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Piscando para segurar as lágrimas, agarro a camisa de Riley e o puxo contra mim. – Riley – imploro. Os olhos dele se arregalam quando pressiono meus lábios contra os seus. – Mel – ele protesta, mas não suporto ouvir isso, então pressiono os lábios com mais força. – Por favor, não diga não – imploro. – Por favor, não diga não. Eu juro que todo mulherengo no mundo deveria ser castrado. Você disse que daria um soco nele se ele me machucasse. Isso está machucando, Riley. Isso dói de verdade, e para mim chega. Para mim, acabou tudo com ele. Eu o beijo. Ele corresponde, beijando-me apenas com os lábios, descendo as mãos pelos meus braços para me acalmar. Elas são quentes, familiares. Ele me segura junto ao corpo e a sensação é boa. Segura. Eu o beijo e imagino se talvez seja por isso que eu sou digna apenas de casos de uma noite. Porque não consigo lidar. Machuca demais. E sempre aparece alguma outra pessoa, e, por algum motivo, meu cara deixa de enxergar algo de interesse em mim. Por algum motivo, Greyson perdeu seu interesse em mim. Eu o perdi. Não. Eu nunca o tive. A compreensão me devasta, então tento beijar um pouco mais a boca de Riley e ele permite. Os braços dele não são tão grossos, seus lábios não são tão ferozes, mas eu preciso tanto deles. Qualquer coisa para tentar parar de pensar em… Grey puxando meus mamilos com os dentes… beliscando… sugando… Há uma batida na porta e eu gemo em protesto quando Riley me coloca de lado. – Pete pode precisar de mim – explica ele, e eu observo em silêncio enquanto ele vai até a porta, sua imagem borrada pelas minhas lágrimas. Solto um de meus sapatos e enxugo os olhos. Uma noite com Riley e, quando for de manhã, as coisas não vão parecer tão terríveis. Vou perceber que Greyson King não é o único homem no mundo. Meu coração ainda vai estar partido, mas vou colar os pedacinhos do único jeito que conheço, e serei feliz de novo. Eu vou ser feliz de novo. Com o nariz escorrendo, rapidamente começo a desabotoar minha camisa quando ouço uma voz baixa e conhecida falar. – Onde ela está? Eu nunca, jamais, ouvi alguém falar tão baixo e ao mesmo tempo soar tão puto. Minha pele se arrepia e meu olhar vai para a porta. A silhueta alta, esguia e vestida de preto de Greyson cobre o batente da porta, e eu odeio como meus sistemas entram em curto com a imagem dele. Estou parcialmente despida no meio do quarto. Bêbada. Meu cabelo, uma bagunça. Meu rosto, uma bagunça. Raiva e mágoa se enovelam em meu estômago enquanto ele se aproxima com um olhar distintamente territorial. Eu agarro o sapato que estava tirando e jogo nele.

4 devasso katy evans  
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