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DIES DOMINI

 Terça-feira, 23 de Outubro: Santa: 08h00 Missa, Cartório a seguir da Missa Porto Moniz: 18h00 Cartório; 19h00 Missa  Quarta-feira, 24 de Outubro: Não Haverá Serviço  Quinta-feira, 25 de Outubro: Porto Moniz: 08h00 Missa; Santa: Não Haverá Serviço

BOLETIM PAROQUIAL DAS PARÓQUIAS DE PORTO MONIZ, SANTA E ACHADAS DA CRUZ 14.10 a 20.10 de 2012 “O Senhor nos abençoe em toda a nossa vida” Esta semana na vida da Igreja e na vida Paroquial:  21.10 Abertura Paroquial

da

Catequese

 21.10 Domingo XXIX do Tempo Comum  21.10 Beato Carlos D’Áustria  21.10 Dia Mundial das Missões

 Sábado, 27 de Outubro: 17h00 Santa; 18h30 Lamaceiros; 20h00 Porto Moniz  Domingo, 28 de Outubro: 08h00 Achadas da Cruz; 09h30 Santa; 11h00 Porto Moniz

“Gaudet Mater Ecclesia” – “Alegra-se, a Mãe Igreja”: foi com estas palavras que, no final da solene celebração de abertura do Concílio Vaticano II, o Papa João XXIII começou o discurso que marcaria, para sempre, a realização daquele que foi o maior acontecimento eclesial do século XX, e que continua, no dizer do actual Papa, a ser hoje “a grande força para a sempre necessária renovação da Igreja”. “Amanheceu o dia, tão ansiosamente esperado em que se inaugura o Concílio

 22.10 São Martinho de Dume

Ecuménico Vaticano II”, continuava então o Beato João XXIII, para, logo depois,

 23.10 São João de Capristano

elencar os motivos que o levaram a convocar aquela solene assembleia:

 24.10 Santo António Maria Claret

“afirmar mais uma vez a continuidade do magistério eclesiástico, para o apre-

 24.10 Conselho Presbiteral

sentar, em forma extraordinária, a todos os homens do nosso tempo, tendo em

 27.10 Nossa Senhora das Vitórias, Padroeira da Irmãs Vitorianas  28.10 Domingo XXX do Tempo Comum

conta os erros, as exigências e as vantagens do momento que vivemos”. Na sequência destas palavras, o Papa apresentava o tema central do Concílio: “Cristo sempre a brilhar no centro da história e da vida”. A Igreja de hoje é a de sempre. É a Igreja fundada por Jesus; é a Igreja dos Apóstolos Pedro e Paulo, a Igreja dos Santos, a Igreja dos Concílios. Ao longo

 Missas pelas Almas: Santa: 15 do Sítio do Salão; 24 Pombais; 9 Lombo dos Forneiros; 15 Santa

dos séculos, muitos foram os momentos difíceis por que passou; muitos foram

 No próximo Domingo, dia 28 de Outubro, Concerto com Consort de Bisel da DRE/Educação Artística, na Casa do Povo do Porto Moniz, pelas 17h00

uma obra meritória. Mas o facto é que a Igreja sempre permaneceu firme, anun-

 MUDANÇA DE HORA: DE ACORDO COM A LEGISLAÇÃO NACIONAL, NA MADRUGADA DE 27 PARA 28 DE OUTUBRO MUDA A HORA PARA O HORÁRIO DE INVERNO ATRASANDO UMA HORA (02H00 PASSA PARA 01H00)

os desvios que alguns dos seus membros fizeram ao Evangelho e à missão que a Igreja recebeu de Jesus – por vezes convencidos de que estavam a realizar ciando, de uma forma ou de outra, o verdadeiro Evangelho, que recebeu com a missão de levar ao mundo inteiro. Esta é a Igreja, nossa Mãe. Com ela nos alegramos também nós, cristãos do séc. XXI, 50 anos depois do início do Vaticano II. Com ela, e com o que foi e é o Concílio. Não nos custa, por isso, assumir com disponibilidade tudo o que falta cumprir das decisões daquela grande assembleia, e tomar sobre nós a tarefa de continuar a pô-las em prática. Com o entusiasmo que nos vem do Evangelho e da certeza de Cristo vivo e presente na Igreja. Ou, para utilizar palavras recentes do Papa Bento XVI, no início do presente Sínodo dos Bispos, com “a verdade que se torna caridade, e a caridade que contagia, como fogo, também o nosso próximo”. D. Nuno Brás in. Voz da Verdade, Semanário do Patriarcado de Lisboa


Depois do Concílio, a Igreja se empenhou na assimilação (receptio) e na aplicação do seu rico ensinamento, em continuidade com toda a Tradição, sob a guia segura do Magistério. A fim de favorecer a correta assimilação do Concílio, os Sumos Pontífices convocaram amiúde o Sínodo dos Bispos instituído pelo Servo de Deus Paulo VI em 1965, propondo à Igreja orientações claras por meio das diversas Exortações apostólicas pós -sinodais. A próxima Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos, no mês de outubro de 2012, terá como tema: A nova evangelização para a transmissão da fé cristã. Desde o começo do seu pontificado, o Papa Bento XVI se empenhou de maneira decisiva por uma correta compreensão do Concílio, rechaçando como errônea a assim chamada “hermenêutica da descontinuidade e da ruptura” e promovendo aquele que ele mesmo chamou de “’hermenêutica da reforma’”, da renovação na continuidade do único sujeito-Igreja, que o Senhor nos concedeu; é um sujeito que cresce no tempo e se desenvolve, permanecendo porém sempre o mesmo, único sujeito do Povo de Deus a caminho”. O Catecismo da Igreja Católica, pondo-se nesta linha, é, de um lado, “verdadeiro fruto do Concílio Vaticano II, e de outro pretende favorecer a sua assimilação. O Sínodo Extraordinário dos Bispos de 1985, convocado por ocasião do vigésimo aniversário da conclusão do Concílio Vaticano II e para efetuar um balanço da sua assimilação, sugeriu que fosse preparado este Catecismo a fim de oferecer ao Povo de Deus um compêndio de toda a doutrina católica e um texto de referência segura para os catecismos locais. O Papa João Paulo II acolheu a proposta como desejo “de responder plenamente a uma necessidade verdadeira da Igreja Universal e das Igrejas particulares”. Redigido em colaboração com todo o Episcopado da Igreja Católica, este Catecismo “exprime verdadeiramente aquela a que se pode chamar a ‘sinfonia da fé’. continua…

A liturgia do 29º Domingo do Tempo Comum lembra-nos, mais uma vez, que a lógica de Deus é diferente da lógica do mundo. Convida-nos a prescindir dos nossos projectos pessoais de poder e de grandeza e a fazer da nossa vida um serviço aos irmãos. É no amor e na entrega de quem serve humildemente os irmãos que Deus oferece aos homens a vida eterna e verdadeira. A primeira leitura apresenta-nos a figura de um “Servo de Deus”, insignificante e desprezado pelos homens, mas através do qual se revela a vida e a salvação de Deus. Lembra-nos que uma vida vivida na simplicidade, na humildade, no sacrifício, na entrega e no dom de si mesmo não é, aos olhos de Deus, uma vida maldita, perdida, fracassada; mas é uma vida fecunda e plenamente realizada, que trará libertação e esperança ao mundo e aos homens. No Evangelho, Jesus convida os discípulos a não se deixarem manipular por sonhos pessoais de ambição, de grandeza, de poder e de domínio, mas a fazerem da sua vida um dom de amor e de serviço. Chamados a seguir o Filho do Homem “que não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida”, os discípulos devem dar testemunho de uma nova ordem e propor, com o seu exemplo, um mundo livre do poder que escraviza. Na segunda leitura, o autor da Carta aos Hebreus fala-nos de um Deus que ama o homem com um amor sem limites e que, por isso, está disposto a assumir a fragilidade dos homens, a descer ao seu nível, a partilhar a sua condição. Ele não Se esconde atrás do seu poder e da sua omnipotência, mas aceita descer ao encontro homens para lhes oferecer o seu amor.

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Boletim Paroquial 046  

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