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Brasília, domingo, 12 de janeiro de 2014 •

CORREIO BRAZILIENSE

Crianças, subam a bordo Antes de contratar serviços de transporte escolar, é importante buscar informações sobre as empresas Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press

» PAULA BITTAR ESPECIAL PARA O CORREIO

or falta de tempo — e agora até para fugir do trânsito caótico na hora do rush —, os pais muitas vezes não conseguem levar os filhos ao colégio. Então, o transporte escolar é a melhor opção para que as famílias conciliem a rotina de trabalho com os estudos das crianças. No entanto, é preciso ficar atento a alguns pontos antes de contratar esse serviço — como buscar referências e segurança. Além disso, o preço não deve ser o requisito primordial. Edimar dos Santos Lacerda, servidor público, teve uma experiência ruim com a contratação da van para o filho mais velho. O transportador, por exemplo, não tinha cuidado em receber a criança — principalmente na hora de atravessar a rua. “Se não tiver confiança na pessoa que transporta, não há tranquilidade”, conta. Já com a filha Ana Júlia, 10 anos, foi bem diferente. Ela vai à escola com a mesma empresa há cinco anos. Hoje, a irmã Ana Paula, 6, também segue junto. “Eu e minha esposa trabalhamos longe de casa e da escola deles. Ficaria difícil levar e buscar as meninas todos os dias. Assim, pegamos informações de empresas com outros pais, pesquisamos e vimos que havia uma muito bem conceituada. Fomos até a casa dos donos para conhecê-los”, conta Edimar. A preocupação pode parecer exagero, mas, quando o assunto é o bem-estar do seu filho, melhor ter cautela.

P

Ana Júlia (atrás) e Ana Paula: os pais das garotas procuraram todo tipo de informação sobre a empresa antes de contratar o serviço

Fique atento!

Legislação

Os veículos destinados para transporte escolar devem ter: » Registro como veículo de passageiros; » Inspeção, duas vezes ao ano; » Faixa amarela com a inscrição “Escolar” a meia-altura e em toda a extensão das partes laterais e da traseira; » Registrador inalterável de velocidade e tempo; » Lanternas dispostas nas extremidades da parte superior dianteira e lanternas de luz vermelha, na parte traseira; » Cintos de segurança em todos os bancos do veículo.

Não há idade mínima exigida por lei para o transporte de crianças por veículos escolares. A legislação exclui o transporte escolar do uso obrigatório da cadeirinha. Segundo o presidente do Sindicato dosTransportes Escolares de Brasília, Aldemir Nogueira, o cinto abdominal é ajustado em cada passageiro mirim, sem que a segurança seja prejudicada. No caso de uma criança de colo, o monitor ou um responsável adulto deve carregá-la durante o traslado. Quem está habilitado a conduzir esse tipo de transporte é o motorista com carteira de cate-

Fonte: Detran-DF

goria D, maior de 21 anos, que tenha sido aprovado no curso específico para condução escolar. Não pode ter cometido nenhuma infração grave ou gravíssima nem duas médias. O carro autorizado a rodar passa por uma vistoria prévia, quando são verificados vários itens de segurança, como pneus, cinto de segurança e extintor de incêndio.“O monitor não é obrigatório, mas acredito ser imprescindível para auxiliar na ordem”, afirma Aldemir Nogueira.

Segurança Além disso, é preciso verificar se o transportador está com

os documentos em dia. A autorização é renovada semestralmente no órgão de trânsito e deve ser fixada na parte interna do veículo, em local visível, contendo o número máximo de passageiros permitido pelo fabricante. Quando o preço é um pouco mais alto, com certeza tem algum valor agregado, como carro novo ou monitor para auxiliar na viagem para a escola e no retorno para casa. Alguns transportes escolares oferecem o serviço de rastreamento. Os pais podem acompanhar pelo computador todo o itinerário — assim nenhum detalhe sobre o transporte do dia se perde.

Matéria sobre transporte escolar para o especial Volta às aulas  
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