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Fernando Nunes Ferreira: "Provedor não substitui responsáveis de cada faculdade" Por Patrícia Lima - JPN/JPR Publicado: 20.10.2010 | 13:31 (GMT) Marcadores: Universidade do Porto , UP

Fernando Nunes Ferreira é, desde Maio, o Provedor de Estudante da UP. O seu objectivo é, diz, "garantir ao estudante que existe alguém a quem pode recorrer quando tudo o resto falha". Defender e promover os direitos e os interesses legítimos dos estudantes da Universidade do Porto (UP), através de uma actuação imparcial, independente e confidencial é o papel assumido pelo Provedor do Estudante, Fernando Nunes Ferreira. O cargo foi criado em 2002, com o objectivo de apoiar a integração do estudante na UP. Porém, Nunes Ferreira lembra que o provedor completa, mas não substitui o trabalho realizado nas faculdades, servindo como "último recurso" do estudante. Em que consiste o papel do Provedor do Estudante da Universidade do Porto? O papel do Provedor resumese a defender e promover os direitos e os interesses legítimos dos estudantes no âmbito universitário. Isto significa ter uma atitude independente, imparcial e confidencial no tratamento das questões e problemas colocados pelo estudante. Qual a importância do papel do provedor na UP? É garantir ao estudante a segurança de que existe alguém, na Universidade, a quem pode recorrer quando falha tudo o resto, como os órgãos competentes da faculdade que frequenta. Como é o seu dia-a-dia? Por ordem cronológica, consiste, primeiro, em atender o estudante por telefone, por e-mail ou por visita marcada. Mais tarde, para resolver as questões ou problemas apresentados, são necessários contactos com serviços da Universidade e da faculdade. Quais são as questões e problemas mais comuns? Os assuntos mais comuns são relacionados com bolsas, propinas, estatutos de trabalhador-estudante, prescrições e equivalências. Quantos casos recebe o Provedor da UP por ano? Eu assumi o cargo em finais de Maio, por isso só trabalhamos Junho, Julho e Setembro. Nestes três meses, abrimos cerca de 70 casos e [tivemos] 20 visitas. Podemos, com isto, fazer uma média, mas claro que há meses mais atarefados que outros. Por norma, quanto tempo demora a resolução de um caso? Cada caso é um caso. Temos exemplos em que numa conversa de meia hora se resolve a questão e temos outros que demoram cinco, seis dias. O mais complexo pode demorar cerca de duas semanas. Mas, no geral, desde a apresentação até à resolução final passam apenas alguns dias. Em que casos o aluno deve, por consciência ou obrigação, recorrer ao provedor? Em primeiro lugar, o aluno deve tentar resolver o assunto de forma interna, na própria faculdade. Eu costumo dizer que o provedor não é um super-homem porque não substitui os departamentos nem os serviços de cada faculdade, apenas complementa esse trabalho, ou seja, [intervém] quando o estudante considera que o problema não consegue ser resolvido com os órgãos locais, da faculdade que frequenta. Como é que o aluno pode contactar o provedor? No Sigarra encontra um link directo para a página do Provedor. Aí tem os contactos, a agenda, o regulamento, etc. Que conselho deixa para os alunos? Este conselho é, não só para os alunos, mas também para todos os envolvidos na resolução dos casos. Perante as dificuldades é necessário ter calma e bom-senso. ISSN 1646-3064

http://jpn.icicom.up.pt/2010/10/20/fernando_nunes_ferreira_provedor_nao_substitui_... 30-08-2011


Portefolio Patricia Lima