Relatório do Encontro Melhoria da Qualidade da Informação sobre Causas de Morte no Brasil Português

Page 1

OUT, 2017

ENCONTRO SOBRE A MELHORIA DA QUALIDADE DA INFORMAÇÃO SOBRE CAUSAS DE MORTE NO BRASIL

Relatório O encontro teve como objetivo discutir a melhoria da qualidade da causa de morte no Brasil, contando com a participação das 3 esferas de Governo, Sociedade Civil, Universidades e Instituições internacionais. O evento consistiu na realização de uma Oficina, sete Mesas-Redondas, nove Painéis e uma Reunião de coordenação de projeto piloto, o qual reúne sessenta cidades em um esforço de melhorar a qualidade de informação, sobretudo no âmbito da vigilância do óbito. Foram 47 palestras, sob coordenação de renomados pesquisadores e proferidas por notórios especialistas da área, vindos das mais diversas regiões do País, como também do exterior.

DESTAQUES

03/10

Boas- Vindas Lançamento do APP

04/10 Painéis

05/10 Saúde Brasil Premiação 60 cidades


OUT, 2017

FICHA TÉCNICA Responsável: Ministério da saúde do Brasil - Maria de Fátima Marinho de Souza Vital Strategies - Ashley Frederes Universidade de Melbourne - Alan Lopez Universidade Federal de Minas Gerais - Elisabeth França Editora chefe: Helena Ferreira Editor Assistente e revisão: Raquel Barbosa de Lima Paula Carvalho de Freitas Carolina Cândida Cunha Projeto Gráfico e Organização: Paula Carvalho de Freitas Tradutora: Paula Carvalho de Freitas Equipe Técnica: Andréa de Paula Lobo Andressa Silveira Adauto Martins Soares Filho Aglaêr Nóbrega Bruno Zoca de Oliveira Carolina Cândida Cunha Caroline da Silva Tonietto Cintia Honorio Vasconcelos Denise Porto Isabela Vitral Manuella Coutinho Brayner

Maria Antonieta Delgado Marinho Mariana Gonçalves de Freitas Marlise Kroth Lippert Mayara Rocha dos Santos, Patrícia Pereira Vasconcelos de Oliveira Rayone Moreira Costa Veloso Souto Valdelaine Araújo Valdirene Aparecida Anacleto Vívia Belizário Oliveira Wagner Santos de Jesus Yluska Myrna Meneses Brandão e Mendes

Relatório do Evento Sobre a Melhoria da Qualidade da Informação dobre Causas de Morte no Brasil, 2017. Departamento de Vigilância de Doenças e Agravos não Transmissíveis e Promoção da Saúde Secretaria de Vigilância em Saúde - Ministério da Saúde. Setor de Rádio e TV, Via W5 Norte 701, Ed. PO700, 6º andar – DANTPS CEP: 70723-040 Brasília – DF Brasília/DF, 2017


OUT, 2017

PREFÁCIO Melhoria da Qualidade de Informação em Saúde BY HELENA LUNA FERREIRA

No âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), é inegável que ocorreram avanços nos diversos sistemas de informação disponíveis. O aprimoramento contínuo desses sistemas passa por questões e hipóteses levantadas a partir dos resultados das análises publicadas e disponíveis no Portal do Ministério da Saúde (MS) e que são levadas adiante, como desafio para solução de problemas, por meio da integração de esforços, dos profissionais da academia, dos serviços de saúde, e também da comunidade local, dentre outros, observado as políticas públicas de saúde e marcos legais dos sistemas Inter federativos do Brasil que possam orientar na condução de ações estratégicas para reduzir cada vez mais as diferenças regionais relevantes que ainda persistem (SAÚDE BRASIL 2013). Para a melhoria contínua da situação de saúde de uma população, há que se realizar e consolidar estudos que articulem os determinantes e condicionantes da saúdedoença com os problemas da população, levando-se em consideração a mortalidade e morbidade, estrutura dos serviços, e seu impacto na resolução dos problemas analisados (SAÚDE BRASIL, 2004).

Ademais de produzir conhecimento, essa experiência é um processo interno valioso também para instigar reflexão e aprimoramento institucional, fortalecer a capacidade analítica dos profissionais participantes, retroalimentar os sistemas de informação em saúde, e nutrir espaços de debates de diversas natureza, o que proporciona a aproximação de técnicos, gestores, consultores, pesquisadores, professores, estudantes, das mais diferentes áreas, para discutir temas comuns a todos, a partir de diversos ângulos de visão (SAÚDE BRASIL, 2013). Tais espaços de debates podem ser ampliados nos diversos níveis de gestão, quer seja municipal, estadual, federal, ou mesmo, internacional, na medida em que proporciona Encontros com participantes de outros países, como este que aconteceu em Porto de Galinhas, PE, no período de 02 a 06 de outubro de 2017: “Encontro sobre a melhoria da qualidade da informação sobre causas de morte no Brasil”.


OUT, 2017

ANACONDA 2/10 - Oficina pré-evento BY CAROLINE TONIETTO E MARLISE KROTH LIPPERT

Coordenação: Dácio Rabello, Dr. Lene Mikkelsen e Ana Cláudia Medeiros. Palestra 1: Análise de Causas de Mortes Nacionais para Ação (ANACONDA) Prof. Alan Lopez Palestra 2: Dez passos para melhorar a qualidade dos dados: a estrutura sequencial da ANACONDA Dr. Lene Mikkelsen Palestra 3: Funcionalidades da Anaconda Ana Claudia Medeiros. A Dra. Fatima Marinho, presidente do evento, fez a abertura do evento. Agradeceu ao Instituto IRIS e a equipe do Ministério da Saúde que trabalhou na tradução da Ferramenta “Anaconda”, cujo objetivo é aprender como utilizar os dados, avaliar de forma crítica e interpretar os dados. A apresentação deste tema no evento teve como objetivo entender a importância de dados de qualidade, ensinar os passos que devem ser seguidos e tornar o operador confiante.

Alan Lopez apresentou a parte conceitual da ferramenta, em que se avalia a qualidade dos dados de mortalidade, ao tempo em que apontou os principais conceitos como: demográficos, epidemiológicos, e, também, o índice de desempenho das estatísticas vitais (VPSI). Explicou, ainda, que o dado para ser útil deve considerar: idade, sexo e completude dos registros. Na sequência, demonstrou gráficos exemplificativos de alguns países. Esclareceu que a ferramenta não fará ajustes, só mostra onde será necessário fazer as correções


Dia 2/10 - Oficina pré-evento Lene Mikkelsen apresentou os 10 passos da ferramenta, como também a forma que deve ser analisado cada um dos gráficos. Ana Claudia de Souza, por sua vez, demonstrou como usar a ferramenta desde sua instalação em Português até a forma de usa-la. Assim, introduziu o tema discorrendo sobre como abrir uma base de dados, exportar, observar, e principalmente analisar este dado. Dessa forma, abordou tópicos relacionados a fontes, população, óbitos, óbitos por causa, mortalidade por CID, mortalidade segundo classificação do GBD. Observou-se que os garbages foram maiores no sexo masculino. A discussão com os 53 participantes foi bastante produtiva e abordaram aspectos que foram desde a definição do “AAA” do anaconda como o total numa planilha de dados, ou mesmo termo como “completeness” para “cobertura”, considerando completitude como abrangência, até sobre as principais causas de morte e índice de desempenho das estatísticas vitais – VSPI (Q), passando por: ranqueamento de códigos poucos úteis, códigos CID ignorados, distribuição dos óbitos por sexo e idade, estudo comparativo com dados do GBD, certidão de óbitos, óbitos por capitulo da CID, código pouco uteis por níveis e conjunto de causas, causas biologicamente implausíveis, perfil da mortalidade por idade nos grandes grupos de agravos e doenças.

Os palestrantes apresentaram o modo de utilização da ferramenta, a partir de dez passos mostrando os subitens que compõem estes passos. Depreende-se, portanto, que essa ferramenta é utilizada para interpretar dados após sua avaliação de forma crítica, o que propicia a capacitação das pessoas tornando-as mais confiantes no processo de tratamento do dado. Com isso ganha-se mais tempo para análise deste dado.

Ferramenta ANACONDA disponível em Português


OUT, 2017

O EVENTO Dia 3/10 - Manhã Abertura BY ANDRÉA DE PAULA LOBO, ISABELA VITRAL, MARIANA FREITAS, VALDELAINE ARAÚJO

A abertura do evento contou com um vídeo de boas-vindas do Sr Ricardo Barros, Ministro de Estado da Saúde e com a presença de autoridades como o Secretário de Vigilância em Saúde – Adeilson Loureiro Cavalcante; Fátima Marinho DANTPS/MS; Ashley Frederes - Vital Strategies; Alan Lopez - Universidade de Melbourne/Austrália; Alvin Onaka – CDC; José Albertino Souza - Conselho Federal de Medicina; Tarcísio Afonso Nunes - Universidade Federal de Minas Gerais; Mara Beatriz Martins Conceição – CONASS e Alessandro Chagas – CONASEMS. A abertura contou Lançamento so aplicativo AtestaDO pela Dra Fatima Marinho. O aplicativo AtestaDO se destina a apoiar os médicos a preencher adequadamente a Declaração de Óbito e melhorar preenchimento da causa básica de morte e se encontra disponível para download e testes, nas plataformas IOS e Android. Há previsão de lançamento de sua primeira versão em fevereiro de 2018, pelo Ministro da Saúde.

Lançamento do aplicativo AtestaDO para smartphone

Dessa forma, ele apoiará os profissionais para orientações adequadas acerca do preenchimento dos dados. Atualmente, o aplicativo é auto-instrutivo, mas no futuro a expectativa é que ele oriente a causa básica de óbito e seja mais interativo. Foram apresentados menu e principais seções do aplicativo que incluem conceitos de morte, de causa básica de morte, de causa natural de óbito, de óbito fetal, dentre outros. O aplicativo contém uma seção de exercícios práticos sobre o preenchimento da sucessão de eventos que levou ao óbito com identificação automática de possíveis erros.


Dia 3/10 - Manhã Mesa 2: O estado da arte da Iniciativa dados para a Saúde BY ANDRÉA DE PAULA LOBO, ISABELA VITRAL, MARIANA FREITAS, VALDELAINE ARAÚJO

Coordenação: Raquel Barbosa de Lima Palestrante 1: Deirdre Mclaughlin – Iniciativa dados para progresso nos países Palestrante 2: Fátima Marinho – Iniciativa dados para a saúde – melhoria da qualidade da informação sobre causas de morte: situação e progresso no Brasil A mesa foi encerrada com o resumo da importância da qualificação dos dados de nascimentos e mortes para apoio no planejamento das ações de saúde. Os desafios para dar continuidade aos trabalhos foram apontados, sendo um deles, a necessidade de alcançar as regiões mais remotas do Brasil. Além disso, a necessidade de dar continuidade aos trabalhos de monitoramento e avaliação; ampliar as parcerias inter e intra-setoriais; melhorar os serviços de verificação de óbito; implantar o aplicativo AtestaDO também foram citados como importantes pontos para qualificar as estatísticas vitais brasileiras.


Dia 3/10 - Manhã Mesa 3 - Qualidade da informação sobre causas de morte: o desafio do sub-registro de óbitos e dos códigos garbages BY ANDRÉA DE PAULA LOBO, ISABELA VITRAL, MARIANA FREITAS, VALDELAINE ARAÚJO

Coordenação: Juan Cortez Palestra 1: Estratégias para avaliar o sub-registro de óbitos e dos códigos garbage Palestrante 1: Antônio Tadeu Oliveira Palestra 2: Códigos garbage segundo o Estudo de Carga Global de Doenças Palestrante 2: Moshen Naghavi Palestra 3: Códigos garbage segundo o Estudo de Carga Global de Doença (GBD): situação no Brasil Palestrante 3: Elizabeth França A mesa abordou o tema Qualidade da informação sobre causas de morte: o desafio do sub-registro de óbitos e dos códigos garbages.

Apresentaram a situação da proporção de códigos garbages no Brasil e no mundo, bem como as estratégias para redução desses códigos no Brasil. A discussão sobre a importância de qualificar os dados sobre mortalidade foi presente em todas as palestras da mesa em tela, sobretudo a abordagem de uma informação de qualidade para efetivação de políticas públicas de saúde.

Os palestrantes discorreram sobre a estratégia para avaliar o sub-registro de óbito e de códigos garbages.

Importância da integração dos sistemas de estatísticas vitais do Brasil, para que o Ministério da Saúde e o IBGE possam produzir os mesmos indicadores.


Dia 3/10 - Tarde Mesa 4 - Autópsia Verbal

BY CÍNTIA HONÓRIO VASCONCELOS; AGLAÊR NÓBREGA; MARIA ANTONIETA DELGADO MARINHO; CAROLINA CUNHA

Coordenação: Dra. Sandra Valongueiro Palestra 1: Projeto de validação do questionário reduzido de autópsia verbal Dra. Carmen Diva Saldiva de André- Universidade de São Paulo Palestra 2: Uso da autópsia verbal no mundo Dr. Alan Lopez- Universidade de Melbourne Palestra 3: Papel do SVO na definição da causa de morte Dr. Luiz Fernando Ferraz da Silva – Presidente da Comissão Didático Científica-SVOC SP A AV é um instrumento de grande relevância e que seja usado e aprimorado como um instrumento mais curto e usando toda a tecnologia disponível. A análise deve avaliar os resultados entre as perguntas abertas e fechadas. Avaliar o baixo percentual de recusa. Qual a preocupação do médico ao preencher a causa de morte, se existe uma preocupação sobre saúde pública ou apenas o aspecto legal? Em relação ao SVO apontou a urgência de criar redes com um padrão mínimo de estruturação.


Dia 3/10 - Tarde Mesa 5 – Referências legais e normativas para estatísticas vitais no Brasil BY CÍNTIA HONÓRIO VASCONCELOS; AGLAÊR NÓBREGA; MARIA ANTONIETA DELGADO MARINHO; CAROLINA CUNHA

Coordenação: Juan Cortez Palestra 1: As ocorrências das causas mal definidas no Brasil – avanços nos últimos dez anos Maria de Fátima Marinho de Souza Palestra 2: Aspectos éticos na certificação das causas de morte no Brasil José Albertino Souza- Representante do Conselho Federal de Medicina Palestra 3: Preenchimento do atestado médico no Rio de Janeiro: aspectos legais Dra. Raquel Santos Pereira Chrispino – Juíza de Direito do Tribunal de Justiça do RJ As causas externas devem ser melhor investigadas porque em alguns estados a não identificação correta pode parecer que os óbitos por essa causa estão reduzindo. Entre os médicos, existe um receio legal de preencher uma DO. As DNs e DOs poderiam ajudar a identificar pessoas desaparecidas, caso tenham campos que possam identificar a pessoa na DO (cor, sinais aparentes, estatura, idade presumida, vestuário e qualquer indicação que possa auxiliar de futuro seu reconhecimento- Lei 6015/73 art.81).


OUT, 2017

POSTERS Sessão de Pôsteres - 60 Cidades - Premiação


Dia 4/10 - Manhã Painel 1 - A importância dos Serviços de Verificação de Óbito (SVO) no diagnóstico de causas de morte no Brasil BY WAGNER SANTOS DE JESUS; MANUELLA COUTINHO BRAYNER

Coordenação: Fatima Marinho Palestra 1: Qualidade da informação de causas de morte produzidas pelo SVO de Ribeirão Preto Edson Garcia – Diretor do SVO – Ribeirão Preto Palestra 2: Qualidade da informação de causas de morte produzidas pelo SVO Natal Ana Maria Oliveira – Diretora do SVO – Natal Palestra 3: Qualidade da informação de causas de morte produzidas pelo SVO Recife Ívson Soares Henriques – Diretor do SVO Recife Palestra 4: Proposta de fortalecimento da Rede de Serviços de Verificação de Óbito (SVO) no Brasil Paulo Afonso de André – Universidade de São Paulo Um dos pontos levantados foi a importância de ter um protocolo e uma regulação bem definida para evitar envio de corpos para SVO, que não são responsabilidade do serviço, como é o caso de óbitos por causa externa, ou casos em que o diagnóstico da causa de morte pode ser definido sem a necessidade da necropsia (diagnóstico prévio). A relação e a integração entre o IML e SVO foi outro ponto bastante discutido na sessão.

Importância do SVO no esclarecimento de causas de óbitos de interesse nacional e estadual, evidenciando-o como um relevante notificador de Doenças de Notificação Compulsória (DNC). Foi apresentado desenvolvimento do sistema de informação de serviço de verificação de óbito, pelo Diretor do SVO de Recife – PE, que tem o objetivo estruturar as informações produzidas no SVO para proporcionar análises mais eficientes.


Dia 4/10 - Manhã Painel 2 - Melhoria da qualidade da informação das causas por acidente de transporte terrestre no Brasil: interface do projeto Vida no Trânsito com o Sistema de Informação BY RAYONE MOREIRA COSTA VELOSO SOUTO; CINTIA HONORIO VASCONCELOS

Coordenação: Marli Mesquita Palestra 1: Impantação do PVT Otaliba Libânio Palestra 2: Histórico do PVT Cheila Marina de Lima Foram apresentados os resultados do questionário aplicado aos coordenadores locais do PVT. Enfatizou-se a importância da integração de fontes variadas de dados, a partir da criação da Lista Única de Vítimas para posterior cruzamento com as bases SIM e SIH, visando a produção de informações mais próximas da realidade. As capitais com melhor desempenho foram Campo Grande, Belo Horizonte, Curitiba e Teresina, pelos quais se observa 100% de implantação da Comissão Inter setorial e Comissão de Análise de dados e redução das taxas de mortalidade.

Redução das tendências de taxas de mortalidade em decorrência de ATT, principalmente a partir de 2014, explicada pela crise econômica. Observa-se ainda que 72% das capitais possuem acesso as bases de internações; 63% realizam linkage; 81% trabalham com a Lista Única de vítimas; 45% produzem indicadores de óbito e 38% dos indicadores dos feridos graves. Com relação aos códigos Garbages (V 98 e V 99), em muitas capitais houve aumento desse percentual, como por exemplo Fortaleza, Rio de Janeiro e Natal. Também houve aumento nos códigos V 87 a V89. O maior desafio é a redução de óbitos em motociclistas. Apresentouse a Plataforma de Monitoramento digital do PVT e, por fim, salientou-se a importância de se construir um protocolo de padronização da coleta, investigação e requalificação dos óbitos.


Dia 4/10 - Manhã Painel 3 - A investigação de óbitos com causa de morte classificada com código garbage no Brasil BY YLUSKA MYRNA MENESSES BRANDÃO E MENDES; ADAUTO MARTINS SOARES FILHO

Coordenação: Elizabeth França e Raquel Barbosa Palestra 1: A experiência da aplicação do protocolo de investigação de códigos garbage no Estado (SP) Cátia Martinez- SES São Paulo Palestra 2: A experiência da aplicação do protocolo de investigação de códigos garbage no Estado (RJ) Angela Cascão- SES Rio de Janeiro Palestra 3: Avaliação do protocolo utilizado para investigação de óbitos por causa garbage nas sessenta cidades Raquel Barbosa Primeira Mesa: Cátia Martinez falou do projeto garbage, com as etapas do projeto: reunião MS-SES-SMS; definição dos participantes; Oficina de sensibilização; 1ª etapa do trabalho que foi avaliar banco; 2º etapa reunião com hospitais base, avaliação. A proposta de trabalho foi montada, utilizaram listagem, instrutivo do processo de trabalho, revisão DO; matriz para reconstrução DO; Recodificação. Apresentou resultados positivos. Desafios: conscientização e capacitação médica no preenchimento da DO; institucionalização da vigilância do óbito por causas garbage. Segunda mesa: Angela Cascão apresentou piloto feito no Rio de Janeiro, mencionando as dificuldades do Estado hoje. No projeto utilizou: manuais de investigação hospitalar; protocolo de investigação causas garbage; tabela de justificativas de mudança de causas, ficha especificas. Apresentavam uma meta de reclassificar a causa básica em pelos menos 70% dos casos investigados. Trouxe questionamentos: A meta é de 70% e nos locais de realização apresenta 80%. Então esse percentual se refere ao total de causas código garbage por causas naturais ou externas? O maior percentual de causa garbage foi nos hospitais. Sugeriu que tenha autonomia de fazer fluxos, pois eles investigaram os ocorrentes e não só os residentes; quanto a seleção dos casos: importante troca de informação entre municípios de ocorrência e residência; quanto período de ocorrência: casos a serem investigados- indicou o percentual que se deve ser investigado em cada ano do mês; planejar o protocolo para ano se 2018 como rotina de investigação; em relação ao fluxo do sistema Collect, questionou se esse banco será mantido. Dificuldades relatadas: portuários eletrônicos com pouca informação especifica; exames complementares não realizados; prontuários de difícil localização; tabelas que justifica a mudança da causa incompleta para diagnósticos.


Dia 4/10 - Manhã Painel 3 - A investigação de óbitos com causa de morte classificada com código garbage no Brasil BY YLUSKA MYRNA MENESSES BRANDÃO E MENDES; ADAUTO MARTINS SOARES FILHO

Terceira mesa: Raquel Barbosa apresentou proposta de avaliação do processo que está em andamento do protocolo utilizado para investigação de óbitos por causa garbage nas sete cidades. Falou dos principais pilares (melhoria da qualidade, melhoria do sistema, monitoramento e avaliação, uso de dado). O desafio quando chegou a proposta de códigos garbage foi rever o plano de trabalho e pensar estratégias (acesso listagem, análise que mostrasse caminhos, desconstruir o conceito de articulação para adequar ao novo módulo). Com isso montaram um painel de acesso e compartilhamento. Daí saíram as sete cidades piloto. O painel mostra: local ocorrência, proporção de códigos garbage por estado município, proporção códigos garbage em estabelecimento de saúde. O projeto piloto em sete cidades para códigos garbage utilizou instrumentos de coleta (manuais, fichas investigação). O objetivo da investigação é: conhecer os fatores que influenciam na ocorrência do código garbage e melhorar a qualidade da informação sobre mortalidade, obter subsídios para certificação das causas básicas do óbito. Realizaram revisão de instrumento IOCMD-H. Priorizaram para realização da investigação os hospitais com maior percentual da causa garbage. Explicou a ficha utilizada. Desafios: oferecer orientação que complete a realidade das regiões; Ficha IOCMD-H; Implementar módulo padronizado de coleta de informação para comparação de seus resultados; Informações e campo chaves suficiente para definição de causa de morte.


Dia 4/10 - Manhã Painel 4 - Avaliação da cobertura dos sistemas de estatísticas vitais no Brasil: método direto BY AGLAÊR NOBREGA E DENISE PORTO

Coordenação: Profa. Ana Maria Nogales Vasconcelos Palestra 1: Busca ativa de óbitos e fatores de correção Juan Cortez Palestra 2: Pareamento de dados do registro civil e estatísticas (Sistema de Informações sobre Mortalidade e Nascidos Vivos) Luiz Fernando Lima Costa – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística Palestra 3: Pareamento de dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade e do Sistema de Informação do Registro Civil (SIRC) Beatriz Merguiso Garrido – Empresa de Tecnologia e Informação de Previdência Social (DATAPREV) Palestra 4: Proposta para a declaração de Óbito e Declaração de Nascimento Eletronica no Brasil Arion Carvalheiro – Associação dos Registros de Pessoas Naturais (ARPEN) Palestra 5: Integração de estatísticas vitais no Brasil Dácio Rabello – CGIAE/DANTPS

Importância da integração das bases de dados para produzir indicadores demográficos e de mortalidade mais próximos da realidade

A mesa trouxe o debate sobre a importância da possibilidade de integração das várias bases de dados. Para a geração de estatísticas vitais e produção de indicadores demográficos e de mortalidade, existem os registros do Ministério da Saúde (SIM e Sinasc) e do Registro Civil (cartórios). Porém, essas duas fontes de dados têm gerado dados diferentes. Assim, o SIRC, IBGE, Associação dos Registradores de Pessoas Naturais (ARPEN) e Ministério da Saúde vêm trabalhando para promover a integração dessas bases de dados e produzir informações mais próximas da realidade.


Dia 4/10 - Tarde Painel 5 - Implementação do IRIS no Brasil: resultados preliminares. BY VALDELAINE ARAUJO; MARLISE KROTH LIPPERT

Coordenação: Dr Juan Cortez Palestra 1: Resultado da coleta ampliada para implementação do dicionário de dados para o Brasil Dácio de Lyra Rabello e Mauro Tanaguchi Palestra 2: Apresentação do curso EAD para formação de codificadores Yluska Mendes e Aldinei (UFRN) Palestra 3: Integração IRIS com SIM: Modelos de gestão Celso Escobar O desafio quando chegou a proposta de códigos garbage foi rever o plano de trabalho e pensar estratégias (acesso listagem, análise que mostrasse caminhos, desconstruir o conceito de articulação para adequar ao novo módulo). Com isso montaram um painel de acesso e compartilhamento. Daí saíram as sete cidades piloto. Etapas do projeto IRIS – Brasil: 1) Apropriação da ferramenta; 2) Adequação da ferramenta para o português; 3) Estudos de validação e impacto do uso da ferramenta; 4) Readequação e instrumentalização do processo de trabalho; 5) Integração com o SIM; 6) Planejamento da implantação. Estamos hoje na fase de apropriação da ferramenta com: estudo e testes de manejo, dicionário e padronização, teste piloto, capacitação e sensibilização e coleta ampliada

O que falta fazer? Concluir coleta, revisar dicionário de termos e tabelas de padronização. Há quatro possíveis cenários para implementar o IRIS: 1) Codificação Manual e seleção SCB (método atual); 2) Codificação IRIS e seleção IRIS; 3) Codificação Manual e seleção IRIS (avaliar o impacto do MUSE isolado); 4) Codificação IRIS e seleção SCB (avaliar o impacto da codificação automática isolada). Deveremos definir o escopo do uso da ferramenta no Brasil e o nível do processamento (municipal, estadual ou federal). Integração com o SIM (conexão com o banco de dados e modelo de troca de informações) Planejamento da implantação a partir de 2018.


Dia 4/10 - Tarde Painel 6 - Declaração de Óbito (DO) eletrônica e referências normativas no Brasil BY MAYARA ROCHA DOS SANTOS, VALDIRENE APARECIDA ANACLETO

Coordenação: Ashley D. Frederes e Fatima Marinho Palestra 1: Experiência do uso da Declaração de Óbito eletrônica no Peru Dr. Javier Vargas – Coordenador da Iniciativa Bloomberg RCEV D4H no Peru Palestra 2: Experiência do uso da Declaração de Óbito eletrônica no Equador Dr. José Carlos Andrade – INEC – Equador Palestra 3: Experiência do uso da Declaração de Óbito eletrônica nos Estados Unidos - Centro de Controle e Prevenção de Doenças - USA Dr. Dr. Alvin Onaka Debatedora: Dra. Rachel Santos Pereira Chrispino – Juíza de Direito do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Foram apresentadas as experiências do uso de Declarações de Óbito (DO) eletrônicas em três países: Peru, Equador e Estados Unidos. Inicialmente, foi contextualizado o cenário de cada país anteriormente a implantação do modelo eletrônico de DO. Desvantagens como: DO física estratificada em duas partes, encaminhamento dos dados a bancos distintos, a necessidade de preenchimento duplo da declaração pelo médico, omissão da notificação de óbitos nos países, além de problemas na codificação de causas básicas de morte, foram esplanadas durante a oficina no intento de fundamentar a utilidade de mecanismos mais eficientes de coleta de dados de morte. Posteriormente, foi exibido o programa on line para a produção da Declaração de Óbito desenvolvido pelo Peru, denominado SINADEF.

No Equador, a ferramenta “REVIT”, foi criada com o objetivo de melhorar a qualidade do registro e cobertura e automatizar os dados vitais. A codificação das causas de morte é realizada pelo “INEC” (Instituto Nacional de Estatística). O sistema também está vinculado aos dados do registro civil. A ferramenta está em seu processo inicial e atualmente conta com uma cobertura de 7%. Um dos desafios apresentados foi à resistência dos médicos com o uso da assinatura eletrônica, que se faz necessário para o acesso ao sistema. Além da falta de estrutura tecnológica em áreas remotas do país.


Dia 4/10 - Tarde Painel 6 - Declaração de Óbito (DO) eletrônica e referências normativas no Brasil BY MAYARA ROCHA DOS SANTOS, VALDIRENE APARECIDA ANACLETO

Nos Estados Unidos o sistema de registro de óbitos é totalmente on line onde dispensa a utilização de papel. Esse sistema registra nascimento, casamento e morte. O formulário utilizado é padrão em todo o país e possui um mecanismo de descentralização de registro. Uma das particularidades mencionadas do sistema americano é a pactuação de repasse 80% dos óbitos ao CDC (Centro de Controle de Doenças) em até 10 dias, como ferramenta de controle de doenças. Foi questionada a possibilidade de correção na causa básica de morte nos sistemas de certificação on line e qual a avaliação da cobertura e completude da DO eletrônica no Peru e Equador. Os expositores explicaram que está em processo de elaboração, a inserção de um campo para a correção das causas de óbito. A completude é assegurada pela facilidade de preenchimento do modelo online, entretanto a cobertura precisa ser melhorada. Um ponto positivo ressaltado foi à integração dos serviços de epidemiologia e estatísticas para qualificação do banco de dados, e a perspectiva de integração do IRIS aos modelos eletrônicos de DO.

Os benefícios dessa ferramenta são: Declaração em tempo real; Governo mais eficiente e sustentável;“Matching” entre nascimento e óbitos; Uso do número da seguridade social para a baixa no sistema evitando fraudes.


Dia 4/10 - Tarde Painel 7 - Treinamento de médicos para melhoria da informação sobre causas de morte no Brasil: Oficina e o aplicativo AtestaDO para smartphone

BY CAROLINE DA SILVA TONIETTO

Coordenação: Ana Cristina Vidor e Eleonora G. Walcher. Palestra 1: Projeto Piloto sobre códigos Garbage em hospitais do Pará. Júlia Rachel Monteiro – SES PA Palestra 2: Apresentação do Aplicativo para smartphone AtestaDO e estudos avaliativos Dra. Lenice Ishitani e Paulo Roberto Lopes e Cristiano Lehrer Palestra 3: Apresentação de conteúdo, resultados e avaliação das oficinas com médicos em serviços de saúde Valéria Maria de Azeredo Passos - UFMG O projeto piloto apresentado, mostrou o trabalho na investigação de neoplasias que tem algumas notificações que são consideradas garbage. O trabalho será centrado nas neoplasias desconhecidas, de comportamento incerto e o sarcoma de Kaposi. O piloto foi realizado no Hospital Ophir Loiola utilizando dados do período de coleta de 2013 a 2015. Após o tratamento das neoplasias os códigos garbage caíram drasticamente. Como problemas foram encontrados: dificuldade em resgatar prontuário, letras ilegíveis, falta de informação equipe de trabalho reduzida entre outras. Como desafios foram apresentados : a melhora na qualidade de preenchimento, definição das causas básicas, implantação de vigilância e investigação do óbito. A avaliação do aplicativo AtestaDO, que tem como objetivo a educação continua dos médicos utilizando uma ferramenta em forma de aplicativos e auxiliando os médicos a preencherem corretamente as declarações de óbito. Os itens de avaliação foram usabilidade, aplicabilidade e funcionalidades. Como sugestões tiveram, designer interativo, links para conteúdo técnicos, revisão de casos e links para termos técnicos e como preencher a DO de forma correta. Apresentação das soluções desenvolvidas no aplicativo após a avaliação. Também foi proposta a ampliação do número de palestras, aulas padronizadas e replicadores do correto preenchimento da DO.


Dia 4/10 - Tarde Painel 8 – Experiência do uso do método de autópsia verbal no Brasil

BY MANUELLA COUTINHO BRAYNER, ANDRESSA SILVEIRA

Coordenação: Elisabeth França e Raquel Barbosa Palestra 1: A experiência do uso do método de autopsia verbal no Estado do Tocantins Frederico Leão – SES Tocantins Palestra 2: Comparação do questionário atual do ministério da saúde e questionário av reduzido proposto para uso no Brasil Carolina Candida Cunha – Universidade Federal de Minas Gerais Palestra 3: Importância do treinamento de pessoal para aplicação do metodo de autopsia verbal e resultados da aplicação do questionário reduzido de av em estudo de validação Dra Ana Luiza Bierrenbach – USP Palestra 4: Uso do método de autópsia verbal para definição de causa de morte: qual o custo? Dr. Daniel Cobos - Instituto Suíço de Saúde Pública e Tropical Foram relatadas as experiências do uso da AV no estado de Tocantins; a Comparação dos questionários de AV atual e o reduzido; a importância do treinamento de pessoal para aplicação do método de AV; e o custo para aplicação do método de AV. O estado do Tocantins expôs que apresentavam um percentual muito elevado de causas mal definidas em 2008 o que motivou o estado a criar um formulário próprio de investigação e monitoramento das Declarações de óbitos destas causas. Ressalto a efetividade dos campos pertencentes ao formulário como casos com laudos do SVO/IML e casos de notificação compulsória (proporcionando acompanhamento no Sinan), resultando em uma redução das causas mal definidas.

Foi sugerida a redução do questionário e um acompanhamento online das demandas com acesso mais fácil dos envolvidos. Espera-se que a utilização dos questionários reduzidos torne a investigação mais rápida, sendo necessário um estudo piloto de implantação em campo e o treinamento contínuo dos profissionais de saúde para saberem extrair as informações necessárias para o preenchimento do instrumento. No Brasil, a AV tem um custo muito elevado, relacionado a fatores estruturais tais como aquisição de veículos, equipamentos, treinamentos e seleção de equipe. Numa comparação entre Brasil e Bangladesh a maior diferença apontada está no financiamento. No Brasil, a maior parte dos recursos são públicos; em Bangladesh mais de 73% vem de recursos privados. A Dra. Lenne expôs, ainda, o uso da AV como temporária uma vez que certificando os médicos, os números de garbage codes diminui, o que justifica o motivo para se arrecadar recursos visando financiar os custos apontados pelo Dr.Daniel Cobos.


Dia 5/10 -Manhã Painel 9 – Proposição de novo formato da publicação do Livro Saúde Brasil e proposta de implementação e descentralização da produção do conteúdo. BY AGLAÊR NÓBREGA; ANDRÉA LOBO; MARIANA FREITAS

Coordenação: Patrícia Oliveira Palestra 1: Lançamento do livro Saúde Brasil 2017 – Capítulo: estatística vital Dácio Rabello Palestra 2: Análise de dados em Saúde para 2018 Richard Delaney Palestra 3: Proposição do novo formato para o Saúde Brasil 2018 Marta Rovery Palestra 4: Convite à participação da elaboração o Saúde Brasil 2018 Fátima Marinho A proposição do novo formato da publicação Saúde Brasil para o ano de 2018 foi apresentada dando ênfase à necessidade de fortalecer as habilidades das equipes dos estados e municípios para suas capacidades de análise. Foi ressaltado que a proposta do Saúde Brasil é baseada em três pilares: as Unidades Federadas conhecem melhor seus próprios dados, por isso a necessidade de descentralização; necessidade de capacitação dos técnicos para o desenvolvimento das habilidades teóricas sobre análise de dados; A importância de colocar em prática o uso da informação para ação.

O novo formato do Saúde Brasil se dará por meio de um painel de dados e a proposta será desenvolvida e compartilhada com os grupos estaduais interessados por meio de oficinas que serão realizadas nos meses de abril/maio. Para essas oficinas, o objetivo será obter os resultados iniciais para a plataforma. Vale salientar que o plano de análise será uma forma de também qualificar as equipes técnicas. Outro ponto importante é que a ênfase não será apenas na análise de dados e sim na forma de apresentalos, deixando-os mais objetivo para o embasamento da gestão.


Dia 5/10 Tarde Encaminhamentos Finais BY ANDRÉA LOBO; ISABELA VITRAL

Palestrante : Fátima Marinho A Dra. Fátima Marinho apresentou um resumo, contextualizando todos os temas que foram discutidos ao longo da semana e sempre salientando a importância da obtenção de dados de qualidade. Nesse sentido, o desenvolvimento do aplicativo AtestaDO e o formulário para autopsia verbal, entre outras estratégias, são importantes ferramentas para apoiar as equipes de vigilância do óbito. A importância de melhorar trabalho com Serviço de Verificação de Óbito e melhorar a interface com o Instituo de Medicina Legal também foi considerada. A continuação do protocolo para padronizar a investigação dos códigos garbage ou pouco útil para a saúde pública – é fundamental para melhoria da qualidade do registro da causa básica de óbito. Essa estratégia funcionou e que deu resultados nas sessenta cidades do projeto piloto. As referências legais e formativas foram trazidas para elucidar que os temores da classe médica quanto ao preenchimento da Declaração de Óbito podem ser dirimidos, dado que as orientações são legalmente embasadas. Foi lembrada também a necessidade de apoio ao estado do Rio de Janeiro no que diz respeito ao Serviço de Verificação de Óbito e demais estados que ainda não têm esse serviço, como a Bahia, por exemplo.

Foi discutido cobertura dos sistemas de informação de eventos vitais em pequenos municípios, dado que ainda há incompatibilidade entre os resultados quando comparados os sistemas do Ministério da Saúde e os resultados obtidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Essa diferença não deve existir, sobretudo pelo fato que a busca dos formulários (DN e DO) nos cartórios de registro civil também deve fazer parte da rotina dos serviços de vigilância epidemiológica. Ashley D. Frederes discorreu sobre a importância do evento e valorizou o comprometimento da equipe para melhorar a qualidade da informação. Além disso, Ashley também fez votos para que estratégias ainda melhores e agradeceu em nome da Vital Strategies pelo Brasil ser um modelo para o mundo. Elizabeth França agradeceu a oportunidade de participar de um projeto de tão grande relevância. Por fim, houve a premiação de seis cidades participantes do Projeto para Melhoria da qualidade da informação das causas de óbito nas sessenta cidade.


Dia 5/10 Tarde Premiação

BY ANDRÉA LOBO; ISABELA VITRAL

1º lugar: “Experiência da implantação das ações para a melhoria da qualidade da informação sobre causas de morte nos hospitais de Natal/RN em 2017” Autoras: Maria Antonieta Delgado Marinho, Maria do Carmo Lopes de Melo, Francidália Bezerra de Lima, Maria Lima Alves, Denise Guerra Wingerter, Maria Suêly Lopes Correia Pereira.

2º lugar: “Estratégia desenvolvida para redução dos óbitos por causas inespecíficas e mal definidas (códigos garbage) no Recife-PE” Autores: Conceição Oliveira, Verônica Sposito, Maria José Cabral, Rebeca Holanda, Jonas de Farias Neto, Luiz Carlos Silva, Sarita Ferraz, Cândida Pereira e Patrícia Ismael.

3º lugar: “Qualificação das inofrmações sobre mortalidade em Sobral-CE "projeto códigos garbage" Autores: Sandra Maria Carneiro Flôr, José Machado Linhares, Wandemberg Silva Figueiredo, Maria Aparecida Martins, Maria Lúcia Aguiar, Josiane Alves Dorneles, Maria Josimar Bezerra e Manuela Monte


Dia 5/10 Tarde Premiação

BY ANDRÉA LOBO; ISABELA VITRAL

4º lugar: “Qualidade da informação sobre causas de óbitos em Balneário Camboriú/SC” Autoras: Leila Suzete Zimmermann Crocomo e Ionice Maria Amaral

5º lugar: “Projeto códigos garbages, investigações de óbitos por causas mal definidas, Cuiabá, janeiro a julho, 2017” Autora: Marly Mayumi Tutiya

6º lugar: “A melhoria das causas basicas de óbito mediante recodificação dos códigos garbage em Cáceres/MT” Autores: Sandra Mara Fernandes Bonilha e Nilza Nore Malheiros Hayashi.


OUT, 2017

PROJETO 60 CIDADES Dia 6/10 - Manhã BY PATRÍCIA PEREIRA VASCONCELOS DE OLIVEIRA

Tema discutido: Implementação do projeto de melhoria da qualidade do diagnóstico da causa de morte nas sessenta cidades selecionadas em 2018 . Pontos Fortes: Com relação a aspectos considerados

favoravelmente positivos ao projeto, foram levantados: facilidade na primeira etapa do trabalho; pessoas treinadas para codificação; criação de rotinas dentro do trabalho de codificação com capacitação a partir de visitas de outros profissionais; abordagens feitas em hospitais que oferecem residência médica como oportunidade para discussão entre médicos residentes. Foi posto considerar como impacto favoravelmente positivo a discussão sobre inclusão de residentes nesse campo de atuação; estratégias para conversas diretas com a direção do hospital; facilitação de aproximação com outros comitês de interface; resultados alcançados acima de 50%; melhoria do processo de trabalho a partir da reunião de 2016, realizada em Natal; planejamento para 2018; grande interesse no trabalho; ampliação do projeto para um número maior de municípios a partir de gestão estadual.

Pontos Fracos: falta ou dificuldade de acesso

a médico qualificado para certificação das investigações; necessidade de abordar a residência médica; falta de agenda para tratar do tema “Declaração de Óbito” com os médicos; falta de codificador ou apresentaram dificuldades na codificação diante do que é pedido, ou ainda, perderam a equipe que codifica e registra; mudança na ficha; falta de acesso ao Collect. Também, a insuficiência no que concerne recursos humanos, recursos financeiros e infra-estrutura para este tipo de trabalho; prontuários de alguns hospitais desordenados; falta de NHVE estruturada em hospitais; falta de SVO; dificuldade em obter apoio da gestão; centralização do banco de dados do SIM no Estado; falta de apoio da SES; baixa adesão ao projeto, uma vez que os profissionais acham que estão trabalhando como voluntários para o ministério da saúde e não para a rotina da secretaria.


Dia 6/10 - Manhã BY PATRÍCIA PEREIRA VASCONCELOS DE OLIVEIRA

Como sugestão houve propostas que foram agrupadas nos seguintes âmbitos:

Médicos: investir na capacitação e médicos; utilização,

como também capacitação, da rede SUS; necessidade de revisão de alguns códigos; agenda para discussão sobre garbage; educação continuada, sobretudo se valendo de profissionais que já possuem; estabelecer parceria com o CFM para ajudar na articulação e comunicação.

Hospitais: obrigatoriedade de ter NVEH quando for

implementado um hospital; ajudar os estados a fortalecerem os núcleos de NVEH valorizando seus profissionais como peça chave para a vigilância; trazer para a rotina do projeto os hospitais que possuem NVEH – aumentar a parceria com os núcleos.

Ministério da Saúde: oficializar o projeto

com documento emitido pelo ministério da saúde qualificando o investimento e assim explicitar sobre: a estratégia, como também o trabalho que está sendo desenvolvido, no sentido de reforçar sua importância no âmbito da gestão local, sobretudo, diante da necessidade da melhoria da qualidade da informação sobre causas de mortes no local e consequentemente no Brasil. Sensibilização dos gestores: sensibilizar os gestores sobre o que está sendo desenvolvido de modo a dar ciência aos profissionais de maneira mais ágil; passar o projeto em CIT e CIB para que chegue ao âmbito da gestão; reforço no processo de descentralização do banco de dados; redução de GC, na medida em que o considere como indicador a ser pactuado; descentralização dos banco de dados.


OUT, 2017

O QUE FALARAM? A morte também nos ensina e nos mostra que caminho a saúde pública deve seguir. Alessandra Galvão Martins, Boa Vista/RR (Projeto 60 cidades).

Evento perfeito, temas de relevância, boas discussões e encaminhamentos e, excelente organização.

Catia Martinez, Diretora Técnica de Saúde Centro de Informações Estratégicas em Saúde – CIVS Coordenadoria de Controle de Doenças – CCD SES/SP.

Os temas abordados foram uma troca de experiência e um impulso para melhor qualificação no monitoramento das causas de óbitos. Elizabeth de Souza Fontenele, Tucuruí/PA (Projeto 60 cidades).

Considero imprescindível para o alinhamento de processos e fluxos entre os DSEI’s e Secretarias Municipais e Estaduais de Saúde Edylene Maria dos Santos Pereira, Sanitarista Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas, Fundação de Vigilância em Saúde, Núcleo de Sistemas de Informação.

Os temas abordados no encontro mostram a intersetorialidade que perpassa a gestão da informação em saúde no Brasil”. Maria Volpato Kropiwiec, Joinville/SC (Projeto 60 cidades).

Ao mesmo tempo em que nos traz conhecimento, nos motiva!"

Yuri Figueiredo, Florianópolis/SC (Projeto 60 cidades)

“O encontro para mim foi como estar na beira de uma baia vendo o desaguar de um grande rio trazendo água de seus afluentes”. Aloisio Geraldo Sabino Lopes, Nova Iguaçu/RJ (Projeto 60 cidades).


Na minha opinião todos os temas abordados neste encontro foram bastante ricos, pois além de mostrar as diversas experiências, nos conscientizou da necessidade de melhorarmos as causas de morte”. Marly Mayumi Tutiya, Cuiabá/MT (Projeto 60 cidades).

Achei bastantes pertinentes todos os temas abordados, ajudaram a esclarecer melhor nossa rotina de trabalho”.

Daya Devi Oliveira, Vigilância do Óbito, Secretaria Estadual de Saúde de Aracaju/SE.

Os temas abordados no encontro foram super bem elaborados e muito produtivos e satisfatórios para os participantes, fazendo com que a causa de morte nas declarações de óbito sejam bem definidas, os participantes saíram satisfeitos e com entusiasmos para continuar esse projeto no Brasil que é muito importante”. Diego Braz Pacheco, Santarém/PA (Projeto 60 cidades).

“Este encontro abordou a experiência da problemática da realidade do trabalho integrado que tem sido realizado pelos profissionais para resgate das causas, através de uma investigação criteriosa e de boa qualidade, tanto no preenchimento quanto na melhoria da qualidade das informações, entretanto precisamos ainda intensificar as atividades de pesquisas de campo nas diversas fontes melhorando o sub registro de óbitos e nascimentos, bem como a regularização dos locais de sepultamentos, reestruturação e melhoria do fluxo de informações dos Serviços de Verificação de Óbitos”. Cristiannete Guimarães Corrêa, Coordenação de Vigilância de Óbitos Maternos, Infantis e Fetais, Departamento de Epidemiologia e Controle de Doenças, Secretaria de Estado da Saúde/SES/MA.

Todos os temas discutidos neste encontro foram de capital importância para nortear e subsidiar políticas públicas com impacto direto na qualidade de vida do povo Brasileiro”. Clemilda Soares Marques, CIEVS/ES, Equipe do Centro de Informações Estratégicas e Resposta em Vigilância em Saúde, SESA/GEVS/CIEVS-ES.

Um excelente aprendizado em todo o encontro. Uma evolução muito grande em nosso aprendizado. Foi uma ideia brilhante em trazer as experiências de outros países, contribui e muito para nossas demandas rotineiras. E assim amadurecer ideias para um futuro melhor na qualidade de todo o trabalho. O melhor evento que participei até o exato momento”. Nicolau Abdalah Antun Neto, Cruzeiro do Sul/AC (Projeto 60 cidades). O encontro foi valioso, pois falamos de vida ao pensar em estratégias para melhorar a qualidade da informação do Sistema de Mortalidade".

Cáritas Marquez Franco, professora adjunta da Pontifícia Universidade Católica de Goiás e Coordenadora da Comissão de Avaliação do Curso de Medicina da PUC-Goiás.


Apresentações do Encontro sobre melhoria da causa básica de morte Pernambuco - 2017 http://svs.aids.gov.br/dantps/centrais-deconteudos/eventos/2017/pernambuco Painel de Monitoramento de Óbitos Classificados com Causa Básica Garbage Code http://svs.aids.gov.br/dantps/centrais-deconteudos/infograficos/mortalidade/codigos-garbage/


Millions discover their favorite reads on issuu every month.

Give your content the digital home it deserves. Get it to any device in seconds.