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INFORMATIVO

SALESIANOS

São Gonçalo

Ano XIII - nº 06 - Julho/2018

Paróquia São Gonçalo - Porto - Cuiabá

Distribuição Gratuita

Chegada dos Salesianos em Mato Grosso

“Deus nos colocou no mundo para os outros” Dom Bosco

10 razões para devolver o Dízimo Informativo Paróquia São Gonçalo Pág.

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11 de julho, dia de São Bento Pág. 7

Entrevista com padre Euller, 1 ano de sacerdócio Págs. 8 e 9 1


Horário das Missas - Domingo Igreja São Gonçalo: 6h30 - 8h30 - 17h - 19h Nossa Sra. Auxiliadora: 7h - 8h30 - 10h30 - 17h - 19h S. Domingos Sávio: 8h - 19h Nossa Sra. de Fátima: 7h São Vicente: 8h N. Sra. Bom Conselho: 18h Santa Rita: Terça-feira: 12h Quinta-feira: 18h São Pedro: 19h

Refletindo sobre o dízimo Caros irmãos e irmãs, depois das belíssimas meditações que nos foram propostas pelo Apostolado da Oração, durante nossas celebrações no mês de junho, agora somos convidados a meditarmos sobre o nosso sentido de pertença à comunidade, à Igreja. O mês de Julho se caracteriza na Arquidiocese de Cuiabá como o mês do dízimo. Uma forma de educarmo-nos todos à corresponsabilidade no exercício da caridade. Pois só é possível a prática da caridade com os mais necessitados de nossa sociedade, quando todos nos conscientizamos da nossa obrigação na devolução do dízimo. Veja, o dízimo não é uma invenção humana e muito menos uma forma da Igreja explorar financeiramente as pessoas. Pensar assim é minimizar a existência do dízimo, é reduzi-lo a um plano financeiro, o que está muito distante da verdade. Dízimo é doação. Ser dizimista é comprometerse com a missão de anunciar o evangelho, é ter sentido de pertença a uma comunidade, e comprometer-se com a manutenção da mesma. O dízimo expressa a participação da pessoa batizada na vida da comunidade, e em todas as suas dimensões: a) social; b) litúrgica; c) catequética; d) missionária. O dízimo é uma contribuição sistemática e periódica de todos os batizados, por meio do qual cada comunidade pode assumir um plano de sustentação e ainda colaborar com a Igreja local. Infelizmente há muitos que ainda não entende-

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Editorial

ram a dimensão do dízimo, e utilizam os mais diversos argumentos para não se tornarem dizimistas. Fazendo pesar sobre poucos a responsabilidade de manter as atividades e serviços da comunidade. Faltando o comprometimento no dízimo, a comunidade tem que encontrar outras formas de manutenção, como as festas. Isso gera um desgaste na comunidade. Pois os que ajudam e colaboram financeiramente nas festas, são os mesmos que devolvem fielmente o dízimo. Uma comunidade não pode fazer pesar sobre os ombros de poucos, todo o necessário para o conforto de todos. Se cada um se comprometer mensalmente com o dízimo, diminui a necessidade das festas e promoções com fins de arrecadação para a manutenção da comunidade. As festas e promoções servirão para a confraternização da comunidade, de suas pastorais, grupos e movimentos. Em nome da Igreja, de nossas comunidades, quero agradecer a todos os nossos dizimistas. A sua fidelidade na devolução do dízimo faz da nossa Paróquia de São Gonçalo um ambiente familiar, missionário, litúrgico, catequético, acolhedor, e pronto a socorrer os mais necessitados. Se você ainda não fez a experiência do dízimo, experimente. Pároco Padre Orozimbo de Paula

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10 razões para devolver o Dízimo 1ºSou dizimista porque amo a Deus e amo o meu próximo. Partilho com alegria, conforme manda meu coração, seguindo as palavras de São Paulo (2Cor 9-7). 2º Sou dizimista porque reconheço que tudo recebo de Deus. “O Senhor é meu pastor nada me faltará” (Sl 23). “Que tens tu que não tenhas recebido?” (I Cor 4,7-8). 3º Sou dizimista porque minha gratidão a Deus me leva a devolver um pouco do muito que recebo. “Não foram dez os curados? Onde estão os outros nove?” Só um voltou para dar glória a Deus? (Lc 17,1119). 4º Sou dizimista porque aceito como palavra de Deus o que leio na Bíblia, e sei que o dízimo é fonte de bênçãos. “Trazei o dízimo integral ao templo para que haja alimento em minha casa” (Ml 3,10) “Esta pobre viúva deu mais que todos os outros” (Lc 21,1-4) (Mc 12,41-44) 5º Sou dizimista porque creio, e confio, em Deus Pai; minha contribuição é prova de fé e de confiança. “Olhai as aves do céu, olhai os lírios do campo!” “Muito mais o Pai cuidará de vós” (Mt 6,25-31) 6ºSou dizimista porque o ato de partilhar transforma-me. “Insensato, hoje morrerás. De que te valeu ter acumulado tantos tesouros?” (Lc 12,16-21). “O amor cobre uma multidão de pecados” (Pd 4,8) 7º Sou dizimista porque creio na vida cristã em comunidade. “Onde dois ou mais se juntarem em meu nome, eu estarei no meio deles”

(Mt18,20). 8º Sou dizimista porque Deus, Pai de Jesus Cristo, rico em misericórdia, não quer ninguém passando necessidade. “Tudo o que fizeste a um dos meus irmãos mais pequenos, a mim o fizestes” (Mt 25,40) 9º Sou dizimista porque gosto de viver em liberdade e alegria, celebrando desde já a vida plena. “Vou preparar-vos um lugar” (Jo14,1-5). “Vinde, benditos de meu Pai ...” (Mt25,34).

10º Sou dizimista porque quero ver minha comunidade crescer e minha Igreja testemunhar o evangelho de Jesus no mundo inteiro. “Ide por toda terra, pregai a Boa Nova. Batizai em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28,19-20 e Mc 16,15-16)

Oração do Dizimista Senhor faz de mim um dizimista consciente e feliz. Que meu dízimo seja agradecimento, seja um ato de amor e reconhecimento pela tua bondade. O que tenho de bom de ti recebi: vida, fé, saúde, amor, família, bens… Ajuda-me a partilhar com justiça e fidelidade. Tira o egoísmo do meu coração. Que eu te ame cada vez mais; que ame e ajude cada vez mais aos irmãos. Que meu dízimo seja fonte de bênçãos, para mim, minha família e minha comunidade. Amém!

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Irmandade de Nossa Senhora Auxiliadora Maio passou entre nós formando o jardim de Nossa Senhora, com o convite de deixarmos ser transformados em flores a colorir e perfumar.  Foram 31 dias de oração, famílias se reunindo em torno do altar trazendo suas crianças para coroar a Mãezinha do céu em sinal de gratidão e veneração; cartinhas foram escritas pelos devotos, num ato de prece e, depois de devidamente respondidas, foram queimadas; durante 9 dias, bem cedinho, irmãs se uniam em oração na Capela; em unidade, as Comunidades da Paróquia, juntamente com os jovens da sede (......), encenaram os mistérios gozosos e meditaram o Santo Terço. Procissão luminosa, festa em família, músicas e canções, semeaduras de um mês intenso, cujo fecho se deu com a celebração do Corpus Christi.      A própria Virgem Auxiliadora adubou, arou, regou, podou e preparou o nosso lindo  jardim para a chegada do mês de Junho dedicado ao Sagrado Coracao de Jesus.

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Junho, mês do Sagrado Coração Nossa Paróquia no mês de junho, mês dedicado a devoção ao Sagrado Coração de Jesus, foi motivada pelo Apostolado da Oração a viver muito intensamente todos esses dias de fervor a esse tão amado e tão amoroso Coração. No dia 1º, houve a abertura solene do mês do Sagrado Coração de Jesus. Ao longo dos primeiros 9 dias do mês foi realizada a Novena do Sagrado Coração, sendo que no dia 9 houve, durante a Missa, a entrada de novos

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membros do Apostolado da Oração. Já no dia 10 ocorreu a missa solene às 17h, seguida de procissão luminosa com a imagem do Sagrado Coração de Jesus e de quermesse. Ao longo de todas as missas do mês foram feitos atos de desagravo e coroação ao Coração de Jesus. Também houve a reza da Ladainha e da Consagração ao Sagrado Coração de Jesus, bem como meditadas as palavras de Santo Afonso Maria de Ligório.

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Festa de Nhô Gonçalo No dia 16 de junho aconteceu a festa junina de nossa Paróquia, o Nhô Gonçalo. Uma festa muito animada com as comunidades da Paróquia. Diferentes tipos de comida, para todos os gostos. Quadrilhas muito animadas abrilhantaram ainda mais essa noite. Veja a galeria de fotos completa em nosso site: www.paroquiasaogoncalo.com.br

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11 de julho, dia de São Bento São Bento nasceu na Úmbria, uma região da Itália central, no ano de 480, filho de uma nobre família romana. Desde pequeno manifestou um gosto especial pela oração. Fez os primeiros estudos na região de Núrsia, perto da cidade de Spoleto, e depois foi morar em Roma para estudar filosofia e retórica. Vocação - Bento se desiludiu rapidamente com a decadência moral da cidade e resolveu retirar-se a uma vida de oração, silêncio e sacrifício. Auxiliado por um eremita chamado Romano, que lhe dava alimentos, passou a viver em uma gruta de difícil acesso no monte Subíaco, onde passou três anos em isolamento, dedicado às orações e aos estudos. Descoberto depois por pastores que ficaram assombrados com a sua santidade, Bento passou a receber muitas visitas que procuravam conselho e pediam orações. Fama de santidade - Como a sua fama de santidade tinha crescido muito, Bento foi aclamado abade no convento de Vicovaro. Ele aceitou, desejando prestar um bom serviço, mas descobriu que a vida que os monges levavam não refletia a entrega incondicional que ele achava que deveria caracterizar o seguimento de Cristo. Foi-se formando entre os monges, contra o santo, uma antipatia que culminou na criminosa tenta-

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tiva de matá-lo com veneno. No entanto, quando Bento abençoou a taça de vinho envenenada, como fazia com todos os alimentos que comia, ela se espatifou Devoção a São Bento - São Bento faleceu em 547, aos 67 anos de idade, após predizer a própria morte. No mesmo ano faleceu também a sua irmã, Santa Escolástica, fundadora do ramo feminino da ordem de São Bento. A devoção a São Bento se espalhou solidamente pelo mundo todo, fazendo dele um dos padroeiros da Europa.

“A Cruz Sagrada seja a minha Luz. Não seja o dragão o meu guia. Retira-te satanás. Nunca me aconselhes coisas vãs. É mau o que tu me ofereces. Bebe tu mesmo o teu veneno.” Amém (3x) A bênção de Deus Todo Poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo, desça sobre nós e permaneça para sempre. Amém.

Oração - Ó glorioso Patriarca São Bento, que vos mostrastes sempre compassivo com os necessitados, fazei que também nós, recorrendo a vossa poderosa intercessão, obtenhamos auxílio em todas as nossas aflições. Que nas famílias reine a paz e a tranquilidade; afastem-se todas as desgraças, tanto corporais como espirituais, especialmente o pecado. Alcançai do Senhor a graça que vos suplicamos, obtendo-nos finalmente que, ao terminar nossa vista neste vale de lágrimas, possamos louvar a Deus. Fonte: https://pt.aleteia.org/

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Entrevista Padre Euller Completando um ano de sacerdócio, em 22 de julho, pedimos ao jovem Padre Euller da Silva que compartilhasse um pouco dessa experiência conosco. Agradecido a Deus, ele destaca seus principais momentos neste início de vida sacerdotal. Nascido em Campo Grande/MS, ele já havia passado uma temporada em Cuiabá e agora está de volta para cumprir sua missão como Salesiano. Pastoral da Comunicação - Com que idade você entrou no seminário? E por quê? Pe. Euller - Eu entrei com 16 anos, mas não tinha um motivo especificamente no inicio, não. Eu tinha amigos que eram vocacionados, e um dia eles tinham atividade no seminário, na casa salesiana, um acampamento. Como não tinha nada para fazer no final de semana eu falei: “Mãe, to indo”. Isso aconteceu em Campo Grande, cidade que nasci e morei na minha adolescência. Morei com minha avó durante 3 anos e, então, minha mãe voltou do interior. Nesse acampamento, fui só para passar um final de semana diferente, acabei gostando do jeito que as coisas aconteceram. Foi tudo no meio do mato, atividades, brincadeiras com o pessoal. Quem cuidava da gente eram os próprios seminaristas, meninos da minha idade (16/17 anos), e tinham os salesianos (padres, mestres). E eu especialmente fui gostando do jeito deles. Quando voltei para casa, eu deixei meu contato com o padre Lauro, que era o padre que acompanhava os jovens e era o vice inspetor na época. Depois de 2 a 3 semanas ele bateu na minha casa, conversou com minha família e comecei a ser acompanhado. Fui acompanhado por 1 ano, mas eu não queria saber de nada. Então, em novembro ele me ligou perguntando se eu queria participar de um encontro que aconteceria em janeiro, durante uma semana. Fui, gostei, e fui ficando. Pascom - Qual foi sua maior lição nesse 1 ano de sacerdócio? Pe. Euller - É difícil. Todos os dias a gente aprende alguma coisa. Para mim, a confissão é o sacramento mais difícil: você sentar, ouvir as pessoas, ouvir as historias das pessoas, é mais difícil. E ali eu tiro muitas li-

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ções. Muitas vezes de pessoas que você não espera nada, ou acha que será apenas mais uma confissão, você acaba ouvindo toda a fé que a pessoa tem diante do sacramento, de confessar. Não olha para você, mas olha para o Cristo. Ali você sente pessoas de tanta fé, que muitas vezes você, como padre, se sente com tão pouca fé naquilo que Deus pode realizar na sua vida. E a maior lição que me recordo foi o sentido de ser humilde, de sempre estar buscando a reconciliação, não só com Deus, mas com as pessoas que convivem contigo. A gente aprende a ser humilde, a escutar, percebe que não sabe nada ainda. Muitas vezes pessoas com mais experiência de vida do que eu vem me pedir direcionamento, e o que eu vou falar? Às vezes sou eu que tiro mais direcionamento na conversa do que eu direciono. Pascom - Qual foi sua maior dificuldade? Pe. Euller - Vão fazer 14 anos que eu estou longe de casa, e a dificuldade na caminhada toda é ficar longe de casa, longe dos irmãos, da família. Porque a gente só liga, passa férias, vai de vez em quando. Mas não é a mesma coisa de conviver o dia a dia. Durante esse um ano, o maior desafio foi saber rezar uma missa, e saber trazer tudo aquilo que você viveu, porque quando você reza missa, não vai ao automático, não vai ali fazer um teatro. Você tem que trazer toda a vida das pessoas, da comunidade. E

isso é difícil, as pessoas confiam em você, e chega um momento que você sente o peso da responsabilidade, e isso é difícil. As responsabilidades administrativas ou de acompanhar os grupos é fácil, mas você ajudar o outro a carregar a própria cruz, é uma responsabilidade tremenda que não aparece, não é algo material, mas é algo muitas vezes psicológico, espiritual. Chega certo momento que pesa, um peso espiritual, emocional, que no final do dia está exaustivo, mas que, por outro lado, você pensa que valeu a pena. Valeu a pena ter parado, conversado com as pessoas, as 3 ou 4 missas, as 3 horas no confessionário. São com essas dificuldades que eu vou amadurecer na vida. Aprender que o meu sacerdócio não é meu, é o sacerdócio das pessoas. No dia que eu disse meu Sim a Deus, eu não disse para eu ganhar privilegio, ou ganhar alguma vantagem. Quando a gente diz o nosso Sim, é também um sim para as pessoas, para estar sempre disponível, mesmo no dia em que não está bem, mesmo no dia que está estressado, esgotado, você se recorda daquele sim. E recordar desse sim é recordar da sua fidelidade, que deve ser diária. Pascom - Tem algo que te marcou nesse primeiro ano? Pe. Euller - Todos os dias alguma coisa te chama bastante atenção, mas aqui em Cuiabá, especialmente, eu fui ordenado e já vim para essa comunidade. Eu achei que seria mais Informativo Paróquia São Gonçalo


difícil voltar pra cá, porque eu já morei aqui. Mas uma marca muito interessante que eu vejo, e que é diária, desde o primeiro dia que eu fui ordenado até agora, são as pessoas não me verem como padre. Isso para mim é bom, porque eu me visto de foma normal como qualquer outra pessoa, eu não ando de batina, não ando de clésima, e quando eu vou atender alguma pessoa no hospital ou rezar missa em algum lugar que não é da comunidade as pessoas perguntam: “Mas o senhor é padre? Tão jovem...”. As pessoas não me veem como um padre “tradicional”. Para mim é importante porque facilita o meu acesso, as pessoas não ficam com o pé atrás, não ficam medindo as palavras. Isso me marca muito porque aí eu vejo a espontaneidade da pessoa. Encontrar as pessoas sem qualquer defesa, sem qualquer escolha, para mim é natural, é tranquilo, porque é isso que eu espero nas pessoas que não me veem diferente, mas que me veem como alguém que caminha junto. Por isso que eu faço questão de chegar e conversar sobre tudo, de estar em qualquer momento com as pessoas. Isso vai fazendo com que elas não me vejam somente como padre e fiquem querendo me agradar só porque eu estou ali, mas como Dom Bosco fazia com os jovens, que me tenham como amigo, como um deles. Pascom - Como foi quando falaram que você vinha para a Paróquia São Gonçalo? Pe. Euller - Aconteceu a minha ordenação e o inspetor não me disse para onde eu iria. Só foi me dizer depois do almoço, depois da primeira missa. Quando ele me disse, me causou uma surpresa, porque eu não esperava voltar para Cuiabá. Eu saí daqui muito triste, no sentido: “poxa eu tinha feito tantas amizades lá no Coxipó, onde eu estudava, com os professores, com os alunos, com o pessoal da Paróquia, aí do nada eu saí”. Eu saí decepcionado. Pascom - Você gostou daqui? Pe. Euller - Me causou surpresa e me causou um pouco de medo. Porque no primeiro ano vou para uma comunidade que eu já conhecia, “eu não sei como vão me receber, vai ser tudo novo, não vai ser como era”, pensava. Porque quando você está em outras fases é mais tranquilo, você não tem tantas responsabilidades. No início eu fiquei com medo, tanto é que eu chamei minha mãe Informativo Paróquia São Gonçalo

para conversar. Depois ela falou “e aí, você gostou ?”. Gostei, mais eu não sei o que me espera, então, eu não tenho o que falar. Vou lá ver o que vai dar. Se der certo eu vou ficar, se não der, eu chamo o padre e falo que não está dando certo. Aí, quando eu cheguei aqui nenhum dos salesianos estava. Eles estavam em viagem. Só quem estava era o padre Winkler. No dia que cheguei já tive que rezar missa, atender confissão. Então, foi meio que um susto. Não tive ninguém para preparar o terreno. É muito natural você chegar num lugar novo com pessoas que você nunca viu na vida, com pessoas que você nunca conversou. Foi um desafio no inicio, mas depois, naturalmente, as coisas foram acontecendo, as pessoas foram se aproximando, vendo quem eu era. As pessoas estranharam no inicio por eu ser jovem. A outra coisa boa de vir para cá foi que eu me senti em casa , tanto é que esses dias uma pessoa da comunidade disse “você esta mais solto né padre, vai completar 1 ano que você chegou e eu lembro de que quando você chegou aqui, você chegava desconfiado, olhando para os lados, mas agora o senhor está bem diferente”. Daí eu falei, sou muito tímido e quando você está à frente de alguma coisa, você

tem que ter a cara de pau e meter a cara. É assim que eu faço para perder minha timidez, mas o bom é que aqui na Paróquia São Gonçalo eu encontrei muitas pessoas que me acolheram. Hoje eu posso chegar em qualquer pessoa e conversar, sem receio. Acho que a acolhida da comunidade foi o que mais me marcou. A Paróquia São Gonçalo foi um grande presente nesse um ano de ordenamento, pelo fato de fazer diferentes experiências para um primeiro ano de sacerdote, atender muitas pessoas, rezar muitas missas, acompanhar muitas atividades de diferentes idades, tanto de crianças, adolescentes, famílias, então faz com que ganhe experiência na caminhada.

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“Amgos de Jesus” participam do Saraoh 2018 Com o tema “Deus é Jovem”, o gupo de acólitos e leitoras Amigos de Jesus participaram, entre os dias 29/06 e 1º/07, do Saraoh 2018. Representando os carismas de Dom Bosco, a união destes jovens foi entrelaçada. O livro “Deus é Jovem”, um compilado de cinco entrevistas do Papa Francisco a Thomas Leonccini, foi crucial para a realização do encontro, pois aprendemos a importância do diálogo, de se propor a novas mudanças, de sermos jovens profetas e velhos sonhadores. O serviço ao Altar é demonstrado em inúmeros detalhes, como a função exercida, a leitura proclamada, o sorriso que acalenta, o abraço que acolhe, o gesto e a fala que bons frutos plantamos e colhemos. Somos a geração capaz de revolucionar com a ternura da ju-

ventude e contato íntimo com Deus! Agradecemos imensamente a todos os participantes deste retiro, que souberam se entregar de corpo e alma a cada atividade, desde a recepção animada, jantares e almoços temáticos, animações, palestras, teatro dinâmico, gincana, e, em especial, a Adoração ao Santíssimo, ao Santo Terço e à recepção dos novos acólitos e leitoras. Muito obrigado por cada riso, história, emoção partilhada, pois melhor que sermos amigos, é sermos Amigos de Jesus.

Quando voltamos, no domingo (01), servimos na Santa Missa e celebramos o rito de investidura dos novos acólitos e leitoras: Gustavo, Kamilly, Karen, Maria Eduarda, Natasha e Nak. Mais uma vez, os parabenizamos pelo “sim” do serviço ao Altar. Servir é reinar! Aos demais jovens dos 14 aos 29 anos (que não sejam casados) que se interessarem em conhecer um pouquinho mais sobre nosso grupo, basta conversar com algum dos acólitos e leitoras após a Santa Missa ou entrar em contato pelo número (65) 9.9809-8639. Luana Torres

Peregrinação a Aparecida Norte

Transporte Aéreo Cuiabá x São Paulo x Cuiabá; Passeio a Canção Nova e Guaratinguetá;

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Informativo mensal da Paróquia São Gonçalo - Distribuição Gratuita Pároco – Pe. Orozimbo de Paula Junior Produção: Pastoral da Comunicação - Pascom Coord. Pascom: Marcos José Rodrigues Pereira Jornalista responsável – Sérgio Thompson Redação – Pascom, Maria do Carmo Monteiro e colaboradores. Revisão – Marcos Crepaldi e Carlos Júnior Relações Públicas – Wilson Maia Amorim

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Paróquia São Gonçalo Rua XV de Novembro, 664 – Porto CEP: 78020-810 Cuiabá – MT Fone: (65) 3623-1442 saogoncalocuiaba@bol.com.br Tiragem: 2.700 exemplares

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Pensando no valor do tempo

Maria do Carmo Monteiro da Silva Há poucos dias ouvi uma pregação que me levou a pensar, com profundidade, que o tempo é benção de Deus, pois 2018, antes esperado, já chega ao sétimo mês no calendário gregoriano. E o pregador dava três dicas simples (mas difíceis) que podemos usar para ficarmos mais perto de Deus e com simplicidade ele ensinava. Primeiro, ter uma vida de oração dobrando o tempo que rezamos. E ele dizia que a “rezação” muitas vezes nada vale pois depois da oração voltamos às mesmas reclamações, discórdias e outras mazelas. A oração verdadeira não é assim: quanto mais nos ligamos a Deus as preces nos fazem melhores e nos ajudam a viver em paz com aqueles que nos cercam. Segundo: continuando a ter vida de oração não nos podemos deter nas adversidades, nos males que contagiam o mundo. Devemos procurar apenas o que nos

PROGRAMAÇÃO

edifica e faz crescer nesse Deus que invocamos ou saudamos. Terceiro: não viver sozinho mas sim em comunidade. E neste mês, no dia 19, a liturgia nos lembra São Vicente de Paulo, patrono das obras de caridade pois dedicou sua vida às crianças abandonadas e à miséria por revoluções e guerras. Com Santa Luisa de Marilac fundou as Damas da Caridade e a Sociedade das Filhas da Caridade. Na nossa Paróquia temos a Capela dedicada a São Vicente de Paulo e a obra dos Vicentinos que atende os mais carentes com dedicação exemplar que desafia o tempo. No dia 22 vamos lembrar Santa Maria Madalena que é protetora dos ciganos. Ela, que chorou aos pés de Jesus os seus pecados e a primeira a quem Jesus apareceu depois da sua ressureição (Jo,20,11-18) e que O reconheceu quando Ele a chamou pelo nome:

Maria. E no dia 26 vamos lembrar dos avós de Jesus: Joaquim e Ana, um casal que gerou a Mãe de Jesus, nosso Salvador. Quanta santidade existia neste casal e os avós têm ainda a missão de amar e ajudar seus netos a trilhar o caminho da fé e do amor a Deus. Avós mais jovens e idosos como eu veem nos netos um presente de Deus e têm a felicidade de ver a outra geração. Que possamos deixar exemplos como minha avó, pilar desta Igreja de São Gonçalo na sua pobreza e humildade. Ela também se chamava Ana e era mãe dos Párocos que por aqui passaram na minha infância. Julho, além da Copa do Mundo nos traga o espirito de oração e da unidade na família, na comunidade e o amor que contagiou Vicente de Paulo em sua vida de sacerdote! Que Julho nos ensine a valorizar o tempo que Deus nos dá!

Julho/2018

02 – Escola de catequistas 28 – Adoração – AJS 07 – Festa São Pedro (capela) 29 – Feijoada da Amizade 07 – Dai-ne Almas – Evangelização no Complexo Pomeri 29 – Encontrão do Segue-me 10 – Missa em honra a São Gonçalo 29 – Inscrição para novos membros Grupo Amigos de Jesus 12 – Missa em honra a N. Sra. Aparecida 30 – Escola de catequistas 14 – Evangelização e entrega de cestas básicas (Pastoral do 31 – Missa em honra a Dom Bosco Alimento) 18 – Segue-me – reunião com pais e seguimistas 19 – Segue-me – missa de entrega * Missa da Saúde – Todas as sextas-feiras, às 16h 20 a 22 – Segue-me * Todo primeiro sábado do mês, missa às 6h30, seguida de reza 22 – Aniversário de ordenação do padre Euller da Silva das mil Ave Marias 25 – Encontrão ECC

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