Page 170

um golpe súbito e brutal no queixo de Dillon, jogando a cabeça dele para trás. Dillon caiu no asfalto com um baque nauseante, o corpo imóvel – indo a nocaute. Com o impacto, Emily cambaleou para trás e caiu no chão. Escorregando sobre pedacinhos minúsculos de cascalho, sentiu as palmas das mãos e os punhos serem ralados. Sem prestar a menor atenção no amigo desmaiado, os olhos de Gavin voaram para Emily. Seu coração se apertou. Com um movimento elegante e fluido, ele a levantou do chão e fitou seu rosto, preocupado. – Meu Deus, Emily, me diga que eu não a atingi sem querer. – Ele correu os dedos pelas bochechas dela, acariciando-as através dos cabelos. Com o corpo tremendo, ele a encarou, a voz num sussurro: – Meu Deus, por favor, me diga que não machuquei você. Ela engoliu com dificuldade, o choque se instalando em todo seu corpo. – Não, você não me acertou – respondeu, engasgando, as lágrimas escorrendo. Pela segunda vez naquela noite, o alívio tomou Gavin. – Vou levá-la de volta para o seu apartamento – sussurrou ele, deslizando as mãos pelos braços de Emily. – Eu... eu não posso deixá-lo aqui, Gavin – gaguejou ela, enxugando os olhos. – Pode, sim. E é o que vai fazer – respondeu ele, com cuidado. Olhou para Trevor. – Leve Dillon para a sua casa. Trevor agachou-se ao lado de Dillon, examinou a pulsação dele e depois ergueu a cabeça e assentiu. – Está bem, mas você vai me ajudar a colocá-lo no carro. Embora tivesse precisado de cada grama de autocontrole para não jogar Dillon no porta-malas de Trevor e afundá-lo em algum lugar do Atlântico, Gavin concordou, relutante. Depois que um Dillon muito bêbado e inconsciente foi atirado dentro do carro de Trevor, Gavin levou Emily para casa. Durante todo o percurso, o estômago dele se contorcia de dor ao ouvi-la chorar enquanto explicava o que havia acontecido. A expressão dela era de vulnerabilidade, e a necessidade por respostas girava em seus olhos. Depois que entraram no apartamento, Gavin a fez se sentar no sofá enquanto ia ao banheiro pegar uma toalha e curativos. Foi à cozinha e encheu uma tigela de água fria. Quando voltou, a encontrou balançando o corpo para a frente e para trás, segurando o rosto. Seu peito ficou pesado, como se houvesse um tijolo no lugar do coração. Era quase impossível resistir ao desejo de tomá-la nos braços e protegê-la da dor. Sentado no chão diante dela, Gavin mergulhou a toalha na água e pegou um de seus pulsos. Ela se encolheu de dor quando ele encostou a toalha na pele. E então Gavin sentiu a raiva dominá-lo, pois Dillon tinha causado tudo aquilo. Gavin rangia os dentes enquanto torcia o excesso de água da toalha, notando que o tecido branco estava tingido de rosa por causa do sangue de Emily. O sangue daquela linda mulher estava sendo derramado por causa de um babaca que não merecia o sorriso, o toque nem o amor dela. Querendo lhe dizer como a trataria melhor, como cuidaria de cada necessidade dela de todas as formas possíveis, Gavin fez calar a voz de seu desejo, para evitar chateá-la ainda mais.

Profile for Paula Santos da Silva

Gail mchugh tensão (oficial)  

Gail mchugh tensão (oficial)