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FORMAÇÃO ACADÊMICA


O QUE É A CAPELANIA? * É aperfeiçoar sua fé com as obras (Tg 2:14-24) * É ser servidor de Jesus (Mt 25:34-40) * É ser um promotor da glorificação de Deus na terra (Mt 5:16)

Algumas perguntas: 1. Porque estou participando desse curso? 2. Pretendo ser capelão? 3. Tenho “compaixão” pelos necessitados?


O CAPELÃO É: É um ministro religioso autorizado a prestar assistência religiosa e a realizar cultos religiosos em comunidades religiosas. (hospitais, presídios, colégios, corporações militares e outras organizações)


COMO SURGIU? Capelania: É nome dado aos serviços religiosos prestados por oficiais treinados e teve origem nas Forças Armadas do Exército em 1776. Conta-se que na França, o Sargento Martinho ao encontrar um homem abandonado na rua debaixo de chuva e frio, cortou sua Capa e o cobriu num ato de solidariedade, humanismo, ajuda e amor ao próximo. Capelão (em francês: CHAPELAIN–singular /CHAPLAINS–plural)


HOMENAGEM A UM DESCENDENTE DO SARGENTO MARTINHO


CAPELANIA TEM ATUAÇÕES NAS ÁREAS:


Assistência Religiosa Amparada Pela Lei CONSTITUIÇÃO FEDERAL / 1988 Art. 5º - Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;


CONSTITUIÇÃO FEDERAL / 1988 Artigo 5º:

VII - é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva;


Diferente de outros países em que não liberdade religiosa, no Brasil a Capelania teve uma conquista maravilhosa no 2000 com a Promulgação da Lei que deixava bem clara a liberdade do exercício do que hoje conhecemos como Capelania Voluntária.

LEI FEDERAL Nº 9.982 DE 14 DE JULHO DE 2000


LEI FEDERAL Nº 9.982, DE 14 DE JULHO DE 2000 Dispõe sobre a prestação de assistência religiosa nas entidades hospitalares públicas e privadas, bem como nos estabelecimentos prisionais civis e militares. OPRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1o Aos religiosos de todas as confissões assegura-se o acesso aos hospitais da rede pública ou privada, bem como aos estabelecimentos prisionais civis ou militares, para dar atendimento religioso aos internados, desde que em comum acordo com estes, ou com seus familiares no caso de doentes que já não mais estejam no gozo de suas faculdades mentais.


LEI FEDERAL Nº 9.982, DE 14 DE JULHO DE 2000 Art. 2o Os religiosos chamados a prestar assistência nas entidades definidas no art. 1o deverão, em suas atividades, acatar as determinações legais e normas internas de cada instituição hospitalar ou penal, a fim de não pôr em risco as condições do paciente ou a segurança do ambiente hospitalar ou prisional. Art. 4o O Poder Executivo regulamentará esta Lei no prazo de noventa dias. Art. 5o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Brasília, 14 de julho de 2000; 179o da Independência e 112o da República. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO


Lei Federal 7.210, de 11 de Julho de 1984, Lei de Execução Penal


Lei Federal 7.210, de 11 de Julho de 1984, Lei de Execução Penal


Da AssistĂŞncia Religiosa:


CAPELANIA PRISIONAL


NORMAS PARA ASSISTÊNCIA RELIGIOSA PENAL DA SEDS Art. 3º - Todo representante de entidade religiosa, sem qualquer distinção de credo professado ou do número de indivíduos que pretenda atender, deverá cadastrar-se previamente junto à CARSP (Coordenadoria de Assistência Religiosa do Sistema Prisional), indicando a Unidade Prisional em que se propõe a atuar.

I. Ser maior de 21 anos de idade; II. Estar regulamente no país, se estrangeiro; III. Ser membro ativo da entidade religiosa a ser representada na assistência religiosa, portando carta de apresentação e recomendação firmada por seu dirigente ou representante local;


NORMAS PARA ASSISTÊNCIA RELIGIOSA PENAL DA SEDS

1. 2. 3. 4. 5.

Atestado de bons antecedentes (máximo 30 dias expedição) 02 Fotos 3X4 Comprovante de endereço (Atualizado) Cópia RG, CPF Cadastramento Biométrico

1. Tomar conhecimento das normas de segurança; 2. Limitar-se com a missão de evangelização; 3. Respeitar as normas e limites estabelecidos;


DURANTE O PERCURSO E DURANTE A ASSISTÊNCIA RELIGIOSA

Art. 11. Será de 60 (sessenta) minutos, contados do ingresso no Espaço Ecumênico e Inter-religioso, o prazo para a assistência religiosa.

Art. 13. É expressamente proibida a comercialização de artigos e produtos religiosos, bem como a arrecadação de dízimo, contribuições e ofertas a qualquer título, sob pena de descredenciamento.

Art. 14 – O agente religioso que se envolver sentimentalmente com algum dos internos ou se comportar de maneira inadequada poderá ter seu credenciamento cancelado...


O CAPELÃO PRECISA TER: 1. O chamado para ministrar. (Efésios 4:1) 2. Vida santificada. (Êxodo 39:30) 3. Vida consagrada. (Mateus 17:14-21) 4. Amor pelos aflitos. (Tiago 1:27) 5. Conhecimento bíblico. (I Timóteo 2:15) 6. Fé que o Senhor é capaz de operar. (Mt 10:8; Mc 16:17-18) 7. Cortesia ao se relacionar com doentes e detentos. (At 2:47) 8. Espírito de misericórdia. (Lucas 10:30-37) 9. Humildade, submissão às autoridades. (Mateus. 25:14-30)


O CAPELÃO DEVE RESPEITAR AS AUTORIDADES Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de Deus; e as que existem foram ordenadas por Deus. (Rm 13:1) O Capelão evangélico, assim como todo bom discípulo do Senhor Jesus Cristo deve respeitar as autoridades superiores. Toda autoridade é constituída por Deus. Exemplos de algumas autoridades que devem ser respeitadas pelo Capelão Evangélico no desempenho de sua missão: O médico, os policiais, os agentes penitenciários. O Pastor da igreja é uma autoridade constituída por Deus sobre o capelão.


O que pode fazer e levar: Dependendo da Unidade Prisional


O que nĂŁo pode fazer e nĂŁo pode levar:


Atrás dos muros tem: • Arrependidos • Culpados • Inocentes • Desviados • Almas... =>Homens de Deus<=


O que sentem falta:

• Dos pais • Dos filhos e esposa • Banho quente • Coca cola e pizza • Pipoca • Ar puro


O que pensam:

• Fugir • Suicídio • Matar mais ao sair • Traficar mais ao sair • Roubar mais ao sair • Vingança


Projeto Pioneiro â&#x20AC;&#x201C; Capelania aos Familiares dos recuperandos


Projeto Pioneiro â&#x20AC;&#x201C; Capelania aos Familiares dos presos (recuperandos)


Rรกdio Capelania


Capelania â&#x20AC;&#x201C; Projetos - CPPP


Capelania â&#x20AC;&#x201C; Projetos - CPPP


Igrejas que exercem Capelania nas Penitenciรกrias


Capelania â&#x20AC;&#x201C; Projetos - CPPP


PROJETO JUNTOS PELA PAZ

40º BATALHÃO DA PM DE RIBEIRÃO DAS NEVES-MG


Capelania Escolar


Plantão 24 horas Emergências Criança ou Adolescente em situação de risco


Metas do Novo Conselho Tutelar 2005 a 2009 * Fortalecer a Base que é a Família; * Parceria com as Escolas e Entidades; * Corrigir Interpretação Errada do ECA; * Visitar todas Escolas com Palestras; * Assessorar o Executivo Local na formulação de Políticas Públicas sendo uma das atribuições na Lei Federal 8.069/90 * Melhorar a Imagem do Próprio Conselho Tutelar na Comunidade.


Capelania Escolar Alunos e profissionais da escola podem procurar uma palavra de esperança, de fé, podem ser realizados cultos ecumênicos, apresentações de musica e teatro, enfim use a criatividade. O Projeto Pais Nota 10 tem feito a diferença e abençoado muitas vidas e famílias nas escolas, começou na cidade de Ouro Preto onde visitei mais de 50 escolas municipais, estaduais, creches, particulares, com o Projeto Pais Nota 10. Palestras que abordam temas voltados para a família, o resgate de valores, a quebra de autoridade em casa, limites. São bate papos com alunos, pais e rede de ensino, além de reunião específica só com os diretores das escolas. A experiência como professor de Educação Religiosa para alunos de 5ª à 8ª série me ajudou muito.


Cursos: Elaboração, Captação de Recursos e Gestão de Projetos Sócioambientais Incidências no Ciclo Orçamentário, Legislativo e Mídia Sistema de Informação para Infância e Adolescência Capacitação para Conselheiros Tutelares

Programa de Educação Afetivo-Sexual Elaboração de Projetos Sociais


Conferências: I Conferência Municipal da Melhor Idade – Ouro Preto-MG VI Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente – Ouro Preto-MG VI Conferência Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente – Belo Horizonte-MG

VII Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente – Brasília-DF

Seminários e Congressos XXI Congresso da Ass. Magistrados e Promotores de Justiça da Infância e Juventude VI Seminário Pró-Conselho (A cidadania das crianças e dos adolescentes e seu impacto na democracia) VII Seminário Pró-Conselho (Conselhos articulados para o desenvolvimento)


Encontros Intermunicipais de Conselheiros Tutelares II Encontro – Piranga-MG

III Encontro – Lagoa Dourada-MG X Encontro – Mariana-MG


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CAPELANIA HOSPITALAR


O que é Capelania Hospitalar? É aquela realizada nos hospitais e casas de saúde pública. É a prática do amor por Cristo e pelo próximo.

É o serviço que visa dar assistência aos enfermos em vários estágios, nos diversos hospitais, visitando auxiliando, evangelizando, confortando, e ministrando os ensinamentos da Bíblia.


UTILIZAÇÃO DA CAPELA ECUMÊMICA Por falta de conhecimento de seus direitos os evangélicos não utilizavam as capelas ecumênicas. Motivo pelo qual os padres tomaram conta destes espaços para realização de suas missas como se elas pertencessem somente à igreja católica. As capelas ecumênicas pertencem a todas as religiões. Os capelães evangélicos devem tomar seus lugares por direito e explorar as capelas ecumênicas para realização de cultos evangélicos.


Missão da Capelania Hospitalar É um trabalho humanitário de solidariedade, uma tênue luz de esperança, confortando e ajudando o enfermo a lidar com a enfermidade, a engajar-se ao tratamento médico indicado, e até mesmo a preparar-se para enfrentar a morte, quando não há expectativas de cura, apresentando a graça, a misericórdia e o amor de Deus, e a vida eterna em Jesus Cristo. A Capelania Hospitalar tem como missão atuar nos hospitais através de voluntários capacitados que levam amor, conforto e esperança aos pacientes, aos familiares e aos profissionais da saúde. Apresentando a fé cristã através do atendimento espiritual, emocional, social, recreativo e educacional, sem distinção de credo, raça, sexo ou classe social.


Normas do Hospital 1) Apresentar-se adequadamente. 2) Estar preparado para enfrentar circunstâncias adversas, pois, o doente pode apresentar sintomas tais como: frustrações, ansiedade, dor, desespero, problemas emocionais ou de religiosidade. Nunca esquecer de levar uma palavra de fé, esperança e principalmente de amor. 3) Respeitar o espaço de outros enfermos ou visitantes, como por exemplo: ao orar por alguém, que seja uma oração breve e objetiva. 4) Levar sempre em suas visitas para deixar com as pessoas atendidas folhetos e literaturas. 5) Sempre obedecer as normas do hospital em suas visitas. 6) Lembrar que o paciente tem suas necessidades, permita que ele expresse suas necessidades e sentimentos.


Normas do Hospital 7) O capelão vai ao hospital em nome de Jesus, portanto deve demonstrar sempre amor, carinho, levando conforto, confiança e esperança. 8) Tomar sempre cuidados para evitar contato com uma doença contagiosa, mas sempre cuidadoso também para não ofender o paciente. 9) Sempre que possível aproveitar a capela do hospital e realizar trabalhos evangelísticos. 10) A cada visita o capelão deve avaliar-se, e procurar sempre melhorar sua atuação a cada visita.


Cuidados necessários 1) Se estiver doente não visite. 2) Não falar de suas experiências hospitalares, você não é o paciente. 3) Não faça criticas ao hospital ou questione diagnósticos ou tratamentos médicos. Você não é o médico. 4) Não deitar ou sentar no leito do paciente. 5) Não entrar em quartos ou enfermarias, sem antes bater na porta. 6) Não prometer curas em nome Deus. 7) Não falar em tom alto ou baixo demais. Procure falar em tom normal. 8) Não comente com um paciente as informações colhidas com outro paciente, isto provoca a falta de credibilidade ao capelão. 9) Não forçar o paciente a falar ou fazer o que ele não deseje. 10) Não comer a comida do paciente. 11) Não levar alimento ao paciente. L. Não demorar muito na visita.


Paciente na UTI A UTI nasceu da necessidade de oferecer suporte avançado de vida a pacientes agudamente doentes que por ventura possuam chances de sobreviver. É um ambiente de alta complexidade. O capelão pode ter acesso à Unidade de Terapia Intensiva de um hospital, mas precisa conhecer as regras. Com certeza você terá que vestir uma roupa especial, além de ter que lavar as mãos na entrada e na saída. O tempo normalmente é limitado. Se a pessoa está em coma, observe o seguinte: Fale baixo perto dela e não comente sobre ela, sobre seu estado, nada que possa desgasta-lá. Está provado que a pessoa em coma, recebe mensagem. Por isso ao falar tenha o cuidado de fazê-lo compassadamente e com voz mansa. Recite versículos bíblicos fáceis, fale do amor de Jesus, de perdão, Encoraje-o a confiar em Jesus como seu Salvador e Senhor. Ore, pedindo a Deus por ele, da melhor maneira que sentir no momento e agradeça a Deus por ele.


A oração em hospitais A oração em hospitais se não atentarmos para alguns detalhes, ao invés de ajudar pode até atrapalhar se não for feita sabiamente. 1. Uma só pessoa – Não é aconselhável uma reunião de oração. Apenas uma pessoa deve orar. Um período muito longo de muitas orações, cada um de um jeito e em tons diferentes de voz, pode criar problemas emocionais no enfermo. 2. Voz Suave – Não de deve fazer aquela oração gritada, com exaltação de voz. Oração é conversa com Deus. Portanto, o que vai fazer efeito é a fé e não o efeito psicológico de palavras fortes. 3. Sem encenações – Não faça encenações, não provoque expectativas, não dramatize suas orações. Faça tudo naturalmente. Qualquer alterações nas emoções do paciente pode ser prejudicial. 4. O pedido – Ponha a pessoa nas mãos de Deus e peça-lhe que realize a Sua vontade em sua vida. Não insinue na oração que Deus tem que curar. 5. Se o enfermo quiser orar – Se estiver lúcido, deixe-o orar também, mas sob vigilância. Se ele se emocionar e chorar, continue a oração você mesmo e encerre-a imediatamente.


Capelania Social


Capelania Social A Capelania de Ação Social pode ser realizada em qualquer lugar, porque pessoas necessitadas existem em todos os lugares: nas casas, nas igrejas e principalmente nas ruas. São muitos os mendigos que morrem nas ruas por causa do frio, ou consequentemente adquirem doenças por causa do frio. O Capelão precisa entender que pessoas com a barriga vazia não lhes darão ouvido, pois a fome física perturba a mente. Temos que nos compadecer dos necessitados buscando soluções para seus problemas de natureza física. Fazer Capelania de Ação Social é alimentar os famintos, não só espiritualmente, mas também fisicamente.


Capelania Social


Capelania Social


Capelania Social


Apostila revisada para pdf capelania CONIAP  

APOSTILA DO CURSO DE CAPELANIA - CONIAP

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