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Centro Universitário Franciscano ­ UNIFRA Mariana Rossato Patricia Lopes Paim Trata­se  de  um  formulário  que  foi  enviado  via  e­mail  para  alguns  professores atuantes da educação básica e superior do município de Santa Maria ­  RS. Foram  abordados questionamentos com  relação  ao conhecimento, conceito e uso das tecnologias e mídias no contexto escolar. Os  professores entrevistados, por questões de privacidade,  serão  identificados  como: Professor  A,  do nível superior; Professor  B, do nível fundamental e médio; Professor  C, do nível fundamental e Professor D, da educação infantil. Sabendo­se  que  as  tecnologias  se  tornaram  um  anseio  e  uma  necessidade  na vida  das  pessoas,  isso  refletiu  na  escola,  onde  a  mesma  teve  que  rever  e  reorganizar suas práticas incluindo esta ferramenta educativa na sala de aula. Diante  disso,  os  professores  foram  questionados,  além das informações básicas como  tempo de  atuação  e nível que atuam, sobre quais suas concepções, o que pensam, e como agem com a inserção de novas tecnologias na prática docente. Por  meio  das  respostas,  percebemos  que  todos  os  professores  possuem conhecimento  de  informática,  utilizam  diversas  tecnologias  no  seu  dia a dia,  bem como na sua prática na  escola.  Também  nota­se que  os  professores A, B e C, possuem de 10 a  20  anos  em  média  no  magistério,  e  por  estarem  atuando  a  algum  tempo  com metodologias  obsoletas  ou  tradicionais,  sentem  grandes  dificuldades  em  utilizar  as tecnologias  como  ferramentas  colaborativas  de   aprendizagem  e  não   meramente instrumentos  paliativos,  que  supostamente  pensam  que  possam  ser  a  solução  de problemas educacionais. Por  isso,  ao  refletirmos  sobre  as  respostas,  observamos  que  apesar  dos professores  utilizarem  diariamente  as  tecnologias   em  suas  práticas  e/ou  na  vida,  estas não fazem  uma  nova  escola, ou seja, devemos “levar a escola a participar de forma ativa, como  produtora  de  conhecimento,  na  construção  coletiva  em  rede,  do  mundo  em  que


vivemos” (TORNAGHI, p.10, 2010) Mais  do  que  simples   aparatos tecnológicos,  que por  si não  criam  cultura  alguma, pode­se criar  junto com os alunos, uma nova escola que auxilie também os professores a ser aprendizes no espaço em que ensinam. Outra  questão  levantada  foi  o  uso  ou  não,  de  jogos  interativos,  que  por  sua  vez, foram  pouco  valorizados  pelos  professores,  pois  os  mesmos  desconhecem  seu  valor pedagógico na aprendizagem dos educandos. Segundo  BRASIL  (2010)  por  meio  dos  jogos,  os  alunos  aprendem  a   caminhar pelas  próprias  pernas,  a arriscar e inventar soluções criativas para resolver situações que o jogo, com suas regras e limites, que a vida em sociedade nos impõe. Portanto,  acreditamos  que  as  mudanças  não  decorrem  do  fato  de  termos tecnologia  na  escola,  e  sim,  decorrem  do  que,  como  e  o  que fazemos  com  ela,  ou  seja, “não  significa  que  se  deve  ensinar  na  escola  a  usar este ou aquele programa, mas sim preparar  o  aluno para viver  em tempos  de cibercultura,  para  aprender  sempre, para lidar com o conhecimento como algo sempre inacabado” (TORNAGHI, p. 20, 2010).   Isso  também  é  válido aos professores  que,  nem  sempre se dão, ou a eles  não é dado,  tempo   e  espaço  para  seu crescimento  profissional,  pois não  dispõe de  tempo ou não  se  privilegia  ainda,  como  seria  desejável,  a  criação  de  espaços  para  que  estes possam  desenvolver  a  interação  com  estas  novidades  digitais,  que  demandam  de posturas  e  atitudes  diferenciadas,  quebrando  paradigmas  tradicionais  de  metodologias de ensino e aprendizagem.

REFERÊNCIA BRASIL. Salto para o Futuro. Cultura Digital e Escola.  Brasília, ago. 2010.


Analise do questionario