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Centro de

PRODUÇÃO eEXI BI ÇÃO

de Cul tura

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EM

CAMPI NAS/ SP 4.

5.

2. ESCOLHA DO TERRENO apropostadessetrabalho foia decri arum espaço cul turalamplo edi versi fi cado equefosseaberto ao públi co tanto para o Di stri to de Barão Geraldo quanto para o da ci dadedeCampi nas. Dessa forma, ao i ni ci ar a escolha do terreno dei mplantação 1. foram determi nados alguns parâmetros de seleção:uma área ampla,preferenci almente ESCOLHA DA CI DADE plana pensando em um grande espaço aberto e públi co para as apropri ações " de rua" ,de fáci lacesso tanto pelo di stri to quanto pelasci dadesvi zi nhasearegi ão centraldeCampi Estapropostadeprojeto foipensadaparao Di stri to deBarão Geraldo,na nas.Foram reali zadas novamente uma séri e de vi si tas pelo terri tóri o do Di stri to e uma ci dade de Campi nas -SP.Foireali zada uma séri e de vi si tas e percursos pelo c o n s t a t a ç ã o m u i t o r á p i d a f o i d e q u e o c e n t r o d o d i s t r i t o t e m s u a m a l h a v i á r i a j á b astante Di stri to,no i ntui to de locali zar um terreno adequado à luz do contexto saturada,portanto,não seri apossí veloptarpelo modelo convenci onaldei mplantação de local. u m e s p a ç o c u l t u r a l , q u e s e r i a n o c e n t r o d o á r e a u r b a n a . E r a p r e c i s o e n c o n trar um ter Além dasvi si tas,foifei toum levantamentojuntoàsubprefei turaparacolereno queesti vesselocali zado nas extremi dades do perí metro urbano deBarão,equefosselocali zado próxi mo aos tar i nformações perti nentes à regi ão,tanto no âmbi to geográfi co quanto no a c e s s o s r o d o v i á r i o s , m a s e r a m u i t o i m p o r t a n t e q u e o a c e s s o d i r e t o c o m o d i s t r i t o f o s s e m a n t i d o . âmbi to hi stóri co e soci al,somado a uma séri e de encontros com habi tantes Assi m,o terreno escolhi do éumagrandeáreaconsti tuí dadedoi slotesparti cularesqueatualmentecontém plananti gos e novos para obter dados relati vos à cul tura e à i nserção soci otações debanana eabacate.Elefi ca locali zado dentro do di stri to deBarão Geraldo mas ao lado da Rodovi a Geneconômi ca do Di stri to. e r a l Mi l t o n T a v a r e s d e So u z a ( q u e a t u a l m e n t e t e v e s e u n o m e a l t e r a d o p a r a R o d o v i a P r o f e s s o r Z e f e r i n o V a z ) , queé Parti ndo i ni ci almentedo âmbi to muni ci pal,os dados coletados junto àpreumai mportantevi adamalhavi ári ai ntermuni ci pal,passapelaentradapri nci paldo di stri to etermi nadi retamenteno fei tura deCampi nas apresentaram uma ci dadeem forteri tmo deexpansão: Tapetão"pri nci palvi adeli gação entreo di stri to eo restantedaci dade.Essarodovi avaideencontro di reto àRodo“Campi naséum dospri nci pai spolosnaci onai sdecongressosnasáreasdenegóci os,saúde,esportes, " v i a Do m P e d r o I , q u e f a z a l i g a ç ã o c o m o s o u t r o s d i s t r i t o s d a c i d a d e d e Ca m p i n a s e c o m o r e s t a n t e d a c i dadetambém. mí di aeeducação,entreoutras.São cercadesei smi leventosporano eumamédi adedoi smi lhõesdeparDo outro lado da Rodovi a exi ste um bai rro predomi nantemente i ndustri al com pequenos focos de comérci oe ti ci pantes.Em 2007,segundo aI nternati onalCongressandConventi on Associ ati on ( I CCA) ,Campi nasfoi p o u c a s h a b i t a ç õ e s ; j á d o o u t r o l a d o ( q u e s e r i a o l a d o d o d i s t r i t o ) e x i s t e u m b a i r r o r e s i d e n c i a l p o u c o a d e n s a d o ea aséti maci dadebrasi lei rano ranki ng deeventos.( . . . )No ranki ng mundi al,ocupaa244ªposi ção entreas a estudanti lda Uni camp,queabri gada um conti ngentedemai s demi lalunos. ci dades que mai s recebem eventos i nternaci onai s: -Reali zação contí nua de fei ras cul turai s e de arte- moradi Esseterreno estáacessí veldi retamentedaRodovi aetambém pelo di stri to,jáqueestási tuado próxi mo deaveni sanato -Bi enaldaLei tura-Festi valI nternaci onaldeTeatro -Fei rasdeartesanato eanti gui dades-Even 3. d a s e t e m s u a s r u a s l i m í t r o f e s j á m a i s l a r g a d a s d e v i d o a s r o t a s d e ô n i b u s c i r c u l a r e s . tosesporti vosregi onai senaci onai sPelai nfraestruturaelocali zação ( aumahoradeSão Paulo) ,Campi Essa escolha,bastante contemporânea,do localbaseouse tanto em questões práti cas e funci onai s como as já nas é também uma cobi çada sede de eventos corporati vos. ” ( Gui a de I nvesti mentos de Campi nas –Di sc i t a d a s a c i m a , c o m o e m q u e s t õ e s m a i s s u b l i m e s c o m o a r e l e i t u r a d o l u g a r n a c i d a d e a t u a l . Um a f o r t e referênci a poní velno si teda Prefei tura deCampi nas) scussão éo arti go do arqui teto eurbani sta Li neu Castello,publi cado na revi sta Arqui texto Nº5. I ndi scuti velmente a ci dade de Campi nas comporta um projeto cul turalde mai or porte,dada a grande sobreessa di nhadedi scussão,umagrandepreocupaçãofoiadei mplantarum polocul tural,i deali zadoparatodos relevânci a que a ci dade exerce sobre toda sua regi ão.Sendo um polo de uma área que envol ve 19 mu- Dentrodessali o s t i p o s d e p o p u l a ç ã o , d e u m a f o r m a t a l q u e e l e f o s s e d e f a t o a c e s s í v e l p a r a t o d a a p o p u l a ç ã o . A s s i m,éi mportante ni cí pi os,mai s de 2, 6 mi lhões de habi tantes e que é sozi nha responsável por cerca de 3% do PI B vel por todo ti po de transporte:veí culo parti cular,ôni bus ci rcular,ôni bus i ntermuni ci pal, brasi lei ro,ela com certeza sedestaca esequali fi ca como anfi tri ã degrandes aconteci mentos cul turai s. que ele seja acessí b i c i c l e t a s e p e d e s t r e s . Ma s d i a n t e d e s s a e s c o l h a d o t e r r e n o , f o i q u e s t i o n a d o a r e l a ç ã o q u e s e r i a d e s e n v o l v i d a c om Uma questão também bastanterelevanteéo f ato da ci dadeconter um número si gni fi cati vo deI nsti tua locali zado no centro urbano consoli dado e portanto mai s óbvi o a população i ções de Ensi no Superi or -I ES,no total exi stem 8 uni versi dades e 16 f aculdades,e di versi dade de esse espaço,já que ele não estari local.Sobrei sso,foram reali zadoslei turaseestudosdereferênci assobreaquestão do Lugaredeseureconheci cursos vol tados para o campo artí sti co. m e n t o p e l a p o p u l a ç ã o n o s d i a s d e h o j e . Estes dados em seu conjunto corroboraram para a i denti fi cação da pequena oferta de espaços para 7. 6. 8. Como apresenta em seu texto,Li neu Castello aponta os f atores quequali fi cam uma área ou edi fi cação em Lugar as i númeras mani festações cul turai s.A par di sto também fi caram evi dentes as questões relaci onadas à segundo os precei tos tradi ci onai s do urbani smo; malha vi ári a do Di stri to,além de uma séri e de i tens de i nfraestrutura que naturalmente deveri am ser “( . . . )um espaço quesetorna percebi do pela população por conter si gni fi cados profundos,representados por i magens referenci ai s fortes.Por i sso mesmo,em sua gênesecomparecem f atores fí si cos epsi cológi cos, melhorados. quetanto têm a ver com o desenho da confi guração morfológi ca urbana,quanto com o comportamento i nterati vo adotado pelas pessoas na uti li zação dessas formas”. Assi m,locali zamse,em Barão Geraldo,polosreferenci ai squereúnem i nteressescul turai s,tecnológi ( “Há Lugar para o Lugar na Ci dadedo Século XXI ”-Li neu Castello,Revi sta Arqui texto Nº5) cos,ci entí fi cos,ambi entai s eturí sti cos,entreos quai s sedestacam: Dessaforma,podemosentenderquemesmo com asvari açõesatuai sdelei turadeespaço elugar,umaáreaquesedêum forteuso,trazendo um i ntenso si gni fi cado paraumagrandepopulação equesejaum marco no •Uni camp•Facamp•PUCCampi nas •Uni versi dadeSão Franci sco •CPqD • Centro Médi co deCampi desenho urbano regi onalpassaráaserreconheci dacomo Lugar.A parti rdessalei turaedasconstataçõesdo terreno escolhi do,foievi denci ado queo complexo apresentari aescalasderelaçõesdi ferentes.A escala nas • Centro Boldri ni• Sobrapar •Laboratóri o Naci onaldeLuzSí ncroton •Mata deSanta Genebra derelação queo complexo passaráatercom o bai rro li mí trofeesuacomuni dadeécom certezadi ferentedaescaladerelação queeleapresentarácom aregi ão metropoli tanadeCampi nas.Assi m,épreci so verasesca•ParqueEcológi co Hermógenes deFrei tas Lei tão Fi lho • Espaço Cul turalCasa do Lago •Convento las dos usos possí vei s queo complexo deverá supri r deacordo com proporção do públi co relaci onado. das Carmeli tas • Parque Li near Ri bei rão das Pedras • Terra Lume -Lume teatro • Excaravelhas • Ci a Portanto,foram determi nadas três escalas derelação entreo complexo eseu entorno:a pri mei ra seri a com o seu entrono mai si medi ato queseri a deum lado a rodovi a edo outro o bai rro resi denci al.A segunda Artí sti caUngambi kkula•Grupo MatulaTeatro •BoaCompanhi a•Espaço Cul turalSemente•Ci a.Berro seri a com o di stri to abrangendo sua comuni dadeartí sti ca,localeestudanti l.E por fi m,a tercei ra seri a com a própri a ci dadedeCampi nas esua regi ão metropoli tana. d´Água •Barracão Teatro Estelevantamento bi bli ográfi co sobrea consti tui ção do Di stri to deBarão Geraldo evi denci ou a caESCOLHA DO TEMA racterí sti cacontemporâneadeum grandecentro tecnológi co ecul tural.O f ato dearegi ão abri gartrês grandescentrosdeformação superi or,Uni camp,PUCCampi naseFacampf azcom quemai sde70 mi lestuTodasessasconsi deraçõeslevaram àpropostado Centro deProdução eExi bi ção deCul turadeBarão Geraldo,naperspecti vadequeaofertadeum localplanejado deformaadequadapotenci ali zari asobremanei ra dantes de graduação e pósgraduação resi dam e ci rculem pelo Di stri to.I sto,evi dentemente,cunhou a esteconjunto demani festações cul turai s,queem úl ti ma i nstânci a,écondi ção fortalecedora para uma convi vênci a soci aldequali dadeesustentável. estalocali dadeum perfi lpopulaci onaljovem,em processo deformação,somado aoutro,composto por Essa escolha setorna ai nda mai s asserti va quando observamos queela seencontra em completa consonânci a com o Plano Naci onaldeCul tura -PNC,lançado em junho desteano,porém já di scuti do etrabalhado mui tosprofessoresdasi nsti tui çõesqueláresi dem.Contradi tori amente,nestelevantamento,percebeu desde2003:" Ao tomarcontato com asmetas,percebemosqueelastêm afunção mai ordepossi bi li tarqueo Brasi lconheçao Brasi l.A i ntenção étambém revelarari cadi versi dadecul turaldo paí sesuaextraordi nári a sequeapesardefecundaaproduçãoeexi bi çãodecul turanoDi stri to,osespaçosforam seconsti tui ndo cri ati vi dade,além debuscar a reali zação das potenci ali dades da soci edadebrasi lei ra por mei o deprocessos cri ati vos. "PNC,Pági na 10,2012. de forma espontânea,sem planejamento urbaní sti co e numa relação i nferi or à veloci dade de apareci Deacordo com PNC,devemos entender eprati car o totalexercí ci o dos di rei tos cul turai s dos brasi lei ros ebrasi lei ras detodas as si tuações econômi cas,locali zações,ori gens étni cas ef ai xas etári as.Além di sso, mento denovos grupos cul turai s. é mui to i mportante destacar que a junção da produção de cul tura em um mesmo espaço que a exi bi ção de cul tura potenci ali za o i mpacto posi ti vo dessa mostra para a soci edade.A cri ação de um complexo cul turalé Por fi m,um evento em especi alque foiapontado durante os levantamentos foio carnavalde rua de capazdegerar i nteresseeparti ci pação da comuni dadelocalduranteo processo decri ação artí sti co ecul turalenão apenas durantesua exi bi ção.Essa si tuação éri quí ssi ma epermi tequea parti ci pação depessoas Barão.É um evento anual que reúne blocos tradi ci onai s como o Berra Vaca,o Uni ão Al tanei ra,o Cu- no processo deprodução emanutenção decul tura seja mui to mai sf aci li tada,mudando o seu estado passi vo di antedesseprocesso. pi nzei ro,as Cai xei rosas entre outros.Apesar de os desfi les só ocorrerem ofi ci almente durante uma Portanto,éextremamenteadequado eperti nenteproporai mplementação deum projeto cul turalcom amplosedi versosespaçospúbli costanto paraaprodução quanto paraaexi bi ção decul turaaberto paraasoci esemanado ano,exi steumaséri edeensai os eapresentações foradeépocareali zadas poresses grupos. dadeegeri do pelo muni cí pi o eDi stri to,com apoi o defomento federal,eem parceri acom asI ES deBarão Geraldo:" Asmetasdo Plano estabelecerão umanovarelação do Estado com acul turaecom asoci edade.Tratase Com certezaesseéo mai orevento deruado Di stri to,masexi stem mui tasoutrasati vi dadesquesão real- deum projeto quecami nhaparaaconsoli dação efeti vadaci dadani acul tural.Nela,acul turaéum ei xo dedesenvol vi mento epossi bi li taqueosbrasi lei rosavancem,cul turaleeconomi camente-com justi çasoci al,i guali zadas ao ar li vre e com parti ci pação da comuni dade baronesa,como é o caso da tradi ci onalfesta fol- dadedeoportuni dades,consci ênci a ambi entaleconvi vênci a com a di versi dade. "PNC,Pági na 11,2012. clóri ca“BoiFalô”.Porém esseseventoscostumam ocorrerem pequenaspraçasecom vi asdetráfego i n Conclui ndo aetapadelevantamentos das questões aserem trabalhadas no Di stri to,fi cadefi ni do quesão necessári os três ti pos deofertas deespaços:deensai o eprodução decul tura;deexi bi ção eexposi ção de tenso ao redor.Def ato,um espaço com segurançaei nfraestruturaseri anecessári o parao Di stri to de cul turaeumaáreaabertaepúbli caamplaecom i nfraestruturaparagrandeseventosabertosao públi co.Assi m,nesteprojeto entendo esteespaço como umacontri bui ção expressi vaparao fortaleci mento daci dadani a Barão Geraldo. na medi da em queo acesso à cul tura/educação éi ndi scuti velmenteo di vi sor deáguas entreuma soci edadedesenvol vi da eoutra subdesenvol vi da.

Uni versi dadedeSão Paulo -USP -I nsti tuto deArqui tetura eUrbani smo deSão Carlos -I AU Trabalho deGraduação I ntegrado -TGI I I Paula Jansen Gandara Mendes

Prancha_01_TGI-II  

Prancha nº01 de apresentação

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