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– Fica longe de mim! – grito. Ele se esquiva, e o sapato atinge a parede e cai com um ruído surdo no tapete. Depois, lentamente, ele se endireita e completa o resto do caminho, me agarra pelos braços e me traz para junto de si. Cada milímetro do meu corpo sente o dele. Ele olha para mim com uma fúria que nunca vi antes enquanto começa a fechar os botões, o tempo todo aqueles olhos me encarando até que meu estômago esteja tão pesado quanto uma rocha. Ele arranca seu casaco e o coloca sobre meus ombros, forçando meus braços para dentro e então o abotoando também. Depois, pega minha ankle boot de tirinhas que jazia do outro lado do tapete, volta e a calça em mim. Antes que eu possa protestar pela intimidade de ele estar colocando o sapato em mim, ele o calça, eficientemente prende as tiras e fala comigo em uma voz baixa e fria: – Coloque seus braços em volta de mim. – Onde está a porra da sua ruiva? – exijo. – Eu disse coloque os braços em volta de mim. Eu não obedeço. Ele não se importa. Ele me levanta em seus braços, seu casaco imenso em mim, e não tenho escolha a não ser me segurar em sua nuca. De súbito, eu sinto seu cheiro. Sinto seu cheiro no casaco que pôs em mim, e no cheiro de seu cabelo, e na sua pele. Floresta e couro e menta. A dor em meu coração se torna uma mordida violenta e ardente enquanto a ardência em meus olhos retorna. Quando passamos por Riley na porta, ele diz, inexpressivo: – Fique longe dela. – Se você a machucar… – começa Riley, mas Greyson o interrompe. – Não. Se você tocá-la de novo, eu vou te matar! As palavras de Greyson – Se você tocá-la de novo, eu vou te matar! – enviam um frêmito pelo meu corpo. Riley dá um passo adiante, mas eu ergo minha mão para impedi-lo e balanço a cabeça em um não frenético. Não suporto arriscar Riley e eu nunca, jamais vi Greyson desse jeito. Seu corpo todo estala com a energia contida enquanto ele me carrega para os elevadores de serviço, segurando-me em um dos braços enquanto murmura ao telefone: – Entrada de serviço dos fundos. Então, ele guarda o telefone na calça e me aperta ainda mais junto de seu peito. Mais apertado do que nunca. Estamos sozinhos no elevador, e, apesar de quieto, ele está com uma expressão que eu nunca havia visto. Acho que vou vomitar. Saímos para o estacionamento subterrâneo, o ar frio mordendo minhas pernas e bochechas, e fecho meus olhos e me encolho contra o frio, sentindo-me totalmente horrível quando o calor do corpo dele se eleva para me aquecer. Me pergunto se ela lambeu a pele dele. Se enfiou os dedos em seu cabelo. Se ele a chama de princesa também.

4 devasso katy evans  
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