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Um Dom Especial Taming The Duke Jackie Manning e, ouso afirmar, mais bonitos da Inglaterra! — Não se esqueça de acrescentar arrogante, teimoso, orgulhoso, voluntarioso e... — Não conseguiu ocultar um sorriso. — Sim. E não se esqueça você disso. — Dalton sorriu largo, formando duas covinhas. Alicia endireitou os ombros. — Preciso voltar a meus deveres. — E caminhou até Bashshar, sem pedir licença. Dalton soltou uma risada, observando a jovem determinada que seria a nova duquesa de Wexton no final da semana. Nunca tinha se dado conta antes, mas agora adquirira plena consciência. Estava louco para se tornar marido dela. Dalton encontrou Justin Sykes no salão de bilhar, praticando uma jogada. Justin parou, taco no ar, observando o recém-chegado. — Qual é o problema, amigão? Parece que acabou de ser desafiado para um duelo. — Nada assim tão dramático. — O duque dirigiu-se ao bar e serviu-se de uma dose de uísque. — Quer um? — Não. Não bebo desde ontem à noite. Acho que é por causa de todo esse ar limpo do campo. Ficar sóbrio é uma sensação estranha, devo dizer. Inclinou-se sobre a mesa, ainda segurando o taco. O bater das bolas de marfim soou, assim que ele fez a jogada, a bola branca tocando a mesa acolchoada e, então, ricocheteando e chocando-se contra a vermelha. — Seu jogo está melhorando. — Dalton apanhou um taco da grade de dentro do armário. Estudou a mesa, enquanto passava o giz na ponta do taco. — Vamos fazer uma aposta? — Hum... acho que não. Não quero tirar vantagem de minha recem descoberta sobriedade. — Olhou para Dalton, de soslaio. — Ou fazer sobrar para mim o que quer que seja que o está aborrecendo. Justin soltou uma risada, limpando as mãos numa flanela. — Nada me aborrece, amigo. — Dalton elaborou uma jogada duas vezes mais complicada que a de Justin. O amigo soltou um assobio baixo, observando a bola cruzar o feltro. — Talvez seja mais do que isso — disse, com um sorriso de malícia. — O que foi que a adorável Alicia fez, Dalton? Ou foi o que ela não fez que o deixou nervoso desse jeito? — Não estou nervoso. — Não negue, amigão. Conheço-o muito bem. — Mulheres... Nunca vou entendê-las. Pensei que Alicia fosse diferente das outras. — Erro número um, seu tolo. Dalton encarou Justin. — Alicia deveria ser diferente. Ela se sente mais confortável num estábulo do que num salão de baile. É muito inteligente para se permitir participar dessas conversas enfadonhas que excitam tanto a maior parte da sociedade. E fica tão feliz quanto eu em calças de couro. — Isso soa como se vocês dois tivessem nascido um para outro. Então, qual é o problema? Dalton fez uma pausa. Não tinha certeza se havia um problema. Tudo o que sabia era que ela podia revirar seu mundo de cabeça para baixo apenas com um olhar daqueles doces olhos castanhos. — Quando estamos sozinhos, Alicia me faz sentir como se eu... fosse uma

Um dom especial  
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