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UNIÃO EUROPEIA Fundo Social Europeu

AGRUPAMENTO VERTICAL DE ESCOLAS DE INFIAS Publicação trimestral .Dezembro 2010 . Número 3

a i n a d a d i C

Turquia: Projecto Comenius . Cidadania . Entrevista à Dra. Maria José Pacheco . Visitas de Estudo . Desporto . Unidade de Intervenção Especializada . Notícias das Escolas do Agrupamento e muito mais...


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Editorial

Parabéns!!! Esta é a minha primeira palavra e vai para a equipa que está à frente do nosso jornal escolar Pau de Giz. O Agrupamento de Escolas de Infias - Vizela obteve um meritório 3.º lugar nos prémios do 1.º Escalão (na categoria dos jornais de jardins-de-infância e ensino básico) do Concurso Nacional de Jornais Escolares, organizado pelo Jornal Público. De parabéns está, igualmente, toda a Comunidade educativa pelo seu contributo. Quero, também, congratular-me e mostrar a minha satisfação pela excelente edição deste Jornal escolar com que a equipa do jornal Pau de Giz e a comunidade educativa nos presenteia, dedicada ao tema “Cidadania”. Esta temática resultou da análise dos dados que a equipa de auto-avaliação do agrupamento efectuou e da qual apontou, como problemas e necessidades detectados no Agrupamento, a indisciplina em contexto escolar. Por outro lado, a temática vai de encontro ao que propomos no nosso Projecto Educativo quando apontamos como meta uma acção educativa de qualidade e a criação de um ambiente saudável e estimulante nas escolas do Agrupamento. Tal meta visa minorar o desajuste das normas de conduta dos alunos para com os seus pares e nos espaços escolares. Deste ponto de vista, entendemos que o jornal escolar constitui uma estratégia formativa e permite reforçar os valores de solidariedade, tolerância e respeito pelos outros. É tempo de fazer um balanço de tudo o que aconteceu no primeiro período. Não salientarei nenhuma actividade/projecto em particular. A dinâmica, através das inúmeras acti-

vidades realizadas, foi excepcional e é já uma marca do nosso agrupamento. O conteúdo deste jornal espelha todo o trabalho, motivação e entusiasmo que os nossos professores e alunos colocaram na concretização das actividades propostas no plano anual de actividades. A toda a comunidade educativa, pelo esforço, dedicação e pela abertura que fomentam do Agrupamento ao meio, quero expressar o meu especial agradecimento. Bem-hajam! Nos últimos dias vivemos a experiência da avaliação externa. Para nós foi importante já que assumimos a avaliação como uma questão fundamental e, apesar de sermos um agrupamento jovem, desde cedo apostamos na avaliação interna com a constituição de um observatório de auto-avaliação e, recentemente, com uma equipa de auto-avaliação do Agrupamento, para melhorar o funcionamento da organização (os órgãos, as relações, o clima...), o ensino e a aprendizagem. Reconhecemos, por isso, a pertinência da avaliação externa na complementaridade com a avaliação interna e no feedback para a melhoria. Por último, o contexto é de dificuldades e a sociedade vive momentos difíceis, mas é tempo de transformarmos dificuldades em potencialidade. É tempo de transformarmos estes momentos em novas energias, em entusiasmo e, principalmente, é tempo de acalentar a esperança de que os nossos sonhos se realizem no espírito de Natal. Um Santo Natal (Re)temperem forças em companhia familiar! Um Feliz Ano Novo de 2011

A voz dos Pais

Associação de Estudantes

Ser Diferente com Direitos Iguais

Sim, a diferença marca, os direitos são iguais, embora a sociedade em que vivemos ainda vire a cara ao lado. É triste entrar na nossa Escola e observar que a deficiência cá dentro não toca a maior parte. É triste passar pelos corredores e ouvir “aquele ou aquela são deficientes, não são capazes de…”, só que se esquecem que não são eles os deficientes, mas sim aqueles que não aceitam, que não compreendem, que viram a cara, que não dão a mão. Sim ,os deficientes são estes!

Está na hora de tentar mudar um pouco, não custa dar um pouco de nós, uma palavra, um sorriso, um gesto, um carinho são o suficiente para que estes meninos sintam que são iguais. Vamos crescer como seres humanos, nada de rejeição, nada de discriminação, hoje são eles, amanhã podemos ser nós ou um dos nossos. Ainda que pensemos que estes meninos não sentem a nossa indiferença estamos errados, pois eles sentem e sofrem, por isso, já lhes basta as

Professora Rosa Maria de Almeida Costa Carvalho ( Directora do Agrupamento Vertical de Escolas de Infías)

limitações que cada um deles tem, mas uma coisa posso garantir, são felizes à maneira deles e são capazes de coisas que alguns de nós não somos. Vamos acreditar que alguma coisa vai mudar, vamos dar a nossa mão àquele que mais dela precisa e, por uma sociedade melhor, vamos todos juntos dar as mãos e caminhar em direcção a um futuro onde a discriminação não prevaleça. Mãe de uma dessas meninas

Lista A foi a escolhida para a Associação de Estudantes de Infias

Após a realização de uma boa campanha e com espírito de união, decorreu na passada 2ª-feira, dia 25 de Outubro, o acto eleitoral para a Associação de Estudantes da Escola Básica e Secundária de Infias. O momento da contagem dos votos foi vivido pelos alunos das listas concorrentes com algum nervosismo. Nos dias de campanha que antecederam a este acto, a lista A conseguiu convencer a maioria dos alunos, com acti-

vidades diversificadas como a do touro mecânico, concerto do Bruno Manzarra e a demonstração de rally por Adruzilo Lopes bem como todo o patrocínio do Eskada Club. A lista vencedora espera, ao longo do tempo, mostrar a sua fidelidade, trabalho e empenho aos alunos que representa e que nela depositaram confiança. Duarte Leite Castro Presidente Associação dos Estudantes

FICHA TÉCNICA Coordenação: Manuel Abreu Colaboradores: Professores, Alunos, Associações de. Pais e Associação de Estudantes. Auxiliares de Acção Educativa e Encarregados de Educação. Revisão de textos: Ana Soares, Paula Correia, Paula Mendes, Olema Pereira, Lidia Costa e Isabel Silva Organização gráfica e informática: Nuno Santos Propriedade: Agrupamento Vertical de Escolas de Infías Telefone: 253480320 Email: paudegiz@e-vizela.co.cc Tiragem: 1000 exemplares Depósito legal: 303775/09 Edição digital: http://issuu.com/pau_de_giz


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Em Defesa do Jornal Escolar

Associação de Estudantes promoveu almoço de Natal

Em tempos de crise, como aqueles em que vivemos, é compreensível que, assim que aquela atinge de forma contundente a economia, a nossa ira se volte contra os que – aparentemente - mais directamente são responsáveis pelo estado das coisas: os políticos. Seria, no entanto, aconselhável alargar o foco do nosso descontentamento, de forma a abranger, não só a classe que mais directamente nos (des)governa, mas também aqueles que supostamente teriam por função informar, esclarecer e formar a opinião pública: falamos de jornalistas, professores universitários, intelectuais e comentadores políticos. Só uma opinião pública esclarecida pode fazer face aos grandes desafios do nosso tempo. Ora, em Portugal, ela pura e simplesmente, não existe. A imprensa portuguesa é hoje dominada por grupos económicos poderosíssimos e mesmo os jornais de melhor qualidade vivem subjugados a uma espécie de “ditadura do presente” forçados a, diariamente ou semanalmente, dar relevo a pequenos fait-divers, entre casos de corrupção intermináveis e análises, as mais variadas que só tocam a superfície dos acontecimentos. O mesmo se pode dizer das televisões e das

A Associação de Estudantes promoveu um “Almoço de Natal”, para todas as turmas da escola, no dia 17 de Dezembro. A participação da turma implicou o acompanhamento do Director de Turma e dos professores que foram convidados pelos alunos. Cada turma foi responsável pela decoração da sua mesa, o que resultou em verdadeiras obras de decoração natalícia. No final, as turmas foram responsáveis pela limpeza da sua mesa e do seu espaço. Desta forma, quisemonos associar, participar e viver o espírito de Natal que se sentiu, este ano, de forma intensa na escola. A Associação de Estudantes

estações de rádio. O desfilar de opiniões , e a rapidez com que se diluem, acaba por confundir mais do que esclarecer. As opiniões mais esclarecidas são imersas no vórtice da informação. Tudo acaba por parecer desconexo. Mais tarde ou mais cedo surge o ataque pessoal (“a culpa é do Sócrates”, “ a culpa é do...”). É sempre mais fácil eleger um bode expiatório. Voltamo-nos então para os intelectuais. Por exemplo, os grandes escritores: Saramago, Lobo Antunes. Serão eles o último grande refúgio, aqueles que nos podem esclarecer sobre as realidades mais profundas que atravessam o nosso tempo e que só são apreensíveis através de uma vida de estudo e reflexão? Duvidamos. Se há génio q.b. entre os intelectuais portugueses há também um entrincheiramento entre “artistas” e “cientistas” que nada tem ajudado ao esclarecimento. Estaria Saramago consciente dos avanços das neurociências quando escreveu o seu Ensaio Sobre a Cegueira? Duvidamos. Conhecerá Nuno Crato o suficiente sobre Arte Contemporânea para estabelecer paralelos entre a Arte e os mais recentes avanços científicos e tecnológicos, de forma a que o mundo actual se possa tornar um

pouco mais inteligível? Novamente, duvidamos. Enquanto durar este impasse, e uma nova geração de intelectuais não prolifere nas universidades, devemos mobilizar-nos enquanto cidadãos para resolver os problemas das comunidades em que estamos inseridos. É aí que um jornal escolar pode funcionar como antídoto à desinformação em que vivemos imersos. O jornal escolar trata de assuntos de uma comunidade. Quase de certeza, conhecemos pessoalmente quem nele escreve. Idealmente, não haverá qualquer pressão a impedir que nele se escrevam as “verdades”que podem fazer a diferença para uma comunidade. O jornal escolar pode, de facto, ser o retrato fiel da realidade de uma escola. Pode ser um veículo de novas aprendizagens. Pode contribuir para unir toda a comunidade escolar em torno dos mesmos ideais. Ou pelo menos, poderá fomentar o diálogo frutífero sobre aquilo que é realmente importante. Esperemos que o nosso já premiado “Pau de Giz” possa estar à altura destes desígnios.

Associação de Pais

“A escola é para todos!” No âmbito da comemoração do S.Martinho,a Associação de Pais e Encarregados de Educação da EB1/JI de Tagilde, em parceria com a Junta de Freguesia de Tagilde, com o Conselho Económico e com a Coordenação da Catequese, realizou um Magusto e também uma Feira Escolar com os mais diversos tipos de alimentos, que foram “vendidos a preços simbólicos” pelos alunos e funcionárias da Associação de Pais desta escola. Num espírito de partilha, tal como S.Martinho fez com a sua capa, convidámos os pais e encarregados de educação a contribuir para a Feirinha com alguns produtos alimentares, os quais, participaram de uma forma positiva nesta actividade. Este evento realizou-se no Adro da Igreja de Tagilde, no dia 20 de Novembro de 2010, e esteve aber-

to a toda a Comunidade. Com esta iniciativa, pretendíamos não só fortalecer os laços entre alunos, funcionários, encarregados de educação e familiares, mas também angariar fundos para a própria Associação de Pais. A «Feirinha de Outono» teve um enorme sucesso e só foi possível graças ao trabalho e à dedicação de toda a Comunidade Educativa e da Associação de Pais, numa iniciativa que se revelou muito positiva e que promete continuar com novas actividades, de forma a aproximar cada vez mais toda a comunidade escolar. Assim sendo, a Associação de Pais agradece a todos os intervenientes a colaboração! A Presidente, Cláudia Sieiro Associação de Pais e Encarregados de Educação de Tagilde

Rui Luís Costa Prof. Ed. Musical


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TURQUIA:

um projecto, diferentes escolas co), Inglês, Matemática, Física e Química, História e Geografia, Religião (obrigatório), Educação Física …. Os livros escolares pouco se parecem com os nossos: não há bonecos engraçados para ajudar a fixar a matéria, nem questionários preparados, nem papel brilhante para tornar o livro mais bonito. São livros sólidos, com algumas páginas coloridas, muito texto e valorização das tradições do país.

No âmbito do projecto “1votethought!” (1voto, 1 pensamento) a turma do 8º A desenvolveu uma série de trabalhos que foram apresentados na escola Milli Egemenlik Ġlköğretim Okulu, em Aksaray (região da Capadócia), na Turquia, pelo grupo de alunos e professores que aí se deslocou.

Qualidade portuguesa elogiada por parceiros europeus.

Desde logo, fomos felicitados pela presença simpática dos nossos alunos, o Miguel e a Marta do 8ºA, pois as escolas dos restantes países parceiros apenas enviaram grupos de professores. Os trabalhos apresentados pelo grupo lusitano (que tinham sido desenvolvidos pela turma 8ºA nas área de Formação Cívica, Estudo Acompanhado e Área de Projecto) também foram alvo de elogios, quer pela qualidade dos trabalhos, quer pelo nível da informação apresentada. Os professores turcos, alemães, romenos e polacos ficaram surpreendidos pelo nível de destreza técnica demonstrada pelos nossos alunos na elaboração dos powerpoints apresentados! Na opinião deles, seria muito difícil, nos seus países, alunos tão novos desenvolver trabalhos tão coerentes. Será resultado do “choque tecnológico” em que todos no vimos envolvidos nos últimos anos?

Alunas do 7º ano, contam-nos, em inglês, a história tradicional de Karagoz e Hacivat

Um simpático grupo de alunos no recreio da escola.

Outro país, outra escola, outra rotina. Na Turquia , as crianças entram para a escola aos 5 anos e a escolaridade obrigatória é de 8 anos. Depois, podem prosseguir estudos no ramo científico ou no ramo profissional. A entrada no Ensino Secundário é condicionada pela existência de vagas, tal como acontece no nosso país na entrada para o Ensino Superior. Por isso, os alunos que pretendem ingressar numa escola bem posicionada no ranking, têm de se esforçar para ter bons resultados ao longo dos oito anos da escolaridade obrigatória. O uniforme escolar é obrigatório: bata azul para os alunos do 1º ciclo; camisola cor de laranja e calças cinza (para os rapazes) ou saia xadrez (para as meninas) durante o 2º e 3º ciclos; camisola violeta e calças cinza ou saia xadrez no secundário. Sem uniforme, não se entra na escola! Os professores também têm re-

Na sala de aula, uma aluna do 7º ano leu-nos um conto tradicional turco.

gras para o vestuário: os homens usam fato e gravata e as mulheres vestem roupa discreta, embora a maioria use bata. As professoras e alunas estão proibidas de usar hijabi (tradicional véu islâmico) dentro das instalações escolares, apesar de o usarem com muito orgulho no dia-a-dia fora da escola. Os professores ainda são membros respeitados na socie-

dade. Os alunos tratam-nos com alguma deferência mas também com muito carinho. O dia na Escola começa às 8H e termina sempre às 15H. As aulas têm duração de 60 minutos, com intervalos de 10 minutos, entre cada aula; para almoço, apenas uma hora (das 12H às 13H). As disciplinas são semelhantes às nossas: Língua Materna (Tur-

Omnipresente Ataturk Ataturk (1881-1938) foi o fundador da Turquia moderna, o unificador do país e o primeiro presidente da república, é considerado o “pai da pátria”. A sua fotografia é omnipresente, nos aeroportos, nas lojas de kebabs, nos vendedores de especiarias no Grande Bazar… A escola não é excepção e em todas as salas de aula existe uma fotografia de Ataturk, ladeada da bandeira (também sempre omnipresente) e os seus dados biográficos mais relevantes. Confundidos? Por muito que nos possam parecer estranhas, estas manifestações de patriotismo ajudam a manter a identidade nacional num país enorme, com 70 milhões de habitantes e grande diversidade cultural. Em Março é a nossa vez Como se trata de um programa de intercâmbio, em que todos se visitam uns aos outros, na semana de 28 de Março a 2 de Abril é a nossa vez de receber os seguintes parceiros europeus: Alemanha: dois professores e seis alunos; Hungria (não efectuaram deslocação à Turquia): cinco professores; Roménia: três professores e uma aluna; Polónia: quatro professores e dois alunos; Turquia: cinco professores e dois alunos. Já foi organizado um programa provisório, com visitas culturais ao Porto, Viana do Castelo e Guimarães. Dois dias estão reservados para trabalhos na Escola, pelo que haverá distribuição dos alunos estrangeiros pelas turmas. Este projecto é financiado pela Agência Nacional de Aprendizagem ao Longo da Vida (PROALV) e todos os professores interessados em desenvolver novas parcerias devem consultar a página www.proalv.pt. A Coordenadora, Helena Salazar

“One Vote, One Tought”

Intercâmbio na Turquia O Projecto Comenius resulta de uma candidatura apresentada em Fevereiro de 2010, à Agência Nacional PROALV, pela professora Helena Salazar, do grupo disciplinar de Português. De 1 a 7 de Novembro decorreu a primeira mobilidade na Escola Milli Egemenlik Ilkogretin Okulu de Aksaray Turquia, no âmbito do primeiro encontro do Projecto Comenius, subordinado ao tema “One Vote, One Tought” (Um voto, um pensamento). São objectivos deste projecto a promoção da dimensão Europeia da Educação muito vincada na tónica da cidadania e da democracia. O desenvolvimento de actividades conjuntas de cooperação oferece, deste modo, aos alunos e professores dos diferentes países europeus uma oportunidade para trabalharem em conjunto temas de interesse mútuo. Este encontro envolveu professores e alunos da Roménia, Alemanha, Portugal e Polónia que planificaram e desenvolveram actividades conjuntas com os seus colegas turcos, efectuaram visitas a monumentos, a paisagens indescritíveis e experienciaram a diversidade linguística e cultural da Turquia e dos restantes países envolvidos. Foi uma excelente oportunidade para conviver com outras culturas e outras línguas e foi muito bem aproveitada por todos. O segundo intercâmbio está previsto para Março de 2011 e permitirá a visita de alunos e professores destes países a Portugal. P.G.


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Impressões de viagem

Viagem Inesquecível

Em Goreme, na Capadócia, às 6h da manhã, prontos para a viagem de balão.

A viagem à Turquia foi melhor do que alguma vez tinha imaginado! Fomos muito bem recebidos em todo o lado, as pessoas são muito simpáticas. Aquele país é espantoso, na forma de estar, nos costumes, nas suas tradições, nas suas etnias e a sua religião. Tive experiências incríveis:

andei de balão na Capadócia, entrei naquelas maravilhosas mesquitas, a que gostei mais foi a Mesquita Azul, em Istambul. Um pormenor que me causou estranheza foi o das casas de banho, ou melhor das sanitas… Eram antigas, um buraco no chão e eram assim..A princípio estranhei, mas depois pensei

“Estou num país diferente.” . A escola também era diferente da nossa. Fomos muito bem recebidos, os alunos adoraramnos, trataram-nos como vedetas da televisão e isso tornou mais fácil a nossa integração. Foi uma viagem incrível, jamais esquecerei! Marta Cunha 8ºA

A turma do 8ºA da Escola Básica e Secundária de InfiasVizela está a participar no projecto Comenius, que é um intercâmbio entre seis países, são eles Turquia, Portugal, Roménia, Polónia, Hungria e Alemanha, respectivamente pela ordem das viagens. Nós estamos neste projecto graças à nossa D.T. Helena Salazar. Nesta primeira viagem fomos dois alunos, eu e a Marta e quatro professores da minha turma (Helena Salazar, Paula Ferreira, Manuel Abreu e Nelson Pereira). Eu fui escolhido por ter sido o melhor aluno do 7ºano da escola, no ano passado. A Marta foi escolhida porque é a muito solidária e ajudou muito um colega da nossa turma. Falando propriamente da viagem à Turquia posso dizer-vos que foi uma semana (1 a 7 de Novembro) maravilhosa. Partimos bem cedo da escola por volta das 4:30H, entrámos num avião da Luftansa no Porto, fizemos escala no aeroporto mais desenvolvido do mundo, o de Frankfurt e depois chegamos a Istambul. Em Istambul apenas pernoitamos uma vez, num hotel que não era propriamente espectacular, visitamos duas mesquitas, a Mesquita Azul e de Hagia Sofia (esta era uma igreja tempo dos imperadores cristãos), andámos

de metro e de barco pelo Bósforo, no canal que separa a Europa da Ásia. É uma cidade espectacular, de certa forma fez-me lembrar o Porto. De madrugada lá fomos nós para Aksaray que fica no centro da Turquia. Foi uma viagem cansativa de várias horas. Lá as camionetas são muito desenvolvidas e em cada assento havia uma TV com cerca de 40 canais. Chegámos a Aksaray e fomos direitos ao hotel Aglacy, que era um hotel de quatro estrelas.Era um hotel muito bom! Em Aksaray fomos à escola, sim, porque não foi só passeio, também trabalhámos e muito! Fomos muito bem recebidos pelos alunos turcos, eles têm uma educação muito superior à nossa. Joguei à bola com eles e fizemos outras actividades. Também adorei andar a cavalo e de balão de ar quente, apesar de ter ficado com muito calor e quase ter desmaiado. As pessoas eram simpáticas, mas com pouco contacto com a Europa, por exemplo, o director da escola não sabia falar inglês. Fiquei com óptimas impressões da Turquia e quando for maior quero lá voltar. Mantenho contacto com pessoas de lá pelo grupo Comenius no Facebook. Miguel Fernandes, 8A

Karagöz e Acivat: um apontamento da cultura turca Na escola de Aksaray fomos convidados a assistir a um pequeno teatro de sombras, baseado num conto popular estudado pelos alunos do 7º ano. Karagöz e Acivat são as personagens principais deste conto tradicional turco, representado em teatro de sombras, popularizado durante o período otomano. O tema central da história é a interacção entre as duas personagens: Karagöz representa o homem do povo, inculto mas espertalhão, ao passo que Hacivat é um erudito que usa uma linguagem cuidada e até poética. O enre-

do desenvolve-se à volta dos mal-entendidos de linguagem e está repleto de ensinamento morais e situações hilariantes (para quem perceber as subtilezas da linguagem turca…). Karagöz e Acivat foram supostamente inspirados no operário e no arquitecto envolvidos na construção de uma mesquita em Bursa, no século XIV. Os homens foram executados pelo atraso na obra mas ficaram heróis no folclore tradicional. Esta história é muito popular na Turquia, especialmente durante o período do Ramadão, em que é representada às crianças.

Representação da história pelos alunos do 7ºano da escola de Aksaray


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Concurso de quadras “Castanhas e Castanheiros” O Clube das Sequóias iniciou o ano lectivo, cheio de força e muita energia! O grande leque de actividades planificadas para este ano iniciou-se com o concurso de quadras “Castanhas e Castanheiros” como comemoração do Dia de S. Martinho. Esta actividade foi dirigida a toda a comunidade educativa, tendo participado na mesma, alunos, encarregados de educação, docentes e assistentes operacionais da escola. A adesão e o entusiasmo de todos foi notória, dada a grande quantidade de quadras recebidas, tendo sido afixadas as melhores junto da Biblioteca da Escola. Apresentam-se a seguir as várias categorias e respectivos vencedores: 5.º ano: Tiago Ribeiro (turma D); Márcia Azevedo (turma E) e Ana Ribeiro (turma C); 6.º ano: Ricardo Gomes (turma B); José Teixeira (turma E); Tia-

go Lemos (turma A); 7.º ano: Sara Machado (turma B); Diogo Azevedo (turma D); Manuel Sousa (turma B); 9.º ano: Marta Almeida (turma D); João António (turma A) e Rui Ferreira (turma A); 12.º ano: Cristiana Ferreira (turma C); Vera Duarte (turma C) e Alexandra Magalhães (turma C); Assistentes operacionais: Iria Costa; Andreia Pedrosa; Maria Arminda Alves e Óscar Pinto Docentes: Maria José e Valéria Encarregados de Educação: pai da aluna Marta Almeida (9.º D) Agradecemos a participação e o empenho de todos aqueles que colaboraram nesta iniciativa, felicitando, principalmente, a enorme criatividade, originalidade e sensibilidade artística de todos dos vencedores. O Clube das Sequóias espera por ti porque outras actividades se avizinham…

Primeiro Congresso Nacional de Animação Sociocultural Nos dias 18 e 19 de Novembro, os alunos do 11º e 12ºC, do curso profissional de Apoio Psicossocial e do curso de Animador Sociocultural, respectivamente, participaram no Primeiro Congresso Nacional de Animação Sociocultural que decorreu no Centro Cultural e de Congressos de Aveiro. No âmbito do plano curricular das disciplinas de Animação Sociocultural, Área de Estudo da Comunidade e Comunidade e Intervenção Social, os professores Cristina Paula Pinho, Gonçalo Paulico e Ana Paula Caldas reconheceram a importância da participação dos alunos no referido Congresso. Durante os trabalhos foram desenvolvidos vários painéis, entre os quais: ”A intervenção e empregabilidade de Animadores Socioculturais”; ”Desenvolvimento e âmbitos da Animação Sociocultural”; ”Princípios Éticos e Deontológicos da Animação Sociocultural e dos Animadores”; ”Estatuto

do Animador, uma necessidade urgente”, com a participação de conceituados oradores, nomeadamente o Prof. Dr. Albino Viveiros, Prof. Dr. Marcelino Sousa Lopes, Dr. João Esaú Toste Dinis e com a participação especial do Prof. Dr. Wilson Renato Heidenfelder, entre outros. Com esta actividade pretendeuse atingir os seguintes objectivos: - Partilhar experiências em Animação Sociocultural; - Contactar com profissionais da Animação Sociocultural e de outras áreas complementares; - Debater o Estatuto e Carreira dos/as Animadores/as Socioculturais; - Possibilitar a elaboração de um Código de Ética e Deontologia da Animação Sociocultural. Com a presença neste Congresso, os alunos, além de atingirem os objectivos propostos, tiveram ainda uma excelente oportunidade para consolidar e adquirir novos conhecimentos.


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Alunos da nossa Escola arrecadam o 3º lugar no Campeonato Interescolas do Vale de Sousa. A equipa Júnior (alunos do 5º e 6º anos) da Escola Básica e Secundária de Vizela – Infias arrecadou, no passado dia 14 de Novembro, um honroso 3º lugar na segunda edição do Campeonato Interescolas do Vale de Sousa. Com este prémio, a Biblioteca da escola ficou enriquecida (mais 34 livros!!!!). Obrigado Juniores. O concurso foi uma iniciativa do centro comercial Ferrara Plaza, que envolveu as escolas da região do Vale do Sousa e do vale do Ave e teve por objectivos desenvolver uma acção pedagógica com vista a testar os conhecimentos dos melhores alunos e “premiar a aplicação e o mérito dos bons alunos, dando visibilidade às escolas e, ao mesmo tempo, motivar outros estudantes para a importância do conhecimento e da educação”. Foi uma competição inspirada nos concursos de televisão “Sabe mais que um miúdo de 10 anos” ou “Roda da Sorte” e a apresentação final esteve a cargo de Carlos Malato. A envolvência do concurso assemelhou-se à produção televisiva, desde o palco aos plasmas, passando pelos púlpitos com botão de zapping e por uma plateia destinada a apoiantes e familiares. P.G.

Agrupamento Vertical de Escolas de Infias premiado a nível nacional Parabéns ao Agrupamento Vertical de Escolas de Infias, mais concretamente ao 12.º A, pelo 2.º lugar obtido no concurso promovido pela TEM- Associação Todos com a Esclerose Múltipla. No dia 4 de Dezembro comemorou-se o Dia Nacional da Pessoa com Esclerose Múltipla e, este ano, a TEM pretendeu assinalar o mesmo com o passatempo: “Sabes o que é a Esclerose Múltipla?” dirigido a alunos do 12.º ano da área de Ciências e Tecnologias (1.ª categoria) e alunos do Ensino Superior (2.ª categoria), a nível nacional. Tendo sido informados do referido concurso pela professora de Área de Projecto, a turma mostrou logo muito entusiasmo em participar. “Choveram” muitas ideias, houve uma selecção conjunta das mesmas e, desde logo, todos se envolveram na concretização de mais um projecto. Aprenderam todos muito com o mesmo, desde a causa às

Está a chegar o Natal Está a chegar o natal Uma época tão bonita! O que eu quero para esse dia É um peluche de chita. Nesse dia de Natal Vou ouvir os sinos tocar Sentir a alegria das pessoas E as crianças a cantar! Passamos pelas casas Com luzes a piscar Nas árvores enfeitadas Com prendas de encantar.

características, consequências e tratamentos desta doença neurodegenerativa, tendo sido essa a maior recompensa da turma. No entanto, o 2.º lugar obtido neste concurso onde participaram 92 trabalhos (66 na 1ª categoria e 26 na 2ª categoria) de Portugal Con-

tinental, envolvendo cerca de 300 jovens, veio dar ainda um maior alento para continuar a trabalhar! Foi no dia 4 de Dezembro que, 6 alunos do 12.º A e a professora Fátima Costa, responsável pelo trabalho, foram à cerimónia de entrega dos prémios, no museu

Dom Diogo de Sousa, em Braga. De lá trouxeram 200 euros (prémio atribuído ao 2.º lugar - 1.ª categoria), mas, principalmente, um enorme orgulho por terem levado o nome do nosso agrupamento ao “pódio”! Prof.ª Fátima Costa

Logo de manhã A pé ou de chinelas As crianças aflitas Vão abrir as prendas, tão belas! Lara Patrícia 4º ano D EB 1 de Tagilde


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Uma tarde experimental No dia 9 de Novembro de 2010, a turma A do décimo ano de escolaridade de Ciências e Tecnologias participou numa visita de estudo ao Laboratório do Visionarium, em Santa Maria da Feira. O intuito desta visita foi realizar uma experiência laboratorial chamada: ”Das microalgas ao biodiesel”. Esta consistia em mostrar-nos que a partir de produtos biológicos é possível obter biocombustíveis, substituindo os combustíveis fósseis por outros menos poluentes, contribuindo assim para um ambiente mais saudável. Primeiro vimos uma apresentação sobre as vantagens e desvantagens das energias renováveis e dos combustíveis fósseis, tendo-nos sido explicado em que consistia o biodiesel e qual a sua utilidade para o nosso dia-a-dia. A ideia principal desta visita de estudo foi aprendermos como retirar os óleos das microalgas e através de outros processos laboratoriais obter glicerina e biodiesel (não

purificado), que depois de purificado se transforma num tipo de “alimentação” para os veículos motorizados. Com o desenrolar da actividade experimental, concluímos que através de resíduos que não nos fazem falta, como o óleo usado, é possível extrair um combustível que substitui o petróleo e é renovável. Na nossa opinião foi uma tarde interessante e educativa, pois além das excelentes instalações que o Visionarium possui, também tem uns excelentes profissionais que nos ajudaram a realizar todos os passos da actividade. Seria importante que todas as escolas possuíssem condições laboratoriais semelhantes às do Visionarium. E, principalmente, o nosso país deveria investir mais nas energias renováveis para termos um mundo melhor. Aconselhamos todos a fazerem uma visita de estudo ao Visionarium. Turma 10ºA

Visita de Estudo à Fundação de Serralves e ao Zoo da Maia

Campanha de Troca de Lâmpadas Melhorar a eficiência energética das nossas casas é um importante contributo económico e ambiental. Neste sentido os alunos das turmas C e F do nono ano, no âmbito da disciplina de Área de Projecto, realizaram, no final deste primeiro período, uma

No âmbito da disciplina de Ciências da Natureza, no mês de Novembro, as turmas do 5.º ano da Escola Básica e secundária de Vizela - Infias realizaram uma Visita de Estudo à Fundação de Serralves, inserida no programa educativo «Aulas no Parque» e ao Zoo da Maia. Os alunos estiveram em contacto com os animais complementando os conhecimentos adquiridos nas aulas com acti-

vidades de carácter prático. Assim, foi possível ter “uma aula na quinta”, na Fundação de Serralves, que teve como objectivo contactar de perto com os animais, alargando, desta maneira, os conhecimentos que já tinham adquirido nas aulas de Ciências da Natureza. Os alunos viram um pato, tocaram na membrana interdigital e no corpo coberto de penas. Observaram uma coelha, tocaram nas falanges. Viram um

cavalo, ovelhas, vacas, vitelos, puderam verificar, desta forma, a locomoção, o revestimento e a reprodução destes animais. Explorando a biodiversidade do Parque de Serralves e do Zoo da Maia, promoveu-se a formação de uma consciência cívica e ambiental, bem como a aprendizagem e a consolidação de conhecimentos em torno de temáticas da área das Ciências da Natureza.

campanha de troca de lâmpadas, promovida pela EDP em colaboração com a DGIDC do Ministério da Educação. Assim, cada Aluno, Professor, Assistente Técnico ou Assistente Operacional que entregasse uma ou mais lâmpadas incandescentes, recebia quatro lâmpadas economizadoras. A iniciativa não se limitou à escola sede, tendo sido alargada aos restantes estabelecimentos de ensino do Agrupamento. Como balanço final, e pelo segundo ano consecutivo, a campanha decorreu de uma forma muito positiva pela adesão evidenciada. Estão de parabéns os alunos das turmas dinamizadoras pela forma entusiasta e responsável com que encararam esta iniciativa de carácter ambiental e cívico. Os Professores Filomena Jarmelo e Gonçalo Paulico


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XXIX Olimpíadas de Matemática As Olimpíadas de Matemática realizaram-se no dia 10 de Novembro entre as 15:30h e as 17:30h. Estavam cerca de 80 alunos do 3º ciclo e Secundário previamente inscritos. A cantina e o auditório foram as portas para esta “pequena prova” com quatro problemas, mas que exigiu um grande raciocínio. Foi um dia matemático para o país! Aqui ficam os testemunhos de alguns alunos que participaram na prova: “Achei uma experiência interessante, pois desenvolvi o meu lado matemático. Contudo, não me correu muito bem, pois só consegui realizar um exercício. Fiquei aquém das minhas expectativas…”. Paulo Alves “Achei a prova bastante interessante, não podendo deixar de parte o facto de a mesma ser bastante complexa, pois tenho que admitir que não me correu lá muito bem.” Rui Ribeiro “Todos acharam difícil e foi preciso ler, reler, reler outra vez… e, por fim, ler outra vez para ver se tinhamos percebido, e mesmo

assim foi difícil chegar à solução. Quem diria que duas horas seriam insuficientes para 4 problemas? Mas, como por magia, fazia-se luz a cada passo e a cada problema. No final, era tão fácil!” Cláudia Pinto “Sem dúvida, a prova era complicada, mas não foi por isso que desisti. Fiz tudo, bem feito ou não, tentei.” Nuno Ferreira “Primeira reacção – “não sei nada”. Esta é a reacção mais comum entre os participantes nas Olimpíadas da Matemática. O silêncio reinava na cantina. O factor mais importante para se conseguir realizar alguns dos exercícios era mesmo a concentração na leitura e resolução dos mesmos. Devo admitir que, possivelmente, se o ambiente de trabalho fosse outro a prova não me teria corrido tão bem.” Marta Almeida Trabalho conjunto dos alunos do 9º D.

A propósito da visita de estudo a Serralves e ao Jardim Zoológico da Maia

Relato sobre as XXIX Olimpíadas de Matemática

A nossa visita de estudo à Fundação de Serralves e ao Jardim Zoológico da Maia correu maravilhosamente! Saímos da escola às oito e meia da manhã e chegámos à Fundação por volta das dez horas. Mas, antes, passámos pelo Jardim Zoológico da Maia, onde deixámos a turma do 5ºD. Em Serralves, fizemos uma visita guiada por um monitor, o Dr. Fernandes, que, muito amavelmente nos levou a conhecer os variados animais da quinta. Começámos por ver e tocar uma burra! Dá para acreditar!? Depois, conhecemos uma pata e pudemos tocar na sua membrana interdigital. De seguida, observámos um belíssimo peru e falámos sobre o dimorfismo sexual. Mas, as novidades não ficavam por aqui! O Dr. Fernandes mostrou-nos uma coelha e nós tocámos o pêlo dela, verificando que era macio. Tinha uma barra ou diastema. Finalmente, conhecemos um animal de maior porte, uma égua elegante e graciosa que tinha vindo do Gerês. A nossa colega Diana conseguiu dar-lhe um abraço! Ainda antes de partirmos em direcção ao Jardim Zoológico da Maia, onde fomos almoçar com o 5º D, vimos vacas, bois, ovelhas e carneiros. Foi uma manhã em cheio! No Jardim Zoológico da Maia, almoçámos no parque das merendas -

Bloquear! Este é o primeiro sentimento ao lermos o enunciado das Olimpíadas. À primeira vista ninguém sabe nada, mas relendo uma, duas, três, quarto, …, dez vezes, se for preciso, apercebemonos de como o nosso raciocínio é brilhante. A nossa mente é fabulosa. A minha experiência: primeira reacção – “não sei nada”. Esta é a reacção mais comum entre os participantes nas Olimpíadas da Matemática. Em relação ao ano anterior, o grau de dificuldade das presentes Olimpíadas era muito grande. Os exercícios exigiam, não só conhecimentos matemáticos, mas também grande nível de interpretação e concentração. O silêncio reinava na cantina. O factor mais importante para se conseguir realizar alguns dos exercícios era mesmo a concentração na leitura e resolução dos mesmos. Devo admitir que, possivelmente, se o ambiente de trabalho fosse outro a prova não me teria corrido tão bem. As minhas principais dificuldades encontraram-se na interpre-

panados, rissóis, batatas fritas, bolos - partilhando uns com os outros tudo o que cada um levara. No final do almoço, jogámos à “Caça ao Tesouro”. Foi muito divertido! Depois, o 5º D prosseguiu a sua visita em direcção a Serralves e nós aproveitámos para conhecer os animais do Jardim Zoológico da Maia. Muitos animais descobrimos! A avestruz, o pato, o macaco, o leopardo, o flamingo, o papagaio, o urso, o hipopótamo, a pantera negra, o leão, o crocodilo, o tigre, o canguru, o jaguar, o pónei, a zebra, o pavão, o camaleão, enfim… um nunca mais acabar de animais, grandes, pequenos, médios, de todo o tipo e feitio! Após termos observado toda esta

bicharada, fizemos um jogo chamado “Caça à Ciência”. Alguns de nós escondemos perguntas e outros foram à procura das mesmas. Quem as encontrasse teria o dever de responder; quem acertasse teria o direito de ser incluído na fotografia colectiva dos meninos sabichões… Acertámos todos!!! O dia já ia longo e enquanto aguardávamos a chegada do 5º D, lanchámos e jogámos às escondidas. Eram seis e meia da tarde, quando a camioneta estacionou junto à nossa escola. Estávamos radiantes e muito, muito cansados! Adorámos este dia verdadeiramente fabuloso! Os alunos do 5ºC

tação dos terceiro e quarto exercícios. Qualquer pormenor que nos escapasse poderia dar origem a uma má interpretação do problema e, consequentemente, a uma má resolução do mesmo. Vou focar o quarto exercício. A quantidade de informação contida no enunciado e a sua complexidade levaram a uma taxa de concretização muito baixa. Tenho conhecimento que raríssimos alunos conseguiram dar uma resposta ao exercício e os que o fizeram não o concretizaram da melhor forma. Acho que as principais noções a tirar destas iniciativas da SPM (Sociedade Portuguesa de Matemática) são: a evolução da capacidade de concentração e raciocínio dos alunos e a interacção que existe dentro das escolas para uma melhor aprendizagem dos alunos. Porque Portugal e a escola também têm grandes iniciativas, vamos divulgar o que é muito bom e não só o que diminui o prestígio das escolas e da nossa nação.

Marta Almeida nº 13 / 9º D


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Oficina de Física e Química “Cientistas em Acção”

DIA NACIONAL DA CULTURA CIENTÍFICA No passado dia 24 de Novembro, a Oficina da disciplina de Ciências Físico-Químicas – “Cientistas em Acção” – promoveu a comemoração o Dia Nacional da Cultura Científica. Assim, nesse dia, na nossa escola, foram recordados alguns dos cientistas que constituem parte da história da Ciência, e que a partir da sua curiosidade explicaram muitos dos fenómenos que todos os dias presenciamos. Este Dia Nacional foi instituído em 1997, para comemorar o nascimento do professor Rómulo de Carvalho e divulgar o seu trabalho na promoção da Cultura Científica e no ensino da Ciência. A Oficina não quis deixar de promover essa divulgação, por isso, e como a

Ciência e a Poesia andaram de mãos dadas com Rómulo de Carvalho, convidámos todas as turmas da escola sede a ler o poema Lágrima de Preta por ele escrito, sob o pseudónimo de António Gedeão, na primeira aula da manhã. As professoras responsáveis pela actividade contaram com a colaboração preciosa do assistente operacional Domingos Miranda para a afixação dos cartazes sobre a vida e obra dos diferentes cientistas, a quem agradecemos toda a disponibilidade demonstrada. As Professoras Responsáveis, Brigite Pereira, Conceição Pires, Elisabete Granja, Gorete Afonso e Marisa Silva

Actividade

“Universo: um Mundo por descobrir …”

No dia nove de Dezembro, os alunos das turmas do 7º ano participaram numa actividade intitulada “Universo: um Mundo por descobrir …”, no âmbito da disciplina de Ciências Físico – Químicas. Esta actividade teve como objectivos despertar nos alunos o interesse pela Ciência e gosto pela Astronomia, promover a cultura científica e o gosto pela ciência, familiarizar os alunos com os métodos de observação do Universo, compreender a posição da Terra no Universo e promover o contacto directo com matérias de estudo na sala de aula. Um outro objectivo, e

o mais importante, foi proporcionar aos alunos uma aula diferente, quer pelo espaço físico quer por quem a leccionou. A actividade desenvolveu-se num Planetário móvel ORION, colocado numa área da nossa escola, onde os alunos puderam assistir a uma palestra dada pelo professor José Carlos Codeço, docente que lecciona a disciplina de Física e Química na Escola Secundária das Taipas e um especialista na matéria a ser abordada. Nessa palestra foram explicados e visualizados conteúdos sobre o Universo, mais concretamente sobre o Sistema Solar,

a saber: a posição do Sol no decorrer do dia, as constelações características do hemisfério Norte e do hemisfério Sul, os planetas que podemos ver a olho nu a partir da Terra, as fases da Lua, entre outros. Os alunos tiveram ainda a oportunidade de colocar questões, esclarecendo assim dúvidas que tinham sobre a descoberta de alguns planetas e também ficaram surpreendidos com algumas revelações feitas pelo professor sobre o tema. Professoras responsáveis, Conceição Pires, Gorete Afonso e Marisa Silva

Comece na esquerda e siga pela direita Quando se fala em viagens com GPS (Global Positioning System), é vulgar associá-las a um aparelho portátil capaz de determinar a posição exacta de uma pessoa perdida ou capaz de traçar rotas até um determinado destino. O GPS é um sistema tecnológico complexo que envolve 24 satélites artificias que orbitam em 6 planos diferentes, com computadores e relógios atómicos a bordo. Foi inicialmente inventado para fins militares pelo Departamento de Defesa dos EUA. Actualmente, toda a gente pode utilizar essa tecnologia para, por exemplo, determinar a posição ou orientação. Mas o que é realmente o GPS? O Sistema GPS é constituído por três segmentos: de satélites, de controlo e de utilizadores. O funcionamento de um receptor de GPS baseiase na intersecção de esferas

para determinar uma posição tridimensional, cujas coordenadas são latitude, longitude e altitude. As funções básicas do receptor são: - Fornecer a orientação numa viagem; - Identificar a localização de pontos num mapa através das suas coordenadas; - Armazenar as coordenadas das posições. O Sistema GPS tem aplicações, por exemplo, na navegação marítima, na aviação, na construção civil, na agricultura, na cartografia e também é útil para pessoas que exercem profissões ao ar livre como as de guarda-florestal, biólogo ou arqueólogo. Hoje em dia, compram-se receptores GPS fixos e portáteis que poderão interligar-se com sondas, radares, pilotos automáticos, computadores ou telemóveis. Alunos da turma A do 11ºAno


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Oficina de Física e Química – “Cientistas em Acção”

“MANHÃS COM CIÊNCIA” A Oficina “Cientistas em Acção” continua a funcionar no presente ano lectivo, tendo já estabelecido novamente uma parceria com as Escolas Básicas do Primeiro Ciclo do Agrupamento, com o objectivo de continuar a promover a aprendizagem das Ciências, mais concretamente da Física e da Química, em toda a comunidade educativa. Deste modo, foram já realizadas visitas ao Laboratório de Química por parte de quatro turmas do quarto ano, no âmbito da actividade “Manhãs com Ciência”. Assim, nos passados dias dezasseis e vinte e dois de Novembro, os alunos das turmas do quarto ano das escolas EB1 de S. Paio, Tagilde e uma das turmas – 4º I - da EB1 de S. Miguel, respectivamente, puderam realizar actividades experimentais simples e lúdicas, adequadas ao seu nível etário, relacionadas com fenómenos físicos e químicos presenciados no quotidiano.

A explicação de cada uma das actividades a que assistiram foi dada por alunos das turmas D e F do 9º ano da nossa escola que, a partir de materiais simples, muitos deles usados no quotidiano e uma linguagem simples e familiar, desmistificaram alguns fenómenos do dia-a-dia. Contámos, uma vez mais, com a colaboração da Câmara Municipal de Vizela, que proporcionou o transporte dos alunos do 1º ciclo. As restantes turmas do 4º ano usufruirão também desta oportunidade no 2º período, de acordo com a calendarização acordada com os respectivos professores titulares. As Professoras Responsáveis, Brigite Pereira, Conceição Pires, Elisabete Granja, Gorete Afonso e Marisa Silva

Uma invulgar percepção de Cidadania!

O “Projecto C.S.I. Ínfias, com as suas crónicas sobre Ciência e Sociedade em Interacção” pretende estabelecer uma maior ligação entre a escola e a comunidade local e, num mundo marcado pela tecnoglobalização, contribuir para a formação de cidadãos conscientes e activos. Trata-se de um projecto no âmbito do ensino-aprendizagem, de carácter interdisciplinar, que congrega saberes das áreas disciplinares de Português, da Biologia, das Ciências Físico-Químicas e da Geografia e que conta com a participação activa dos nossos alunos. É um projecto aberto e evolutivo com uma componente colectiva e individual. O grupo de trabalho propõe-

se desenvolver o espírito de investigação em relação a questões, a problemas, a temas de pesquisa e/ou de intervenção, que constituam pertinência para os alunos e que estejam de acordo com as suas necessidades e os seus interesses. A nossa primeira crónica resultou de um trabalho colectivo elaborado numa aula de Formação Cívica. Aqui a deixamos: Era de manhã, quando Joaquim e Luís, no bar da escola, armaram uma grande zaragata. A cadeira e a mesa onde se encontrava Joaquim ficaram preocupadas e resolveram chamar o papel e o lápis do seu dono. Os dois meninos continuavam a lutar e o Manuel, um amigo de Luís, tentava separar

os dois colegas, mas sem qualquer êxito. António, amigo de infância de Joaquim, acabava de chegar ao bar. Ao ver toda aquela barafunda, decidiu fugir.

A zaragata tinha acabado mal. Os dois meninos foram levados à Direcção, onde ficou decidido que ficariam impedidos de assistir às aulas durante dois dias e que iriam desen-

volver um conjunto de tarefas académicas, numa escola do 1º Ciclo do Agrupamento. Na biblioteca da Escola EB 1 de S. Miguel, os cadernos e os lápis de Joaquim e Luís mostraram-lhes a sua amizade através da seguinte mensagem escrita: “Queridos amigos, É com grande pesar que assistimos ao facto de terem que regressar à escola do 1º Ciclo para reaprenderem as regras básicas da cidadania. Por favor, não esqueçam: Não façam aos outros aquilo que não querem que façam a vocês próprios”. Cadernos e lápis de Joaquim e Luís. 5º C, Formação Cívica, 28.09.2010


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Clube da Saúde

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PROJECTO DE EDUCAÇÃO SEXUAL E PROMOÇÃO DA SAÚDE ESCOLAR (PESPSE)

GABINETE DE APOIO AO ALUNO Quem Somos? Somos uma equipa de professores que, em parceria com a Psicóloga da escola e profissionais do Centro de Saúde de Vizela, constitui um gabinete de atendimento para os alunos. Quais São Os Nossos Objectivos? Garantir um clima estimulante e que proporcione auto-estima; Criar condições de promoção do sucesso escolar e educativo; Dar resposta às principais dúvidas dos jovens na área da sexualidade, consumo de substâncias e outros problemas relacionados com a adolescência; Orientar os jovens para a tomada de decisões conscientes e responsáveis; Contribuir para a prevenção das doenças sexualmente transmissíveis e gravidezes indesejadas; Desenvolver atitudes de tolerância, solidariedade e respeito mútuo, contribuindo para a realização integral do jovem.

Com a entrada em vigor da lei n.º 60/2009, de 6 de Agosto, e da portaria n.º 196‐A/2010, de 9 de Abril, que a regula, o Ministério da Educação estabeleceu as orientações curriculares relativas aos conteúdos da Educação Sexual, que devem respeitar os objectivos mínimos definidos para todos os níveis de ensino, desde o 1.º ano de escolaridade até ao ensino secundário. Estas alterações trouxeram-nos mais um desafio, reformular o anterior projecto de Educação para a Saúde. Estando este projecto centrado em metas como a aquisição de conhecimentos e o desenvolvimento de atitudes e competências pessoais e sociais, era muito importante escolher e utilizar as estratégias e metodologias mais ajustadas e adequadas. Na verdade, o modo como a Educação Sexual e a Promoção da Saúde Escolar são colocadas em prática pode fazer toda a diferença. Os autores são unânimes em afirmar que são as metodologias participativas que possibilitam o desenvolvimento de saberes e competências tão complexas, uma vez que são essas que promovem o aluno como principal agente da sua

própria aprendizagem. Assim, o nosso PESPSE é efectuado numa perspectiva interdisciplinar, numa lógica de transversalidade, adequado aos diferentes níveis etários e utilizando um modelo pedagógico que procura envolver a comunidade educativa, dinamizado em colaboração estreita com os Serviços de Saúde, pais/Encarregados de Educação, e outras entidades externas. Relembro a importância de os pais/Encarregados de Educação estarem em contacto com a planificação e execução deste projecto, assim como dos Projectos de Educação Sexual e Promoção da Saúde de cada Turma, numa perspectiva de colaboração responsável com a escola. Contamos com todos, para termos uma escola mais saudável. Informem-se, colaborem com sugestões e participem. Com a vossa colaboração, com certeza conseguiremos promover estilos de vida saudável nos nossos alunos e restante comunidade educativa.

Como Funcionamos? Podes aparecer no gabinete de apoio ao aluno (na sala do Clube da Saúde) e conversar com um adulto, expondo as tuas dúvidas/problemas. Podes dirigir-te a este espaço, sozinho ou em grupo, para esclarecer dúvidas, geralmente associadas às grandes mudanças que ocorrem e experimentas na adolescência. Aí poderás ser ouvido, encontrar algumas respostas, receber informação disponível e, caso seja necessário, ser encaminhado para um apoio fora da escola (Centro de Saúde, Psicóloga,...). Como Nos Podes Contactar? Dirigindo-te às instalações do Gabinete, no seguinte horário:

Professora Gabriela Salgado (Coordenadora do Projecto de Educação e Promoção da Saúde do AVEIV)

CLUBE DA SAÚDE

O Clube da Saúde serve de plataforma de implementação do PESPSE do Agrupamento Vertical de Escolas de Infias. A sua dinamização está a cargo da equipa de educação e promoção da saúde escolar, programando diversas actividades dirigidas à comunidade educativa e disponibilizando informação/recursos pedagógicos acerca das diversas temáticas da saúde. Professores, alunos e Encarregados de Educação podem contactar o Clube para solicitar colaboração, pesquisar informação ou requisitar material lúdico-pedagógico, nas suas instalações ou através da sua página na internet: http://sites.google. com/site/infiassaude/.

Enviando um e-mail com as tuas dúvidas, sobre sexualidade ou outras temáticas de saúde, através do endereço: infiassaude@gmail.com É garantida a confidencialidade (se preferires não tens de te identificar, mas deverás colocar a idade ou ano de escolaridade) e todas as questões serão respondidas (directamente para o teu endereço de e-mail e/ou na nossa página da internet e vitrina do Clube da Saúde).


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Actividades realizadas no Clube da Saúde Este ano, a maioria das actividades ficam a cargo das várias turmas, no âmbito do PESPSE de cada uma delas. Fica aqui um balanço de algumas actividades realizadas durante o 1º período, visando a promoção da saúde e a prevenção de comportamentos de risco na comunidade escolar:

“A MINHA ESCOLA E A PREVENÇÃO DA INFECÇÃO VIH/SIDA” Comemoração do Dia Mundial da Luta Contra a SIDA A 1 de Dezembro comemorouse em todo o mundo o “Dia Mundial da Luta Contra a Sida”, este ano com o tema “Direitos Humanos”, com o objectivo de promover a acessibilidade aos serviços de saúde, incluindo a meios preventivos, rastreio, tratamento e acompanhamento específico dos infectados, assim como, fomentar o combate ao estigma e discriminação, salvaguardando todos os direitos dos infectados pelo VIH, nomeadamente através da sua inclusão social, escolar e laboral. A escola, como meio educacional privilegiado, de rápido e fácil

A infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH) e a síndrome da imunodeficiência adquirida (SIDA) representam, em todo o mundo, uma causa fundamental de doença e de morte, que atinge sobretudo adultos jovens. Desde o momento em que se adquire a infecção até que surjam sintomas de doença decorre um período de tempo, designado como fase assintomática da infecção pelo VIH, (que pode durar em média 8 a 10 anos) em que a pessoa infectada não tem qualquer sintoma e se sente bem. Nesta fase,

acesso aos jovens, tem como obrigação informá-los acerca desta doença, trabalhando arduamente para valorizar as atitudes responsáveis, saudáveis e preventivas. A nossa escola não podia passar de forma indiferente por esta luta e despir-se da sua responsabilidade, por isso, para assinalar esse dia, ciente de que a discriminação resulta muitas vezes da falta de informação adequada, nomeadamente acerca das formas de transmissão do VIH, a turma 11ºB, do Curso Tecnológico de Desporto, no âmbito das disciplinas de Biologia Humana e Psicologia, organizou uma exposição na Bibliote-

a infecção pode ser detectada apenas se se efectuarem as análises específicas para o VIH. Esta é a fase da doença em que se diz que o indivíduo é seropositivo. A fase seguinte na evolução da doença designa-se por SIDA e caracteriza-se por uma imunodeficiência grave que condiciona o aparecimento de manifestações oportunistas (infecções e tumores). As formas de contágio estão devidamente identificadas, por isso, devemos proteger-nos do vírus e dos contactos de risco, não das pessoas.

PARA REFLECTIR… O vírus não se transmite através de contactos sociais. A SIDA pode meter medo, mas as pessoas seropositivas não! Os seropositivos têm necessidade da nossa solidariedade, do nosso apoio e não de discriminação e marginalização.

ca da Escola. A exposição permitiu também dar a conhecer aos alunos os vários livros existentes na escola, quer na biblioteca, quer no clube da saúde, que podem ser consultados, de modo a terem um acesso à informação correcta e esclarecedora sobre este tema. O Clube da Saúde juntou-se a esta iniciativa e proporcionou a todas as turmas do 8º e 11º ano actividades lúdicas e a oportunidade de testar os seus conhecimentos relativos a esta infecção. No final da visita os alunos foram ainda presenteados com brindes.

SIDA, NÚMEROS QUE DÃO QUE PENSAR… No primeiro dia do mês de Dezembro comemorou-se o Dia Mundial de Luta contra a SIDA, doença que, desde 1983, já matou cerca de 25 milhões de pessoas em todo o mundo. O último relatório da ONUSIDA aponta que desde que surgiu a doença 60 milhões de pessoas foram infectadas, no entanto, refere também que, felizmente, o número de doentes infectados pela epidemia de SIDA diminuiu 19% relativamente a 2009, o que acontece pela primeira vez desde 1999. Assim, em 2009 foram registadas 2,6 milhões de pessoas infectadas com HIV, enquanto que em 1999 aquele valor foi de 3,1 milhões de pessoas, ano em que se acredita que a epidemia atingiu globalmente o pico. A 31 de Dezembro de 2008, Portugal tinha 34 888 casos notificados, segundo o último relatório do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA) sobre a situação epidemiológica da infecção VIH/SIDA. O maior número de casos notificados é de utilizadores de drogas por via endovenosa, representando 42,5% de todas as notificações, reflectindo a tendência inicial da epidemia no país. O número de casos associados à infecção por transmissão sexual (heterossexual) representa o segundo grupo, com 40% dos registos e a transmissão sexual (homossexual masculina) apresenta

12,3% dos casos. As restantes formas de transmissão correspondem a 5,2% do total. Os casos notificados de infecção VIH/SIDA que referem como forma provável de infecção a transmissão sexual (heterossexual) apresentam uma tendência evolutiva crescente, o que se mostra um contra-senso tendo em conta a variedade e facilidade de acesso de informação disponível na sociedade. É preciso não esquecer que, no que respeita a Portugal, a ONUSIDA estima que, actualmente vivem no nosso país, em média, cerca de 42.000 pessoas com VIH entre os 15 e os 49 anos de idade, correspondendo a 0,6% da população. E ainda que Portugal é o segundo país da Europa Ocidental e Central com maior número de casos de infecção. O objectivo mundial continua a ser “discriminação zero, zero novas infecções por HIV e zero mortes relacionadas com a SIDA”, através do acesso universal a medidas eficazes preventivas do HIV, tratamento, cuidados e apoio. Apesar dos ganhos alcançados até ao momento, é necessário recordar que o progresso futuro depende fortemente de esforços conjuntos de todos os envolvidos no combate à epidemia e a prevenção surge com a alternativa mais eficaz. Professora Neuza Barbosa


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Clube da Saúde

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PROJECTOS IMPLEMENTADOS

“PRESERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE” O ano de 2010 foi eleito o “Ano Internacional da Biodiversidade”. Agora que está quase a terminar, a turma 10ºB, do Curso Tecnológico de Desporto, no âmbito da disciplina de Biologia Humana, organizou uma exposição, no Laboratório de Biologia, para relembrar a importância da criação de Áreas Protegidas, no combate à extinção das espécies. A conservação da natureza tem sido reconhecida como fundamental para assegurar a sobrevivência do Homem e para a manutenção do equilíbrio ecológico (como a regulação do clima e a protecção do solo contra a erosão). O solo, as águas, as florestas, a fauna, a

flora e as paisagens são recursos naturais insubstituíveis e vitais, que interessa preservar e transmitir às gerações futuras, não só pelo fornecimento de alimentos, medicamentos, combustível, materiais de construção e vestuário, como também pelos seus valores

culturais, educacionais, estéticos e turísticos. A espécie humana depende da Biodiversidade para a sua sobrevivência, portanto cabe a cada um de nós trabalhar para a sua preservação. Professora Gabriela Salgado

PRESSE Programa Regional de Educação Sexual em Saúde Escolar A exemplo do ano passado, durante este ano lectivo os alunos do 2º ciclo beneficiarão do programa PRESSE, que apoia a implementação da educação sexual nas escolas de uma forma estruturada e sustentada, envolvendo um trabalho conjunto entre os profissionais de educação e de saúde escolar. Apresenta-se como uma resposta facilitadora deste processo através de: - Formação dos profissionais de Saúde Escolar, professores e psicólogos em sexualidade humana, educação sexual e metodologias pedagógicas;

- Disponibilização de recursos pedagógicos que facilitam a aplicação dos conteúdos curriculares em educação sexual previstos para os vários níveis de ensino; - Promoção de iniciativas de complemento curricular que contribuam para a dinamização da educação sexual na escola, tais como: teatro-debate, concursos, exposições, entre outras; - Apoio à implementação de Gabinetes de Informação e Apoio no âmbito da educação para a saúde e educação sexual. Mais informações em: www.presse.com.pt

PASSE Programa Alimentação Saudável em Saúde Escolar A alimentação saudável é um dos determinantes da saúde cuja promoção é considerada prioritária nos programas de Promoção da Saúde dos Ministérios da Saúde e Educação. O PASSE está estruturado de forma a cruzar os contributos da Psicologia da Saúde com os da Nutrição e com os da Saúde Pública, permitindo desta forma que a intervenção assuma um carácter multidisciplinar. Este modelo estruturado permite

uma fácil implementação e pressupõe uma visão comunitária da intervenção em saúde escolar. O programa tem como populaçãoalvo toda a comunidade escolar e pretende que os alunos façam escolhas saudáveis e a escola ofereça uma alimentação promotora de saúde. No entanto, o grupo-alvo principal são os alunos do préescolar e 1º ciclo que beneficiarão deste programa a partir deste ano.

PELT Programa Escolas Livres de Tabaco

INFORME-SE, PELA SUA SAÚDE… CONSULTE OS BLOGUES: http://infiasesaude.blogspot.com/ http://infiascomsaude.blogspot.com/

A exemplo de anos anteriores, continuamos a implementar o PELT junto dos alunos do 7º e 8º ano. Este programa visa contribuir para evitar ou atrasar a idade de início do consumo de tabaco nos jovens escolarizados e tem como principais objectivos: - incluir a prevenção e controlo do tabagismo no curriculo escolar;

- promover a cessação tabágica junto da comunidade escolar; - formar os professores em tabagismo; - dotar os alunos de competências para a adopção de estilos de vida saudáveis; - colaborar com a comunidade em geral na promoção e criação de ambientes saudáveis.


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Corpo Humano: obra de arte, forma de arte Nas aulas de Ciências Naturais estamos a estudar os diversos sistemas do corpo humano. Assim, aprendemos que os nossos corpos são muito complexos e maravilhosos, constituídos por diversas partes que dependem umas das outras. O corpo humano é uma bela obra de arte, sendo também um dos temas mais abordados em todas as formas de arte. De facto, ao longo da história da Humanidade, grandes personalidades estudaram, escreveram e representaram o corpo humano, contribuíndo com significativos legados para as ciências médicas. Compreender o seu funcionamento é fundamental, para cuidar melhor e mantê-lo saudável. No início do ano, a professora lançou-nos um desafio, desenvolver a temática do corpo humano. Entusiasmados, aceitamos imediatamente… começamos a planificar o trabalho e nada melhor para aguçar ainda mais o nosso apetite que uma visita de estudo! Assim, a 27 de Outubro, partimos rumo à exposição “O Corpo Humano Como Nunca o Viu…”, na Alfândega do Porto. O nosso corpo exposto, como nun-

ca o vimos. O nosso corpo! Essa magnífica obra de arte, que por um lado nos assegura a diferença, desde a expressão do rosto, à altura, ao tamanho e estado dos órgãos, e que por outro nos torna todos iguais. Esta exposição já passou por cidades como Nova Iorque, Amesterdão, Londres, Lisboa, S. Paulo,… onde mais de 20 milhões de pessoas tiveram oportunidade de ficar a conhecer tudo acerca da anatomia humana, com espécimes reais. Sim, os corpos expostos são reais! Preservados por um processo denominado polimerização, que impede a decomposição normal dos tecidos, o resultado é um espécime absolutamente seco e inodoro, onde é possível observar detalhadamente o interior do corpo humano. Percorremos nove galerias temáticas, onde estavam patentes 14 corpos e mais de 200 fragmentos e órgãos, todos provenientes de indivíduos que optaram por doar os seus corpos para a ciência médica, para fins de estudo e educação. Além disso, para possibilitar uma melhor compreensão de como maus hábitos ou doenças podem interferir no seu funcionamento, ór-

O Corpo Humano como nunca o viu No dia 27 de Outubro as turmas B e D do nono ano foram ao Porto visitar na Alfândega a exposição “O Corpo Humano como nunca o viu” em interdisciplinaridade com Ciências Naturais, Área de Projecto e Geografia. Durante a visita à exposição percorreram-se várias galerias sobre os vários sistemas do corpo humano repletas de corpos e órgãos reais conservados por um processo chamado polimerização, provenientes de indivíduos que optaram por doarem os seus corpos para a ciência médica para fins de estudo e educação. De galeria em galeria, iniciouse uma viagem à descoberta do corpo humano na tentativa de compreender melhor quer a sua constituição quer o seu funcionamento e assim, também como o tratar da melhor forma. Durante essa viagem foi possível observar de perto corpos completos saudáveis e outros doentes,

assim como, muitos ossos, músculos, nervos e vasos sanguíneos e ainda, vários órgãos como o coração, o cérebro, os intestinos e os pulmões. Terminamos a visita à exposição surpreendidos e maravilhados com a beleza e complexidade do corpo humano, mas também compreendendo mais e melhor como funciona o nosso corpo. Sendo o conhecimento do corpo, a sua estrutura e a sua função dos conhecimentos mais práticos e úteis que se pode ter, pois o corpo é a única coisa que cada um carrega desde o momento que nasce até ao seu último respiro, aconselhamos a todos a visita a esta exposição “O Corpo Humano como nunca o viu” até ao final do mês de Janeiro. Escola Básica e Secundária de Vizela Marta Almeida, nº 13, 9º D

gãos saudáveis e não-saudáveis estavam colocados lado a lado. Foi uma experiência inesquecível, de facto, como o próprio lema da exposição o diz: Ver é Saber! Muitos de nós não sabem o que temos debaixo da pele – como o corpo funciona, do que necessita para sobreviver, o que o destrói, o que o reanima. Foi-nos proporcionada uma oportunidade única, o corpo humano tal como ele é, em todas as suas dimensões, permitindo-nos o acesso a um conhecimento que até agora apenas estava disponível à comunidade médica. Não quisemos deixar de partilhar esta experiência com a comunidade vizelense, lançando aqui um repto às familias, para que visitem, até final de Janeiro, esta exposição. Será certamente motivadora de diálogo entre pais e filhos, enquanto podem ajudar a despertar a curiosidade pelo funcionamento do nosso corpo, aprendendo a respeitá-lo e potenciando a adopção de estilos de vida mais saudáveis. Professora Gabriela Salgado e alunos do 9ºB

16 de Outubro – Dia Mundial da Alimentação

Feira dos alimentos Olá, amiguinhos! Somos os alunos do quarto ano de escolaridade, da Escola Básica de Infias e queremos partilhar com todos os leitores deste jornal uma actividade muito interessante e divertida, que realizámos na nossa escola, no dia quinze de Outubro de dois mil e dez. Este ano, para festejar o Dia Mundial da Alimentação, a nossa escola organizou uma feira dos alimentos, que envolveu toda a comunidade educativa. Ao longo da semana, os alunos trouxeram vários alimentos (batatas, cebolas, cenouras, fruta...) para vender na feira dos alimentos, no dia quinze de Outubro (sexta-feira). Todos os alunos participaram na recolha de alimentos, com muito entusiasmo e empenho. A feira dos alimentos correu muito bem e estava bem organizada. Recebemos muitas pesso-

as (pais/Encarregados de Educação, avós, tios…) que queriam ver o nosso trabalho e comprar alguns alimentos saudáveis porque “Saber comer é saber viver”. É importante ter uma alimentação completa, equilibrada e

variada, respeitando a Roda dos Alimentos. Foi um dia inesquecível, que queremos repetir. Alunos do 4º ano da Escola Básica de Infias


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Figuras Ilustres Os exemplos que se seguem mostram que no século XX houve homens e mulheres extraordinários, capazes de dedicar a sua vida aos outros. Há muitas formas de sermos úteis à sociedade. Aqui apresentamos exemplos de um auxílio voltado para as necessidades dos mais desfavorecidos. É curioso que a maior parte deles provem do hemisfério sul ou pelo menos de zonas do globo tradicionalmente afastadas dos grandes centros do dito “humanismo” ocidental .

a i n a d a d i C

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Figuras Ilustres

Madre Teresa de Calcutá foi uma religiosa católica nascida em 1910 na Albânia. Viveu grande parte da sua vida na Índia onde levou uma vida de dedicação exclusiva aos mais desfavorecidos. Foi beatificada e é hoje um símbolo maior de capacidade de altruísmo da humanidade.

Martin Luther King foi um activista politico nascido em 1929 nos Estados Unidos da América. Inspirado em Gandhi, foi um defensor da não violência e lutou para que nos Estados Unidos acabasse a discriminação baseada na cor da pele. Ficou célebre o seu discurso em que proferiu as palavras “I have a dream” (Eu tenho um sonho), apelando à união entre os homens de todas as raças.

Nascido em 1946 em Timor, Xanana Gusmão foi um líder da resistência timorense contra a ocupação indonésia. Antiga colónia portuguesa, o território de Timor tinha sido invadido contra a vontade dos timorenses, por um país vizinho chamado Indonésia. A luta de Xanana, durante anos refugiado nas montanhas de Timor, acabou por resultar na libertação de Timor. O seu exemplo é notável na medida em que representa a vitória da perseverança, da coragem e da resistência contra a opressão.

Estrada com Vida

Estrada com Vida

No passado dia 19 de Outubro de 2010, a turma C do 5º ano, juntamente com a turma F, também do 5º ano, tiveram oportunidade de participar, com muito entusiasmo, no Programa “Estrada com Vida”de Educação e Formação Rodoviária, na Escola de Trânsito de Fafe. Saímos de Infias, por volta das oito e meia da manhã, e partimos de autocarro em direcção à Escola de Trânsito de Fafe. Durante a viagem, aproveitamos para relembrar alguns dos filmes e prospectos informativos que havíamos analisado nas nossas aulas de Formação Cívica e a nossa Directora de Turma propôsnos fazer uma canção sobre o que tivessemos guardado na memória no tocante a esta temática. Quando chegámos à Escola de Trânsito de Fafe, fomos muito bem recebidos. Um grupo de pessoas acolheu-nos com amabilidade. Antes de entrarmos no recinto, onde mais tarde, iríamos assistir a um documentário, fomos fotografados individualmente. Sentimo-nos uns verdadeiros artistas! Depois, sentamo-nos numa sala onde nos foram apresentadas várias imagens acerca dos direitos e deveres de um cidadão, em segurança, na rua ou na estrada. Muitas dessas imagens revelaram-se verdadeiramente impressionantes! Vimos crianças que, imediatamente após saírem do autocarro, se lançavam à es-

Lá na Nova Estrada Onde eu vou passear, Tantos carros bonitos Vou eu encontrar.

trada correndo o risco de serem atropeladas; outras, brincando na beirinha do passeio expunham-se a quase serem tocadas pelos automóveis que passavam… Enfim, depois de tanto termos visto e ouvido, passámos à acção e começámos a viver uma experiência única: uns transformaram-se em verdadeiros peões; outros conduziram bicicletas; e, outros ainda, guiaram carros com pedais. Todos tivemos um tempo e um espaço adequados a uma aprendizagem de Cidadania Segura e com Vida! Quando chegámos à nossa Escola EB 2,3/S de Infias, começámos a trabalhar na produção do tema musical proposto pela nossa Directora de Turma. Eis o resultado: É na Estrada com Vida Que aprendemos a ser Um peão prudente, Um condutor a valer. São muitos sinais, Estradas tão desiguais, Ter muita atenção É nossa Razão. Estrada com Vida, Tão bom aprender, Sabermos as regras, Sabermos Crescer. Circular com Vida É nosso dever!

Os Alunos da Turma do 5º C

Meninos e brinquedos, Pessoas e flores Entram para o autocarro, Autocarro dos amores. Crianças no parque, A saltar e brincar, A andar de baloiço Para depois passear! Folhas de Outono, Estão prestes a cair, Os carros a passar Não se podem distrair.

Mahatma Ghandi nasceu em 1869 em Bombaim na Índia. Foi um líder espiritual e pacifista da humanidade e principal personalidade da independência da Índia. Ghandi era contra a violência, defendendo as formas pacíficas de protesto. Conseguiu pacificar Hindus e Muçulmanos. A sua intervenção em favor dos outros é um exemplo raro para toda a humanidade.

Dos sinais da estrada Não nos podemos esquecer Quando andamos de carro Temos sempre que os VER. Dar pisca para a direita, Quando queremos virar, Para o carro que vem atrás Não se despistar. Levar o cinto e a cadeira Para a polícia não nos apanhar, Senão levamos uma multa E ficamos a chorar… Na passadeira, Devemos sempre parar, Olhar de um lado para o outro E só depois avançar! É uma estrada com vida Que vamos construir, Uma estrada colorida que nos faça SORRIR!!!!!!!!! Joana Sousa, 5ºD

Nelson Mandela nasceu em 1918 na África do Sul. Toda a sua vida lutou contra o apartheid, uma forma de discriminação baseada na cor da pele. Esteve preso durante muitos anos e quando foi libertado foi capaz de perdoar aos que o tinham injustamente condenado à prisão perpétua. Hoje Mandela é um verdadeiro herói nacional no seu país. Alunos do 6ºC


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Uma aluna especial A curiosidade nasceu logo no primeiro dia deste ano lectivo, quando a turma do 8º D teve acesso à listagem dos alunos, e de imediato se questionou sobre a identidade da Cláudia. A turma foi esclarecida que a Cláudia é uma menina muito especial, que está integrada na turma, mas que no seu dia-a-dia frequenta a Unidade de Intervenção Especializada, U.I.E., da nossa escola. Rapidamente, todos os alunos perceberam que o importante para a Cláudia não é aprender a fazer cálculos matemáticos complexos, nem aprender palavras difíceis do dicionário de língua portuguesa, por isso não iriam demonstrar a sua amizade por ela ajudando-a a estudar para os testes, mas sim acarinhando-a, e fazendo-a sentir que neste ano lectivo ganhou novos amigos, que gostam dela e que a querem ver feliz, tal como aqueles que já convivem com ela. Assim a turma tratou de pôr mãos à obra e organizar a sua primeira visita à U.I.E. para conhecer a Cláudia. A base de qualquer ideia assentava em demonstrar à Cláudia o nosso carinho, vê-la sorrir por poucos instantes que fossem, de modo a

mostrar que estava feliz pela nossa visita, pela nossa companhia e pela nossa surpresa. Desta forma, a turma decidiu construir uma árvore que simbolizasse a família do 8ºD. Numa cartolina, recorrendo ao uso de lápis de cor e folhas de árvores, que a turma recolheu do jardim da escola, os alunos fizeram nascer esta ideia. Os diferentes ramos correspondiam aos alunos da turma, representados por uma fotografia de cada um, e na parte central da árvore estava a fotografia da Cláudia, rodeada pelas fotografias dos restantes colegas. Para completar a surpresa, cada aluno teve que colocar a sua impressão digital, demarcada com guaches, por baixo da sua fotografia, para se identificar. Assim de forma a concretizar a surpresa, a turma dividiu-se em grupos para visitar a unidade, de modo a não perturbar o seu normal funcionamento, e aos poucos os alunos foram conhecendo a Cláudia e completando a árvore da família do 8ºD. Com a ajuda da Professora do Ensino Especial, Elisabete Pinheiro, e das auxiliares presentes, a Cláudia esteve sentada à mesa e a participar neste momento com os colegas,

fazendo também ela, com o apoio necessário, a sua impressão digital na árvore. A Cláudia presenteou-nos com sorrisos e euforia, demonstrando desta forma especial ter ficado feliz e ter gostado daquele momento, que muito

emocionou todos os colegas da turma. Este gesto simbólico foi o primeiro de muitos que pensamos concretizar, para que haja muitos mais momentos assim, muitos mais sorrisos, muita mais alegria, muito mais carinho, muito mais

Os Direitos Humanos Marcha pela Inclusão Contra a pobreza

Na minha opinião, independentemente da raça, cultura ou religião, todos os homens são cidadãos e todos merecem os mesmos direitos, assim como todos devem respeitar os mesmos deveres. Também têm direito a ser livres e a poderem-se expressar livremente, desde que não prejudiquem o próximo como prejudicam, por exemplo, através do racismo. O racismo é um preconceito devido às diferenças raciais. Basicamente os racistas acham que existe uma superioridade diferente de raça para raça. Eu não concordo. Somos todos iguais e todos temos os mesmos direitos e deveres. E todos nós temos a nossa própria forma de pensar, acreditamos em coisas diferentes e vivemos de forma distinta e ninguém pode ser odiado ou discriminado por isso. Se pensássemos todos da mesma forma não tinha piada nenhuma.

Devemos respeitar os gostos e crenças dos outros e temos o direito de ser igualmente respeitados. O pior é que estes direitos e deveres não passam de uma teoria que ainda não passou à prática. Mesmo anos depois do tempo do nazismo continuam a existir muitos casos de racismo, xenofobia e homofobia. Em relação à mulher negra, é evidente a distinção entre homens e mulheres no mercado de trabalho. Esse preconceito teve origem na escravidão que, apesar de ter sido abolida há séculos, ainda tem influência nas relações sociais (modo de pensar e de ver o outro e a si mesmo). O preconceito contra a mulher é uma coisa que já faz parte da sociedade, o que fez com que elas tivessem uma visão depreciativa delas próprias. Helena Poleri Nº15, 8ºE

A União Europeia considerou o ano 2010 como o ano Europeu de Combate à Pobreza e Exclusão Social. Vizela respondeu ao desafio colocado pelo núcleo distrital de Braga da REAPN e em parceria com o Projecto Ave mais Solidário realizando uma marcha no dia 20 de Outubro. Esta foi organizada pela Câmara Municipal de Vizela e dirigiu-se a diferentes grupos da população, tais como: crianças, adolescentes, idosos, deficientes, entre outros. A Escola Básica e Secundária Vizela - Infias recebeu o pedido de colaboração na integração da marcha tendo sido a mesma “agarrada”com muita vontade e dedicação pela turma do 11º C do curso Técnico de Apoio Psicossocial. Nós participámos dando o nosso melhor e realizámos as seguintes actividades: dança, cartazes, uma faixa e camisolas estampadas. Dentro dos vários temas sugeridos o nosso trabalho centrouse nos seguintes: IGUALDADE, POBREZA, INCLUSÃO E JUSTIÇA.

amor, muita mais ternura, … não só para a Cláudia, mas para todos os seus amigos que frequentam a U.I.E. e para a turma também. Neuza Barbosa (Directora de Turma 8ºD)

A Marcha contra a pobreza

É importante também referir que tivemos ajuda de alguns dos nossos Encarregados de Educação, mostrando assim que estes também estão de certa forma sensibilizados para este tipo de acções, bem como a sua participação na vida escolar. Esta actividade foi dinamizada pela Directora de Turma, Eugénia Pereira, com a colaboração de vários professores do Conselho de Turma, promovendo a interdisciplinaridade. Consideramos que estas iniciativas são de louvar na medida em que apelam à sensibilização e à consciência de alguns valores Ético-Morais fundamentais para fortalecer as relações interpessoais e a prática de alguns do Direitos do Homem consagrados na Declaração Universal dos Direitos Humanos. A ssim concluímos que, enquanto existir pobreza “temos de continuar a lutar” para que “ela seja eliminada”, esta é uma responsabilidade “de todos nós”.

No passado dia 20 de Outubro participei numa marcha contra a pobreza e a exclusão social, com as turmas do 4º ano da EB1 S.Miguel, C.N.O, A.I.R.E.V. entre outras associações, entidades e pessoas anónimas do Concelho de Vizela. Saímos da escola e dirigimo-nos para a rua do Fórum onde se organizou a marcha, que passou na Avenida Abade Tagilde e terminou na Praça da República. Neste local realizaram-se algumas peças de teatro subordinadas aos temas: desemprego, pobreza e a exclusão social. Eram também sobre estes temas os cartazes que as pessoas levavam, em mão, durante a marcha. A nossa escola também fez um cartaz onde se podia ler «Somos vigilantes do combate à pobreza. Tu podes ser um «herói» faz como nós.» Antes de acabar a concentração a minha turma voltou para a escola. O que mais gostei foi quando o canal da R.T.P. 1 nos filmou para uma transmissão em directo.

Aluna, Cláudia Vaz 11º C

Carlos Gomes, 4º H EscolaEB1 de São Miguel


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Fizemos História com Um rei e a República na Escola um presidente Reavivando a importância da nossa história nacional comemoramos, ao longo deste ano, a República na Escola, associandonos às comemorações do primeiro centenário da implantação da República em Portugal. Para tal, a Direcção do Agrupamento lançou o repto às professoras Emília Monteiro e Belmira Mendes da equipa da Biblioteca Escolar, aos professores do grupo de História e Geografia de Portugal, Fátima Trancho, Isabel Silva, Carla Pereira, ao professor de Expressões, David Carvalho, ao professor de Educação Visual, Luís Filipe que, de forma profissional e empenhada, abraçaram todas as iniciativas propostas. Sensibilizaram-se os professores para o tratamento desta temática em contexto de sala de

aula, envolveram-se as escolas do agrupamento, alunos e professores na edição do 3º período do jornal escolar Pau de Giz. Houve a participação no projecto das crónicas “Republicando”, quinzenais, na Rádio Vizela, a exposição “Acontecimentos Marcantes da República” patente na biblioteca escolar durante o mês de Junho, gentilmente cedida pela Escola Secundária de Vizela. De 30 de Setembro a 7 de Outubro esteve patente, à comunidade escolar, a Exposição “100 anos de República - 18 Presidentes!”, na Biblioteca Escolar. No dia 4 de Outubro teve lugar um momento evocativo da Implantação da República com o hastear da bandeira de Portugal, que envolveu as turmas do 6º e do 9º anos e contou com a presença do Sr. Comandante da GNR de

Vizela e do Sr. Comandante dos Bombeiros Voluntários de Vizela. No dia 6 de Outubro, num dos pontos altos das comemorações, concretizou-se a palestra “Republicando Falas tu e falo eu: Vultos da República em Vizela” proferida pela Drª Maria José Pacheco e o momento teatral alusivo à temática “A mulher na República”, pela Turma do Curso de Animação Sociocultural, do 12º C. Estas actividades constituíram uma oportunidade para aprofundar os valores e o ideário republicanos, em especial no que diz respeito à liberdade, igualdade, cidadania e aos direitos fundamentais da educação, da cultura, da participação social e política e à promoção do progresso social, económico e cultural de Portugal. P.G.

Drª Maria José Pacheco conversando com os alunos sobre a República, e alunas do 12ºC vestidas à época.

Os 100 anos da República na Escola Básica e Secundária de Infias-Vizela À semelhança de todo o país, foram também celebrados, na nossa escola, os 100 anos da Implantação da República, com destaque especial, pois cem anos não ocorrem da noite para o dia. Assim foi. Dia 4 de Outubro, dia antecedente ao dia da Implantação da República, cerca das nove horas da manhã, com a participação da Fanfarra dos Bombeiros

Voluntários de Vizela que, ao içar da Bandeira Nacional, executou um toque de homenagem. Estiveram ainda presentes os Senhores Comandantes da GNR e dos BV de Vizela, assim como o representante da Câmara Municipal de Vizela para a Educação. Foram recebidos por alunos de vários anos e diferentes turmas, por alguns docentes e também por

membros da Direcção. O hastear da bandeira, acompanhado pelo canto harmonioso d’A Portuguesa, na língua de Camões. E foi assim que se celebrou um dia especial para todo o país, que, certamente, não passou despercebido na nossa escola. Pedro Marques, 9ºA

Como toda gente sabe, este ano festejou-se o Centenário da República. Muitos portugueses lutaram e até morreram para que tivéssemos a liberdade de escolher os nossos governantes. Na nossa escola, também comemorámos o 5 de Outubro e a professora de História e Geografia de Portugal pediu um trabalho de grupo onde debatêssemos as diferenças entre um rei e um presidente. Na aula, a professora explicou que os anos anteriores ao 5 de Outubro de 1910 foram muito conturbados, politica e socialmente. O povo estava descontente com a monarquia, ao ponto de em 1908 o rei D. Carlos I e o príncipe Luís Filipe terem sido assassinados em plena Praça do Comércio, em Lisboa. Subiu ao trono D. Manuel, com apenas dezoito anos, mas isso só atrasou um pouco a chegada da República. As pessoas viviam miseravelmente e o rei continuava a esbanjar dinheiro e a ostentar riqueza e a beneficiar os nobres. As pessoas viviam revoltadas e a conspirar contra a monarquia. O nosso grupo, cujos membros eram o Zé Luís, o Ricardo, a Alice e eu, fomos para a biblioteca pesquisar sobre o assunto… Ficámos tão absorvidos pelo assunto que parecia que estávamos mesmo no dia cinco de Outubro de 1910… e nessa bela manhã fria, o sol tímido acordava no horizonte e aquecia os campos da noite húmida de Outono. Nas ruas vivia-se um ambiente de agitação e de fraternidade como se alguma coisa de grave estivesse prestes a acontecer. Ao presenciarmos isso, ficámos curiosos por ver o sentimento das pessoas a manifestar-se e aproximámo-nos… O povo achava que nada os podia deter… Gritavam e marchavam: - Fora el-rei D. Manuel II! Queremos um presidente! Aproximavam-se do castelo de S. Jorge, criando um ambiente de suspense… ninguém falava, ninguém se mexia! Mas houve alguém que teve a coragem de erguer a sua voz… defender os seus interesses e direitos: - Abaixo a monarquia! Viva a República! A população enfurecida invadiu o castelo de S. Jorge, onde desceu a bandeira azul e branca e foi içada a bandeira actual de Portugal. E nesse momento cantou-se “A

Portuguesa” (o hino actual) e as pessoas taparam o buraco que tinham no seu coração… A nossa imaginação voltou para a biblioteca e falámos sobre a mudança que Portugal sofreu… E eu disse: - Agora sim, Portugal é o país que nós conhecemos e que falámos na disciplina de HGP, mesmo sem D. Afonso Henriques e outros reis e nobres importantes, Portugal é forte pelas acções do seu povo! O nosso povo é unido! O Zé Luís, com o seu jeito engraçado, comentou: - Foi-se o rei, temos um presidente! E é bem diferente! - Tínhamos uma monarquia, onde o rei exercia um grande poder e não era escolhido pelo povo; herdava o trono, usava coroa e a terra que lhe pertencia era denominada de Reino. – afirmou o Ricardo. - Passámos a viver numa República que tem por autoridade máxima no poder executivo o Presidente da República, que é eleito através de eleições pelo povo. – proferiu claramente a Alice. - O mandato do Presidente da República tem quantos anos? – perguntou o Ricardo. E eu não hesitei e respondi: - Cada mandato tem cinco anos e pode ter o máximo de dois mandatos. Cabe ao presidente a chefia do Estado, tem o poder de vetar ou promulgar as leis e até pode dissolver a Assembleia da República se o achar necessário. É muito poderoso! O Ricardo voltou a perguntar: - O Presidente toma as decisões sem perguntar a opinião e nem se aconselha com ninguém? - O Conselho de Estado é o órgão político de consulta do Presidente da República que é formado por pessoas muito ilustres e importantes. – indicou a Alice. - Já o Rei comandava exércitos e caçava… - acrescentou o Luís. E eu continuei: - Mais, o Presidente representanos no estrangeiro e é o chefe das Forças Armadas… Divertimo-nos imenso e também aprendemos muito. Resolvemos apresentar o nosso trabalho sobre a forma de Teatro e toda a turma e professores gostaram muito. Eduardo Freitas nº4 6ºF


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À Descoberta da 1ª República por Terras de Vizela! A Comemoração do 1º Centenário da Implantação da República em Portugal remete-nos para uma conquista remota no tempo, uma conquista de liberdade e de bemaventurança. Muitos contestarão, mas o povo, aquele a quem interessava comandar e convencer, aspirava à mudança! E a mudança anunciou-se e proclamou-se. Se confirmada fora… Não se sabe… Queiramos acreditar que sim. Todavia, confesso, um sim com muitos PONTOS DE INTERROGAÇÂO????????????? É verdade que a liberdade, através da imprensa, ganhou força, mas também censura; é verdade que o analfabetismo fora combatido e a Educação se tornara um marco a fazer a diferença. Atentese à realidade vivida nos nossos dias…Estaremos assim tão distanciados dos dias de “antigamente”…?! Vizela, durante muito tempo, pertenceu ao antigo concelho de Barrosas. No período de implantação da 1ª Republica, fez parte

do concelho de Guimarães, cidade berço da Nacionalidade! O conservadorismo, o espírito patriota e moderado das gentes da terra não se deixava embalar pelos Ecos da Época… E, quando estes o deixavam de ser, as fontes da imprensa monárquica tentavam o jornalismo factual, sem apelo à emoção. Compreende-se, Guimarães era um símbolo emblemático no que toca à conservação dos valores tradicionais. Entre os notáveis que durante a 1ª República, e até depois, fizeram História em Vizela, contribuindo para a preservação do património vizelense e emancipação ideológica dos habitantes locais, destacase Francisco Armindo Pereira da Costa, nascido em 1906, fundador do Notícias de Vizela em 1947. Este Grande Senhor que sempre se dedicou “à sua terra de alma e coração”, nasceu no dia 15 de Março, quatros anos antes da implantação da República, falecendo em 1982. Filho de professores, foi um homem que se destacou pela sua aura lutadora e persis-

Prof. Francisco Armindo Costa

tente. Ensaiador, actor, criador de fantásticas peças teatrais, apresentadas no antigo Cine Parque, em Salões Paroquiais ou na Casa do Povo, criara um grupo Cénico de prestígio. Quem sabe muitos dos nossos alunos não lhe terão herdado a alma…?! A sua grande luta, a sua maior dedicação, fora trazer à luz das Luzes, que então também iluminavam a sua terra natal, aos dias que vivia, vestígios arqueológicos de tempos imemoriais! De sublinhar a famosa Cista de S. Bento!

Uma sepultura celtibérica que se encontra na montanha sagrada com o mesmo nome, a que erradamente se atribuiu origem romana… Notável Vizelense, fundador do Notícias de Vizela - jornal do qual foi durante muito tempo único redactor - Francisco Armindo Pereira da Costa publicou a sua obra-prima “Ad. Perpetuam”, em 1965, sob o pseudónimo Júlio Damas. Essa obra, pelo seu precioso valor para a História de Vizela, deveria ser tocada por todos aqueles que amam as suas raízes e sem elas são árvores sem terra… Não, Vizela não queria ser uma árvore sem terra! Depois da anunciada visita de D. Maria a terras de Vizela - não verificada - em 1852, os vizelenses mostraram sinais de desagrado em relação ao que a monarquia significava nas suas vidas e regressaram à luta de elevarem a sua terra a concelho, distanciando-se de Guimarães. Essa luta era já longa. O século XIV vira Vizela tornar-se concelho em 1361. Todavia, esse estatuto per-

“As diferenças entre um rei e um Presidente da República” - o meu texto para o concurso... Olá! Eu sou o José Vale e fui convidado para escrever uma composição para o concurso da Texto Editores e a professora de Língua Portuguesa escolheu o meu texto!!! Ora, aqui está ele: As diferenças entre um Rei e um Presidente da República: Numa tarde de Outono de 1950, uma rapariga estava brincando no jardim. Tratavam-na por Joaninha. Como não tinha nada para fazer e tinha sido feriado nacional no dia anterior – sem que ela soubesse por que razão - resolveu ir perguntar ao seu avô: - Avô, estamos numa república, não é? Tendo o avô respondido afirmativamente, ela continuou: - E quais são as diferenças entre um rei e um presidente da república? – Perguntou a Joaninha.

- Eu vou-te contar uma história que se passou há muitos anos. No dia 13 de Novembro de 1889, o rei D. Luís I estava numa corte muito importante. Bem, estás a ver, antigamente chamava-se corte ao que agora se chama Assembleia da República. A ideologia na sua base é a mesma, pois são ambas reuniões para se decidir coisas importantes para o país. Continuando… D. Luís I estava a falar da preocupação dos combates ao analfabetismo, a preocupação com o ensino secundário e o ensino superior. - Lembrei-me agora que antigamente havia guerras e agora não. – acrescentou a Joaninha. - Bem, agora há menos, é verdade. Mas infelizmente ainda as há. Mas como estava a dizer, o número de escolas estava a subir muito! Já havia mais de 4000 escolas! - Ah, então era bom isso dos reis… - E tu sabes como se chamava esse

período em que tínhamos reis? - Bem… nem por isso… - Ó Joaninha, dantes vivíamos numa monarquia. E agora vivemos numa república! - Ah, já percebi, avô. - E D. Luís I tinha reparado que o número de analfabetos fora diminuindo. - Eu sei que os reis viviam em castelos e os presidentes vivem em casas palácios – completou a Joaninha. - É verdade! Mas… - Olha! Olha! E os reis vestiam-se com grandes casacos e meias até aos joelhos. As rainhas vestiamse com muitas saias para a fazer larga. - Sim, tudo isso é verdade, mas também havia pontos negativos… - Sim, eu sei que as pessoas não podiam escolher quem as governava, como hoje a mãe e o pai fazem… - E eu! – replicou o avô.

- Sim, claro, tu também votas! – afirmou a joaninha – E é importante, não? É um direito que ganhamos há pouco tempo, mas que nos faz ser cidadãos mais conscientes e responsáveis… aprendi isso mesmo na aula de Formação Cívica esta semana! - Exactamente! Cidadãos responsáveis votam sempre! Pois elegemos os nossos representantes, como o Primeiro-ministro ou o Presidente da República. E assim temos a certeza que colocamos no poder pessoas que representam os ideais em que acreditamos… De momento, não me lembro de mais nada. Mas amanhã lembrarme-ei de mais e depois conversamos melhor, está bem? - Obrigado, avô. - Não tens que agradecer. José Vale , 6º E

dera-se e a Nossa Terra só voltaria a tornar-se concelho em Março de 1998. Dando corpo a um desejo que o tempo não conseguira apagar, durante a 1ª República, os Vizelenses enviaram uma comissão a Lisboa com o objectivo de apresentarem os motivos das suas reivindicações, relativamente à elevação de Vizela a concelho. Por conseguinte, em 1914, Vizela apresentou uma proposta de criação de município, com 26 freguesias, a maioria desanexada de Guimarães; em 1926, a mesma proposta apenas contemplava 17 freguesias… Certo é que, apesar da República parecer já não fazer tantas “Ilhas de Amores” - recorde-se a lenda - a actual cidade de Vizela durante o período de Implantação da 1ª República vivera momentos de grande esplendor. Os Loucos Anos Vinte despediram-se de Vizela com uma marca inesquecível: em 1929 a Nossa Terra viu-se elevada à categoria de vila! Professora Isabel Silva

Os livros que gostámos de ler… “5 de Outubro – Viva a República!” O momento foi eterno, de liberdade! Educativo, exaltante de paixão pela leitura. Palavras apelavam ao amor e à liberdade. Algumas eram pequenas, mas diziam muito… Liberdade! A República é um tema que orgulha Portugal. Sem dúvida, “5 de Outubro – Viva a República!”é um livro muito interessante! Carolina Rocha, 5º E


Desafio dos livros Encontro com a escritora Áurea Justo 20

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No dia 17 de Novembro, a nossa manhã foi um pouco estranha! Recebemos a escritora Áurea Justo que nos veio falar do seu livro “As estrelas de Saturno” e por essa razão é que digo que foi estranha porque é um livro que nos traz a história de amor entre uma habitante terrestre e um habitante de Saturno, isto é, um amor interplanetário!!!! Fantástico! Sei lá! Muito estranho! Muiiiito! E com aliciantes aventuras pelo que ouvi dizer! As turmas presentes levantaram questões sobre esta “novidade” do extra-terrestre apaixonado por uma humana e mesmo a prof. Eugénia deu algumas explicações sobre essa “coisa” que se chama “amor platónico”. Foi uma manhã de emoções! Claro, sempre que anda pelo meio o AMOR... As conversas com a escritora fo-

Mês das Bibliotecas Escolares A 25 de Outubro comemora-se o Dia Internacional das bibliotecas escolares... Aliás, o mês de Outubro é todo ele considerado o mês das bibliotecas escolares. No nosso agrupamento, entre os dias 6 e 28 realizaram-se na BE várias actividades, dinamizadas pelos elementos da equipa. Houve sessões de leitura; sessões de informação para utilizadores, com a presença de todas as turmas do 5º ano; oficinas de pesquisa na internet, para o 2º e 3º ciclos e ensino secundário; oficinas de leitura e literacias, orientadas para o 2º ciclo, etc. No conjunto destas actividades destacaram-se ainda outras duas: Comemoração do Centenário da República e o Dia Mundial do Professor, ambas concretizadas em parceria com a Direcção do agrupamento. Quanto à primeira, a escola sede recebeu a Drª Maria José Pacheco, que conversou com os nossos alunos, precisamente sobre a República. A este propósito, as alunas do 12ºC, com a ajuda do prof. David Carvalho, criaram um acto performativo sobre as 13 mulheres da República. Todas

vestidas à época e muito concentradas, estiveram lindamente! Mas para terminar essa quartafeira, os professores juntaram-se na biblioteca para um convívio, e tomaram um chá, acompanhado com uns docinhos dos nossos alunos CEF de padaria e pastelaria. Em mais de uma centena de países, o dia 5 de Outubro assinala, em jeito de homenagem, o Dia do Professor enquanto jornada de reflexão sobre a realidade social actual. Outrora tida como sinal de prestígio, a profissão docente esbarra hoje em grandes dificuldades. Portanto, este momento foi (e é sempre) muito especial! E para tornar o momento mais interessante, a prof. Belmira leu um texto de Ondjaki, muito à sua maneira, e foi um brilharete! A verdade é que não é necessário fazer muito! Basta ir à biblioteca… Qualquer uma... Leia... Pegue num livro... Leia! Pegue numa revista... Leia! Leia de início ao fim ou apenas os

ram muito esclarecedoras e foi um momento interessante na medida em que ela própria nos revelou os seus segredos de escrita e as suas fontes de inspiração para a produção deste romance. Também a prof. Belmira deu uma ajudinha com certas provocações... Mas os alunos sempre atentos estiveram à altura! E no meio de tudo isto, a nossa Natália ainda fez a leitura de uns poemas. E leu muito bem! Mesmo muito bem! Áurea Justo, é natural de Chaves, mas reside actualmente em Guimarães. Têmo-la aqui tão perto! Foi um prazer recebê-la! A nossa BE está sempre aberta para ela! Muito obrigada a todos! A prof. Bibliotecária Emília Monteiro

Partilha de experiências de leitura

títulos... Leia! Pegue num guião... Leia! Leve um amigo, um companheiro, a(o) namorada(o), o pai, o filho... Leia! Pegue num poema... Leia! Por exemplo... um poema! “Os livros” Apetece-me chamar-lhes irmãos, tê-los ao colo, afagá-los com as mãos, abri-los de par em par, ver o Pinóquio a rir, e o D. Quixote a sonhar e a Alice do outro lado do espelho a inventar um mundo de assombros que dá gosto visitar. Apetece-me chamar-lhes irmãos e deixar brilhar os olhos nas páginas das suas mãos. J. J. Letria A biblioteca está aberta para todos! Boas leituras! A prof. bibliotecária Emília Monteiro

Esta actividade é muito querida pelos nossos alunos! Para além de criar entre eles uma proximidade maior através dos livros, enriquece-os pela partilha de saberes e, mais do que isso, ajuda-os a melhorar a sua expressão oral, tendo em vista um público distinto daquele com o qual contacta em contexto de sala de aula. É por este facto que os alunos do 8ºD e E, juntamente com a professora Lídia Costa, estão de parabéns! Nestas últimas semanas dedicaram horas das suas aulas à leitura de obras de Alice Vieira, entre elas “Rosa minha irmã, Rosa”, “O casamento da minha mãe”, “Leandro, rei da

Helíria”... E dessas leituras resultou uma manhã de partilha de experiências na BE. Preparam um powerpoint sobre a autora e um conjunto de cartazes bem bonitos e bem feitos! E receberam muitas turmas a quem contaram e leram vários momentos das obras lidas... Foram momentos muito agradáveis e é sempre bom ver que afinal ler não custa nada... Há sempre tanto para aprender... lendo! Parabéns! Foi um prazer receber todos os alunos na BE. Aliás, contamos com mais! Muito mais! A prof. bibliotecária Emília Monteiro


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Sugestões de leitura Palavras que falam de nós Francisco Correia (…) fiz a leitura de todos os textos poéticos e logo se dissiparam receios ao ver-me envolta numa inesperada reflexão sobre a Vida e todos os seus instantes: Risos; Refém de um sonho; Jeans; Simples, complexo; Equilíbrio; Persistência; O velho e a criança; Entre o ser e o dever; Saudade da infância; Seguir em frente… são poemas que colocados em linha traduzem percursos vivenciais. Trazem “Palavras que falam de nós”, num plural singular que torna presente um “eu”, um “tu”, um “ele”, enfim, um “nós”. Uns mais aqui, outros um pouco mais além, todavia todos presentes. Esta poesia é uma experiência da palavra e concomitantemente uma experiência da realidade. (…) (Excerto do prefácio

Gugui, o dragão azul Margarida Rebelo Pinto Era uma vez um dragão que não sabia que era dragão e uma princesa que não gostava de ser princesa. O dragão chamava-se Gugui e a Princesa, Carlota. Carlota era filha única. A mãe morrera quando era pequena e o pai não voltara a casar. O castelo era como um reino encantado, cheio de passagens secretas e paredes falsas, alçapões e armários sem fundo, mas a princesa já conhecia todos os segredos daquele lugar e, à medida que ia crescendo, tinha cada vez mais vontade de viajar e conhecer o mundo. (texto da contracapa)

A Estrelinha Pálida Pedro Seromenho Era uma vez a noite mais brilhante de todas as noites! Dos confins do Universo ao Cruzeiro do Sul, todas as estrelas brilhavam alegremente, excepto uma. Chamava-se Pálida. Para encontrar o seu brilho que lhe faltava, a estrelinha mergulhou dos céus e viajou até à Terra. Encheu-se de coragem e lançou-se à aventura. Deixa-te voar com ela! (texto da contracapa)

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Halloween na Biblioteca Este ano, a nossa Biblioteca comemorou o Halloween com a ajuda das minhas turmas do oitavo e do nono ano. Depois de elaborados os trabalhos alusivos ao tema , na sala de aula e nos tempos livres, os alunos e eu – com a preciosa ajuda do Sr Adelino – decoraramos o espaço com abóboras, teias, morcegos, esqueletos, bruxinhas e vassouras! Nos vidros da porta davam-se as boas vindas à comunidade com um “Happy Halloween”. Segundo os próprios alunos, foi a primeira vez que se comemorou, desta forma, esta festividade de origem Celta. Como todos sabem, o Halloween é uma festa comemorativa celebrada todo ano no dia 31 de Outubro, véspera do dia de Todos os Santos. Ela é realizada em grande parte dos países ocidentais, porém é mais representativa nos

países expressão Inglesa, em especial, nos Estados Unidos, onde chegou em meados do século XIX, levada pelos imigrantes irlandeses. A história desta data comemorativa tem mais de 2500 anos. O povo celta acreditava que no último dia do Verão (31 de Outubro), os espíritos saíam dos cemitérios para tomar posse dos corpos dos vivos. Para assustar estes fantasmas, os celtas colocavam, nas casas, objectos assustadores como, por exemplo, caveiras, ossos decorados, abóboras enfeitadas entre outros. Por ser uma festa pagã foi condenada na Europa durante a Idade Média, quando passou a ser chamada de Dia das Bruxas. Aqueles que comemoravam esta data eram perseguidos e condenados à fogueira pela Inquisição. Com o objectivo de diminuir as influências pagãs na Europa Medieval, a Igreja cris-

tianizou a festa, criando o Dia de Finados (2 de Novembro). Esta festa, por estar relacionada na sua origem à morte, resgata elementos e figuras assustadoras. São símbolos comuns desta festa: fantasmas, bruxas, caveiras, monstros, gatos negros e até personagens como Drácula e Frankenstein. As crianças também participam nesta festa. Com a ajuda dos pais, usam fantasias assustadoras e partem de porta em porta na vizinhança, onde soltam a frase “doçura ou travessura”, em Inglês: “Trick or Treat”. Felizes, terminam a noite de 31 de Outubro, com sacos cheios de guloseimas, chocolates e doces. Este ano comemorou-se assim, de forma singela. Para o próximo ano, tentaremos ASSUSTAAAAAAR mais! Até lá! Professora Paula Ferreira

Na fantasia da viagem…

A Viagem de Ano Novo

Na fantasia da viagem, a avó tropeçou e caiu no quarto de um menino chamado Rúben que logo acordou. No entanto, parecia um sonho! Mas não era! Era mesmo realidade - uma avó com a neta ao colo. Esfregou os olhos duas vezes consecutivas, ficou estático, por alguns instantes, e, de seguida, perguntou: - Quem és? - Sou uma avozinha que tropeçou das nuvens! - Quem é essa menina? - É a minha netinha. - Fazes-me um pequeno favor? - Depende, diz o favor… - Podias entrar sempre nos meus sonhos? - Sim! O menino virou-se para o outro lado da cama e entrou num sono profundo! Era só paz, amizade, amor e alegria – o Mundo de Deus! Lá, toda a gente se respeitava, ninguém se zangava ou se maltratava. Guerra – a palavra desconhecida; Amizade – a palavra sagrada. Era o Mundo do Ouro! Quando acordou, o menino tinha o coração repleto de amor, amizade, paz e alegria!

Numa noite fria de véspera de Ano Novo, a avó e a sua neta que não tinham conseguido vender nem um fósforo, partiam para o esplendor e alegria do Novo Ano... - Avozinha, se tu já tinhas morrido, como é que apareceste aqui? – perguntou, curiosa, a menina. - É uma longa história… Deus viu que tu estavas perdida e cheia de frio, com medo de voltar para casa porque não tinhas ganho nem um tostão! E então, enviou-me naquela estrela para o nosso mundo de paz, amor e muita alegria. – contou a avó. - Mas, avó, nós não sabemos para onde ir! – exclamou preocupadíssima a menina dos fósforos. Nesse momento, eu apareci e ouvi a avó e a neta a falar… e pediram-me ajuda. - Boa noite! Olha, podes dizer-nos onde é que estamos? - Aqui é Vizela. – respondi – Se quiserem, eu faço-vos uma visita guiada. Sem pensarem duas vezes, aceitaram. Viram todas as coisas maravilhosas deste concelho: o Parque das Merendas, a Vizela Romana, as igrejas, as escolas… A menina dos fósforos disse: - Avozinha… é aqui que viveremos com paz, amor e alegria! Rui Pedro Alves Ribeiro, 5ºC

Rúben Baptista, 5º C


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Vizela aos

“Olhos de Águas Quentes” de Maria José Pacheco…

Maria José de Freitas Sousa Pacheco, natural de Vizela, nasceu em 1932. Com muita vontade de seguir Direito e cumprir uma missão de defesa da cidadania, licenciou-se em Filologia Clássica, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e, ainda assim, muito temor custou a sua mãe – uma menina, naquela época, tão longe de sua terra natal… Professora efectiva do Ensino Secundário, ensinou algumas notáveis figuras femininas da nossa vida política actual. Recorda, por exemplo, a rectidão, a inteligência de Maria de Belém e alguma rebeldia com um sentido ético sempre elevado de Elisa Ferreira. No Ateneu Comercial do Porto, exerceu variadíssimas actividades culturais, colaborando no Álbum de Memórias (1869-1994) da mesma instituição. Ainda, no Porto, nos Paços do Concelho, assumiu o Pelouro da Educação e orgulha-se de um feito, para a época inovador, relacionado com a instalação de cantinas em algumas das zonas mais degradadas a nível económico e social daquela metrópole. Em Guimarães, cidade berço da nossa Nacionalidade, foi deputada municipal. Mais tarde, e também mais perto, aqui, em Caldas de Vizela, foi membro da Assembleia de Freguesia, lutando com um orgulho inabalável pelas Gentes da Terra, para a elevação de Vizela a concelho. O seu percurso de vida marcou-se, e ainda hoje se marca, pela colaboração em jornais e revistas, participação em palestras e colóquios, tocada por uma Cidadania Activa que move a Vontade de Ser Vizelense! Autora de obras como “Avicella – Antologia sobre Vizela e seu Termo”; “Para a História um legado e… outras coisas mais”; ” Camilo e Vizela Com Três Cartas do Escritor”; ” A Rita Portuguesa “ tradução com Virgínia Martins de “The Portuguese Rita”; “Património e Indústria No Vale do Ave Um Passado Com Futuro”; “Em Vizela

num Natal de 1900”; e “Nas Margens do Vizela – Memórias”, um impressionante legado para a História Vizelense. Depois de carinhosa e orgulhosamente a termos recebido, na nossa Escola, fomos até ao Porto, cidade onde, num combinado harmonioso com Vizela, passa grande parte do seu dia-a-dia e perguntámos um pouco de tudo, sobre si, sobre Vizela, sobre o futuro... E o papel ficou - como iremos ver!… No seu livro “Nas Margens do Vizela – Memórias”, na Nota de Abertura, Alberto Sampaio escreveu: “Nunca se perde tempo com aquilo que amamos”. Pergunto: o que é que ao longo da sua vida a fez ganhar mais tempo? Eu acho que o empenhamento com que exerci a minha vida de profissão. Apesar de ser professora não ter sido a minha primeira escolha, eu queria ir para Direito, não fui… Vi, também, que realmente gostava do Ensino, da empatia que criava com muitos alunos… Eu acho que isso foi extremamente gratificante para mim e que me valorizou sob o ponto de vista pessoal e me fez ganhar tempo. Outra paixão, que depois veio, foi também a de debruçar-me sobre a História de Vizela, dado que o meu pai tinha sido preso por causa do concelho e me tinham vindo contar aquelas “ histórias” desde pequenina…Eu tenho uma marca… que está relacionada, em tudo, com isso…. E, um dia, estava em casa, e vi que as pessoas em Vizela tinham feito das suas na Assembleia da República… e pensei: “Não, certamente esta gente também recebeu com leite materno aquela chama para continuar a lutar para que Vizela seja concelho.” E então, debruceime sobre esta causa e acho que ganhei tempo…na medida em que eu, com os meus conterrâneos, conseguimos!!! Daí o livro das “Margens do Vizela – Memórias” se ter tornado para si “um imperativo de cons-

ciência”? Eu acho que sim, porque, na realidade, aquilo que não está escrito, não existe. Ao passo que… modéstia a parte - o meu livro é um documento, juntamente com outras obras do Manuel Campelos, entre outros, dessa ânsia municipalista! E também do apego a valores culturais da História de Vizela que muito boa gente tem. Olhe que ainda agora fiz anos e fui contemplada com algo que para mim me disse muito: O que foi? Um pequeno opúsculo que tem aspectos que se podem incluir na História de Vizela, gratificantes, datado de 1868, do qual eu já tinha uma vaga referência, mas nunca tivera a honra de o ver, de o tocar… Quando é que fez anos? Eu fiz a 16 de Novembro, no dia em que faz anos Mário Gualtar, o meu amigo! O que toca verdadeiramente o seu coração quando nos fala de Vizela? Quase toda a gente tem uma ligação muito estreita com a sua terra. Repare que as pessoas podem morrer, muitas vezes até no estrangeiro, e pedem para ser sepultadas, podem até ser cremadas, mas querem que as suas cinzas vão para a sua terra natal. E, por isso, eu tenho esse sentimento relativamente à minha terra. E depois, porque Vizela tinha muitas tradições de ser uma terra bonita, bucólica, com um rio, uma ponte romana que apelava ao nosso imaginário de criança e Vizela

que mais tarde, nós somos adultos, mas dentro do adulto está sempre um pouco de criança…. E por falar em criança, gostava de lhe pedir algo… para todos, mas sobretudo, para os mais pequeninos, que tanto querem conhecer “As Maravilhas de Vizela” - é mesmo o nome de um tema que estão a trabalhar na disciplina de Área de Projecto. Fale-nos um pouco da História da Terra, usando, porque não, o processo evolutivo da toponímia… Bem, a toponímia, como em todas as terras, nem sempre é bem tratada, porque normalmente todas as pessoas gostam de que esta rua ou este largo tenham um nome que lhe foi dado por si, quando o tempo der para isso. Mas, na realidade, ela é fiel a determinadas pessoas que engrandeceram Vizela, principalmente a Vizelenses e a outros que não eram vizelenses. Poderíamos talvez começar por Opus Calidarum…? Ora bem, esse Opus Calidarum é um topónimo relacionado com as águas termais. Opus é uma palavra que significa “olhos” e “calidarum “ – “Os olhos das águas quentes”. Porque onde hoje é Lameira, ou melhor, Praça da República, outrora era um local com bastante água porque as nascentes termais surgiram ali em grande quantidade. Por isso, pensa-se que os romanos quando ali chegaram e viram aquele local cheio de água e depois verificaram que a água era quente, diziam: “Opus Calidarum - Os Olhos

das Águas quentes. No entanto, eu creio que, antes, a arqueologia nunca mostrou nada assim em grandioso. Mas há textos antigos que falam precisamente em Opus Calidarum e as pessoas acham que esses Opus Calidarum só podia ser ali em Vizela. De modo que foi uma designação dada pelos romanos, como por exemplo Conímbriga, Olissipo, etc.… Mas depois esse topónimo mudara… Claro, Opus Calidarum era um nome latino, do latim clássico, depois há o medieval e depois há o Português. “Olhos de Água” podia ficar, mas não ficou. Ficou “Caldas” que era um termo muito vulgar, de Riba Vizela, porque Riba, significa margem. Era na margem de Vizela. Riba Vizela, como nós dizemos a Ribeira, aqui, no Porto, é nesse sentido; era Riba de Vizela que era o rio. Vizela foi buscar o nome ao rio. Agora há muitos problemas, por exemplo, os geógrafos romanos falam em vários rios e não citam o rio de Vizela, só citam o rio Ave, que é um afluente, que não se sabe como surgiu. Enfim, há ainda muitos problemas para explorar na História de Vizela… E por falar em rio Ave, o que significa para si, então, Avicella? Avicella para mim é o topónimo de Vizela. É o Ave pequenino. Ave é o nome romano, que podia vir de “Avi”; “cellla” seria o sufixo equivalente em Português a “inho” ou a “ita” - Avicella, rio Ave pequenino. E depois ficou aportuguesado.


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O latim clássico desapareceu. Se bem que para os eruditos o problema é um pouco mais complicado… Vamos então deixar os romanos e avançar um bocadinho no tempo; vamos para a Idade Média, para a altura em que o concelho de Vizela era então um concelho dito medievo… Há uma época realmente importante para Vizela. Durante os reinados de D. Sancho I e D. Afonso II... A agricultura era praticamente a única fonte de enriquecimento; não havia indústria; e por terras de Vizela houve sempre muitos rios e as terras têm que ser muito regadas, não é… Além disso, havia em Vizela ou à volta de Vizela, conventos beneditinos, por exemplo em Santo Tirso. Há também umas inscrições que atestam à existência de um pequenino convento beneditino que era um daqueles anexos às igrejas e que tinha meia dúzia de coisas em Tagilde e praticava e ensinava as novas técnicas agrícolas. Existiam sempre quintas importantes que eram dos tais senhores de Riba de Vizela. Depois essa linhagem só durou até ao século XV, extinguindo-se, mais tarde, por falta de transmissão masculina. E Guimarães, era já um centro muito mais desenvolvido, relacionado com a Condessa de Mumadona… Vizela começa a entrar numa certa decadência... Embora, eu ache que os banhos romanos foram sempre utilizados, mesmo na Idade Média! E naquele lugar da Lameira houve uma estalagem, atribuída ao rei D. Dinis aquele que “sempre fez tudo quanto quis”! Gostaria de passar por essas memórias, falando-nos um pouco do seu conto de Natal, no qual fala

de D. Pedro, de D. Inês e do seu filho, o Infante D. João…? Sim…Toda a gente é sensível ao drama de D. Pedro e de D. Inês, porque na realidade é uma história trágica de amor; e, se falamos de Romeu e de Julieta, porque não valorizamos aquilo que é nosso? Romeu e Julieta parece ter sido quase uma invenção de Shakspeare… Ao passo, é de facto histórico o assassinato de Inês de Castro que tinha filhos de D. Pedro, entre eles D. João. Agora… o D. João parece que era uma pessoa muito dotada e, logo, até deveria ter herdado o trono português e não, isso não aconteceu... E até há quem diga que D. Pedro tinha casado secretamente com a mãe, com Inês, quando ela ainda era viva. Mas não há documentos que provem… Certo é que o Infante D. João caiu numa cilada que lhe preparou Leonor Teles e teve que se exilar em Espanha. Era naturalmente um homem amargurado. Foi o primeiro donatário do concelho de Vizela que apenas durou sessenta anos porque depois passou para Guimarães. A vida deste tipo de concelhos, na Idade Média, por vezes, era efémera; principalmente, quando havia um concelho ao lado, como o de Guimarães com a Condessa de Mumadona que se investiu de poderes feudais e até espirituais e urbanos! Mas ainda aí, e quando falava de Shakspeare, de Romeu e de Julieta… E a Ilha dos Amores? A que se deverá a lenda? A lenda…? O que eu sei é aquilo que se me oferece à minha reflexão… Em 1890, houve umas comemorações camonianas, de Luís de Camões. Era um ano em que se aproveitava tudo o que era de Ca-

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mões. Aproveitara-se o episódio da Ilha dos Amores, dos Lusíadas, que é um episódio marcante, porque só ele representa a consagração das ninfas. Temos ali casamentos entre as ninfas e navegadores portugueses e estes, como tal, atingiam um certo grau de divindade! E daí, todas aquelas terras que tinham uma ilha, com alguma paisagem atraente, recriavam a Ilha dos Amores. Quem terá dado o nome àquela ilha? Uns atribuem a Pereira Caldas que era um camoniano. Era o templo de todos os namorados; era um local onde todos os namorados gostavam de lá ir de barco… Tem árvores, tem um bocadinho de açude… E outros atribuem ao padre que foi bispo de Coimbra. E há muitas lendas ligadas ao rio! Vamos, então, por aí, pelo rio, pelas suas margens, até ao Parque das Termas, aos Loucos Anos Vinte… Temos que enquadrar esse cenário dentro de uma perspectiva histórica. Houve a guerra 1914-1918, todas as famílias perderam entes queridos. A guerra trazia uma realidade: não era uma guerra em que morriam só alguns, era uma guerra que já era quase a sério… de fome! Então, houve ali um período de paz e as pessoas achavam que era tempo de dar largas ao folguedo, aos passatempos, a tudo o que era agradável. Houve um bocadinho de prosperidade nessa altura e as termas tornaram-se então aquele local privilegiado onde as pessoas podiam ir, beber, regalar-se com a água termal que, se não curar, conforta, e sempre alivia o mal! Havia também o parque onde as pessoas podiam passear e os cafés em que começava a haver as danças de salão. As pessoas começavam a ir buscar determinadas danças lá fora e, nos seus hotéis, punham-nas em prática, uns com mais êxito, outros com menos… As pessoas que frequentavam as termas, nessa altura, a que actividades económicas estavam ligadas? Era uma elite. Estavam ligadas ao comércio e àquelas profissões liberais que dão dinheiro, que eram muitas vezes a Medicina e o Direito. Ainda antes dos anos 20, Vizela também adquiriu um certo nome devido aos ingleses que iam para lá. À família a Wilby, por exemplo, e a outras famílias inglesas. Vizela fica a 45 km do Porto, mais ou menos… Claro que dantes ainda não havia o comboio, só por volta de 1860; mas havia os cavalos, toda a gente sabia andar a cavalo, e havia também as diligências. Vizela era um sítio bonito, aprazível, para se ter uma casa de campo. Tinha e tem uma luminosidade imparável e recordo um luso-britânico ligado ao comércio do Vinho do Porto, que dizia conhecer Vizela a todas as horas. Escrevia contos, narrativas de viagens, centradas em Vizela, publicadas em Londres. Uma narrativa desses livros que escrevia, “Portuguese Rita”, foi traduzida por mim e por uma amiga minha. Existe na Fundação Jorge Antunes! E a indústria? Uma das fábricas mais antigas

de Vizela é a dos felpos “Bom dia” e ainda hoje existe! Foi criada por volta dos anos trinta, embora a industrialização em Vizela tivesse começado nos anos vinte, ligada à têxtil. Nós nunca tivemos uma revolução industrial. A nossa indústria foi sempre muito pobre. A têxtil começou no Porto, e quando se começou a desenvolver, procuraram-se os rios em volta do Ave. Vizela tem muitos rios! Era preciso dinheiro para investir e Vizela sempre foi uma zona de “Torna – Viagens”. Aliás, a minha família foi isso -“Torna - Viagens”! O meu tio Carlos, emigrado para o Brasil, quando regressou a Portugal trouxe algum dinheirinho e montou a fábrica, a fabriqueta, em que a minha tia chegou a trabalhar praticamente de operária. Mas, na generalidade, a fonte de riqueza da terra dessa época começou a diminuir… Sim, porque a indústria têxtil é uma indústria pobre, assenta numa mão de obra barata. A princípio eram as mulheres e até as crianças que iam para lá trabalhar e é por isso que ela agora emergiu para aqueles países que ainda não têm uma educação sustentada e os preços que é preciso... Que apelo faria aos mais jovens para que fizessem de Vizela - O Centro de uma Vida Melhor? Eu acho que todas essas alterações têm que começar por nós próprios. Por conseguinte, os jovens têm que procurar saber como é que poderão melhorar a sua qualidade de vida e o seu contacto com a natureza; descobrirem-se a si próprios e descobrirem também a natureza. É muito agradável vir passear por um local onde tudo está limpo, preservar a natureza, o ambiente… O património…? Histórico... Porque não pode haver árvore sem raízes…?! Não, não pode. Se a raiz estiver bem tratada, bem cuidada, certamente dará um bom fruto. Propostas de trabalho futuro? Podem começar por dialogar com a família e esta também vai ficar sensibilizada; podem interessarse pelo património cultural, até porque as famílias tem histórias daquele período áureo das termas; podem recolher lendas populares, costumes antigos e enriquecer o seu património e a sua identidade. Falam com os amigos, dizem… transmitem de tudo… Chegará? Convidarem pessoas de diversas áreas, criarem grupos de trabalho e depois arranjarem pessoas que trabalhem esses temas e que estejam mais ou menos preparadas. Primeiro tem que se começar. Porque quando se começa, é que se começa a ver caminhos…Por exemplo, uma pessoa quando vai escrever uma coisa qualquer, a principio olha para o papel e só vê branco, não sabe o que é, não sabe o que vai ser… Mas, começa , começa, começa e descobre! Tem que se arrancar! Depois… o resto virá! Professora Isabel Silva

Poemas

O regresso às aulas O regresso às aulas desperta, em nós, matizadas e diversas emoções, retratadas nesta poesia do 6ºC, realizada com muito empenho e dedicação, na aula de Oficina de Língua Portuguesa, sob a orientação da Professora Carla Pereira. Esperemos que gostem e prometemos, ao longo deste ano lectivo, muito mais… O despertador tocou… Vejo que o primeiro dia acabou de chegar Levo o coração cheio, De histórias para contar. No regresso à escola Novos amigos vou conhecer Trago na sacola, Muitos sonhos para viver. Com a nossa mão Fazemos um texto em vão… O lápis é um furacão Que vai empurrar a nossa imaginação! Voltamos ao estudo, E às responsabilidades que isso tem! Mas não podemos ter tudo, Para um dia sermos alguém. O primeiro dia de aulas Vale a pena, se for assim O pior é que sabemos, Que tem de ter fim!

Um LIVRO Um livro é um ABC de Leitura, Um quando, como e porquê De tanta, imensa aventura! Um livro é um poema de alma Que dança num olhar meigo e doce Uma chama de carinho onde quer Que eu vá ou fosse… Um livro é um amigo, Nunca se esquece que eu existo, Que eu vivo, sinto, que eu falo. Um livro é todo um mundo meu, Um livro pode ser teu! Os Alunos do 5º E


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EB1 / JI Tagilde

Notícias da Escola Fábula

Uma Águia e uma Raposa Um dia, um homem capturou uma águia, cortou-lhe as pontas das asas e deixou-a na capoeira com galos, galinhas, coelhos, pavões… Cada dia que passava a águia vivia mais triste e sentia-se mais humilhada, porque se via como uma rainha encarcerada. Um homem viu-a e decidiu comprá-la ao seu dono. Este novo dono cuidou dela para que lhe crescessem novas asas, fortes e magníficas. Depois de recuperada, a águia tentou voar; e a primeira lebre que apanhou pensou em dá-la como presente ao seu salvador. Pelo caminho explicou as suas intenções a uma raposa e esta, com grande malícia, deu-

lhe um mau conselho: - Águia tola, não leves a lebre a quem te salvou, mas a quem te capturou, porque o teu salvador já é bom e não precisa de presentes para ser mais ainda; no entanto, ao outro deves oferecer-lhe a lebre, para que se torne melhor e não volte a fazer-te prisioneira. Mas a águia não seguiu os seus maus conselhos e ofereceu a lebre ao seu benfeitor porque lhe estava agradecida.

Tal como a águia, deves ser amável para com qualquer pessoa que te tenha tratado bem. Não pode ser um bom amigo quem te aconselhe o contrário.

Uma visita cheia de experiências A turma D do 4º ano, da Escola Básica de Tagilde participou numa visita de estudo, ao Agrupamento de Escolas de Infias, para participar na actividade “Cientistas em Acção”. Que visita interessante! Tantas experiências que fizemos! Os alunos do 9º ano e as suas professoras foram muito sim-

páticos em terem-nos proporcionado esta actividade. A nossa colega Lara Patrícia, o João e o Sérgio, encantaram-se com a experiência da separação dos copos e com o xilofone mágico; o Tiago, o Luís, a Beatriz, a Andreia, o Ângelo e a Juliana, ficaram maravilhados com a experiência do Ovo Brincalhão

que passava pelo gargalo do frasco; o Nelson, futuro cientista, ficou impressionado com a realização da experiência da poção mágica, pelo que a mãe vai ter que guardar os produtos de limpeza domésticos, não vá ele dedicar-se a fazer poções. O Jorge Daniel adorou a experiência do Super Papel e não pa-

rou de demonstrar a experiência, aqui na escola, aos colegas das outras turmas. A Flávia, a Catarina, a Vânia e a Jéssica gostaram da preparação do Pega Monstros e Poções Mágicas. Cá para nós, lêem muitas histórias! Outra actividade que nós adorámos foi falar nos funis ligados com

um tubo de borracha. E não é, que nos fizemos ouvir como se de um telefone se tratasse?! Este dia deixou-nos com vontade de sermos alunos aplicados para rapidamente chegarmos ao 9º ano e estudarmos estas coisas novas! Alunos da turma D, do 4º ano


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Um magusto diferente O dia amanheceu cinzento, mas as nuvens não conseguiam fazer sombra à nossa alegria, pois era o dia de magusto e tínhamos trabalhado para que este magusto fosse especial. Assim, durante a semana, fizemos pesquisas e recolhemos muito material, lendas, canções e provérbios com que fizemos cartazes e enfeitamos a escola. Foi com muito carinho que preparamos os convites, que ilustramos, para os mais idosos da freguesia, nossos avós e bisavós, para participarem nesta actividade. E eles foram pontuais. Eram 14 horas quando os primeiros convidados começaram a chegar apoiados em bengalas, com dificuldades em caminhar, pois todos eles tinham entre os 75 e os 95 anos. Mas como estavam

felizes com a nossa recepção! Visitaram as salas da nossa escola, apreciaram os nossos trabalhos sobre o S. Martinho e nós cantamos-lhes as nossas canções. Falaram-nos dos tempos em que foram crianças como nós, mas como os tempos eram difíceis, não puderam frequentar a escola, indo ajudar os pais nos trabalhos do campo ou guardar o gado. Na cantina ouviram as canções dos mais pequeninos e foi então hora de comer as castanhas assadas. Os velhinhos tiveram um lanche especial e gostaram tanto desta iniciativa que ficou decidido convidá-los para as festas que realizarmos na nossa escola. Foi um dia muito bonito. Turma D 4º ano

Galeria de Artistas

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EB1 / São Miguel

Notícias da Escola

Alunos do 1ºB

Palavras que apagaríamos de todos os dicionários • batalha - porque ninguém deve andar em conflito • desprezo – porque todos os homens têm qualidades • doença – porque ninguém deve sofrer, nem a pessoa nem a família • discussão – porque se deve dialogar, só assim o Homem se entende • fome – porque todos têm direito à alimentação • guerra – porque ninguém merece morrer • inveja – porque devemos agradecer o que temos e não cobiçar o que é dos outros • julgar – porque ninguém deve ser apontado • luta – porque ninguém merece sofrer • mentira – porque não se deve enganar os outros, devemos ser sinceros • morte – porque sofremos quando perdemos alguém que amamos • ódio – porque a amizade não deve ser contrariada • roubar – porque ninguém está à espera que lhe tirem o que é seu por direito • tristeza – porque a alegria é um sentimento tão bonito! Trabalho coletivo – 4º I

Sangue em acção No dia dezasseis de Novembro, os alunos do quarto ano foram à biblioteca da escola para ouvir e aprender alguns assuntos relacionados com o sangue, o bem precioso que percorre o nosso organismo! Com a Drª Conceição, que trabalha no Centro Regional de Sangue do Porto, todos ficámos a saber que o sangue é constituído por uma parte líquida e uma parte sólida, que são as células. A parte líquida do sangue é o plasma e a parte sólida são os glóbulos vermelhos, os glóbulos brancos e as plaquetas. Cada célula desempenha uma função no nosso corpo! Ficámos a saber que o sangue é formado no interior dos ossos, nomeadamente no esterno e no ilíaco (ossos do tronco). De seguida, a Drª Conceição apresentou uma demonstração, onde observamos a sepa-

ração das células do sangue. Cada parte do sangue depositava-se em recipientes diferentes. Para fazer a demonstração, a técnica do sangue utilizou os recipientes usados no laboratório, vinho tinto, vinagre e azeite. Aprendemos coisas importantes: não se deve desperdiçar sangue, as crianças podem ser dadores indirectos de sangue, se seguirem todas as regras de segurança, … No final, todos os alunos ouviram os seus batimentos cardíacos com a ajuda de um precioso instrumento – o estetoscópio. Todos nós estávamos interessados e entusiasmados com este assunto! Adriana, Beatriz Alexandra, Beatriz Guimarães, Bruno Araújo, David, Estela, Jorge, Ruben Filipe, Sílvio- 4º - I

A festa de Halloween

A minha festa de Halloween

Numa noite de Outubro, houve uma festa, na casa ao fundo da rua. Eu, Miguel, de oito anos estava em casa, ouvi a música e lembrei-me que era dia de Halloween. Fui buscar a minha máscara para ir à festa.Vesti-me de preto, com uma longa capa, também preta, dentes brancos e afiados. Cheguei à festa, estava tudo espectacular e vi os meus amigos que estavam assustadores. Havia muitos doces, chocolates e bebidas. Estavam lá muitos fantasmas, dráculas, bruxas, lobisomens e vampiros como eu. Fui ter com os meus amigos e divertimo-nos durante toda a noite.

Olá, vou contar-vos o meu dia de Halloween. O meu nome é Daniela e tenho oito anos de idade, mas hoje que sou Bruxa, nem eu sei a idade que tenho, só sei que já são umas centenas de anos. Neste dia, em que todas as Bruxas, Vampiras e outros seres do mal saem à rua com as suas melhores roupas, eu vesti o meu melhor fato de Bruxa, era composto por: um chapéu preto e com uma tira verde tropa, o vestido era preto e com uns recortes verdes e levei umas «leggins» pretas e, claro que não podia faltar a minha varinha mágica, e até, as unhas pintadas de preto. A festa onde eu fui, realizou-se num castelo assombrado e nela participaram os meus melhores amigos: o Conde Drácula, a Múmia Alérgica, Morcegos, o Lobisomem Falante, a Abóbora com Pernas e muitos mais... O ambiente da festa estava muito, muito animado, tinha música muito boa e os meus melhores amigos dançavam e uivavam alegremente. Adorei este Dia das Bruxas!

Miguel 3.º E

Daniela 3.º E


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Uma volta pelo passado

A Marcha Contra a Pobreza

Os alunos, do quarto ano, da Escola Básica de S. Miguel, foram a Guimarães visitar o Paço dos Duques e o Museu Alberto Sampaio. O primeiro monumento visitado foi o Paço dos Duques de Bragança. Os alunos foram divididos em dois grupos, ambos visitaram as mesmas divisões do palácio. Todos nós visitámos o Salão Nobre, o Salão dos Passos Perdidos, a Sala Dª Catarina de Bragança, a Sala das Armas, … Nesta sala, pudemos observar os diferentes tipos de armas que os cavaleiros utilizavam nas batalhas. Nas paredes vimos grandes tapeçarias que representavam as conquistas feitas pelos portugueses no Norte de África. De seguida, fomos visitar a capela do palácio, onde ouvimos cânticos gregorianos e vimos muitas velas acesas! O Paço dos Duques é um palácio muito grande e cheio de riquezas! Após o lanche, visitámos o Museu Aberto Sampaio. Lá conhecemos a autora, Rosa Maria Saavedra, da obra que estamos a ler, no Plano Nacional de Leitura. As turmas do quarto ano também foram repartidas em dois grupos e mais umas vez visitámos, alternadamente, as mesmas coisas. Na Sala “Batalha de Aljubarrota” observamos o loudel, que D.João I usou na Batalha de Al-

No passado dia 20 de Outubro participei numa marcha contra a pobreza e a exclusão social, com as turmas do 4º ano da EB1 S.Miguel, C.N.O, A.I.R.E.V. entre outras associações, entidades e pessoas anónimas do Concelho de Vizela. Saímos da escola e dirigimonos para a rua do Fórum onde se organizou a marcha, que passou na Avenida Abade Tagilde e terminou na Praça da República. Neste local realizaram-se algumas peças de teatro subordinadas aos temas: desemprego, pobreza e a exclusão social. Eram também sobre estes temas dos cartazes que as pessoas levavam, em mão, durante a marcha. A nossa escola também fez um cartaz onde se podia ler «Somos vigilantes do combate à pobreza. Tu podes ser um «herói» faz como nós.» Antes de acabar a concentração a minha turma voltou para a escola. O que mais gostei foi quando o canal da R.T.P. 1 nos filmou para uma transmissão em directo.

jubarrota, o presépio em prata dourada que o mesmo rei ofereceu a Santa Maria de Oliveira e dois quadros: um em que dão João I pedia a Nossa Senhora da Oliveira para o ajudar na batalha e outro em que agradecia a Nossa Senhora ter ganho a mesma batalha aos castelhanos. De seguida, assistimos a um teatro de marionetas para descobrirmos a estratégia usada pelo rei D. João I para entrar nas muralhas que cercavam Guimarães (Vila de Baixo e Vila de Cima). Com esta visita aprendemos coisas interessantes sobre o nosso passado. Nós adoramos!

Partilhar Partilhar é muito importante. Quando partilhamos estamos a praticar uma boa acção. Nunca devemos ser egoístas, pois se formos, os outros também não partilham connosco. Em criança, geralmente, aprende-se a partilhar, mas quando nos tornamos adultos parece que nos esquecemos desta regra fundamental. Quando partilhamos alguma coisa, sentimo-nos muito felizes e tornamos o mundo melhor porque: “Quanto mais se dá, mais se tem.” Trabalho colectivo: Turma 3.ºE

Ângelo, Bernardo, Bruno Manuel, Inês, Joana, João, Pedro, Ruben Diogo, Rui Pedro - 4º I

EB1 / São Miguel Notícias da Escola (Cont.)

Carlos Gomes , 4ºH

Um bom amigo…

Provérbios sobre a amizade: - Amigo velho vale mais que dinheiro. - Amor com amor se paga. - Quem tem amigos não morre na cadeia. - É rico quem tem amigos. - Nos perigos se conhecem os amigos. - Na necessidade se prova a amizade.

- Tem que ser uma boa pessoa, - Tem que me ajudar quando mais preciso, - Brinca comigo quando estou sozinho(a), - Não deve gozar comigo, - Deve confiar em nós, - Nunca se esquece de nós, A VERDADEIRA AMI- Respeita-nos, - Ouve-nos quando esta- ZADE NUNCA MORRE! mos tristes, - Apoia-nos nas decisões mais difíceis! Trabalho colectivo: turma 3.ºE


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EB1 Teixugueiras

Notícias da Escola

O Nosso Magusto

ÁRVORE DE NATAL A nossa Árvore de Natal pretende mostrar a originalidade de alguns materiais, transformando assim “lixo” em arte. Dado o simbolismo da “meia” na época natalícia, foi este o material escolhido como base para a realização desta árvore. Em cada meia pendurada, existe um pedido de cada criança do nosso estabelecimento escolar ao Pai Natal. Vimos assim atingidos os objectivos de criatividade, reutilização, cooperação e sonho das nossas crianças. Tarefa que só foi viável devido ao envolvimento da Comunidade Educativa. A todos um voto de Feliz Natal e um Próspero Ano Novo. O corpo docente da Escola

Porque é que fazemos o Presépio de Natal?

Curiosidades dos mais novos

Fazemos o presépio para recordar o nascimento de Jesus, que veio ao mundo em Belém, numa noite de Dezembro. Foi S. Francisco de Assis que iniciou este costume no Natal do ano de 1223. Depois de uma viagem à Terra Santa, como recordação daqueles lugares, mandou construir casas, figuras e um estábulo em miniatura. Assim apareceu o primeiro presépio da história.

Onde moras Pai Natal? Gostas de ser Pai Natal? Quantos anos tens? Pai Natal gostas de crianças? Porque trazes prendas? Porque te vestes de vermelho? Porque tens barbas brancas? Este ano vais dar muitas prendas aos meninos? Porque usas luvas brancas? Onde é que nasceste? Qual o dia que gostas mais? Precisas de alguém ou de alguma coisa?

Pesquisa dos alunos

Trabalho dos alunos do Pré –escolar e 1º ano.

Perguntas ao Pai Natal


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Actividades dos alunos da Unidade de Intervenção Especializada

Um dia de São Martinho muito divertido No dia onze de Novembro, comemorámos o dia de S. Martinho. Iniciámos o nosso dia vendo um PowerPoint com a lenda de S. Martinho e agora já sabemos porque existe o Verão de S. Martinho. Enfeitámo-nos com as coroas de castanha que fizemos na UIE, pegámos nos cartuchos que construímos no “Vamos Partilhar…” e andámos pelo recinto escolar à procura de novas aventuras… Foi um dia muito divertido.

Festa dos Afectos/Dia Internacional da Pessoa com Deficiência O dia 3 de Dezembro foi instituído como dia internacional da pessoa com deficiência pelas Nações Unidas em 1998. Tem o intuito de promover a participação plena das pessoas com deficiência nas diferentes vertentes sociais. Procura defender a dignidade, os direitos humanos e o bem-estar destas pessoas. Tendo o Agrupamento duas salas de “Unidade de Intervenção Especializada” e outros alunos com diferentes problemáticas de ordem física, mental e sensorial, a escola não podia deixar passar indiferente esta data. Nesse sentido foi feito um convite a toda a comunidade escolar e à instituição AIREV para participar nesta comemoração. Servindo-se dos recursos humanos que a escola é capaz de oferecer, esta data foi então celebrada com um breve programa totalmente feito pelos seus alunos, o qual constava dos

seguintes apresentações: - Clube de Danças de Salão (professora Paula Ferreira); - Peça de Teatro – Turma 8º D (professora Neuza Barbosa); - Grupo de Flautas/acompanhadas à guitarra pelo professor Rui Costa; - Coreografia do Grupo de Teatro do 12ºC (professora Emília Monteiro). Apesar da simplicidade do programa houve uma grande afluência a esta FESTA DOS AFECTOS. Por momentos a biblioteca esteve quase cheia. Os destinatários desta festa estavam entusiasmados e foi com grande satisfação ver a grande alegria que se lhes conseguiu oferecer. Eles bem precisam. De resto, se o mote foi e será - somos todos diferentes, também posso acrescentar - ninguém é perfeito. Professor do Ensino Especial Tomás Silva


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Desporto

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Corta-Mato Escolar

Acabemos com a palavra «Deficiente»!

A atleta Salomé Rocha - Imagem retirada do sitio http://www.digitaldevizela.com

Realizou-se no dia 17 de Dezembro, da parte da manhã, o tradicional Corta-Mato escolar, que sempre mobiliza um grande número de participantes, e é uma das provas emblemáticas do Desporto Escolar. Este ano as inscrições bateram todos os recordes, não sendo certamente alheio o facto de os patrocinadores contribuírem com prémios e artigos desportivos a sortear pelos participantes, que este ano são: Vizela Fitness, e Fiação Castanheiro, para além dos normais apoios de Câmara Municipal de Vizela, Guarda Nacional Republicana e Bombeiros Voluntários de Vizela. A organização é do Grupo de Educação Física da nossa escola, com o apoio imprescindível dos alunos do Curso Tecnológico de Desporto, que encontram neste evento uma excelente oportunidade de colocarem em prática os conhecimentos de carácter organizativo que lhes são ministrados nas diversas disciplinas. À semelhança do ano anterior,

em que contamos com a presença da atleta campeã europeia de corta-mato Dulce Félix, teremos entre nós na presente edição a atleta internacional Salomé Rocha. O desportivismo e a elevada competitividade fizeram com que se cumprissem os objectivos delineados, que são: Promover a prática da modalidade nos alunos; Apurar os alunos mais rápidos de cada escalão e sexo, que representarão a escola na fase C.A.E.; promover a interdisciplinaridade; sentido de responsabilidade; capacidade de comunicar e saber trabalhar em grupo; desenvolvendo o espírito de inter-ajuda. A fase Distrital tem já data marcada, realizar-se-á a 15 de Fevereiro, e estarão presentes os seis primeiros de cada escalão, contando para a classificação por equipa os 4 primeiros a atletas a cortar a linha de meta. Os nacionais realizam-se a 11 e 12 de Março em Évora. Professor Ilidio Torres

Quando ouço alguém chamar «deficiente» a uma criança ou adulto com Necessidades Educativas Especiais, subo nas tamanquinhas. Ainda se ouço a expressão: «portador de deficiência», vá que não vá, mas nem essa expressão é actualmente considerada correcta. A própria designação «criança especial», no que às crianças se refere, foi substituida por criança com «Necessidades Educativas Especiais», cuja sigla é N.E.E. Trata-se de uma expressão bem mais abrangente, que não transporta consigo uma carga depreciativa, nem promove o preconceito, pressupondo uma abordagem diferente, de âmbito bem mais lato, que tem implícita a necessária adequação de metodologias próprias para cada caso. E cada caso é um caso. Enquanto educador, todos os dias tenho esta realidade bem presente na minha profissão, e luto pela inclusão destas crianças no seio das turmas, mesmo que a experiência me mostre que as crianças ditas normais, acolhem com carinho e a necessária compreensão estes seus pares. A exclusão vem muitas vezes da própria família, incapaz de lidar da melhor maneira com o facto de um dos seus membros necessitar de cuidados específicos, demonstrando em muitas situações que é ela própria promotora de desigualdades. Um dos casos com que muitas vezes me deparo, é aquele que se refere a uma tendência dos pais em quase imporem ao educador um tratamento especial para estas crianças. Que é uma espécie de preconceito ao contrário, ou seja, não se pede que o educador seja capaz de colocar a sua experiência e métodos ao serviço dos resultados, tantas vezes silenciosos, mas quase se exige um «tratamento especial», pois que a condição daquele ser assim o demanda. A avaliação de resultados, nomeadamente os escolares, já é uma avaliação especial, menos quantitativa e mais qualitativa, e confundem-se aqui as crianças com dificuldades de aprendiza-

gem, cujos pais muitas vezes querem ver incluídas nas Necessidades Educativas Especiais, como se de verdadeiros «deficientes» se tratassem, pois assim, é quase certo que no final do ano vão ser aprovadas. Nada de mais perverso, na minha opinião. A igualdade faz-se fazendose, promovendo-se. Faz-se pela eliminação de barreiras: físicas, psicológicas e outras, e não é necessário que a criança seja colocada numa redoma de vidro pela sua condição, mas sim junto dos outros alunos, sendo-lhe possibilitadas o máximo de experiências possíveis. Faltam técnicos, faltam professores nas escolas, faltam turmas mais reduzidas para que os resultados alcançados sejam bem mais satisfatórios. No Desporto, área à qual estou ligado, as adaptações são um

facto, e conseguem-se resultados extraordinários no aumento da auto-estima e felicidade, e o próprio país tem brilhado internacionalmente nas competições. Quando se discutiu recentemente se um atleta com uma prótese, um velocista, com excelentes marcas, cuja nacionalidade não tenho agora presente, poderia competir lado a lado com atletas «normais», participando nas olimpíadas, no fundo, estava a discutir-se integração, igualdade. Falta que os homens sejam fraternos entre si, a igualdade surgirá sem que seja preciso proclamá-la. Da próxima vez que usar a palavra «deficiente», pense um pouco em si próprio, e sinta se é capaz de ser «eficiente» e mudar dentro de si um pouco dessa, afinal, especial condição. Professor Ilidio Torres

Joao Paulo Fernandes em competição -foto de Mark Kolbe

Grupos-Equipas de Desporto Escolar Os responsáveis pelos diversos grupos este ano foram: Andebol M/F Infantil A – Professor Marco Guimarães Basquetebol Juvenis – Professor Jorge Ramalho Dança Vários/Misto – Professora Marta Moreira Badmington Vários/Misto – Professor Miguel Caldas

BTT Vários/Misto – Professor Filipe Ribeiro Boccia – Professor Rodrigo Barros


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Clube Danças de Salão À semelhança do ano transacto, O Clube de Danças de Salão conta com cerca de trinta elementos, sendo a maior parte do sexo feminino. E embora estejamos ainda no final do primeiro período, este Clube já conta com quatro actuações. A primeira resultou de um convite feito pela Direcção da nossa escola para participarmos no “Baile das Camélias”, realizado no dia 30 de Outubro, na Casa do Park. O tema proposto foi “Anos 20”. Então, em articulação com o Grupo de Dança Moderna, o Clube de Danças apresentou o “Charleston” devidamente contextualizado e trajado a rigor. Por entre lantejoulas, cigarrilhas, plumas e “paletes” de sensualidade, as sete meninas executaram os passos e coreografia na perfeição. A segunda actuação foi feita na véspera da Comemoração da “Restauração da Independência”, em articulação com o Grupo de História. Para este evento, preparou-se uma dança da época de D. Catarina de Bragança (séc. XVII), chamada “Upon a Summer’s Day”. As roupas foram improvisadas e preparadas pelas professoras Fátima Trancho e Paula Ferreira, de forma a dar uma ideia mais real da época. Depois da actuação – quer da

parte da manhã, quer da parte da tarde – foi dirigido um convite ao público que se encontrava na Biblioteca para aprender uns passinhos da mesma dança. Três dias depois, dia 3 de Dezembro, na “Festa dos Afectos”, um grupo de alunas do Clube

dançou o Kuduro e outro grupo executou o “Charleston”, de forma a dar cor e movimento a uma celebração tão nobre. A quarta actuação foi apresentada no dia 15 de Dezembro, em articulação com a Biblioteca Escolar.

É sempre com alegria que o Clube de Danças de Salão adere a este tipo de iniciativas, mesmo que tenhamos de alterar um pouco o programa pré-estabelecido, pois há outras formas de dançar, há outras formas de aprender. Tal como Ri-

naldo Donizete de Freitas dizia: “Em cada passo percorremos diversos caminhos, em cada giro viajamos o mundo,…em cada dança sonhamos, com os pés no chão.”

- Cinco… Quatro… Três… Dois… Um… Descolar. E lá foram eles… Na viagem viram coisas fantásticas e aprenderam coisas novas. Até que, de repente, umas luzes vermelhas cobriram o foguetão e ouviu-se umas buzinas: - Pi! Pi! Pi! - O que é isto? - perguntaram os três. - Acalmem-se meninos, acalmemse – disse o tio. - Como é que quer que nós nos acalmemos? – perguntou o Carlos muito assustado. O tio entrou numa pequena porta. - Vamos deitar-nos, vamos deitarnos – disse o tio aflito. - Está bem, está bem. Os três não sabiam, mas o foguetão ia bater na Lua! Assim, a dor-

mir, nada eles sentiam, mesmo que acontecesse alguma coisa. Quando acordaram, saíram da nave para saberem onde estavam. Sim, estavam na Lua, tal como o tio previra. - E agora, o que é que vamos fazer? – perguntou o Carlos. - Bem, nós temos aqui comida – disse o tio. - Mas onde vamos dormir? – perguntou o Rui. - Tive uma ideia – exclamou intrigada a Lúcia – vamos construir uma casa! - Mas como? – perguntaram os outros. - Com o foguetão – respondeu a Lúcia. Só a Lúcia para ter ideias daquelas. Então pegaram nas peças destruídas do foguetão e come-

çaram a construir. Não foi fácil construir aquela casa, foi preciso ter muita imaginação. Passaram dias, semanas e não os vieram buscar. - Porque será? – perguntaram para eles próprios. Nesse mesmo dia, quando se foram deitar, uma luz iluminou aquela parte da Lua, eles saíram lá fora e ficaram pasmados. Uma nave gigante, maior que o seu foguetão pousou na superfície da Lua e fez-se uma nuvem de pó, e dessa nuvem duas pessoas dirigiram-se a eles. - Vieram buscar-nos! – gritaram de alegria. Então, entraram na nave e foram para casa; a Terra.

Professor Paula Ferreira (responsável pelo Clube)

A casa lunar Hoje era um dia diferente para o Rui, a Lúcia e o Carlos. Pode parecer inacreditável mas os três iam fazer uma viagem a um sítio especial, ou melhor, muito especial…à Lua, graças a um tio que, apesar de ser chato e rabugento, por vezes era muito divertido. - Acho que estou enjoado! - disse o Rui. - Hoje vai ser um dia para nunca mais esquecer! – disse a Lúcia aos saltos. Já o Carlos estava cheio de medo, tremia por todos os lados. - Será que vai correr bem? Será que vai correr mal? Talvez corra mal – disse o Carlos com uma cara de preocupado. - Calma miúdo – aliviou o Rui. - Vai tudo correr bem – disse a Lúcia.

- Hora de entrar – chamou o tio. - Ai, meu deus! – disse o Carlos. - Tem calma, tem calma. – disseram o Rui e a Lúcia tentando acalmá-lo. - Eles entraram no foguetão. Um foguetão cinzento maior que o prédio dos três, exposto na vertical, pronto a descolar. Então uma voz falou: - Dez… - O que é isto? - perguntou o Carlos. - Nove… - É a contagem decrescente – respondeu a Lúcia. - Oito… - Altamente! – disse o Rui. - Sete… - Ai, ai! – gritou o Carlos. - Seis… - Lua! Aqui vamos nós!

Marco Pereira – 6º E


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Concurso Momentos de Natal


Pau de Giz, nº3