lojas do Vista Shopping já estão colocadas

Embora a mais de seis meses da conclusão dos primeiros edifícios, o balanço da primeira fase comercialização é bastante positivo. “Nesta data temos já vendida a Torre 1, com 120 apartamentos, a uma multinacional em Angola”, afirma o leasing and marketing manager, acrescentando que “tudo indica que em 2014 concretizaremos a venda da Torre 2, composta por 135 apartamentos”. A comercialização da oferta de escritórios “começará em breve, dado que se trata da última componente do projecto a ser concluída”. Ainda este ano “esperamos igualmente concluir a comercialização das lojas do centro comercial”, conta.

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Uma das âncoras deste empreendimento é o Vista Shopping, que será o primeiro centro comercial a abrir na zona da Baixa, criando uma nova oferta de 50 lojas e quiosques com “marcas de prestígio e um conjunto de restaurantes que o tornarão um destino obrigatório”, afirma Luís Gaspar. Com a abertura prevista para o início de 2015, a comercialização dos 7.500 m² de Área Bruta Locável (ABL) “já está a decorrer e a um bom ritmo” revela, acrescentando que nesta fase “ultrapassámos já os 50% da área contratualizada”. Dada a sua localização, no centro de negócios de Luanda, o centro comercial tem como público-alvo “uma população que varia entre a classe média emergente e a classe alta, que não tem actualmente qualquer oferta adequada nesta parte da cidade”, incluindo “os milhares de executivos, empresários, quadros médios e superiores e dirigentes que todos os dias frequentam a Baixa”.


DOSSIER | Odebrecht

Odebrecht quer Belas Business Park V totalmente colocado em 2014 A Odebrecht acaba de lançar a quinta fase daquele que é um dos seus projectos mais emblemáticos em Angola: o Belas Business Park. O objectivo é chegar ao final de 2014 com o processo de comercialização desta etapa totalmente concluído, repetindo “o sucesso de vendas” das fases anteriores. “Acreditando cada vez mais em Talatona como um dos pólos de desenvolvimento económico e social de Luanda, a quinta etapa do Belas Business Park foi pensada de forma a oferecer às empresas mais uma oportunidade para se instalarem num dos lugares de maior referência na cidade”, começa por dizer Eduardo Mattos, director de contrato das obras imobiliárias da Odebrecht Angola, em entrevista à Vida Imobiliária. As obras desta quinta etapa de um dos maiores centros empresariais da zona de Luanda tiveram início no passado mês de Fevereiro, prevendo-se que fiquem concluídas em Dezembro de 2015. Contemplando uma área de construção de 39.400m2, o Belas Business Park V irá criar duas torres empresariais com um mall exclusivo de serviços, incluindo bancos, restaurantes, uma loja de conveniência e cafés. Uma aposta que, acredita o responsável, irá “agregar ainda mais valor ao empreendimento e ao complexo Belas Business Park”. No que toca às áreas disponíveis, o projecto oferece “quatro opções de plantas, com salas entre os 250 m² e os 1.022 m²” e cujos acabamentos “seguem o mesmo padrão das etapas anteriores, garantindo maior conforto e facilidade para as empresas”. Confiante quanto ao sucesso do processo de comercialização desta nova fase, Eduardo Mattos lembra que “desde o ano do seu lançamento (2006), o Belas Business Park foi um sucesso de vendas e a última etapa realizada (a quarta) é o reflexo disso mesmo, pois meses antes da entrega já tínhamos o empreendimento vendido a 100 %”. Assim, conta à

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VI, “o objectivo deste ano é realizar 100% das vendas do Belas Business Park V e acreditamos que estamos no caminho certo, uma vez que mesmo antes do lançamento já estávamos a fazer muitas reservas”.

Novos projectos lançados ainda este ano Embora esta seja a última etapa de desenvolvimento no segmento empresarial, “entretanto estamos a desenvolver dois novos projectos nos 10.000 m² restantes do terreno”. Sem revelar mais pormenores, o responsável garante: “temos a certeza que além de tornar o Belas Business Park ainda mais completo, vamos conseguir surpreender o mercado!”. De olhos postos no futuro, o Eduardo Mattos considera que “2014 será um ano de grandes conquistas para os projectos imobiliários da Odebrecht Angola, por isso, estamos focados no desenvolvimento de novos projectos e até ao final do ano teremos novos lançamentos”. Até porque, diz, “o país está com um nível muito grande de desenvolvimento e sabemos que o mercado angolano está novamente em forte expansão”. Empenhada em “acompanhar o ritmo deste crescimento”, a Odebrecht “procura sempre desenvolver empreendimentos que agreguem valor para o país, para a comunidade e para o meio ambiente, focando sempre que nosso principal compromisso que se consubstancia na formação dos angolanos”, que representam hoje 93% dos efectivos da Odebrecht Angola, em actividade há 30 anos.


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DOSSIER | publireportagem BNI

Banco BNI cresce e diversifica a estratégia O BANCO BNI iniciou a sua actividade em Novembro de 2006, posicionando-se como uma Instituição Financeira moderna, ágil, próxima dos seus Clientes e apostando no profissionalismo das relações, tanto no universo Profissional, como Particular.

Actualmente temos 81 Balcões distribuídos por 15 Províncias, dos quais sete Balcões BNI Prime dirigidos aos Clientes Private e Corporate e as restantes 74 Agências dirigidas ao Retalho. Os Balcões BNI Prime dedicam-se ao segmento de grandes empresas e particulares de renda elevada. O BNI Prime Corporate dedica-se a um conjunto selectivo de empresas com um tratamento diferenciado, dadas as especificidades dos negócios e volume de recursos transaccionados pelas mesmas. Os 74 balcões do BNI dedicam-se ao segmento de retalho, com 123.000 Clientes (representam 96,34% da rede do Banco).

BNI Europa é o próximo passo O Banco de Portugal autorizou recentemente a criação do BNI Europa, o primeiro passo na estratégia de expansão do Banco de Negócios Internacional. O início da actividade deste Banco angolano em Portugal está para breve. O crescimento para os outros mercados é apenas uma parte da estratégia do BNI que, ainda este ano, prepara o lançamento de uma seguradora, o desenvolvimento do “leasing” e a implementação de um fundo de investimento imobiliário. Estes investimentos surgem na sequência de um recente aumento de capital social do Banco BNI, para o equivalente a 150 milhões de dólares. Valores que permitirão ao BNI aumentar a capacidade de intervenção no mercado, consolidar os fundos próprios do Banco e obter maior visibilidade nacional e internacional. Com este e outros projectos, o BNI reforça a sua posição como parceiro da economia angolana, com uma carteira de crédito equivalente a 881 milhões de dólares e o crédito a empresas a representar 90% desse total.

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Em 2013 o BNI recebeu diversos Prémios: - The Bizz 2013 – World Business Leader entregue pela World Confederetion of Business (Houston, Texas); - The Bizz 2013 – Inspirational Company entregue pela World Confederetion of Business (Houston, Texas); - The Majestic Five Continents Award for Quality / Excellence entregue pelo Presidente da Association Otherways Management / Consulting (Genebra); - Total quality aptitude seal for the high quality performance / best customer satisfaction (Genebra); - Best Entreprise – Socrates Committee – in the field of Bank Services (Oxford, UK)

BANCO BNI. PAIXÃO PELO FUTURO


DOSSIER | Centros Comerciais

Mercado de centros comerciais dispara em Luanda Acompanhando a evolução do poder de compra no país, o mercado de centros comerciais em Angola começa agora a despontar. Luanda é o principal alvo do investimento, estando na calha sete novas aberturas até ao final de 2015 que ultrapassam a fronteira dos 100.000 m² de Área Bruta Locável (ABL).

Considerada uma das cidades mais dispendiosas do mundo quando se fala em termos de rendas para a instalação de novas marcas, Luanda ainda se caracteriza pela escassez de oferta moderna de qualidade no que toca ao retalho, a qual é bastante inferior à procura. Actualmente são muitas marcas e retalhistas de olhos postos neste mercado, que combina a procura conduzida pelos milhares de expatriados que ali residem e o aumento generalizado do poder de compra dos angolanos. Ambicionado por muitos operadores, o mercado de centros comerciais de Luanda ganha agora um impulso inédito, tendo prevista a abertura de sete novos centros e galerias comerciais até 2015. São estes o Vista Club Shopping, integrado no empreendimento Luanda Towers na zona da Baixa e que terá 40 lojas; o Luanda Shopping, integrado no mega-projecto Comandante Gika e que irá criar 208 lojas, seis salas de cinema e um health club na zona de Alvalade; o Shopping Fortaleza, na Marginal, o Shopping do Kinaxixi e as Torres Kianda, também na Marginal. A estes juntam-se ainda as aberturas do Sky Gallery e do centro comercial Ulengo, agendadas para este ano. De acordo com os especialistas neste mercado, estes projectos irão também contribuir positivamente para a actividade dos três centros comerciais já existentes na cidade: o Belas Shopping, o Ginga Shopping e o Atrium Nova Vida. Segundo os dados disponibilizados pelas consultoras Proprime, Zenki Real Estate e Abacus Angola não estão contudo previstos novas entradas no formato de retail parks em Angola, onde existe apenas em funcionamento o Lobito Retail Park. O comércio de rua é outro segmento que manifesta hoje uma “forte procura”, caracterizado pela escassez de oferta de lojas com boa localização, refere o estudo “Mercado Imobiliário de Angola 2014” produzido pela Abacus Angola em conjunto com a JLL.

O Sky Gallery será o primeiro shopping de luxo em Angola

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Pelas contas das consultoras, nesta primeira metade de 2014 os valores de rendas médias praticadas nos centros comerciais podem oscilar entre os 60 e os 130 dólares / m² mensais, ao passo que no mercado das lojas de rua este indicador oscila entre os 25 e os 195 dólares/ m² / mês.


Sky Gallery é o primeiro a abrir Fruto de um investimento da luso-angolana Mix Brand no valor de 50 milhões de dólares, o Sky Gallery tem a sua abertura agendada para este mês de Maio e traz para Luanda marcas de luxo como a Ermenegildo Zegna, Gucci, Prada, Hugo Boss ou Armani, que passam a ter loja, pela primeira vez, no país. De acordo com os promotores este é “o primeiro shopping de luxo de Angola” e estende-se por quatro pisos que interligam as três Sky Towers da Escom. A sua oferta é constituída por mais de 11.000m2 e 40 lojas, e irá criar mais de 500 empregos directos. O projecto é detido pela Mix Brand, que tem como accionistas o Grupo Interway e a CBI – Cross Border Investments NV. Em declarações à imprensa, o administrador do Sky Gallery, Rahim Ahamad, explica que o shopping “pretende proporcionar uma experiência internacional de compra e está inserido num complexo imobiliário premium, assinado pelo arquitecto português Tomás Salgado, do atelier Risco”. O objectivo, afirma, é “ser uma referência neste sector não só em Angola, mas em toda a África”. Segundo este responsável, além 50 milhões investidos na promoção do shopping, soma-se ainda o investimento de mais de 30 milhões de dólares realizado na construção e adaptação de conceitos das 40 lojas, que deverão estar todas ocupadas até ao final do ano. Em comunicado, a empresa explica que “o Sky Gallery promete lançar tendências, através de eventos únicos e exclusivos”. Terá cinco restaurantes, champanhe-bar, espaços lounge, supermercado gourmet (já em funcionamento) e serviços de beleza. Os preços dos artigos de luxo que ali vão ser vendidos deverão ser 15% a 20% mais caros que na Euopa e cerca de 15% a 20% mais baratos do que em destinos como o Brasil ou o Médio Oriente, já incluindo as taxas aduaneiras angolanas, que podem rondar os 30% a 50% sobre produtos de luxo. Uma questão que não intimida a Mix Brand, até porque, explica Rahum Ahamad, o estudo de mercado que originou esta decisão de investimento no Sky Gallery revela que os angolanos estão dispostos a pagar até mais 30% do que pagariam na Europa para adquirir estes produtos no seu próprio país.

Construção do Shopping Fortaleza custa 85,5 milhões de dólares Em conjunto com a Griner, a Soares da Costa é a construtora responsável pela empreitada do Shopping Fortaleza, cujas obras arrancaram em 2012 e se prevêem que fiquem concluídas até 2015. Avaliada em aproximadamente 85,5 milhões de dólares, a obra localiza-se junto ao viaduto da nova marginal da capital. Com frente virada para a Baía de Luanda, o Vista Shopping ocupará uma área de 26.000 m² estará integrado num edifício de sete pisos, dos quais os dois primeiros irão acolher as lojas âncora e o terceiro piso receberá os espaços de entretenimento, como as salas de cinema, os salões de festas e áreas de restauração.

O Kinaxixi Shopping criará 1.200 empregos directos Ainda sem data confirmada para a abertura, o Kinaxixi Shopping será um dos maiores centros comerciais a operar em Luanda, com uma Área Bruta Locável (ABL) de mais de 27.000 m² distribuída por mais de 200 lojas. Promovido pela Kinaxixi Empreendimentos Imobiliários, este projecto é parte integrante de um empreendimento multiusos composto por uma Torre Residencial e uma Torre Comercial que totalizam uma área bruta de construção de 250.000 m² e 2.000 espaços de estacionamento. Na sua fase operacional, o centro comercial detido pela Kinaxixi SA irá ser responsável por gerar cerca de 1.200 empregos directos, aos quais se somam os cerca de 900 postos de trabalho criados durante a sua construção, actualmente a decorrer.

Luanda Shopping lidera em termos de área Olhando para os novos projectos em pipeline, o Luanda Shopping (integrado no complexo Comandante Gika) é o vencedor no que toca à sua dimensão. Compreendendo uma área bruta de construção de 145.000 m², dos quais aproximadamente 35.000 m² correspondem a ABL, este centro comercial irá contar com 215 lojas modernas, um hipermercado, health-club e seis salas de cinema. Será servido por um parque de estacionamento com capacidade para 2.000 viaturas. A previsão é que possa entrar em funcionamento ainda este ano.

O Luanda Shopping está inserido no empreendimento Comandante GIKA

O Shopping Kinaxixi está integrado num complexo multifuncional

Comércio e lazer de mãos dadas em Ulengo Na via expresso Benfica-Cacuaco irá nascer o “centro comercial Ulengo”, cuja primeira fase deverá ficar concluída em Dezembro prevendo-se contudo que as primeiras lojas estejam em condições de abrir até ao final do Verão. Desenvolvido pelo Grupo Glakeni, o complexo contempla um investimento na casa dos 50 milhões de dólares e dará origem a um total de 170 lojas (130 para arrendamento e 40 sob gestão da direcção do centro), estando implantado numa área de aproximadamente 20 hectares. De acordo com informação avançada pelo responsável Pedro Homem Neto ao jornal Expansão, cerca de metade do valor investido corresponde à construção do parque de diversões, cabendo a outra metade à construção do edifício comercial e às áreas anexas de suporte ao shopping.

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DOSSIER | Centros Comerciais

Os casos de sucesso Embora a oferta de centros comerciais em Luanda ainda seja incipiente, os complexos em funcionamento parecem ser autênticos casos de sucesso e que aquando da sua abertura aportaram inovações importantes no que toca à configuração e à gestão deste tipo de espaços no país.

Yewhing Angola Comércio e Indústria quer modernizar retalho em Benguela, Huambo e Huíla Não é só no formato dos centros comerciais que o retalho se está a modernizar em Angola. Ainda no início de 2014, o grupo chinês Yewhing Angola Comércio e Indústria inaugurou em Kikuxi, município de Viana, o “Mundo da Casa” uma nova âncora de retalho especializada na venda de electrodoméstricos, mobiliário, acessórios e materiais de construção. Entretanto, o presidente do grupo, Chen Song já fez saber que o objectivo é a abertura de “shoppings” semelhantes nas zonas de Benguela, Huambo e Huíla nos próximos cinco anos.

Entre estes desde logo se destaca o Belas Shopping, inaugurado a 27 de Março de 2017, este centro representou um investimento privado de cerca de 35 milhões de dólares a cargo de um consórcio formado pela HOGI e a Odebrecht Angola, e está prevista uma segunda fase de desenvolvimento deste complexo localizado na zona de Talatona. Em 2011 abriu ao público o Ginga Shopping Center, que em meados de 2013 registava uma afluência média de 120.000 visitantes anuais. Promovido pela Genea Angola, este centro comercial disponibiliza um total de 48 lojas distribuídas por uma área de construção de 22.000 m².

Representando um investimento de 30 milhões de dólares, o centro foi construído no prazo de seis meses e ocupa uma área de seis hectares e até ao final do ano irá beneficiar de uma nova zona com áreas destinadas a bancos, lojas e restaurantes.

Em funcionamento desde 16 de Novembro de 2012, o Atrium Nova Vida é um dos mais novos centros comerciais de Luanda e, tal como o anterior, também contempla duas fases de desenvolvimento. Num investimento avaliado em cerca de 20 milhões de euros na zona Sul de Luanda, este complexo foi responsável pela criação directa de 800 postos de trabalho.

Nova oferta de centros comerciais em Luanda 2014-2016 ABL (m²)

Número de Lojas

Abertura (previsão)

Zona

Kinaxixi Shopping

27.402

200

sd

Kinaxixi

Luanda Shopping

35.000

215

sd

Alvalade

Shopping Fortaleza

26.000

sd

sd

Marginal

Sky Gallery

6.000

40

1º semestre 2014

Kinaxixi

Torres Kianda

5.784

56

1º semestre 2015

Marginal

Vista Club Shopping

6.000

sd

sd

Rainha Giga

Ulengo

sd

170

2º semestre 2014

Benfica-Cacuaco

Belas Shopping

Fonte: Vida Imobiliária, Abacus / JLL, Proprime, Zenki Real Estate

Centros comerciais em funcionamento em Luanda ABL (m²)

Número de Lojas

Abertura

Promotor

Zona

Investimento

Belas Shopping

sd

100

2007

HOGI / Odebrecht Angola

Talatona

35 milhões USD

Ginga Shopping

sd

70

2012

Genea Angola

Viana

sd

Atrium Nova Vida

9.200

51 (35 lojas, supermercado, 10 restaurantes, 3 mega-stores, banco e praça , multi-usos)

2012

Companhia Angolana de Comércio

Sul de Luanda

20 milhões USD Fonte: Vida Imobiliária

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O Seu Consultor Imobiliário em Angola “Uma relação de confiança”

“Galerias do Patriota” - O seu novo Espaço Comercial no melhor local Data Abertura Setembro 2014

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DOSSIER | Turismo

Turismo é sector estratégico para o país e para o imobiliário Sendo um dos sectores estratégicos para a economia do país, e no qual ainda há um longo espaço para crescer, o Turismo é uma das áreas de mercado que mais oportunidades oferece também ao sector imobiliário.

Pestana Luanda Bay

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Como confirmam os dados avançados pela Proprime no seu “Estudo do Mercado Imobiliário Angola 2014”, o sector do turismo seguiu em crescimento no último ano, com um incremento de 23% no número de turistas que cruzaram a fronteira (ultrapassando os 650.000). Por seu turno, a taxa de ocupação hoteleira em Luanda rondou os 80%, numa cidade onde a diária média nos hotéis de cinco estrelas apresenta valores na casa dos 500 dólares. Em Benguela / Lobito, outro dos principais pontos turísticos do país, a diária nos hotéis de quatro estrelas é de 290 dólares. Entre as metas traçadas pelo Plano Director do Turismo de Angola 20112020 (PARTENON) destaca-se a captação de 4,5 milhões de turistas para o país e a realização de receitas turísticas no valor de 4,7 biliões de dólares, o que equivale a mais de 3% do PIB Angolano. Mas, até se atingirem estas metas é preciso continuar a reforçar a oferta neste segmento. Entretanto, Angola começa agora a receber os seus primeiros resorts, que vêm reforçar a oferta nesta área, conjugando valências hoteleiras e imobiliárias e ancorados sobretudo numa oferta de golfe. Localizado junto à Barra do rio Kwanza, o Mangais Golf Resort é um dos projectos que reflecte essa tendência, destacando-se por ter o único campo de golfe relvado do país. No seu último relatório de mercado, a Abacus salienta também a procura crescente que tem vindo a ser registada no segmento de turismo de golfe, conduzida quer por cidadãos nacionais, quer por expatriados; tendo já sido iniciada a construção daquele que será o terceiro campo de golfe em Angola e que deverá estar concluído em 2015.

Hotel de Convenções de Talatona

Luanda concentra a maior oferta hoteleira Sendo a capital e um dos principais destinos de turismo de negócios em África, é em Luanda que se encontra a esmagadora maioria (80%) da oferta hoteleira existente no país, a qual deverá crescer substancialmente nos próximos meses. De acordo com o último research levado a cabo pela Zenki Real Estate, a cidade irá receber quatro novas unidades de quatro e cinco estrelas e 1.294 novos quartos até 2015, que se vão juntar aos 16 hotéis já em operaçãoe que incluem três unidades de cinco estrelas (Hotel de Convenções de Talatona, Hotel Vitória Gardens e o Epic Sana Luanda Hotel) e várias unidades de quatro estrelas (entre as quais se destacam os hotéis Presidente, Trópico, Skyna, Baía e Alvalade). Já em construção, o hotel Blue Diamond encaixa-se no segmento de cinco estrelas e terá 450 quartos. Na mesma categoria, está também em desenvolvimento o VIP Grand Luanda, que constitui a componente hoteleira do Empreendimento Comandante Gika e que ficará concluído até ao final de 2015, incluindo 370 quartos. Confirmandos estão também os projectos do Pestana Luanda Bay, um cinco estrelas com 300 quartos, e do Hotel Diamante, um quatro estrelas com 174 quartos.

VIP Grand Luanda Hotel

Pelas contas da Zenki, no final de 2013 a cidade de Luanda contaria com cerca de 2.000 quartos de hotel, pelo que a entrada destes quatro novos projectos no mercado representa um incremento de cerca de 60% da oferta, prevendo-se que tenha um impacto sobre os preços.

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DOSSIER | Turismo

Os novos Pólos de Desenvolvimento Turístico O relatório “Mercado Imobiliário de Angola 2014”, produzido pela Abacus em parceria com a JLL, destaca também o esforço governamental para a dinamização dos novos Pólos de Desenvolvimento Turístico, cuja estratégia começa agora a ser posta em prática. Recorde-se que até 2017 Angola terá pelo menos três pólos turísticos estratégicos: Kuando Kubango (Okavango), Cabo Ledo (Bengo) e Kalandula (Malanje), selecionados como áreas prioritárias de intervenção e de desenvolvimento turístico,. Localizado a 85 quilómetros a norte da cidade de Malanje, o pólo turístico de Calandula visa dinamizar o turismo interno, apostando na grande diversidade que existe na província, que tem nas quedas de água de Calandula um dos seus expoentes máximos de atracção turística, embora a região conte com outras quedas como as do Mbango, de Nzenza ou do Mussulenge. Abrangendo uma extensão de 20 km de área de reserva fundiária, para a construção de zonas económicas e a criação de uma área de atraccção de investimentos em infra-estruturas turísticas, o pólo de Calandula irá ganhar várias unidades hoteleiras e serviços administrativos. O pólo turístico da Bacia do Okavango abrange uma área de expansão de 11.972 hectares, enquanto o pólo turístico de Cabo Ledo conta com uma área de aproximadamente 1.400 hectares e uma zona balnear com 120 quilómetros de extensão, a uma distância de aproximadamente uma hora e meia de Luanda.

Angola integra ainda um ambicioso projecto de criação de uma reserva transfronteiriça de conservação ambiental, de fauna selvagem e de turismo ecológico. Trata-se do Projecto Okovango-Zambeze (CAZA), que abrange uma área de 278.000 km², envolvendo Angola, Zâmbia, Botswana, Namíbia e o Zimbawe. Angola é detentora da segunda maior parcela, logo depois da Zâmbia. De acordo com dados do Ministério da Hotelaria e do Turismo, entre 2002 e o início de 2012 foram edificados em Angola 105 hotéis, 370 pensões, 330 hospedarias, 54 aldeamentos turísticos e 3.020 restaurantes. Um número que continuará a aumentar anualmente, estando previsto o surgimento gradual de novas infra-estruturas hoteleiras em todo o país, bem como um conjunto de acções do governo direccionadas para o desenvolvimento da Hotelaria e Turismo. Neste âmbito, no passado dia 28 de Maio, o Conselho de Ministros aprovou o Plano de Investimentos do Turismo para 2014. Este documento prevê várias acções de marketing para a criação e divulgação nacional e internacional da marca do Turismo Nacional, tendo como objectivo chamar a atenção para o potencial do país como destino turístico. O Plano visa também incentivar os investimentos nacionais e internacionais no sector, bem como fomentar o turismo interno ao estimular os angolanos a desenvolverem o hábito de visitar os diversos locais históricos de Angola e oferecendo aos cidadãos as possibilidade de desfrutarem das suas belezas naturais.

Ilha do Mussulo

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DOSSIER | Projectos e oportunidades

Oportunidades já não estão só em Luanda Embora a capital do país continue a dominar a preferência das empresas e dos investidores, há mais espaço para os investidores fora de Luanda. E várias outras cidades como Lobito, Bengela e Lubango ou, num estágio mais precoce de desenvolvimento, Porto Amboim e Cabinda, começam agora a emergir, proporcionando novas oportunidades aliciantes para os investidores.

World Trade Center

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Ou, pelo menos é esta a opinião dominante entre vários especialistas no sector imobiliário angolano. Ainda recentemente, num evento organizado pela promotora Gestimóvel em Luanda (para assinalar o seu 10º aniversário no país) este foi um dos temas debatidos pelos intervenientes convidados. No final as conclusões foram claras: Luanda ainda é o principal mercado do sector imobiliário, mas esta é uma realidade que poderá a mudar em breve. E, independentemente do sector ou do local onde se aposta, os investidores precisam de manter os pés no chão e ser rigorosos e realistas, não devendo estar à espera de lucro rápido e fácil.

Para Diogo Rodrigues, director da consultora imobiliária Zenki, a cidade do Lubango é uma das que apresenta hoje um maior potencial para o sector imobiliário. “Terá um papel importante no Sul face à sua posição geográfica, visto estar entre o litoral e a fronteira com a Zâmbia. Tem uma ligação próxima ao Namibe e à Namíbia e, fruto dos investimentos no sector mineiro, caminhos-de-ferro e na agro-indústria, Lubango está, sem dúvida, entre as cidades mais importantes para o sector”.

Citado pela mesma fonte, o administrador da Gestimóvel, Francisco Castanha, sublinhou que “por exemplo, construir no Lubango é mais caro que em Luanda, mas os preços que rondam os 1.500 USD a 2.000 USD/ m² na construção Um dos participantes desta sessão foi Fernando Teles, PCA do Banco Internacional de Crédito (BIC). Embora considere que o mercado imo- são razoáveis, em função do nível de acabamentos”. Ainda assim, defendeu: biliário angolano é “ainda virgem” em muitas das províncias, o responsá- “temos de trabalhar muito mais para que sejam de 1.500 USD/m² ou menos”. vel chamou a atenção para o caso de Luanda, parece haver já “bastante Um dos mais importantes projectos da Gestimóvel em Angola é o Lubango oferta” em alguns segmentos, havendo alguns promotores pontuais de Center (Huíla), situado no centro da cidade homónima e que reúne uma promotores com dificuldade em vender os seus projectos. componente residencial, com as componentes de escritórios e comercial. Em Luanda, o sector dos espaços para as empresas continua a revelarFruto de um investimento de dez milhões de dólares, este é um dos maiores -se uma das apostas mais promissoras, continuando a haver “mercado projectos imobiliários já realizados na cidade do Lubango contando com para escritórios, para tudo o que é bom e que faz diferença”, disse Fernando um total de dez pisos acima do solo, dos quais um destinado a comércio, Teles. Sublinhando a importância da localização, de acordo com o jornal quatro para escritórios e cinco para habitação (apartamentos T1 studio a T4 Expansão o responsável chamou a atenção para a necessidade de ajustar duplex); além de dois pisos subterrâneos com 28 lugares de estacionamento. os preços em função do local onde o projecto está inserido, desencoInaugurado recentemente, o projecto já se encontra comercializado em rajando os promotores que promovem projectos em zonas suburbanas mais de 50%, com a empresa a prever que o restante fique colocado até mas que têm a expectativa de os comercializar a valores próximos do ao final do presente ano. A Gestimóvel espera encaixar 24 milhões de que pratica nas zonas prime. “Ninguém pode pensar em fazer um prédio dólares com este processo. no Cazenga, por exemplo, para vender a 8.000 USD/ m², porque o ideal é vender entre 3.000 USD a 4.000 USD/ m²”. Negociar ao máximo os custos de produção e ser mais realista com os prazos dos retornos dos investimentos foram outros dos conselhos deixados pelo PCA do Banco BIC. “Os investidores têm de habituar-se ao facto de que a recuperação dos investimentos realizados para um hotel só deve acontecer em 20 ou 30 anos, e numa habitação em 15 ou 20 anos. Estes são os prazos realistas”, afirmou. Contudo, as excepções ainda existem, reconhece, acrescentando que actualmente ainda existe mercado em Angola onde é possível recuperar os investimentos em 10 ou 15 anos. Uma das principais preocupações dos investidores prende-se com a questão dos custos de construção, conhecidos pelo elevado valor que custam em Angola. E este foi um dos temas abordados neste evento por Francisco Castanha, administrador da Gestimóvel, que considera serem razoáveis valores entre os 1.500 e os 2.000 USD/ m² para custos de produção, embora estes estejam sempre dependentes da localização do projecto. Por outro lado, este responsável chamou a atenção para os “gravíssimo problemas de legalidade” que ainda se verificam em alguns edifícios novos em Angola, alguns dos quais já habitados, enfatizando a importância de não se dar início à construção de um imóvel sem se ter a propriedade regularizada.

O caso do Lubango Na ocasião, o PCA do BIC falou também da realidade actual da cidade do Lubango, explicando porque esta tem demorado a posicionar-se como mercado de eleição. “Infelizmente, os empresários locais têm muito crédito ao Estado, ainda não têm a situação totalmente resolvida, o que estorva investimentos no imobiliário”.

Porto Amboim, Cabinda, Soyo, Lobito e Benguela emergem como destino de investimento

A cerca de 261 quilómetros da capital, encontramos Porto Amboim; uma das cidades a ter em conta nesta fase, defende Diogo Rodrigues. Conhecida pelo seu potencial na área pesqueira e turística, bem como pela actividade da indústria petrolífera, é vista cada vez mais numa “lógica de investimento com grande retorno” também do lado da promoção imobiliária. O responsável da Zenki chamou a atenção da audiência também para Cabinda e Soyo, considerando que pouco a pouco são dados sinais que indicam que os promotores imobiliários devem estar atentos a estes mercados. Tanto que em Cabinda já vão surgindo alguns projectos de referência. Lobito e Benguela foram também citadas por estes especialistas, que consideram que são outras das cidades com mais condições para atrair os investidores do sector imobiliário, salientando a existência da refinaria do Lobito, a qual funciona como âncora de investimento. A diversificação geográfica do investimento imobiliário em Angola é uma tendência que também tem vindo a ser apontada pelas consultoras imobiliárias que analisam este mercado. Ainda recentemente, a Abacus, em parceria com a JLL, divulgou o seu “Relatório do Mercado Imobiliário Angola 2014”, no qual chama a atenção para o facto de, embora Luanda continuar a concentrar os principais pólos imobiliários do país, outras províncias como Benguela, Soyo e Cabinda podem também vir a desenvolver-se neste campo, embora numa escala diferente. O governo provincial de Benguela quer relançar o projecto imobiliário Benguela Blue Ocean, previsto para uma área total de 1.350 hectares (600 dos quais se estendem por um planalto com vista para o mar) e que terá capacidade para acolher cerca de 20.000 novos residentes, albergando também uma área destinada à hotelaria, além de serviços.

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DOSSIER | Projectos e oportunidades A informação foi avançada pelo Governador local, Isaac dos Anjos, que adiantou que os lotes de terreno – junto à zona balnear do centro turístico da Baía Azul, no município da Baía Farta – deverão ser comercializados ainda este semestre, a um valor inicial de um milhão de kwanzas. De acordo com este responsável, o objectivo é que possa albergar, entre outras infra-estruturas, um complexo habitacional moderno em condições de acolher delegações provenientes dos países integrados no Corredor de Desenvolvimento Económico do Lobito.

Projectos que marcam o novo ritmo Com o mercado imobiliário a viver uma nova fase de expansão, o investimento no sector tem saído reforçado, com um grande número de projectos em desenvolvimento e outros tantos a sair do papel.

Torre Kilamba

Lubango Center

Ainda recentemente, o grupo Prado Valladares, de origem brasileira, anunciou o reforço do seu investimento em Angola com o lançamento de dois novos projectos na zona de Talatona (Luanda) que totalizam os 82,1 milhões de dólares: o Mix Center e o Espaços Avenida. Uma solução integrada de comércio e hotelaria, o Mix Center contará com uma área bruta de construção de mais de 64.000 m². Representando um investimento de 52,7 milhões de dólares, será constituído por três edifícios de cinco pisos, voltados para mais de 100 espaços comerciais.

Comandante GIKA

Já o Espaço Avenida será constituído por dois blocos (Alpha e Beta), cada um dos quais representando uma área total de ocupação de mais de 10.000 m² e 84 lojas. Só na primeira fase do projecto foram já investidos 29,4 milhões de dólares. Em declarações à imprensa angolana, na ocasião do lançamento, o director-geral da Prado Valladares Angola, Ricardo Valladares, explicou que estes dois complexos foram idealizados para dar resposta à procura actual por espaços comerciais, seguindo uma tendência cada vez mais forte da oferta deste tipo de imóveis no mercado nacional.

Cidade Financeira de Luanda

Torres Zenith

Torres Kianda

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Gestimóvel em negociações com fundos imobiliários Em declarações recentes à imprensa, o director-geral da Gestimóvel, Nuno Gaspar revelou que uma das prioridades para 2014 são as negociações que a empresa tem em curso com “um ou dois fundos imobiliários” que têm vindo a mostrar interesse pelos projectos que desenvolve. Simultaneamente está também a preparar o lançamento de novos projectos e a dar continuidade aos que tem em desenvolvimento, os quais estão focados sobretudo num target de clientes de classe média-alta. Os planos da empresa passam por concluir a Torre 1 de escritórios e iniciar a Torre 2 na componente de superestrutura do empreendimento Zenith Towers, em Talatona (Luanda). Este é um empreendimento misto, composto por duas torres de habitação, duas torres de escritórios escritórios e um edifício comercial e de apoio ao condomínio, servidos por áreas lúdicas, circuito de manutenção, duas piscinas e jardins suspensos.

Projectos de uso misto dominam no centro de Luanda Na Baixa de Luanda, os projectos de uso misto continuam a dominar a preferência dos investidores. É o caso, por exemplo, das Torres Kianda, o novo projecto da Panservice (que tem como accionistas a ENSA e a Imogestin). Com conclusão prevista para Dezembro de 2015, a promoção deste projecto está a ser gerida pela MACE. Implantado num lote de 10.862 m² no gaveto da avenida 4 de Fevereiro e da rua Amílcar Cabral, o empreendimento irá ocupar um quarteirão e contará com uma área bruta de construção de 95.000 m². No total serão quatro torres de 25 pisos, marcadas por fachadas curvas revestidas a vidro e betão polímero, e servidas por dois pisos de estacionamento subterrâneo com uma área de 20.000 m² e capacidade para 350 lugares. No piso térreo haverá uma galeria comercial com 12.000 m² (56 lojas em dois pisos) e que se organizará em torno de pátio ajardinado. A partir do segundo piso desenvolve-se a componente de escritórios, que se estenderá por um total de 65.000 m² de área bruta locável distribuída pelos quatro edifícios. Numa das torres já está confirmada a instalação da nova sede do Banco Africano de Investimento; noutra das torres será criado um centro de negócios, ficando os dois restantes edifícios para escritórios individuais de empresas. Entretanto, a Gestimóvel está também a dar continuidade ao seu novo projecto no centro de Luanda, o Edifício 4Life; também de uso misto e constituído por áreas de habitação, comércio e escritórios. Mas, um dos principais marcos neste campo é o empreendimento Comandante Gika é um dos maiores projectos imobiliários de iniciativa privada em África e que ficará praticamente concluído ainda este ano. Envolvendo um investimento global estimado na casa dos 670 milhões de dólares liderado pelo Grupo Gema, este empreendimento multiusos estende-se por uma área total de construção de 345.000 metros quadrados que no passado foi ocupada pelo colégio militar “Comandante Gika”. Funcionando como uma verdadeira âncora para a revitalização daquele espaço, é composto pelo Luanda Shopping (145.000 m² de construção e 2.000 lugares de estacionamento), pelo condomínio habitacional privado

Alvalade Residence (com 136 apartamentos nas tipologias T1 a T4 e com áreas entre os 260 e os 298 m² e vistas para a Baía de Luanda) e pelas Garden Towers, duas torres com 67.600 m² de escritórios modulares e com 470 lugares de estacionamento. A última fase a ficar concluída, com previsão para meados do próximo ano, é a correspondente ao Grand Vip Luanda, um novo hotel de cinco estrelas com 300 quartos e 70 suítes, além de heliporto. A zona da Baía é uma das mais apetecíveis para as empresas e, consequentemente, também para os investidores. E é aí que está a ser construída a Torre Kilamba, um edifício de 26 andares que será a sede da Fundação Sagrada Esperança. No valor de 70 milhões de dólares, este projecto arrancou em 2010 e deverá ficar concluído no final deste ano, estando a sua promoção a cargo da Fundação, cujas instalações irão ocupar os primeiros pisos, ficando os restantes para acolher escritórios de outras entidades.

2014 é ano zero para a nova Cidade Financeira de Luanda Um ano importante para o imobiliário angolano, 2014 é também o ano em que fica concluído um dos mais emblemáticos projectos que marcam o arranque do novo paradigma do mercado: a Cidade Financeira de Luanda. Promovido e detido pela Finicapital, este é um projecto avaliado em 260 milhões de dólares e que vem aumentar em 40.291 m² a área de escritórios disponível na zona de Luanda Sul. Com um projecto de arquitectura de vanguarda assinado por Alexandre Costa Lopes, a Cidade Financeira destaca-se pela sua funcionalidade mas também pela “inteligência”, tendo condições para trabalhar autonomamente durante três dias sem qualquer abastecimento de água ou combustível, sendo cada um dos edifícios entregue com um grupo de geradores autónomo. Como o próprio nome indica, este pretende ser um centro de negócios que funcionará como um mini-cluster para a promoção de negócios e criação de valor na área da banca e serviços. O Banco Millennium Angola e o Banco Privado Atlântico foram duas das instituições que desde cedo se juntaram ao projecto, que albergará também a nova sede da Finicapital. Totalizando uma área bruta de construção de 97.500 m², a Cidade Financeira é composta por quatro edifícios com seis pisos de escritórios (com áreas de 1.678 m² por piso) e um edifício para habitação (68 apartamentos nas tipologias T0 a T3), servidos por 985 lugares de estacionamento. No piso térreo dos edifícios estão previstas zonas comerciais e de serviços, incluindo um food court que poderá albergar até 12 unidades de restauração, uma área para uma creche, com 970 m², e mais 10 lojas para serviços (de 50 a 270 m²).

Um milhão de metros quadrados num só empreendimento O complexo World Trade Center é um dos maiores projectos imobiliários traçados para Angola, prevendo uma área de implantação de cerca de um 1.000.000 m². Desenvolvido faseadamente, este projecto promovido pela Parkgest na localidade de Viana (Luanda) conta com múltiplas utilizações, incluindo uma fatia de 100.000 m² para escritórios, um centro comercial, um retail park, um centro de convenções e um parque logístico de grandes dimensões. A localização é um dos factores chave deste projecto direccionado para o segmento empresarial, e que contará com 700 metros de frente para a principal Estrada Nacional (Viana / Catete), em frente ao Porto Seco e à linha ferroviária de Luanda, a dois quilómetros da via expressa Benfica Cacuaco, a dez quilómetros do novo aeroporto internacional e apenas 20 km do centro da capital nacional.

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TURISMO DE NEGÓCIOS | Hoti Hotéis

Mercado angolano é aposta estratégica para a Hoti Hotéis “O mercado angolano é muito querido para a Hoti Hotéis e representa uma aposta estratégica para a operação do grupo”. Quem o diz é Ricardo Gonçalves, administrador deste que é um dos maiores grupos hoteleiros portugueses e que tem planos para cativar ainda mais os angolanos. Focado no crescimento, o grupo hoteleiro definiu África como um mercado prioritário neste processo. O primeiro passo deu-se com a entrada em Moçambique, onde está “a construir uma nova unidade de quatro estrelas com 170 quartos no centro da cidade Maputo”, a qual deverá estar “em operação no decurso do próximo ano”. E, “numa fase mais atrasada estão projectados outros investimentos para Portugal, Moçambique e Angola”.

Hotel Tryp Lisboa Aeroporto

Em Portugal o Grupo Hoti Hotéis explora unidades hoteleiras sob as chancelas “Meliã”, “Tryp”, “Star Inn”, “Soleil” e “Hotel da Música”, totalizando uma oferta “na ordem dos 2.000 quartos” e figurando nos “cinco maiores grupos hoteleiros portugueses”, explica Ricardo Gonçalves. Actualmente “o mercado angolano está no TOP 10 dos mais importantes” clientes dos hotéis do grupo.

Star Inn (Porto)

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Star Inn Residence é o novo projecto para estadias de longa duração

Também em Portugal, mas mais a Norte, a Hoti tem um novo investimento no Porto, onde no Verão de 2013 inaugurou o “Hotel da Música”. “O Star Inn é um projecto hoteleiro que resulta da Inaugurado no início do ano, o Tryp Lisboa reabilitação de um imóvel na cidade do Porto Aeroporto é a mais recente aposta na capital e que tem uma grande capacidade instalada”, portuguesa, tendo na “localização e no conceito explica Ricardo Gonçalves, sublinhando que associado às viagens e ao mundo da aviação” “para capitalizar a sua dimensão e localização (com a decoração a cargo de Nini Andrade) considerámos que poderíamos formatar uma dois dos seus grandes factores distintivos, oferta para estadias longas, destinadas a estusublinha o administrador. Localizado junto ao dantes Erasmus, investigadores, professores ou Terminal 1 do Aeroporto Internacional de Lisoutras pessoas que queiram ter um espaço agraboa e com acesso directo à principal entrada dável com uma boa oferta de serviços, a preços rodoviária da cidade, o Tryp Lisboa Aeroporto muito competitivos. Este conceito foi denomiapresenta-se como “o ponto de partidas e de nado Star Inn Residence e tem um piso formachegadas para quem visita Portugal”, sendo tado para este segmento”. também um “local privilegiado para eventos, reuniões empresariais e congressos, num total de 1.500 m² de salas e 167 quartos”.

Hotel Tryp Lisboa Aeroporto é a mais recente aposta

Quarto do Hotel Tryp Lisboa Aeroporto

Ricardo Gonçalves conta que “o arranque do Tryp Lisboa Aeroporto está a correr bem e em linha com as nossas expectativas. É um hotel que está a registar óptima aceitação por parte do mercado, com excelente feedback dos hóspedes”. Além da área de SPA e da piscina interior caracterizada pela elevada luminosidade natural, “o que é diferenciador”; o hotel conta também com um Business Center. Este último, “um conceito inovador em unidades hoteleiras na cidade de Lisboa, onde as pessoas podem ter um espaço, dentro de um hotel, com todos os serviços a preços competitivos. Por sua vez, o Centro de Congressos está a funcionar muito bem, beneficiando da excelente oferta de salas, todas com luz natural e com grande capacidade”, remata o administrador.


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Vida imobiliária, Edição Angola Nº 8