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“AIEA confirma que usina nuclear no Japão emitiu radiação na atmosfera” http://g1.globo.com/tsunami-no-pacifico/noticia/2011/03/aiea-confirma-queusina-nuclear-no-japao-emitiu-radiacao-na-atmosfera.html Eduardo Rizatto e Mariana Pacheco – 3ºB Tragédia Oriental A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) afirmou que a explosão provocada por um incêndio no reator 2 da usina nuclear de Fukushima, no Japão, afetada pelo potente terremoto do dia 11, de 8,9 graus na escala Richter, seguido por um devastador tsunami, liberou radiação diretamente na atmosfera e pode ter como conseqüência, uma nuvem radioativa levada pelo vento a Tóquio. O nível de radiação na área de Fukushima está perigoso e gerando risco para a saúde da população, fazendo com que a área de isolamento radioativo fosse ampliada para 30 km. Mesmo com o desligamento das 11 usinas localizadas na região, após o tsunami, a usina de Fukushima não teve eficácia em sua operação para desligar e por assim ser, tiveram de tomar atitudes alternativas, usando água do mar para resfriá-las, e mesmo assim, três explosões se sucederam. As radiações liberadas devido ao acidente são ondas eletromagnéticas ou partículas, que podem ser radiações beta ou alfa. Determinados elementos químicos, por possuírem núcleos instáveis, liberam também raios do tipo gama, capazes de penetrar profundamente na matéria. É o caso dos combustíveis utilizados nas usinas nucleares, como o urânio e o plutônio. Quando exposto a esse tipo de radiação, o corpo humano é afetado, sofrendo alterações no DNA das células. No núcleo de um reator nuclear a partir da fissão do urânio, existem mais de 60 elementos radioativos, tanto com vida curta como vida longa, que se acumulam no organismo, entre eles, o iodo, o estrôncio e o césio são alguns dos poluentes mais prejudiciais para a saúde humana, que aumentam o diagnóstico de todo tipo de câncer e diminuem a imunidade do organismo. Como a principal via de contágio é a inalação, é recomendado ingerir pastilhas de iodo. Com a ingestão da pastilha do iodo limpo, a glândula tireóide fica saturada e quando inalamos o iodo radioativo, não há contaminação. No caso deste acidente, os efeitos serão os chamados crônicos, que só aparecem após certo tempo, por isso, ainda não é possível prever as consequências que a população poderá sofrer. Com tudo isso, é possível analisar que mesmo com toda a preparação que o país possuía contra terremotos e acidentes nucleares, ela pode ser pequena perto do que a natureza pode fazer. Este acontecimento pode ser


considerado uma resposta da natureza às usinas nucleares, as quais podem substituídas por outros tipos de energia menos prejudiciais. Apesar de toda a tragédia, o Japão conseguiu tirar algumas coisas boas, como a busca de novas fontes de energias renováveis, que levam à idéia do investimento em usinas eólicas, que funcionam com a força do vento que impulsiona hélices gerando a energia. De acordo com a Kelly Rigg, diretora-executiva da Campanha Global para Ação Climática, as usinas já existentes de energia eólica permaneceram intactas e continuam funcionando mesmo depois da ação do terremoto, o que serve de argumento para a população japonesa que vem protestando para conseguir a substituição das usinas nucleares por eólicas. Atualmente o Japão vem sendo abastecido por essas usinas “sobreviventes”, e embora o custo seja alto, a utilização da energia eólica é uma opção a ser considerada, e uma esperança para os cidadãos que esperam por uma resposta e mudança.

Referencia Bibliográfica: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/infografico/2011/03/16/a-crisenuclear-no-japao.jhtm http://www.tabloideverde.com.br/2011/03/17/desastre-pode-impulsionarenergia-eolica-no-japao/

Tragédia Oriental  

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