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Patrícia A. Brandão Couto


Uma sociedade se fortalece na medida em que preserva suas práticas culturais. Trata-se de uma identidade única, uma espécie de DNA da nossa cultura e da nossa riqueza. Em um mundo cada vez mais globalizado, as identidades culturais representam o que temos de específico e genuíno. É assim com os Congados e Reinados de Minas Gerais. Trata-se de uma herança viva e, como tal, sensível às adaptações ao longo do tempo. O povo do Cativeiro é uma representação da formação da sociedade brasileira. Homens e mulheres do continente africano, que vieram para o Brasil na condição de escravizados e no encontro com europeus e populações indígenas que aqui estavam, constituíram o que somos hoje, o povo brasileiro. Este livro é um registro importante do nosso patrimônio cultural imaterial, e por outro lado, uma forma de reviver e reapropriar-se dessas experiências. Patrícia A. Brandão Couto desenvolveu um trabalho cheio de sensibilidade ao realizar o projeto “ Oficina de Artes e Letras” com estudantes das escolas públicas de Bom Despacho, integrantes do ensino fundamental 1 e 2. Ao recriarem com seus desenhos a poética ritual do mundo dos Congados e Reinados, exercitaram e despertaram a memória, a experiência cultural, a construção do desenho, a expressão falada e escrita. O resultado é uma explosão de cores e de alegria que acompanha todas as páginas do livro. Betânia Figueiredo Depto História/UFMG Fino Traço Editora


Copyright © Patrícia A. Brandão Couto Nenhuma parte desta edição pode ser utilizada ou reproduzida – em qualquer meio ou forma, seja mecânico ou eletrônico – nem apropriada ou estocada em sistema de banco de dados, sem a expressa autorização da Editora. Idealização e Projeto Editorial: Patrícia A. Brandão Couto Direção de Arte: Roberto Caldas - Garagem Design Integrado Diagramação miolo e capa: Garagem Design Integrado Textos e Propostas de Atividades: Patrícia A. Brandão Couto CIP-Brasil. Catalogação na Publicação Sindicato Nacional dos Editores de Livros, Rj F682v Couto, Patrícia A. Brandão O povo do cativeiro e a Senhora do Rosário: reinados e congados em Minas Gerais / Patrícia A. Brandão Couto. - 1. ed. - Belo Horizonte: Fino Traço, 2018. 92 p. : il.; 25 cm. Inclui bibliografia ISBN 978.85.8054.390-2 1. Contos. 2. Literatura infantil brasileira. 3. Cultura afro-brasileira. I. Título. 18-53510 CDD: 808.899282 CDU: 82-93(81) Vanessa Mafra Xavier Salgado - Bibliotecária - CRB-7/6644

Fino Traço Editora Rua Dom Braz Baltazar, 209 Cachoerinha – Belo Horizonte – Cep 31150-100

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O Povo do Cativeiro e a Senhora do Rosário Reinados e Congados em Minas Gerais

Patrícia A. Brandão Couto 2018

Patrocínio:

Realização:

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Ao povo do cativeiro, por seus grandes legados culturais à história deste país.

Aos Reinadeiros e Congadeiros de Minas Gerais, por perpetuarem estes legados.

Aos velhos capitães do Congado de Bom Despacho, que tanto me ensinaram sobre seus saberes e tradições.

Aos artistas deste livro, por passarem a história adiante!

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Sumário

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Apresentação

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Quem conta uma história aviva a memória

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O Povo do Cativeiro e a Senhora do Rosário

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A Oficina de Artes e Letras

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Ilustrações da Oficina de Artes e Letras

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Ficha Técnica da Oficina

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Proposta de Atividades

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Sugestões de Leitura

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Apresentação

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O

s Congados e Reinados são uma herança viva do “povo do cativeiro” que aportou em nossas terras nos tempos do Brasil colônia. Seus festejos fazem parte da identidade cultural do município de Bom Despacho, MG, estendem-se por todo o estado de Minas Gerais e integram o patrimônio cultural imaterial nacional. O projeto deste livro foi elaborado a partir das orientações da Lei 10.639/03, que alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (lei.9394/1996) e tornou obrigatório o ensino de Cultura Afro-Brasileira no ensino fundamental. Nosso propósito é incentivar a valorização dessas matrizes culturais, perpetuar os princípios de Educação Patrimonial (IPHAN) e multiplicar as reflexões sobre o papel dessas fontes na pluralidade cultural brasileira. Acreditamos que nossas heranças culturais são essenciais para compreendermos as referências e significados do mundo que nos rodeia. A reflexão sobre estes “saberes e fazeres” pode gerar novos conhecimentos, criações culturais, espírito crítico e ações multiplicadoras. Concebido a partir de uma “Oficina de Artes e Letras”, realizada na cidade de Bom Despacho, MG, em abril de 2011, este livro é uma criação coletiva, resultante da interação entre professores e alunos desta oficina. Nosso propósito foi produzir um livro para o público infantojuvenil, de modo a perpetuar o conhecimento sobre os Congados e Reinados. O Mito de Origem de Nossa Senhora do Rosário, extraído do livro “Festa do Rosário: Iconografia e Poética de um Rito” (COUTO, P.A.B, 2003) é o fio condutor da história que iremos apresentar.

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“Quem conta uma história aviva a memória” Patrícia A. Brandão Couto

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M

uito antes de existir a escrita, a televisão e a internet, os saberes e conhecimentos de um povo eram passados por guardiões da memória. No momento de descanso após o trabalho, acendiam uma fogueira e se sentavam em roda com seus ouvintes para narrar acontecimentos vividos. Proezas e alegrias, aventuras e desventuras da própria experiência, de amigos e parentes ou de seus antepassados eram rememorados. Mais tarde, quem havia escutado, acabava por passar adiante, as histórias que mais gostava ou que considerava importante. Quase sempre, as narrativas ganhavam novos coloridos pessoais. Desta forma, acontecia a transmissão do que se percebia do mundo, da história dos grupos, de onde vieram e para onde iam. Era assim que se construía o que chamamos de identidade coletiva, passando adiante os elos de memória do grupo e preservando traços essenciais da cultura. O nosso país é o resultado do encontro de diferentes culturas. Diferentes visões de mundo, valores e costumes se misturaram em nossa terra, onde as culturas escritas e não escritas, mas ditas, convivem em diversos níveis. Muitas de nossas práticas culturais, ou seja, hábitos, costumes e celebrações, ainda são passadas adiante através da oralidade e da experiência. Saberes que se reproduzem porque os pais ensinaram aos filhos ou porque os filhos viram e participaram do fazer dos pais. Essa forma de saber, no qual se valoriza o ouvir e o “aprender a fazer” é preciosa. No entanto, hoje em dia, existem várias formas de se transmitir a cultura e levar adiante a memória coletiva. A escrita, os livros, a fotografia, os museus, os filmes, a televisão e principalmente a internet, são os recursos mais utilizados. Talvez, por falta de tempo na vida corrida do mundo moderno, o ato de rememorar que unia “o contador” e “o ouvinte” se tornou pouco usual. Na falta do “contador” e do “ouvinte”, belas histórias podem ser aprisionadas pelo esquecimento. Como nossa cultura é repleta de práticas culturais que foram passadas adiante através da experiência e da oralidade, corremos o risco de perder elos importantes para entendermos os significados e sentidos do mundo que nos rodeia.

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Foi por isso, que decidimos passar adiante o mito de origem de Nossa Senhora do Rosário. Os mitos, são histórias que se repetem e que desde os tempos mais remotos explicam os motivos de muitas coisas que os homens fazem, pensam e sentem. Este mito, explica o acontecimento dos festejos populares conhecidos como Congados e Reinados. Os Congados e Reinados existem em diversas partes do Brasil desde os tempos em que éramos uma colônia de Portugal. Seus primeiros registros datam do século XVII. De acordo com a região onde são festejados, são denominados como Congados, Reinados, ou ainda, festa do Rosário. Congados, quando associados à coroação simbólica dos reis Congos. Reinados, quando associados à coroação dos reis negros de diferentes nações e festa do Rosário, quando a santa padroeira dos dançadores é Nossa Senhora do Rosário. Interessante é que um nome não exclui o outro, pois seus sentidos convergem para o mesmo tipo de celebração, que de acordo com a localidade onde se manifesta apresenta algumas variações. Este festejo era praticado pelos povos negros de origem Bantu, retirados à força do continente africano e escravizados nas Américas. Privados de liberdade, os negros procuraram resistir de diversas maneiras. Milhares fugiram e formaram os afamados quilombos. Muitos morreram lutando e quando eram capturados, viam-se proibidos pelos brancos de praticar costumes essenciais de suas culturas. A possibilidade de união dos negros significava para os brancos uma ameaça constante à sua dominação. Pela sobrevivência de suas identidades, estes povos, entenderam que seria preciso resistir, misturando em segredo, ingredientes essenciais de suas culturas à cultura do branco dominador. Dentre as muitas adaptações de seus costumes à dura realidade que lhes foi imposta, surgiu o “catolicismo negro”. O catolicismo era a única religião permitida pelos portugueses durante o período colonial. Os povos negros de origem Bantu driblaram esta imposição, reunindo a reverência a seus antepassados ao culto de alguns santos católicos. Através dos festejos dos Congados e Reinados, os africanos e seus descendentes, demonstraram uma devoção especial a São Benedito, Santa Ifigênia e Nossa Senhora do Rosário. Ainda hoje, nesta festa popular, a força dos tambores rememora as nações de seus antepassados e se revela como prece e oração.

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Em Minas Gerais o “ciclo do rosário” costuma acontecer entre os meses de maio e outubro. Neste período, são festejados os Congados e Reinados em homenagem a Nossa Senhora do Rosário, São Benedito e demais santos cultuados pelo catolicismo negro. Uma festa, que ao longo de sua história veio a congregar negros, brancos, índios e mestiços nesta devoção. Duas fontes de inspiração explicam a origem deste festejo, a lendária história de Chico rei - um monarca africano do reino do Congo, que rompeu as correntes do cativeiro e libertou centenas de conterrâneos que o aclamaram Rei dos Africanos de Vila Rica - e o mito de origem da Senhora do Rosário. Ambas as fontes tratam das diferenças e desigualdades geradas pela escravidão e evocam medidas de reparação. São histórias que se repetem e que provavelmente foram contadas muitas vezes em volta do fogo. As narrativas podem se modificar de acordo com os lugares onde são contadas e por quem as conta. Em suas diferentes versões são tesouros da oralidade preservados pelos velhos capitães dos Congados e Reinados de Minas Gerais. Escolhemos contar o mito de origem da Senhora do Rosário porque é a versão preponderante entre os congadeiros de Bom Despacho. Independente de motivações religiosas, ao relembrar o “tempo do cativeiro” este mito transforma-se numa mensagem de liberdade e de tolerância às diferenças. A Senhora do Rosário, aparece para protestar contra a escravidão e a desigualdade de direitos entre os homens. Ao se comunicar pelo som dos tambores, ela reconhece e valoriza a contribuição dos povos africanos na construção de nossa cultura e abençoa a união de negros, índios e brancos neste festejo. Optamos pela narrativa construída a partir do depoimento de Tiana - capitã do Moçambique de São Benedito de Bom Despacho - para orientar esta iniciação nos saberes dos Congados e Reinados, porque é bela, ensina e “dá gosto de aprender”.

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O Povo do Cativeiro e a Senhora do Rosรกrio

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Nossa Senhora apareceu no alto da mata...

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... perto de uma lagoa.

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Um punhado de índios que andava ali por perto viu aquela aparição.

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Assustados, sem saber o que era aquilo, eles se esconderam e ficaram de tocaia para ver o que acontecia...

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Uma turma do cativeiro foi roรงar um pasto perto da lagoa.

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Foi quando viram a Virgem bem lรก no alto da mata.

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Saíram correndo e foram avisar para o patrão, que de primeiro ficou bravo e não acreditou.

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De tanto o povo insistir, resolveu dar uma olhada.

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O patrão veio e subiu na mata. Quando viu a Virgem segurando um rosário de contas de lágrima de Nossa Senhora, ajoelhou aos seus pés e rezou. Depois convidou a santa pra entrar em sua casa, pois ali não era lugar para ela...Só que ela ficou quietinha, quietinha, e de lá não arredou o pé.

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EntĂŁo o patrĂŁo mandou chamar toda a sua gente.

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Foram os brancos todos...

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mas ela do jeito que estava ficou. Quietinha, quietinha!

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Depois de muito os brancos rezarem, chegou a vez da senzala. O povo do Congo se apresentou e o patrão caçoou da vontade dos pretos, mas acabou por consentir que eles fossem lå na mata a modo de tentar trazer a santa.

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Chegando lá, os cativos tocaram e dançaram aquela música danada de boa pra santa...

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Como o Congo é muito alegre, ela dançou, dançou, mas de lá o pé não arredou.

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Foram subindo todas as nações que viviam na senzala... Ela dançava, mas de lá o pé não arredava!

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Jå estavam desistindo de tirar Nossa Senhora da mata, quando o preto mais velho da senzala, chegou pro sinhô e pediu que deixasse ele ir com seu povo visitar a santa. O senhor duvidou que o povo de Moçambique, os mais humildes da senzala, pudessem tirar a Santa da mata, mas consentiu nesta última tentativa.

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O preto velho, carregando consigo um andor de madeira que havia esculpido num toco de pau, partiu com seu povo para o alto da mata.

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Chegando lรก, puxaram o primeiro canto e Nossa Senhora danรงou...

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No segundo canto no andor ela pulou... 55


No terceiro deram um passo e ela entĂŁo acompanhou.

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Foi quando os índios que estavam escondidos, vendo aquela peleja, saíram do mato e começaram a desbastar o caminho com suas machadinhas para que o povo do Moçambique pudesse passar com a Santa.

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Assim, tomando o rumo do engenho, seguiram à frente os índios do Penacho, abrindo o caminho para os moçambiqueiros que traziam a Virgem.

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O povo do Congo e as outras nações se juntaram ao cortejo, por último, seguiu o patrão com toda a sua gente até a casa grande. 62


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O patrĂŁo muito satisfeito por Nossa Senhora estar em sua casa, deu uma grande festa. 64


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Os cativos tocaram e danรงaram, comeram e beberam... 67


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...como nunca havia sido consentido! 69


Ao fim da festa todos dormiram exaustos de tanta fartura.

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No dia seguinte, ao acordarem viram que a santa tinha desaparecido..

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Como em casa ela nĂŁo estava foram procurar nos matos ao derredor e descobriram que ela tinha voltado pro mesmo lugar. Foram lĂĄ mais uma vez.

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Ent達o ela disse que n達o voltava, que dentro de casa n達o era o lugar dela, que ela tinha vindo pelos negros do cativeiro e que enquanto o dia da liberdade n達o chegasse, ela estaria ali para consolar.

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Foi aĂ­ que tiveram a ideia de construir um altar...

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... para ela ficar bem lรก no alto da mata olhando por todos.

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A Oficina de Artes e Letras

A

oficina de Artes e Letras que deu origem a este livro teve como propósito, introduzir um pouco da história dos Congados e Reinados no universo infantojuvenil . Desenvolvi a metodologia deste projeto em parceria com a artista plástica Isabel Paranhos. Sua participação como professora da oficina foi um diferencial na obtenção dos resultados alcançados. Lélia Costa, então superintendente de educação da Secretaria Municipal de Bom Despacho, M.G, articulou a seleção das crianças e providenciou o local de realização da oficina, que aconteceu em abril de 2011, na Escola Municipal Coronel Praxedes. Durante cinco dias, em turnos de manhã e tarde, perfazendo 40 horas de oficina, trabalhamos com 42 crianças e adolescentes, entre sete e quinze anos de idade, previamente selecionados por 12 escolas municipais e estaduais locais. Além das coordenadoras, participaram como assistentes seis professores de Arte, voluntários das escolas selecionadas, que se dividiram entre os dois turnos de trabalho. Nos dois primeiros dias, introduzimos os materiais artísticos – lápis HB, lápis cera, nanquim e “muito pouca borracha” para o manuseio exploratório do material. Queríamos que os participantes adquirissem intimidade com o material de trabalho e nós, pudéssemos conhecer suas características pessoais e estéticas. Cultivamos a intimidade dos grupos contando histórias. Enfatizamos a importância da oralidade e criamos histórias coletivas a partir do universo dos integrantes. As crianças exploraram os materiais propostos e fizeram ilustrações individuais ou em grupo das histórias que criaram. No terceiro dia, o mito de origem da Senhora do Rosário foi apresentado aos alunos. Preponderante nas narrativas dos antigos capitães locais, foi escolhido como tema central da oficina por-

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que seu enredo é didático e lúdico, atualiza o passado no presente histórico e é bastante representativo do “processo ritual” da Festa do Rosário. Um fato interessante é que poucos alunos e professores conheciam o enredo que explica a origem da festa que tanto gostam de assistir e participar. Como proposta central, teríamos o enredo mencionado orientando a produção de ilustrações sobre o encontro da Virgem do Rosário com o Povo do Cativeiro. Para iniciarmos a composição coletiva, dividimos o mito em cenas e deixamos ao critério dos alunos da oficina, a escolha das partes que gostariam de ilustrar individualmente. Conforme procuramos evidenciar neste livro, o livre arbítrio deixado aos participantes fez com que algumas cenas fossem mais ilustradas que outras, provavelmente pela força lúdica de alguns momentos do enredo. Neste dia, apresentamos novos materiais como o guache e os tecidos. No quarto e quinto dia, a anilina foi introduzida como um recurso de fechamento das ilustrações e os desenhos foram finalizados. Como faltassem algumas cenas para a composição do enredo em sua integra, procuramos despertar o

interesse dos participantes pela composição do todo. Apontamos as lacunas da narrativa que estávamos produzindo e cientes da importância de serem preenchidas, aqueles que assim o desejaram, produziram novas ilustrações para fecharmos a composição. Para a estrutura deste livro selecionamos 64 ilustrações da totalidade produzida, representativas da diversidade etária dos participantes. Nossa proposta conceitual é um desafio estético que aceita a heterogeneidade das representações como suporte. Procuramos evidenciar o valor da composição coletiva que busca conciliar os diferentes recursos etários com estética pessoal e intimidade com o tema. O desafio do projeto gráfico consistiu na harmonização dessas diferenças. Evitamos a interferência direta nas ilustrações que quando realizadas visaram valorizar detalhes e a obtenção de aproveitamento máximo do material produzido. Esperamos que a narrativa do processo apresentado inspire outras aventuras do mesmo porte.

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Ilustrações da Oficina de Artes e Letras

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Cena 1 – Leandro Ferreira dos Santos (15 anos)

Cena 1 – Dárdara Elisa Silva Santos (12 anos)

Cena 1 – Paulo Henrique Lucas do Amaral

Cena 1 – Caio Augusto de Faria (12 anos)

Cena 1 – Francys Elisa Silva Santos (8 anos)

Cena 1 – Fabrício Henrique Ferreira (11 anos)

Cena 1– Lara Gabriela de Lima Rios (8 anos)

Cena 1 – Jonata Felipe Goes (11 anos)

Cena 1 – Esther Laís Ludovino Chagas (10 anos)

Cena 1 – Jader Marciano Martins Junior (10 anos)

Cena 1 – Ana Luiza Epfanio da Silva Andrade (9 anos)

Cena 2 – Weverton Fernando Fagundes Silva (10 anos)


Cena 2 – Giovana Cabral de Amorim (8 anos)

Cena 2 – Virgílio Lopes da Silva Azevedo (10 anos)

Cena 2 – Nícolas Ângelo Silva (13 anos)

Cena 2 – Pedro Henrique Araújo (13 anos)

Cena 3 – Hebert Antonio Campos Júnior (8 anos)

Cena 3 – Paulo Henrique Lucas do Amaral (9 anos)

Cena 4 – João Elias de Figueiredo Azevedo (10 anos)

Cena 4 – Virgílio Lopes da Silva Azevedo (10 anos)

Cena 4 – Marco Túlio de Souza (13 anos)

Cena 4 – Antônia de Miranda Araújo (10 anos)

Cena 5 – Pedro Henrique Araújo (13 anos)

Cena 6 – Vitor Daniel de Assis Silva Perdigão (7 anos)

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Cena 6 – Sávio Leonardo Caetano (12 anos)

Cena 6 – Sávio Leonardo Caetano (12 anos)

Cena 6 – Gabriela Costa (10 anos)

Cena 6 – Leandro Ferreira dos Santos (15 anos).

Cena 7 – Hebert Antonio Campos Júnior (8 anos)

Cena 8 – Débora Rodrigues Braga (10 anos)

Cena 8 – Antônia de Miranda Araújo (10 anos)

Cena 8 – Guilherme Antônio Santos Souza (7 anos)

Cena 8 – Guilherme Antônio Santos Souza (7 anos)

Cena 8 – Kewin William Moreira (8 anos)

Cena 8 – Victor Daniel de Assis Perdigão (7 anos)

Cena 8 – Victória Caroline Xavier Resende (10 anos)


Cena 8 – Paulo Henrique Pereira da Silva (10 anos)

Cena 9 – Lara Gabriela de Lima Rios (8 anos)

Cena 10 – Pedro Henrique Araújo (13 anos)

Cena 11– Rodrigo César da Silva (12 anos).

Cena 11 – Caio Augusto de Faria (12 anos)

Cena 11 – Jonata Felipe Goes (11 anos)

Cena 11 – Nícolas Ângelo Silva (13 anos)

Cena 11 – Fernanda Carolina da Silva Pereira (11 anos).

Cena 11 – Luan Junior Corgozinho (11 anos)

Cena 11 – Jader Marciano Martins Junior (10 anos)

Cena 12 – João Elias de Figueiredo Azevedo (10 anos)

Cena 13 – Victória Caroline Xavier Resende (10 anos)

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Cena 13 – Leandro Ferreira dos Santos (15 anos)

Cena 13 - Matheus Damaceno dos Santos Rosa (12 anos)

Cena 14 – Luan Junior Corgozinho (11 anos).

Cena 14 – Jonata Felipe Goes (11 anos)

Cena 14 – Rosana Reis da Silva (12 anos)

Cena 14 – Chrystian Cassio Santos Pinheiro (11 anos)

Cena 14 – Marco Túlio de Souza (13 anos)

Cena 14 – Caio Mesquita Silva (8 anos)

Cena 15 – Cecília Guimarães Lima (7 anos)


Cena 15 – Wallace Ferreira Rodrigues (10 anos)

Cena 16 – Rúbia Raquel Teixeira Resende (10 anos)

Cena 17 – Chrystian Cassio Santos Pinheiro (11 anos)

Cena 18 – Fernanda Carolina da Silva Pereira (11 anos)

Cena 19 – Julia Mellyna Silva Fonseca (10 anos)

Cena 19 – Kewin William Moreira (8 anos)

Cena 20 – Rodrigo César da Silva (12 anos)

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Ficha Técnica da Oficina de Artes e Letras Concepção e Direção Geral Patrícia A. Brandão Couto Coordenação Pedagógica: Lélia de Oliveira Costa. Local de Realização da Oficina: Escola Municipal Coronel Praxedes Professoras Responsáveis: Isabel Paranhos e Patricia A. Brandão Couto Professores Monitores: Marcelo Ferry Couto, Maria Antônia da Silva, Maria Aparecida dos Santos Mesquita, Maura Helena Costa Santos, Roberta Milene de Oliveira e Silva, Salete de Oliveira Gontijo Apoio: Secretaria Municipal de Educação de Bom Despacho, MG Agradecimentos especiais: Denise Gontijo Queiroz Araújo Costa Joana Helena Costa Moreira. Lélia de Oliveira Costa Maria José de Araujo Couto Virgínia de Sousa Maciel Pessoa Cançado Vivalde Brandão Couto Filho.

Escolas que integraram o projeto: Escola Municipal Coronel Praxedes Escola Municipal Dona Duca Escola Municipal João Dornas Filho Escola Municipal Flávio Cançado Filho Escola Estadual Coronel Egídio Benício de Abreu. Escola Estadual Coronel Robertinho Escola Estadual Chiquinha Soares Escola Estadual Irmã Maria Escola Estadual Professor Wilson Lopes do Couto Escola Estadual Martinho Fidelis Escola Estadual Miguel Gontijo Colégio Tiradentes

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Os artistas Turno da manhã

Turno da Tarde

1.

Ana Luiza Epfanio da Silva Andrade (9 anos) Escola Municipal Flávio Cançado Filho

1.

Antônia de Miranda Araújo (10 anos) Escola Municipal Coronel Praxedes

2.

Caio Augusto de Faria (12 anos) Colégio Tiradentes.

2.

Débora Rodrigues Braga (10 anos) Escola Municipal Coronel Praxedes

3.

Caio Mesquita Silva (8 anos) Escola Municipal João Dornas Filho

3.

Esther Laís Ludovino Chagas (10 anos ) Escola Municipal Flávio Cançado

4. Cecília Guimarães Lima ( 7 anos) Escola Municipal Coronel Praxedes

4. Fabrício Henrique Ferreira (11 anos) Escola Estadual Martinho Fidelis

5.

5.

Chrystian Cassio Santos Pinheiro ( 11 anos) Escola Estadual Irmã Maria

Gabriela Costa (10 anos) Escola Municipal Coronel Praxedes

6. Dárdara Elisa Silva Santos (12 anos) Escola Estadual Coronel Robertinho

6. Jader Marciano Martins Junior (10 anos) Escola Municipal Dona Duca

7.

7.

Fernanda Carolina da Silva Pereira (11 anos) Escola Estadual Professor Wilson Lopes do Couto

João Elias de Figueiredo Azevedo (10 anos) Escola Estadual Chiquinha Soares

8. Francys Elisa Silva Santos (8 anos) Escola Estadual Coronel Robertinho

8. Julia Mellyna Silva Fonseca (10 anos). Escola Municipal Coronel Praxedes

9. Giovana Cabral de Amorim (8 anos) Escola Municipal Coronel Praxedes

9. Marco Túlio de Souza (13 anos) Escola Estadual Chiquinha Soares

10. Guilherme Antônio Santos Souza (7 anos) Escola Municipal Coronel Praxedes

10. Nícolas Ângelo Silva (13 anos) Escola Estadual Chiquinha Soares

11. Hebert Antonio Campos Júnior ( 8 anos) Escola Municipal João Dornas Filho

11. Paulo Henrique Lucas do Amaral (9 anos) Escola Municipal Flávio Cançado Filho

12. Jonata Felipe Goes (11 anos) Escola Estadual Chiquinha Soares

12. Paulo Henrique Pereira da Silva (10 anos) Escola Municipal João Dornas Filho

13. Kewin William Moreira (8 anos) Escola Municipal Coronel Praxedes

13. Rodrigo César da Silva (12 anos) Escola Estadual Coronel Robertinho

14. Lara Gabriela de Lima Rios ( 8 anos) Escola Municipal Coronel Praxedes

14. Rúbia Raquel Teixeira Resende (10 anos) Escola Municipal Coronel Praxedes

15. Leandro Ferreira dos Santos ( 15 anos) Escola Estadual Professor Wilson Lopes do Couto

15. Victória Caroline Xavier Resende (10 anos) Escola Municipal Coronel Praxedes

16. Luan Junior Corgozinho (11 anos) Escola Estadual Miguel Gontijo

16. Virgílio Lopes da Silva Azevedo (10 anos) Escola Municipal Coronel Praxedes

17. Matheus Damaceno dos Santos Rosa (12 anos) Escola Estadual Coronel Robertinho

17. Wallace Ferreira Rodrigues (10 anos) Escola Municipal João Dornas Filho

18. Pedro Henrique Araújo ( 13 anos) Escola Estadual Professor Wilson Lopes do Couto 19. Rosana dos Reis da Silva(12 anos) Escola Estadual Chiquinha Soares 20. Sávio Leonardo Caetano (12 anos) Escola Estadual Miguel Gontijo 21. Victor Daniel de Assis Silva Perdigão ( 7 anos) Escola Municipal Coronel Praxedes 22. Weverton Fernando Fagundes Silva ( 10 anos) Escola Estadual Chiquinha Soares

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Proposta de Atividades: 1- Saberes e fazeres Hoje em dia existem muitas formas de se transmitir a cultura. Neste livro procuramos valorizar a oralidade e a experiência. Saberes e fazeres que não estão nos livros e que devem ser registrados para não caírem no esquecimento. No dia a dia, a oralidade ou os saberes podem ser apreendidos nos casos e histórias passadas de pais para filhos. Já os fazeres ou experiências, são passados através do aprendizado, da convivência e observação. Portanto, duas formas complementares de conhecimento. Para desenvolver uma pesquisa sobre esse tema, apresentamos as seguintes questões:

A – Contação de Casos Questões para os alunos: Você já ouviu casos? Os “casos” são histórias engraçadas, tristes, fantasmagóricas, estranhas, encantadas, reais ou inventadas. Existe alguma história contada em sua família que você gosta de ouvir e de contar? Existe alguma história que alguém lhe contou e que você acha importante passar adiante? Escolha um caso para contar em sala de aula a seus colegas e professores. Escreva o caso e entregue seu registro ao professor. Se você não tiver um caso, pesquise! Pergunte aos seus familiares ou pessoas que você convive e acha que terão um caso para contar. Depois que conseguir o caso, escreva, entregue a professora e se prepare para contá-lo aos seus colegas.

Orientações para o docente: Pautado nas questões apresentadas, o docente fará a proposta da pesquisa sobre casos para a turma e marcará uma data para a “contação de

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casos” coletiva. Todos os alunos devem entregar os casos escritos ao docente e estarem presentes na hora da “contação de histórias” para que possam escutar uns aos outros. Ao termino da atividade, o docente orientará uma votação entre os alunos para que escolham cinco casos mais interessantes. Após a votação, o docente dividirá os alunos em cinco grupos e sorteará os casos selecionados pelos mesmos. Fica ao critério de cada grupo, escolher a melhor forma de contá-lo através de uma linguagem artística. Sugerimos desenhos em sequencia; uma peça de teatro com o enredo do caso; a invenção de uma música com o conteúdo da história ou mímicas para adivinhação. Os grupos devem apresentar para os demais o trabalho realizado. Enfatizamos que professores de áreas distintas na mesma escola, podem realizar um trabalho conjunto em torno da atividade proposta.

B – Fazeres A convivência com as pessoas no cotidiano nos ensina muitas coisas que não estão nos livros. São aprendizados que se dão através da experiência. Por exemplo: muitos adultos que hoje dançam nos festejos dos Congados e Reinados, foram crianças que conviveram com a devoção dos pais a esta celebração e tomaram gosto pela festa. Outro exemplo: todo mundo tem uma avó, ou ouviu falar de uma avó, que fazia doces deliciosos sem receitas escritas, mas que seus filhos aprenderam a fazer e passaram adiante para os netos. Mais um exemplo: os índios, quando andam na floresta, conhecem e usam muitas plantas que nós, da cidade, não temos a menor ideia para o que servem!


Questões para os alunos:

Questões para os alunos:

Você conhece alguém, que faz algo especial que não se aprende nos livros? Caso sim, faça uma entrevista com esta pessoa e procure descobrir como ela desenvolveu este fazer. Se não conhece, faça uma pesquisa na escola ou nos arredores de sua casa e tente descobrir alguém com estes dons especiais, com quem você possa conversar e desenvolver a proposta da pesquisa.

A - Se existem Congados ou Reinados em sua cidade, o que você identifica da história que contamos com a realidade que conhece?

Orientações para o docente: Antes de apresentar a questão, o docente pode propor uma reflexão coletiva, em sala de aula, sobre “os fazeres” que não estão nos livros. A partir da percepção e entendimento dos alunos, o docente deve montar uma lista destes fazeres, sugeridos pelos alunos. Após este levantamento prévio, o docente lançará as questões e a proposta de pesquisa. As entrevistas podem ser realizadas como atividades individuais ou de grupo e retornarem para a dinâmica coletiva. De acordo com as possibilidades da escola e do docente, sugerimos que os alunos levem seus entrevistados à sala de aula, para que possam relatar suas experiências aos demais alunos.

2 – Congados e Reinados Os Congados e Reinados existem em diversas partes do Brasil. Os mitos e lendas sobre a origem desta festa variam de acordo com a localidade onde se manifestam. Em Minas Gerais, duas fontes de inspiração, ou versões para a origem da festa, são apontadas com maior frequência pelos dançadores: o mito da Senhora do Rosário, que apresentamos neste livro e a história de Chico Rei.

B - Você já ouviu falar em Chico Rei? O que você conhece sobre ele? Investigue e conte o resultado de sua pesquisa escrevendo-a ou produzindo ilustrações. C - Existem outras versões sobre a origem desta manifestação popular? Faça o seu próprio levantamento e reporte em sala de aula. D - Expresse com suas palavras o que compreendeu sobre a história da Festa que contamos neste livro. E - Se você fosse reportar esse mito para a atualidade, como seriam os personagens e o cenário? Mudaria alguma coisa no enredo? Reescreva a história. Orientações para o docente: Embora apresentadas em conjunto, as questões propostas nesta atividade devem se adequar a particularidade dos contextos escolares. Fica ao critério do docente à escolha pelo desenvolvimento do conjunto de questões ou somente parte deste. Sugerimos trabalhos individuais para os itens A e D e grupos de pesquisa para os itens B,C e E. O formato de apresentação das pesquisas fica ao critério do docente.

3 - Os Negros e a Escravidão O enredo que apresentamos narra de forma poética a relação entre os colonizadores portugueses, negros e índios no Brasil colonial. Simboliza as relações sociais injustas deste período, quando os negros escravizados eram a força motriz de trabalho de nosso país.

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A - O termo “povo do cativeiro” é uma expressão popular. Você sabe o que significa? Pesquise. B - Quando começou a escravidão no Brasil? Somente os negros foram escravizados? Como os índios se comportaram em relação ao colonizador português? Como você compreende o papel dos índios na história que contamos neste livro? Independente da história contada, o que você pensa sobre eles? C - De que regiões da África vieram os povos africanos? Que tipo de trabalho os africanos e seus filhos, já nascidos no Brasil, faziam? D - Os africanos aceitaram a escravidão passivamente? Existiram revoltas desses povos no Brasil? E - O que é um Quilombo? Procure identificar as diferenças entre os quilombos do passado e do presente. F - Quais os legados culturais dos povos africanos para a formação da cultura brasileira? G - Existem práticas culturais na sua cidade ou município que podem ser reconhecidas por matrizes afro-brasileiras? H – A situação da população negra mudou nos dias atuais? Como você percebe isto? I – O que é o racismo e o que você pensa sobre o racismo?

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Orientações para o docente: O conjunto de questões apresentadas pode ser fracionado ou desenvolvido em sua totalidade. Fica ao critério do docente, contextualizar a propriedade das questões para a faixa etária de alunos com os quais trabalha.

4- Crenças e Devoções De acordo com a Constituição Federal de 1988, “todo indivíduo desta nação tem liberdade de expressão religiosa”. A-Você tem alguma crença? Acredita em alguma coisa? Como pessoas de várias religiões ou crenças podem conviver? Descreva o que você pensa sobre o tema.

Orientações para o Docente: Sugerimos que o docente proponha um debate em sala de aula, enfatizando a importância da tolerância religiosa e do respeito às diferentes práticas culturais, como bens culturais a serem preservados pela sociedade brasileira.


Sugestões de Leitura: ABREU, Regina; CHAGAS, Mário (Orgs). Memória e Patrimônio. Ensaios contemporâneos. Rio de Janeiro: Lamparina, 2009. BARBOSA, Ana Mae. A imagem no ensino da arte. São Paulo: Perspectiva, 2009. BRASIL, MEC. Orientações e Ações para educação das relações étnico raciais. Brasília: MEC/SECAD, 2006. BRAYNER, Natália Guerra. Patrimônio Cultural Imaterial: Para saber Mais. Brasília: Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 2009. Disponível em: http://www.portal.iphan.gov/publicações. CASCUDO, Luís da Câmara. Dicionário do Folclore Brasileiro. Belo Horizonte: Itatiaia, 1993. COUTO, Patrícia de Araujo Brandão. Festa do Rosário: Iconografia e Poética de um Rito. Niterói: EdUFF, 2003. FELINTO, Renata (Org.). Culturas Africanas e Afro-Brasileiras em sala de aula. Saberes para os professores e fazeres para os alunos. Belo Horizonte: Fino Traço Editora,2012. FREIRE, Paulo. Ação Cultural para a liberdade e outros escritos. Rio de Janeiro: Paz e Terra,1982. HORTA, Maria de Lourdes et al. Guia básico de Educação Patrimonial. Brasília: Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Museo Imperial, 1999. IPHAN: Educação Patrimonial no Programa Mais Educação – Manual de Aplicação, 2013 Disponível em: http://www.portal.iphan.gov/publicações. LACERDA, Aroldo Dias et al. Patrimônio Cultural em Oficinas: Atividades em contextos escolares. Belo Horizonte: Fino Traço, 2015 LEI 10.639/2003: Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação das Relações Étnico Raciais Para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. MELLO MORAES FILHO, Alexandre José. Festas e tradições Populares no Brasil. São Paulo: Editora Itatiaia/ Edusp,1979. SOUZA, Marina de Mello. Reis negros no Brasil escravista. História da festa da coroação de rei Congo. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2002.

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Agradecimentos: A todos àqueles que de alguma forma ajudaram este livro a atravessar a ponte entre o sonho e a realidade: Adriana Fontes, Ana Luíza Chafir, Andrea Miranda da Silva, Ana Tereza Venâncio,Cássia Amaral Costa, Clara Martins, Claudia Ribeiro, Cristiane Rangel, Eliane M.T Jochem, Francisco Amaral Cardoso, Gabriela Weeks, Isabel Paranhos, Jorge Rodríguez-Aguilar, Laura Couto de Las Casas, Luiz Antônio Souto, Luiz Antônio de Queiroz, Martha Zannetti, Patrícia Mauro, Paulo Rogério A. B. Couto, Renata Proença, Roberto Caldas, Simone Vieira, Sueli de Lima Moreira, Tomás Brandão Souto.

Este livro foi composto em Pluto Sans e impresso pela Artes Gráficas Formato no verão de 2018


De família mineira, Patricia de Araujo Brandão Couto nasceu no Rio de Janeiro, em 1962. Trabalhou com Arte Educação, Dança Contemporânea e graduou-se em Ciências Sociais - UFRJ. É doutora em Antropologia pelo Programa de Pós Graduação da Universidade Federal Fluminense. Sua dissertação de mestrado, Festa do Rosário: Iconografia e Poética de um Rito, obteve o Prêmio Silvio Romero, 2001 (CNFCP – IPHAN), publicado em 2003 pela EdUFF. Tem artigos publicados em livros e revistas especializadas sobre seus principais temas de pesquisa: Memória Social e Patrimônio Cultural; Ritual e Simbolismo; Grupos Étnicos; Fenômeno Turístico e Estudos Urbanos. Foi professora das Universidades Candido Mendes (2007/2009) e UERJ (2005/2010) e atuou como pesquisadora para projetos da Fundação Euclides da Cunha(2008/2010) e IPEA (2011/2014). Atualmente, é pesquisadora independente e colaboradora do Laboratório de Etnografia Metropolitana LeMetro/IFCS-UFRJ. Contato: patbrandacouto@gmail.com


U

m lindo passeio pelas tradições culturais de Minas Gerais e do Brasil.

O mito da criação dos Congados e Reinados ilustrado por crianças e adolescentes das escolas públicas de Bom Despacho, M.G. Uma forma sensível de representar nossas práticas culturais e valorizar a memória de nossos antepassados. A leitura do “O povo do Cativeiro e a Senhora do Rosário” nos é apresentada de forma poética, cheio de cores, cores do povo do Brasil.

Patrocínio:

ISBN 978.85.8054.390-2

Realização:

Profile for Patricia Brandão Couto

O Povo do Cativeiro e Senhora do Rosário - Reinados e Congados em Minas Gerais  

Um lindo passeio pelas tradições culturais de Minas Gerais e do Brasil. O mito da criação dos Congados e Reinados ilustrado por crianças e...

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