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A FFLCH não se divide! Durante essa semana acontecem as eleições para escolha dos Representantes Discentes que irão ocupar as 20 vagas nas sete comissões da FFLCH, dentre elas a Congregação, órgão máximo decisório da unidade. Há anos não há representantes discentes nestas comissões e é muito importante que o Movimento Estudantil se esforce para que a escolha destes representantes aconteçam com base em um debate sobre a atual conjuntura da FFLCH, o papel destes representantes diante de uma estrutura de poder tão antidemocrática e os desafios que temos com o novo diretor eleito, que se mostra alinhado com parte da política da reitoria de Rodas. Ocupar estes cargos deve servir para fortalecer a organização e intervenção do movimento estudantil, pois poderemos acompanhar as discussões oficiais da faculdade e levar a opinião do corpo discente aos demais membros e setores dessas comissões, principalmente neste momento em que se debate nos bastidores da FFLCH a possibilidade de divisão da unidade. É evidente, no entanto, que os rds têm um papel muito limitado, pois os estudantes têm um peso muito reduzido nestas comissões. Os RDs devem, portanto, ser os porta vozes dos debates e decisões do Movimento Estudantil, cumprindo o papel de apresentar um contraponto ao debate feito de maneira restrita nesses espaços, levando suas informações ao conjunto dos estudantes, mas com clareza de que a atuação central dos estudantes é nos seus próprios fóruns, com independência de debate e organização.

Por Democracia na USP e na FFLCH A FFLCH, a maior faculdade da USP, passou no último mês pelo processo de escolha do novo diretor da unidade. O processo foi questionado por ser muito antidemocrático: participam do colégio eleitoral atualmente 200 pessoas de um total de mais de 10.000 alunos, 5000 professores e funcionários, que indicam uma lista tríplice ao reitor. O XI Congresso dos estudantes da USP, que aconteceu no fim de agosto, apontou que a principal tarefa do Movimento Estudantil é lutar por democracia na USP, que passa centralmente pela mudança da sua estrutura de poder, com o entendimento de que a implementação da política da gestão Rodas é garantida por uma estrutura restrita e antidemocrática, que impede que as vozes dissonantes sejam ouvidas na tomada dos rumos da Universidade.


A FFLCH é o centro do debate, reflexão e política da USP e, portanto, deve ser protagonista na defesa de uma USP democrática. Além disso, seu cotidiano é de reflexão, crítica e debate. É uma grande contradição uma faculdade tão rica politicamente não aceitar rever este processo de escolha de seu diretor. Nós estivemos presentes em ato no dia da escolha do diretor para pedir um novo processo de eleições diretas. A Diretoria acabou ignorando a necessidade de revisão do processo, as eleições aconteceram, mas temos um saldo importante desse debate iniciado: mais de 40 professores assinam uma carta apoiando a reivindicação do movimento de que o processo de escolha do diretor seja revisto, está sendo articulada uma plenária dos três setores e a defesa da FFLCH está em debate no cotidiano da faculdade. Como RDs, estaremos ao lado destes professores, presentes nas reuniões das comissões e no cotidiano da FFLCH, na luta por eleições diretas para diretor e na defesa de uma faculdade mais democrática.

A FFLCH não se divide! Sérgio Adorno, o novo diretor da FFLCH, está alinhado à política do Rodas em diversas medidas e é um dos responsáveis pela sustentação de um debate que está sendo feito de maneira muito obscura e restrita: a possibilidade de divisão da FFLCH. Devemos ser contrários à proposta de desmembrar a FFLCH, mudar a organização dos cursos para garantir uma liberdade ainda maior de reformular o seu caráter. Para nós, a FFLCH não se divide! É fundamental que os representantes discentes estejam atentos e atuantes para qualquer decisão que aponte para a divisão da FFLCH seja impedido. Devem também ser os representantes dos debates feitos pelo conjunto dos estudantes: somos contrários ao processo de privatização, mercantilização e elitização dos cursos da USP, em defesa da história da nossa unidade, da interdisciplinaridade da nossa formação e da unidade política da nossa unidade frente à política institucional da nossa universidade.

Fazem parte dessa chapa: Gabriel Lindenbach, Gabriel Regensteiner, Babi Guimarães, Yu Wen Huang, Sâmia Bonfim, Felipe Bisulli, Daniel Vinha, Carol Ucha, Matheus Trevisan, Yan “Carioca” Rego, Fabrício Mendes, Rafael Marino, Mateus “Baiano” Azevedo, Paula Kaufmann, Felipe Chagas, Luana Gurther, Arielli Tavares, Letícia Alcântara, Vanessa Monteiro, Letícia Pinho, Camilo Fernandes, Luciana Siqueiros, Joice Ferreira, Biahz Menezes, Mayara Novais, Danilo Restaino, Thaís Santos, Harth Bergaman, Talitta Cancio, João Pedro Munhoz, Eduardo Gomes, William Santana, Pedro Henrique Franco, Marcus Camvpos, Thiago Deus


Chapa A FFLCH não se divide