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PARA © ultural

Informativo da Secretaria de Estado de Cultura

Abril 2013 N. 016 - Ano II - Belém/Pará

FEIRA DO LIVRO FAZ HOMENAGEM AO PARÁ E SEU POETA

© Elza Lima

Págs. 02 e 03

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FEIRA DO LIVRO HOMENAGEIA O PAÍS QUE SE CHAMA PARÁ

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© Miguel Chikaoka

maior encontro literário da região Norte, a Feira Pan-Amazônica do Livro chega à sua 17ª edição com novidades. A primeira delas é o período de sua realização, que passa a acontecer no primeiro semestre do ano, entre os dias 26 de abril e 5 de maio, no Hangar – Convenções e Feiras da Amazônia. A tradição de homenagear um país diferente a cada ano também ganhou adaptações. Em 2013, as honrarias se estendem ao Estado do Pará e ao poeta que o elevou à condição de nação em seus versos – junto com o parceiro Paulo André –, Ruy Barata. No “Encontro Paraense”, nomes como Maria Stella Pessoa, Harley Dolzane, Ney Paiva, Olga Salvary, Maciste e Daniel Leite já estão confirmados. “Estamos resgatando uma dívida de muitos anos homenageando países mundo afora e esquecendo de homenagear o nosso como sentimento, pelo seu tamanho, riquezas e O poeta Ruy Barata nasceu em Santarém, em 1920, e faleceu em 1990, deixando importante obra literária e musical.


03 diversidade cultural”, explica o secretário de Estado de Cultura, Paulo Chaves. “Daqui saiu um dos maiores poetas de todos os tempos, o inesquecível Paratininga, autor dessa frase histórica, ‘eu sou de um país que se chama Pará’”, reforça, enaltecendo Barata. A feira oferecerá ao público atividades acadêmicas, como mesas redondas, oficinas, debates, seminários e shows. A programação inclui o “Encontro Literário”, que trará ao público os escritores Ignácio de Loyola Brandão, Cristóvão Tezza, Guilherme Fiuza, Tiago Santana e José Castello. As atrações musicais são os shows da “Palavra Cantada” (RJ), um espetáculo musical infantil do grupo teatral Companhia do Tijolo (SP), e do cantor Toquinho. O premiado escritor Ziraldo terá sua participação no evento com a palestra “Estudar é importante, mas ler é mais importante que estudar”, seguida de sessão de autógrafos. O evento realizado pelo Governo do Estado e pela Secretaria Especial de Promoção Social (Sepros), por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult-PA), realiza uma programação anual que inclui Saraus Literários, PanAmazônica nas Escolas, Pan-Amazônica nos Municípios e Salões Regionais do Livro. Em 2013 serão três salões do livro, realizados no segundo semestre em Santarém, na região do Baixo Amazonas; em Paragominas, na região do Capim; e em Tucuruí, na região do Lago de Tucuruí.

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Serviço

XVII Feira Pan-Amazônica do Livro De 26 de abril a 5 de maio, de 10h às 22h. Hangar – Convenções e Feiras da Amazônia Av. Dr. Freitas, s/n - Marco Entrada franca


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ENCONTRO CELEBRA ANIVERSÁRIO DE 112 ANOS DO ARQUIVO PÚBLICO DO ESTADO

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m dos grandes patrimônios histórico, arquitetônico e documental da Amazônia, o Arquivo Público do Estado Pará (APEP) completa 112 anos neste mês, e as comemorações culminam na realização do II Encontro de História & Arquivos, com a temática “Historiografia Amazônica e Gestão Documental”. A programação acontece entre os dias 16 e 18 de abril, no prédio da Universidade da Amazônia (Unama), localizado à Av. Senador Lemos. O encontro é uma realização da Secult-PA, por meio da


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Diretoria de Patrimônio (DPHAC) e da direção do APEP, em parceria com a coordenação do curso de Licenciatura Plena em História da Unama. O evento pretende socializar os conhecimentos produzidos em teses de doutoramento nas áreas de História e Antropologia Social que utilizaram fontes encontradas no Arquivo, bem como discutir experiências, dificuldades e desafios na implementação de políticas públicas de arquivo e capacitar técnicos e interessados em gestão documental, de acordo com as novas orientações da área de arquivologia. O público alvo são professores da Educação Básica e professores e alunos do ensino superior (graduação e pós-graduação) da área de Humanidades; técnicos e interessados da área de arquivos públicos e particulares.


06 Oficialmente criado na gestão do governador Augusto Montenegro, por meio do Decreto nº 996, de 16 de abril de 1911, o APEP possui mais de quatro milhões de documentos produzidos acerca do cotidiano da vida administrativa, legislativa e jurídica da região. Estão disponíveis códices – peças encadernadas – e avulsos, registros empacotados de diversas naturezas, incluindo uma coleção de iconografias. As memórias que este acervo resguarda revelam dinâmicas, negociações e conflitos históricos vivenciados por povos e culturas que viveram entre os séculos XVII ao XX, oriundos das várias regiões que anteriormente formavam o Estado do Grão-Pará, Maranhão e Rio Negro.

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Serviço

II Encontro de História & Arquivos - Tema: “Historiografia Amazônica e Gestão Documental” Dia 16 - De 8h30 às 17h Dia 17 - De 8h30 às 17h30 Dia 18 - 8h30 às 19h, com cerimônia de encerramento. Auditório do Instituto de Ciências Jurídicas (ICJ) da Unama Av. Senador Lemos, 2809 Telégrafo Programação completa e inscrições: www.apep.pa.gov.br/apep. secult@yahoo.com.br.


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GRAFISMO INDÍGENA É TEMA DE OFICINA NO MUSEU DO FORTE

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onhecer um pouco do grafismo indígena, praticando-o com pigmentos naturais, como o urucum e o carvão, utilizando a cuia, o papel e o pau-de-chuva como suportes, é o objetivo da oficina “Grafismo Indígena em Cuia”, que será ministrada no dia 30 de abril, no Museu do Forte do Presépio, a partir das 10h. A atividade pretende fomentar um olhar voltado à cultura indígena e está a cargo dos educadores Saint-Clair Dias, Priscylla Resque, Carolina Pinheiro e Georgina Lobato, que atuam no espaço e são especialistas nas áreas de Turismo, História e Artes. A missão deles é levar aos alunos um pouco desse rico universo, por meio de elementos ligados à riqueza cultural, ao étnico, à pintura arqueológica, ao desenho marajoara, dentre outros. A programação tem duração de quatro horas, e no total, serão disponibilizadas 20 vagas para os participantes.

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Serviço

Oficina “Grafismo Indígena em Cuia” Dia 30 de abril, às 10h. Museu do Forte do Presépio – Praça Frei Caetano Brandão, s/n – Cidade Velha Inscrições pelos telefones (91)4009-8828/(91)4009-8826 ou pelo e-mail fortedopresepio@hotmail.com.


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MOSTRA REVELA A FRAGILIDADE DO ESTAR DE PÉ

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Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, integrante do Sistema de Museus da Secult-PA, recebe, até o dia 21 de abril, a exposição “Se as Coisas de Pé Fossem...”, da artista visual mineira Lucimar Bello. Ela, que já expôs em outras capitais brasileiras e ainda em países como Argentina, Espanha, Portugal, Japão e México, está em Belém desde o mês passado por conta da mostra e de programações paralelas ligadas ao evento. O trabalho em exposição reúne as seguintes obras: “as coisas que não existem são mais bonitas”, “não fui fabricado de pé” e “se brancos vermelhos fossem e morada das delicadezas”. Para Lucimar, a tríade resulta em “conjuntos de frágeis papéis que fazem dialogar fissuras e combinatórias”. Em 2010, a mineira natural de Itajubá recebeu o Prêmio Sacatar – um prêmio-residência criado pelo Instituto Sacatar em parceria com a Bienal do Recôncavo.


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Serviço

Exposição “Se as Coisas de Pé Fossem...”, de Lucimar Bello. Até 21 de abril, de terça a sexta, das 10h às 18h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 14h. Sala Gratuliano Bibas - Espaço Cultural Casa das Onze Janelas Praça Frei Caetano Brandão, s/n - Cidade Velha Informações: (91)4009-8845. Entrada franca.


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O FOMENTO À ARTE DIGITAL EM PAUTA NA GALERIA FIDANZA

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partir de 11 de abril a Galeria Fidanza, localizada no Museu de Arte Sacra (MAS), abre suas portas ao II Salão Xucumuís de Arte Digital. A programação vai até 5 de maio e expõe trabalhos premiados de Lea Van Steen, de São Paulo, Lucas Gouvêa, de Belém e Nácho Duran, de Goiás, além de outros artistas. Realizado pelo Instituto Xucumuís de Arte e Cultura, e tendo curadoria assinada por Ramiro Quaresma, o salão tem como objetivo selecionar e premiar trabalhos em arte digital, contribuindo para o fomento dessa produção em novas tecnologias dentre artistas visuais brasileiros e, principalmente, paraenses. “É um projeto pioneiro em arte e tecnologia no Estado do Pará e plataforma de experimentação em artes visuais”, afirma o curador. O projeto foi um dos 20 contemplados no edital “Conexão ArtesVisuais/Minc/Funarte/Petrobras”, que teve mais de 800 inscritos em todo país, e selecionado no Edital de Pautas do Sistema Integrado de Museus (SIM/Secult-PA).


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Serviço

II Salão Xucumuís de Arte Digital Abertura dia 11 de abril, às 19h30 Visitação a partir do dia 12 de abril até 5 de maio Galeria Fidanza - Museu de Arte Sacra Praça Frei Caetano Brandão, s/n - Cidade Velha Entrada franca


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NO, CANDIDATO CHILENO AO OSCAR 2013 NO CINE ESTAÇÃO “NO” é um filme, mas também uma eficiente máquina do tempo que nos transporta ao Chile do final da década de 1980, com o país tendo a chance de se livrar do ditador Augusto Pinochet. Vítima de pressões internacionais, o general resolve convocar um referendo sobre seu mandato. As opções são duas: votar por sua continuidade no poder ou “não”, daí o título do filme que estreia no dia 5 de abril, sexta-feira, às 18h e 20h30, no Cine Estação das Docas. “NO” trata da disputa entre a campanha pelo “sim”, a manutenção de Pinochet no poder, ou o “não”, que representaria sua saída. Pinochet não tinha dúvidas de que iria ganhar, seu grande erro. Na trama, conhecemos o jovem publicitário René Saavedra (Gael Garcia Bernal) que, com pouquíssimos recursos e permanente vigilância dos guardas de Pinochet, cria um audacioso plano para vencer a eleição. O resultado não poderia ser outro. No plebiscito, o “não” a Pinochet foi exitoso. E o motivo é um só: os chilenos votaram pela liberdade, essa necessidade humana tolhida de forma violenta pelo regime de exceção, sempre com um custo muito alto: a supressão das liberdades civis, repressão, terror, medo, violência e o desaparecimento e massacre de quem se opõe ao regime. O diretor Pablo Larrain, que desejava mesclar imagens reais da época a seu filme, filmou com os mesmos equipamentos


15 de captação de imagem disponíveis no período, o que faz de “NO” um filme sem a nitidez das imagens contemporâneas, o que proporciona ao espectador uma viagem no tempo a um momento histórico importante para a América Latina, numa abordagem temática que continua atual. Aplaudido na Quinzena de Realizadores em Cannes e candidato oficial do Chile ao Oscar 2013 de Melhor Filme Estrangeiro, “NO” é o terceiro filme de Pablo Larrain sobre o período da ditadura militar chinela, fechando um ciclo iniciado com “Tony Manero” e “Post Mortem”. Serviço

NO (Chile, França, 2012) De: Pablo Larraín. Com Gael García Bernal e Alfredo Castro. 110 min. 14 anos. 5 (sexta), às 18h e 20h30 7 (domingo), às 10h, 18h e 20h30 10 (quarta), às 18h e 20h30 11 (quinta), às 18h e 20h30 14 (domingo), às 10h, 18h e 20h30 17 (quarta), às 18h e 20h30 18 (quinta), às 18h e 20h30 21 (domingo), às 10h, 18h e 20h30 Ingressos: R$ 8,00 (com meia-entrada para estudantes). Realização: OS Pará 2000, Secretaria de Estado de Cultura Secult-PA e Governo do Estado.


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Governo do Estado do Pará Simão Jatene Secretaria Especial de Estado de Promoção Social Alex Fiúza de Mello Secretaria de Estado de Cultura Paulo Chaves Fernandes Secretaria Adjunta Ana Cristina Klautau Leite Chaves Pará Cultural - Informativo mensal da Secult-PA Assessoria de Comunicação Social Equipe: Carolina Menezes/Elza Lima/Leila Rocha/Nilton Guedes/Rita Lima Estagiária: Camille Nascimento Fotos: Elza Lima/Tamara Saré/Arquivo Secult Departamento de Editoração e Memória Projeto gráfico: Paulo Afonso Campos de Melo Edição: Lorena Souza/Editoração Eletrônica: Paulo Maurício

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