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Um Dom Especial Taming The Duke Jackie Manning você. — Mildred fechou o leque com uma batida seca. — Creio que está perdendo seu tempo e o meu, querida mamãe. Pelo visto, não ouviu uma palavra do que eu disse. Não me casarei com Elizabeth. Nem agora, nem em outra ocasião. Pode me dar licença? — Dalton levantou-se e dirigiu-se para a porta. — Por que Deus não o levou no lugar de Drake?! — Berrou a duquesa, pondo-se em pé. Dalton estacou, sem se voltar. A voz de Mildred tomou um acento de angústia: — Já não fui punida o bastante, sem que você precise se comportar como um endemoninhado? Sei que me detesta, desde que era um garoto e me encontrou com George... Dalton virou-se. Pelos últimos vinte anos, jamais falara a ninguém sobre aquela tarde. Em sua alegria, subira as escadas para contar à mãe do nascimento de seu potro. O que vira quando abrira a porta e entrara naquele mesmo quarto mudara sua vida para sempre. — Não a odeio, mamãe. Apenas, não sinto nada por você. — Não sente nada por ninguém! Drake era tão diferente... — Sim, Drake era todas as coisas que nunca fui. — Sentiu um nó na garganta. — E ninguém sofre mais a falta dele do que eu. — Se Drake estivesse vivo, ele se casaria com Elizabeth. — Meu irmão merecia coisa melhor. Sabe que Elizabeth tentou seduzir-me pouco antes de Drake e eu partirmos para a Espanha? — Não acredito nisso. — Oh, sim, você acredita. Porque, lá no fundo, sabe muito bem como é Elizabeth. A garota sabia que Drake estava perdido de amor por ela, assim como meu pai esteve cego de paixão por você. Quando recusei Elizabeth, isso só a encorajou. Pena que tio George não tivesse mais autocontrole. — Dalton, homens e mulheres são diferentes. Eu amava George antes de me casar com seu pai. Porém, seu pai era o mais velho, e não tive escolha a não ser casarme com ele. — Graças aos céus papai nunca soube de sua infidelidade. E Drake jamais conheceu a verdadeira natureza de Elizabeth, também. — Acha que é melhor, se metendo com aquela Spencer? — Você não é digna sequer de pronunciar o nome dela. — Faça o que quiser com a moça. Mas, se for indiscreto, destruirá o precioso nome de seu pai. Você não haveria de desejar isso, não é? — A duquesa sorriu, com maldade, sabendo que tocara num ponto sensível. — Está com quase trinta e cinco anos, Dalton. Goste ou não, é tempo de ter um herdeiro. — Mamãe vamos colocar um ponto final nessa lengalenga. Prometo comparecer ao baile. A duquesa ficou rígida e estudou-o, com cautela. — Quer dizer que mudou de opinião? — Sim. Você me convenceu de que é tempo de eu me casar. — Você vai... anunciar seu noivado? Dalton sorriu, divertindo-se com o olhar de incredulidade no da mãe. — Anunciarei meu noivado, de braços com minha noiva, para todo o mundo ver, mamãe querida. — Seu sorriso alargou-se. — Prometo que essa noite você jamais esquecerá. Ela o fitou, atónita. — Sem mais discussões?

Um dom especial  
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