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Um Dom Especial Taming The Duke Jackie Manning Não tenha medo de mim. — Não tenho medo, sir. Não tenho medo de você — repetiu, com mais firmeza. Dalton prendeu-lhe o rosto com as mãos. — Então, o que teme? "Apaixonar-me por você." Alicia engoliu em seco, diante da verdade. Sim, descobrira-a desde a primeira vez em que o encontrara, em Marston Heath. Podia apaixonar-se com extrema facilidade por aquele homem tão fascinante. E, se isso acontecesse, teria o coração partido quando Dalton a deixasse. E a deixaria, assim que o acordo matrimonial tivesse sido completado. — Olhe para mim, Alicia. Recusar-se a obedecê-lo viria apenas provar que ela estava com medo. Assim, fitou-o, e a chama do desejo, refletida nos olhos claros tirou-lhe o fôlego. Os lábios de Dalton desceram sobre os dela. A pulsação de Alicia disparou, quando o duque a abraçou, aninhando-a contra si. Podia sentir os babados engomados de sua camisa através da seda que lhe cobria os seios sensíveis. Dalton a apertou ainda mais, o hálito quente mesclando-se ao dela. Alicia entreabriu os lábios e a boca ávida se apossou deles com ímpeto voraz. Alicia ergueu os braços e enlaçou-o pelo pescoço, enquanto as mãos de Dalton deslizavam por suas costas e desciam até os quadris. Arrepios de desejo correram-lhe pela espinha. As mãos dele desceram mais, atrevidas, e Alicia o empurrou. — Por favor, sir... pare! — Estamos noivos, minha querida. Você com certeza sabe o que se passa entre marido e mulher, não é? — Ainda não sou sua esposa. — Empurrou-o outra vez. No fundo, não queria que ele se afastasse. Forçou-se a dar um passo para trás, arrumando o vestido. — O jantar vai ser anunciado em breve. Estão esperando por nós. — Podemos fazer qualquer coisa que desejarmos. — Provocante, o duque a puxou. — E claro que você pode. Você é o duque. Sou eu que a sociedade vai julgar sob aqueles olhares de crítica. — Marcou um ponto, Alicia. Muito bem, querida. — Segurou-a pelo braço e conduziu-a adiante. — Mais tarde, porém... Dalton dirigiu-lhe aquele olhar penetrante que aqueceu Alicia ainda mais. Ela lutou para recuperar o sorriso, ao acompanhar o noivo em direção ao salão. Teria de enfrentar a duquesa e seus amigos. Mas, se permanecesse na varanda com Dalton, teria de encarar seus próprios demónios. Já enfrentara antes os inimigos e os derrotara. Podia conseguir, de novo. Com Dalton, porém, era outra questão. CAPÍTULO VIII Os primeiros raios de sol infiltravam-se pela fresta das cortinas de veludo, salpicando de dourado a colcha de cetim azul. Alicia tirou o vestido de baile e voltou-se para a criada, que a ajudava. — Por favor, Marie abra as cortinas. Adoro ver o céu ao amanhecer. — Mon Dieu, milady! — Disse Marie, pendurando o traje de noite num cabide. — Se eu fizer isso, a senhorita não conseguirá dormir, com o quarto ensolarado. — Não estou com sono. — Alicia suspirou. Como explicar a Marie? Estava excitada demais para deitar-se. Queria ficar sozinha com seus pensamentos. Podia

Um dom especial  
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