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AN O 1 • N º 4

REVISTA

A NO 1 • Nº 4 • w w w.t1 .com .br

ESTILO

RUA

Veja os famosos que aderem à combinação jeans e tênis em passeios pelo Rio de Janeiro

OS GÊMEOS A criatividade da dupla de grafiteiros mais famosa do Brasil

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PERFIL Em ótima fase, o nadador Felipe França já pensa nos Jogos Olímpicos

MODA

As cores que você vai usar neste verão

MOVIMENTO

Conheça os jovens atletas brasileiros que prometem arrebentar nas Olimpíadas de 2016

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Editora

JB Pátria Editora Ltda. Presidente Pantone

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gradiente

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Jaime Benutte

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Reflex Bue C

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Diretor

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Iberê Benutte gradiente

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gradiente

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Administrativo/Financeiro

Gabriela S. Nascimento Comercial

Ricardo Teixeira, Rosana Gazola e Walter Torres marketing e circulação

Erica Lujan Revista Tennis One Publisher

Jaime Benutte editora

Juliana Bianchi Jornalista

Kelly Souza Arte

Belatrix Editora Ltda. Diretor de arte

Marcelo Paton Assistentes de arte

Gabriel de Moraes Luiz, Vivian Balardin e Vanessa Hamazaki Projeto Gráfico

Mauricio Girard Colaboradores Fabiano Cerchiari, Fabio Mangabeira e Priscila Prade. Revisor

Patrícia Pappalardo Impressão

IBEP Gráfica Tiragem

50 mil exemplares Empresa filiada à Associação Nacional dos Editores de Publicações, Anatec.

A revista Tennis One é uma publicação bimestral da JB Pátria Editora - Rua Flórida 1.703 11º andar - Brooklin - 04565-001 - São Paulo - SP. Tel.: (11) 5505-6065. www.patriaeditora.com.br Dúvidas ou sugestões: t1@patriaeditora.com.br Os textos assinados são da responsabilidade de seus autores. Não estão autorizados a falar pela revista, bem como retirar produções, pessoas que não constem neste expediente e não possuam uma carta de referência assinada pelo presidente. Capa Patricia Beck (Ten Model MGT) Foto Marcos Lopes

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sumário

8 16 22 28 38 56 66

Movimento

Conheça as promessas brasileiras para as Olimpíadas de 2016

Esporte

Com provas que podem durar vários dias em ambientes selvagens, a corrida de aventura atrai cada vez mais adeptos em busca de adrenalina

Perfil

Um bate-papo com o nadador Felipe França, um dos nadadores que mais quebraram recordes nas piscinas brasileiras

Começar

Subir paredes não é exclusividade de Homem-Aranha. Com o equipamento certo e muita força nas pernas é possível fazer o mesmo na escalada

Moda

As cores cítricas voltam dos anos 1980 para dar ainda mais brilho ao verão

Turismo

Viaje para a época das grandes navegações e descubra as belezas de Portugal

Cultura

A criatividade da dupla de grafiteiros mais famosa do país, OsGêmeos

Em toda edição: 34 Acerte o passo 36 Vitrine 50 Estilo rua 52 Objeto de desejo 62 Gastronomia 70 O que rola 72 Roteiro cultural 74 Social 82 Vou de tênis

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Movimento

medalha

Foto: Gaspar Nóbrega

Fome de

Há quatro anos, quando decidiu que queria ser jogador de basquete, Raul Togni Neto, 17, teve que deixar de lado o futebol. Os seis dias de treino e a rotina diária de musculação já não permitiam a brincadeira. “É a profissão que escolhi, o que mais gosto de fazer. Quero ser jogador da seleção brasileira adulta”, diz o armador da seleção juvenil e uma das grandes promessas para as Olimpíadas de 2016. Medalha de bronze nos dois últimos campeonatos sul-americanos Sub16 e Sub-17, respectivamente, Renan aguarda agora a possibilidade de conquistar medalhas também na Copa América Sub-18, que ocorrerá nos próximos meses. Apesar de disputar as duas provas oficiais mais importantes, Raul ainda se recente com o baixo volume de campeonatos. “A categoria de base, pela qual eu jogo, tem poucos títulos para disputar, principalmente em Minas Gerais, onde moro. Isso desanima. Mas a gente acredita no esporte.”

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Garota

Fotos: Pedro Dias

prodígio Com apenas 15 anos, Flávia Gomes coleciona prêmios em diversas categorias do judô. Tricampeã pan-americana e brasileira, e tetracampeã paulista de judô, a atleta viaja pelo mundo para enfrentar suas adversárias. “Já lutei em países como México e Hungria. O esporte é minha profissão”, diz. Mas nenhum prêmio até hoje se compara à medalha de ouro conquistada no Mundial realizado em agosto, em Budapeste. “Disputar com atletas europeias já é mais difícil. E, para piorar, na final do campeonato lutei contra uma japonesa. Eles são verdadeiros ‘mitos’ no esporte”, diz Flávia, que atualmente disputa pela categoria Juvenil, peso meio médio (até 57 quilos). O resultado serviu de passaporte para a Olimpíada da Juventude, que irá ocorrer em agosto, em Cingapura, sua próxima meta. www.t1.com.br

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Movimento

Tacadas

promissoras

Foto: Zeca Resendes

Fotos: divulgação

Atual número 1 do ranking amador feminino de golfe do Brasil, Nathalie Rodrigues da Silva, 20, já se acostumou com a rapidez com que as coisas acontecem na sua carreira. Golfista há apenas quatro anos, ela foi campeã brasileira juvenil em 2006 e 2007, campeã adulta em 2008, e vice em 2009. O bom desempenho no esporte lhe rendeu uma bolsa de estudos nos Estados Unidos, na California Baptist University, em Riverside, onde mora desde julho deste ano. Mas, para manter os altos índices de desempenho, ela ocupa com treinos todos os horários em que não está na faculdade. “Todos os dias vou para o campo de golfe ou para o drive range – local onde se praticam tacadas –, para bater bolas de curta, média e longa distâncias, e aprimorar meus movimentos”, diz a atleta, que sonha em ser campeã da Master LPGA (Ladies Professional Golf Association).

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s

Foto: arquivo pessoal

Aposta A carioca Natália Almeida, 13, passa cerca de quatro horas e meia por dia dentro das piscinas do Tijuca Tênis Clube, no Rio de Janeiro, para cumprir a maratona de treinos de nado sincronizado e natação. Tanto esforço está valendo a pena. Em setembro de 2009, ajudou o clube a se classificar entre os três primeiros do Campeonato Brasileiro de Nado Sincronizado, na categoria juvenil. Em abril do mesmo ano, foi medalha de prata no Sul-Americano nas modalidades solo e equipe. “Ela tinha 12 anos e competiu com atletas de 15”, diz Angela Almeida, mãe da atleta. Na natação, ganhou três das quatro provas que disputou no Campeonato Carioca de Inverno, e estabeleceu novos recordes estaduais na categoria infantil das modalidades medley, peito e borboleta. “Não sabemos até quando ela vai conciliar os dois esportes, mas pelo menos em um deles ela espera disputar as Olimpíadas”, diz Angela.

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Movimento

as feras

Foto: FIVB

Fera entre

Ainda criança, Renan Buiatti já dava sinais de que seria alto. Tão alto quanto os surpreendentes 2,15 m que mede hoje, aos 19 anos. Convidado pelo técnico do Uberlândia Tênis Clube para participar do time de vôlei quando ainda tinha 11 anos, ele pouco conhecia do esporte, mas foi se apaixonando. Em 2005, deixou a família de Uberlândia e mudou-se para São Paulo para treinar. “Eu só tinha 15 anos. Foi difícil.” Mas a fase de adaptação foi logo superada. Em agosto de 2009, mostrou que faz diferença ao ajudar a seleção brasileira a conquistar o tetracampeonato no Mundial Juvenil, na Índia. E pensar que, quando começou, nem imaginava que um diria jogaria ao lado de feras como Dante e Marlon. “Quando se joga ao lado desses caras, que são exemplos para mim, não tem como voltar atrás na decisão de ser atleta”, diz.

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face Revelação do skate no Brasil, Pedro Barros, 14, ainda se belisca quando lembra do dia em que disputou a final da MegaRampa, em setembro de 2009, em São Paulo, ao lado do campeão mundial Bob Burnquist. “Foi um sonho. Ainda não acordei, fico só dando risada”, diz. Profissional desde que ganhou o Fix To Ride do ano passado, deixando para trás seu maior ídolo, Rune Glifberg, “um dos melhores skatistas do mundo”, ele brinca que aprendeu a andar de skate antes mesmo de engatinhar. “Meu pai diz que com 11 meses já me levava para dar umas voltas.” Ao contrário do que muita gente pensa, Pedro garante que o esporte proporciona um bom retorno financeiro. “O skate, hoje, paga bem. Ganho para fazer a coisa que mais gosto, e pratico em diversos lugares”, diz o Pedro, que considera o Vert in Roça – campeonato amador que ocorre em Guaratinguetá – uma das melhores oportunidades para mostrar seu talento.

Foto: Luiz Doro

Baby

Foto: Red Bull Photofiles

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Esporte

Fotos: X3MGS by studioleco

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Desafio

a cada passo Com diversas modalidades reunidas em uma só prova, a corrida de aventura atrai esportistas experientes em busca de novas emoções Kelly Souza

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Multiesportiva, corrida de aventura é um desafio à natureza

uando a maratona já não tem tanta graça e o triatlon fica fácil, a corrida de aventura, que integra provas de mountain bike, caminhada e canoagem, surge como uma alternativa para quem está sempre em busca de superação. Com desafios que chegam a durar uma semana, a corrida muitas vezes torna-se mais do que um esporte, e sim uma expedição. “São competições que exigem preparo físico e mental intensos. Normalmente, são realizadas em locais desconhecidos para os competidores e envolvem várias modalidades esportivas outdoor”, diz Francisco Martinez, organizador de eventos desta natureza. Dentre os esportes que compõem a modalidade estão o trekking, o mountain bike, a canoagem e técnicas verticais – que incluem escalada, rapel e tirolesa –, nem sempre nessa ordem, mas todos necessitando do uso da bússola e do mapa com o roteiro da prova para se orientar. – A duração e o percurso da corrida são moldados de acordo com o relevo do local – diz Silvia Guimarães, mais conhecida como Shubi, que dá aulas de corrida de aventura para crianças e adolescentes. Equipe médica e helicóptero para auxiliar nos primeiros socorros também costumam fazer parte do “material básico” nesse tipo de evento. “No Adventure Camp [uma das principais provas realizadas no Brasil], por exemplo, testamos todo o percurso com dois meses de antecedência para que os riscos possam ser controlados”, diz Luiz Antonio Gambá, organizador da prova. www.t1.com.br

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Esporte

Para vencer é preciso força,

estratégia e espírito de equipe

A disputa ocorre em lugares selvagens, onde as equipes mistas, compostas por duplas ou por cerca de quatro integrantes, largam juntas. Mas cada uma escolhe o roteiro pelo qual quer seguir para chegar ao final do percurso. – Para mim, a parte mais difícil é lidar com a equipe. Você está fora da zona de conforto, com sono, cansada e, muitas vezes, seus companheiros estão em ritmos diferentes –

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diz Shubi, que pratica o esporte há 11 anos e treina diariamente. Para o atleta Fabiano Kenzo Rokutan, que pratica desde 2003, o trabalho em equipe reforça a importância do esporte. “Ele forma a personalidade de um indivíduo, pois exige habilidades não só esportivas, mas também de logística, estratégia, liderança e superação de limites. Solidariedade e autoconfiança são exploradas de maneira intensa”, diz.

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Fotos: X3MGS by studioleco

Disputa ocorre em paisagens pouco exploradas

Paisagens incríveis servem

de cenário para os obstáculos

Além de aperfeiçoar as habilidades humanas e a capacidade de planejamento coletivo com equipes autosuficientes, que controlam as próprias rotas e suas pausas para descanso e alimentação, praticar corrida de aventura é uma forma de conhecer lugares pouco explorados pelo ser humano. – O lugar mais lindo que conheci foi o Deserto do Jalapão, em Tocantins, onde pude remar e nadar no Rio Novo, um dos poucos rios do mundo com água 100% potável e praticamente intocado – descreve Fabiano, que conheceu o local em junho deste ano. Perder-se entre as paisagens selvagens faz parte da disputa, mas há pontos de passagem obrigatória no roteiro, chamados de postos de controle. Numerados, eles ficam distribuídos ao longo do trajeto, e servem como alerta de que os atletas estão no caminho certo. No caso de pular um dos postos, a equipe é desclassificada. Alguns desses postos servem também como área de transição, onde a equipe se reabastece de alimentos, roupa e equipamentos, e parte para outra modalidade esportiva da prova.

Extensa lista de equipamentos é

peso extra na bagagem

Por causa da diversidade das atividades envolvidas na corrida, os equipamentos são muitos. A extensa lista inclui desde o mapa do trecho a ser percorrido, kit de primeiros socorros e bússolas, até materiais mais específicos para cada esporte. As técnicas verticais exigem, dentre outras coisas, cadeirinha de escalada, cordas e mosquetões. Para percorrer as trilhas de mountain bike é necessário, além das bicicletas, luvas, óculos e capacete. O tipo do barco utilizado para percorrer a etapa da canoagem varia conforme a prova e o local onde é realizada. – Às vezes é caiaque oceânico, outras vezes inflável. Varia muito. Já participei de provas em que se usava botes específicos do país – diz Shubi. Os participantes precisam também do colete salva-vidas para corredeira e de remos. Alimentação e itens de higiene pessoal também são de responsabilidade dos aventureiros. www.t1.com.br

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Esporte

Foto: arquivo pessoal

Provas de expedição atraem atletas veteranos como Shubi (à direita), que pratica há 11 anos

criaDa em 1989, moDaliDaDe sÓ ficou munDialmente

ioleco Foto: X3MGS by stud

conHeciDa seis anos DePois

Esporte recente, a primeira edição de corrida de aventura ocorreu em 1989, na Nova Zelândia, com o nome de Raid Gauloises. Inspirada nas disputas multiesportivas que ocorriam na mesma década, teve como base a Coast to Coast, que ficou conhecida por ser o primeiro evento que integrava várias modalidades esportivas praticadas na natureza. Desde então, diversas provas foram criadas, como a Eco-Challenge, que deu visibilidade ao esporte, por ter sido transmitida para o mundo todo em 1995, pelo Discovery Chanel. Nesse esporte de aventureiro, algumas provas de curta duração podem ser competidas tanto por profissionais quanto por iniciantes. – Em São Paulo acontecem provas curtas (de até 50 quilômetros) e médias (de até 150 quilômetros). Mas as provas de expedição (acima de 250 quilômetros) são as mais interessantes – diz Fabiano.

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Perfil

Fotos: Satiro Sodre- Divulgacao CBDA

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Homem -

Recordista mundial nos 50 metros peito, o campeão Felipe França agora treina pesado para chegar à sua segunda Olimpíada em plena forma

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O

que poderia ter sido mais uma simples tarde de disputa para o nadador Felipe França, 22, tornou-se, no dia 8 de maio de 2009, uma data histórica para a natação brasileira. Com o auxílio do maiô Jaked, França percorreu 50 metros nadando peito em apenas 26s89 e consagrou-se, no troféu Maria Lenk, recordista mundial. Título até então pertencido ao sul-africano Cameron Van der Burgh. -- O maiô me ajudou a nadar mais rápido, mas não posso dizer se com outro também não teria batido o recorde -- diz ele, que após o recorde ganhou os holofotes e passou a ter a visibilidade que merecia desde 2008, quando disputou as Olimpíadas de Pequim. O desempenho lhe rendeu uma vaga para o mundial de esportes aquáticos, que ocorreu entre julho e agosto de 2009, em Roma. Apesar de ter o título de recordista mundial superado novamente por Burgh, Felipe não decepcionou. Medalha de prata nos 50 metros livre, quebrou o jejum de 15 anos em que o Brasil ficou sem ganhar medalhas em mundiais de natação. Pelo desempenho, foi comparado a Gustavo Borges, último brasileiro a obter o feito, em 1994, também em Roma. “É muito bom ser comparado com ele, que foi um excelente atleta, e ídolo de muitas pessoas”, diz.

De olho nas Olimpíadas de 2012, Felipe treina quatro horas por dia

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Perfil

Tranquilidade e segurança

são armas na busca por títulos

Colecionando títulos por onde passa, “reencontrou” pelos noticiários um amigo que fez no caminho do pódio, o nadador César Cielo. “Morava a alguns minutos de distância da casa dele e foi muito bom vê-lo ganhar, pois nós dois já falávamos a respeito de ser campeões”, conta Felipe. Entre as disputas marcantes de sua carreira, a Olimpíada de 2008 tornou-se um grande aprendizado. “Estar em Pequim foi o momento em que vi que poderia viver do esporte e ser campeão olímpico”, relembra o atleta, que faz natação desde os quatro anos. “Ver o Michael Phelps fazer tudo aquilo

[conquistar oito medalhas de ouro], foi como ver um amigo próximo como o Cesão [César Cielo] ser campeão. Cada um do seu jeito e cada um com seu talento.” Sob orientação do técnico Arilson Soares, Felipe garante estar preparado para lidar com a ansiedade antes das competições. “Sou tranquilo e busco me concentrar. Sempre escuto música antes da prova”, diz. Religioso, França aconselha os atletas iniciantes a “acreditarem em si mesmos e saber que cada pessoa tem um talento único dado por Deus”.

Na adolescência, o atleta e seu ex-vizinho César Cielo já sonhavam em subir ao pódio

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25 Felipe recebe a medalha de prata no mundial de Roma, ao lado de Cameron van der Brugh

BATEBOLA

O que gosta de fazer no tempo livre? Descansar. E para relaxar? Durmo bastante.

Foco na Olimpíada

justifica rotina pesada de treinos Nascido em Suzano, interior de São Paulo, Felipe teve que aprender a se virar logo cedo, quando seus pais foram para Curitiba e ele optou por continuar em São Paulo, com direito a uma temporada no alojamento do clube onde costumava treinar. -- No começo foi difícil [morar no clube], pois era um ambiente muito diferente. Quando saí do alojamento, passei seis meses na casa da minha avó, e mais um ano em um apartamento alugado pela minha mãe -- conta o nadador, que desde 2005 mora na capital paulistana e treina no clube Pinheiros. Com rotina “puxada e dolorida”, como ele próprio define, Felipe passa cerca de quatro horas diárias treinando, e aboliu outros esportes da rotina. “Também gosto de tênis de mesa, mas não pratico por falta de tempo e para não interferir nos treinos de natação.” Cercado por bares badalados na Vila Olímpia, onde mora, sozinho, garante não perder o foco no esporte nem mesmo em troca de entretenimento. -- Prefiro descansar e dormir bastante. Dá tempo para namorar, basta não deixar isso atrapalhar o meu objetivo como atleta. Objetivo que, por sinal, pode ser concretizado em 2012. “Vou ganhar a Olimpíada”, decreta.

Comida preferida? Japonesa.Também acho uma delícia arroz com feijão e carne moída. Com Coca-Cola. Roupa? Calça jeans e uma camisa bem bonita. Sempre perfumado. Que outro esporte curte? Tênis de mesa. Lugar ideal? Um lugar para ver o por do sol. Momentos inesquecíveis? Conseguir pontuação para ir às Olimpíadas, bater o recorde mundial e conquistar a medalha de prata no mundial de Roma. Sonho? Já concretizei os que eu tinha. Mar ou piscina? Para falar a verdade, prefiro mar. Pé de pato ou snorkel? Pé de pato

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Foto: Divulgação

Hexacampeã em escalada esportiva, Janine Cardoso desafia a gravidade nas montanhas de Arco, na Itália

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Rumo ao

topo

No melhor estilo Homem-Aranha, a escalada proporciona momentos de aventura e superação

Q

uem já brincou de subir em troncos de árvore, rochas, muros e paredes na infância, conhece um pouco da sensação da escalada. A brincadeira de criança virou esporte em meados de 1400, quando surgiu, na França, o montanhismo, englobando caminhada e escalada. Desde então, aventureiros do mundo todo partem em busca de desafios cada vez maiores. Caso do personagem Felipe, interpretado por Rodrigo Hilbert na novela global Viver a Vida. Corajoso, o personagem encara os penhascos íngremes de Petra, na Jordânia. Mas não precisa ser um homem-aranha para desfrutar do esporte. Para quem quer vivenciar a aventura de se equilibrar nas alturas, ginásios de escalada indoor reproduzem em paredes as mesmas características da rocha, só que em um ambiente 100% seguro. O primeiro passo é encontrar um companheiro aventureiro, já que o esporte é praticado com no mínimo duas pessoas – enquanto uma sobe, a outra fica embaixo, segurando a corda com o freio de segurança, para que o escalador não despenque, caso caia. Com roupas largas e confortáveis é possível fazer bonito logo no primeiro “paredão”. “Na aula inicial o aluno tem algumas orientações de segurança, aprende a usar os equipamentos e pratica algumas escaladas”, diz Vagner Cesar de Abreu, o Tinho, instrutor da Academia da Casa de Pedra.

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Foto: Alex Guesner

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Equipamento de segurança é

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Fotos: Clau dio

O equipamento básico inclui uma “cadeirinha” que, feita com fitas de náilon, encaixa entre as pernas e ao redor do quadril do escalador; sapatilhas antiderrapantes; magnésio em pó – para secar a mão e não escorregar –; além da corda, que fica no topo da parede de escalada, com uma ponta presa à cadeira do escalador, e o outro extremo sob o domínio da pessoa que fica embaixo, fazendo a segurança. – O material pode ser alugado, no caso de quem está começando, ou comprado, para quem pratica o esporte com frequência – diz Tinho. Na escalada ao ar livre, os equipamentos obrigatórios são basicamente os mesmos, mas a atenção é redobrada. Nesse caso, não há corda no topo da rocha e o próprio escalador prende sua corda – que tem cerca de 60 metros e é elástica – em chapeletas, peças de metal previamente parafusadas na rocha que servem de guia para as rotas já desbravadas. – Quase todas as grandes rochas de escalada já têm essas peças instaladas. O escalador sobe com a corda presa na cadeira e o restante fica com o companheiro que está embaixo. Conforme a pessoa sobe, vai passando a corda nessas chapeletas. Se ela cair, fica presa na última chapeleta em que passou, o que evita grandes quedas – explica o instrutor. Até alcançar a primeira chapeleta, o atleta escala sem a segurança da corda. “Geralmente são os primeiros três ou quatro metros de altura. Utiliza-se a chamada segurança de mão, onde a pessoa que fica embaixo estica os braços no sentido das costas do escalador, e fica com a palma da mão aberta. Se o escalador cai, tem o apoio do companheiro.”

Brisiguello

fundamental para evitar acidentes

O campeão sul-americano de escalada, César Grosso desafia o corpo e a natureza nas pedras

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Mais tranquila, descida

Também exige atenção

E quem acha que a graça do esporte está apenas na subida, se surpreende ao ver que a descida reserva ainda mais emoção. – Descemos de rapel – diz Tinho. – É onde acontece a maioria dos acidentes, por descuido dos escaladores, pois, no caso de rochas com mais de 50 metros, a pessoa que fica embaixo fazendo a segurança tem que escalar também, e um passa a fazer a segurança do outro. Na hora de descer “rapelando”, elas têm que descer juntas, para não desequilibrar o peso da corda, mas esse cuidado nem sempre acontece – completa. Experiente em escalada, a jornalista Janine Cardoso, hexacampeã brasileira de escalada esportiva – modalidade em que o objetivo é escalar vias mais baixas, entre 30 e 60 metros de altura – afirma que a sensação de aventura não diminui com o tempo. – O medo sempre está presente, mas o esporte é extremamente seguro e proporciona uma sensação de superação sem igual – diz. Mais do que o desafio da altura, Janine acredita que a dificuldade da escalada esportiva está mesmo nos movimentos. – É como um balé na parede: pernas alongadas, braços posicionados de diferentes formas e movimentos que fazem força na vertical –, define a atleta, que já escalou os 1.950 metros da Pedra do Baú, em Campos do Jordão.

Escaladas indoor são boas opções Nas paredes dos ginásios de escaladas há opções de rotas tanto para os escaladores natos, quanto para quem está começando. – No início, a pessoa sobe segurando e pisando em qualquer agarra. Com o tempo, ela passa a seguir o caminho das fitas coloridas coladas na parede e utiliza apenas as agarras sinalizadas com uma cor específica, sendo que cada cor representa um nível de dificuldade – explica Tinho. Para sinalizar o grau de dificuldade, há também uma combinação de números e letras, que vai de três a 11, e de A a C. Sendo assim, o ideal é começar pelas rotas 3A, e evoluir até chegar nas rotas 11C. Por exigir muita força, a escalada acaba exercitando os músculos do praticante naturalmente, o que leva muitos dos praticantes a dispensarem a academia. Caso do lutador de jiu-jitsu Joaquim de Souza Zeulli Júnior, que está iniciando no esporte. “Ainda estou aprendendo, mas já me senti como o Tom Cruise no filme Missão Impossível 2”, diz

Foto: arquivo pessoal

para começar no esporte

Nos ginásios, opções de rotas para quem está começando ou já tem muita prática

ele, referindo-se à cena de abertura do filme, em que o personagem Ethan Hunt, interpretado por Tom Cruise, salta rochas em uma sequência de ações radicais. Empolgado com a experiência, ele garante que irá praticar o esporte umas três vezes por semana, “por causa do condicionamento físico”. Mas o instrutor lembra que “é impor-

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Começar Foto: Alê Silva

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Em São Paulo, a academia Casa de Pedra é ponto de encontro de praticantes e interessados

tante entender que a força deve vir primeiro da perna e não dos braços. Você sobe a perna para depois segurar mais alto com a mão. Mas nas paredes também há opções de treino só para os braços.” Assim como Joaquim, o campeão sul-americano de escalada César Grosso começou a praticar o esporte em paredes artificiais. “Sempre gostei de subir em árvores e pular muros, e

quando a escalada passou a fazer parte das aulas de Educação Física do colégio, em 1995, foi paixão imediata”, diz. Um ano depois, ele conheceu a escalada outdoor, e passou a subir as rochas. Hoje, pensa cada vez mais em vencer os desafios da natureza. “Quando cumpro uma escalada, já penso na próxima. Quero escalar alguns pontos extremos inéditos no Rio de Janeiro, ainda este ano.”

Conheça os diferentes tipos de escalada Indoor: utilizada para treinos. Feita em paredes de escalada que simulam as características da rocha.

Escalada em móvel: feita em rochas que possuem aberturas verticais, como fendas. Nesse caso, o escalador precisa de equipamentos de trava para se segurar.

Outdoor: realizada ao ar livre em paredes ou rochas. Esportiva: quando há uso de chapeletas instaladas nas rochas, geralmente de baixa estatura (até 60 metros). A escalada de parede artificial também é considerada esportiva. Boulder: praticada em pedras arredondadas e baixas, sem uso de cadeira e corda. Nesse caso, utilizam-se colchões – crashpads – que ficam posicionados no chão em pontos estratégicos embaixo do escalador, e também a segurança de mão.

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Big wall: aqui, a meta é atingir o cume de montanhas altíssimas, como o Monte Everest, no Himalaia. Considerada a montanha mais alta do mundo, ultrapassa 8 mil metros de altura. Equipamentos para enfrentar a baixa temperatura são necessários. Mais de cem atletas que enfrentaram o Everest morreram de hipotermia. Escalada em gelo: praticada em cascatas congeladas, exige equipamentos específicos.

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Agenda

Prepare

os motores

março

Dia: 07 Prova: Circuito Venus – Corrida para mulheres Distância: 5 e 10km Cidade: São Paulo e Rio de Jane iro Inscrição: www.circuitovenus.com .br

Confira as principais provas que vão agitar as ruas do mundo inteiro nos próximos meses

Dia: 07 Prova: Meia Maratona de São Paulo Distância: 21km Cidade: São Paulo Inscrição: www.yescom.com.br

Dia: 21 Prova: Meia Maratona de Lisboa Distância: 21 km Cidade: Lisboa Inscrição: www.lisbon-halfmarathon.com

Dia: 21 Prova: Interpraias Bertioga Distância: 25 km Cidade: São Paulo Inscrição: www.webrun.com.br

Dia: 21 Prova: Abertu ra do Circuito Corpo re Distância: 11 km Cidade: São Paulo Inscrição: www.corpo re.org.br

abril

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Dia: 11 Prova: Meia Maratona Internacional Corpore de São Paulo Distância: 21 km Cidade: São Paulo Inscrição: www.corpore.org.br

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Rossi

Uma das avenidas mais famosas do mundo, a Champs Élysées será o marco zero da 34ª edição da maratona de Paris. Acostumada a atrair milhares de turistas durante o ano, no dia 11 de abril a via será exclusiva dos cerca de 35 mil atletas que costumam buscar a superação física na capital da moda e do luxo.

Foto: Cla udio

Dia: 11 Prova: Maratona de Paris Distância: 42 km Cidade: Paris Inscrição: www.parismarathon.com

Dia: 18 Prova: Ultramaratona de Cubatão Distância: Masculino 100km Feminino 80 km Cidade: São Paulo (SP) Inscrição: www.th5eventos.com.b r

Dia: 19 Prova: Marato na de Bos ton Distân cia: 42 km Cidade : Boston Inscriç ão: www. boston marath on.com

No dia 25 de abril, pontos turísticos como a Torre de Londres e o Palácio de Buckingham serão cenário para atletas que atravessam fronteiras para correr. Conhecida por ser um dos eventos que mais angariam fundos para boas causas, a maratona é uma boa oportunidade de reunir viagem, saúde e solidariedade.

Foto: Cop Richard/ SX C

Itanhaém Dia: 25 as Praias d o it u c ir Prova: C ia: 10 km Distânc lo om.br São Pau ventos.c Cidade: ww.th5e w : o ã ç Inscri

Dia: 25 Prova: Maratona de Londres Distância: 42 km Cidade: Londres Inscrição: www.virginlondonmarathon.com

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Vitrine

Potentes Fotos: Fábio Mangabeira

COMBINE OS MELHORES TÊNIS COM SEU TIPO DE PISADA E, SEM MEDO DE LESÕES, DEIXE A CORRIDA MAIS CONFORTÁVEL

Asics Gel Nimbus 11

Asics Gel Cumulus 11

Mizuno Wave Creation 10

Olympikus Glamour

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Olympikus Tera 1.0

Nike Max Moto + 7

Asics Gel Kayano 15

Mizuno Wave Creation 10

Reebok Fast DMX 5

Reebok XT Action SMX Shear

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Moda

40graus

TECIDOS LEVES E COLORIDOS CHEGAM COM TUDO NO VERÃO E GARANTEM O CONFORTO ATÉ NA HORA DE MALHAR

Fotógrafo – Marcos Lopes • Assistente de fotografia – Ita Fagundes Tratamento de imagem – Vlad Rapchan • Atendimento – Fernanda Ferraz Edição de moda – Daniel Freire • Produção de moda e styling – Zanco Jr. (stylist) e Daniela Vidiz • Beauty Zito • Modelo – Patricia Beck (Ten Model MGT)

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Regata Maria Bonita Extra coral, shorts jeans John John Denim, tenis Adidas Star Bling branco, pulsiera laranja Claudia Duarte

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Moda

Vestido amarelo Vida Bela, tenis Adidas MBJ G02760, bracelete Sobral

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Camisa branca zĂ­per Shoesserie, shorts jeans Calvin Klein, tenis Nike rosa Post Match

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Moda

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Macaquinho branco Claudia Sim천es, tenis Mizunu Wave UL

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Moda

Vestido azul e branco Lucy in the Sky, tenis New Balance WR 1061BL

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Vestido rosa Alice Dias, tenis Puma Cell Minter

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Moda

Regata rosa Forum, saia jeans branca Forum, tenis Nike amarelo Air Citrus II

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Shorts Trinitรก branco, regata vermelha Vida Bela, tenis Nike vermelho e preto Air Classic BW Textile

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Estilo rua

Despojados

Foto: Daniel Delmiro/ AgNews

Reynaldo Gianacchini

Leonardo Miggiorin

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Foto: Thiago Bittencourt / AgNews

Carolina Dieckmann

Foto: Thiago Bittencourt / AgNews

Famosos aproveitam o conforto do tĂŞnis para encarar um dia de compras no shopping ou a ponte aĂŠrea nos aeroportos do Rio de Janeiro

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Foto: Thiago Bittencourt / AgNews

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Marcos Pasquim

Foto: Thiago Bittencourt/ AgNews

Luana Piovani Foto: Wallace Barbosa/ AgNews

Foto: JR/ AgNews

Dado Dolabella

Foto: Roberto Filho/ AgNews

Vit贸ria Frate Foto: JR/ AgNews

Foto: Thiago Bittencourt / AgNews

Ricardo Tozzi

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Mallu Mader

S茅rgio Marone

v

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Objeto de desejo

Efeito

Foto: divulgação

matrix

I

magine jogar bilhar sobre um espelho d’água, mas sem perder a precisão das tacadas. Esta é a sensação que se tem ao disputar uma partida na mesa criada pela empresa americana Obscura Digital. Com um sistema de sensores e detectores de movimento instalados sob o feltro e um projetor multimídia no teto, a Obscura CueLight permite que as bolas e seus movimentos interajam com o tema da mesa, seja ele um espelho d’água – onde surgem ondulações a cada jogada –, ou bolas de fogo – de onde saem faíscas. A mesa com efeito Matrix deverá chegar ao mercado por, no mínimo, US$ 205 mil.

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Se liga

Velejadores

de primeira viagem

Fotos: divulgação

Nunca velejou mas tem vontade de começar a se aventurar no esporte? Que tal investir em um trimarã? Feito de polietileno, com três metros de comprimento, o barco a vela tem capacidade para um adulto ou duas crianças e pode ser transportado como se fosse uma mala com rodas. Com perfeito equilíbrio na água e vela de fácil manejo na hora de instalar e regular, ele promete ser um dos hits do verão na costa nacional. São oferecidos três modelos de velas: um “clássico”, com armação horizontal para o lazer; um modelo “escola”, com armação vertical; e outro “esporte”. Para facilitar o transporte na praia, duas rodas foram embutidas na embarcação sem que fosse necessário tirá-las durante a navegação. Preço sob consulta na Maora (www.maora.com.br).

Pedalada

ecológica

A Scandinavia Designs Concept Store acaba de trazer ao Brasil a bicicleta Biomega Copenhagen, criada pelo dinamarquês Jens Martin Skibsted. Com design arrojado, o que encanta mesmo no produto é a tecnologia, que dispensa correias. Primeira bike do mundo com eixo de movimentação de oito velocidades, ela vem com aro elegante e geometria que visa a velocidade, combinando um visual polido, com uma rapidez irreverente e um passeio confortável. Além de moderna, ajuda a preservar o ambiente, pois é fabricada com materiais reciclados. Preço: R$ 8.900, na Scandinavia Designs Concept Store (11) 3081-5158.

Polo das

celebridades

Marca que se tornou símbolo de roupa esportiva de diversas gerações de americanos, a Penguin acaba de chegar ao Brasil. Preferida de Brad Pitt, a camiseta polo, que se tornou um dos ícones da marca, tem corte justo e costura impecável. À venda com exclusividade na Daslu, a marca aterrissa com suas duas linhas: uma mais esportiva, com roupas masculinas, femininas, moda praia e acessórios, e a Black Label, voltada aos jogadores de golfe. Preços sob consulta.

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Remadas

preciosas

A relojoaria de luxo Breitling – criada em 1957 – acaba de lançar uma série limitada de mil exemplares do Superocean, um relógio de design exclusivo para mergulhadores profissionais. Com caixa de aço de 46 mm de diâmetro e mecanimo robusto de alta precisão, ele pode vir com pulseira de aço entrelaçado, fiel ao modelo original da marca, ou em estilo mais esportivo, com pulseira de borracha. Por R$ 14.110. www.breitling.com

Chique e esportiva A mala da grife francesa Longchamp é ideal para viagens curtas. Confeccionada de lona, o modelo Colonel (R$ 440) tem detalhe com emblemas militares. Pensada especialmente para pessoas com espírito aventureiro e esportista, tem costuras reforçadas e lona revestida. Com 60 anos completados no ano passado, a marca comercializa em sua loja nacional todo o mix de produtos que fez sua fama, como a bolsa Le Pliage, uma das mais famosas, que, dobrada, vira uma microcarteira, além de pastas e acessórios, como luvas, cintos e guarda-chuvas. Longchamp (11) 3552-1555.

Sereia

com botas

A Navis, empresa catarinense de produtos e acessórios para wakeboard, acaba de lançar o primeiro esqui aquático produzido no Brasil com botas em couro sintético. O material, que substitui a borracha, proporciona maior conforto e segurança ao esportista e se molda aos pés. Pioneira na fabricação de wakeboard na América Latina, a Navis criou o produto com cores e estampas divertidas que podem ser personalizadas de acordo com o dono. Por R$ 990 na Navis (48) 3235-1834.

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Turismo

Convite à

descoberta Centro cultural de Portugal, Lisboa é destino certo para quem quer aliar cultura à boa gastronomia

Marco das grandes navegações, a Torre de Belém é passagem obrigatória em Lisboa

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Foto: Bernard Mukarubibi/sxc.hu

P

onto de partida para as grandes navegações dos séculos XIV e XV, Lisboa também pode ser um bom lugar para se lançar às conquistas em provas de longa distância. Com trajeto praticamente plano, a Maratona de Lisboa, que aconteceu no início de dezembro, é uma das boas opções na hora de aliar corrida, história e boa gastronomia. Este ano a prova estará na sua 25ª edição, e deverá manter o itinerário dos anos anteriores, passando por prédios históricos como a Torre de Belém, o Cais do Sodré, o Aquário Vasco da Gama e a Praça do Comércio, onde se pode ver os clássicos bondes elétricos ainda em circulação. Centro cultural de Portugal, Lisboa oferece ainda diversos outros atrativos que certamente justificam a viagem e o prolongamento da estada após a prova. Construída às margens do rio Tejo ao longo dos últimos três mil anos, a cidade conjuga modernidade e luxo, à bem preservada e rica arquitetura clássica.

Boa mesa e monumentos

históricos em Belém

Localizado na foz do Tejo, o bairro de Belém é, sem dúvida, um dos destinos imperdíveis na cidade. Importante entreposto comercial no passado, a região é ainda hoje uma das mais movimentadas, seja por seus monumentos históricos, seja pelos mundialmente famosos pastéis de massa folhada recheados de creme de ovos e açúcar. É nos salões azulejados de azul da Antiga Confeitaria de Belém (www.pasteisdebelem.pt), na rua de mesmo nome, que eles ainda são fabricados artesanalmente por apenas três ou quatro pessoas que conhecem sua receita imperdível. Para aproveitar a fama do local, diversos outros restaurantes de comida típica se instalaram ao redor, criando um verdadeiro centro gastronômico. www.t1.com.br

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Turismo

Foto: Samuel Rosa/sxc.hu

Os portos, como o de Alcântara, ainda são parte importante da vida local

Localizado dentro do Parque das Nações, à beira do rio, o teleférico é outra boa opção para conhecer o bairro sem fazer muito esforço. O passeio oferece uma visão panorâmica do local de onde partiram centenas de caravelas atrás de novas terras. Entre os edifícios históricos estão a Torre de Belém; o Mosteiro dos Jerónimos, tombado pela Unesco como Patrimônio Cultural da Humanidade, e onde funcionam os museus da Marinha e de Arqueologia; e a Igreja de Santa Maria de Belém, onde estão os túmulos de Vasco da Gama e do poeta Luís de Camões.

Praça do Comércio, onde ainda passam os antigos bondes elétricos

antiGo e moDerno se misturam

Foto: João Brito/sxc.hu

Pela CiDaDe

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Reconstruída após sofrer com um forte terremoto em 1755, Lisboa ainda reserva muitos edifícios históricos, vielas, praças centenárias, restaurantes tradicionais e bondes antigos, que se misturam a estruturas modernas e detalhes cheios de design que fazem parte do charmoso cotidiano dos lisboetas. Para conhecer melhor essa deliciosa miscelânea, vale a pena perder-se em longas caminhadas pelas ruas estreitas dos Bairro Alto, Rossio, Alfama, Chiado e Baixa Pombalina. Contemple as casas, descubra a riqueza dos armazéns e docerias e contemple os inúmeros monumentos dedicados a antigos reis e personagens célebres, como o escritor Fernando Pessoa. Para tornar as descobertas ainda mais autênticas, pontue tudo com um bom vinho verde, uma boa dose de poesia, uma porção de bacalhau e muito fado.

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os inDiCaDos

Para Correr Asics Gel Nimbus 11 Para a pisada supinada

Vista geral da cidade, que no começo de dezembro costuma ser invadida pela maratona

Nike Air Pegasus + 26 Para pisada neutra/ performance

Mizuno Wave Nirvana 5 Para pisada pronada

SERVIÇO Passagem de ida e volta para Lisboa, saindo de São Paulo, a partir de € 1.139,41 (saídas em março) com a TAP.

Foto: Samuel Rosa/sxc.hu

Adidas Ozweego 365 Para pisada neutra/ performance

Foto: Paulo Simão/sxc.hu

Mizuno Wave Frontier 3 Para pisada neutra

Patrimônio Cultural da Humanidade, o Mosteiro dos Jerónimos abriga os museus da Marinha e de Arqueologia

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Carol Francischini fotografada por Marcos Lopes


CA LVI N KL E I N CA R MI M Z OOMP CAVA L E R A DI E S E L A NI MA L E C I TI Z E NS I ÓDI C E DE NI M OS KL E N TR I TON

PA I GE TR UE R E L I GI ON J OH N J OH N LEE H UDS ON F OR UM R OC K & R E P UB L I C R K DE NI M 7 F OR A L L MA NKI ND TAG J E A NS OXTO

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Gastronomia

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Fotos: Marcelo Spatafora

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Pop

hashis L

eve, saborosa e de fácil digestão, a comida japonesa, que por muito tempo esteve limitada às comunidades nipônicas, hoje disputa a preferência do paladar paulistano em pé de igualdade com pizzas, churrascos e feijoadas. E, em alguns casos, ganhando com larga vantagem. Rica em sabores e preparações, por aqui, acabou virando sinônimo de sushi e sashimi, pratos originalmente reservados a festas e ocasiões especiais. Talvez daí estar sempre relacionada a um clima amistoso e alegre, que pede longas conversas ao redor da mesa ou ao longo do balcão. Sempre regado a um bom saquê ou cerveja gelada. A cozinha japonesa se tornou tão popular que ganhou ares de fast food nas temakerias e pode ser encontrada até mesmo nos bufês de restaurantes por quilo e churrascarias. Mas para não se arriscar na hora de comer um combinado de peixe cru acompanhado por delícias típicas como a conserva de pepino (sunomono), o arroz branco (gohan), os shitakes e shimejis refogados, o missoshiro e o guioza (espécie de pastel com carne de porco) o melhor é recorrer a um restaurante típico, de preferência consagrado por sua qualidade.

Foto: Divulgação

Tão comum quanto as padarias e pizzarias, os restaurantes japoneses se tornaram ponto de encontro da moçada na hora de matar a fome com classe

Helena Bordon gosta de reunir os amigos em torno dos combinados do Sushi Kin, da rua Amauri

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Gastronomia

Foto: Peu Reis

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Suavidade de sabores

e clima festivo da comida atrai grupos de amigos Fã inveterada das delícias japonesas, a apresentadora Adriane Galisteu tem sempre seu lugar reservado no Nagayama, onde “os garçons já me conhecem e sabem tudo que eu gosto de comer. Não preciso nem pedir, que o prato já chega”, diz ela. O endereço na região dos Jardins (a casa tem outras duas filiais em São Paulo) é também o preferido da stylist Manu Carvalho, que costuma aparecer por lá cerca de três vezes por semana para jantar com as amigas. – Adoro sushi. Se pudesse, comeria em restaurante japonês todos os dias. É uma comida que tem muita proteína – afirma ela, que destaca as combinações criativas da casa, como o sushis de frutos do mar, os sashimis de toro (parte gorda do atum) e os bolinhos cobertos por cavaquinha. Outro restaurante que está na lista de preferidos da stylist é o premiado Kinoshita, na Vila Nova Conceição. Sob o comando do chef Tsuyoshi Murakami, a casa oferece pratos de alta gastronomia japonesa. Caso do picles de lichia, o sushi do kobe beef e do atum selado com missô picante. Há ainda a possibilidade de pedir o menu degustação, com várias porções de especialidades da casa. Mas nesse caso é bom preparar o bolso, pois a brincadeira gourmet pode sair de R$ 180 a R$ 290 por pessoa.

Um dos preferidos da stylist Manu Carvalho, o Kinoshita surpreende por sua alta gastronomia; acima, o picles de lichia

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Fotos: Divulgação

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A atriz Monique Alfradique aposta na mistura de temperos de Tiger, com influências tailandesas

Combinações inusitadas também têm seu

público cativo

Bem pertinho dali, é possível ampliar os horizontes da culinária japonesa, se embrenhando também nas misturas e temperos da culinária tailandesa no restaurante Tiger, destino predileto da atriz Monique Alfradique quando está em São Paulo. – Gosto muito de comida japonesa e vou sempre com os meus amigos no Rio, depois dos ensaios. É uma comida leve e saudável que se pode comer tarde da noite, sem pesar – diz ela, que aplaude o sistema de rodízio encontrado por aqui. Com pratos que misturam referências como o sushi de foie gras e a anchova grelhada com risoto de shimeji, o Sushi Kin costuma atrair uma clientela mais jovem e descolada, como Heleninha Bordon. – Costumo ir com meus amigos e pedir o ussuzukuri de salmão (feito com fatias bem finas do peixe cru), que é meu prato predileto. Mas nem todos procuram os restaurantes japoneses para dividir as pequenas porções com grandes turmas. É justamente a um deles, mais exatamente o Sushi Yassu, no bairro da Liberdade, que o empresário e polista Rico Mansur, geralmente afeito aos holofotes, recorre quando não quer ser encontrado. – Vou para lá há muito tempo, toda vez que quero me esconder. É um bom lugar para levar alguém que você está começando a conhecer – indica ele, em cujo barco não pode faltar o sushi de peixe branco.

SERVIÇO Kinoshita R. Jacques Félix, 405, Vila Nova Conceição Tel: (11) 3849-6940 Nagayama R. da Consolação, 3397, Jardim Paulista Tel: (11) 3079-8371 Sushi Kin R. Amauri, 225, Itaim Bibi Tel: (11) 3071-2225 Sushi Yassu R. Tomás Gonzaga, 98, Liberdade Tel: (11) 3209-6622 Tiger R. Jacques Félix, 694, Vila Nova Conceição Tel: (11) 3045-2200 www.t1.com.br

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Cultura

Foto: LostArt B

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Dos muros para Com obras que misturam realidade e fantasia, Os Gêmeos ganham cada vez mais roconhecimento

O

s personagens amarelos, de olhos pequenos e separados, criados pela dupla Os Gêmeos, ou osgemeos, espalharam-se primeiro por muros da capital paulistana. O grafite dos irmãos, gêmeos, claro, Otávio e Gustavo Pandolfo, 35 anos, que cresceram no bairro do Cambuci, ganhou mais tarde paredes fora do País, seja no castelo de Kelburn, na Escócia, seja na fachada da prestigiosa Tate Modern, à beira do Tâmisa, em Londres.

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Instalação com o amarelo característico da dupla, criada em 2009

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Mas também saíram das ruas para entrar nas galerias – a exposição na Fortes Vilaça, em 2006, formou filas quilométricas. No final do ano passado, eles atraíram milhares de espectadores ao Museu de Arte Brasileira, dentro da Fundação Armando Álvares Penteado, em São Paulo, com a mostra Vertigem, apresentada também em Curitiba e no Rio de Janeiro. Além disso, foram os artistas convidados pela Mostra Internacional de Cinema para fazer o cartaz da 33a edição, honra normalmente reservada a cineastas como Abbas Kiarosta.

Fotos: Vilma Slomp

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A instalação Os Músicos, criada em 2008

Dupla trabalha com referências como

o cotidiano e seres fantásticos

Referências do universo brasileiro aparecem em obras como O Beija-Flor e Chuva de Verão

Otávio e Gustavo já declararam que separam o mundo da rua e o mundo da galeria. E sua obra também pode ser dividida em duas: aquela que reporta o mundo cotidiano, a realidade brasileira, e uma outra que vai a um universo fantástico que só existe na imaginação da dupla e é habitado por seres mágicos. “Sofremos muita influência do nosso país, do nosso folclore e do nosso povo. Estamos procurando mais e mais raízes”, disse Otávio, em uma entrevista ao site Art Crimes. Daí as roupas multicoloridas, feitas de retalhos como as peças costuradas para as festas juninas – as bandeirinhas, aliás, aparecem com frequência no trabalho dos dois.

Luminescência

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Cultura

O amarelo foi escolhido por várias razões. “Gostamos do fato de que, mesmo passando de longe e vendo apenas a cor, dá para reconhecer de quem deve ser aquele trabalho. E há um lado espiritual também, que completa e equilibra tudo”, afirmou Otávio.

Personagens brasileiros Esculturas de madeira em grandes proporções também fazem parte da exposição que virá a São Paulo

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sempre estão em destaque

Os protagonistas dessas pinturas/ grafites que parecem ilustrar histórias podem ser garotos parados numa blitz policial ou senhoras carregando coisas na cabeça. Podem ser famílias inteiras, pobres, de pé no chão, ou garotos de rostos cobertos, só com os olhos aparecendo. E ainda casais posando como naquelas fotos tão comuns nas casas do sertão nordestino. Mas há muitos espaços para uma arte que se aproxima do surrealismo, em que a Pescadora de Ilusões tem peixes e conchas penduradas na vara apoiada em seus ombros, mas também um homem. Em The Princess of Pororoca, homens ajoelhados num barco banhado por um sol em forma de rosto apoiam em suas cabeças uma casa de pernas para o ar, onde repousa a tal princesa. Em Claro que Ela Irá te Ajudar a Construir o Muro, um ser com rosto em forma de tomada está sentado num banco com uma face humana amarela e tem uma paisagem desenhada num ventre, enquanto troca luz com uma mulher igualmente sem rosto. Os peixes são uma constante: mulheres-peixe, homens com chapéus em forma de peixe, peixes com pernas, peixes voadores. Em comum, têm o traço fino, característica do grafite feito por Os Gêmeos.

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Pintura conjunta gera obras

únicas com traços inconfundíveis A única divisão que não existe, segundo os dois, é de trabalho. “Nós dois fazemos parte do mesmo mundo: nosso mundo. Pintamos juntos sempre – os personagens, os panos de fundo e as letras. Às vezes, em algumas obras, nós dividimos o trabalho, de forma que um complete o que o outro iniciou. Nós nos lembramos de coisas e todas elas vão se materializando”, disse Otávio. Esse universo tão particular tem, no entanto, agradado gente do mundo todo. Para Jeffrey Deitch, dono da galeria nova-iorquina que representa os irmãos fora do Brasil, há uma explicação para isso. “Um intelectual da arte e um historiador da arte podem apreciar seu trabalho, mas um garoto na rua pode também”, disse ele ao jornal The New York Times. E, ainda assim, vira e mexe seus grafites são apagados dos muros paulistanos, que ainda são o grande palco para suas manifestações artísticas.

Realidade e fantasia se misturam nos desenhos coloridos da dupla; abaixo a tela Claro que Ela Irá te Ajudar a Construir o Muro

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O que rola

COS

Agende a

Partitura PREPARE O BOLSO E A DISPOSIÇÃO PARA OS GRANDES SHOWS QUE ESTÃO PARA VIR EM 2010 Ricardo Brandão

T

odo fã de música que se preze costuma enlouquecer ao menor sinal de festival num raio de cem quilômetros, como aconteceu, em novembro do ano passado, em São Paulo, com o Planeta Terra, evento que reuniu no Playcenter alguns nomes importantes do pop-rock mundial como Iggy & The Stooges, Maximo Park, Sonic Youth e Primal Scream. Sem falar dos dignos representantes da música eletrônica como The Ting Tings, Metronomy e N.A.S.A.

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Mas, apesar de enlouquecerem o público, os festivais de música no Brasil ainda são tímidos, se comparados àqueles que acontecem todos os anos na Inglaterra e nos Estados Unidos. Entre os mais famosos, e aguardados do verão inglês, estão os festivais de Glastonbury, Reading, Leeds, T in the Park. Para se ter uma ideia de sua importância, o Reading trouxe Radiohead, Arctic Monkeys e Kings of

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Leon como atrações principais na sua edição de 2009. Isso com “coadjuvantes” de peso como Yeah Yeah Yeahs!, White Lies e La Roux. Mas o mais importante festival da terra da rainha é mesmo o de Glastonbury, que este ano contou mais de 180 artistas (entre bandas e DJs), divididos em dez palcos. Entre a ampla variedade de estilos estavam nomes como: Neil Young, Echo and The Bunnymen, The Ting Tings, Lady Gaga, Bloc Party e Franz Ferdinand. Para quem se animou a pegar o avião e participar da edição deste ano uma má notícia. Os ingressos já se esgotaram. Em apenas um dia, tudo se foi. Isso mesmo, os ingressos para 2010 já eram. Isso antes de anunciarem as atrações. Apenas rumores: Green Day, Fatboy Slim, Coldplay, Rolling Stones.

PREPARE A AGENDA

PARA 2010

Se você é daqueles que prefere a “terra do Tio Sam”, o Coachella é o festival. O line-up de 2009 contou com mais de 130 bandas, entre elas: The Cure, Franz Ferdinand, Morrissey, The Killers, My Bloody Valentine e Lily Allen. Os rumores para a edição deste ano também já começaram: Strokes, Arcade Fire e até Pixies estão sendo cogitados como atrações. Enquanto isso, no Brasil, já estão à venda os ingressos para o show da banda Coldplay, que abre o ano com dois shows: dia 28 de fevereiro no Rio e dia 2 de março em São Paulo. Outros grandes nomes também já estão sendo fortemente comentados, como U2, Paul McCartney e Jon Bom Jovi, mas aí é cruzar os dedos e esperar para ver. Ah, e até lá, é bom ir preparando o bolso, já que, por aqui, os preços costumam ser sempre muito salgados.

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Roteiro cultural por...

Ana Hickmann Presença garantida nas listas de mulheres mais belas do País, a ex-modelo Ana Hickmann se divide entre a carreira de apresentadora do programa Tudo é Possível, na rede Record, e empresária. Bem-sucedida nas duas áreas, a loira é uma das artistas que mais faturam no Brasil, tendo jeans, óculos, biquínis, lingeries e bolsas licenciadas com seu nome. Com a agenda sempre apertada, ela aproveita o tempo livre para espairecer a cabeça lendo romances de vampiros, assistindo a seriados de tevê e conhecendo restaurantes. “É meu passeio preferido em São Paulo.”

Visita guiada

Museu de Arte Brasileira Faap – R. Alagoas, 903, Higienópolis, SP

“Em São Paulo tem tanta coisa para fazer que fico até meio perdida. A última exposição que vi foi a de Christian Lacroix – Trajes de Cena – que estava na Faap e fazia parte da programação do Ano da França no Brasil.”

Pipoca

Box com todas as temporadas da série Sex and the City, no Submarino, por R$ 179,90

“Sempre alugo os seriados em DVD para conseguir acompanhar as temporadas. Gosto muito de Heroes e Sex and the City”

Biblioteca “Acabo de ler o livro Crepúsculo. Adoro essa mistura de ficção e romance. Também vi o filme e já estou esperando sair o segundo, Lua Nova.”

Livro Crepúsculo, de Stephenie Meyer, Ed. Intrinseca, na Saraiva.com, por R$ 23,30

Vitrola

Fotos: AH Divulgação

“Adoro música eletrônica. Escuto bastante o meu amigo DJ David Martins, que sempre tem novidades e ótimas músicas.”

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Imperdível DJ David Martins, já tocou em festas como XXXperience, Renaissance Tour e Full Moon Party Camboriu

“Gosto de todo tipo de comida, mas há dois meses descobri um restaurante argentino muito bom, o Pobre Juan. Tenho ido lá constantemente, porque adoro carne.”

Restaurante Pobre Juan Rua Tupi, 979 Tel: (11) 3845-5424

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Social

Fotos: Daniela Paulino

Sarah Oliveira

Dudu Linhares Fiorella Mattheis Vera Viel e Rodrigo Faro

Luana Piovani

SÃO PAULO

FASHION WEEK Acostumado a ser o palco principal do maior evento de moda da América Latina, o Pavilhão da Bienal do Parque do Ibirapuera serve também de passarela para os artistas. Durante os seis dias do evento, que ocorreu entre os dias 17 e 22 de janeiro, passaram por lá celebridades como a top número 1 do mundo Raquel Zimmerman e as atrizes Mariana Ximenes e Fernanda Lima. Julia Petit

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Adriane Galisteu e Maria Fernanda Cândido

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Kika Martinez e Alice Braga

Raquel Zimmerman Mel Lisboa

Priscila Borgonov Camila Morgado

Camila Morgado Fernanda Lima

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Social

Fotos: Daniela Paulino

Foto: João Valério

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Letícia Birkheuer

Daniella Sarahyba

Vivian Veloso

Tarde de

autógrafos Top models agitaram o Guarujá nos quatro dias do evento para comemorar a inauguração da loja The Jeans Boutique no Shopping La Plage

Foto: João Valério

Valéria Godoi

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Agata Silva

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Mariana Weickert

afos

Carla Nunes

Ana Clรกudia Michels DJ Diego Freitas

Beatriz Salles

Mariana Coelho e Ana Wongal

Fernanda Martinez

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Social

Valentina Drummond

Lais Ribeiro

Matheus Mazzafera e Fabiana Semprebom Sheila Baum Flávia Lucini

Thiago Camilo

Noite na

mokaÏ

Bianca Klamt

Para encerrar o São Paulo Fashion Week com chave de ouro, a Mokai trouxe a festa novaiorquina I Hate Models para a capital paulista, no dia 15 de janeiro. César Cielo, Álvaro Garneiro e Lais Ribeiro foram alguns dos convidados que prestigiaram o evento, que teve Rico Mansur como DJ. DJ Rico Mansur

Fotos: Rodrigo Zorzi

Álvaro Garnero

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79 César Cielo

Renata Maciel

festa No

litoral As top models Izabel Goulart e Alessandra Ambrósio, que vieram para o Brasil desfilar no SPFW, aproveitaram a viagem para curtir o Sunset das marcas Iódice e John John, que ocorreu no início de janeiro, no Praia Café de La Musique, em Jurerê Internacional

Alessandra Ambrósio Roger Rodrigues

Fernanda Motta

Sérgio Marone

Izabel Goulart

Fotos: Cassiano de Souza/CBSimagens

Bruno Mazzeo

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Vou de tênis

Henri

Castelli A

Foto: Tony Andrade/ AgNews

depto de um estilo moderno e despojado, Henri Castelli não abre mão de ter sempre nos pés um calçado confortável. Para ir a um dos inúmeros eventos de confraternização do elenco da novela Caras e Bocas, que foi sucesso no horário das sete da noite, da Rede Globo, o ator escolheu um de seus tênis preferidos para compor o look descontraído. De camiseta de manga longa e bermuda, ele aproveitou a noite em uma churrascaria no bairro de Vargem Grande, no Rio, ao lado de Maria Zilda, Octaviano Costa, Flavia Alessandra e Sergio Marone. Após a novela, Castelli aproveita os louros de sua boa fase profissional.

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Felix Larher

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Revista Tennis One 4  
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