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8 • CORREIO BRAZILIENSE • Brasília, terça-feira, 3 de dezembro de 2013 • Diversão&Arte A Hit no Twitter: twitter.com/colunahit

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Paulo Sousa e Vanessa Sampa io

Fotos: Lula Lopes/Esp. CB/D.A Press

Reprodução

ADRIANA IZEL

Carol Macedo e George Barbosa

NOITE DE NOVIDADES

NO EMBALO DO FUNK CARIOCA

Evelyn Veríssim o e Milena Orlan di

Com nova formação, Thaeme & Thiago (foto) farão uma participação especial no sertanejo de quarta no Prime (Pistão Sul). Este será o primeiro show da dupla em Brasília após a mudança. Quem assume os vocais no local de Thiago Servo é Thiago Bertoldo, ex-vocalista do Grupo Tradição. O evento será em 11 de dezembro, a partir das 22h. Também se apresentam Borges & Fernando, Pedro Eduardo e Guilherme & Giulliano.

MC Koringa tr projeto. O Baile ouxe a Brasília, pela primeira vez, seu novo do Koringa, de ac entrevista ao C orreio, veio à ci ordo com o próprio funkeiro da parece que a fe em sta passou na av de como uma espécie de test e. lotou a Villa M al E ia çã o do público bras ix para assistir iliense, que ao show. Com pirotecnias, Ko muitas coreog ringa apresent rafias ou Dança sensual e Para me prov os principais sucessos como e ocar, e, a galera danças e em co acompanhou na ro. s

Para ouvir: Confira a nova música da dupla, Cafajeste

Hit indica: MPB é a pedida de hoje do Bardot Pub (QS 3, Lt. 13). A partir das 20h, a cantora Nayara Araujo canta clássicos do gênero. Ingressos a R$ 5.

Ana Carolina M oura, Lorena Lambert e Maria nna Fernanda

AS FESTAS CITADAS NESTA COLUNA NÃO SÃO RECOMENDADAS PARA MENORES DE 18 ANOS

CINEMA

O fascínio pela cultura indígena Vídeo nas Aldeias/Divulgação

Filmes produzidos e estrelados por índios, com a supervisão de organização não governamental, têm ganhado festivais e a admiração do público

Cena de As Hiper Mulheres, longa-metragem concorrente do 44º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

Filmes premiados As Hiper Mulheres, de Carlos Fausto, Leonardo Sette e Takumã Kuikuro (2011) Prêmios » Prêmio especial do júri e Melhor montagem no 35º Festival de Gramado; » Melhor som no 44º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro;

» Seleção oficial — BAFICI, Buenos Aires Festival Internacional de Cine Independiente (Argentina/2012); » Prêmio Al Jazeera de Melhor Documentário — VLAFF — Vancouver Latin American Film Festival (2012) O mestre e o Divino, de Tiago Campos (2013)

www.correiobraziliense.com.br

Índio em uma das oficinas de edição do projeto

» Selação oficial —Festival de Rotterdam (2012);

Prêmios » Melhor Trilha Sonora, Melhor Montagem e Melhor Filme na categoria longa documentário no 46º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.

Leia entrevista com Vicent Carelli.

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Vincent Carelli/Divulgacao

sensibilidade das histórias e a relação mútua de aprendizagem entre índios e brancos ultrapassam as telas do cinema. Do simples registro cultural a filmes premiados, a ONG Vídeo nas Aldeias colhe a cada novo projeto os resultados despretensiosos que começaram a ser almejados em 1986. Os segredos do reconhecimento permeiam dois expoentes: um público mais interessado na questão indígena e um trabalho que transcendeu a experimentação inicial. O olhar do índio atrás das câmeras mudou o rumo da documentação dessa cultura. “Eles entendem que o cara lá de fora, o branco, não vai ficar horas assistindo a um ritual que, para os indígenas, é importante. Têm uma vontade de mostrar para as pessoas da cidade algo em que se sintam mais representados, mas, ao mesmo tempo, que conquiste o interesse de quem é de fora”, conta Leonardo Sette, diretor do filme As hiper mulheres (2011) e colaborador por 10 anos na ONG. A tecnologia atrai os jovens índios para a preservação da cultura e a reprodução de histórias de um universo riquíssimo. Esse jovens cineastas em formação

têm em mãos o poder do registro e a missão de quebrar alguns mitos dos povos indígenas. “A ideia básica da apropriação dos meios audiovisuais não mudou, mas a perspectiva do início sim. Tudo começou muito mais para mobilizar comunidades em torno de um discurso de um líder, de um discurso cultural, para ganhar volume e materialidade. Hoje, é um projeto em eterna reformulação”, conta o criador do Vídeo nas Aldeias,Vicent Carelli. Por meio de oficinas, nas próprias aldeias, os índios aprendem a fazer roteiros, a captar imagens e a editá-las. As aulas são interativas, o que permite que toda a aldeia também participe do processo. A segunda etapa acontece na sede principal da ONG, em Olinda (PE). Lá, finalizam o vídeo e atuam na distribuição. Muitas dessas produções já passaram em programas televisivos, festivais de cinema, museus, universidades, escolas e centros culturais. Vídeo nas Aldeias construiu, ao longo de 27 anos, um acervo de mais de 3 mil horas de imagens de 40 povos indígenas brasileiros. Tem, em catálogo, mais de 80 vídeos, sendo que, aproximadamente, metade é de autoria indígena. As gravações estão nas línguas originais e trazem legendas em português, inglês e espanhol; e alguns já em francês e italiano.

Vídeo nas Aldeias/Divulgação

ESPECIAL PARA O CORREIO

Vídeo nas Aldeias/Divulgação

» PAULA BITTAR

Os mestres aprendizes

Cena de O mestre e o Divino: documentário premiado

No 46º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, uma recente produção do Vídeo nas Aldeias ganhou reconhecimento do júri e do público, levando três prêmios em um dos mais importantes festivais cinematográficos do país. O mestre e o Divino, de Tiago Campos, ganhou prêmio de Melhor Trilha Sonora, Melhor Montagem e Melhor Filme na categoria longa-documentário. Em 2005, a convite de Vincent Carelli, Tiago Campos começou a ensinar Divino, um índio cineasta, a editar os próprios filmes. Depois de tantos outros trabalhos e oficinas em comunidades indígenas pelo Brasil, o diretor viu em seu primeiro longa-metragem o sossego para uma inquietação que o acompanhou durante toda a graduação em antropologia na Universidade de Brasília (UnB).“Vi no audiovisual uma ferramenta de compartilhamento. Aprendi a dividir o olhar. Brinco que não faço cinema, e sim documentário”, conta o jovem documentarista. “Nós formamos não apenas os índios, mas também muitos jovens que se animam com o projeto. Como o Tiago, muitos jovens saem e vão fazer suas próprias carreiras. Essa experiência de conhecer um mundo indígena é algo que você ganha para a vida, é superimportante. Darcy Ribeiro dizia que ‘ninguém vai a uma aldeia indígena e sai impune’. Ela muda sua vida, ela abre sua percepção do que é humanidade, a história, a diversidade e a verdade”, lembra Vicent.

O fascínio pela cultura indígena  

Matéria sobre a ONG Vídeo nas Aldeias publicada no Correio Braziliense.

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