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CARAMBEÍ PREFEITURA MUNICIPAL

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Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal

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2011 ANO HOLANDA-BRASIL

25 de Outubro de 2010

Fascículo

Nº 10

Almanaque Imigrantes é uma publicação do Programa de Patrimônio Cultural do Parque Histórico de Carambeí

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EDITORIAL H

As relações entre Holanda e Brasil começam a se intensificar com a proximidade de 2011 e dos eventos comemorativos do centenário da imigração. Seja através das celebrações nas comunidades descendentes, que já possuem um cronograma comum, ou através das iniciativas culturais independentes, tudo se encaminha para um momento memorável. Nesta edição, uma volta pelo cooperativismo de base holandesa e sua importância no Brasil, boas práticas ambientais, obras no Parque e adesão de novos patrocinadores. Além disto, acontece neste momento em Brasília uma belíssima mostra do grande artista holandês M.C. Escher, que nos permite compreender uma pouco mais do espírito criativo desta etnia tão marcante em nosso país. Veja no site do Parque Histórico a programação completa da exposição.

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VARIEDADES H

TETRAPAK é a mais nova integrante do Parque Histórico A grande companhia fabricante de embalagens acaba de se integrar ao projeto do Parque Histórico de Carambeí. Verificando uma oportunidade de reforçar sua marca e posicionamento junto aos públicos de agronegócios e à comunidade em geral, através da responsabilidade social, atuará como fomentadora de conceito. Participará da formação do Museu do Leite e Derivados, como mecanismo de apresentação da evolução dos processos produtivos de industrialização deste alimento essencial. A parceria está embasada na utilização de incentivos fiscais oriundos da Lei Rouanet de Incentivo à Cultura, que já é aplicada nos diversos projetos realizados no parque, especialmente na museologia, publicação de conteúdo e eventos de celebração.

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Obras no Parque Histórico em evolução H

As obras no Parque Histórico de Carambeí estão em pleno vapor. Com a Casa da Memória bem organizada e seus acervos em fase final de catalogação para inscrição no Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), outras etapas do Parque começam a ganhar formas. O foco agora está no conjunto da Vila Histórica de Carambeí, segunda estrutura museal, que já está com suas fundações instaladas, prontas para receber as estruturas com madeiras certificadas, que foram fornecidas pela Associação Paranaense das Empresas de Base Florestal (APRE), tudo proveniente de florestas plantadas. Juntas, a Casa da Memória e a Vila Histórica representarão 80% das alas museais do Parque. Outra obra em andamento é a terraplanagem do Espaço das Águas, em fase de finalização. Ali, além das diversas tecnologias de controle de águas desenvolvidas pelos holandeses, será instalada uma escola modelo para o estudo do tema água, como bem natural da humanidade, e seu controle sustentável. Para a Festa do Centenário da Imigração Holandesa nos Campos Gerais, o Parque Histórico de Carambeí estará pronto em mais de 50% de suas áreas planejadas, dando a exata dimensão deste grande projeto de Cultura e Turismo. • Veja mais fotos no site:

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PRESENÇA HOLANDESA • Cooperativismo de base holandesa no Brasil H

Na Europa o cooperativismo lançou suas bases durante o séc. XVIII sob várias formas e para diversas funções associativas. Diversas cooperativas de crédito rural foram criadas na Holanda, a partir de 1896, seguindo o modelo de Friedrich Raiffeisen. Em meados de 1800, Raiffeisen idealizou um sistema onde a poupança dos próprios produtores rurais seria utilizada para fornecer suporte financeiro por meio de crédito.Em 1898 nasceram duas organizações centrais na Holanda: as Associações

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de Cooperativas dos Bancos Raiffeisen e do Banco de Crédito da Cooperativa Central de Produtores Rurais. No ano de 1972, estas duas associações se uniram e converteramse no Rabobank (Cooperatieve Raiffeisen Boerenleenbank), a maior cooperativa holandesa. Neste ano, através de seu braço de desenvolvimento, o Rabo Financial Institutions Development , o Rabobank firmou parceria com o Sicredi aqui no Brasil, um dos principais Sistemas de Crédito Cooperativo

Dados gerais das cooperativas (ano de 2009)

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da América Latina. Se na Holanda o expoente dos ramos cooperativos é o de créditos, no Brasil esse lugar é pertencente às cooperativas do ramo agroindustrial. Apresentamos agora um panorama das quatro cooperativas agroindustriais de base holandesa em atividade no país. Apontamos para o fato de existirem outras cooperativas que contam com a participação de descendentes holandeses, ainda que não tenham sido seus fundadores, como a Cotrijal, em Não-Me-Toque, RS.


Fruto da união dos primeiros holandeses que habitaram os Campos Gerais, mais precisamente em Carambeí, a cooperativa iniciou suas atividades em 1925, com o nome de Sociedade Cooperativa Hollandesa de Laticínios, produzindo manteiga e queijo, que eram comercializados em Ponta Grossa, Castro, Curitiba e São Paulo. Três anos se passaram e a Sociedade deu origem à marca Batavo, que hoje é conhecida nacionalmente no ramo de laticínios e frios. A partir de 1943, com a chegada de novos imigrantes, o quadro social da cooperativa se expandiu e teve início o processo de diversificação da produção pecuária e a introdução da cultura mecanizada. Em 1951, o setor de laticínios transformou-se na Cooperativa Central de Laticínios – CCLPL – hoje Batávia S/A. Desde então, a Cooperativa Agroindustrial Batavo dirigiu

seu foco apenas para produção agropecuária, buscando atender aos seus associados na comercialização, aquisição de insumos e assistência técnica, a fim de que o produtor pudesse centralizar sua atenção apenas na produção. Desde a sua fundação, descendentes europeus e brasileiros fazem da Batavo um modelo de cooperativismo no país. Além da sede em Carambeí, possui unidades em Imbaú, Imbituva, Piraí do Sul, Ponta Grossa, Ribeirão do Pinhal, Teixeira Soares, Terra Nova, Tibagi e Tronco.

Localizada no município de Castro, Paraná, a Cooperativa Castrolanda, foi fundada em 1951 por imigrantes holandeses e até hoje mantém seus costumes e tradições. A atividade agrícola e a pecuária leitera são os principais ramos de atuação da cooperativa. Está situada em uma das mais importantes bacias leiteiras da região com uma considerável produção de grãos, principalmente soja e feijão. Hoje, a Cooperativa conta com 709 cooperados e possui unidades em Ponta Grossa, Piraí do Sul, Curiúva, Ventania e

em Itaberá, no estado de São Paulo. Hoje, a Castrolanda é uma das maiores das maiores cooperativas do estado, e possui capital bruto de R$ 901 milhões. Na Castrolanda a tradição e a produção agroindustrial se fundem em favor do desenvolvimento do país.

www.batavo.coop.br

www.castrolanda.coop.br

A Cooperativa Agropecuária Capal, foi fundada em Arapoti, em 1960, por 21 imigrantes holandeses. Em 1966, 5 brasileiros já faziam parte da Cooperativa que contava com um total de 55 sócios. A partir de 1973, os brasileiros começam a ser eleitos para integrar cargos na diretoria da Cooperativa e as reuniões, que eram feitas apenas no idioma holandês, passaram a ser realizadas em português. Os holandeses incentivaram essa abertura unindo seus conhecimentos de como plantar e cuidar do solo, ao dos brasileiros sobre a fertilidade das terras e o clima tropical, além do prestígio político e social. Já em 1976, construíram um sobreposto em Itararé, São Paulo, e uma Fábrica de Rações para atender

os pecuaristas da região. Criou também um posto de combustíveis com preços reduzidos, em 1985. Hoje, a Cooperativa possui unidades em Carlópolis, Taquarituba, Taquarivaí e Wenceslau Braz. É pela preocupação com o associado e trabalho incessante que a Capal também é referência entre as cooperativas de todo o país.

A Cooperativa Agroindustrial Holambra foi fundada em 1960 em Holambra II, distrito do município paulista de Paranapanema, por um pequeno grupo de holandeses. Na medida que mais imigrantes chegavam ao Brasil, a cooperativa foi crescendo. Na mesma década, arrendaram terras e construíram barracões, graneleiros, postos de combustível, residências, mercados, hospitais, escolas, igrejas e estradas. Primeiramente, a Cooperativa era responsável por disponibilizar insumos, vender a produção e oferecer assistência técnica, contábil e financeira, desse modo, o agricultor preocupava-se apenas com a produção. Na década de 80, devido à crise em setores produtivos do mercado nacional, a Cooperativa passou a apostar também na produção de frutas e flores. No final da década de 90 passou por grandes mudanças. Extinguiram-se a divisão administrativa e reduziu-se o corpo

gerencial das demais divisões, as assistências técnicas foram terceirizadas, assim como a funilaria industrial e as equipes de crédito. Foram vendidos imóveis e lotes urbanos. Toda uma nova reengenharia de gestão foi implantada para adequar a cooperativa às novas realidades de mercado propostas. Atualmente, a Cooperativa Agroindustrial Holambra também integra os marcos referenciais do cooperativismo brasileiro e possui, além da sede em Paranapanema, uma unidade em Taquarivaí e outra em Itapeva, esta em processo final de construção.

www.capal.coop.br

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BOAS PRÁTICAS • 5R (Reduzir, Reutilizar, Reciclar, Recusar e Refletir) H

A prática dos 5 Rs consiste em reduzir, reutilizar, reciclar, recusar e refletir sobre os resíduos produzidos por cada organização. Uma organização deve ter atitude sócio-ambiental responsável e pautar suas ações na conservação do meio ambiente com base nas práticas dos 5 Rs. A partir dessa edição, vamos conhecer “Boas Práticas” destes elementos de sustentabilidade ambiental. Um exemplo de produto com esse princípio é a embalagem longa-vida, 100% reciclável. É composta por papel (75%) proveniente de reflorestamento que, além de ser rótulo, tem por objetivo dar resistência a embalagem; plástico (20%) que isola o alumínio do

alimento e conserva a embalagem sem umidade; e o alumínio (5%), responsável pela proteção do alimento da luz, do oxigênio e da troca de aromas com o meio externo. Distribuídas em seis camadas, essa estrutura evita o uso de conservantes no alimento. As embalagens, quando dispensadas após o uso, são destinadas à reciclagem, com a separação do plástico, do alumínio e do papel, que podem ser reaproveitados devido às técnicas inovadoras desenvolvidas através de pesquisa científica.

PERSONAGEM

O fortalecimento da igreja com a vinda do pastor, aliada à união dos colonos em torno da cooperativa e uma boa escola, foram fundamentais para o desenvolvimento da colônia. Muller, que além de um pastor altamente vocacionado e qualificado, era também um administrador nato, foi essencial na administração da cooperativa, tendo sido inclusive seu presidente na década de 30. Bom músico, o pastor Muller criou e foi o dirigente do coral da igreja e também criou um grupo de danças folclóricas holandesas, em 1938, que fez muitas apresentações nas festas em Carambeí, Ponta Grossa e Castro. Além de pastor, administrador e músico, William Muller ainda exerceu o cargo de cônsul honorário da Holanda no Paraná durante muitos anos. A esposa Charlotte também desempenhou um papel importante em Carambeí, principalmente na área

WILLIAM E CHARLOTTE MULLER

O pastor William Vincent Muller e sua esposa Charlotte chegaram em Carambeí no ano de 1935, vindos dos Estados Unidos, ele holandês e ela norte americana. Foi o primeiro pastor efetivo que a pequena colônia protestante de Carambeí conseguiu.

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www.tetrapak.com.br pt.wikipedia.org/wiki/Reciclagem_de_embalagens_longa_vida/

LEITURA H

Os 50 anos de Holambra II, em São Paulo, estão retratados na obra “Holambra II 1960-2010: da Fazenda das Posses a Campos de Holambra”, de autoria de Kees Wijnen e publicação da editora Setembro. Holambra II é um distrito do município de Paranapanema que foi fundado por descendentes de holandeses que migraram de Holambra, também em território paulista, e fizeram da nova terra um local de prosperidade. O livro aborda como se deu este processo e como os fundadores desta colônia holandesa sempre mantiveram vivas as tradições da nação de seus pais.

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sanitária e de saúde, transmitindo conhecimentos básicos de higiene e enfermagem, principalmente às mulheres e moças da comunidade. Este trabalho resultou numa acentuada redução de doenças contagiosas que fustigavam, principalmente, as crianças. A dona Charlotte Muller foi também uma dedicada orientadora espiritual e social para os jovens da comunidade durante os dezesseis anos que passou em Carambeí. Era uma pessoa muito prestativa e bondosa e, por isto, querida por todos. O casal Muller também foi fundamental na constituição de outras colônias holandesas no estado: na fundação de Castrolanda, em 1951, e em Arapoti, no ano de 1960, desempenhando em ambas o papel de líderes comunitários e religiosos. As três comunidades holandesas do Paraná tem uma dívida de gratidão muito grande por este casal.

EXPEDIENTE H

APHC - Associação do Parque Histórico de Carambeí Presidente: Dick Carlos de Geus Vice-Presidente: Franke Dijkstra Secretário: Gaspar João de Geus Curadoria Executiva: Fábio André Chedid Silvestre - Núcleo de Mídia e Conhecimento Guilherme Klopffleisch - Mind Promo Business Almanaque Imigrantes: Realização: APHC - Associação do Parque Histórico de Carambeí Mind Promo Business Núcleo de Mídia e Conhecimento

Editores: Fábio A. Chedid Silvestre - Núcleo de Mídia e Conhecimento Tarás Antônio Dilay - Núcleo de Mídia e Conhecimento Revisão: Núcleo de Mídia e Conhecimento Colaboração: Luciano Tonon - Assessoria Cooperativa Agroindustria Batavo Assessoria de Comunicação Prefeitura Municipal de Carambeí Projeto Gráfico: Núcleo de Mídia e Conhecimento Arte e Um Pouco Mais Estúdio Gráfico Jornalista Responsável: Tarás Antônio Dilay - MT 22787

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Periodicidade: Quinzenal - Distribuição 1800 alunos “Projeto Vamos Ler” na rede estadual de ensino em Carambeí 3200 exemplares - Distribuição dirigida - 10.000 exemplares Região dos Campos Gerais na Edição de Domingo do Jornal da Manhã - Na WEB www.parquehistoricodecarambei.com.br e em redes sociais. ERRATAS NO SITE.

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2011 ANO HOLANDA-BRASIL

14 de Novembro de 2010

Fascículo

Nº 11

Almanaque Imigrantes é uma publicação do Programa de Patrimônio Cultural do Parque Histórico de Carambeí

F Os preparativos para as comemorações do centenário da imigração holandesa em 2011 estão em estado avançado. Muitos patrocinadores tem se mostrado interessados em participar do projeto e as obras da Vila Histórica ficarão prontas já no início do ano. Nesta edição, trazemos uma entrevista com o Presidente do Sistema OCEPAR, João Paulo Koslovski, uma breve

EDITORIAL H

narrativa sobre o pioneiro da indústria em nosso estado, o Barão do Serro Azul e um descritivo da importância de se reduzir o consumo de energia elétrica como ‘boa prática’ de sustentabilidade. Cabe aqui uma referência aos 200 anos da Fundação Biblioteca Nacional, completados no último dia 29 de outubro, o principal órgão de preservação bibliográfica do país, onde estão todos

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os projetos editoriais do Parque Histórico. Em nosso site, uma abordagem mais aprofundada sobre o aniversário da mais antiga instituição cultural do país. Ainda nesta edição, recomendamos o filme ‘O Preço da Paz’, produção paranaense que ilustra um momento da história de nosso estado onde os Campos Gerais tiveram uma ativa participação. Boa leitura.

VARIEDADES H

FIEP reúne-se no Parque Histórico de Carambeí O Parque Histórico de Carambeí recebeu, no dia 25 de setembro, a comitiva da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP). O grupo, formado por presidentes de sindicatos empresariais, diretores e funcionários, foi conhecer a estrutura e o programa de atividades voltadas para o Centenário da Imigração Holandesa no Brasil. Durante a visita, o diretor-presidente da Associação Parque Histórico de Carambeí, Dick Carlos de Geus, fez uma apresentação explicando a história da imigração holandesa no Campos Gerais e como a iniciativa dos imigrantes com a fundação da Cooperativa Batavo foi importante na história do cooperativismo do Brasil e no desenvolvimento da região “Para nós é importante mostrar a nossa história e a contribuição que pudemos dar ao nosso Estado”, afirmou Dick de Geus. • Veja a reportagem completa no nosso site:

Comitiva da FIEP e dirigentes do Parque Histórico.

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Representantes da Tetra Pak visitam PHC A Tetra Pak, nova parceira do Parque Histórico de Carambeí (PHC), realizou uma visita ao parque no dia 27 de outubro. Estiveram presentes a Diretora Executiva de Comunicação, Eliza Prado, e a Gerente de Comunicação Institucional, Eliane Campos. O objetivo da visita era conhecer pessoalmente o projeto e decidir em qual área a Tetra Pak poderia agir e estar presente dentro do parque. A princípio, a empresa atuará no Museu do Leite, podendo expandir sua presença no futuro. Eliza e Da esquerda para a direita: Gaspar João de Geus, Franke Dijkstra, Eliane Campos, Eliza Prado e Dick Carlos de Geus.

Eliane visitaram a Casa da Memória e o canteiro de obras da Vila Histórica.

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Veneza do Norte Considerada uma das mais belas cidades do mundo, Amsterdã, a cidade dos lendários canais, é a capital da Holanda. Seu nome é derivado de uma represa (dam) no rio Amstel. Localizase entre os rios Amstel e Schinkel, na chamada baia de IJ. A cidade destaca-se pelo seu setor financeiro, sendo o quinto centro financeiro europeu. Com mão-de-obra qualificada no setor logístico, a cidade destaca-se por sua infraestrutura que reúne um aeroporto internacional e um moderno porto marítimo.

PRESENÇA HOLANDESA H No início do século XVII, com a crescente imigração na cidade, Amsterdã colocou em prática um plano para a construção de canais de meio-círculo e concêntricos que se encontravam na baía do rio IJ. Foram feitos quatro canais: 3 residenciais (Herengracht ou Canal dos Lordes; Keizersgracht ou Canal dos Imperadores; e Prinsengracht ou Canal do Príncipe) e um canal de defesa (Nassau/Stadhouderskade). O plano ainda ligou os canais paralelos a esses novos quatros canais. Hoije, a maior parte da cidade são pôlders. A área urbana inclui os municípios de Aalsmeer, Amsterdã, Amstelveen, Diemen, Haarlemmermeer, OuderAmstel, Uithoorn, e Waterland. O tamanho da área

F Ildefonso Pereira Correia – “Pai do Desenvolvimento” do Paraná Em 1894 as tropas da revolução federalista vindas do Sul em marcha para o Rio de Janeiro ingressam pelo Paraná e cercam Curitiba. O então presidente do Estado, Xavier da Silva, havia se licenciado do cargo e seu vice, Vicente Machado, dada a possibilidade da tomada de assalto da cidade, transferiu a capital para Castro, sua cidade natal. Abandonada pelo poder estadual, Curitiba forma uma junta administrativa para cuidar da cidade. O líder do grupo era Ildefonso

REALIZAÇÃO:

urbana inteira atinge 896.96 km² mas só 718.03 km² é terra. A área conhecida como Grande Amsterdã (Stadsgewest Amsterdam) inclui a área urbana e as cidades satélites. O total desta área é de 1896,97 km² sendo 1447,36 km² constituído de terra. • Saiba mais sobre a cidade no site: www.iamsterdam.com/

PATRIMÔNIO CULTURAL H

Pereira Correia, o Barão do Serro Azul. Nascido em Paranaguá, em 6 de agosto de 1849, Ildefonso Pereira Correia cursou Humanidades no Rio de Janeiro e, ao voltar para o Paraná, iniciou atividades empresariais no ramo de produção de erva-mate. Posteriormente, atuou na exportação de madeira, na Companhia Ferrocarril de Curitiba, lançou as bases do Banco Industrial e Mercantil, comprou o jornal Diário do Comércio e foi diretor da Sociedade Protetora de Ensino. Neste meio tempo, foi eleito deputado provincial, presidente da Câmara de Curitiba e, por lutar pela causa abolicionista, recebeu da princesa Isabel o título de Barão do Serro Azul. O Barão de Serro Azul, ao liderar a junta governativa em Curitiba, conseguiu apoio de população para que fossem realizados empréstimos aos revolucionários federalistas em nome da proteção da cidade. O ato obteve su-

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cesso em seu objetivo, mas não impediu que o governo nacional considerasse o grupo como traidor. Na madrugada do dia 20 de maio de 1894, o Barão e mais cinco companheiros que estavam presos foram levados à Estação Ferroviária com a justificativa de que partiriam para a capital da república para o julgamento. Era uma emboscada: no caminho para Paranaguá, de onde embarcaria para o Rio de Janeiro, o grupo foi assassinado. Por 40 anos, Ildefonso foi tratado pela história como um traidor da pátria. Apenas após este tempo foram realizadas releituras sobre as ações do barão e seu lugar de honra na história começou a ser reconhecido. Em 2008, o nome Ildefonso Pereira Correia, o Barão de Serro Azul, foi inscrito no Livro dos Heróis da Pátria, depositado no Panteão da Liberdade e da Democracia, que possui hoje 20 heróis nacionais reconhecidos.


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ENTREVISTA H

industrializar e assim agregar mais valor à produção, propiciando o desenvolvimento de milhares de agricultores e dinamizando toda a economia regional. E por todo este trabalho é que a cooperativa Batavo está entre as melhores cooperativas brasileiras. Qual a dimensão do cooperativismo no Paraná hoje?

JOÃO PAULO KOSLOVSKI Presidente do sistema OCEPAR

Qual a importância dos 85 anos da Batavo Cooperativa Agroindustrial para o cooperativismo brasileiro? João Paulo Koslovski – A cooperativa Batavo é um exemplo de cooperação. É um orgulho para o cooperativismo do Paraná e do Brasil. Uma cooperativa que serve aos interesses dos associados, dando apoio técnico na produção agrícola e pecuária, promovendo o treinamento e a formação, desenvolvendo o cooperado e toda a sua família. Uma cooperativa que está ao lado dos produtores fornecendo insumos a preços competitivos, recebendo a produção para comercializar,

As cooperativas do Paraná devem fechar o ano de 2010 com um faturamento de 27,5 bilhões de reais, 550 mil cooperados e cerca de 60 mil empregos diretos. Em 2009, o setor recolheu cerca de 1,1 bilhão de reais em impostos. Atualmente, 2,3 milhões de paranaenses estão ligados economicamente às cooperativas. No Estado, já são 11 as cooperativas com movimentação econômica superior a 1 bilhão de reais, 10 delas sediadas e atuando no interior, incentivando a economia local em dezenas de municípios. As cooperativas fomentam o desenvolvimento econômico e social, geram empregos e renda e socializam seus resultados nos locais em que atuam. No ano passado, elas distribuíram 700 milhões de reais em sobras de exercício. Neste ano, o dia mundial do cooperativismo foi celebrado com o

tema “A Mulher e o Cooperativismo: Conquistas e Desafios para o Empoderamento Feminino”. Qual a sua visão sobre o tema? No Paraná, a mulher cooperativista tem voz ativa e, acima de tudo, está tendo o seu trabalho valorizado e reconhecido. Hoje, temos mulheres presidindo cooperativas de crédito e de transporte, outras em conselho de administração das cooperativas agropecuárias, sem falar na significativa presença feminina no quadro de colaboradores de todos os ramos, e em diversos cargos e funções. A presença feminina representa 12,14% do quadro social das cooperativas do Paraná e 32,14% do número de funcionários, com expressiva participação de mulheres no ramo agropecuário, o mais forte do setor cooperativista no Estado. Nesse segmento, elas respondem por 10% do quadro social e 29,28% dos funcionários. Ter a mulher como tema do dia mundial do cooperativismo foi positivo para aprofundar a reflexão sobre o importante e crescente papel feminino nos empreendimentos cooperativos. • Veja a íntegra da entrevista, no site do Parque Histórico: www.parquehistoricodecarambei.com.br

MARKETING CULTURAL

Vila Histórica de Carambeí sai do papel Estabelecido o primeiro núcleo social, o movimento da Vila crescia ano a ano e as famílias holandesas integraram-se a sociedade da época, construindo uma identidade própria através da agricultura e comércio com as cidades próximas. O resultado da integração à região impulsionou a organização dos primeiros negócios conjuntos, visando aumentar a produção e atender aos pedidos. A Vila de Carambeí começava a marcar sua presença na história do Paraná.

Para o Parque, a construção da Vila Histórica de Carambeí compõe uma das suas mais importantes alas. É nesta representação em tamanho natural que o visitante poderá observar como era a vida dos pioneiros no início do século XX, quando os primeiros holandeses chegaram à região. No programa de patrimônio histórico em execução, a Vila Histórica representa a consolidação de uma das etnias que imigraram para o Brasil e colaboraram na formação da nossa identidade nacional. Atividades pedagógicas voltadas para

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a preservação do patrimônio cultural, educação ambiental, noções de empreendedorismo e cooperativismo, sustentabilidade e desenvolvimento regional, serão alguns dos temas dispostos na Vila Histórica e que compõe o projeto. Por isso, a Associação do Parque Histórico planeja finalizar as obras antes das comemorações do centenário, em abril de 2011. Os projetos de jardinagem, iluminação, acessibilidade e conteúdo para cada casa da Vila, estão na sua fase final e poderão ser patrocinados a partir de 2011.


BOAS PRÁTICAS • A Prática dos 5R – Reduzir (horário de verão) H

O horário de verão foi idealizado na Inglaterra, em 1907, por Willian Willett, construtor londrino e membro da Sociedade Astronômica Real. A ideia era diminuir o consumo de luz artificial e estimular o lazer. No primeiro esboço, os relógios avançariam 20 minutos nos domingos de abril e seriam retardados na mesma quantidade nos domingos de setembro. Willett morreu em 1915, antes de ver sua idéia sair do papel em 1916, quando a Alemanha, primeiro país a fazê-lo, adotou o horário de verão. No Brasil, Getúlio Vargas foi o primeiro presidente a adotar o projeto no verão de 1931/1932, abrangendo todo

PERSONAGEM AUKE E MARIE DIJKSTRA

Auke nasceu na Holanda e veio para o Brasil junto com seus pais e irmãos em 1947, com a idade de 18 anos. No navio que trouxe a família Dijkstra também embarcou todo o plantel de gado leiteiro de propriedade do patriarca, Bauke Dijkstra. Foi o primeiro gado da raça

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o país. Em 1985/1986 o Brasil usou novamente o horário de verão, por conta do baixo nível de água nas reservas hidrelétricas. Hoje, o horário de verão vigora apenas nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal. Desde que surgiu, o propósito do horário de verão continua sendo o mesmo: reduzir. A redução do consumo de energia no horário de pico (entre 18h e 21h) não é a única vantagem apontada, já que a contenção de uma sobrecarga do sistema também é resultado desta

prática sustentável. Estimasse que nos últimos dez anos o Brasil deixou de gerar cerca de dois mil megawatts a cada ano e que houve redução média de 4,7% no consumo de energia no horário de pico, graças ao projeto de Sir Willian Willett.

holandesa PO (puro de origem) que Carambeí recebeu. Auke, já naqueles tempos, era um profundo conhecedor da genética do gado holandês. Conhecia a história de cada um dos animais que trouxeram. Ele foi o principal responsável pelo enorme melhoramento genético do gado desta raça em toda a nossa região, pois conhecia os melhores reprodutores (touros) na Holanda, muitos dos quais foram importados por sua orientação. O mesmo aconteceu mais tarde com a importação de sêmen congelado para inseminação artificial, aonde a sua atuação foi igualmente marcante. Durante muitas décadas participou da comissão pecuária e das diretorias da Cooperativa Batavo e Central de Laticínios aonde teve uma atuação destacada no setor da pecuária de leite. Sua esposa Marie, hoje com 88 anos de idade, nasceu em Carambeí. Ela foi uma das poucas jovens que saíram de Carambeí, para continuar os estudos

após o curso após o primário. Na década de quarenta do século passado lecionou na escola de Carambeí durante seis anos. Ela conta que com o salário que recebia como professora municipal mal dava para pagar a comida ,isto quando ela conseguia receber, porque aconteciam muitos atrasos e nas férias escolares nada recebia. Mais tarde foi trabalhar na Cooperativa Batavo, aonde foi uma das primeiras funcionárias oficialmente contratadas. A Marie lembra que muitas vezes tinha que ficar no escritório até a noite, esperando a entrada do último leite da tarde na fábrica, tendo que voltar para casa no escuro, o que lhe causava medo, pois muitas vezes esbarrava com animais na estrada. O casal continua residindo na bela propriedade rural aonde começaram a vida a dois há mais de meio século atrás.

www.zenite.nu educacao.uol.com.br/geografia/horario-de-verao.jhtm g1.globo.com/brasil/noticia/2010/10/comeca-o-horariode-verao-adiante-seu-relogio-em-uma-hora.html

LEITURA H

A Última viagem do Barão do Serro Azul, livro de autoria do historiador Túlio Vargas(1929-2008), ex-presidente da Academia Paranaense de Letras, é o retrato da vida do Barão do Serro Azul. A obra, publicada em 1973, serviu de referência para a produção do filme O Preço da Paz, em 2003, com direção de Paulo Morelli e roteiro de Walther Negrão. No elenco, importantes nomes das artes cênicas nacional, como Herson Capri, que interpretou o barão; Lima Duarte, Giulia Gam, entre outros. Vale a pena se aprofundar na história deste herói paranaense.

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• Fontes:

EXPEDIENTE H

APHC - Associação do Parque Histórico de Carambeí Presidente: Dick Carlos de Geus Vice-Presidente: Franke Dijkstra Secretário: Gaspar João de Geus Curadoria Executiva: Fábio André Chedid Silvestre - Núcleo de Mídia e Conhecimento Guilherme Klopffleisch - Mind Promo Business Almanaque Imigrantes: Realização: APHC - Associação do Parque Histórico de Carambeí Mind Promo Business Núcleo de Mídia e Conhecimento

Editores: Fábio A. Chedid Silvestre - Núcleo de Mídia e Conhecimento Tarás Antônio Dilay - Núcleo de Mídia e Conhecimento Revisão: Núcleo de Mídia e Conhecimento Colaboração: Luciano Tonon - Assessoria Cooperativa Agroindustria Batavo Assessoria de Comunicação Prefeitura Municipal de Carambeí Projeto Gráfico: Núcleo de Mídia e Conhecimento Arte e Um Pouco Mais Estúdio Gráfico Jornalista Responsável: Tarás Antônio Dilay - MT 22787

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Periodicidade: Quinzenal - Distribuição 1800 alunos “Projeto Vamos Ler” na rede estadual de ensino em Carambeí 3200 exemplares - Distribuição dirigida - 10.000 exemplares Região dos Campos Gerais na Edição de Domingo do Jornal da Manhã - Na WEB www.parquehistoricodecarambei.com.br e em redes sociais. ERRATAS NO SITE.

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BOAS PRÁTICAS • A Prática dos 5R – Reutilizar H

A prática da reutilização consiste em aproveitar algo mais de uma vez, independente se é na sua função original ou não. A reutilização tem uma contribuição muito importante, já que usufrui de bens que seriam acondicionados em aterros ou queimados, e diminui a necessidade de exploração em busca de matéria prima que seria necessária para a produção de novos produtos, poupando recursos naturais. Existem dois tipos de reutilização: a industrial e a doméstica. As indústrias reaproveitam os resí-

duos de seus processos produtivos, a fim de lhes dar destinação mais útil e ecologicamente correta, do que enviálos ao aterro. Porém, a maioria acaba esbarrando em leis que dificultam a reutilização dos materiais, em razão de conceitos extrativistas ainda arraigados nos processos produtivos. Quando se trata de reutilização doméstica, o que mais conta é a criatividade: é preciso refletir sobre como transformar determinado objeto no que precisamos e/ou queremos. Desde a reutilização em arte, como é o caso dos

artistas plásticos Hélio Leites, Naná Hayne, Jason Mecier e Vik Muniz. Mas não é necessário ser um artista para contribuir, já que a lista do que podemos fazer em casa é enorme: vai desde transformar frascos em vasos de plantas, usar pilhas recarregáveis, até separar o lixo de forma adequada.

PERSONAGEM

tão com 21 anos de idade, foi motivado pelo relato sobre Carambeí de Jan Verschoor, que emigrara para o Brasil em 1909. Devido a uma plantação que tinha perdido em uma enchente, o jovem de Geus ficou entusiasmado com a ideia de plantar acima do nível do mar. Imediatamente ele gostou de Carambeí e do Brasil e convenceu seu pai e sua família a também emigrarem, o que aconteceu em 1913.

produção do Brasil. Ele ocupou diversos cargos dentro da organização, chegando a ser seu presidente entre 1941 e 1959, quando o nome da empresa já era Cooperativa Mixta Batavo Ltda. Como era um dos poucos dirigentes que falava razoavelmente bem a língua portuguesa, era ele quem viajava para Castro, Ponta Grossa e Curitiba para os necessários contatos com autoridades e órgãos públicos.

LEENDERT DE GEUS

Leedert de Geus emigrou para o Brasil em 1911, junto com o seu irmão mais velho Arie. Eles foram os primeiros imigrantes que vieram a Carambeí diretamente da Holanda. Leendert, en-

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Em 1914, Leendert se casou com uma das filhas de Jan Vershcoor, em um dos primeiros casamentos realizados em Carambeí. Desta união surgiram 15 filhos, no decorrer das décadas seguintes. Leendert foi um dos fundadores da Cooperativa Hollandeza de Laticínios, em 1925, a primeira cooperativa de

• Fontes: www.fiesp.com.br/agencianoticias/2006/06/12/7308.ntc www.reutilizacaosolidaria.no.comunidades.net/ index.php?pagina=1795744569

Sua casa, construída em 1934, foi a primeira construção em alvenaria e também a primeira a ter telefone, em Carambeí. Era nesta casa que aconteciam as reuniões importantes da colônia e onde as visitas ilustres eram recebidas. O senhor Leendert de Geus faleceu em 1960, com a idade de 70 anos, após muito contribuir para a construção de Carambeí.

LEITURA H

Os grandes desafios do desenvolvimento passam pelo conhecimento. É fundamental para que todas as pessoas possam, em seu cotidiano, tomar decisões de consumo conscientes de seus impactos ambientais e sociais. É nesta linha de pensamento que o jornalista com pós-graduação em Gestão Ambiental, professor e criador do curso de Jornalismo Ambiental da PUC/RJ apresenta seu livro Mundo Sustentável. Quando o exemplo de André Trigueiro - que incorpora em seu trabalho todas as vertentes da sustentabilidade - for seguido por todos teremos uma sociedade mais capaz de decidir qual o futuro que deseja para si e para as futuras gerações. Trigueiro, André - Mundo Sustentável: abrindo espaço na mídia para um planeta em transformação / André Trigueiro – São Paulo: Ed. Globo, 2005. F H

EXPEDIENTE

APHC - Associação do Parque Histórico de Carambeí Presidente: Dick Carlos de Geus Vice-Presidente: Franke Dijkstra Secretário: Gaspar João de Geus Curadoria Executiva:

Fábio André Chedid Silvestre - Núcleo de Mídia e Conhecimento Guilherme Klopffleisch - Mind Promo Business Almanaque Imigrantes: Realização: APHC - Associação do Parque Histórico de Carambeí Mind Promo Business Núcleo de Mídia e Conhecimento

Editores: Fábio A. Chedid Silvestre - Núcleo de Mídia e Conhecimento Tarás Antônio Dilay - Núcleo de Mídia e Conhecimento Revisão: Núcleo de Mídia e Conhecimento Estúdio Texto - Cláudia Fonseca Colaboração: Luciano Tonon - Assessoria Cooperativa Agroindustria Batavo Assessoria de Comunicação Prefeitura Municipal de Carambeí Projeto Gráfico: Núcleo de Mídia e Conhecimento Arte e Um Pouco Mais Estúdio Gráfico Jornalista Responsável: Tarás Antônio Dilay - MT 22787

www.parquehistoricodecarambei.com.br

Periodicidade: Quinzenal - Distribuição 1800 alunos “Projeto Vamos Ler” na rede estadual de ensino em Carambeí 3200 exemplares - Distribuição dirigida - 10.000 exemplares Região dos Campos Gerais na Edição de Domingo do Jornal da Manhã - Na WEB www.parquehistoricodecarambei.com.br e em redes sociais. ERRATAS NO SITE.

NÃO POLUA. COLECIONE

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2011 ANO HOLANDA-BRASIL

05 de Dezembro de 2010

Fascículo

Nº 12

Almanaque Imigrantes é uma publicação do Programa de Patrimônio Cultural do Parque Histórico de Carambeí

Sinterklaa s e Zwar

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t Piet

FALANDO DE HISTÓRIAS H A série de encontros “Falando de Histórias”, que tem como objetivo fazer com que a comunidade de Carambeí participe no desenvolvimento do acervo do Parque Histórico da cidade, já está acontecendo. Duas reuniões foram realizadas na Casa da Memória, a primeira no dia 5 de novembro e a segunda no dia 29. Nas oportunidades, foram reunidos moradores do município e os pesquisadores

www.parquehistoricodecarambei.com.br

que trabalham na produção da Coleção Imigrantes, uma série de livros sobre a imigração, que discutiram alguns dos tópicos dos próximos volumes. Os encontros serão realizados a cada quinze dias, durante a produção das obras e, após isso, terão periodicidade mensal. • Veja mais informações e fotos no site: www.parquehistoricodecarambei.com.br


CASA DA MEMÓRIA O primeiro piso da Casa da Memória é uma área com diversas funções. Além de comportar parte do acervo do museu do Parque, é o local onde se realizam os eventos e reuniões. Nas áreas anexas à Casa, estão o Museu do Trator, a loja de lembranças e o escritório.

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2 1 MUSEU DO TRATOR

1 CONFEITARIA

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Localizado em um dos anexos da Casa, abriga as máquinas que foram indispensáveis para o cultivo da região. A força holandesa na agricultura é reconhecida nacionalmente, tendo sido os imigrantes pioneiros no cooperativismo no Brasil e inovadores em técnicas agrícolas, como o plantio direto. O Museu do Trator preserva algumas das máquinas que ajudaram os holandeses a serem referência na agricultura.

O projeto de manter as tradições não poderia deixar de fora as iguarias da culinária holandesa. Na confeitaria do parque é possí-

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vel saborear deliciosas tortas e tomar um cafezinho.

MAQUETE

Contém elementos da comunidade de Carambeí no início da colonização, que também será retratada na Vila Histórica, ala do

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Parque que será inaugurada em abril de 2011.

MUSEU DO LEITE

Preserva os maquinários utilizados pelos colonos na fabricação de produtos derivados do leite, que fizeram a marca da cooperati-

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va fundada pelos imigrantes ser reconhecida nacionalmente.

LOJA

Para quem gosta de presentear, ou mesmo guardar recordações, a loja disponibiliza para o visitante diversos produtos de lembran-

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ça do Parque Histórico e da cultura holandesa em geral.

REALIZAÇÃO:

PATROCÍNIO INSTITUCIONAL:

APOIO INSTITUCIONAL:

APOIO:

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11 • Veja mais fotos da Casa no site do Parque:

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COLEÇÃO MOBILIÁRIO AVULSO

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COLEÇÃO ESTABELECIMENTO COMERCIAL

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O piso superior da Casa da Memória concentra cinco alas temáticas, além dos objetos que não compõem uma ala estabelecida.

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O acervo que não se enquadra nas características das outras coleções é catalogado como mobiliário avulso, o que não significa que os objetos tenham menor importância histórica. Nesta coleção estão mesas, malas, TVs, rádios, móveis e utensílios de um dos primeiros escritórios da cooperativa Batavo, o que nos permite viajar no tempo para conhecer os aparelhos de gerações atrás.

Esta ala retrata a venda Sorgenfrei, de propriedade do senhor Leonardo Los, que era o local onde os habitantes de Carambeí nos anos 30 realizavam suas compras.

COLEÇÃO ESCOLA E TEMPLO

COLEÇÃO RESIDÊNCIA IMIGRANTE

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Preserva objetos domésticos da população da época. Através deles é possível aprender sobre seus hábitos e imaginar um pouco da sua rotina.

COLEÇÃO FAZENDA CARAMBEY

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Se a colônia holandesa obteve grande prosperidade ao longo do período de colonização, esse desenvolvimento foi ocasionado em grande parte pela boa educação e pela disciplina religiosa dos imigrantes. Os objetos desta ala remontam como eram os espaços de estudo e oração daquela época.

A coleção Fazenda Carambei apresenta objetos e roupas utilizados por alguns dos primeiros colonos holandeses, além de bonecos representando as diversas regiões da Holanda.

COLEÇÃO ARQUEOLÓGICA

Esta coleção reúne objetos dos habitantes dos Campos Gerais no período pré-colonial, os povos indígenas, e também fósseis da região.

PATROCÍNIO:

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BOAS PRÁTICAS • A Prática dos 5R – Reutilizar H

A prática da reutilização consiste em aproveitar algo mais de uma vez, independente se é na sua função original ou não. A reutilização tem uma contribuição muito importante, já que usufrui de bens que seriam acondicionados em aterros ou queimados, e diminui a necessidade de exploração em busca de matéria prima que seria necessária para a produção de novos produtos, poupando recursos naturais. Existem dois tipos de reutilização: a industrial e a doméstica. As indústrias reaproveitam os resí-

duos de seus processos produtivos, a fim de lhes dar destinação mais útil e ecologicamente correta, do que enviálos ao aterro. Porém, a maioria acaba esbarrando em leis que dificultam a reutilização dos materiais, em razão de conceitos extrativistas ainda arraigados nos processos produtivos. Quando se trata de reutilização doméstica, o que mais conta é a criatividade: é preciso refletir sobre como transformar determinado objeto no que precisamos e/ou queremos. Desde a reutilização em arte, como é o caso dos

artistas plásticos Hélio Leites, Naná Hayne, Jason Mecier e Vik Muniz. Mas não é necessário ser um artista para contribuir, já que a lista do que podemos fazer em casa é enorme: vai desde transformar frascos em vasos de plantas, usar pilhas recarregáveis, até separar o lixo de forma adequada.

PERSONAGEM

tão com 21 anos de idade, foi motivado pelo relato sobre Carambeí de Jan Verschoor, que emigrara para o Brasil em 1909. Devido a uma plantação que tinha perdido em uma enchente, o jovem de Geus ficou entusiasmado com a ideia de plantar acima do nível do mar. Imediatamente ele gostou de Carambeí e do Brasil e convenceu seu pai e sua família a também emigrarem, o que aconteceu em 1913.

produção do Brasil. Ele ocupou diversos cargos dentro da organização, chegando a ser seu presidente entre 1941 e 1959, quando o nome da empresa já era Cooperativa Mixta Batavo Ltda. Como era um dos poucos dirigentes que falava razoavelmente bem a língua portuguesa, era ele quem viajava para Castro, Ponta Grossa e Curitiba para os necessários contatos com autoridades e órgãos públicos.

LEENDERT DE GEUS

Leedert de Geus emigrou para o Brasil em 1911, junto com o seu irmão mais velho Arie. Eles foram os primeiros imigrantes que vieram a Carambeí diretamente da Holanda. Leendert, en-

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Em 1914, Leendert se casou com uma das filhas de Jan Vershcoor, em um dos primeiros casamentos realizados em Carambeí. Desta união surgiram 15 filhos, no decorrer das décadas seguintes. Leendert foi um dos fundadores da Cooperativa Hollandeza de Laticínios, em 1925, a primeira cooperativa de

• Fontes: www.fiesp.com.br/agencianoticias/2006/06/12/7308.ntc www.reutilizacaosolidaria.no.comunidades.net/ index.php?pagina=1795744569

Sua casa, construída em 1934, foi a primeira construção em alvenaria e também a primeira a ter telefone, em Carambeí. Era nesta casa que aconteciam as reuniões importantes da colônia e onde as visitas ilustres eram recebidas. O senhor Leendert de Geus faleceu em 1960, com a idade de 70 anos, após muito contribuir para a construção de Carambeí.

LEITURA H

Os grandes desafios do desenvolvimento passam pelo conhecimento. É fundamental para que todas as pessoas possam, em seu cotidiano, tomar decisões de consumo conscientes de seus impactos ambientais e sociais. É nesta linha de pensamento que o jornalista com pós-graduação em Gestão Ambiental, professor e criador do curso de Jornalismo Ambiental da PUC/RJ apresenta seu livro Mundo Sustentável. Quando o exemplo de André Trigueiro - que incorpora em seu trabalho todas as vertentes da sustentabilidade - for seguido por todos teremos uma sociedade mais capaz de decidir qual o futuro que deseja para si e para as futuras gerações. Trigueiro, André - Mundo Sustentável: abrindo espaço na mídia para um planeta em transformação / André Trigueiro – São Paulo: Ed. Globo, 2005. F H

EXPEDIENTE

APHC - Associação do Parque Histórico de Carambeí Presidente: Dick Carlos de Geus Vice-Presidente: Franke Dijkstra Secretário: Gaspar João de Geus Curadoria Executiva:

Fábio André Chedid Silvestre - Núcleo de Mídia e Conhecimento Guilherme Klopffleisch - Mind Promo Business Almanaque Imigrantes: Realização: APHC - Associação do Parque Histórico de Carambeí Mind Promo Business Núcleo de Mídia e Conhecimento

Editores: Fábio A. Chedid Silvestre - Núcleo de Mídia e Conhecimento Tarás Antônio Dilay - Núcleo de Mídia e Conhecimento Revisão: Núcleo de Mídia e Conhecimento Estúdio Texto - Cláudia Fonseca Colaboração: Luciano Tonon - Assessoria Cooperativa Agroindustria Batavo Assessoria de Comunicação Prefeitura Municipal de Carambeí Projeto Gráfico: Núcleo de Mídia e Conhecimento Arte e Um Pouco Mais Estúdio Gráfico Jornalista Responsável: Tarás Antônio Dilay - MT 22787

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Periodicidade: Quinzenal - Distribuição 1800 alunos “Projeto Vamos Ler” na rede estadual de ensino em Carambeí 3200 exemplares - Distribuição dirigida - 10.000 exemplares Região dos Campos Gerais na Edição de Domingo do Jornal da Manhã - Na WEB www.parquehistoricodecarambei.com.br e em redes sociais. ERRATAS NO SITE.

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2011

Realização

ANO HOLANDA-BRASIL

05 de Dezembro de 2010

Fascículo

Nº 12

CARAMBEÍ

Almanaque Imigrantes é uma publicação do Programa de Patrimônio Cultural do Parque Histórico de Carambeí PREFEITURA MUNICIPAL

Patrocínio

Sinterklaa s e Zwar

t Piet

Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal

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FALANDO DE HISTÓRIAS H

® TRATORNEW S/A tórias”, que tem como objetivo fazer com A série de encontros “Falando de His-

que a comunidade de Carambeí participe no desenvolvimento do acervo do Parque Histórico da cidade, já está acontecendo. Duas reuniões foram realizadas na Casa da Memória, a primeira no dia 5 de novembro e a segunda no dia 29. Nas oportunidades, foram reunidos moradores do município e os pesquisadores

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que trabalham na produção da Coleção Imigrantes, uma série de livros sobre a imigração, que discutiram alguns dos tópicos dos próximos volumes. Os encontros serão realizados a cada quinze dias, durante a produção das obras e, após isso, terão periodicidade mensal. • Veja mais informações e fotos no site: www.parquehistoricodecarambei.com.br


2011 ANO HOLANDA-BRASIL

19 de Dezembro de 2010

Fascículo

Nº 13

Almanaque Imigrantes é uma publicação do Programa de Patrimônio Cultural do Parque Histórico de Carambeí

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EDITORIAL H

Chegamos ao final de 2010 muito felizes e com a certeza que as celebrações pelo centenário da imigração holandesa, em 2011, terão pleno êxito. Os projetos aprovados pelo Ministério da Cultura estão com suas metas atendidas e o apoio de patrocinadores encontra-se crescendo exponencialmente. O Ano da Holanda no Brasil já é uma realidade e um portal web sobre ele foi lançado pela embaixada da Holanda especialmente para comemorar esta data histórica e única no país. Trazemos nesta edição entrevistas exclusivas com o embaixador do Reino dos Países Baixos no Brasil, Kees Rade, e com o secretário de Estado de Turismo, Herculano Lisboa, que comentam, dentre outras coisas, sobre a importância do Ano para o país. Falamos ainda sobre a importância do Marketing Sociocultural e apresentamos os nossos atuais parceiros. Esperamos que todos tenham gostado dos conteúdos que apresentamos até aqui e desejamos a todos boas festas e um 2011 holandês com muitas festividades no Parque Histórico de Carambeí.

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VARIEDADES H

Conselho de Turismo do Paraná faz reunião no Parque Histórico

Na reunião foram discutidas as estratégias das Câmaras Temáticas, com a apresentação de relatórios e das ações que identificaram e debateram os problemas do turismo no Estado. Diante das deliberações acordadas na reunião do Conselho, o secretário Herculano Lisboa solicitou uma nova avaliação dos processos relativos aos indicadores que qualificam os destinos contemplados pelo Programa Prodetur, para a inclusão de Carambeí neste processo. O Presidente da Associação do Parque Histórico, Dick Carlos de Geus, saudou todos os participantes, agradecendo a escolha de Carambeí para a realização da reunião e destacou o objetivo do Parque de também ser um local preparado para receber eventos técnicos e treinamentos empresariais.

Liz Koffiehuis Agronegócio é debatido no Parque Histórico

Experimente nossas deliciosas tortas e salgados! Liz Koffiehuis, a confeitaria holandesa na Casa da Memória. Horário de funcionamento: terça a domingo, das 15 às 19 horas

O jornal Gazeta do Povo e o Núcleo de Agronegócio do Grupo Paranaense de Comunicação (GRPcom) promoveram, no dia 16, mais um Ciclo de Palestras sobre o agronegócio em parceria com a Ocepar, Sescoop/PR e Sistema Faep. O presidente da Cooperativa Paranaense de Turismo (Cooptur), Dick Carlos de Geus, expôs o calendário de atividades que a Associação do Parque Histórico está programando para o ano de 2011, por ocasião das comemorações do centenário da imigração e o pós-doutor em Economia, Judas Tadeu Grassi Mendes discorreu sobre o tema “Macroeconomia brasileira e perspectivas do mercado do agronegócio”. Esta edição teve o o apoio da Cooperativa Agroindustrial Batavo, do Parque Histórico de Carambeí e da Botim Fertilizantes, e assim consolida na região o PHC, como um local preparado para receber eventos e treinamentos empresariais. • Confira essas reportagens completas no nosso site:

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PRESENÇA HOLANDESA • Kees Pieter Rade - Embaixador do Reino dos Países Baixos no Brasil H artes plásticas, dança e fotografia. Outra área de interesse é a dos esportes. Como se sabe, a relação entre os nossos países nestas áreas é boa e apreciaríamos se ela pudesse se intensificar ainda mais. Qual a expectativa para o ano de 2011, como o Ano da Holanda no Brasil?

Na última terça-feira (14/12) a Comissão de Educação do Senado aprovou 2011 como o Ano da Holanda no Brasil, o que dá às comemorações destaque nacional. Abaixo, você confere a entrevista com o Embaixador do Reino dos Países Baixos no Brasil, Kees Pieter Rade, que fala sobre suas expectativas com a relação entre os dos países. Almanaque Imigrantes: Como é a relação entre a Holanda e o Brasil, em especial no campo da cultura? Kees Rade: A relação entre o Brasil e a Holanda é muito forte em vários campos, como na economia, na política e também na cultura. Nas áreas de design, arquitetura e moda temos um bom intercâmbio, além de iniciativas nas áreas de

Em 2011, a Ano da Holanda no Brasil, a cooperação entre os nossos países nas diversas áreas terá um estímulo especial, quando os vários eventos programados sublinharão a aproximação entre os dois povos e mostrarão que ainda há espaço para o seu crescimento. Gostaríamos de elevar as nossas relações a um nível estrutural ainda mais alto, tomando no ano de 2011 algumas iniciativas que poderão ter continuidade nos anos seguintes. Das comunidades holandesas no Brasil, a de Carambeí representa um marco na imigração por estar completando seu centenário. Quais são as possíveis ações conjuntas que a Embaixada está preparando para esta data? A Embaixada, em todo caso, espera estar presente nas diversas festividades e nas suas atividades de rotina, sempre que possível, chamará a atenção pelo momento especial das comunidades

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HERCULANO LISBOA

O Conselho Consultivo de Turismo do Paraná, que é um órgão colegiado que reúne representantes de vários ramos do setor turístico paranaense para planejar o desenvolvimento da área no Estado, esteve em Carambeí. Na ocasião, o Secretário de Estado do Turismo, Herculano Lisboa, que também preside o Conselho, concedeu a seguinte entrevista para o Almanaque Imigrantes:

REALIZAÇÃO:

A ideia foi mostrar aos conselheiros, que normalmente são de Curitiba, as diferentes faces que cada região do Estado possui. Isso fez com que eles sentissem, por exemplo, o que está sendo construído e proposto nos Campos Gerais, especificamente na cidade de Carambeí, que hoje resplandece com este fenomenal projeto do Parque Histórico. Projeto que será um patrimônio para a cultura paranaense e também um grande produto turístico, gerador de renda, criador de empregos, resgatando socialmente as pessoas. Além disso, vai servir como uma escola, porque os alunos que aqui vierem futuramente vão conhecer o que é a Holanda, a Europa. Eles vão ter chances de conhecer outra cultura e vivenciar essa cultura, conhecendo quem foram os grandes artistas da pintura, da música holandesa. Vão saber por que a Holanda é um país baixo, que teve que avançar no mar pra de-

PATROCÍNIO INSTITUCIONAL:

Para o Ano da Holanda no Brasil, existirá alguma programação lá na Holanda? Prevê-se que a maior parte dos eventos tenha lugar no Brasil, mas para algumas atividades já previstas anteriormente na Holanda, talvez seja possível se fazer uma alusão ao centenário no Brasil, ampliando desta forma o horizonte do ano. Neste mês foi lançado o Portal Web do Ano Holanda-Brasil. Qual é a expectativa para este novo canal de comunicação com as comunidades? Esperamos que este canal de comunicação possa de fato mobilizar um bom número de pessoas e grupos para uma conscientização maior sobre o nível das atuais relações entre o Brasil e a Holanda e para uma demonstração do que seja possível em termos de ampliação de nossas relações.

2011 ANO HOLANDA-BRASIL

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ENTREVISTA H

Qual o objetivo de realizar a reunião do Conselho em uma cidade do interior?

Secretário de Estado do Turismo

holandesas no Brasil, especialmente pelo ano de 2011 para a comunidade de Carambeí.

APOIO INSTITUCIONAL:

APOIO:

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senvolver sua população e também sua agricultura. Enfim, o Paraná ganha com isso, o Brasil ganha com isso, e mais ainda Carambeí, que será a grande porta de entrada da comunidade dos países baixos e também da Europa em geral. O que representará as comemorações do Ano da Holanda no Brasil? Será muito importante e fará com que, especialmente o Paraná seja colocado aos olhos do mundo com essas comemorações, porque a Holanda possui holandeses no mundo inteiro. O Brasil ainda tem a questão das invasões holandesas, que nos deixaram um legado fantástico, no Recife e em Olinda. É muito importante se conhecer o passado, por que assim é possível raciocinar para o futuro. Sem o conhecimento do passado, não se tem experiência pra criar novos juízos para o futuro. • Veja a íntegra da entrevista, no site do Parque Histórico: www.parquehistoricodecarambei.com.br


Marketing Sociocultural: um instrumento de valorização corporativa O Marketing Sociocultural é uma das áreas de marketing que tem crescido bastante no país. Projetos de responsabilidade social e sustentáveis, muitas vezes incentivados, são considerados na gestão dos negócios como um excelente indutor de desenvolvimento social. O Marketing Sociocultural é um conjunto de ferramentas de promoção de uma idéia, produto ou instituição cultural, para sua valorização e reconhecimento na sociedade, inserido-a na Economia da Cultura. O Marketing Sociocultural de resultados necessita de um bom planejamento, investimentos e estratégias para a captação de parcei-

ros. Integra ações de organizações sintonizadas com a responsabilidade social e o desenvolvimento sustentável. O Parque Histórico de Carambeí é uma iniciativa desta natureza. Um projeto de cultura para a sociedade, sustentado na diversidade étnica que colaborou na formação da Nação brasileira. É um espaço de memória do desenvolvimento da agroindústria através do cooperativismo, da religiosidade e da perseverança. Para ter continuidade, desenvolve-se através de um Programa de Patrimônio Cultural, aprovado no Ministério da Cultura, no Programa Nacional de Cultura – PRONAC, composto de seis projetos coligados: Plano Anual de Atividades,

Em sua missão cotidiana a empresa expressa sua crença em uma liderança industrial responsável, em harmonia com o desenvolvimento sustentável e com boa cidadania corporativa. Dessa forma, a Tetra Pak contribui e apóia programas e projetos voltados à educação, segurança alimentar, incentivo à coleta seletiva e reciclagem e geração de emprego e renda.

Entidade sem fins lucrativos fundada em 1968. Atualmente congrega 44 empresas da cadeia produtiva de Base Florestal dos mais diversos perfis. Além das empresas, são associadas à APRE 8 instituições de ensino e pesquisa, que formam o conselho científico. As associadas à APRE representam 60% da área de floresta plantada no Paraná, segmento que é responsável por 7,8% do Produto Interno Bruto do Estado e pela geração de renda para mais de 500 mil pessoas.

Qualificação do Espaço Museal, Catalogação e Disponibilização do Acervo, Eventos de Celebração do Centenário da Imigração, Coleção Bibliográfica e Patrimônio Vivo. Este conjunto de projetos esta recebendo incentivos fiscais, na qualidade de patrocínio e doação, por pessoas físicas e jurídicas, que pretendam associar sua imagem ou atividades aos resultados deste empreendimento sustentável, permanecendo os investimentos como riqueza na região. Além da Cooperativa Agroindustrial Batavo, conheça alguns dos nossos principais parceiros na consolidação do espaço museal, nas peças de comunicação e na divulgação do Parque Histórico:

Cooperativa de crédito conhecida mundialmente fundada em 1898 na Holanda. Atua no Brasil desde 1989 oferecendo produtos e soluções financeiras diretamente aos seus associados para produtores rurais. Atualmente está focado no setor de alimentos e agricultura e atende 10 milhões de clientes em 48 países.

Os produtos e serviços da Bayer são projetados para beneficiar a população e melhorar sua qualidade de vida. Ao mesmo tempo, a empresa agrega valor pela inovação, crescimento e uma elevada rentabilidade. O grupo está comprometido com os princípios de desenvolvimento sustentável e com o seu papel de empresa cidadã ética e socialmente responsável. Economia, ecologia e responsabilidade social compõem os objetivos da política corporativa e são igualmente importantes para a empresa.

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BOAS PRÁTICAS • A Prática dos 5R – Recuse Sacolas Plásticas H

Os principais materiais presentes em coleta seletiva formal são o papel e papelão (44,3%), plásticos (27,6%) e metais (15,3%). Dos três, o que mais prejudica o meio ambiente e que mais demora pra se decompor, é o plástico. Parece chato e pouco eficiente aquela conversa de que é importante recusar as sacolas plásticas, mas quando você descobre que por dia, o mundo gera cerca de 400 milhões de toneladas de lixo, toda essa conversa deixa de ser bobagem. Entre os detritos que poluem o Oceano Pacífico, 90% são resíduos plásticos, e 80% vêm do continente. O principal problema no mar é que as sacolas se arrebentam em pedaços menores e aca-

bam sendo confundidas com alimento por tartarugas e aves marítimas. Estudos mostram que em torno de 100 mil mamíferos e pássaros morrem sufocados por ano por comer sacos plásticos. E o problema não termina ai: ao ingerirmos esses animais, também comemos os resíduos plásticos que eles engoliram, e que fazem mal à nossa saúde. Isso sem contar que quando descartadas de maneira irregular, as sacolas plásticas entopem bueiros, contribuem com a proliferação do mosquito da dengue e fazem com que os peixes nadem para fora do leito do rio e morram. As sacolas plásticas demoram 100 anos para se decompor, enquanto os demais resíduos plásticos levam cerca

PERSONAGEM

Ela é neta de imigrantes italianos que vieram para o Brasil no final do século dezenove. Com quase vinte anos de idade ela foi trabalhar como cozinheira na Fazenda Carambeí, que na época era propriedade de um francês chamado Capelle. Lá ela conheceu o Antônio Ventura, filho do Sr. Carlos Ventura, um imigrante português que se estabeleceu perto da Fazenda Carambeí. Em 1940 a Da. Odete e o Sr. Antônio se casaram e dessa união surgiram 5 filhos. Os Ventura logo se associaram a Cooperativa Batavo e foram durante muito tempo os poucos cooperados da Batavo, não holandeses mas que se integraram perfeitamente ao sistema e filosofia cooperativista praticado. Tanto o patriarca Carlos como os seus filhos, hoje todos já falecidos, foram associados fiéis e participativos da

ODETE SPINARDI VENTURA

A Da. Odete nasceu em Catanduva, na época município de Castro, no dia 27 de abril de 1920.

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Batavo durante muitas décadas. Especialmente o casal Odete e Antônio Ventura, deixaram exemplos de integridade e bondade nos tempos em que juntos labutaram para garantir um futuro melhor para os seus filhos, que puderam freqüentar boas escolas e alguns até formados em cursos superiores. A Da. Odete, hoje com noventa anos, junto com uma irmã do seu marido, são as únicas ainda vivas daquela geração. Carambeí hoje tem instituído no seu calendário a Festa dos Imigrantes, visando preservar e integrar cada vez mais as etnias que aqui se estabeleceram. A famíla Ventura é um belo exemplo de integração das etnias holandesa, portuguesa e italiana, construção de Carambeí.

LEITURA - por Elizabeth Johansen H

O livro trata do patrimônio cultural a partir do entrecruzamento de diferentes questões e disciplinas. Analisa a invenção do conjunto patrimonial tombado no Paraná a partir dos contornos da Província no século XIX. A autora observa que nas últimas décadas, alguns bens identificadores de grupos étnicos foram definidos patrimoniais e passaram a ser referência na definição da história paranaense. Nesse caso, quem tiver interesse em conhecer o processo de construção do conceito de patrimônio cultural no Brasil e, em especial, no Paraná, apreciará a leitura. “Os rituais do tombamento e a escrita da história: bens tombados no Paraná entre 1938-1990”, de Márcia Scholz de Andrade Kersten.

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de 450 anos. Porém, é mais fácil pararmos de usar as sacolas do que demais acessórios feitos de plástico, como peças e equipamentos. Procure sempre ter coisas que possam ser reutilizadas, como garrafas de aço ou vidro para que possa carregar sua água, tenha sempre com você uma sacola reutilizável para o caso de ter que ir ao mercado, deixe talheres de inox e copos de vidro no trabalho para não usar os de plástico, e se for difícil para você abrir mão das sacolas plásticas, tenha pelo menos bom senso: nem sempre que você vai à farmácia ou a padaria precisa de uma sacola de plástico para transportar a mercadoria, coloque nos bolsos ou carregue os pacotes.

EXPEDIENTE H

APHC - Associação do Parque Histórico de Carambeí Presidente: Dick Carlos de Geus Vice-Presidente: Franke Dijkstra Secretário: Gaspar João de Geus Curadoria Executiva: Fábio André Chedid Silvestre - Núcleo de Mídia e Conhecimento Guilherme Klopffleisch - Mind Promo Business Almanaque Imigrantes: Realização: APHC - Associação do Parque Histórico de Carambeí Mind Promo Business Núcleo de Mídia e Conhecimento

Editores: Fábio A. Chedid Silvestre - Núcleo de Mídia e Conhecimento Tarás Antônio Dilay - Núcleo de Mídia e Conhecimento Revisão: Núcleo de Mídia e Conhecimento Estúdio Texto - Cláudia Fonseca Colaboração: Luciano Tonon - Assessoria Cooperativa Agroindustria Batavo Assessoria de Comunicação Prefeitura Municipal de Carambeí Projeto Gráfico: Núcleo de Mídia e Conhecimento Arte e Um Pouco Mais Estúdio Gráfico Jornalista Responsável: Tarás Antônio Dilay - MT 22787

www.parquehistoricodecarambei.com.br

Periodicidade: Quinzenal - Distribuição 1800 alunos “Projeto Vamos Ler” na rede estadual de ensino em Carambeí 3200 exemplares - Distribuição dirigida - 10.000 exemplares Região dos Campos Gerais na Edição de Domingo do Jornal da Manhã - Na WEB www.parquehistoricodecarambei.com.br e em redes sociais. ERRATAS NO SITE.

NÃO POLUA. COLECIONE

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Realização

CARAMBEÍ PREFEITURA MUNICIPAL

Patrocínio

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2011 ANO HOLANDA-BRASIL

20 de Fevereiro de 2011

Nº 14

Fascículo

Almanaque Imigrantes é uma publicação do Programa de Patrimônio Cultural do Parque Histórico de Carambeí

F

F

EDITORIAL H

Abre-se 2011.Um palco de comemorações inesquecíveis para a comunidade de Carambeí. A imigração holandesa, que tão intensamente marcou sua trajetória, tem seu momento de celebração, e a cidade este se preparando. Em abril acontecerá a Festa do Centenário da chegada dos pioneiros holandeses aos Campos Gerais em 1911 e décimo quinto aniversário de emancipação do Município. Nacionalmente é o Ano da Holanda no Brasil, e o Parque Histórico de Carambeí encontra-se bem no centro deste conjunto de eventos tão importantes. Além da inauguração da infraestrutura completa servindo à comunidade, o Parque manterá sua função de unidade museal criativa, tanto na gestão dos acervos, como na publicação de materiais inéditos, impressos e eletrônicos. Acompanhe as edições deste ano do Almanaque Imigrantes e saiba por que a união do cooperativismo, da educação e da religiosidade garantiu o sucesso das comunidades holandesas em nosso país. Sejamos todos bem vindos ao Ano da Holanda no Brasil.

Liz Koffiehuis

VARIEDADES H

Festa do Centenário da Imigração Holandesa Em uma promoção conjunta da Associação do Parque Histórico, da Batavo Cooperativa Agroindustrial e da Prefeitura Municipal, Carambeí realizará a Festa do Centenário da Imigração Holandesa, nos dias 01 a 04 de abril. O ano de 1911 marca a vinda das primeiras famílias de pioneiros que se instalaram no país a partir das políticas de incentivo à imigração do governo brasileiro. O sucesso deste grupamento étnico está marcado pela perseverança, através do cooperativismo, da religiosidade e da educação, fortes características das famílias holandesas que vieram para o Brasil. Para comemorar esta data, a Festa do Centenário trará um conjunto de atrações que acontecerão no centro da cidade, na praça cívica, no Parque Histórico e no clube social de Carambeí. Entre os eventos agendados estão shows de Chitãozinho e Xororó e Sérgio Reis, festival de tortas holandesas e apresentações de balonismo e paraquedismo. Confira na próxima edição do Almanaque Imigrantes a programação completa da festa.

Projeto de Lei aprovado no Congresso Nacional estabelece 2011 como Ano da Holanda no Brasil O projeto de Lei n. 6498/09, de autoria do deputado federal Luiz Carlos Hauly, propõe o ano de 2011 como o Ano da Holanda no Brasil. A proposta tem como objetivo reconhecer a participação da etnia na formação da nação brasileira, em especial a contribuição às atividades do cooperativismo, pois a Batavo Cooperativa Agroindustrial foi a primeira cooperativa de produção do país, e às técnicas do plantio direto, que potencializam a conservação do solo

Experimente nossas deliciosas tortas e salgados! Liz Koffiehuis, a confeitaria holandesa na Casa da Memória. Horário de funcionamento: terça a domingo, das 15 às 19 horas

cultivado. Este projeto aguarda apenas a sanção da Presidente da República, o que deve acontecer ainda no mês de fevereiro deste ano. Em atenção à Lei, a embaixada da Holanda no Brasil já colocou no ar um endereço eletrônico para que todos os brasileiros e holandeses possam acompanhar e participar do calendário de eventos programados para todo ano de 2011. www.anodaholandanobrasil.com.br

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PRESENÇA HOLANDESA • Museu da Presença Holandesa no Brasil Com a chegada dos imigrantes holandeses a Carambeí, em 1911, formou-se a colônia que por muito tempo seria a única tipicamente holandesa em nosso território. É justamente por este centenário que 2011 é o Ano da Holanda no Brasil. Mas as relações entre as culturas holandesa e brasileira datam de mais de quatro séculos, desde as expedições holandesas, que se iniciaram no fim do séc. 16. Portanto, são mais de 400 anos de interações sócioculturais e econômicas entre

estes países. Atualmente, a Holanda é o terceiro maior parceiro comercial do Brasil e o número de holandeses e descendentes que aqui residem cresce exponencialmente, da mesma forma que o número de brasileiros e descendentes na Holanda. O Museu da Presença Holandesa no Brasil tem por objetivo preservar esta história. Conhecendo essa ala da Vila Histórica, o visitante poderá compreender os vários ciclos imigratórios entre o Brasil

e a Holanda e como se deu a forte relação cultural e econômica entre os dois povos. Todo o acervo desta casa da Presença Holandesa decorre das pesquisas realizadas para a produção dos livros da Coleção Imigrantes e dos fascículos do Almanaque Imigrantes. A inauguração será feita durante a Festa do Centenário, que acontece nos dias 01º a 04 de abril de 2011 – Ano da Holanda no Brasil.

PATRIMÔNIO CULTURAL • Vila Histórica apresenta a Casa dos Pioneiros de Carambeí A formação do estado do Paraná teve a participação de diversas etnias, algumas colaboraram no crescimento de povoados já existentes e outras construíram elas mesmas sua própria comunidade. Formada por imigrantes holandeses, Carambeí pertence ao segundo grupo. Porém, com o passar dos anos, tornou-se uma cidade de muitas outras etnias. Foram alemães, italianos, portugueses, indonésios e outros que, juntamente com os holandeses fundadores, fizeram de Carambeí a “Terra dos Imigrantes”.

REALIZAÇÃO:

Na Vila Histórica do Parque de Carambeí está uma casa destinada a homenagear todos os grupos sociais que contribuíram para a construção do que hoje é a comunidade de Carambeí. Foi programada para preservar a memória deste processo de constituição e desenvolvimento da cidade. O acervo dessa Casa dos Pioneiros guarda objetos e informações de todas as nacionalidades que participaram do crescimento da cidade. Além dos grupos étnicos, serão lembrados os antigos habitantes e os grupos sociais que passaram

PATROCÍNIO INSTITUCIONAL:

APOIO INSTITUCIONAL:

APOIO:

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pela região, com especial destaque para os indígenas e tropeiros. O objetivo desta representação é mostrar ao visitante a constituição multiétnica do município, destacando a importância de cada grupo social que colabora até hoje para que Carambeí seja considerado como um dos melhores muncípios do Paraná para se viver. A inauguração será feita durante a Festa do Centenário, que acontece entre os dias 01º e 04 de abril de 2011 – Ano da Holanda no Brasil.


F

MARKETING CULTURAL• Parque Histórico de Carambeí recebe novos patrocínios H

Projeto Cultural de Carambeí recebe apoio da Massey Ferguson

Valtra inicia parceria com Parque Histórico de Carambeí

O PHC agora tem novos parceiros em seus projetos culturais. Entre os apoiadores, está a Massey Ferguson, que esse ano comemora 50 anos no Brasil . Segundo o Diretor de Operações Comerciais da Massey Ferguson, Carlito Eckert, o PHC possui um conjunto deatrativos para o investidor. De acordo com Eckert, o Parque enaltece um aspecto importante no agronegócio, demonstra a importância da conservação dos recursos naturais, e está localizado em uma região que é o berço do plantio direto e que é um dos principais pólos de desenvolvimento de tecnologia agrícola no Brasil. A Massey Ferguson tem recebido reconhecimento internacional pelo apoio a ações de responsabilidade social e de desenvolvimento sustentável e agora integra-se aos projetos de memória do desenvolvimento da agroindústria através do cooperativismo e da perseverança que marcaram os cem anos de pioneirismo holandês nos Campos Gerais do Paraná.

A Valtra começa 2011 integrando o “pool” de patrocinadores do Projeto Cultural Carambeí, do Parque Histórico Carambeí, localizado em dos mais importantes pólos de desenvolvimento de tecnologia agrícola do Brasil. Para Paulo Beraldi, Diretor de Vendas da Valtra, o projeto vai em encontro com os objetivos da marca que valoriza os investimentos no agronegócio brasileiro e as ações voltadas para tornar o Brasil cada vez mais em celeiro agrícola de novos talentos. A Valtra participa do “pool” de patrocinadores do Parque Histórico em uma ação integrada de marketing cultural que tem se mostrado como um excelente indutor de desenvolvimento social.

F

TALITA MORETTO

Coordenadora do Projeto Vamos Ler Talita é jornalista e pós-graduanda em Tecnologias na Aprendizagem. Em 2010 recebeu o primeiro lugar na categoria “Jornalista de Educação” do Prêmio Literal Link de Jornalismo do Paraná. O que é o Projeto Vamos Ler? É um programa de jornal e educação (PJE) e incentivo à leitura. O Jornal da Manhã o desenvolve desde 2008, seguindo o exemplo de vários jornais europeus que há anos se preocupam com a influência da mídia na formação social e escolar dos jovens. Com o auxílio de parceiros, como a APHC, enviamos semanalmente um exemplar do JM, edição do dia, para alunos e professores de escolas inseridas

ENTREVISTA • Leitura H

no Projeto. Os educadores participam de oficinas de formação continuada e recebem material que os orienta como trabalhar a mídia em sala de aula, como conduzir a leitura da informação com os estudantes. Desta forma, o ‘Vamos Ler’ passa a fazer parte do projeto político-pedagógico das instituições e atua como um aliado dos educadores. Temos o apoio e acompanhamento da Associação Nacional de Jornais (ANJ) e da Associação Mundial de Jornais (WAN). Ano passado, apenas no município de Carambeí, mais de 1 mil alunos, entre 11 e 14 anos, e suas famílias - de três escolas estaduais, foram beneficiados com o projeto.

dade atual, que aposta no educar para empreender, empreender para educar. Lendo o jornal e o almanaque os estudantes podem observar o que mudou do início da imigração para os dias atuais. Com todo esse conteúdo em sala de aula os professores conseguem desenvolver atividades que estimulam os próprios alunos a buscar mais informações sobre o seu povo, sua cidade, sua cultura, mostrando que eles também são autores de sua história.

Qual a importância da parceria APHC e Projeto Vamos Ler?

Além de continuar enviando o Almanaque para as escolas, vamos motivá-las a participar da programação festiva do Centenário, promovendo atividades dentro do Parque Histórico, estimulando a visitação e participação de jovens e educadores, além de outras ações que já estão sendo programadas através do Projeto Vamos Ler. Reconhecemos a importância de manter esse público próximo das identidades culturais de seu Município, e estamos otimistas com as atividades deste ano.

Através dessa parceria foi possível levar o “Almanaque Imigrantes” para as escolas, ou seja, além do jornal, de trabalhar a informação, os alunos estão estudando e aprendendo mais sobre as características culturais da comunidade que fazem parte. O Almanaque traz informações interessantes e por vezes desconhecidas dos jovens sobre como ocorreu a imigração dos holandeses, resgatando personagens importantes dessa trajetória, além de trazer entrevistas com pessoas do Município que muito tem a contribuir. Trabalha também o cooperativismo, e o espírito empreendedor, um tema que está sendo bastante focado pela socie-

PATROCÍNIO:

www.parquehistoricodecarambei.com.br

Qual a expectativa do Projeto Vamos Ler para o centenário da imigração holandesa?

• Acompanhe as ações do Projeto Vamos Ler através do site: www.vamoslerjornaldamanha.com.br www.facebook.com/vamosler


BOAS PRÁTICAS • Refletir – Prática dos 5R H

Fala-se muito em meio ambiente,

ainda as utilizam na hora das compras.

efetivam seus projetos, e se eles real-

camada de ozônio, sustentabilidade e

Outro dado que chama a atenção é que

mente fazem a diferença, já que nos dias

consciência ambiental. Muito se cobra

apenas 13% substituíram o automóvel

de hoje agir em um projeto sustentável é

e pouco se faz. A tendência, hoje, é va-

por transporte coletivo e 40%, dos 1.100

obrigação de toda organização empre-

lorizar empresas com práticas ambien-

entrevistados, cobram das prefeituras

sarial.

tais formadas, mas, individualmente,

soluções ambientais.

ninguém se esforça para começar a mudança a partir do espaço que ocupa.

A cada ano mais projetos com o tema

Refletir antes de escolher qual será o nosso caminho sustentável é direito e

sustentabilidade são desenvolvidos.

obrigação de todos os cidadãos. Mas,

Muitas empresas desenvolvem-os

principalmente, é preciso que se tenha

pelo Ministério do Meio Ambiente, no

efetivamente e outras, apenas utilizam

uma atitute sustentável para si mes-

final de 2010. A pesquisa mostra, por

este tema como argumento de marke-

mo, porque a verdadeira mudança está

exemplo, que 60% dos entrevistados

ting para tornarem-se mais ‘simpáticas’

dentro de nós.

são favoráveis ao fim do uso da sacola

aos consumidores. Nós, consumidores,

de plástico, mas 90% informaram que

precisamos observar quais empresas

Prova disso são os dados divulgados

PERSONAGEM KEIMPE VAN DER MEER

Keimpe van der Meer nasceu no dia 24 de novembro de 1912, em Franeker, cidade da província holandesa da Frísia. Formado em pedagogia, se interessou por um anúncio de jornal informando que uma colônia holandesa no interior do Paraná, no Brasil, estava precisando de um professor. Keimpe então se candidatou, foi aceito e embarcou para o Brasil em 1936. Lecionou durante vários anos na escola da Colônia e, mais tarde, foi trabalhar como contador para a Cooperativa Batavo. Em julho de 1942, casou-se com a srta. Helena Elisabeth Harms, holandesa que já havia chegado a Carambeí em 1913, quando tinha três anos. Em fevereiro de 1943, Keimpe foi convocado pelo exército holandês para servir durante a Segunda Guerra Mundial. Depois de retornar ao Brasil, em outubro de 1945, Keimpe voltou à Administração da Cooperativa Batavo, onde trabalhou até 1968. Na Cooperativa, exerceu a função de diretor-secretário durante várias gestões e chegou a ser o

presidente na gestão 1962-1965. Em 1954, com a fundação da CCLPL (Cooperativa Central de Laticínios do Paraná Ltda) passou a fazer parte desta Diretoria como Diretor-Comercial, cargo exercido até maio de 1968, quando passou a ocupar a diretoria de Relações Públicas. Foi presidente da Ucepar (União de Cooperativas do Estado do Paraná) por 6 anos, até esta se transformar na atual Ocepar, em 1971, tornando-se então vice–presidente desta. Participou de várias gestões da Unasco (União Nacional de Cooperativas) entre 1964 e 1970, lutando pela Unificação do Sistema Cooperativo no Brasil, finalmente realizada em 1970 com a constituição da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras). O sr. Keimpe não só lia, como também escrevia, e muito. Durante aproximadamente 30 anos foi redator de um jornal mensal que circulava entre os associados das cooperativas, o “Centraal Maandblad”, que foi o precursor da ainda hoje existente revista mensal das comunidades holandesas no Brasil, a “Arco-íris”, ou “Regenboog”, em holandês. Escreveu o primeiro livro sobre a história de Carambeí, tanto em português como em holandês, por ocasião do cinqüentenário da colônia, no ano de 1961, com o título “Carambeí 50 anos”. No ano de 1964, Keimpe foi agraciado pela Rainha Juliana da Holanda com a condecoração de Cavalheiro da Ordem de Oranje-Nassau, em reconhecimento aos serviços prestados às comunidades holandesas no Paraná, condecoração esta que lhe foi entregue em cerimônia dirigida pelo embaixador da Holanda no Brasil.

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EXPEDIENTE H APHC - Associação do Parque Histórico de Carambeí Presidente: Dick Carlos de Geus Vice-Presidente: Franke Dijkstra Secretário: Gaspar João de Geus Curadoria Executiva: Fábio André Chedid Silvestre - Núcleo de Mídia e Conhecimento Guilherme Klopffleisch - Mind Promo Business Almanaque Imigrantes: Realização: APHC - Associação do Parque Histórico de Carambeí Mind Promo Business Núcleo de Mídia e Conhecimento Editores: Fábio A. Chedid Silvestre - Núcleo de Mídia e Conhecimento Tarás Antônio Dilay - Núcleo de Mídia e Conhecimento Revisão: Núcleo de Mídia e Conhecimento Colaboração: Luciano Tonon - Assessoria Cooperativa Agroindustria Batavo Assessoria de Comunicação Prefeitura Municipal de Carambeí Projeto Gráfico: Núcleo de Mídia e Conhecimento Arte e Um Pouco Mais Estúdio Gráfico Jornalista Responsável: Tarás Antônio Dilay - MT 22787

Periodicidade: Quinzenal - Distribuição 1800 alunos “Projeto Vamos Ler” na rede estadual de ensino em Carambeí 3200 exemplares - Distribuição dirigida - 10.000 exemplares Região dos Campos Gerais na Edição de Domingo do Jornal da Manhã - Na WEB www.parquehistoricodecarambei.com.br e em redes sociais. ERRATAS NO SITE.

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2011 ANO HOLANDA-BRASIL

06 de março de 2011

Fascículo

Nº 15

Almanaque Imigrantes é uma publicação do Programa de Patrimônio Cultural do Parque Histórico de Carambeí

F Nesta edição o Almanaque Imigrantes passa a integrar o plano de comunicação da Festa do Centenário. Participamos da coletiva de imprensa que lançou a programação oficial, entrevistamos o Secretário da Fazenda do estado do Paraná, que também é o autor da Lei que

EDITORIAL H

estabelece 2011 como o Ano da Holanda no Brasil, e explicamos um pouco mais sobre a rede social Confraria Sustentável, que agrega um número expressivo de pesquisadores sobre o tema sustentabilidade. Também nesta edição, todos poderão

F

conferir a programação preliminar dos eventos dos cem anos da imigração e os locais onde eles acontecerão. Estamos trabalhando a todo vapor para fazer uma Festa do Centenário inesquecível! Boa leitura!

VARIEDADES H

PHC e Prefeitura de Carambeí lançam Programação Oficial da Festa do Centenário O Parque Histórico de Carambeí, juntamente com a Prefeitura de Carambeí e a Cooperativa Agroindustrial Batavo, realizou no dia 23 de fevereiro uma coletiva de imprensa no prédio da Ocepar, em Curitiba. A cerimônia, transmitida ao vivo pelo site do PHC, foi realizada para lançar oficialmente a programação da Festa do Centenário da Imigração Holandesa, que acontecerá em Carambeí entre os dias 1º e 4 de abril. Além dos anfitriões Dick de Geus (Pres. da APHC), Renato Greidanus (Pres. da Batavo) e Osmar Rickli (Prefeito de Carambeí), estiveram presentes o Secretário de Estado da Fazenda, Luiz Carlos Hauly, e representantes da Secretaria de Estado

do Turismo, do Instituto de Turismo de Curitiba, da Cooperativa Agropecuária Castrolanda, da Ocepar e de diversos veículos de notícias. Luiz Carlos Hauly, deputado autor da lei que institui 2011 como o Ano da Holanda no Brasil, comentou sobre a contribuição da cultura holandesa para o país, principalmente a filosofia cooperativista. “O cooperativismo traz para nós o espírito da Revolução Francesa: liberdade, fraternidade e igualdade. O cristianismo e o cooperativismo, tão difundidos pelos imigrantes holandeses, estão baseados na fraternidade” declarou Hauly.

• Leia a matéria completa sobre a coletiva no nosso site:

www.parquehistoricodecarambei.com.br

eita: Renato Greidanus, Da esquerda para a dir k de Geus uly Luiz Carlos Ha e Dic

Calendário Oficial de Eventos do Paraná faz homenagem ao Centenário O Centenário da Imigração Holandesa é

no dia 23 de fevereiro, pela assessora da

o tema da capa do Calendário Oficial de

Secretaria do Turismo Eliane Sanches,

Eventos do Estado, edição 2011. Esta foi

que representava o secretário Faisal

uma maneira encontrada pela Secretaria

Saleh. Na ocasião, Sanches afirmou ser

de Estado do Turismo para homenagear

“uma grande honra para a Secretaria do

a passagem dos cem anos da presença

Turismo homenagear o Centenário da

holandesa no Estado.

Imigração Holandesa, pois a etnia muito

O Calendário Oficial foi lançado na coletiva da Festa do Centenário, realizada

contribuiu para o desenvolvimento do Paraná.”

Acesse: http://www.turismo.pr.gov.br/

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MARKETING CULTURAL

COMEMORAÇÃO DO CENTENÁRIO

DA IMIGRAÇÃO HOLANDESA BRFoods

Praça 4 de Abril

R. Bela Vista Distâncias:

Legendas: Parque Histórico

Batavo

Entrada da Cidade > Praça Cívica: 600m Praça Cívica > Centro: 1,1

Clube Social

Km

Batavo > Parque Histórico: 1,7

Km

Centro Praça Cívica

ABRIL

1

ABRIL

2

19h30

ENCONTRO DE LIDERANÇAS

Clube Social

19h30

ARTISTA NACIONAL

Centro

10h às 20h

FEIRA DE TORTAS ARTESANATO E CULTURA

9h15 às 18h

ATIVIDADES CULTURAIS E FEIRA GASTRONÔMICA

10h

DESFILE HISTÓRICO E INAUGURAÇÃO OFICIAL DO PARQUE

19h

MEGA ESPETÁCULO EXOTIQUE

22h

BARRA DE SAIA

Praça Cívica

Parque Histórico

GRUPO THOLL

www.parquehistoricodecarambei.com.br

Centro


Trevo de Carambeí

Av. dos Pioneiros

Av. do Ouro

Cemitério Oferecido por:

ABRIL

3

10h 11h45 às 18h 19h 9h 10h às 20h

ABRIL

4

9h 10h30 21h 12h30

CULTO ECUMÊNICO ATIVIDADES CULTURAIS E FEIRA GASTRONÔMICA

MEGA ESPETÁCULO EXOTIQUE GRUPO THOLL

MEIA MARATONA DO CENTENÁRIO

FEIRA DE TORTAS ARTESANATO E CULTURA

PARADA CÍVICA: DESFILE HISTÓRICO

SOLENIDADES

Praça Cívica

Centro

SÉRGIO REIS FEIRA GASTRONÔMICA

13h

LANÇAMENTO LIVRO APHC

15h

CAMINHADA DOS IMIGRANTES

10h às 20h

Parque Histórico

FEIRA DE TORTAS ARTESANATO E CULTURA

www.parquehistoricodecarambei.com.br

Parque Histórico

Praça Cívica


BOAS PRÁTICAS H

Oferecido por : O Confraria Sustentável é uma rede social interativa, voltada inteiramente para assuntos relacionados ao meio ambiente e sustentabilidade. O principal objetivo da rede é reunir diferentes pontos de vista para qualificar cada vez mais a discussão em torno de preservação e consciência ambiental. O CS conta hoje com cerca de 530 membros, entre instituições, veículos de imprensa e pessoas que se interessam pelo tema. Todos os membros podem relacionar-se, postar vídeos, • Conheça e participe também:

F

ENTREVISTA • Personagem

fotos, e posts no blog do site e no seu próprio perfil. O PHC também participa da rede social, com a intenção de estimular os debates sobre assuntos relacionados à sustentabilidade. Em todos os projetos coordenados pela Associação do Parque Histórico de Carambeí a preocupação com a sustentabilidade é uma constante, como, por exemplo, o uso de energias renováveis, reciclagem de materiais e utilização de madeiras certificadas nas construções.

http://confrariasustentavel.ning.com/profile/ParqueHistoricodeCarambei

H

Almanaque: 2011 é o Ano da Holanda no Brasil, aguardamos apenas a sanção presidencial. O que podemos esperar do poder público estadual para as celebrações que acontecerão este ano?

O deputado federal Luiz Carlos Hauly é o autor da Lei que institui 2011 como o Ano da Holanda no Brasil. Atualmente ocupando a função de secretário da Fazendo do Paraná, Hauly concedeu entrevista ao Almanaque, abordando, além da Lei, assuntos como o cooperativismo e o turismo no Paraná. Almanaque Imigrantes: Diferente de outros estados, no Paraná o cooperativismo veio junto com o fluxo imigratório. As diversas etnias que compõem nosso estado foram decisivas na consolidação da prática cooperativa, que tem nos holandeses um grande expoente. Qual a importância das cooperativas para o desenvolvimento regional do Paraná? Luiz Carlos Hauly: Não dá para falar da história econômica do Paraná sem a presença marcante das cooperativas em todo o Estado. Elas alavancaram a economia paranaense e, principalmente, foram sólidas nos períodos de incerteza econômica que vivenciamos na época da inflação galopante. Cooperativismo e Paraná são indissociáveis. Os imigrantes holandeses, ao constituírem a primeira cooperativa do Brasil em Carambeí, demonstraram a importância do trabalho e da solidariedade. Da ação em comum para o benefício de todos.

Hauly: Já em 2009 apresentei a proposição na Câmara dos Deputados, busquei assinaturas de outros deputados, acompanhei a votação no Senado e, principalmente, construí o consenso em Brasília. Disponibilizei verbas no Orçamento da União para Carambeí e para as festividades em 2010 e 2011. Ainda na campanha eleitoral do ano passado estive com o governador Beto Richa, então candidato, e com o prefeito Osmar Rickli, assumindo os compromissos perante a comunidade de Carambeí no Parque Histórico. Lá nos foi entregue uma série de proposições que estão sendo construídas passo a passo. Vamos contribuir em todas as frentes de ação governamental. É o mínimo que podemos oferecer em troca de todo o trabalho dos imigrantes holandeses que, lado a lado com outros habitantes, constroem o Paraná de todos. Almanaque: Com a inauguração do Parque Histórico de Carambeí unindose ao complexo de Vila Velha e as atrações do Canyon de Guaterlá podemos afirmar que, na região, teremos um arranjo produtivo local de turismo e cultura. Como fortalecer este APL na consolidação de destinos turísticos para o nosso estado? Hauly: Agora é hora de utilizarmos a experiência de outros países e estimularmos o turismo como ferramenta de desenvolvimento econômico. Estamos acreditando que o Parque Histórico de Carambeí, aliado a outros investimentos na região dos Campos Gerais, propicie um roteiro contínuo de atividades e faça o turismo ser peça importante da economia de nosso Estado. Leia na íntegra no site do Parque.

www.parquehistoricodecarambei.com.br

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EXPEDIENTE H APHC - Associação do Parque Histórico de Carambeí Presidente: Dick Carlos de Geus Vice-Presidente: Franke Dijkstra Secretário: Gaspar João de Geus Curadoria Executiva: Fábio André Chedid Silvestre - Núcleo de Mídia e Conhecimento Guilherme Klopffleisch - Mind Promo Business Almanaque Imigrantes: Realização: APHC - Associação do Parque Histórico de Carambeí Mind Promo Business Núcleo de Mídia e Conhecimento Editores: Fábio A. Chedid Silvestre - Núcleo de Mídia e Conhecimento Tarás Antônio Dilay - Núcleo de Mídia e Conhecimento André Felipe Pereira Martins – Núcleo de Mídia e Conhecimento Fernanda Cheffer Moreira – Núcleo de Mídia e Conhecimento Revisão: Estúdio Texto - Cláudia Fonseca Colaboração: Luciano Tonon - Assessoria Cooperativa Agroindustria Batavo Assessoria de Comunicação Prefeitura Municipal de Carambeí Projeto Gráfico: Núcleo de Mídia e Conhecimento Arte e Um Pouco Mais Estúdio Gráfico Jornalista Responsável: Tarás Antônio Dilay - MT 22787

Periodicidade: Quinzenal - Distribuição 1.800 exemplares: Alunos do “Projeto Vamos Ler” na rede estadual de ensino de Carambeí 2.200 exemplares: - Distribuição dirigida - 9.000 exemplares Região dos Campos Gerais na edição de domingo do Jornal da Manhã - Na WEB www.parquehistoricodecarambei.com.br e em redes sociais. ERRATAS NO SITE.

NÃO POLUA. COLECIONE

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Realização

CARAMBEÍ PREFEITURA MUNICIPAL

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TRATORNEW®S/A


2011 ANO HOLANDA-BRASIL

24 de abril de 2011

Fascículo

Nº 16

Almanaque Imigrantes é uma publicação do Programa de Patrimônio Cultural do Parque Histórico de Carambeí

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EDITORIAL • O poder da propaganda... H

Conheça o Parque Histórico de Carambeí! Esta frase foi muito divulgada através dos meios de comunicação e realmente surtiu o efeito desejado. Na semana de comemoração do centenário e nos domingos seguintes, muitas pessoas visitaram o Parque. Queriam não só conhecer o local, mas também a história da imigração holandesa. A propaganda foi muito importante! Ela apresentou os atrativos do local e destacou a cooperativa, a escola e a igreja, como um tripé, que fez o povo permanecer unido. Assim, os cristãos tiveram seu espaço para reafirmar sua confiança em Deus e o fizeram recordando as palavras registradas no Salmo 90.1: “Senhor, tu tens sido o nosso refúgio, de geração

F

LEITURA H

O livro Falando de Histórias - volume I foi lançado durante a Festa do Centenário. A obra é o primeiro volume de uma coletânea de doze temas sobre a vida dos imigrantes holandeses em Carambeí. Os assuntos deste volume são: sociabilidades, religiosidade, mulheres, arte e cultura, arquitetura e cooperativismo. Outros seis temas vão compor o próximo volume. A produção da obra envolveu vários escritores, sob a organização do professor Niltonci Batista Chaves. Falando de Histórias – volume I é o segundo livro da Coleção Imigrantes, projeto composto de quatro obras e do periódico Almanaque Imigrantes, que tratam da história da imigração holandesa. Mais informações no site do Parque.

em geração.” A propaganda também foi muito importante e usada na Bíblia. Na época, a mídia era usada de forma diferente. Deus usou os seus anjos, os profetas, os evangelistas, os apóstolos e o seu próprio Filho como mensageiros. Desta forma conseguiu fazer sua Palavra chegar ao coração das pessoas. A mensagem da Páscoa (Ressurreição), por exemplo, foi transmitida de forma fantástica. Assim o anjo proclamou: “ELE NÃO ESTÁ AQUI, MAS RESSUSCITOU!!!” Que impacto! Um anjo de Deus trazendo esta Boa-Nova para aquelas mulheres. Hoje, a igreja e os cristãos têm o mesmo desafio: Levar a sua Palavra ao coração

F

das pessoas. Anunciar que: “Jesus ressuscitou!” Esta é a grande mensagem a ser proclamada na Páscoa e cada pessoa é convidada a abrir seu coração, acolher e retransmitir esta mesma mensagem com alegria e entusiasmo. Seja também um instrumento de Deus e faça a sua “propaganda” dizendo que a Páscoa é vida, é alegria, é a ressurreição de Jesus, e porque Ele ressuscitou, todo o que Ele crê, também ressuscitará para a vida eterna. Feliz e abençoada Páscoa! Pr. Libório Frederico Kissmann Pastor na Igreja Evangélica Reformada de Carambeí – Colônia.

VARIEDADES H

O Parque Histórico de Carambeí vai receber, nos dias 4 a 11 de maio, a Expocarambeí, uma das maiores feiras de gado leiteiro do país. Esta será a sétima edição da exposição e fará parte das comemorações do Centenário da Imigração Holandesa no Brasil. A organização da feira é realizada pela Prefeitura Municipal de Carambeí, com o apoio da Batavo Cooperativa Agroindustrial. A Expocarambeí apresenta o melhor da genética em gado leiteiro da região, que recebeu o primeiro rebanho puro da raça holandesa em 1947, trazido por imigrantes com o objetivo de melhorar a produção de leite. A região dos Campos Gerais é considerada uma das mais produtivas da agropecuária nacional, especialmente no ramo de laticínio, cujo destaque é a produção diária, que alcança 20 litros por animal, enquanto a média nacional é de 4 litros. Com o reconhecimento da genética apresentada em pista, a comercialização de animais durante a exposição é valorizada, favorecendo o incremento financeiro no negócio do leite para o produtor.

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F

PRESENÇA HOLANDESA H

A Festa do Centenário da Imigração Holandesa foi um sucesso! A comemoração fez de Carambeí uma excelente opção de passeio entre os dias 1º e 4 de abril. A estimativa é de que aproximadamente 35 mil pessoas tenham visitado o Parque Histórico de Carambeí no período. Com diversas atrações, a Festa teve início na sexta-feira (1º) com o Encontro de Lideranças do Cooperativismo, quando foi realizada uma homenagem a antigos associados da cooperativa Batavo, apontada como um dos principais fatores para o desenvolvimento da colônia. A banda Chimarruts se apresentou logo após a cerimônia, no centro da cidade. O Parque Histórico de Carambeí foi oficialmente inaugurado no segundo dia da Festa, sábado (2), em cerimônia que reuniu diversas autoridades. Participaram da solenidade o vice-governador Flávio Arns, o Embaixador da Holanda no Brasil, Kees Rade, o prefeito de Carambeí, Osmar Rickli, além de autoridades e representantes do poder público e empresas patrocinadoras. Nesse dia ocorreu também um desfile temático para celebrar o Centenário, apresentações de grupos folclóricos e

do grupo circense Tholl. O terceiro dia da Festa, domingo (3), foi bastante movimentado. Estima-se que, apenas neste dia, 20 mil pessoas tenham visitado o Parque. As principais atrações da data foram: culto ecumênico, apresentação de grupos folclóricos, campeonato de Dirtjump Bike, exibição de MotoCross e do Grupo Tholl. As atividades foram encerradas no centro da cidade, com os shows da banda Barra da Saia e do grupo Garotos de Ouro. Precisamente no dia do Centenário, 4 de abril, teve fim a Festa do Centenário. A data contou com parada cívica, no centro do município, e atividades no Parque, como o lançamento do livro Falando de Histórias – volume I, apresentações da banda Holandesa Kleintje Pills e do grupo infantil da Escola Evangélica de Carambeí. O encerramento das celebrações aconteceu com o show do cantor Sérgio Reis. Confira a cobertura completa da Festa do Centenário no site do Parque Histórico de Carambeí. www.parquehistoricodecarambei.com.br


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MARKETING CULTURAL• Vila Histórica se concretizou com a ajuda dos patrocinadores do PHC A construção da Vila Histórica começou no ano passado, quando a Pedra Fundamental foi inaugurada, na Festa do Pré Centenário. De lá pra cá, foram meses de trabalho e planejamento, que só puderam se concretizar com o apoio dos patrocinadores do PHC. Na inauguração da Vila, estiveram presentes diversos representantes dos patrocinadores, mas apenas três participaram ativamente das solenidades. Elisa Prado, diretora de comunicação da Tetra Pak, inaugurou, em parceria com a Cooperativa Batavo, o Museu do Leite, que foi equipado pelas duas instituições. “Acreditamos que o desenvolvimento sustentável também é orientado pelo conceito de responsabilidade social corporativa. Com esta visão, a Tetra Pak participará do Parque de Carambeí com uma iniciativa que ajuda na preservação da história da região”, conclui Elisa. O

REALIZAÇÃO:

PATROCÍNIO INSTITUCIONAL:

museu reproduz os caminhos do leite no século passado até os dias de hoje, simulado por bonecos em tamanho real. Eduardo Nunes, enviado da AGCO do Brasil, marca que detém a Valtra e a Massey Ferguson, participou da abertura do Museu de Implementos Agrícolas, juntamente com representantes do segmento, como Franke Dijkstra, descendente de holandeses que foi pioneiro na implantação do Plantio Direto nos Campos Gerais. O Museu conta com máquinas antigas e modernas, que representam a transição dos arados para equipamentos motorizados. “A AGCO segue com forte presença na região da serra dos Campos Gerais, referência em mecanização agrícola no Brasil e o apoio ressalta este comprometimento com o desenvolvimento da região como um todo”, aponta Nunes. A Casa da Presença Holandesa, que

APOIO INSTITUCIONAL:

APOIO:

Secretaria do Turismo

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conta a história da imigração dos holandeses no Brasil, incluindo as dificuldades que passaram no princípio da colonização, a adaptação e curiosidades, contou com a presença de Erik Peek, presidente do Rabobank Brasil, em sua inauguração. A instituição decorou com painéis a Casa, e também contribuiu com a ponte, vinda da Holanda, que liga a Casa da Memória à Vila Histórica de Carambeí. A APRE, Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal, contribuiu com toda a madeira utilizada na construção da Vila, número que gira em torno de 400 m³. Assim como a APRE, a Ebara Bombas também teve papel fundamental para a construção da Vila Histórica, pois possibilitou a extração de água de poços artesianos no PHC.


BOAS PRÁTICAS • APHC investe em acessibilidade H

Um dos requisitos dos projetos culturais junto ao Ministério da Cultura é atender as normas gerais de acessibilidade. Para tanto, os projetos da Associação do Parque Histórico de Carambeí têm dedicada atenção para estes quesitos. Além de contar com banheiro adaptado para cadeirantes na Casa da Memória, o Parque também incluiu rampas de acesso nas casas da Vila Histórica de Carambeí e recentemente adquiriu um carrinho, com capacidade para seis passageiros, com o objetivo de facilitar a movimentação de idosos, gestantes e deficientes físicos. O carrinho foi usado pela primeira vez na Festa do Centenário, servindo de suporte para as 35 mil pessoas que visitaram o PHC durante a festa. Este veículo funciona com energia elétrica, sem emissão de gases poluentes

como CO2, e as baterias recarregáveis são 100% recicláveis, diminuindo o impacto ao meio ambiente. Mas não foram os benefícios ecológicos que levaram o PHC a adquirir o carrinho, e sim a garantia de um passeio completo pelo Parque para todos os visitantes. Para compensar a emissão de CO2 na atmosfera, motivada pelos eventos realizados no Parque, a APHC iniciará uma prática de compensação de carbono, que consistirá no plantio de árvores no local. Também foi adotada a coleta seletiva, e diversas lixeiras indicativas foram distribuídas na área do PHC. Cultura, educação e sustentabilidade são os marcos que regulam todos os projetos do Parque de Carambeí.

PERSONAGEM• JAN HERMAN DE GEUS

Jan Herman era o filho mais novo do casal Aart Jan e Leentje de Geus, que chegou em Carambeí em 1913, ele então com 15 anos de idade. Os primeiros anos no Brasil não foram fáceis para o jovem Jan Herman, que deixou muitos amigos na Holanda, mas o árduo trabalho diário não deixava muito espaço para saudades. Em 1921 casou com Maaike Elizabeth Verschoor, que chegou a Gonçalves Junior-Irati em 1909, onde perdeu a mãe em 1910 e mais dois irmãos. Em 1911 veio com seu pai, irmãos e tios para Carambeí. Seu pai foi para a Holanda ainda em 1911 e conseguiu trazer mais imigrantes para Carambeí, inclusive a família De Geus. Em 1912, quando o pai, Jan Verschoor, novamente viajou para à Holanda a procura de uma esposa e mãe para seus seis filhos, veio a falecer na cidade natal. Jan e Maaike tiveram 16 filhos, dos quais 4 faleceram ainda crianças e 8 já adultos, restando, portanto, somente quatro 4 filhos atualmente. Hoje os descendentes deste casal somam quase 300 pessoas. Jan Herman foi um dos associados fundadores da Cooperativa Holandeza

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de Laticínios, a primeira cooperativa de leite do Brasil, criada em 1925, sendo que também participou durante muitos anos da diretoria da mesma. Foi sempre um dos maiores produtores de leite da colônia, e em 1946, construiu um enorme estábulo de gado para a época, o primeiro em alvenaria. Este estábulo possuía um grande sótão, que muitas vezes foi usado para festas de casamento, sendo inaugurado com as Bodas de Prata do casal, logo após a conclusão da obra. Hoje esta construção se transformou na Casa da Memória do Parque Histórico de Carambeí. Uma das características de Jan Herman era a sua ousadia em empreender, mesmo diante de pouca informação e conhecimento na época. Após alguns anos de plantio de arroz em pequena escala, ele resolveu, nos anos 50, arrendar uma área de 60 hectares para esta cultura de risco. Foi o início da agricultura em grande escala na região dos Campos Gerais. Seus filhos também tinham no sangue o gosto pela agricultura, razão pela qual todos abandonaram a atividade leiteira nos anos 60 para a dedicação exclusiva ao ramo agrícola. O casal Jan Herman e Maaike Elizabeth ficaram muito conhecidos muito por sua hospitalidade; sempre havia lugar para mais pessoas na vasta mesa desta grande família. Jan Herman sempre foi uma pessoa discreta, mas muito determinada e participante ativo em todas as atividades econômicas, sociais e religiosas da comunidade.

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EXPEDIENTE H APHC - Associação do Parque Histórico de Carambeí Presidente: Dick Carlos de Geus Vice-Presidente: Franke Dijkstra Secretário: Gaspar João de Geus Curadoria Executiva: Fábio André Chedid Silvestre - Núcleo de Mídia e Conhecimento Guilherme Klopffleisch - Mind Promo Business Almanaque Imigrantes: Realização: APHC - Associação do Parque Histórico de Carambeí Mind Promo Business Núcleo de Mídia e Conhecimento Editores: Fábio A. Chedid Silvestre - Núcleo de Mídia e Conhecimento Tarás Antônio Dilay - Núcleo de Mídia e Conhecimento Estagiários: André Felipe Pereira Martins - Núcleo de Mídia e Conhecimento Fernanda Cheffer Moreira - Núcleo de Mídia e Conhecimento Revisão: Núcleo de Mídia e Conhecimento Cláudia Fonseca - Estúdio Texto Colaboração: Luciano Tonon - Assessoria Cooperativa Agroindustria Batavo Assessoria de Comunicação Prefeitura Municipal de Carambeí Projeto Gráfico: Núcleo de Mídia e Conhecimento Arte e Um Pouco Mais Estúdio Gráfico Jornalista Responsável: Tarás Antônio Dilay - MT 22787

Periodicidade: Quinzenal - Distribuição 1.800 exemplares: Alunos do “Projeto Vamos Ler” na rede estadual de ensino de Carambeí 2.200 exemplares: - Distribuição dirigida - 9.000 exemplares Região dos Campos Gerais na edição de domingo do Jornal da Manhã - Na WEB www.parquehistoricodecarambei.com.br e em redes sociais. ERRATAS NO SITE.

NÃO POLUA. COLECIONE

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Realização

CARAMBEÍ PREFEITURA MUNICIPAL

Patrocínio

Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal

TRATORNEW®S/A

Almanaque Imigrantes (9-16)  

Revista de Patrimônio Cultural do Parque Histórico de Carambeí

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