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NOSSA F

MÍLIA

Informativo da Paróquia Sagrada Família de Marília Maio/Junho 2014 - Ano I - Nº I

“Peçamos à Virgem Maria que nos ensine a viver a nossa fé nas ações de cada dia, e a dar mais espaço para o Senhor.” Papa Francisco


Nossa Família

Maio/Junho 2014

Palavra do Padre

Estamos iniciando um novo formato do informativo paroquial desejando que seja mais lido, atrativo e valorizado. A equipe de trabalho da revista espera que cada paroquiano se sinta mais representado e com mais espaço de formação e informações, aproveitando os recursos modernos de fotografia e das comunicações em redes sociais, estando mais presentes e pertos dos nossos eventos e acontecimentos vividos na comunidade paroquial e na Igreja de modo geral. Que essa iniciativa possa prosperar e que a abundância da graça de Deus possa nos assistir nesse ousado empreendimento. Que as virtudes da Sagrada Família estejam presentes no seio de nossas famílias e comunidade. Paz, bênçãos e alegrias pascais a todos! “UMA VIDA SOFRIDA DE TRISTEZA E SONHO SEM ESPERANÇA...” Irmãos e irmãs, querida família paroquial, no último domingo dia 27 de abril, fomos surpreendidos, com uma carta que me chegou por um amigo. Essa carta foi escrita por uma criança de 10 em uma cidade perto de Marília. Essa carta foi lida na missa e nos perguntamos sobre quais os caminhos para mudar essa situação que fere a dignidade da vida humana, de modo particular rouba os sonhos e as esperanças dos nossos filhos. Transcrevo essa carta e fico a espera de ideias e pistas para mudar essa situação. “Oi meu coelhinho da páscoa, sou Gustavo, tenho 10 anos, venho nesta páscoa pedir socorro que me ajuda porque nesta páscoa sonho e gostaria muito de ganhar uma cesta de chocolate pra mim repartir com meus 2 irmãos porque minha mãe está sem emprego e por esse motivo ela não pode comprar nada pra nós. Muitas vezes falta até o que comer pra nós, uma vida sofrida de tristeza e sonho sem esperança, por isso peço por favor, venha realizar nosso sonho e nos trazer de volta nossa esperança porque é muito triste querer e não poder comprar nada de gostoso, agora só depende do seu bom e humilde coração, que Deus o abençoe. Feliz páscoa”. Eis aí um profundo pedido de ajuda. Quem são os responsáveis de roubar a esperança e o futuro destes nossos meninos e meninas? Com muita determinação e coragem não podemos aceitar que a injustiça, a corrupção e as falcatruas continuem vitimando o futuro de nossas crianças. A “Igreja é advogada da justiça e defensora dos pobres” façamos valer essa forte afirmação do Documento de Aparecida. Nossa Senhora da Esperança, interceda por nós e ilumine nossas ações. Pe. Edson de Oliveira Pároco

O véu e o silêncio Ninguém acende uma lâmpada e a cobre com um vaso ou a põe debaixo da cama; mas a põe sobre um castiçal, para iluminar os que entram (Lc 8, 16). O Senhor vem acendendo lâmpadas ao longo da história, sinalizando o caminho da salvação. A partir do encontro com Deus no monte Sinai, onde Moisés recebe as tábuas da lei, a pele de seu rosto se torna brilhante a ponto de todos os israelitas não ousarem aproximar-se dele. Moisés cobre o seu rosto com um véu escondendo a manifestação da glória de Deus que fazia brilhar o seu rosto. O maior, nascido de uma mulher, João Batista, torna-se menor no Reino dos Céus. Como ele mesmo disse: Eu não sou digno de tirar-lhe as sandálias. José teve aos seus cuidados, nada mais nada menos que a virgem Maria e o menino Jesus, o nosso Salvador, no entanto, não temos uma palavra sua registrada nos evangelhos. Maria, envolvida pela força do Altíssimo, concebeu por obra do Espírito Santo, Jesus, o Filho de Deus. Conhecida como Virgem do Silêncio, viveu humildemente o seu papel de Mãe de Jesus. O escondimento de Moisés, a pequenez de João Batista, a discrição de José e o silêncio de Maria devem nos ensinar o valor da humildade na construção do Reino de Deus a nós confiada. Quem quiser ser o primeiro assuma o último lugar, não devemos brilhar mais que Jesus, pois o servo não é maior que o Senhor. Ismael Augusto de Mello Fraternidade Amigos da Cruz Pastoral Vocacional

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Maio/Junho 2014

O que aconteceu?

De mãos dadas - Jovens da Sagrada Juventude visitaram idosos do Lar São Vicente de Paulo

Convidados a servir - Nesta quinta-feira santa fomos convidados a repetir o gesto de Jesus

Deus no silêncio - Retiro paroquial mostra a importância de se silenciar para ouvir a Deus

Mistério da Cruz - Foi o dia de contemplarmos o sacrificio que salvou a humanidade

Unidos no Terço - Famílias rezam o terço juntas na semana santa

Luz de Cristo - Vigília pascal nos traz o salvador que venceu as trevas

Mais fotos e informações você encontra em nosso site: sagradafamilia.paroquia.net.br ou pelo Facebook: www.facebook.com/paroquiasagradafamiliademarilia

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Maio/Junho 2014

Vocações

A felicidade do sacerdócio Com alegria acolho o convite da revista Nossa Família para redigir artigos ao longo de suas edições num espaço destinado à formação cristã. Nesta primeira edição, propomos a reflexão quanto ao aspecto da vocação cristã associado mais especificamente ao meu chamado ao sacerdócio. Num primeiro momento vos chamo a atenção ao verbete vocação, do latim vocare, o aspecto significativo do chamado. Todos nós somos chamados: primeiramente à vida, como dom prescrito por Deus; à fé, enquanto encontro pessoal com Cristo e à vocação específica, dispondo-se ao amor-serviço em comum, sendo Igreja. A partir da lógica que explanamos acima, em referência a Teologia das Vocações, podemos assim dizer que nos é atribuído a característica de vocacionados. Daí nos insurge a busca de encontrarmos a própria vocação, proveniente de uma resposta livre e bem discernida, na qual se estabelece a realização pessoal da própria felicidade. Entendamos aqui a felicidade não num aspecto superficial, de euforia, mas uma alegria que se realiza mesmo diante das adversidades do viver, ou seja, nos momentos bons e não tão bons. Creio que foi na busca do que designa ser tal felicidade que me deparei com o chamado ao sacerdócio. Longe de mim, apresentar esta descoberta como algo fantasioso. Mas, na ocasião de decidir ou não, foi travada uma grande luta interna em meio às mudanças externas que a mesma acarretaria. Primeiro ao pensar na carreira profissional que poderia alcançar. Depois a questão matrimonial e também ter que deixar meu sonho de ser um músico famoso. Perderia com tais decisões a minha liberdade? Não foi fácil, pois toda decisão é acompanhada de renúncias. Porém, as dúvidas foram alavancas para as respostas, e o ser Igreja, isto é, a vida em comunidade foi fundamental para tal descobrimento. Foi em meio a testemunhos de amor a Jesus Cristo e a Igreja tanto de leigos como de padres, que pude perceber que todos temos um lugar, e o meu também estava a me esperar. No seminário há cinco anos, com o curso de filosofia concluído e iniciando o curso de teologia, vivenciando um momento memorável de plena construção vocacional, percebo que desde minha concepção e o ser educado na fé cristã, um processo catequético que se deu

início no mergulhar das águas do santo batismo e que se culminou com o sacramento da confirmação, que consequentemente se desenvolveu o aspecto específico vocacional em minha vida. Em meio à nossa condição humana, limitada, travamos uma briga interna ao colocar a própria vontade à frente vontade da divina, risco que corremos diariamente. No entanto, foram precisos vinte e sete anos, idade com que iniciei o processo formativo para identificar o que designa ser: entregar-se a vontade de Deus sem deixar de lado a própria história. Inseguranças, dúvidas e incertezas sempre rondaram e continuam a se fazer presente mediante essa tomada de decisão. Mas, o fator fundamental que me permite hoje escrever este pequeno texto, é descobrir que as minhas certezas, naquilo que hoje estou, estão fundamentadas nas certezas do que ainda não sou. Que a exemplo da Virgem Maria em seu sim a Deus, possamos também nós, impulsionados pela ação do Espírito Santo, sermos encorajados a viver uma felicidade plena, num ato de fé nos lançando à vontade de divina, certos de que “a Deus nenhuma coisa é impossível.” (cf. Lc 1, 37). Edson Luís Barbosa da Silva, 31 anos, é natural de Marília. Seminarista do 1º ano do curso de Teologia da Diocese de Marília, atua no estágio 2014/2015 na Paróquia de Sagrada Família.

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Nossa Família

Maio/Junho 2014

Pascom entrevistacendo nossa religião

O amor que nasce do batismo A cada primeiro domingo do mês, novos cristãos nascem no seio da Sagrada Família, abençoados pelas mãos sacerdotais, dos pais, padrinhos, amigos, visitantes e, em especial, de um grupo de abnegados ministradores deste sacramento primaz da igreja. Antes do ato, está o tato de uma meia dúzia de casais que, embora limitados pela ausência de tantos outros braços, se fazem presente de fato e até antecipam o que será celebrado. Exortam, ensinam, relatam. Eis a Pastoral do Batismo: o esforço do amor renovado. Entre os poucos, há quem já tenha sido banhado decididamente por essas águas do compromisso. Grato exemplo de perseverança é o casal Paulo e Fernanda, cuja própria união matrimonial nasceu dos mananciais que só a vida comunitária produz.

Com o testemunho de uma vida dedicada ao trabalho da igreja, Paulo alertou que o calendário do cotidiano não é empecilho para o serviço na comunidade. “É possível conciliar. Pois é aqui (na igreja) que estou colocando o meu coração”.

Membro há 19 anos e atual coordenador da Pastoral do Batismo, Paulo é ex-membro do extinto grupo Josafa (Jovens da Sagrada Família), tem formação mariana, a exemplo da esposa, com quem, até pouco tempo, também exercia o ministério da Eucaristia.

Ao final da entrevista para a Pascom, Paulo recorreu às águas para ilustrar o convite, destinado a todos que queiram também navegar pela Pastoral do Batismo. “O barquinho é a gente e o mar é Cristo. Vamos entrar nesse mar”, concluiu.

“Não vemos isso como um fardo. É difícil achar mais pessoas realmente comprometidas”, comentou o casal em entrevista à Pascom (Pastoral da Comunicação) da Sagrada Família – a íntegra da conversa pode ser conferida em vídeo no Facebook da paróquia.

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Maio/Junho 2014

O que vem por ai!!!! PROGRAMAÇÃO DE MAIO

PROGRAMAÇAO DE JUNHO

Dia 4 - Encontro de Fé e Política na Fajopa – 8h. Dia 5 a 11 - Semana Vocacional

De 2 a 6 de junho – Semana Intensiva de teologia – “A alegria do Evangelho”. Dia 7 – Sábado - Encontro de namorados

Dia 5 - Segunda - Terço vocacional com a família na Igreja Dia 6 - Terça - Missa do Cristo Peregrino com oração vocacional Dia 7 - Quarta – missa com oração vocacional Dia 8 - Quinta com oração vocacional Dia 9 - Sexta - Missa vocacional - 19h30 Dia 10 - Sábado – Ofício da Imaculada – 7h30 Dia 10 - I Encontro Paroquial de Mulheres – 14h

Dia 8 – Domingo de Pentecostes. Dia 13 – Sexta - Missa festiva de Santo Antonio – 20h Dia 19 – Quinta - Corpus Christi. Dia 24 – Terça - Missa sertaneja e Festa junina – 20h

Dia 10 - Missa com os casais do ECC – 19h30 Dia 17 - Feira do Artesanato e sobremesas – das 8h às 15h

Dia 27 dia do Sagrado Coração de Jesus – 19h30

Dia 17 - Show de prêmios – 20h Dia 26 a 30 - Retiro do Clero Dia 31 - Dia paroquial de Adoração Eucarística das 8h30 às 19h30

Feijoada Beneficiente 13/07/2014 (já a venda)

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Palavra do Papa

Na cruz, quando Cristo suportava em sua carne o dramático é do agrado do Senhor que falte à sua Igreja o ícone feminino. encontro entre o pecado do mundo e a misericórdia Ela, que O gerou com tanta fé, também acompanha «o divina, pôde ver a seus pés a presença consoladora da resto da sua descendência, isto é, os que observam os Mãe e do amigo. Naquele momento crucial, antes de mandamentos de Deus e guardam o testemunho de declarar consumada a obra que o Pai Lhe havia confiado, Jesus» (Ap 12, 17). Esta ligação íntima entre Maria, a Jesus disse a Maria: «Mulher, eis o teu filho!» Igreja e cada fiel, enquanto de maneira E, logo a seguir, disse ao amigo bem-amado: diversa geram Cristo, foi maravilhosamente “A lé m d isso, «Eis a tua mãe!» (Jo 19, 26-27). Estas expressa pelo Beato Isaac da Estrela: «Nas cada alma fiel palavras de Jesus, no limiar da morte, não Escrituras divinamente inspiradas, o que exprimem primariamente uma terna se atribui em geral à Igreja, Virgem e Mãe, é igualmente, preocupação por sua Mãe; mas são, antes, aplica-se em especial à Virgem Maria (...). a seu modo, uma fórmula de revelação que manifesta Além disso, cada alma fiel é igualmente, a esposa do Verbo seu modo, esposa do Verbo de Deus, mãe o mistério duma missão salvífica especial. Jesus deixava-nos a sua Mãe como nossa de Cristo, filha e irmã, virgem e mãe fecunda. de Deus” Mãe. E só depois de fazer isto é que Jesus (...) No tabernáculo do ventre de Maria, Cristo pôde sentir que «tudo se consumara» habitou durante nove meses; no tabernáculo (Jo 19, 28). Ao pé da cruz, na hora suprema da nova criação, da fé da Igreja, permanecerá até ao fim do mundo; no Cristo conduz-nos a Maria; conduz-nos a Ela, porque não conhecimento e amor da alma fiel habitará pelos séculos quer que caminhemos sem uma mãe; e, nesta imagem dos séculos». materna, o povo lê todos os mistérios do Evangelho. Não Evangelii Gaudium 285 ( Alegria do Evangelho)

Papas e santos Dia 27 de abril, domingo da misericórdia, aconteceu em Roma a canonização dos Papas João XXIII e João Paulo II. Esses dois grandes homens de Deus marcaram esses últimos 50 anos da Igreja. Que São João XXIII e São João Paulo II intercedam a Deus, por nossa paróquia e como comunicadores que foram, nos ajudem nesse novo trabalho da revista paroquial.

Coleta é exemplo de solidariedade Com imensa alegria comunicamos que nossa paróquia arrecadou no Domingo de Ramos da Solidariedade a expressiva quantia de R$ 9.251, 32. Deus abençoe a todos e sintamos muito orgulho desse gesto tão generoso.

Pastoral da Comunicação - Paróquia Sagrada Família - Tiragem: 700 exemplares contato: 99806-6080/pascomsfamilia@gmail.com

Nossa Família Edição 01  

Nossa Família Edição 01 Maio e Junho de 2014

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