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8 • CORREIO BRAZILIENSE • Brasília, quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014 • Diversão&Arte A Hit no Twitter: twitter.com/colunahit

No Facebook, procure por “Coluna Hit”

Fotos: Rômulo Juracy/Divulgação

ADRIANA IZEL adrianaizel.df@dabr.com.br

Tuíte “Timbalada traz axé pra você #precarnaval #ensaiogeraltequero” (@marilinia)

DE VOLTA Depois de um ritmo acelerado nas férias, o projeto Deu Samba retorna à programação mensal na Asbac (SCES, Tc. 2). A edição de fevereiro será no dia 14, com shows das bandas Mistura Perfeita, Di Propósito (foto) e Não Seja Por Isso. Todas conhecidas por tocarem frequentemente na balada. Ingressos a R$ 30 (homen) e a R$ 10 (mulheres), até as 23h30.

a ueirog ndro Q a e L e sa aís Sou Lara, L n o s r e And

rlo Gianca ranco e F lo u a ,P s Bueno Viniciu

Na web Assista ao clipe da música Me beija, do grupo Di Propósito ●

Hit indica Hoje, a partir das 20h, estreia o projeto Old School, na Hög Club (SHS, Qd. 6). O evento in veste no hip-hop e na música eletrônica dos anos 1970, 1980 e 1990. Na primeira edição, tocam os DJs Bell Mesk e Marcelo Kbça. Até as 22h, a entrada é franca.

a ne Meir e Maria a r a y a nier, N Lamou Wemilly

Axé

Já é tradição do período antes do carnaval: a banda Timbalada desembarca em Brasília para show na AABB (SCES, Tc. 2). Embalado pelos ensaios em Salvador, que rolam até o início da folia, o grupo de percussão apresentou os principais sucessos e ainda cantou músicas de outros artistas, como o Lepo lepo, do Psirico, forte candidato a hit do verão de 2014. Mesmo sendo um domingo, o público compareceu em peso e ainda curtiu os shows dos brasilienses Daniel Duran e do Camafeu. Camila Braga e Guilherme do Vale

Elisângelo Bonfim/Divulgação - 28/12/13

AS FESTAS CITADAS NESTA COLUNA NÃO SÃO RECOMENDADAS PARA MENORES DE 18 ANOS

TEATRO / O ator e diretor Rodrigo Fischer fala sobre a surpreendente experiência em Nova York no seu mais novo trabalho

de uma residência cultural. É um espaço de cultura privado que oferece a infraestrutura paodrigo Fischer segue re- ra o artista criar. O suporte pode sistindo à aridez que se variar de residência para outra, mostra muitas vezes co- mas a finalidade é sempre a mesmo cenário na sobrevi- ma: possibilitar o desenvolvivência da arte. O ator e diretor, já mento de projetos artísticos, conhecido do público brasilien- sem exigir qualquer pagamento se, não cansa de se reinventar. À em troca, apenas o aprimorafrente do Grupo Desvio, criado mento. Misanthrofreak, o mais em 2001, a experimentação no novo trabalho de Fischer, nasteatro vem tomando todos os ceu a partir dessa experiência. Já a inscrição trabalhos do arao processo seletista. A procura tivo da residênpelo aprimoracia Here foi desmento prático o pretensiosa. Da levou a aprofunincerteza dos rudar no cinema mos que o projeem busca de eleto tomaria, o ator mentos que ajue pesquisador redem na compocebeu um convisição cênica. te de outra casa “Como direde incentivo à tor, nunca encaValor arrecadado por cultura, a 3-Lerei bem peças meio da internet para o gged Dog, o que o ditas como teafinanciamento da peça s u r p re e n d e u . trais. Questionava: como posso resolver isso?”, “Me disseram: ‘Só queremos que conta o ator. A inquietude o lan- você desenvolva o seu trabalho. çou na pesquisa para o doutora- Não queremos nada em contrado na Universidade de Brasília partida’. Foi incrível ouvir isso, UnB). “A minha pesquisa é sobre quase chorei. Ofereceram a escomo a linguagem cinemato- trutura física do teatro e ajuda gráfica pode ajudar o teatro. com a produção. Um espaço de Meu estudo é baseado na obra referência em Nova York”, relemdo cineasta John Cassavetes, bra Rodrigo Fischer. Aproveitou a oportunidade considerado o pai do cinema independente. Entrevistei pessoas para estruturar a peça para futuque trabalharam com ele para ras apresentações, como a temporada já confirmada na Europa desenvolver algo prático”, diz. Em 2013, realizou parte da em outubro. A estreia em Brasípesquisa de campo na The City lia não tem data marcada, mas University of New York (Cuny), Rodrigo Fischer espera se apreem Nova York. Ali, surgiu a ideia sentar na capital ainda no pride entrar em processo de seleção meiro semestre.

» PAULA BITTAR

ESPECIAL PARA O CORREIO

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Juliano Chiquetto/Divulgação

Incansávelaprimoramento R$ 13

Juliano Chiquetto/Divulgação

Juliano Chiquetto/Divulgação

Diana Diniz/Divulgação

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Investimentos O financiamento » Na primeira residência, o ator investiu do próprio bolso. Na segunda, buscou ajuda crowdfunding benfeitoria, financiamento coletivo. Arrecadou pela internet por volta de R$ 13 mil. O dinheiro foi todo investido no espetáculo que teve sua primeira apresentação ainda em Nova

ImagensdoespetáculodeRodrigoFischerquefoiaprimoradoemNovaYork

York. “O legal do financiamento coletivo é que não tem concessões. Se você ganhar um FAC, por exemplo, tem que apresentar em lugares menos privilegiados, o que é um absurdo, às vezes. Acho que temos que levar teatro para todo o Distrito Federal sim, mas não há estrutura”, pondera o artista.

O espetáculo » Misanthrofreak é um solo em que o diretor e ator Rodrigo Fischer transita entre o espaço cênico e o espaço cinematográfico, por meio de sua própria interação com tecnologias que permitem a manipulação da cena em diversas instâncias, desde o controle da luz, som, câmera e projeção. O audiovisual é um

reforço para ajudar na percepção do público. “É um monólogo, mas com poucas falas. É uma peça em que eu confronto muito o público”, revela Fischer. www.correiobraziliense.com.br

Assista ao trecho da peça Misanthrofreak apresentada em Nova York e leia entrevista com Rodrigo Fischer.

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Entrevista com Rodrigo fischer