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A ORIGEM DA VIDA CINCO PERGUNTAS QUE MERECEM RESPOSTA


A ORIGEM DA VIDA CINCO PERGUNTAS QUE MERECEM RESPOSTA

PERGUNTA

PERGUNTA

PERGUNTA

PERGUNTA

PERGUNTA

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´ Como a vida comecou? PAGINA 4 ¸

´ Existem formas de vida realmente simples? PAGINA 8

´ ˜ De onde vieram as instru c¸ oes? PAGINA 13

´ ´ Sera que toda vida tem um ancestral em comum? PAGINA 22

´ ´ Faz sentido acreditar na Bıblia? PAGINA 30

Bibliografia

´ PAGINA 31

˜ ´ Capa: Representac¸ ao de uma molecula de DNA ´ Nota: Todos os modelos tridimensionais de moleculas e estruturas ˜ ˜ ˜ ˜ moleculares sao representac¸ oes simplificadas e nao estao em escala. 5 2010 WATCH TOWER BIBLE AND TRACT SOCIETY OF PENNSYLVANIA ˜ ´ ASSOCIAC¸ AO TORRE DE VIGIA DE BIBLIAS E TRATADOS Todos os direitos reservados Editoras WATCHTOWER BIBLE AND TRACT SOCIETY OF NEW YORK, INC. Brooklyn, New York, U.S.A. ˜ ´ ASSOCIAC¸ AO TORRE DE VIGIA´ DE BIBLIAS E TRATADOS Rodovia SP-141, km 43, Cesario Lange, SP, 18285-901, Brasil ˜ Edic¸ ao de 2010 ˜ ˜ ´ Esta publica´ c¸ ao nao e vendida. Ela faz parte de uma obra educativa bıblica, mundial, mantida por donativos. ˜ ´ ˜ A menos˜ que haja outra indicac¸ ao, os textos bıblicos citados sao ˆ da Traduc¸ ao do Novo Mundo das Escrituras Sagradas com Referencias ´ ´ ´ Creditos: pagina 4: 5´ Petit Format/Photo Researchers, Inc.; pagina 5: 5 SPL/Photo ´ Researchers, Inc.; pagina 22, arvore da vida: cortesia da Biodiversity Heritage Library; ´ ˆ pagina 27, cranio: 5 Photolibrary/age fotostock;´ Ida: 5 Martin Shields/Alamy; ´ ˆ ˜ pagina 28, cranios: 5 Medical-on-Line/Alamy; pagina 29, reconstruc¸ ao do Homem de Java: 5 The Print Collector/Alamy The Origin of Life—Five Questions Worth Asking Portuguese (Brazilian Edition) (lf-T) ISBN 978-85-7392-120-5 Made in Brazil Impresso no Brasil


O DILEMA DE UM ALUNO ´ Pedro esta inquieto em sua cadeira e sente um frio na barriga. Sua professora, por quem ele tem muito respeito, acaba de explicar como Charles Darwin e sua teoria ˜ ´ da evoluc¸ ao enriqueceram o conhecimento cientıfico e libertaram a humanidade de ˜ crencas ¸ supersticiosas. Ela pede que os alunos deem sua opiniao sobre o assunto. ´ Pedro esta diante de um dilema. Seus pais lhe ensinaram que Deus criou a Terra ´ ˜ ´ ´ e toda a vida nela. Eles dizem que o relato bıblico da criac¸ ao e confiavel e que a ˜ ˜ ˜ ˆ evoluc¸ ao nao passa de uma simples teoria, ou seja, nao se baseia em evidencias. ´ A professora e os pais de Pedro so querem o melhor para ele. Mas em quem Pedro deve acreditar?

˜ Todos os anos, situac¸ oes assim ocorrem em milhares de salas de aula no mundo inteiro. Como Pedro e outros alu˜ nos na mesma situac¸ ao deveriam reagir? ˜ ˆ Nao concorda que eles tem de chegar ` ´ ˜ as suas proprias conclusoes sobre esse assunto? Eles precisam examinar os ar˜ gumentos que apoiam a evoluc¸ ao e os ˜ ´ que apoiam a criac¸ ao e compara-los com ˆ o que as evidencias realmente indicam para decidir no que acreditar. ´ A Bıblia alerta contra acreditar cegamente no que outros ensinam. “Qualquer ˜ ´ inexperiente poe fe em cada palavra”, ´ diz um escritor bıblico, “mas o argucio´ so considera os seus passos”. (Proverbios ˜ 14:15) Ela incentiva os cristaos a usar ´ sua “faculdade de raciocınio” e provar para si mesmos se o que outros lhes ensi´ nam e verdade. — Romanos 12:1, 2.

˜ Esta brochura nao foi elaborada para apoiar grupos religiosos que desejam que ˜ a doutrina da criac¸ ao seja ensinada nas ´ escolas. Seu objetivo e examinar o que dizem aqueles que ensinam que a vida surˆ giu de forma espontanea e afirmam que ´ ˜ ´ o relato bıblico da criac¸ ao e um mito. ˜ ´ Concentraremos nossa atenc¸ ao na ce´ ˆ ´ lula, a unidade basica da vida. Voce tera a oportunidade de analisar fatos surpreen´ ´ dentes sobre a estrutura das celulas e sera ´ convidado a analisar as hipoteses que ˜ constituem a base da teoria da evoluc¸ ao. ´ Cedo ou tarde, todos nos nos confrontamos com a seguinte pergunta: A vida ´ ˜ foi ou e produto da evolu c¸ ao? ´ criada ´ ˆ ´ E provavel que voce ja tenha pensado sobre esse assunto. Esta brochura apre´ ˆ sentara algumas evidencias que levaram muitos a acreditar que a vida foi criada. O DILEMA DE UM ALUNO

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COMO A VIDA COMECOU? ¸ ˆ ´ ´ Quando voce era crianca, ¸ e provavel que tenha deixado seus pais surpresos com a ˆ ˆ pergunta: “De onde vem os bebes?” O que eles responderam? Dependendo da sua idade e da personalidade deles, ou seus pais ignoraram sua pergunta ou ˜ entao ficaram sem jeito e lhe deram uma resposta breve. Pode ser que eles lhe ´ ˆ tenham contado uma historia fantasiosa, que mais tarde voce descobriu ser ´ mentira. E claro que, para uma crianca ¸ se preparar para a vida adulta e o ´ casamento, em determinado momento ela tera de aprender sobre as maravilhas ˜ da reproduc¸ ao humana. ˆ ˆ Assim como muitos pais relutam em falar de onde vem os bebes, alguns cientistas relutam em considerar uma pergunta ainda mais importante: De onde se originou ´ a vida? Uma resposta confiavel a essa pergunta pode afetar profundamente o ˜ modo como uma pessoa encara a vida. Entao, como a vida comecou? ¸

´ Ovulo humano fecundado, ampliado cerca de 800 vezes

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A ORIGEM DA VIDA

O que muitos cientistas afirmam? Muitos ˜ cientistas que acreditam na evoluc¸ ao dizem ´ que a vida comecou nas margens de aguas ¸ estagnadas ou nas profundezas dos oceanos ´ ˜ ˜ ˆ ha bilhoes de anos. Supoem que substancias ´ quımicas se uniram espontaneamente nes´ sas aguas, formando estruturas semelhantes a bolhas, que por sua vez formaram mo´ leculas complexas e passaram a se replicar (duplicar). Eles acreditam que toda a vida na Terra se originou por acaso de uma ou ´ mais dessas primeiras celulas “simples”. Mas outros cientistas respeitados que ´ ˜ ˜ tambem acreditam na evoluc¸ ao nao concor˜ ´ dam com isso. Supoem que as primeiras celulas, ou pelo menos seus principais componentes, vieram do espaco. ¸ Por que pensam dessa forma? Porque, apesar de grandes es´ ˜ forcos, ate agora os cientistas nao consegui¸ ram provar sua tese de que a vida pode ter ´ surgido de moleculas sem vida. Em 2008, o professor de biologia Alexandre Meinesz ` ˜ trouxe a atenc¸ ao esse dilema. Ele declarou


´ ˜ que ao longo dos ultimos 50 anos nao se ˆ encontrou “nenhuma evidencia que apoie a ´ ˆ hipotese do surgimento espontaneo de vida na Terra a partir de uma sopa molecular, e que nenhum avanco ¸ significativo no conhe´ ˜ cimento cientıfico leva nessa direc¸ ao”.1 ˆ O que as evidencias indicam? A respos` ˆ ˆ ´ ta a pergunta “De onde vem os bebes?” e ´ fato comprovado e indiscutıvel. Seres vivos surgem somente de outros seres vivos. ´ Mas sera que em algum momento no passado distante essa lei fundamental foi violada? A vida poderia ter realmente surgiˆ ´ do por acaso de substancias quımicas sem ˜ vida? Quais sao as chances de algo assim ter acontecido? ´ Pesquisadores concluıram que, para uma ´ ˆ celula sobreviver, pelo menos tres tipos de ´ moleculas complexas precisam funcionar ´ em conjunto: DNA (acido desoxirribonu´ ´ cleico), RNA (acido ribonucleico) e proteınas. Hoje, poucos cientistas afirmariam que ´ uma celula viva completa se formou repentina e espontaneamente de uma mistura de ˆ ´ ˜ substancias quımicas sem vida. Entao, qual ´ ´ e a probabilidade de o RNA e as proteınas terem se formado por acaso?1 Muitos cientistas acreditam que a vida pode ter surgido espontaneamente por causa de um experimento realizado pela primeira vez em 1953. Naquele ano, Stanley Miller ´ conseguiu produzir alguns aminoacidos (os ´ ´ componentes quımicos essenciais das proteı´ nas) aplicando descargas eletricas em uma mistura de gases que se acreditava represen´ tar a atmosfera primitiva da Terra. Alem dis´ ´ so, aminoacidos tambem foram encontrados ´ em um meteorito. Sera que essas descobertas ´ indicam que todos os aminoacidos poderiam facilmente ter surgido por acaso? “Alguns autores”, diz Robert Shapiro, pro´ ´ fessor emerito de quımica da Universidade de Nova York, “presumiram que todos os blo˜ ´ cos de construc¸ ao da vida [aminoacidos] po1 A probabilidade de o DNA ter se formado por ´ ˜ acaso ser ˜ a analisada na sec¸ ao 3, “De onde vieram as instruc¸ oes?”.

STANLEY MILLER, 1953

deriam ser formados com facilidade em ˆ experiencias como a de Miller e estavam pre˜ ´ sentes em meteoritos. Mas nao e o caso”.21 ´ ´ Analisemos a molecula de RNA. Ela e ´ ´ constituıda de moleculas menores chama´ ´ ´ das nucleotıdeos. Um nucleotıdeo e uma ´ ´ ´ molecula diferente de um aminoacido e e apenas um pouco mais complexa. Shapiro ´ diz que “nenhum nucleotıdeo de qualquer [tipo] foi apontado como produto das exˆ ´ periencias com descarga eletrica ou em es3 tudos de meteoritos”. Ele ainda acrescen´ ta que a probabilidade de uma molecula de RNA autorreplicadora se formar a partir da ˜ ´ ´ ´ uniao aleatoria de elementos quımicos basi´ ˜ cos “e tao diminuta que, se ocorresse mes´ mo uma unica vez em qualquer ponto do ´ Universo visıvel, representaria um exemplo de sorte excepcional”.4 ´ ´ Que dizer das moleculas de proteına? Elas podem ser formadas de apenas 50 a ´ ´ at e milhares de amino acidos unidos ˆ ´ ´ numa sequencia especıfica. Em uma celula ´ “simples”, uma proteına funcional comum ˜ 1 O professor Robertˆ Shapiro nao acredita que a vida foi criada. Ele cre que˜ a vida surgiu por acaso de algum modo ainda nao entendido plenamente. Em 2009, cientistas da Universidade de Manchester, Inglaterra, ´ declararam ter´ conseguido produzir alguns nucleotıdeos em laboratorio. No entanto, Shapiro afirmou: “Do˜ meu ponto de vista, [esse estudo] definitivamente nao encontrou o caminho para o mundo do RNA.”

1 COMO A VIDA COMECOU? ¸

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´ ´ ˜ O RNA –´ e necessario para a ´ produc¸ ao ˜ de proteınas —, mas as ˜ proteınas estao envolvidas na produc¸ ao de RNA. Como poderia qualquer um deles ter surgido por acaso? E que dizer dos dois ao mesmo tempo?˜ Falaremos sobre os ribossomos ˜ na sec¸ ao 2.

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´ ´ contem 200 aminoacidos. Mesmo nessas ´ ´ ´ c elulas, h a milhares de tipos de prote ı´ ´ nas. A probabilidade de uma unica proteı´ na composta de apenas 100 aminoacidos se formar por acaso na Terra foi calculada em ˜ cerca de uma em 1 quatrilhao. O pesquisador Hubert Yockey, que apoia ˜ ´ a ´ teoria da evolu c¸ ao, vai al em. Ele diz: ´ “E impossıvel que a vida tenha se origina´ ´ do apenas das proteınas.”5 O RNA e ne´ ˜ ´ cessario para a fabricac¸ ao de proteınas. ´ ´ ˜ Mas as proteınas tambem estao envolvi˜ das na produ c¸ ao de RNA. Digamos que ´ ´ tanto as proteınas como as moleculas de RNA tivessem aparecido por acaso no mesmo lugar e ao mesmo tempo, apesar de isso ´ ser extremamente improvavel. Qual seria a ˜ ´ Se a cria´ c¸ ao de moleculas complexas em ˜ laboratorio exige a participa c ao de um ¸ ´ ´ cientista experiente, sera que as mol ´ eculas muito mais complexas de uma celula surgiram por acaso?

probabilidade de elas interagirem para formar um tipo ´ de vida autorreplicante e autossustentavel? “A probabilidade de isso acontecer por acaso (presumindo que´ hou´ vesse uma mistura aleatoria de proteınas e RNA) parece extremamente pequena”, diz a Dra. Carol Cleland,1 membro do Instituto ˜ de Astrobiologia da Nasa (Administrac¸ ao ˜ ´ ˆ 1 A Dra. Carol Cleland nao e criacionista. Ela cr˜ e que a vida surgiu por acaso de algum modo ainda nao entendido plenamente.

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A ORIGEM DA VIDA

´ Nacional de Aeronautica e Espaco). “Mes¸ mo assim”, continua ela, “a maioria dos pes˜ quisadores supoe que, visto que conseguem ˜ ˜ compreender a questao da produc¸ ao inde´ pendente de proteınas e RNA sob condi˜ ˜ c¸ oes naturais primitivas, a questao da intera˜ ´ c¸ ao desses elementos se resolvera de algum ˜ ` modo”. Em relac¸ ao as atuais teorias sobre ˆ o surgimento espontaneo desses componen´ ´ tes basicos da vida, ela diz: “Ninguem con˜ ´ seguiu dar uma explicac¸ ao satisfatoria de como isso ocorreu.”6 ˜ Por que esses fatos sao relevantes? Pense no desafio que enfrentam os pesquisadores que acreditam que a vida surgiu por aca´ so. Eles descobriram alguns aminoacidos ´ ˜ ´ que tambem estao presentes nas celulas vi´ vas e, em seus laboratorios, produziram ou´ tras moleculas mais complexas por meio de ˆ experiencias bem planejadas e controladas. Com o tempo, eles esperam produzir todas ´ ´ as partes necessarias para formar uma celu˜ la “simples”. A situac¸ ao deles pode ser com` ´ parada a de um cientista que reune alguns elementos naturais, transforma-os em ferro, ´ plastico, silicone e fios de metal e, por fim, ´ ˆ ´ ˆ ´ constroi um robo. Daı o robo e programa´ do para produzir copias de si mesmo. Com isso, o que o cientista conseguiria provar? ´ Na melhor das hipoteses, que um ser inte´ ligente pode criar uma maquina impressionante. De modo similar, se os cientistas conse´ guissem produzir uma c elula, isso seria


algo realmente fenomenal, mas provaria ´ que uma celula pode surgir por acaso? No ´ maximo, os cientistas conseguiriam provar ´ ˜ o contrario, nao concorda? ˆ ˆ O que voce acha? Todas as evidencias ´ cientıficas existentes indicam que seres vivos surgem somente de outros seres vivos. ´ Acreditar que mesmo uma celula “simples” ˆ possa ter surgido por acaso de substancias ´ quımicas sem vida exige uma enorme dose ´ de fe. Diante dos fatos, acha que faz sentido acreditar nessa teoria? Antes de responder, ´ analisemos a estrutura de uma celula. Isso o ´ ajudara a avaliar se as teorias sobre a origem ˜ da vida propostas por alguns cientistas sao ´ ˜ ´ razoaveis ou se nao passam de historias fantasiosas, como as que alguns pais contam ˆ ˆ para explicar de onde vem os bebes. ´ Se e preciso um serˆ inteligente para criar e programar um robo sem vida, ´ ´ o que seria necessario para criar uma celula viva? E que dizer de criar um ser humano?

ANALISE OS FATOS ´ Fato: Todas as pesquisas cientıficas indicam ˜ ´ que vida nao pode surgir de materia inanimada. ´ Pense no seguinte: Que base cientıfica existe ´ para a teoria de que a primeira celula surgiu de ˆ ´ substancias quımicas sem vida? ´ ˛ Fato: Pesquisadores recriaram em laboratorio ˜ as condic¸ oes ambientais que, segundo eles, ˆ existiam na Terra primitiva. Nessas experiencias, alguns cientistas conseguiram produzir certas ´ moleculas encontradas em seres vivos. ˆ ´ Pense no seguinte: Se as substancias quımicas ˆ usadas nas experiencias representam o ambien´ te primitivo da Terra, e se as moleculas produzi´ das representam os elementos basicos da vida, quem ou o que representa o cientista que reali˛

ˆ ´ zou a experiencia? Sera que ele representa o acaso ou um ser inteligente? ´ ´ ˛ Fato: As proteınas e as moleculas de RNA pre´ cisam trabalhar em conjunto para que uma celu´ la possa sobreviver. Os cientistas admitem que e ´ muito improvavel que o RNA tenha se formado ´ ´ por acaso e que e ainda mais improvavel que ´ isso tenha´ acontecido sequer com uma unica ´ ´ proteına. E praticamente impossıvel que o RNA e ´ as proteınas tenham sido capazes de se formar por acaso no mesmo lugar e ao mesmo tempo ´ e daı terem interagido. ´ Pense no seguinte: O que exige mais fe: acredi˜ tar que os milhoes de partes complexas e organi´ zadas de uma celula surgiram por acaso ou que ´ ´ a celula e produto de uma mente inteligente? 1 COMO A VIDA COMECOU? ¸

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EXISTEM FORMAS DE VIDA REALMENTE SIMPLES? ´ Seu corpo e uma das estruturas mais com´ ´ plexas do Universo. Ele e constituıdo de ˜ ´ ´ cerca de 100 trilhoes de minusculas celu´ ´ ´ las: celulas osseas, sanguıneas, cerebrais, ´ e muitas outras.7 Na verdade, ha mais de ´ 200 tipos de celulas em seu corpo.8 Apesar da impressionante diversidade de ˜ ´ formas e func¸ oes, suas celulas constituem uma rede complexa e integrada. Comparada a essa rede, a internet, com seus ˜ milhoes de computadores e cabos de ˜ transmissao de dados em alta velocidade, ´ ˜ e lenta e ineficiente. Nenhuma invenc¸ ao ˆ humana sequer se aproxima da excelencia ´ ´ tecnica mesmo da celula mais simples. ´ Como as celulas do corpo humano vieram a existir? O que muitos cientistas afirmam? Todas

´ as celulas vivas podem ser classificadas em duas categorias principais: aquelas que pos´ ˜ suem nucleo e aquelas que nao possuem. ´ Celulas humanas, animais e vegetais pos´ ´ ˜ suem nucleo. Celulas bacterianas, nao. As ´ ´ ˜ celulas que possuem nucleo sao chamadas ´ ˜ ˜ eucarioticas e aquelas que nao possuem sao ´ conhecidas como procarioticas. Visto que ´ ´ ˜ as celulas procarioticas sao relativamente ´ ´ menos complexas que as celulas eucario´ ticas, muitos acreditam que as celulas ani8

A ORIGEM DA VIDA

´ CELULA CEREBRAL

´ CELULAS DO OLHO

´ ´ CELULA OSSEA

´ CELULAS MUSCULARES

´ GLOBULOS VERMELHOS

´ Ser ´ a que os mais de 200 tipos de celulas do corpo humano poderiam realmente ter surgido por acaso?


´ ´ Sera que mesmo uma celula “simples” ˆ poderia realmente surgir de substancias ´ quımicas sem vida?

´ ´ mais e vegetais devem ter evoluıdo de celulas bacterianas. Na verdade, muitos ensinam que durante ˜ ´ ´ milhoes de anos algumas celulas procarioti´ cas “simples” engoliram outras celulas, mas ˜ ´ nao as digeriram. Daı, segundo essa teoria, ˜ a “natureza” encontrou um meio nao ape˜ nas de mudar radicalmente as func¸ oes das ´ ´ ˆ celulas ingeridas, mas tambem de mante-las ´ dentro da celula “hospedeira” quando esta se replicava.91 ´ ´ O que a Bıblia diz? A Bıblia diz que a vida ´ na Terra e produto de uma mente inteligen´ ´ ´ te. Observe como a logica da Bıblia e clara: ´ ´ “Cada casa, naturalmente, e construıda por ´ alguem, mas quem construiu todas as coi´ sas e Deus.” (Hebreus 3:4) Outra passagem ´ ˜ bıblica diz: “Quantos sao os teus trabalhos, ´ ´ o Jeova! A todos eles fizeste em sabedoria. ´ ˜ A terra esta cheia das tuas produc¸ oes. . . . ´ ´ Ha ali inumeras coisas que se movem, criaturas viventes, tanto pequenas como grandes.” — Salmo 104:24, 25. ˆ O que as evidencias indicam? Avancos ¸ ´ na microbiologia tornaram possıvel observar em detalhes o impressionante interior ´ ´ das mais simples celulas procarioticas conhecidas. Cientistas evolucionistas afir´ mam que as primeiras celulas vivas talvez ´ fossem parecidas com essas celulas proca´ 10 rioticas. ˜ Se a teoria da evoluc¸ ao for verdade, ela ˜ ´ certamente deve ter uma explicac¸ ao razoaˆ vel sobre o surgimento espontaneo da pri´ meira celula “simples”. Por outro lado, se ˆ a vida foi criada, deve haver evidencias de ´ ´ que ate mesmo a menor das criaturas e resultado de um projeto inteligente. Que tal ´ ´ conhecer o interior de uma celula procarioˆ ´ ´ 1 Nenhuma experiencia provou que isso e possıvel.

tica? Ao fazer isso, pergunte a si mesmo se ela realmente poderia ter surgido por acaso. ´ O “MURO” PROTETOR DA CELULA ´ ´ Para viajar por uma celula procariotica, ˆ ´ voce teria de encolher ate ficar centenas de vezes menor que o ponto final desta frase. ´ Uma membrana resistente e flexıvel, com´ ´ paravel ao muro de uma fabrica, impede ˆ ´ ´ que voce entre na celula. Seriam necessarias cerca de 10 mil camadas dessa membrana para atingir a espessura de uma folha ´ de papel. Mas a membrana de uma celu´ la e muito mais complexa que um simples muro. Como assim? ´ Da mesma forma que o muro de uma fa´ brica, a membrana de uma celula protege seu interior contra um ambiente potencialmente perigoso. No entanto, a membrana ˜ ´ ´ ´ nao e solida; ela permite que a celula “respi´ re”, possibilitando que moleculas pequenas, ˆ como oxigenio, entrem e saiam dela. Mas ´ a membrana impede que moleculas mais ´ complexas e que podem prejudicar a celula ˜ ´ entrem sem permissao. Ela tambem impede ´ ´ que moleculas uteis saiam. Como a membrana consegue fazer tudo isso? ´ Voltemos ao exemplo da fabrica. Ela talvez tenha segurancas ¸ que monitoram˜ a en´ trada e saıda de produtos pelos portoes de seu muro. De modo similar, a membrana

2 EXISTEM FORMAS DE VIDA REALMENTE SIMPLES?

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A membrana celular possui “segurancas” que ¸ ´ permitem a entrada e sa ıda apenas de ˆ ´ substancias especıficas

´ celular possui moleculas proteicas especiais ˜ que agem como os portoes e os segurancas ¸ ´ da fabrica. ´ Algumas dessas proteınas (1) possuem ´ ´ um orifıcio que permite a entrada e saıda de ´ ´ ˜ tipos especıficos de moleculas. Outras sao abertas em um lado da membrana (2) e feˆ chadas na outra extremidade. Elas tem uma ˆ abertura (3) projetada para uma substancia ´ ˆ especıfica. Quando essa substancia chega, a ´ outra extremidade da proteına se abre e perˆ ´ mite a passagem da substancia atraves da membrana (4). Toda essa atividade aconte´ ´ ´ ce na superfıcie ate das celulas mais simples. ´ DENTRO DA FABRICA ˆ Suponha que voce tenha recebido per˜ missao para passar pelos “segurancas” e ¸ ´ ´ agora esta dentro da celula. O interior de ´ ´ ´ ´ uma celula procariotica esta cheio de um lıquido rico em nutrientes, sais e outras subsˆ ´ tancias. A celula utiliza esses ingredientes ´ basicos para fabricar os produtos de que ne˜ cessita. Mas esse processo nao acontece de ´ qualquer jeito. Assim como uma fabrica efi´ ciente, a celula programa milhares de rea˜ ´ c¸ oes quımicas, que ocorrem numa ordem ´ especıfica e no momento certo. 10

A ORIGEM DA VIDA

´ Uma celula passa grande parte de seu ´ tempo fabricando proteınas. Como? Pri´ meiro, a celula fabrica cerca de 20 com´ ´ ponentes basicos chamados aminoacidos. ˜ Esses componentes sao entregues aos ribossomos (5), que podem ser compara´ dos a maquinas automatizadas que unem ´ ˆ os aminoacidos em uma sequencia precisa ´ ´ a fim de formar uma proteına especıfica. ˜ ´ As operac¸ oes de uma fabrica talvez sejam controladas por um computador central. ˜ Do mesmo modo, muitas das func¸ oes de ´ ˜ uma celula sao controladas por um “pro´ grama de computador”, ou codigo, conhecido como DNA (6). O ribossomo recebe do ´ ˜ DNA uma copia das instruc¸ oes detalhadas ˜ ´ ´ sobre a fabricac¸ ao de uma proteına especıfica (7). ` ´ O que acontece a medida que a proteına ´ ´ ´ e fabricada e impressionante! Cada proteı´ na e dobrada num formato tridimensional ´ ´ especıfico (8). E esse formato que determi˜ ´ na a func¸ ao de cada proteına.1 Imagine a li˜ nha de produc¸ ao de pecas ¸ de um motor. ˜ ´ 1 As enzimas sao um exemplo´ de proteınas fabrica´ das pelas celulas. Cada enzima e dobrada em ˜ ´ um formato especial para acelerar uma reac¸ ao quımica espe´ cıfica. Centenas de enzimas ´agem em conjunto a fim de regular as atividades da celula.

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Cada peca ¸ tem de ser fabricada com preci˜ sao para que o motor funcione. De modo ´ ˜ similar, se uma proteına nao for fabricada ˜ com precisao e dobrada no formato corre˜ ´ to, ela nao sera capaz de cumprir sua fun˜ ´ ´ c¸ ao e pode ate danificar a celula. ´ Como a proteına sabe para onde deve ´ ´ ir? Cada proteına contem uma “etiqueta de endereco” ¸ que garante sua entrega no lo´ ´ cal onde ela e necessaria. Embora milhares ´ de proteınas sejam fabricados e entregues a ´ cada minuto, todas as proteınas chegam ao destino correto. ˜ Por que esses fatos sao relevantes? As ´ moleculas complexas nas mais simples for˜ ˜ mas de vida nao sao capazes de se reprodu´ zir sozinhas. Fora da celula, elas se desin´ ˜ tegram. Dentro da celula, elas nao podem ´ se reproduzir sem a ajuda de outras moleculas complexas. Por exemplo, as enzimas ˜ ´ sao necessarias para produzir o trifosfato ´ de adenosina (ATP), uma molecula especial que armazena energia. Mas a energia ´ ´ do ATP e necessaria para produzir enzimas. De modo similar, o DNA, que analisa˜ ´ ´ remos na sec¸ ao 3, e necessario para fabricar ˜ ´ enzimas. Mas as enzimas sao necessarias ´ para fabricar o DNA. Alem disso, outras

´ a “fabrica” ´ ˜

Como as proteınas sao fabricadas ´ Assim uma fabrica automatizada, ´ como ´ ´ a celula e cheia de maquinas que produzem e despacham produtos complexos

´ RAPIDAS E EFICIENTES ´ ´ Algumas bacterias podem fazer replicas de ´ si mesmas em 20 minutos. Cada celula bacte´ riana faz uma copia completa do “programa ´ de computador” que a controla e daı se divide. ´ Se tivesse uma fonte inesgotavel de nutrientes, ´ ´ uma unica celula bacteriana continuaria a se multiplicar exponencialmente e, nesse ritmo, em apenas dois dias produziria um aglomerado ´ de celulas com mais de 2.500 vezes o peso do ´ planeta Terra.15 Celulas mais complexas tam´ bem se replicam rapidamente. Por exemplo, ˆ ´ quando voce estava se desenvolvendo no ute˜ ´ ro de sua mae, novas celulas cerebrais se for` ´ ´ mavam a incrıvel velocidade de 250 mil celulas por minuto!16 ˆ ˜ Em geral, fabricantes tem de abrir mao da qualidade de seus produtos a fim de produzi-los ´ com rapidez. Se as celulas realmente surgiram ´ ´ por acaso, como e possıvel que se reproduzam ˜ ´ ˆ tao rapido e com tanta eficiencia?


´ ´ ´ Por causa de seu´ alicerce fragil, este eu esta ˜ arranha-c ´ condenado. nao se da com a teoria ˜ Ser ´ a que o mesmo ˜ da evoluc¸ ao ja que ela nao explica a origem da vida?

´ ´ ´ proteınas so podem ser feitas pela celula, ´ ´ ´ mas a celula so pode ser feita com proteınas.1 ˜ O microbiologista Radu Popa nao con´ ˜ 1 Algumas celulas do corpo humano sao feitas de ˜ ´ cerca de 10 bilhoes de moleculas proteicas11 de centenas de milhares de tipos.12

ANALISE OS FATOS ˛ Fato: As extraordinariamente complexas ´ ´ moleculas que formam uma celula (DNA, RNA e ´ proteınas) parecem ter sido projetadas para trabalhar juntas. Pense no seguinte: O que lhe parece mais ´ ˜ provavel? Que uma evoluc¸ ao irracional formou as ´ complexas estruturas mostradas na pagina 10, ou ˜ que elas sao obra de uma mente inteligente? ˛ Fato: Alguns cientistas respeitados dizem que ´ ´ ´ ate mesmo uma celula “simples” e complexa demais para ter surgido na Terra por acaso. Pense no seguinte: Se alguns cientistas ˜ presumem que a vida veio de uma fonte nao terrena, que motivo haveria para excluir Deus como essa Fonte?

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A ORIGEM DA VIDA

´ ˜ corda com o relato bıblico da criac¸ ao. Ainda assim, em 2004, ele perguntou: “Como a ´ natureza pode criar vida se nos falhamos em todos os experimentos realizados sob ˜ ´ condic¸ oes controladas?”13 Ele tambem disse: “A complexidade dos mecanismos exigi´ dos para o funcionamento de uma celula ´ ˜ ´ viva e tao grande que parece impossıvel que eles tenham surgido simultaneamente e por acaso.”14 ˆ ˜ O que voce acha? A teoria da evoluc¸ ao tenta explicar que a vida na Terra surgiu ˜ sem a necessidade de intervenc¸ ao divina. No entanto, quanto mais os cientistas estu˜ dam a vida, mais fica evidente que ela nao poderia ter surgido por acaso. Para evitar esse dilema, alguns cientistas evolucionistas ˜ ˜ tratam a teoria da evoluc¸ ao e a questao da origem da vida como duas coisas distintas. ´ ˆ Isso parece razoavel para voce? ˜ A teoria da evoluc¸ ao se baseia na ideia de ´ ˆ que uma longa serie de felizes coinciden´ ˜ cias produziu a vida. Daı propoe que ou´ ´ tra serie de incidentes aleatorios produziu a espantosa diversidade e complexidade de ˜ seres vivos. Mas, se a teoria nao tiver um ´ alicerce firme, o que acontecera com as outras teorias que se baseiam nela? Um arra´ ´ nha-ceu construıdo sem um firme alicerce ˜ ´ nao consegue se manter de pe. O mesmo ˜ acontece com uma teoria sobre a evoluc¸ ao incapaz de explicar a origem da vida. Depois de analisar brevemente a estrutu´ ra e o funcionamento de uma celula “sim˜ ˆ ples”, a que conclusao voce chegou? A vida ´ surgiu por acaso ou e resultado de um pro´ jeto inteligente? Se ainda tem duvidas, o que acha de examinar o “programa central” que controla o funcionamento de todas as ´ celulas?


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DE ONDE VIERAM ˜ AS INSTRUC¸ OES? ˆ O que determina sua aparencia? E a cor de seus olhos, de seu ˜ ´ cabelo e de sua pele? E que dizer de sua altura, constituic¸ ao fısi` ca ou semelhanca ¸ com seus pais? O que diz as pontas de seus ´ dedos que elas devem ser macias de um lado e ter unhas rıgidas e protetoras do outro? Nos dias de Charles Darwin, as respostas a perguntas como es´ ´ sas estavam rodeadas de misterio. O proprio Darwin ficava fasci´ ´ ˜ nado pelo modo como as caracterısticas fısicas sao transmitidas ˜ de uma gerac¸ ao a outra, apesar de saber pouco a respeito das ´ leis da genetica e menos ainda sobre os mecanismos celulares ´ ´ ´ que controlam a hereditariedade. No entanto, ha decadas os bioˆ ´ ˜ logos vem estudando a genetica humana e as instruc¸ oes detalha´ ´ das contidas na impressionante molecula de DNA (acido desoxirri˜ ´ ˜ bonucleico). Mas a questao e: De onde vieram essas instruc¸ oes?

O que muitos cientistas afirmam? Mui-

´ tos biologos e outros cientistas acham que ˜ o DNA e suas instruc¸ oes codificadas surgi´ ram de eventos aleatorios que ocorreram ˜ ao longo de milhoes de anos. Afirmam que ˜ ´ ˆ nao ha evidencia de projeto na estrutura ´ ˜ dessa molecula, nas informac¸ oes que ela carrega e transmite ou no modo como funciona.17 ´ ´ O que a Bıblia diz? A Bıblia indica que a ˜ formac¸ ao das diferentes partes do corpo, ˜ bem como o momento de sua formac¸ ao, ˜ estao como que registradas em um “livro” de Deus. Veja como o Rei Davi foi inspirado a falar sobre isso, dizendo a respeito de ´ Deus: “Teus olhos viram ate mesmo meu ˜ embriao, e todas as suas partes estavam as-

sentadas por escrito no teu livro, referente aos dias em que foram formadas, e ain˜ da nao havia nem sequer uma entre elas.” — Salmo 139:16. ˆ O que as evidencias indicam? Se a evo˜ luc¸ ao for verdade, o DNA deve pelo meˆ nos conter evidencias de que surgiu por ´ acaso. Por outro lado, se a Bıblia estiver ˜ certa, entao o DNA deve ter provas con´ cretas de que foi criado por alguem organizado e inteligente. Quando se fala do DNA em termos sim´ ´ ples, o assunto fica facil de entender, alem ˜ de ser fascinante. Entao, facamos outra ¸ ´ viagem pelo interior de uma celula. Des´ ´ sa vez, porem, visitaremos uma celula hu´ mana. Imagine que esta indo a um museu ˜ 3 DE ONDE VIERAM AS INSTRUC¸ OES?

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projetado para ensinar sobre o funciona´ mento desse tipo de celula. Todo o museu ´ ´ ´ e uma replica de uma celula humana, po´ ˜ ´ rem 13 milhoes de vezes maior. Ele e do ´ tamanho de um enorme estadio com capacidade para 70 mil pessoas. ˆ Voce entra no museu e fica maravilha´ do: esse lugar impressionante e cheio de ´ formas e estruturas estranhas. Proximo ao ´ ´ ´ centro da celula esta o nucleo, uma esfe´ ra da altura de um predio de 20 andares. ˆ ´ ´ Voce vai ate la. ˆ Voce passa por uma porta na membra´ na do nucleo e olha ao seu redor. Ali, se depara com 46 cromossomos, organizados ˆ em pares identicos. Eles variam em altura; ´ ˆ o par mais proximo de voce tem a altura de ´ um predio de 12 andares (1). Cada cromossomo parece ter um estreitamento em ˆ seu meio, dando-lhe a aparencia de duas linguicas extremida¸ unidas por uma das ˜ ˜ des. Ao mesmo tempo, eles sao tao grossos ´ ˆ ˆ quanto um tronco de arvore. Voce ve o que ˜ parecem ser cordas em toda a extensao dos cromossomos. Ao se aproximar, nota ´ que cada corda horizontal e dividida por ´ linhas verticais. Entre essas linhas ha ou´ tras linhas horizontais menores (2). Sera ˜ ˜ ˜ que sao pilhas de livros? Nao; sao alcas ¸ colocadas uma em cima da outra formanˆ do colunas. Voce puxa uma dessas alcas e ˆ¸ ela se desprende com facilidade. Voce fica ´ impressionado ao ver que ela e composta de pequenas espirais (3) muito bem orga´ nizadas. Entre essas espirais esta a principal peca ¸ de toda a estrutura, algo parecido a uma fita muito comprida. De que se trata? A ESTRUTURA DE ´ ´ UMA INCRIVEL MOLECULA Vamos simplesmente chamar essa parte do cromossomo de fita. Ela tem quase ´ ´ 3 centımetros de espessura. Essa fita esta ´ bem enrolada em carreteis (4), formando espirais dentro de espirais. Essas espirais 14

A ORIGEM DA VIDA

˜ ˜ estao presas a um tipo de armac¸ ao que as ´ mantem no lugar. Uma placa no museu ´ diz que a fita esta muito bem acondicionaˆ da. Nessa escala, se voce esticasse a fita de cada cromossomo, ela daria quase meia volta na Terra!1 ˆ Um livro de ciencias diz que esse efi´ ciente sistema de acondicionamento e ´ “uma extraordinaria facanha de engenha¸˜ ria”.18 A ideia de que nao houve nenhum ´ engenheiro por tras dessa facanha lhe pa¸ ´ ´ rece razoavel? Se esse museu possuısse ˜ ` uma enorme loja com milhoes de itens a venda, dispostos de tal forma que qualquer item pudesse ser facilmente localizado, ´ concluiria que ninguem organizou o lugar? ´ ˜ ´ E claro que nao. E, comparado ao que a ce´ 1 O livro Biologia Molecular da Celula usa uma escala diferente. O livro diz que armazenar essas longas ´ ´ fitas no nucleo de uma celula seria como tentar coloˆ car 40 quilometros de uma linha muito fina dentro de ˆ ´ ˜ uma bola de tenis, porem de maneira tao organizada que qualquer trecho dela pudesse ser facilmente encontrado.

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lula faz, organizar essa loja seria algo muito simples. Outra placa o convida a pegar um tre´ cho da fita e examina-lo mais de perto (5). ˆ Ao passar a fita entre os dedos, voce nota ˜ ´ que nao se trata de uma fita comum. Ela e composta de dois filamentos entrelacados ¸ ´ ˆ e ligados por minusculas barras que tem o mesmo espaco ¸ entre si. A fita lembra uma escada torcida, parecida a uma escada ca˜ ˆ ´ racol (6). Entao voce se da conta de que ´ ´ esta segurando um modelo da molecula de ´ DNA, um dos grandes misterios da vida! ´ ´ Uma unica mol ecula de DNA bem ´ acondicionada, com seus carreteis e arma˜ c¸ oes, forma um cromossomo. Os degraus ˜ da escada sao conhecidos como pares de

bases (7). O que eles fazem? Para que ser´ ve tudo isso? Outra placa da uma explica˜ c¸ ao simples. O MAIS AVANCADO SISTEMA DE ¸ ARMAZENAMENTO DE DADOS ´ O segredo do DNA, diz a placa, esta em seus degraus, as barras que conectam as duas laterais da escada. Pense nessa escada dividida verticalmente ao meio. Cada lado possui metades de degraus. Existem apenas quatro tipos dessas metades. Os cientistas as denominaram A, T, G e C. Eles ficaram maravilhados ao descobrir que a ˜ ordem dessas letras transmite informac¸ oes ´ ´ em uma especie de codigo. 5

uma “facanha de ¸ engenharia” ´ Como o DNA e armazenado ´ ´ Armazenar o DNA no nucleo e uma ´ ´ incrıvel facanha ¸ ˆ de engenharia. E como colocar 40 quilometros de uma linha ˆ muito fina dentro de uma bola de tenis

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6 4 7


ˆ ´ Voce talvez saiba que o codigo Morse ´ foi inventado no seculo 19 para que as pessoas pudessem se comunicar por meio do ´ ´ telegrafo. Esse codigo tinha apenas duas “letras”: um ponto e um traco. as¸ Ainda ´ sim, podia ser usado para formar inumeras palavras ou frases. O DNA, por sua vez, ´ possui um codigo de quatro letras. A ordem em que as letras A, T, G e C aparecem ´ forma “palavras”, que chamamos de co´ ˜ dons. Os codons sao organizados em “his´ torias” chamadas genes. Cada gene con´ ´ tem em media 27 mil letras. Esses genes ˜ e os longos espacos entre eles sao orga´¸ nizados em “capıtulos”, os cromossomos. ˜ ´ Sao necessarios 23 cromossomos para formar o “livro” completo, ou seja, o genoma ˜ ´ — toda a informac¸ ao genetica de um organismo.1 O genoma pode ser comparado a um ˜ enorme livro. Quanta informac¸ ao esse “livro” pode armazenar? Ao todo, o genoma ´ ˜ humano e formado por cerca de 3 bilhoes de pares de bases, ou degraus, na esca´ da de DNA.19 Imagine uma enciclopedia ´ em que cada volume tem mais de mil pagi´ nas. O genoma preencheria as paginas de ´ 428 desses volumes. Visto que cada celula ´ possui duas copias do genoma, seriam ne´ ´ cessarios 856 volumes da enciclopedia. Se ˆ voce fosse digitar todo o genoma sozinho, ´ teria de trabalhar por perıodo integral du´ rante 80 anos, sem tirar ferias! ´ E claro que no final das contas todo esse ˜ ´ trabalho de digitac¸ ao seria inutil para seu ˆ corpo. Como voce faria caber centenas de ˜ livros tao grandes em cada uma de seus ˜ ´ ´ 100 trilhoes de microsc opicas celulas? ˜ ´ Comprimir assim tanta informac¸ ao e algo ´ ´ que esta alem da nossa capacidade. Um professor de biologia molecular e ˆ ˜ ciencia da computac¸ ao disse: “Um grama de DNA, que se fosse desidratado ocuparia um espaco ¸ de aproximadamente um ´ ˆ ´ 1 As celulas contem duas copias completas do genoma, totalizando 46 cromossomos.

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A ORIGEM DA VIDA

´ ´ centımetro cubico, pode armazenar tanta ˜ ˜ informac¸ ao quanto cerca de 1 trilhao de 20 CDs.” O que isso significa? Lembre-se de ´ que o DNA contem os genes, ou seja, as ˜ ˜ instruc¸ oes para a formac¸ ao de um corpo ´ humano. Cada celula possui um conjunto ˜ completo de instruc¸ oes. O DNA armazena ˜ ´ tanta informac¸ ao que uma unica colher de ´ ˜ cha de DNA conteria instruc¸ oes para for´ mar cerca de 350 vezes o numero de seres humanos vivos hoje! O DNA dos 7 bi˜ lhoes de pessoas vivas atualmente na Terra ´ ´ mal formaria uma fina pelıcula na superfı´ 21 cie dessa colher de cha. UM LIVRO SEM AUTOR? ˜ Apesar dos avancos ¸ na fabricac¸ ao de aparelhos cada vez menores, nenhum aparelho de armazenamento de dados feito pelo homem sequer chega perto da capacidade do DNA. De qualquer modo, po´ demos compara-lo a um CD. Pense: um CD talvez nos impressione com seu forma´ ´ to simetrico, sua superf ıcie brilhante e seu ´ design eficiente. E evidente que pessoas

˜ replica´ c¸ ao

Como o DNA e copiado ´

– Esta parte da maquina de enzimas divide o DNA em dois filamentos ´

´

— Esta parte da maquina usa um unico filamento do DNA como molde para criar um filamento duplo

˜ Um cursor em ´forma de anel guia e estabiliza a maquina de enzimas

™ Dois ˜ filamentos completos de DNA sao formados


´ inteligentes o projetaram. Se gravassemos ˜ ´ instruc¸ oes uteis, coerentes e detalhadas ˜ ˜ no CD para a fabricac¸ ao, a manutenc¸ ao ´ e o conserto de uma maquina complexa, ˜ isso nao alteraria perceptivelmente o peso ou o tamanho do disco. Ainda assim, as ˜ instruc¸ oes seriam a parte mais importante ˆ ˜ dele. Voce nao ficaria convencido de que ´ houve uma mente inteligente por tras de˜ ´ ´ las? Nao seria necessario que alguem crias˜ se essas instruc¸ oes? ˜ ´ Nao e um absurdo comparar o DNA a um CD ou a um livro. Na verdade, um livro sobre o genoma diz: “Comparar o ge˜ ´ noma a um livro´ nao e necessariamente ´ uma metafora. E a mais pura realidade. ´ ˜ Um livro contem informac¸ oes codifica´ das . . . O genoma tambem.” O autor acres´ centa: “O genoma e um livro inteligente, ˜ porque sob condic¸ oes ideais ele pode copiar e ler a si mesmo.”22 Isso nos faz pensar sobre outro aspecto importante do DNA.

´ MAQUINAS EM FUNCIONAMENTO ´ Enquanto esta nesse ambiente silencioˆ ´ ´ so, voce se pergunta se o nucleo e realmen˜ ´ ´ ˆ te tao estatico como um museu. Daı, voce ˆ ´ ve outro objeto. Acima de um mostruario ´ de vidro contendo um modelo de DNA ha ˜ uma placa que diz: “Aperte o botao para ˜ ˆ ver a demonstrac¸ ao.” Voce aperta o bo˜ tao, e uma voz diz: “O DNA realiza pelo menos dois trabalhos muito importantes. ´ ˜ O primeiro e chamado replicac¸ ao. O DNA ´ tem de ser copiado para que cada nova ce˜ ´ lula tenha as mesmas informac¸ oes geneti˜ cas. Veja a simulac¸ ao a seguir.” ´ Uma maquina complexa passa por uma ´ das aberturas do mostruario. Trata-se na ´ ˆ verdade de varios robos conectados um ao ´ outro. A maquina se prende ao DNA e comeca ¸ a se movimentar ao longo dele como um trem sobre trilhos. Ela se movimen´ ˆ ta rapido demais para que voce veja exa´ ˆ tamente o que ela esta fazendo, mas voce

3 4

3 2 Se o DNA fosse do tamanho ´ dos trilhos de uma ferrovia, a maquina de enzimasˆ se locomoveria a cerca de 80 quilometros por hora

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2

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Um grama˜ de DNA armazena tanta ˜ informac¸ ao quanto 1 trilhao de CDs

´ ´ observa que atras dela saem duas moleculas completas de DNA em vez de uma. ˆ ´ A voz explica: “Voce esta vendo uma ˜ versao bem simplificada do que acontece ˜ durante a replicac¸ ao do DNA. Um grupo de estruturas moleculares chamadas enzi˜ mas percorre a extensao do DNA dividindo-o em dois, e depois usa cada filamento como base para fabricar um novo filamen˜ to complementar. Nao podemos mostrar ˜ todas as partes envolvidas na replicac¸ ao ´ do DNA como, por exemplo, o minuscu` ´ lo mecanismo que vai a frente da maquina ˜ de replicac¸ ao e divide o DNA de tal modo que ambos os lados possam ser espiralados ˜ livremente, mas nao a ponto de ficarem ´ ˜ muito enrolados. Tambem nao podemos ´ ´ mostrar como o DNA e ‘revisado’ varias ˜ vezes. Erros sao detectados e corrigidos ˜ com impressionante exatidao.” — Veja o ´ diagrama nas paginas 16 e 17. A voz continua: “O que podemos mos´ trar claramente e a velocidade em que ˆ ˆ tudo ocorre. Voce viu o robo se movimentar em alta velocidade, certo? Na verda´ de, a maquina de enzimas se movimenta ` ao longo dos ‘trilhos’ do DNA a velocidade de cerca de 100 degraus, ou pares de bases, por segundo.23 Se esses ‘trilhos’ fossem do tamanho dos trilhos de uma ferro´ via, essa ‘maquina’ se locomoveria a cerca

3

18

ˆ ´ de 80 quilometros por hora. Nas bacte´ rias, essas pequenas maquinas de replica˜ ´ c¸ ao podem se mover dez vezes mais rapido ´ ´ do que isso! Na celula humana, um exerci´ to de centenas dessas maquinas de replica˜ c¸ ao trabalha em diferentes pontos do ‘trilho’ de DNA. Elas copiam todo o genoma em apenas oito horas.”24 — Veja o quadro ´ “Uma molecula que pode ser lida e copia´ da”, na pagina 20. “LEITURA” DO DNA ˆ Os robos replicadores do DNA saem de ˜ ´ cena e, entao, surge outra maquina. Ela ´ tambem se move ao longo de um trecho do ´ ˆ ˆ DNA, so que mais devagar. Voce ve a fita do DNA entrando por uma extremidade ´ dessa maquina e saindo pela outra, sem ne˜ nhuma alterac¸ ao. Mas um filamento total´ mente novo sai por outra abertura da maquina, como se fosse uma cauda. O que ´ esta acontecendo? A voz passa a explicar: “O segundo tra´ ˜ balho do DNA e chamado transcric¸ ao. O DNA nunca sai de seu abrigo seguro, o ´ ˜ ´ nucleo. Entao como e que os genes, as re˜ ´ ceitas para a fabricac¸ ao de todas as proteı˜ ˜ nas que compoem seu corpo, sao lidos e ´ usados? Bem, essa maquina de enzimas encontra um ponto no DNA onde um gene ´ foi ativado por sinais quımicos vindos de ´ ´ ´ ´ fora do nucleo da celula. Daı, essa maqui´ ´ na usa uma molecula chamada RNA (aci´ do ribonucleico) para fazer uma copia des-


se gene. O RNA se parece muito com um ´ ˜ ´ unico filamento do DNA, mas nao e exa´ tamente igual. Seu trabalho e apanhar in˜ formac¸ oes codificadas nos genes. O RNA ˜ ´ adquire essa informac¸ ao enquanto esta ´ dentro da maquina de enzimas, depois sai ´ ˜ do nucleo e vai em direc¸ ao a um dos ribos˜ ´ somos, onde a informac¸ ao sera usada para ´ formar uma proteına.” ` ˜ ˆ Enquanto assiste a demonstrac¸ ao, voce fica impressionado com esse museu e com a engenhosidade daqueles que projetaram ´ ´ e construıram essas maquinas. Mas e se todos os objetos do museu passassem a

se movimentar, demonstrando os milhares de tarefas executadas ao mesmo tempo em ´ ´ uma celula humana? Que espetaculo de tiˆ rar o folego isso seria! ˜ ˆ ´ Entao voce se da conta de que todo esse ´ ´ trabalho executado por maquinas minus´ culas e complexas esta sendo realizado ˜ neste exato momento em seus 100 trilhoes ´ ´ de celulas! Seu DNA e lido, fornecendo ˜ ˜ instruc¸ oes para a fabricac¸ ao das centenas ´ de milhares de diferentes proteınas que constituem seu corpo, com suas enzimas, ´ ˜ tecidos, orgaos e assim por diante. Nes´ te instante seu DNA esta sendo copiado e

˜ transcri´ c¸ ao Como o DNA e “lido”

´ Um filamento exposto – Aqui o DNA e desenrolado. ˜ transmite informac¸ oes para o RNA ˆ

´

apanhando o` codigo em — O RNA “le” o DNA, ´ ´

um gene.˜ O codigo do DNA diz a maquina de transcric¸ ao onde comecar ¸ e onde parar ˜

´

de informac¸ oes, o RNA deixa o nucleo da´ ˜ Carregado ´ celula e se˜ dirige a um ribossomo, onde transmitir a ˜ ´ as instruc¸ oes para a fabricac¸ ao de uma proteına complexa ´ ˜ ™ Maquina de transcric¸ ao

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4 2

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´ UMA MOLECULA QUE PODE SER LIDA E COPIADA

C

G

T

A

C

˜ Como o DNA pode ser lido e copiado com tanta exatidao? As ´ quatro bases quımicas usadas na escada de DNA (A, T, G e C) formam cada degrau sempre usando os mesmos pares: A com T, e G com C. Se um dos lados do degrau for A, o outro sempre ´ sera T; G sempre faz par com C. Assim, tendo um dos lados da ´ ´ escada, e possıvel saber o outro. Por exemplo, se em um dos ˆ ´ lados a sequencia de degraus for GTCA, a do outro lado sera ´ CAGT. O comprimento de cada base e diferente, mas quando se juntam com seus complementos, formam degraus completos de comprimento uniforme. Saber isso levou os cientistas a outra descoberta: o DNA foi ´ ´ perfeitamente projetado para ser copiado varias e varias ve´ zes. A maquina de enzimas que replica o DNA capta unidades ´ ˜ ´ desses quatro elementos quımicos que estao livres no nucleo ´ ´ da celula. Daı, usa essas unidades para completar cada degrau do DNA dividido. ´ ´ ´ Assim, a molecula de DNA e realmente como um livro que e ´ ˜ ´ lido e copiado vez apos vez. Na durac¸ ao media de uma vida ´ ˜ humana, o DNA e copiado cerca de 10 quatrilhoes de vezes, ´ ˜ 28 com incrıvel exatidao.

G

T

A

G

C

˜ revisado para que um novo conjunto de instruc¸ oes ´ fique pronto para ser lido em cada celula nova. ˜ POR QUE ESSES FATOS SAO RELEVANTES? ` Voltemos a pergunta inicial: ‘De onde vieram es˜ ´ sas instruc¸ oes?’ A Bıblia indica que esse “livro” e ´ seu conteudo se originam de um Autor sobre-huma´ ˜ ´ no. Sera que essa conclusao esta desatualizada ou ˜ ´ ´ nao e cientıfica? ´ Pense no seguinte: Sera que os humanos conseguiriam construir um museu como o que acabamos de descrever? Se tentassem, certamente encontra´ riam muitas dificuldades. Ate hoje, pouco se sabe sobre o genoma humano e seu funcionamento. Os ˜ cientistas ainda estao tentando descobrir onde es˜ ˜ ˜ tao todos os genes e quais sao suas func¸ oes, embora os genes constituam apenas uma pequena par˜ te do DNA. Que dizer dos longos trechos que nao ˆ contem genes? Os cientistas costumavam chamar ´ esses trechos de “DNA inutil”, mas recentemente


ˆ ˜ tem mudado de opiniao sobre isso. Esses ´ trechos talvez controlem como e ate que ˜ ponto os genes sao usados. E, mesmo que os cientistas conseguissem reproduzir um ´ DNA completo e as maquinas que o co´ ˆ piam e revisam, sera que conseguiriam fazelo funcionar como um DNA de verdade? O famoso cientista Richard Feynman escreveu uma pequena frase num quadronegro pouco antes de sua morte: “O que ˜ ˜ eu nao posso criar, eu nao compreendo.”25 ´ Sua sincera humildade e incomum, e o que ´ ele disse e um fato no caso do DNA. Os ˜ cientistas sao incapazes de criar o DNA ˜ com todo o seu sistema de replicac¸ ao e ˜ ˜ transcric¸ ao, e nao conseguem compreenˆ de-lo plenamente. Mesmo assim, alguns ˆ tem certeza de que tudo isso surgiu por aca´ ˆ so. Sera que as evidencias que considera˜ mos realmente apoiam essa conclusao? ` Alguns estudiosos chegaram a conclu˜ ˆ sao de que as evid encias apontam em ˜ outra direc¸ ao. Por exemplo, Francis Crick, cientista que ajudou a descobrir a estrutu´ ra de dupla-helice do DNA, concluiu que ´ ´ essa molecula e organizada demais para ˆ ter surgido por acaso. Ele propos que seres extraterrestres inteligentes talvez tenham ` ´ ` enviado o DNA a Terra para dar inıcio a 26 vida em nosso planeta. ´ Mais recentemente, o famoso filosofo ´ Antony Flew, que defendeu o ateısmo por 50 anos, mudou completamente de opi˜ niao. Aos 81 anos, ele passou a expressar ´ a crenca deve ter ¸ de que alguem inteligente ˜ estado envolvido na criac¸ ao da vida. Por ˜ que essa mudanca ¸ de opiniao? Ele estudou o DNA. Quando se perguntou a ele se sua ˜ nova linha de pensamento nao seria impopular entre os cientistas, Flew respondeu: ´ “E uma pena. Minha vida inteira tem sido ´ ˆ guiada pelo princıpio: seguir as evidencias, ˜ nao importa aonde elas o levem.”27 ˆ ˆ O que voce acha? O que as evidencias ˆ mostram? Imagine que voce encontrasse uma sala de computadores no interior de

´ ´ uma fabrica. Um dos computadores esta executando um programa que controla to˜ ´ ´ das as operac¸ oes da fabrica. Alem disso, o programa envia constantemente instru˜ c¸ oes de como fabricar e fazer a manuten˜ ´ ´ ´ c¸ ao de cada maquina. Tambem faz copias ˜ de si mesmo e as verifica. A que conclusao ˆ voce chegaria? Que o computador e seu programa fabricaram a si mesmos ou que foram produzidos por mentes inteligentes ´ ˆ e organizadas? Sem duvida, as evidencias falam por si mesmas.

ANALISE OS FATOS ´ Fato: O DNA esta armazenado nos cromosso˜ mos de maneira tao eficiente que isso tem sido chamado de uma “facanha de engenharia”. ¸ ˜ Pense no seguinte: Como algo tao organizado assim poderia surgir por acaso? ´ ˛ Fato: Mesmo na atual era da informatica, nada ` se compara a capacidade de armazenamento de dados do DNA. ´ Pense no seguinte: Se os tecnicos em computa˜ ˜ c¸ ao nao conseguem criar nada com essa capaci´ ´ dade, como e que materia sem vida conseguiria? ´ ˜ ˛ Fato: O DNA contem todas as instruc¸ oes neces´ ˜ sarias para a formac¸ ao do corpo humano e para ˜ fazer sua manutenc¸ ao por toda a vida. ˜ Pense no seguinte: Como essas instruc¸ oes poderiam ter surgido sem um autor, ou essa progra˜ mac¸ ao sem um programador? ˛

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Fato: Para que o DNA possa funcionar, ele tem ´ de ser copiado, lido e verificado por varias estruturas moleculares complexas chamadas enzimas, que precisam trabalhar juntas de forma precisa e ˜ numa frac¸ ao de segundos. ˆ ´ Pense no seguinte: Voce acha que maquinas ´ complexas e extremamente confiaveis poderiam surgir por acaso? Sem provas concretas, acredi˜ tar nisso nao seria pura credulidade? 21


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´ SERA QUE TODA VIDA TEM UM ANCESTRAL EM COMUM? Darwin achava que todas as formas de vida possuem um ´ ancestral em comum. Ele imaginava a historia da vida na Ter´ ra como uma grande arvore. Mais tarde, outros passaram a ´ ´ acreditar que essa “arvore da vida” comecou ¸ como um unico ´ ´ “tronco”, ou seja, as primeiras celulas simples. Novas especies brotaram do tronco e continuaram a se dividir em galhos ´ (famılias de plantas e animais) e depois em ramos (todas as ´ ´ especies dentro das famılias de plantas e animais existentes hoje). Foi isso o que realmente aconteceu? O que muitos cientistas afirmam? Mui˜ ´ tos dao a entender que o registro fossil apoia a teoria de que todas as formas de vida tiveram uma origem em comum. Tam´ bem afirmam que todos os seres vivos de´ vem ter evoluıdo de um ancestral em comum, visto que possuem uma “linguagem ˜ de programac¸ ao” parecida, o DNA. ˆ ´ O que a Bıblia diz? O relato de Genesis diz que as plantas, as criaturas marinhas, os animais terrestres e as aves foram criados ´ ˆ “segundo as suas especies”. (Genesis 1:12, ˜ 20-25) Essa descric¸ ao permite uma varia˜ ´ ´ c¸ ao dentro de uma ‘especie’, mas tambem ´ indica que ha limites fixos que separam as ´ ´ diferentes especies. O relato bıblico sobre a ˜ ´ criac¸ ao tambem indica que novas criaturas ´ ´ apareceriam no registro fossil de modo subito e plenamente formadas. ´ ˆ O que as evidencias indicam? Sera que ˆ ˜ ´ as evidencias apoiam a descric¸ ao bıblica ´ ´ INICIO DA HISTORIA DA TERRA

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sobre a origem da vida ou Darwin estava ´ certo? O que as descobertas dos ultimos 150 anos revelam? ´ ´ A ARVORE DE DARWIN E DERRUBADA Em anos recentes, cientistas consegui´ ´ ram comparar os codigos geneticos de dezenas de organismos unicelulares e os de plantas e animais. Eles achavam que essas ˜ ´ comparac¸ oes confirmariam a teoria da “arvore da vida” proposta por Darwin. Mas ˜ nao foi o que aconteceu. O que as pesquisas revelaram? Em 1999, ´ o biologo Malcolm Gordon escreveu: “Pa´ rece que a vida teve muitas origens. A arvo˜ re da vida universal nao parece ter tido uma ´ ´ ˆ ´ unica raiz.” Sera que ha evidencias de que os principais galhos da vida nasceram de ´ um unico tronco, conforme Darwin acreditava? Gordon continua: “A teoria tradiˆ ˜ cional da descendencia comum parece nao TEMPO

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se aplicar aos reinos atualmente reconheci˜ dos. Provavelmente nao se aplica a muitos ´ ˜ filos, se e que a algum, e possivelmente nao 29 se aplica a muitas classes nos filos.” 1 Pesquisas recentes contradizem a teoria de Darwin de um ancestral em comum. Por exemplo, em 2009, um artigo da revista New Scientist citou as palavras do cientis˜ ta evolucionista Eric Bapteste: “Nao temos ˆ ´ nenhuma evidencia de que a arvore da vida seja uma realidade.”30 O mesmo artigo cita ´ o biologo evolucionista Michael Rose: “To´ dos sabemos que a teoria da arvore da vida ´ esta sendo aos poucos descartada. Mas a ideia de que todo nosso ponto de vista so˜ ´ ˜ bre a biologia precisa mudar nao e tao bem aceita.”312 ´ O QUE O REGISTRO FOSSIL INDICA? Muitos cientistas dizem que o registro ´ fossil apoia a teoria de que a vida teve uma origem em comum. Argumentam, por ´ ˆ ´ exemplo, que ha evidencias no registro fos´ sil de que peixes se tornaram anfıbios e de ´ ´ que repteis se tornaram mamıferos. Mas o ´ que o registro fossil realmente indica? ˆ “Em vez de encontrarem evidencias do desenvolvimento gradual da vida”, diz o pa´ leontologo evolucionista David Raup, “o ´ que os geologos dos dias de Darwin e os ´ geologos atuais na verdade descobriram foi ´ 1 O termo biologico filo se refere a uma grande ca´ ´ tegoria de animais com as mesmas caracterısticas fısicas. Um modo de os cientistas classificarem todas as ´ coisas vivas e por meio ´ de um sistema de sete grupos, cada um ´ mais especıfico que o anterior. O primeiro grupo e o reino, a categoria mais abrangente. Aˆ seguir ˆ ´ vem´ as categorias filo, classe, ordem, ´ famılia, genero e especie. Por exemplo, o cavalo e classificado da seguinte maneira: reino: Animalia; filo: Chordata; classe:ˆ ´ Mammalia; ordem: ´ Perissodactyla; famılia: Equidae; genero: Equus; especie: caballus. 2 Nem o artigo da revista New Scientist nem ˜ Bapteste ou Rose sugerem que a teoria da evolu ´ ˜ c¸ ao ´ esteja errada. Antes, seu argumento e ´ de que nao ha provas que apoiem a teoria da suposta arvore da vida, um dos alicerces da teoria de Darwin. Esses cientistas ainda ˜ ˜ buscam outras explicac¸ oes para a evoluc¸ ao.

um registro incompleto e irregular, ou seja, ´ ˆ especies surgem de repente na sequencia ´ dos fosseis, apresentam pouca ou nenhuma ˆ mudanca durante sua existencia no registro ˜ ¸ e, entao, desaparecem abruptamente.”32 ´ Na realidade, a grande maioria dos fos´ seis demonstra que as esp ecies perma´ ´ neceram estaveis durante perıodos muito ´ ˜ longos. Os indıcios nao mostram que as es´ ´ pecies evoluıram de uma para outra. Novas ´ ´ formas de vida e caracterısticas fısicas distintas apareceram de repente. Por exemplo, morcegos com sonar e sistemas de ecoloca˜ ˜ ´ lizac¸ ao surgiram sem nenhuma ligac¸ ao obvia com um ancestral mais primitivo. De fato, mais da metade dos principais ramos da vida animal parece ter surgido ´ num perıodo relativamente curto. Visto que muitas formas de vida distintas surgi˜ ´ ram tao repentinamente no registro fossil, ´ ´ os paleontologos se referem a esse perıo˜ do como “a explosao cambriana”. Quando ´ ocorreu o perıodo cambriano? Suponhamos que as estimativas dos pesquisadores estejam corretas. Nesse caso, a ´ historia da Terra poderia ser representada por uma linha do tempo do tamanho de um ˆ campo de futebol (1). Nessa escala, voce teˆ ria de caminhar a distancia equivalente a sete oitavos desse campo para chegar no ´ ponto que os paleontologos chamam de pe´ rıodo cambriano (2). Num pequeno trecho ´ desse perıodo, os principais ramos da vida ´ animal aparecem no registro fossil.` Quanto tempo leva para eles surgirem? A medida que caminha pelo campo, toda a vida aniˆ mal surge antes de voce completar sequer um passo. ˆ O surgimento relativamente instantaneo das diversas formas de vida levou alguns pesquisadores evolucionistas a questionar ˜ a versao tradicional da teoria de Darwin. Por exemplo, numa entrevista em 2008, o ´ biologo evolucionista Stuart Newman falou

˜ “EXPLOSAO CAMBRIANA”

HOJE

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CONFORME ALGUNS LIVROS MOSTRAM

˜ PROPORC¸ AO REAL

Por ´ que alguns livros mudam a escala de tamanho ˆ dos fosseis, apresentando-os em uma suposta sequencia?

sobre a necessidade de uma nova teoria da evolu˜ ´ c¸ ao que explicasse o aparecimento subito de novas formas de vida. Ele disse: “Acredito que a teoria de Darwin usada para explicar todas as mu´ ´ dancas ¸ evolucionarias se tornara apenas mais uma ˜ de muitas teorias — talvez nao necessariamente a mais importante quando se trata de compreender ˜ ˜ a macroevoluc¸ ao, ou seja, a evoluc¸ ao das princi˜ ´ pais transic¸ oes fısicas.”33 PROBLEMAS COM AS “PROVAS” ´ Mas e quanto aos fosseis usados para mostrar ´ que os peixes se transformaram em anfıbios e os ´ ´ ´ repteis em mamıferos? Sera que fornecem provas ˜ concretas do processo da evoluc¸ ao? Analisando ´ melhor, varios problemas ficam evidentes. ˜ Primeiro, a proporc¸ ao de tamanho das criaturas ˆ ´ ´ ´ ` na sequencia reptil—mamıfero e as vezes mal repre˜ sentada. Nos livros, essas criaturas sao apresentadas como se tivessem tamanho similar, quando, na ˜ realidade, algumas criaturas sao bem maiores que outras. ´ ´ Um segundo e mais serio desafio e a falta de eviˆ dencias de que essas criaturas sejam aparentadas ´ de alguma maneira. Especimes colocados na seˆ ˜ quencia muitas vezes estao separados uns dos ˜ outros por milhoes de anos, segundo esti˜ mativas dos pesquisadores. Com relac¸ ao ´ aos perıodos que separam muitos desses ´ ´ fosseis, o zoologo Henry Gee diz: “Os in´ tervalos de tempo que separam os fos˜ ˜ ˜ seis sao tao grandes que nao podemos ´ afirmar nada sobre uma possıvel liga˜ 34 c¸ ao entre eles.” 1 ´ Falando sobre os fosseis de peixes e ´ ´ anfıbios, o biologo Malcolm Gordon afir´ ma que os fosseis encontrados represen´ tam apenas uma pequena, “possivelmente ınfima, amostra da biodiversidade existente nesses ´ ˜ ´ grupos naquelas epocas”. Ele diz ainda: “Nao ha ˜ ˜ 1 Henry Gee nao ´ sugere que a teoria´ da evoluc¸ ao esteja errada. Seus comentarios mostram ´ que ha limites quanto ao que podemos aprender do registro fossil.


´ ´ ´ ´ como saber, se e que isso e possıvel, ate que ´ ponto esses organismos especıficos foram relevantes para desenvolvimentos posteriores, ou qual talvez tenha sido seu parentesco.”351 O QUE O “FILME” REALMENTE MOSTRA? Um artigo publicado na revista National ´ Geographic de 2004 compara o registro fos˜ sil a “um filme da evoluc¸ ao, no qual 999 de cada mil fotogramas desaparecem”.36 Con˜ ˜ sidere as implicac¸ oes dessa ilustrac¸ ao. ˆ Imagine que voce encontrou 100 fotogramas (quadros) de um filme que original´ mente possuıa 100 mil fotogramas. Como ˆ ˆ voce saberia o enredo do filme? Voce talvez tenha uma ideia. Mas e se apenas 5 dos 100 fotogramas pudessem ser organizados de ˆ acordo com o que voce imaginou, enquan´ to os outros 95 contassem uma historia ´ bem diferente? Seria razoavel afirmar que sua ideia original estava certa baseando-se apenas naqueles 5 fotogramas? Seria o caso ˆ de voce ter colocado aqueles 5 fotogramas ´ numa determinada ordem so porque era a ˜ que melhor se encaixava na sua teoria? Nao ˜ 1 Malcolm Gordon apoia a teoria da evoluc¸ ao.

´ ´ Os indıcios ˜ ´ fosseis existentes mostram que nao ha parentesco entre eles

´ seria mais razoavel permitir que os outros ˜ 95 fotogramas influenciassem sua opiniao? ˆ ´ “Afirmar que uma sequencia ˜ de ´ fosseis re´ presenta uma linhagem nao e uma hipotese ´ cientıfica que ˜ pode ser comprovada, mas uma afirma valor de ´ c¸ ao que tem o mesmo ´ ´ uma historia de ninar — incr ıvel, talvez ate ˜ ´ instrutiva, mas nao cientıfica.” — In Search of Deep Time—Beyond the Fossil Record to a New History of´ Life (Em Busca de ´ um Tempo Distante — Alem do Registro F ossil Rumo a ´ uma Nova Hist oria da Vida), de Henry Gee, ´ paginas 116-117

˜ Como essa ilustrac¸ ao se relaciona com o conceito dos evolucionistas sobre o re´ gistro fossil? Durante anos, pesquisadores se recusaram a admitir que a grande maio´ ria dos fosseis, os 95 fotogramas do filme, ´ mostra que as especies mudam muito pouco com o passar do tempo. Por que esse ˆ ˆ ˜ silencio sobre uma evidencia tao importante? O escritor Richard Morris diz: “Apa´ rentemente, os paleontologos adotaram o conceito ortodoxo de mudanca ¸ evolucio´ naria gradual e se apegaram a ele, mesmo

´ 4 SERA QUE TODA VIDA TEM UM ANCESTRAL EM COMUM?

25

´ Mamıferos

Aves

´ Repteis

´ Anfıbios

´ Peixes osseos

Peixes cartilaginosos

Peixes com ¸ e ´ carapaca mandıbula (extintos)

´ Peixes sem mandıbula ´ ´ PERIODOS GEOLOGICOS ª

´ Mamıferos

Aves

´ Repteis

´ Anfıbios

´ Peixes osseos

Peixes cartilaginosos

´ Peixes sem mandıbula

Peixes com ¸ e ´ carapaca mandıbula (extintos)

As linhas pontilhadas mostram um suposto parentesco


˜ ˆ O que voce acha? Que conclusao se har-

´ Se “95 fotogramas” fossil mostram ˜ do registro ´ ´ que os animais nao evoluıram ´de uma especie para outra, por que os paleontologos organizam os “5 fotogramas” restantes de modo a parecer que foi isso o que aconteceu?

ˆ ´ quando descobriram evidencias do contra´ rio. Eles tentaram interpretar os indıcios ´ fosseis com base em ideias evolucionistas aceitas.”37 ´ Que dizer dos evolucionistas hoje? Sera ´ que eles continuam a colocar os fosseis ˆ ˜ em uma determinada sequencia, nao porque ela encontra apoio na maioria das eviˆ ´ ´ dencias fosseis e geneticas, mas sim porque ´ fazer isso esta de acordo com as ideias evolucionistas aceitas no momento?1 ˜ 1 Veja, por exemplo, o quadro “Que dizer da evoluc¸ ao humana?”.

ˆ moniza mais com as evidencias? Analise os ´ fatos que consideramos ate agora. ˜ ˛ A primeira forma de vida na Terra nao era “simples”. ´ ´ ´ ˛ E extremamente improvavel que ate mes´ mo os componentes de uma celula tenham surgido por acaso. ˛ O DNA, “programa de computador”, ou ´ ´ ´ codigo, que faz a celula funcionar, e incrivelmente complexo e evidencia uma engenhosidade que ultrapassa qualquer programa ou sistema de armazenamento de dados produzido por humanos. ´ ˛ Pesquisas geneticas mostram que a vida ˜ ´ nao se originou de um unico ancestral. ´ Alem disso, os principais grupos de animais aparecem abruptamente no registro ´ fossil. ` ˆ ´ A luz desses fatos, voce acha razoavel ˆ ˜ concluir que essas evidencias estao em har˜ ´ monia com a explicac¸ ao bıblica sobre a ori´ gem da vida? Muitas pessoas, porem, afirˆ mam que a ciencia contradiz muito do que ´ ˜ ´ ´ a Bıblia diz sobre a criac¸ ao. Sera que isso e ´ verdade? O que a Bıblia realmente diz?

ANALISE OS FATOS ˛ Fato: Dois conceitos fundamentais da evo˜ luc¸ ao — o de que a vida teve uma origem em co´ mum e o de que as principais estruturas fısicas ´ surgiram em resultado do lento acumulo de peˆ quenas mudancas ¸ — tem sido desafiados por ˜ ´ pesquisadores que nao apoiam o relato bıblico ˜ da criac¸ ao.

Pense no seguinte: Visto que os conceitos fundamentais da teoria de Darwin causam contro´ ´ ˜ ˜ versia, sera que a versao dele sobre a evoluc¸ ao 26

A ORIGEM DA VIDA

pode ser honestamente considerada um fato ´ cientıfico? ˛ Fato: Todos os organismos vivos possuem projetos similares de DNA, a “linguagem de progra˜ ´ mac¸ ao”, ou codigo, que determina a forma e as ˜ ´ ´ func¸ oes de sua celula ou celulas. ´ Pense no seguinte: Sera que essa similaridade ˜ existe, nao porque esses organismos tiveram um ancestral em comum, mas porque tiveram o mesmo Projetista?


˜ evoluc¸ ao humana? Que dizer da

˜ Pesquise o assunto da evoluc¸ ao humana em ´ ´ livros e enciclopedias e encontrara um desenho ´ ˆ com varias criaturas em sequencia, representando ˜ ´ a evoluc¸ ao do homem. A primeira e uma criatura simiesca encurvada, seguida por outras com postura progressivamente mais ereta e com caixa craˆ ˆ niana maior. No final da sequencia, voce pode ver ˜ o homem moderno. Essas representac¸ oes, acompanhadas de reportagens sensacionalistas sobre ˜ a descoberta de supostos elos perdidos, dao a im˜ ´ pressao de que ha muitas provas de que o homem ´ evoluiu de criaturas simiescas. Sera que essas ale˜ gac¸ oes se baseiam em provas concretas? Veja o que pesquisadores evolucionistas dizem sobre os assuntos a seguir.1

dores de outro suposto ´ elo perdido da arvore evo´ lucionaria, dizendo que nada se sabe sobre quando ou como a linhagem humana surgiu da linhagem dos macacos.41 Gyula Gyenis, pesquisador do Departamento de Antropologia ´ ¨ ¨ ´ Biologica, da Universidade Eotvos Lorand, Hungria, ˜ ˜ escreveu em 2002: “A classificac¸ ao e localizac¸ ao ´ ´ ´ ˜ evolucionaria dos fosseis de hominıdeos sao cons´ tantemente debatidas.”1 Ele tambem diz que os ´ ´ ´ ˜ indıcios fosseis colhidos ate agora nao nos permitem saber exatamente quando, onde ou como o homem evoluiu de criaturas simiescas.42

´ ´ O QUE OS INDICIOS FOSSEIS REALMENTE MOSTRAM

´ ANUNCIOS DE “ELOS PERDIDOS”

´ ´ ´ Fato: No inıcio do seculo 20, todos os fosseis usados para apoiar a ideia de que humanos e ma´ cacos evoluıram de um ancestral em comum ca˜ biam em uma mesa de bilhar. Desde entao, a ´ quantidade desses fosseis aumentou. Hoje se diz ˜ que eles encheriam um vagao de carga.38 No entanto, a grande maioria deles consiste de apenas ˆ alguns ossos e dentes. Cranios completos, sem ˜ falar de esqueletos completos, sao raros.39 ´ ´ Pergunta: Sera que a maior quantidade de fosseis ` ´ ´ associados a “arvore genealogica” do homem re˜ solveu a questao entre os evolucionistas sobre quando e como o homem evoluiu de criaturas simiescas? ˜ ´ Resposta: Nao. Na verdade, ocorreu o contrario. ` ˜ ´ Referindo-se a classificac¸ ao desses fosseis, Robin Derricourt, da Universidade de Nova Gales do Sul, ´ ´ Australia, escreveu em 2009: “Talvez o unico con´ senso a que chegamos ate agora seja o de que ˜ ´ nao ha nenhum consenso.”40 Em 2007, a revista Nature publicou um artigo escrito pelos descobri˛

1 Nota: Nenhum dos pesquisadores citados neste ´ ˜ quadro acredita no ensino bıblico da criac¸ ao. Todos ˜ acreditam na evoluc¸ ao.

ˆ ´ Fato: Com frequencia a mıdia anuncia a descoberta de um novo “elo perdido”. Por exemplo, ´ em 2009, um fossil que foi chamado de Ida rece˜ beu atenc¸ ao digna de uma “estrela do rock”, de ´ acordo com certa revista.43 A publicidade incluıa ˆ esta manchete do jornal britanico The Guardian: ´ ´ “Fossil Ida: descoberta extraordinaria de um ‘elo ˜ perdido’ da evoluc¸ ao humana”.44 No entanto, ape´ ˆ nas alguns dias depois, a revista cientıfica britani˜ ´ ca New Scientist disse: “Ida nao e um ‘elo perdido’ ˜ da evoluc¸ ao humana.”45 Pergunta: Por que cada nova descoberta de um ˜ ´ “elo perdido” recebe ampla atenc¸ ao da mıdia, ao ´ ´ ´ passo que quando esse fossil e removido da “arvo´ ´ re genealogica” isso raramente e mencionado? Resposta: Falando a respeito dos que fazem essas descobertas, Robin Derricourt, mencionado ˛

´ ´ 1O ´ termo “hominıdeo” e usado para descrever a especie que,` segundo os pesquisadores ´ ` ´ evolucionistas, ´ ´ deu origem a famılia humana e as especies pre-historicas semelhantes a humanos.


antes, diz: “O chefe de uma equipe de pesquiˆ ` sas talvez precise dar muita enfase a singularidade e ao drama de uma ‘descoberta’ para ´ atrair fundos de outras fontes fora do cırculo ˆ ˜ academico, e os pesquisadores sao estimula´ ˆ dos pela mıdia eletronica e impressa, que por ´ ´ sua vez esta em busca de uma historia dra´ matica.”46

GRAVURAS E MODELOS DO HOMEM-MACACO ˛ Fato: Gravuras em livros e museus com freˆ quencia apresentam os supostos ancestrais ˜ dos humanos com feic¸ oes, cor de pele e ´ quantidade de pelos caracterısticas. Essas gravuras em geral mostram os “ancestrais” ´ mais antigos com caracterısticas semelhan` tes as do macaco, e os supostamente mais ´ ˜ proximos do homem com feic¸ oes, cor de pele e pelo mais parecidos aos dos humanos. Pergunta: Os cientistas podem realmente re´ produzir essas caracterısticas baseando-se nos restos fossilizados que encontram? ˜ Resposta: Nao. Em 2003, o especialista forense Carl Stephan, que trabalha no Deparˆ ˆ tamento de Ciencias Anatomicas da Universi´ dade de Adelaide, Australia, escreveu: “As ˜ faces de primitivos ancestrais do homem nao podem ser reproduzidas ou avaliadas com ˜ exatidao.” Ele disse que as tentativas de fazer isso baseando-se nos macacos atuais ˜ “provavelmente serao tendenciosas, grossei´ ramente inexatas e invalidas”. O que ele con˜ cluiu? “Quaisquer ‘reconstruc¸ oes’ faciais dos ´ ˆ primitivos hominıdeos tem grande probabilidade de estar equivocadas.”47

ˆ INTELIG ´ ENCIA E TAMANHO DO CEREBRO

´ Fato: O tamanho do cerebro de um suposto ´ ancestral dos humanos e uma das principais maneiras de os evolucionistas determinarem se o suposto parentesco entre esse ancestral ´ ´ e os humanos e distante ou proximo. ´ ´ Pergunta: O tamanho do cerebro e um indi´ ˆ cador confiavel de inteligencia?

˛

28

A ORIGEM DA VIDA

˜ Resposta: Nao. Um grupo de pesquisadores ´ que usou o tamanho do cerebro como base para determinar quais criaturas extintas eram ´ parentes mais proximos do homem admitiu que ao fazer isso eles “se sentiram como se ´ estivessem pisando em um solo instavel”.48 ˆ Por que? Veja o que a revista Scientific Ameri˜ can Mind disse em 2008: “Os cientistas nao ˜ conseguiram encontrar uma correlac¸ ao entre ´ o tamanho relativo e absoluto do cerebro e a ˆ ´ inteligencia de humanos e de outras especies ´ ˜ animais. Tambem nao foram capazes de enˆ contrar um paralelo entre inteligencia e o ta˜ ´ ´ manho de regioes especıficas do cerebro ˆ ˜ nem a existencia delas. A excec¸ ao talvez seja ´ a area de Broca, que comanda a fala nos seres humanos.”49 ˆ O que voce acha? Por que os cientistas ali´ ˆ nham os fosseis usados na sequencia macaco—homem de acordo com o tamanho do ´ ˜ ´ cerebro quando se sabe que isso nao e um ´ ˆ ´ indicador confiavel de inteligencia? Sera que ˜ eles estao tentando fazer com que as provas se encaixem em sua teoria? E por que os pesquisadores constantemente debatem sobre ´ ´ ´ quais fosseis devem ser incluıdos na “arvore ´ ˜ genealogica” humana? Nao seria o caso de ´ esses fosseis estudados serem apenas o que ´ parecem realmente ser, ou seja, especies extintas de macacos? ´ O que dizer, porem, do homem de Nean´ dertal, fossil semelhante aos seres humanos, frequentemente apresentado como prova de ´ que uma especie de homem-macaco existiu? ˜ Os pesquisadores estao comecando a mudar ¸ seu ponto de vista sobre o que o homem de Neandertal realmente era. Em 2009, Milford Wolpoff escreveu na revista American Journal of Physical Anthropology que “o homem de ˆ Neandertal deve ter sido uma autentica raca ¸ de seres humanos.”50 Observadores sinceros reconhecem que o or˜ gulho, o dinheiro e a necessidade de atenc¸ ao ´ da mıdia influenciam o modo como as “pro˜ ˜ vas” da evoluc¸ ao humana sao apresentadas. ˆ ´ Voce esta disposto a depositar sua confianca ¸ nessas “provas”?


´ O QUE HA DE ERRADO NESTA GRAVURA?

˜ Gravuras em ´ como esta sao baseadas ˜ ideias pre-concebidas e suposi c oes de ¸ ˜ pesquisadores e artistas, nao em fatos.51 ˛

˛

A maioria desses desenhos se baseia ˆ emˆ cranios incompletos e alguns dentes. Cranios completos, sem falar de ˜ esqueletos completos, sao raros. ˜ ´ Nao ha consenso ´ entre os´ pesquisadores sobre como os fosseis de varias criaturas devem ser classificados. ˛

˜ ˜ Os˜ artistas nao podem reproduzir com exatidao feic¸ oes, cor de pele e pelos dessas criaturas extintas. ˛

´ ˜ ˛ Cada criatura e colocada numa determinada posic¸ ao na linha que leva ao homem moderno de acordo principalmente com o ˆ tamanho da caixa craniana. Isso ´ ´ e feito do cerebro ˜ ´ apesar da evidencia ´ de que o tamanho ˆ nao e um indicador confiavel de inteligencia.

´ 4 SERA QUE TODA VIDA TEM UM ANCESTRAL EM COMUM?

29


5

FAZ SENTIDO ´ ACREDITAR NA BIBLIA? ˆ ´ Voce ja se enganou a respeito de uma pessoa? Talvez tenha ouvido outros falarem ˆ ´ ˜ a respeito dela. Pode ser que voce tenha ficado com ma impressao dela, mas ao ˆ conhece-la pessoalmente descobriu que os outros estavam equivocados. De modo ˆ ´ similar, muitos tem se equivocado a respeito da Bıblia. ´ ˆ ˆ Muitas pessoas cultas menosprezam a Bıblia. Sabe por que? Com frequencia, esse ´ ´ ˜ ´ livro e apresentado ou citado de uma maneira que o faz parecer ilogico, nao cientıfico ou simplesmente equivocado. Seria o caso de as pessoas estarem enganadas ´ a respeito da Bıblia?

Ao ler esta brochura, ficou surpreso ao ´ ´ ver que o que a Bıblia diz e cientificamente exato? Muitas pessoas ficam. Elas ´ tambem se surpreendem ao aprender que ´ ˜ a Bıblia nao diz algumas das coisas que ˜ muitas religioes atribuem a ela. Algumas ˜ ´ religioes afirmam, por exemplo, que a Bıblia ensina que Deus fez o Universo e toda a vida nele em apenas seis dias de ˜ ´ 24 horas. Mas, na verdade, nao ha nada ´ na Bıblia que contradiga as diferentes estimativas dos cientistas sobre a idade do Universo ou da Terra.1 ´ ´ Alem disso, o breve relato bıblico sobre como Deus criou a vida neste plane´ ta da ampla margem para teorias e pes´ ´ quisas cientıficas. A Bıblia diz que Deus criou toda a vida, e que as coisas vivas ´ foram feitas “segundo as suas especies”. ˆ ˜ (Genesis 1:11, 21, 24) Essas afirmac¸ oes ˜ 1 Para mais informac¸ oes, veja a brochura A Vida — Teve um Criador?, publicada pelas Testemunhas de ´ Jeova.

30

A ORIGEM DA VIDA

talvez estejam em conflito com certas ´ teorias cientıficas, mas concordam com ´ ´ ´ fatos cientıficos ja comprovados. A histoˆ ˜ ria da ciencia mostra que as teorias vao e ˆ vem, mas os fatos permanecem. ´ ´ Ha muitas pessoas, porem, que deixam ´ ˜ de pesquisar a Bıblia porque estao de˜ cepcionadas com a religiao. Elas olham ˜ para as religioes e veem hipocrisia, cor˜ rupc¸ ao e envolvimento nas guerras. Mas ´ seria justo julgar a Bıblia pelo comportamento de alguns que afirmam segui-la? Muitos cientistas sinceros e de bom cora˜ c¸ ao ficam horrorizados pelo modo como pessoas violentas usam a teoria da evolu˜ c¸ ao para justificar suas ideias racistas. Se˜ ria justo julgar a teoria da evoluc¸ ao ba´ seando-se nisso? Com certeza e melhor investigar o que a teoria afirma e compaˆ ´ rar com a evidencia disponıvel. ˆ Incentivamos voce a fazer o mesmo ´ com a Bıblia. Talvez fique surpreso ao ´ ˜ aprender que os ensinos da Bıblia sao


bem diferentes dos da maioria das reli˜ gioes. Longe de promover a guerra e a ˆ ´ ´ violencia etnica, a Bıblia ensina que os servos de Deus devem rejeitar a guerra e ´ ´ ate mesmo o odio que gera esse tipo de ˆ ´ violencia. (Isaıas 2:2-4; Mateus 5:43, 44; 26:52) Longe de promover o fanatismo e ´ a credulidade, a Bıblia ensina que a ver´ ´ dadeira fe e baseada em provas e que a ´ ´ faculdade de raciocınio e essencial para servir a Deus. (Romanos 12:1; Hebreus 11:1) Longe de desestimular a curiosida´ de, a Bıblia nos incentiva a investigar as ˜ ˆ questoes mais fascinantes que tem desafiado a humanidade. ´ Por exemplo, ja se perguntou: ‘Se Deus existe, por que ele permite a perversida´ de?’ A Bıblia responde a essa e a muitas ´ outras perguntas de modo satisfatorio.1 ˆ Incentivamos voce a continuar na sua bus´ ca pela verdade. Podera encontrar respos´ tas emocionantes e razoaveis, baseadas em provas convincentes. E com certeza ˜ ´ isso nao sera mero acaso. ´ ´ 1 Veja o capıtulo 11 do livro O Que a Bıblia Real-´ mente Ensina?, publicado pelas Testemunhas de Jeova.

BIBLIOGRAFIA 1. Como a vida comecou? ¸ 1. How Life Began—Evolution’s Three Geneses, de Alexandre Meinesz, traduziˆ do para o ingles, por Daniel Simberloff, 2008, pp. 30-33, 45. a. Life Itself—Its Origin and Nature, de Francis Crick, 1981, pp. 15-16, 141-153. 2. Scientific American, “Uma origem mais simples da vida”, de Robert Shapiro, junho de 2007, p. 48. a. The New York Times, “A Leading Mystery of Life’s Origins Is Seemingly Solved”, de Nicholas Wade, 14 de maio de 2009, p. A23. 3. Scientific American, junho de 2007, p. 48. 4. Scientific American, junho de 2007, pp. 47, 49-50. 5. Information Theory, Evolution, and the Origin of Life, de Hubert P. Yockey, 2005, p. 182.

6. NASA’s Astrobiology Magazine, “Life’s Working Definition—Does It Work?” (http://www.nasa.gov/ vision/universe/starsgalaxies/ life’sworkingdefinition.html), acessado em 17/3/2009.

2. Existem formas de vida realmente simples? 7. Princeton Weekly Bulletin, “Nuts, Bolts of Who We Are”, de Steven Schultz, 1.° de maio de 2000, (http://www.princeton.edu/pr/pwb/00/0501/ p/brain.shtml), acessado em 27/3/2009. a. “The Nobel Prize in Physiology or Medicine 2002”, Press Release, 7 de outubro de 2002, (http://nobelprize.org/ nobelprizes/medicine/laureates/2002/ press.html), acessado em 27/3/2009. 8. “The Nobel Prize in Physiology or Medicine 2002,” 7 de outubro de 2002.

9. Encyclopædia Britannica, CD 2003, “Cell”, “The Mitochondrion and the ´ Chloroplast”, subtıtulo, “The Endosymbiont Hypothesis.” 10. How Life Began—Evolution’s Three Geneses, p. 32. 11. Molecular Biology of the Cell, segunda ˜ edic¸ ao, de Bruce Alberts et al, 1989, p. 405. 12. Molecular Human Reproduction, “The Role of Proteomics in Defining the Human Embryonic Secretome”, de M. G. Katz-Jaffe, S. McReynolds, D. K. Gardner e W. B. Schoolcraft, 2009, p. 271. 13. Between Necessity and Probability: Searching for the Definition and Origin of Life, de Radu Popa, 2004, p. 129. 14. Between Necessity and Probability: Searching for the Definition and Origin of Life, pp. 126-127.


´ (Quadro) Rapidas e eficientes 15. Origin of Mitochondria and Hydrogenosomes, de William F. Martin e ´ ¨ Miklos Muller, 2007, p. 21. 16. Brain Matters—Translating Research Into Classroom Practice, de Pat Wolfe, 2001, p. 16.

˜ 3. De onde vieram as instruc¸ oes? 17. Research News Berkeley Lab, (http://www.lbl.gov/Science-Articles/ Archive/LSD-molecular-DNA.html), artigo: “Molecular DNA Switch Found to Be the Same for All Life”, contato: Lynn Yarris, p. 1 de 4; acessado em 10/2/2009. 18. Life Script, de Nicholas Wade, 2001, p. 79. 19. Bioinformatics Methods in Clinical Research, editado por Rune Matthiesen, 2010, p. 49. 20. Scientific American, “Computing With DNA”, de Leonard M. Adleman, agosto de 1998, p. 61. 21. Nano Letters, “Enumeration of DNA Molecules Bound to a Nanomechanical Oscillator”, de B. Ilic, Y. Yang, K. Aubin, R. Reichenbach, S. Krylov e H. G. Craighead, Vol. 5, n.° 5, 2005, pp. 925, 929. 22. Genome—The Autobiography of a Species in 23 Chapters, de Matt Ridley, 1999, pp. 7-8. 23. Essential Cell Biology, segunda edi˜ c¸ ao, de Bruce Alberts, Dennis Bray, Karen Hopkin, Alexander Johnson, Julian Lewis, Martin Raff, Keith Roberts e Peter Walter, 2004, p. 201. 24. Molecular Biology of the Cell, quarta ˜ edic¸ ao, de Bruce Alberts et al, 2002, p. 258. 25. No Ordinary Genius—The Illustrated Richard Feynman, editado por Christo´ pher Sykes, 1994, foto sem numero de ´ pagina fornecido; veja legenda. a. New Scientist, “Second Genesis—Life, but Not As We Know It”, de Bob Holmes, 11 de marco ¸ de 2009, (http://www.newscientist.com/article/ mg20126990.100) acessado em 11/3/2009. 26. The Search for Extraterrestrial Intelligence—A Philosophical Inquiry, de David Lamb, 2001, p. 83.

27. Associated Press Newswires, “Famous Atheist Now Believes in God”, de Richard N. Ostling, 9 de dezembro de 2004.

´ (Quadro) Uma molecula que pode ser lida e copiada 28. Intelligent Life in the Universe, segun˜ da edic¸ ao, de Peter Ulmschneider, 2006, p. 125.

´ 4. Sera que toda vida tem um ancestral em comum? 29. Biology and Philosophy, “The Concept of Monophyly: A Speculative Essay”, de Malcolm S. Gordon, 1999, p. 335. 30. New Scientist, “Uprooting Darwin’s Tree”, de Graham Lawton, 24 de janeiro de 2009, p. 34. 31. New Scientist, 24 de janeiro de 2009, pp. 37, 39. 32. Field Museum of Natural History Bulletin, “Conflicts Between Darwin and Paleontology”, de David M. Raup, janeiro de 1979, p. 23. 33. Archaeology, “The Origin of Form Was Abrupt Not Gradual”, de Suzan Mazur, 11 de outubro de 2008, (www.archaeology.org/online/ interviews/newman.html), acessado em 23/2/2009. 34. In Search of Deep Time—Beyond the Fossil Record to a New History of Life, de Henry Gee, 1999, p. 23. 35. Biology and Philosophy, p. 340. ´ ´ 36. National Geographic, “Indıcios fosseis”, novembro de 2004, p. 61. 37. The Evolutionists—The Struggle for Darwin’s Soul, de Richard Morris, 2001, pp. 104-105.

˜ (Quadro) Que dizer da evoluc¸ ao humana? 38. The Human Lineage, de Matt ´ Cartmill e Fred H. Smith, 2009, prefacio, p. xi. 39. Fossils, Teeth and Sex—New Perspectives on Human Evolution, de Charles E. ´ Oxnard, 1987, prefacio, pp. xi, xii. a. From Lucy to Language, de Donald Johanson e Blake Edgar, 1996, p. 22. b. Anthropologie, XLII/1, “Palaeodemography and Dental Microwear of Homo Habilis ´ From East Africa”, de Laura M. Martınez, Jordi Galbany e Alejandro ´ ´ Perez-Perez, 2004, p. 53.

c. In Search of Deep Time—Beyond the Fossil Record to a New History of Life, p. 22. 40. Critique of Anthropology, Volume 29(2), “Patenting Hominins—Taxonomies, Fossils and Egos”, de Robin Derricourt, 2009, pp. 195-196, 198. 41. Nature, “A New Species of Great Ape From the Late Miocene Epoch in Ethiopia”, de Gen Suwa, Reiko T. Kono, Shigehiro Katoh, Berhane Asfaw e Yonas Beyene, 23 de agosto de 2007, p. 921. 42. Acta Biologica Szegediensis, Volume 46(1-2), “New Findings—New Problems in Classification of Hominids,” de Gyula Gyenis, 2002, pp. 57, 59. 43. New Scientist, “A Fine Fossil—But a Missing Link She’s Not”, de Chris Bead, 30 de maio de 2009, p. 18. 44. The Guardian, London, “Fossil Ida: Extraordinary Find Is ‘Missing Link’ in Human Evolution”, de James Randerson, 19 de maio de 2009, (http://www.guardian.co.uk/science/2009/may/19/ ida-fossil-missing-link), acessado em 25/8/2009. 45. New Scientist, 30 de maio de 2009, pp. 18-19. 46. Critique of Anthropology, Volume 29(2), p. 202. 47. Science and Justice, Vol. 43, n.° 4, ˜ (2003) sec¸ ao, Forensic Anthropology, “Anthropological Facial ‘Reconstruction’—Recognizing the Fallacies, ‘Unembracing’ the Errors e Realizing Method Limits”, de C. N. Stephan, p. 195. 48. The Human Fossil Record—Volume Three, de Ralph L. Holloway, Douglas C. Broadfield e Michael S. Yuan, 2004, ´ prefacio xvi. 49. Scientific American Mind, “Intelligence Evolved”, de Ursula Dicke e Gerhard Roth, agosto/setembro de 2008, p. 72. 50. American Journal of Physical Anthropology, “How Neandertals Inform Human Variation”, de Milford H. Wolpoff, 2009, p. 91. 51. Conceptual Issues in Human Modern Origins Research, editores G. A. Clark e C. M. Willermet, 1997, pp. 5, 60. a. Wonderful Life—The Burgess Shale and the Nature of History, de Stephen Jay Gould, 1989, p. 28.

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A origem da vida - cinco perguntas que merecem resposta  
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