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— Eles querem trucidar você lá fora. Tem ideia de como a notícia corre em cidades pequenas? Muitos juízes, acusadores, formadores de opinião, essa merda toda. Para falar a verdade, eu mesma não entendo o que está acontecendo. Esse pessoal ficou louco? Definitivamente estamos todos loucos — ela apagou o cigarro sobre a mesa. — Sou inocente — consegui dizer. — O problema é que temos um processo criminal instaurado contra a senhora. Um mandado de prisão expedido por um juiz e cumprido pelos meus homens. Não que eu queira, mas preciso te ouvir. — Você não pode me manter aqui. Eu não cometi nenhum crime! — Ok, você pode ler se quiser — ela empurrou algumas folhas sobre a mesa. — Não entendo de leis. Meire entrelaçou os dedos das mãos, afastou sua cadeira e falou: — Vamos supor que nesta cidade esteja acontecendo um crime e que você seja um policial. Um homem está matando outro homem. Você está perto, tudo bem? Está vendo aquilo acontecer, mas não faz nada. O sujeito termina o trabalho dele, vai embora e você finge que não vê, consegue entender? — Eu não sou um policial! Não me diga que... — então, eu entendi o que Meire queria dizer.

V de Verônica  

Se você tivesse superpoderes seria obrigado a usá-los para ajudar os outros? Verônica Albuquerque Gonçalves, uma jovem e discreta vendedora...

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