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DIÁRIO DO PROFESSOR (11 E 13 DE NOVEMBRO)

Como já vem sendo habitual, a aula iniciou-se com as habituais rotinas dos alunos. Os alunos ocupam-se das suas tarefas e lêem o plano do dia. O frequente Circuito de Comunicação , Ler, Mostrar e Contar foi um pouco diferente do habitual. Para além de contar com a presença do professor João, ainda assisti a um momento de Matemática Colectiva . O João na semana anterior tinha trabalhado

um texto com a B., no tempo de estudo autónomo. Como esta o tinha convidado para participar no Ler, Mostrar e Contar , com o texto que ambos tinham trabalho, o João viu-se na obrigação de apresentar juntamente com a B. o texto à turma. Outro aspecto importante foi o de assistir à apresentação de uma situação problemática. A C. quando foi apresentar a sua produção, leu um problema, tal foi a minha surpresa que me vi obrigada a comentar. Quando comentei a produção referi que não fazia ideia que podiam também apresentar situações problemáticas, mas que tinha gostado muito e que esperava poder assistir a outras. Depois em conversa com a professora Sofia, voltei a mostrar o meu

espanto

e

questionei-a

acerca

das

apresentações

com

situações problemáticas, pois a minha grande dúvida prendia-se com o aumento do grau de dificuldade das mesmas. Neste caso, a

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C. apresentou um problema em que os alunos podiam usar o cálculo mental, mas, o que aconteceria quando os alunos necessitavam

de

mais

tempo

para efectuar

os

cálculos?

A

professora S. respondeu-me que quando isso acontecesse diríamos à turma que podíamos resolver esse problema na hora de Matemática Colectiva .

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Depois da aula tive oportunidade de falar com a professora cooperante acerca do Ler, Mostrar e Contar . Esta explicou-me a importância

deste

Circuito

de

Comunicação

assim

como

as

competências que este desenvolvia. Chegámos à conclusão que as competências desenvolvidas eram imensas. Na comunicação oral os alunos eram capazes de exprimir-se por iniciativa própria; dar a sua opinião sobre os trabalhos; apresentar trabalhos realizados; comunicar as suas descobertas; contar histórias que leram,

ouviram

ler

ou

inventaram;

completar

histórias;

identificar personagens e as acções de uma história; formular perguntas

e responder

questionários;

respeitar as

regras de

participação; relatar acontecimentos e descrever imagens. Na comunicação

escrita

também

são

diversas

as

competências

adquiridas: reconhecer diferentes tipos de textos; escrever textos; aperfeiçoamento de textos; compreender o sentido de um texto; identificar e recriar personagens e acções; ler histórias, livros, poemas; ler por iniciativa própria e outras mais. Na Língua Portuguesa , os alunos trabalharam um texto do


H. que tinha sido melhorado pela turma na aula anterior. Depois de este ter sido lido por alguns alunos, foi-lhes pedido que elaborassem uma ficha de trabalho com base nesse texto. Para isso, os alunos juntamente com a professora, relembraram que

tipos

trabalho.

de Este

exercícios trabalho

costumam tem

aparecer

como

nas

objectivo

fichas

de

colmatar

as

dificuldades que os alunos encontram na interpretação das perguntas que aparecem nas fichas de trabalho, assim como elaborar um ficheiro com fichas de trabalho elaboradas pelos próprios alunos. Na Matemática Colectiva os alunos resolveram exercícios com o calendário de Dezembro. Mas antes de resolverem a ficha de trabalho a professora falou-lhes do porquê de ter sido inventado um calendário e qual o povo que o tinha inventado, ressaltando o facto de haver um grupo a trabalhar sobre esse mesmo povo, os Egípcios. Na ficha, os alunos tinham que preencher o calendário com os números de Dezembro de 2009.4

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Depois tinham que descobrir quantos dias de aulas tinham nesse mês, sabendo que as aulas terminariam dia 18, assim como descobrir quais eram os dias que não tinham aulas. O último

exercício,

aquele

em

que

a

turma

sentiu

mais

dificuldade, foi para descobrirem em que dia recomeçarão as aulas, sabendo que as férias durarão 16 dias. Para resolverem os exercícios, os alunos pintaram de vermelho os feriados e os fimde-semana e de verde as férias. Como já é hábito durante as actividades, o João e eu circulamos pela sala com o intuito de ajudarmos os alunos com as suas dificuldades. Foi num destes momentos que percebi que um grupo não tinha percebido estes exercícios. Falei com a professora cooperante e esta disse que no tempo de Estudo autónomo trabalharia com eles. No tempo de Trabalho de Projecto fiquei no grupo que estava a fazer o projecto sobre os Egípcios. Nesta fase do projecto eles


queriam construir pirâmides, assim sendo o meu papel era ajudá-los na construção destas. Primeiro perguntei-lhes como é que

iríamos

construir

uma

pirâmide

e

surgiram

diversas

respostas, mas nenhuma fácil de pôr em prática. Em seguida questionei-lhes

acerca

de

que

figuras

podiam

ver

numa

pirâmide, ao que eles me responderam que viam um quadrado e quatro triângulos. Como forma de assimilarem melhor este conceito disse-lhes para desenharem essas figuras numa folha. Enquanto uns

alunos

desenhavam

as

figuras

aleatoriamente,

um

aluno

desenhou-as umas ao lado das outras. Com isto pretendia que eles interiorizassem que uma pirâmide tinha quatro lados (triângulos) e uma base (quadrado).

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No primeiro tempo de Estudo Autónomo trabalhei com a A. R.. Estivemos, numa primeira fase, a resolver os exercícios da ficha de trabalho de matemática, assim outros exercícios do género. Durante as resolução dos exercícios apercebi-me que a maior dificuldade da A. R. era o cálculo mental, assim encaminhei-a para

outros

exercícios

onde

esta

pudesse

trabalhar

essa

dificuldade. No segundo tempo de Estudo Autónomo estive a trabalhar com o D.. O problema desta aluno era completamente diferente do da A. R., pois a sua dificuldade nem era a matemática, mas sim o português e a compreensão dos problemas. A nossa presença no Conselho de Cooperação de sexta-feira, já é uma prática comum. Fazemos todos os possíveis para comparecer, pois sentimos a necessidade de estarmos presentes, neste momento tão importante para a turma, pois já fazemos parte desta.6 Antes de lerem o Diário de Turma , falaram das tarefas. Os alunos são os mais honestos possíveis, pois mesmo quando fazem a tarefa mesmos bem, admitem-no. Também são capazes de reconhecer uma tarefa bem executada por parte de um colega. Ao lerem o Diário de Turma , constatámos que havia um aluno que estava a ser constantemente referido por outros dois colegas e por coisas que nem faziam sentido lá estarem. Nesta altura a professora sentiu necessidade de intervir, e lembrou que o Diário de Turma não é para fazerem queixinhas nem policiamentos.

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Neste Conselho de Cooperação intervim para dizer que eles tinham escrito muitas mais coisas na coluna Não Gostei do que nas outras, o que transparecia que a sua semana não tinha sido muito positiva. A professora aproveitou para relembrar-lhes que deviam escrever mais coisas na coluna do Gostei , pois essas coisas também devem ser valorizadas e não apenas as negativas. Esta quinta semana de observação participativa foi mais um pequeno passo no nosso entrosamento com a turma. O aspecto que mais me marcou foi o de poder acompanhar de perto algumas dificuldades de alguns alunos e trabalhar essas mesmas dificuldades no Tempo de Estudo Autónomo .

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Diário do Professor 11 e 13 de Novembro  

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