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EUROPA: Maioria dos países começam a se recuperar São Paulo, 22 de dezembro de 2009 – A economia mundial está apresentando sinais de melhora, entretanto, ainda há riscos e incertezas em relação à sua sustentabilidade. Na Europa, as economias reagiram de forma bastante divergente à crise. Enquanto os países que compõem a Eurozona parecem estar se recuperando ao longo deste ano, o Reino Unido continua apresentando contração. A economia dos 16 países que compõem a zona do euro iniciou o ano com retração de 2,4%, ante o quarto trimestre do ano passado, quando apresentou contração de 1,9%. Na comparação com o mesmo período de 2008, a economia registrou uma queda de 5,0%. O Reino Unido também começou o ano com uma retração de 2,5%, em relação ao trimestre anterior (-1,8%), e uma queda de 5,0%, ante o mesmo período de 2008. Já a Alemanha, reportou no primeiro trimestre do ano uma contração de 3,5%, na comparação com o quarto trimestre do ano passado (-2,4%), e de 6,7%, em relação ao mesmo trimestre de 2008. No segundo trimestre, as economias mostraram alguma melhora. O Produto Interno Bruto (PIB) da Eurozona registrou queda de 0,2%, na comparação com o primeiro trimestre, e de 4,8% em relação ao mesmo período do ano passado. A economia do Reino Unido teve uma contração de 0,6%, ante o primeiro trimestre, e de 5,5% na comparação com igual trimestre de 2008. Já a Alemanha, apresentou uma expansão de 0,4%, em relação trimestre anterior, e uma contração de 5,8% ante o mesmo período do ano passado. No terceiro trimestre, a economia da Eurozona apresentou sua primeira expansão e avançou 0,4%, em relação ao segundo trimestre, e uma retração de 4,1% na comparação com igual período de 2008. O PIB da Alemanha também registrou uma alta de 0,7%, ante o trimestre anterior, e uma contração de 4,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Já o Reino Unido, continuou apresentando retração, com uma queda de 0,2%, na comparação com o segundo trimestre, e de 5,1% ante o mesmo período de 2008. Segundo o relatório “World Economic Outlook” (Perspectivas da Economia Mundial), divulgado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) em outubro, a economia da Eurozona mostra fracos sinais de melhora e a atividade deve se fortalecer mais lentamente do que em outras regiões. As políticas macroeconômicas adotadas estão apresentando resultados, mas mudanças principalmente no mercado de trabalho ainda estão por vir. O aumento do desemprego deve refletir no consumo e na atividade econômica, assim como as dificuldades do setor bancário. Para 2009, a estimativa de retração do FMI para a economia da Eurozona melhorou, e passou de 4,8% para 4,2%. Para o Produto Interno Bruto (PIB) da Alemanha, a projeção de queda também avançou, passando de 6,2% para 5,3%. Já a previsão de contração da economia do Reino Unido teve uma leve piora e passou de 4,2% para 4,4%.


Para o ano de 2010, a expectativa para a economia da Eurozona saiu de uma contração de 0,3% no relatório anterior para um crescimento de 0,3%. A projeção para o PIB da Alemanha é de expansão de 0,3%, ante a previsão anterior de retração de 0,6%. A previsão para crescimento da economia do Reino Unido tem uma melhora e passa de 0,2% para 0,9%. Em dezembro, o Banco Central Europeu (BCE) afirmou em seu relatório mensal que o PIB voltou a ficar positivo no terceiro trimestre deste ano, pela primeira vez desde o primeiro trimestre do ano passado, impulsionado pelos pacotes de estímulos fiscais. No entanto, 2009 ainda deve encerrar com uma contração entre 4,1% e 3,9%. Já para 2010, a previsão é de uma expansão entre 0,1% e 1,5% e, para 2011, a economia deve crescer entre 0,2% e 2,2%. De acordo com o BCE, o crescimento até 2011 deve ser gradual apoiado no aumento das exportações e da demanda doméstica. Os efeitos das políticas monetárias para restaurar o sistema financeiro também irão ajudar na recuperação da economia. Entretanto, o crescimento ainda deve permanecer mais fraco do que no período précrise, devido à necessidade de reparação do balanço em vários setores e das perspectivas do mercado de trabalho. Patrícia Lucena / Agência Leia


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