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O Governo do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura, FunARJ, Teatro João Caetano, PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO E A SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA APRESENTAm


o espetáculo A ideia sobre essa iniciativa surgiu de alguns encontros realizados entre Thiago Soares, primeiro bailarino do Royal Ballet de Londres, e seu primeiro coreógrafo, Ugo Alexandre, assistente de direção do Grupo de Rua de Niteroi, o qual acompanha sua carreira desde os seus primórdios, “nos primeiros passos” em festas informais, nos playgrounds de prédios dos subúrbios do Rio de Janeiro, e de lá para os mais importantes teatros do mundo. O projeto consiste na criação de um espetáculo de dança dirigido por Ugo, celebrando assim, o reencontro cênico entre esses dois artistas que seguiram diferentes trajetórias (Thiago, no Ballet Clássico, e Ugo, nas Danças Urbanas), e que após mais de 20 anos de história dedicada a dança, voltam a se encontrar. Em 2014, Thiago Soares encontra casualmente o produtor Miguel Colker em Paris, e lhe conta sobre o projeto. Miguel, que também é um dos diretores do Rio H2K - Festival Internacional de Danças Urbanas, fica excitado com a ideia inovadora de misturar o Ballet Clássico e a Dança Urbana, afinal, misturas e reflexões estéticas na dança fazem parte da essência do festival. Os três se unem imediatamente e assim nasce o embrião do espetáculo “Roots”. A ideia central do espetáculo é fazer Thiago Soares reviver o início da sua vida artística, baseada nas Danças Urbanas. Ou seja, um inevitável resgate às suas “raízes”. E para concretizar essa ideia, foi convidado para o projeto, como uma verdadeira peça-chave, Danilo D’alma, profissional reconhecido no cenário das street dances do Rio, especialista com grande experiência no ambiente da dança investigativa, importante intérprete-criador de peças como H3 produzidas pelo GRN. Com a proposta de enriquecer esta experiência de reencontro a partir de um outro olhar, Ugo convida Renato Cruz para assinar a co-direção. Como coreógrafo da Companhia Híbrida, Cruz conquistou o público e a crítica com a criação de peças premiadas singulares, misturando Danças Urbanas com Dança Contemporânea. Ugo e Renato contaram também com a colaboração de criação de Pedro Cassiano, que nos períodos em que o Thiago esteve em Londres, efetuou todo trabalho de criação e corpo do bailarino. Neste contexto, surge o Roots. O espetáculo que propõe a reflexão de uma nova abordagem cênica, apresentando o encontro destes bailarinos e conduzindo o espectador a uma expedição para um território desconhecido, íntimo, imponderável e poético. Um espetáculo em que a beleza dos movimentos está em primeiro plano.


um encontro entre o clรกssico e o urbano


DANILO D’ALMA Roots é um projeto que surgiu para quebrar barreiras e sugerir novos caminhos artísticos. O processo criativo me proporcionou resgatar pesquisas de movimentos e técnicas que foram desenvolvidas no decorrer da minha trajetória na dança, principalmente nas companhias de dança que trabahei, como o Grupo de Rua (GRN) e a Staccato. Nesse trabalho, também tive a liberdade de inserir caminhos de movimentos nunca utilizados antes por mim em nenhum trabalho, que vieram da minha origem das Danças Urbanas, das desconstruções delas, e também de quando fiz aulas de Ballet Clássico, com 14 anos, passando a conhecer melhor meu corpo perante eixo e postura. A experiência de dividir o palco com Thiago Soares está sendo um aprendizado, é muito gratificante compartilhar a minha história e a trajetória dele de forma artística, junto com uma equipe super talentosa! Já havia trabalhado antes com o Ugo Alexandre, e torcia pra trabalharmos novamente. Já com Renato Cruz é um novo encontro super interessante, e também com o músico Pedro Bernardes e com sua arte eclética e inovadora, que ser como inspiração para meus movimentos. Agradeço ao Rio H2K e a Araucária por abrirem novos caminhos para a Dança no país, e por estarem sempre trabalhando duro pra tornar seus projetos em realidade!


thiago soares Roots é um projeto muito especial para mim, porque ele não só me dá a oportunidade de trabalhar com o Ugo Alexandre, um amigo de longa data, um profissional que sempre admirei e me introduziu na dança, como também a chance de me reconectar com ele. O espetáculo me fez colaborar e dialogar com artistas fantásticos que eu não conhecia antes, mas que tenho certeza que farão parte da minha vida daqui em diante. Danilo D’Alma, que não é só um grande parceiro no estúdio trabalhando, mas também fora dele. Não restam elogios para tanto talento. Um artista para se aprender muito e absorver suas experiências. No todo, é um espetáculo que sempre sonhei. Formar um mini grupo, uma pequena família, hoje composta por Pedro Cassiano, Renato Cruz, Ugo Alexandre, Miguel Colker, Bruno Bastos, Danilo D’Alma, Pedro Bernardes, todos nós com nossas diferentes personalidades, gerando algo incrível. Que essa relação só cresça! Roots está me dando a oportunidade de voltar às minhas origens e falar um pouco do meu começo. Anseio em poder fazer muitas outras temporadas e estou muito feliz de poder tornar realidade mais este sonho. Uma pessoa importantíssima que me ajudou com toda sua força nesta realização foi o Miguel Colker, o cara que apertou minha mão lá atrás e aceitou participar desse desafio. Só tenho a agradecer.


DIREÇÃO ugo alexandre Roots se torna para mim uma obra artística em forma de celebração, simbolizando encontros e desencontros, chegadas e partidas, nascimento e renascimento. A dança sem território sempre me instigou. Decisões e rotinas nos distanciam e se apresentam através de estéticas que são moldadas, trabalhadas em corpos (mídias) deixando os vestígios pelo tempo, transferidas por gerações, maturadas, disseminadas e recodificadas. Possuímos muitos estímulos para iniciarmos um movimento, seja este o mais simples que for. Em um mundo totalmente globalizado, onde informações são compartilhadas por um simples toque, qual seria a distancia entre o balé clássico e as danças urbanas? E o que as aproximam? Esse coletivo formado por artistas, incrivelmente talentosos, está totalmente interessado nas diversas respostas que estas perguntas possam ter, como também, nas diversas perguntas que este momento possa nos proporcionar. Enquanto vasculhamos um ciclo inacabável de possibilidades, e o que temos de concreto, será apenas a celebração de um encontro...

renato cruz Roots surge para mim como um delicioso desafio, ao me instigar a construir uma dramaturgia que levasse em conta questões como tempo, afeto, memória e transformação, questões estas que tem como elemento central o próprio corpo. Foi na investigação dessas memórias, do que ficou pra trás e do que se carrega por toda a vida, que pude me deleitar na pesquisa junto a bailarinos tão potentes. E foi na investigação dessas raízes, que pude visitar as minhas próprias, abraçando o risco que tais empreendimentos oferecem. Roots propõe uma leitura possível, dentre tantas, das raízes que nutriram Thiago, das que alimentam Danilo, das que instigam Ugo, das que desafiam Pedro, das que me move a mover.


TRILHA SONORA ORIGINAL pedro bernardes O músico multi-instrumentista é um dos nomes mais expressivos da vanguarda musical brasileira. Para realçar a experiência sonora do espetáculo, Pedro Bernardes irá apresentar a trilha sonora original do espetáculo ao vivo, em cima do palco, em sinergia com os bailarinos.


Patrocínio

Apoio

Apoio institucional

Hospedagem

REALIZAÇÃO


ficha técnica Elenco | Thiago Soares e Danilo D’Alma Direção | Renato Cruz e Ugo Alexandre Colaboração de criação | Pedro Cassiano Trilha Sonora | Pedro Bernardes Iluminação | Renato Machado Figurino | Carla Kalache / Balletto Realização | Araucária Agência Cultural Idealização | Miguel Colker, Thiago Soares, Ugo Alexandre

Araucária Agência Cultural Diretor Geral | Miguel Colker

Assistente de Produção | paulo dary

Diretor Financeiro e Administrativo | Rodrigo Wodraschka

Designer | Patrícia Niemeyer

Diretor Artístico Rio H2K | Bruno Bastos

Comunicação | Gabriel Wasserman

Diretora de Relacionamento | Agatha Santos

Desenvolvimento Web | Rafael Rocha

Coordenadora de Produção | Carol Bandeira

Assistente Financeiro | Lucas de lafuente

Produtor | Dyogo Botelho

Agradecimentos Ana Botafogo, Andrea Neves, Alice Colker, Bernardo Zerkowski, Bete Spinelli, Bruno Beltrão, CAL - Casa das Artes de Laranjeiras, Christian Lenz, Clara Colker, Cristina Rangel, Danyelle Chaves, Dayane Magalhães, Debora Mantuano, Deborah Colker, Diaclice Rangel, Eduardo Hermanson, Eduardo Marques, Elisabethe Sauan, Fabio Barcellos, Fabrício Schmitt, Fernando Coolbano, Guto Vieira, Guy Darmet, Henrique Talmah, João Alvarez, João Elias, João Pedro Maia, Jorge Costa, Jorge Teixeira, Julio Molina, Junior Perim, Lu Braga, Luciana Mantegazza, Luiza de Jesus Neves, Luiz Felipe Maia, Marcia Lacombe, Márcio Ribeiro, Mauricio Albuquerque, Milton Carlos, Paola Belmonte, Patricia Cunha, Pedro Fulgêncio, Rafael D’Eça, Rejeane Góes, Rejeane Neves, Renata Mantuano, Ricardo Galdi, Rodrigo Bernades, Rodrigo Rezende, Tamara Catharino, Tatyanne Rangel , Theo Colker, Thiago Esteves, Ulisses Neves, Ulissir Neves, Zabelê Gomes.


Mais do que um festival, o Rio H2K é um movimento em prol da evolução constante da Dança em nosso país. E como movimento, o Rio H2K se expressa de diferentes formas: seja através do Rio H2K – Festival Internacional de Danças Urbanas, através da inserção da Dança num dos maiores festivais do mundo como o Rock In Rio, ou através de projetos sociais de formação em Danças Urbanas, como o Rio H2K Madureira, Caju e Complexo do Alemão. Independente da manifestação, nosso objetivo é de constantemente quebrar paradigmas e elevar o status das Danças Urbanas no Brasil e no mundo. E pensando assim, porque não quebrar mais um paradigma e unir as Danças Urbanas com o Ballet Clássico? Através da generosidade de uma das maiores estrelas do Ballet brasileiro, o bailarino Thiago Soares, pudemos resgatar as suas raízes urbanas e conectá-las com uma das maiores referências atuais neste campo, o dançarino Danilo D’Alma. A união destas “danças distintas” pode inspirar infinitas dissociações da vida que merecem ser (re) combinadas na prática, e não só na cultura, mas também no campo da religião, da educação, da sexualidade, e em diversos outros campos. Muitas das diferenças existentes no mundo, são criadas pelos próprios seres humanos. Portanto, o resultado deste trabalho não é apenas proporcionar ao público a excitante experiência artística conduzida pelos diretores Ugo Alexandre e Renato Cruz, ou a transcendente experiência sensorial conduzida pelo músico impressionista Pedro Bernardes, muito além disso, explanamos a todos, que a arte e a Dança não tem limites, e que devemos nos manter irrequietos, numa busca incessante, de novos caminhos, novos horizontes. Assim na arte, como também na vida­. A obra “Roots” é a primeira coprodução do Rio H2K de um espetáculo de Dança para encenação em teatro.


um encontro entre o clรกssico e o urbano

Espetáculo Roots  

A elegância do ballet clássico de Thiago Soares, Primeiro Bailarino do Royal Ballet de Londres, unida à força das danças urbanas dos coreógr...

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