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– Você é tão minha que nem sabe o quanto – diz ele em uma voz suave e ameaçadora. No meu cérebro bêbado, subitamente percebo que ele está tremendo de fúria. Ele não está preocupado com o fato de que eu acabo de flagrá-lo me traindo. Parece que todos os seus pensamentos estão voltados para o seu ciúme egoísta. Mas eu nem consigo me recordar do que aconteceu no quarto de Riley; tudo que fico me lembrando é de Greyson e daquela vadia. – Você passou por mim como se nunca tivesse me visto! – grito, batendo em seu peito. Ele segura meu pulso e aperta. – Porque não quero que uma mulher como ela use você contra mim. Que ninguém te use contra mim. Você me entende? Entende, querida? – ele pergunta, abaixando o tom da voz, terno, quase suplicando. – Eu entendo que você é um mentiroso e um traidor, e não quis que ELA soubesse que você também tinha a MIM esperando à parte! – Porra! É sério? Você estava na porra do quarto de outro cara, tirando a roupa para ele! Estava tentando me deixar louco? – Subitamente, a dor vívida nos olhos dele é real. A dor em sua voz é real, tão real que meu peito se parte como vidro. – Você realmente pretendia ir até o fim? Ia honestamente deixar aquele filho da puta entrar em você? – pergunta ele, cada palavra como um caco afiado dentro de mim. – SIM! – grito. Ele estremece como se estivesse se quebrando, e eu começo a soluçar de verdade. Ele me solta como se precisasse de alguma distância, a voz entrecortada com algo além de raiva. É dor, e isso acaba comigo. – Você acha que pode trepar com alguém para me substituir? Acha que ele vai te fazer sentir como eu faço? Eu não fui nada especial para você, Melanie? Você se apaixona por todo cuzão com quem sai? Uma lágrima escorre pela minha bochecha. Ele esmurra uma janela e pragueja. – Que se foda. – Dói – soluço, falando comigo mesma quando abaixo as mãos. – Você me magoa como ninguém nunca conseguiu, Greyson! Não consigo parar de pensar nisso. Você a chama de princesa? Você passa seus dias úteis com ela e os fins de semana comigo? Ele fica em silêncio, olhando pela janela, os ombros tensos. – Eu não chamo mais ninguém de princesa. Não passo tempo com nenhuma mulher além de você. Diabos, eu trabalho dias e noites para poder voltar para casa com você. – Então por que está aqui com ela? Eu não sou muito boa com segundas chances, sabe? Mas eu te dei todas as chances que você quis! – grito. – Ela não é nada. – Ele agarra meu rosto com a mão livre, sibilando entredentes. – Ela não

4 devasso katy evans  
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