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Voz Viva

02

Junho 2012

“Celebremos nosso padroeiro, santificando nossas famílias e cuidando de nossos enfermos.” (Tema central do Tríduo Santo Antônio 2012)

Editorial

Cultivemos a virtude da paciência

Pe. Otacílio Lacerda Pároco Neste mês em que celebramos a Festa do nosso Padroeiro, mais uma vez temos a graça de aprofundar sobre a vida de Santo Antônio, grande nome da Igreja e de grande expressão na religiosidade popular. Nesta Edição, à luz da Palavra de Deus, dos ensinamentos da Igreja, contidos em seu Catecismo, e da sabedoria dos escritos de nosso Padroeiro possibilitaremos a reflexão sobre um tema muito importante: a virtude da paciência. Uma abordagem aparentemente simples, porém torna-se difícil devido às suas implicações na vida quotidiana em todas as dimensões, pois vivemos numa sociedade marcada acentuadamente pela cultura do imediatismo. Os demais artigos são a expressão do quanto ainda temos que aprender a linguagem do Espírito, cessando as palavras, em renovados compromissos com a Evangelização, a fim de construirmos uma Igreja viva e solidária, fiel ao Cristo Ressuscitado, atenta ao sopro do Espírito, sem jamais nos omitirmos na construção de uma sociedade justa, solidária e fraterna, conforme o desejo

e sonho de Deus Pai. Sempre animados pelas virtudes teologais – fé, esperança e caridade – continuemos cultivando a virtude da paciência, sem nos curvarmos à cultura do imediatismo, mas renovando sinceros compromissos com a cultura da vida, para que vivenciando o Mandamento do amor santifiquemos nossas famílias, pois de nada adiantaria falar em paciência ou em linguagem do Espírito se não tivermos o amor. Quanto mais intenso o amor, maior será a paciência vivida, como bem nos alertou São Paulo: “O amor é paciente, o amor é prestativo; não é invejoso, não se ostenta, não se incha de orgulho. Nada faz de inconveniente, não procura seu próprio interesse, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se regozija com a verdade.Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (1Cor 13, 4-7). Como Igreja, sintamonos sempre animados e fortalecidos pelo Fogo do Espírito que ilumina nossa vida, reavivando a chama da fé que em nosso coração foi acesa, e num crepitar permanente tenhamos o coração ardente e os olhos abertos em cada Eucaristia celebrada, como de modo acentuado aconteceu na

Recados quermesse: ÚLTImOs FINAIs De semANA Participe da Quermesse da Paróquia Santo Antônio de Gopoúva. Dias 16 e 17 / 23 e 24 de Junho Jogos, diversão e muita comida boa! Experimente nossos caldos, doces, pizza, churrasco, salgados e o famoso Tempurá de Santo Antônio.

Novidade 2012: chá de amendoin com leite!

ACOLHA um JOVem

Festa do Corpo e Sangue do Senhor. Que tendo celebrado mais uma Festa em louvor ao nosso Padroeiro, renovemos nossas forças para maior empenho, dedicação no carregar da cruz hoje, para alcançarmos e merecermos a glória da eternidade no amanhã de Deus, sem cairmos na tentação do imediatismo inútil e estéril. Continue ressoando em nosso coração as sábias palavras de nosso Padroeiro em um dos seus Sermões: “Quem está repleto do Espírito Santo fala várias línguas. As várias línguas são os vários testemunhos sobre Cristo, a saber: a humildade, a pobreza, a paciência e a obediência; falamos estas línguas quando são as obras que falam.”

Blog – http://peotacilio.blogspot.com

Jovens de diversos países e cidades do Brasil virão para a Semana Missionária da Pré-Jornada Mundial da Juventude de 16 à 20 Julho de 2013.

Eles precisam ser acolhidos. Cadastre sua família para acolher um desses jovens em sua casa. As inscrições já começaram! Informações na secretaria.

PArTICIPe DA FeIJOADA NA CAPeLA sÃO JuDAs TADeu

A Tradicional Feijoada na Capela São Judas será dia 15 de Julho a partir das 12h. Reserve essa data para um agradável almoço de domingo. Convites e Informações na Secretaria Paroquial.


“A paciência é o baluarte da alma, ela a fortifica e defende de toda perturbação.” (Santo Antônio)

Visita Pastoral

Sidney L. Vitorino Pascom Em visita a nossa Paróquia, o Bispo Dom Joaquim Justino Carrera fez questão de disseminar a sua concepção como base cristã evangelizadora, pela qual devemos nos espelhar. O ensinamento da fé, a esperança da santificação e a prática da caridade pelo governo da atitude própria e do outro nas obras da Igreja e vida em comunidade. O texto Base da CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil lembra a Primeira Carta Encíclica do Papa Bento XVI, onde afirma que “a igreja como comunidade deve pregar o amor.” E segundo o evangelista João na sua compreensão acreditava que Jesus possuía um único grande mandamento: “Amaivos uns aos outros, como eu vos amei, assim vós também deveis amar-vos uns aos outros (cf. Jo 13,34)”. Texto Base CNBB, pag. 86) Então nos pegamos a repensar nossa missão não apenas como crentes na Palavra, mas também como membros ativos,

semeadores e transformadores pela correção fraterna, ensinando um irmão que fraqueja o dever de perseverar na fé (Lc. 13,1-9), em que a figueira aparentemente improdutiva é acreditada pelo agricultor, que com muita paciência e amor continua a cuidá-la à espera dos seus bons frutos. Assim ensinar a fé, buscando a santificação com esperança, amor e paciência, faz- se um dos atos mais importantes do cristão que, ao mesmo tempo prega, renova sua crença e santifica sua própria existência, como co-

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Junho 2012

Serviço

A Base da Vida Cristã e da Fé Católica “A igreja como comunidade deve pregar o amor”

Voz Viva

Servir a Deus por amor

Servir com alegria é um ato de amor, de serviço, de acolhimento, não nos deixa inferior e menor que ninguém. Lembremos que “Deus não veio para ser servido e sim para servir” (Mc 10,45). Pascom

erdeiro da terra, sem nunca se esquecer de dar reto testemunho e fazer bom governo de seus próprios comportamentos e do outro, tornando-se imitável pelos bons costumes e perseverança. O pilar da fé cristã prospera na medida em que o amor ao próximo é praticado, até que possa surgir um novo membro ativo, imbuído em fazer germinar no outro uma nova semente de fé e amor. Por isso, seja você também bom fruto e faça brotar pela sua obra novas sementes espelhadas na bela mensagem do Bispo.

Maria da Saúde Equipe da limpeza

Achamos muitas vezes que servir a Deus é só fazer grandes coisas, mas Deus está em todos os trabalhos, isso inclui as pequenas coisas. Deus vê todo o nosso esforço nos trabalhos em prol do seu Reino, por isso devemos fazer tudo com amor e dedicação, sem requerer holofotes. Deus, que é onipresente, onisciente e onipotente, vê todas as coisas e isso basta para que nossa missão seja cumprida. Servir com alegria é um ato de amor, de serviço, de acolhimento, não nos deixa inferior e menor que ninguém. Lembremos que “Deus não veio para ser servido e sim para servir” (Mc 10,45). Tudo o que Deus fez e faz por nós tem o ato de servir. Basta olharmos a nossa volta, tudo que Deus criou foi com o intuito bom para seus filhos. Ele quer que sejamos felizes, por isso temos por obrigação também fazer o dia do nosso irmão melhor, mais feliz. Ser feliz, fazendo o outro feliz, pois o egoísmo só divide, enquanto o servir une. A felicidade é imensa quando somos úteis para algum

trabalho e trabalhamos com os irmãos de comunidade com o mesmo objetivo. Assim acontece com a equipe da limpeza: todos unidos para deixar agradável a casa do Pai para todos que nela passarem. Você acha que há inferioridade nesse trabalho? Pelo contrário, há amor, união, espiritualidade e o comprometimento com os ensinamentos do Pai. Deus nos deu dons. O que você faz com os seus dons? Coloca-os para servir aos outros ou simplesmente servem para inflar o seu egoísmo e a sua vaidade? Os dons que recebemos devem ser colocados em prática, pois nossa missão será cobrada mais tarde, quando estivermos frente a frente com Deus. Participe de uma Pastoral, alguma delas está precisando de você! Sinta-se útil em servir, pois assim disse o Senhor: “... mas, entre vocês não deverá ser assim: quem quiser ser grande, deve tornar-se o servidor de vocês, e quem de vocês quiser ser o primeiro, deverá tornar-se o servo de todos. Pois o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar vida em resgate em favor de muitos” (Mc 10, 43-45).

Fé e Cidadania - Eleições 2012

MENSAGEM DA CNBB SOBRE AS ELEIÇÕES MUNICIPAIS DE 2012 – 2ª PARTE – FINAL Laurindo Vanícola Equipe de Fé e Cidadania Em sequência ao que foi exposto no texto de maio, cujo conteúdo, ao final, alertava todos os eleitores quanto ao perfil dos candidatos que iremos escolher, ou seja, aqueles que tenham como bússola “os valores éticos” e estejam dispostos a um “contínuo diálogo entre o poder local e as comunidades”. Para que possamos nos orientar com retidão é preciso, também, posicionarmos nossa bússola em direção aos instrumentos aprovados em anos recentes (1999 e 2010) ou seja, “as leis de iniciativa popular 9.840 contra a corrupção eleitoral e a compra de votos e a Lei 135, conhecida como Lei da Ficha Limpa, cuja constitucionalidade foi

confirmada pelo Supremo Tribunal Federal”. Encerrando este tópico, a Igreja nos lembra ainda quanto à importância de “uma mobilização da sociedade, como já ocorre em vários lugares, explicitando a necessidade de a ‘Ficha Limpa’ ser aplicada também aos cargos comissionados para maior consolidação da democracia e para colocar fim à corrupção, que ainda envergonha nosso país”. Sobre isto temos a lamentar que na Câmara Federal os nobres deputados praticaram o grande mal de rejeitar essa proposta. Na Câmara de Vereadores em Guarulhos a proposta havia sido aprovada numa primeira votação. Votar é bom, importante e necessário e, ao participarmos de um processo eleitoral exercemos

nosso dever de cidadão e cidadã conscientes, nos ufanamos no cumprimento do dever cívico e seremos exemplos para nossas famílias e nossa comunidade. Entretanto, a CNBB nos alerta que “a nossa responsabilidade não se esgota no voto”, indicando que “é dever, especialmente de quem vota, a corresponsabilidade na gestação de uma nova civilização, fundamentada na defesa incondicional da vida, desde a fecundação até a morte natural, na promoção do desenvolvimento sustentável, possibilitando a justiça social e a preservação do planeta”. Mas, apesar de tudo isto, o que acontece de fato? Claro, ficamos atentos aos resultados finais das apurações para saber quais candidatos foram eleitos. Com a lista dos

novos Vereadores e do Prefeito eu devo, agora, me colocar em campo e acompanhar assiduamente o desempenho dos mesmos, só ou em comunidade, para cobrá-los necessariamente, caso tenham uma atuação pífia. Por isso, a Igreja nos lembra, mais uma vez, que “a educação para a cidadania é processo permanente” e, para isso, “contribuem as Escolas e Grupos de Fé e Política que se multiplicam pelas Dioceses do Brasil, além das variadas publicações de conscientização política: Documento 91 da CNBB – Por uma Reforma do Estado com Participação Democrática e a Cartilha Eleições Municipais 2012, elaborada por organismos da CNBB”. Por último a Igreja nos exorta a todos, “comunidades e lideranças,

a lançarmos mão destes valiosos instrumentos, a fim de participarmos conscientemente das eleições e assegurarmos a unidade em meio às diferenças próprias do sistema democrático”. Solícita e preocupada com os filhos, a Santa Mãe Igreja nos lembra, ao final das mensagens, que é preciso promover campanhas que “estimulem os jovens a exercerem responsavelmente seu direito de votar já a partir dos 16 anos”; e que “para o cristão, participar da vida política do município e do país é viver o mandamento da caridade como real serviço aos irmãos”; e, pede, finalmente: “Que Nossa Senhora Aparecida abençoe o povo brasileiro e ilumine candidatos e eleitores no exigente caminho da verdadeira política”.


Voz Viva

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Junho 2012

“A paciência é melhor maneira de vencer.” (Santo Antônio)

Notícias da Catequese Pastoral da Catequese

Silenciar, contemplar o Amor de Deus

O mundo em que vivemos hoje , nos impõe uma maneira voraz de viver. Somos impulsionados a um cotidiano que mal temos tempo para fazer uma refeição decente, muitas vezes comendo um sanduíche ou até mesmo em pé. Um mundo cheio de solicitações motivadas pelo volume de informações que somos obrigados a digerir para dar conta das exigências que o próprio ser humano criou, com o nome de desenvolvimento. Temos que estar constantemente “conectados” para sermos reconhecidos como parte do mundo. Nessa voracidade, vamos perdendo a essência de

nossa espiritualidade. Santa Tereza afirmava que “Deus sempre quer nos falar, mas o mundo faz tanto barulho que não O podemos ouvir.” E foi com o propósito de nos dar a oportunidade de ouvir a Deus que no dia 20/05/2012, reunimos os pais da 2ª etapa da catequese para um retiro espiritual. O próprio Jesus se retirava para um lugar ermo, onde se entregava à contemplação. Assim fizemos essa experiência com os pais, que se retiraram de seus afazeres cotidianos e se entregaram a um dia de contemplação, a exemplo dos profetas que “no recolhimento, sentiram o chamado do espírito, adquirindo forças para sua missão”, no

silêncio, na oração, na partilha de sentimentos e conhecimentos. Duas palestras de bastante relevância foram proferidas pelos casais Sr. Oripes e Sra. Alaide, Sr. Márcio e Sra. Solange, coordenador e vice de nossa Paróquia. Desenvolveram temas que inflados pela ação do Espírito Santo, através da oração, ascenderam os ânimos para a vivência e convivência dentro da comunidade. Além da disposição dos catequistas, contamos também com a colaboração da Sra. Lia e do Sr. Perez, que muito nos ajudou na organização da cozinha e no momento das refeições. Contamos com a presença

Acolhimento

A alegria em acolher e ser acolhido com ternura

Se você acredita no Cristo Ressuscitado, acredita que nossa Igreja pode ser muito melhor, venha fazer parte da Pastoral da Acolhida. Rose Carnelosso (artigo completo em: peotaci- sempre chamada pelo seu Pastoral da Acolhida lio.blogspot.com). nome. No Evangelho do Bom Acolher é uma atitude que Pastor (Jo 10,11-18), aprenEm consonância com nos- começa no coração: sem demos que Deus nos conhece so Bispo Dom Joaquim, a distinção, amando ao irmão e nos chama pelo nome! DePastoral da Acolhida procura como Jesus nos ama, vendo vemos fazer o mesmo. “Não fazer um trabalho tendo como no outro Deus que vem ao devemos permitir que alguém modelo “Maria”, a primeira nosso encontro. Com um sor- saia de nossa presença sem que acolheu o Espírito Santo, riso nos lábios, dizer ao irmão se sentir melhor e mais feliz.” gerando o menino Jesus com que chega que ele é bem- (Madre Teresa de Calcutá) seu sim! vindo à Casa do Pai, para o Na comunidade, a acolhiRetomo as palavras de nos- encontro, para a celebração. da faz toda a diferença. Se so Pároco, Pe. Otacílio: “Quem Sua presença nos alegra e formos bem acolhidos, voltamelhor do que tu, Aurora de nos completa. E faz muita mos e, se o contrário ocorrer, um mundo novo, para nos falta. Existem muitos traba- além de não voltarmos, com ensinar a acolher? Acolher em lhos a serem realizados. Sua certeza faremos comentários nosso coração, quotidiana- contribuição é importante ruins. Muitas pessoas deixam mente, a semente do Verbo. como as sugestões e críticas de participar ao ver que soAcolher os Mistérios e De- construtivas. mos agentes de pastoral e nos sígnios de Deus sem mesmo A família deve ser acolhe- comportamos mal e falamos os compreender. Acolher as dora por excelência. É ela mal de nossa Igreja. alegrias e também as tristezas que deve acolher a vida com Se você acredita no Cristo que fazem parte da vida. Aco- respeito, amor e carinho. Cui- Ressuscitado, acredita que lher a vida desde sua concep- dar e velar para que cresça e nossa Igreja pode ser muito ção até seu declínio natural. desabroche com saúde, inte- melhor, venha fazer parte da Acolher o irmão e a irmã da ligência e graça. Precisamos Pastoral da Acolhida. Venha comunidade, para além das resgatar as nossas famílias fazer a diferença. Precisamos diferenças que nos marcam. para Deus, por que elas são de mais sorrisos, de mais Acolher as diferenças cultu- as primeiras igrejas. É a Igre- abraços. Não economize sua rais que entre nós possam ja Doméstica. Nela sempre se alegria, multiplique conosco! existir. Acolher as cruzes aprende o amor, a acolhida, Evidentemente que Acolhique forem transpassadas em o perdão e o respeito. Nosso mento ultrapassa tudo o que nossa alma, como bem soube saudoso Papa (Beato) João aqui se propôs, mas se não acolher. Acolher as dores da Paulo II nos disse “O futuro for dado este primeiro passo, Sexta-Feira Santa, a escuri- da humanidade passa pela não virão outros mais amplos dão que separou a acolhida família.” para que nossa comunidade do Mistério da Alegria na Cada pessoa deve ter a sua seja verdadeiramente missiomadrugada da Ressurreição” dignidade respeitada, sendo nária do Reino.

de 46 pais e como foi dito pela Sra. Solange no início do retiro, alguns pais, desde o princípio, estavam contentes por estar ali, outros tiveram que ser trazidos nos braços de Jesus e ainda estavam se sentindo incomodados, mas no final, quando nos despedimos, pudemos sentir que todos caminhavam com os pés no chão, com o coração renovado pela fé e esperança que durante todo o dia foi alimentada. Nós ficamos com a certeza de que alguma coisa foi mudada dentro de cada um. Diante do mundo tão conturbado, precisamos nos permitir retirar-se para ouvir a voz de Deus. Em sua mensagem para

o Dia mundial das Comunicações- 2012, o Papa Bento XVI reforça a necessidade do silêncio, para valorizarmos a Palavra. “ A Contemplação silenciosa faz-nos mergulhar na Fonte do Amor, que nos guia ao encontro do nosso próximo, para sentirmos o seu sofrimento e lhe oferecermos a Luz de Cristo, a sua Mensagem de Vida, o seu Dom de Amor total que salva... Palavra e silêncio. Educar-se em comunicação quer dizer aprender a escutar, a contemplar, para além de falar (...).” Logo, precisamos silenciar e contemplar o Amor de Deus presente em nossas ações, no próximo e em nosso coração.

Paciência e Amor

O perigo da cultura do imediatismo

Pe. Otacílio Lacerda Pároco

Entre tantas virtudes que devemos cultivar, a paciência é uma das mais importantes. Virtude do ser humano que consiste na disposição de suportar a adversidade de forma voluntária, enquanto se espera algo bom. Mas como sermos pacientes se somos bombardeados pela cultura do imediatismo, que consiste no “alcançar ontem o que queremos hoje”; se basta pararmos um pouco diante das propagandas publicitárias e perceberemos os apelos explícitos e implícitos para o consumo, à satisfação imediata, e à voracidade do consumo. Mais grave ainda, quando esta cultura passa a determinar nossas relações na família, na Igreja e na sociedade, levandonos à impaciência de ouvir, esperar, silenciar, acolher o outro com seus problemas e sentimentos. A cultura do imediatismo sacrifica a virtude da paciência, influenciando grandemente até mesmo no modo de vivermos nossa relação também com Deus. Queremos uma religião que nos traga respostas e soluções imediatas: cura, milagres, espetáculo, emoção instantânea (ainda que passageira), prospe-

ridade com matizes de individualismo, relativizando o poder redentor que a Cruz tem. Renovemos o nosso ardor na promoção da cultura da vida, para não nos curvarmos à cultura do imediato e seus apelos consumistas e individualistas, pois não podemos permitir que o império do imediato sufoque e mate precipitadamente tantas sementes que silenciosamente foram plantadas, cultivadas e nutridas pela força da Palavra de Deus, presente na Eucaristia. Ressoem em nosso coração, entre tantas, duas belas Parábolas de Jesus, expressão da suprema paciência de Deus com a humanidade, sobretudo com os pecadores, para que se convertam e vivam: a Parábola do joio e do trigo, que retrata a necessária paciência no semear o bem, apesar do mal que também pode ser semeado; e também a Parábola da semente que germina por si só secretamente para produzir frutos no tempo certo, (Mt 13,24-30 e Mc 4,26-29, respectivamente). Que cultivando e amadurecendo a virtude da paciência, sem imediatismos estéreis, façamos florescer e frutificar novos tempos, novas relações, novo modo de viver superando a cultura do imediatismo e suas trágicas consequências.


“Seguir Jesus não é uma opção de vida, Jesus é a Própria vida.” Voz Viva (Marcos 2ª noite do Tríduo)

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“A vida terrena é assim transitória, passageira, pois constitui preparação para uma vida futura que será eterna”

Junho 2012

Dom Luiz Gonzaga Bergonzini (1936 2012)

“Nesta manhã perdemos um amigo e ganhamos um intercessor.’’ (Pe. Berardo Graz). Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, Bispo Emérito de Guarulhos, faleceu na madrugada do dia 13 de Junho, dia de Santo Antônio, depois de 23 dias internado devido a um quadro de pneumonia que agravou com o tempo. Pascom Equipe

Sua história

Em São João da Boa Vista, cidade localizada a 223 km de São Paulo, no dia 20 de maio de 1936, nasceu Luiz Gonzaga Bergonzini, terceiro de quatro filhos. Seus pais, Luiz Bergonzini, sapateiro, e Aristea Bruscato Bergonzini, dona-de-casa, também sãojoanenses, souberam dar ao pequeno Luiz e às suas irmãs uma sólida formação humana e cristã, na simplicidade e no trabalho intenso. Batizado aos 02 de agosto de 1936 e Crismado em 07 de setembro de 1940, na Igreja Matriz de São João Batista, tornou-se mais tarde o Padre Luizinho, o qual haveria de exercer naquela mesma Igreja o seu ministério sacerdotal por mais de três décadas. Tendo constantemente diante de si o exemplo de São João Batista, padroeiro de sua cidade e da paróquia, o Padre Luizinho soube fazer de seu ministério um serviço para que Cristo cresça. Aos 29 de junho de 1959, a partir da casa da Família Bergonzini,

Suas Mensagens Temos consciência que a tarefa é árdua, espinhosa, difícil. Temos consciência de que somos limitados e fracos, mas anima-nos o saber que a tarefa não é nossa, mas também e principalmente d´Ele. O grande Apóstolo das Gentes, São Paulo, tinha consciência disso, quando afirmava, confiança na graça de Deus “Tudo posso naquele que me dá forças” (Flp. 4,13).

Capa

formou-se uma procissão com as associações religiosas e muitíssimos fiéis. Tinham ido “escoltar” o jovem Diácono Luiz Gonzaga Bergonzini, ilustre filho da cidade, que rumava de sua casa paterna para a Igreja Paroquial de São João Batista onde seria ordenado sacerdote. O menino simples, que tão cedo ingressara no Seminário, após longo período de intensa preparação humana, espiritual e intelectual, agora entrava na Igreja para dali sair sacerdote do Senhor. Através do ministério sacerdotal, é o próprio Cristo que está presente em sua Igreja, como Cabeça do seu corpo, Pastor do seu rebanho, Sumo-Sacerdote do sacrifício redentor, mestre da verdade.

Seu Discurso

Ao ser nomeado bispo, em 1992, Dom Luiz reflete sobre seu chamado vocacional e os inícios de seu ministério: “Sentindo grande entusiasmo pelo sacerdócio, ainda criança, entrei para o Seminário onde pouco a pouco o germe da vocação foi desenvolvendo, chegando à maturidade e à minha consagração total a Deus, por Cristo, na Igreja, para a Salvação dos Homens.”(Dom Luiz Gonzaga Bergonzini) Adaptado de diocesedeguarulhos.org.br

“Se estivermos realmente preocupados em “estar” com Ele, em “conviver” com o Cristo, em fazer a “sua” vontade, em “viver a sua vida”, Ele estará conosco, viverá em nós e então, participaremos também da “sua vitória”. Seria desastroso se, em nossa atividade pastoral procurássemos a “nossa” glória, a “nossa promoção” a “nossa vitória.” ‘“ Sempre fui consciente de que o anúncio do Evangelho traz sobretudo a Cruz. Meu Deus, como ela é pesada.”

O próprio Cristo nos alerta para essas dificuldades quando diz aos Apóstolos “No mundo tereis aflições…” mas acrescentava:”… tende confiança, Eu venci o mundo.” (Jo 16,33). “Se dispensarmos o Cristo e sua graça, confiando unicamente em nossas forças, recursos e capacidades pessoais, ficaremos sozinhos e a derrota será total: pois além de não vencermos, estaríamos impedindo a Cristo de lutar ao nosso lado e vencer juntamente conosco.”

A paciência por fim tudo alcança A raiz da impaciência é a falta de amor

Silvana Oliveira Pascom Atualmente, muitas pessoas vivem preocupadas, rancorosas, inquietas, ansiosas, passam o dia tentando resolver mil coisas e não dormem bem. Todos esses sobressaltos deixam as pessoas estressadas, irritadas contra tudo e todos, no trabalho, no trânsito e até mesmo em casa, com a família. Muitos não entendem que tudo, mas tudo mesmo, passa. A raiz dessa impaciência, preocupação, ansiedade, estresse,

reside contudo, na falta de amor, na falta de fé e confiança em Deus. A confiança plena no amor de Deus nos faz compreender que não devemos nos preocupar com nada porque Ele sempre providenciará o melhor para nós. Essa fé no amor de Deus gera paciência e espera N’ele, nos faz ser fiel a Deus e a seu Evangelho na alegria e na tristeza, na penúria e na fartura, na saúde e na doença. Não se espantam com nada aqueles que compreendem o verdadeiro significado das

palavras: amor e paciência. Os que fixam os olhos no céu sabem que tudo nesta terra pode nos enganar, nos iludir e somente Deus é o mesmo sempre, só ele não muda, só o amor D’ele é sempre o mesmo, pois Ele é amor em ato. A frase de Santa Teresa de Jesus faz todo sentido porque nos ensina o essencial: “Nada te pertube, nada te espante, tudo passa! Só Deus não muda. A paciência, por fim, tudo alcança. Quem a Deus tem, nada lhe falta, pois só Deus basta.” É essa certeza que temos que implantar em

nossos corações. Temos que viver para o céu e usar as coisas da terra para alcançá-lo, para isso devemos cuidar do nosso coração, de nossas ações, vontades e explosões de momento. Temos que ser pacientes. Não aquela paciência de autodomínio, trata-se aqui, da paciênciaamor, paciência-esperança, paciência-fé. Paciência esta que nos convence que Deus está no comando e que Ele pode tudo e tudo realiza por amor. No tempo de Deus, não no nosso, Ele mesmo resolverá da melhor forma todas as

coisas, sempre visando nossa felicidade, nossa vitória e salvação. Foi por isso que “o mundo foi salvo pelo Crucificado e não pelos que crucificam” (Papa Bento XVI). Vamos regar nossa raiz com fé, caridade, esperança, confiança, paciência e muito amor, vamos agir com serenidade e colheremos frutos de paz interior e bênçãos constantes. Quem tem a Deus, quem o conhece, quem confia n’Ele, vive de forma diferente, é mais humana, tolerante e transborda amor onde passa.


Voz Viva

06

Junho 2012

“Devemos cuidar da doença da alma para que ela não se transforme na enfermidade física.” (Natalia 3ª noite do Tríduo Santo Antônio)

Aconteceu

Pastoral da Criança Paroquial: 23 anos em defesa da vida A Pastoral da Criança da Paróquia Santo Antônio de Gopoúva celebrou no dia 03 de Junho 23 anos de atividade em defesa da vida. Hoje, a pastoral companha 45 crianças e 5 gestantes com a ajuda de apenas 3 lideres. Precisamos muito de sua ajuda, pois existem ainda muitas gestantes precisando de nosso acompanhamento e apoio. Venha conhecer nosso trabalho e nos ajudar a levar vida em abundância a todas as crianças. Maiores informações na Secretaria da Paróquia. Se você tiver roupas de bebê,

cobertor ou berço, que não vai mais usar doe para a Pastoral

Pastoral do Batismo lança site!

Batismo Coordenação Fotos: Pascom

da Criança. Nossas gestantes ficarão muito felizes.

Missa de Corpus Christi 2012 Missa Solene de Corpus Chirsti. Adoração do Santíssimo Sacramento.

A Pastoral do Batismo vem com alegria comunicar a Paróquia Santo Antônio que desde o dia 1º de maio o site da Pastoral está disponível ao acesso de todos através do endereço www.sag-batismo.webnode.com.br. A criação do site da Pastoral do Batismo foi um dos propósitos definidos para o ano de 2012 que tem por objetivo aproximar a Pastoral do Batismo da Comunidade, disponibilizando informações sobre o Sacramento do Batismo, sobre as documentações necessárias para inscrição das crianças, sobre as características fundamentais exigidas para habilitar uma pessoa a

SEMINÁRIO EUCARÍSTICO

A Eucaristia é o maior Tesouro da Igreja Católica Nelly Santana Coordenadora

Tapete de Corpus Christi - 2012 Este ano contamos com a doação de 1.100 panos de prato.

Mais fotos:

/santoantoniodegopouva

Tríduo de Santo Antônio

Aconteceu nos dias 11 e 12 de junho o Tríduo de Santo Antônio. Este ano foi refletido o tema “Celebremos nosso padroeiro, santificando nossas famílias e cuidando de nossos enfermos”, motivado pelos palestrantes Marcos e Natalia. Cobertura completa na edição de julho.

ser padrinho ou madrinha, entre outras tantas informações relacionadas a este Sacramento. Faça um tour pelo site e descubra outras informações disponibilizadas no nosso site como links de blogs, Liturgia diária, vídeos musicais, fotos dos batizados realizados no mês anterior entre outras informações. Não se esqueça de deixar o seu recado ou perguntas através do Fale Conosco.

A Eucaristia é o maior Tesouro da Igreja Católica e o Seminário Eucarístico, realizado pelo grupo Mãe de Divina Fonte, quer afirmar esta certeza: “Ele está no meio de nós” A Paróquia Santo Antônio de Gopoúva e suas Capelas, São Judas Tadeu e Nossa Senhora de Sion, entre outras Comunidades, vivenciaram no sete encontros de aprofundamento sobre

a Eucaristia, reavivando o mistério da fé: “Anunciamos Senhor a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição. Vinde Senhor Jesus”. Esse encontro trouxe ainda mais a certeza de amarmos a Eucaristia e ter mais zelo pelo Sagrado corpo de Jesus. Nossos encontros ocorreram às quintas-feiras e contou com a presença dos palestrantes Pe. Paulo Afonso, José Antônio, Célia, Pe. Otacílio, Carlos, Pe. Edson e Pe. Daniel.


“Acolhendo as belas lições de Santo Antônio, homem Eucarístico e Reconciliador, nossas famílias serão Santificadas.” (Painel litúrgico)

Matrimônio

Matrimônio Angela Maria Bombardi Os Encontros de Noivos aparentemente bem preparados, por quê às vezes fracassam? Não é uma promessa para sempre? Realmente, diante do altar, os noivos prometem amor e fidelidade para sempre. Sobre a questão do “aparentemente bem preparados”, coloca-se a dúvida: “Preparam-se para o casamento-matrimônio ou preparam-se para a festa do casamento? Um casamento bem preparado acontece da seguinte maneira: os dois se conhecem, começam a conversar, marcam um encontro, percebem que podem caminhar juntos, iniciam o namoro, comunicam

Voz Viva

07

Junho 2012

Uma promessa para sempre! às famílias, fazem planos para o futuro e vão caminhando para alcançar a meta. Isto não se faz em dois meses, muito menos em duas semanas. Muitos namoram mais tempo, outros menos tempo. Nunca aconselhamos um casamento com menos de um ano de namoro, principalmente quando são jovens. O tempo para amadurecer a questão do casamento depende do crescimento dos dois e do tipo de vida que levam. Um casamento bem preparado dever ser vivido de uma maneira cristã. Não é aquele em que se busca a Igreja apenas para cerimônia. Quantos, na entrevista com o Sacerdote, não sabem nem onde foram batizados e precisam telefonar para a mãe para saber se

Reflexão

receberam a Eucaristia ou o Crisma. É claro que a Igreja sempre esteve em segundo plano e, agora, a busca é para um ato social. Há tantos casais que se preparam adequadamente. Redescobrem o valor da Fé, ou continua a vivê-la, agora a dois. Há casais que pedem a bênção para conduzir o namoro, o noivado de forma correta! Quantos buscam fazer uma boa confissão antes do casamento, pois querem receber o Sacramento do Matrimônio em estado de graça e também receber a Eucarístia, pois esta faz parte da vida dos dois. É claro que encontrarão dificuldades de adaptação na vida nova que começam, mas sabem administrar tudo isso na presença de Deus e não

na busca de um advogado. Conheço casais lindos, que namoraram de forma exemplar, que nunca deixaram a Igreja e que passam por dificuldades. O mesmo sacerdote que abençoou a união é procurado para que possa aconselhar. Isto se chama fé. Isto é não desanimar diante das primeiras dificuldades. O Sacramento do Matrimônio é uma instituição divina e não um criação humana. O homem criou a indústria do casamento, as festas, as músicas, os cerimoniais, as viagens etc... E se casar for apenas isso, claro que cansa e acaba. Casamento bem preparado é vida planejada a dois e mais, quando surgem os filhos, vivendo em família. Casamento

bem preparado é quando as famílias dos dois se conhecem e se respeitam, principalmente nas diferenças, pois ninguém é cópia de ninguém. Casamento bem preparado, finalmente, é planejar a cada dia o tempo que se tem pela frente, sabendo que haverá alegrias e tristezas, saúde e doenças. O amor, porém, vence e supera todos os obstáculos. Então entendemos porque, os casais de tanto de tempo de casados, 50 anos ou mais, não consegue viver sem o outro. É o mistério do amor que se renova a cada dia, na presença do Senhor, sob a proteção de Nossa Senhora. http://matrimoniosantoantonio.blogspot.com.br/

Os Dez Mandamentos

Terceiro Mandamento – Guardai Domingos e Festas A grande devoção de Aline Vitor Ribeiro do Sábado. Após a Ressurreição de das almas, o vínculo da caridade, Santo Antônio à Virgem Maria Pastoral do Crisma Cristo, o dia de repouso e serviço as orações dos presbíteros” (CateMadreselva Marinho Proclamadora da Palavra Não se pode negar a grande devoção que Santo Antônio tinha à Mãe de Jesus. Dizem que ele faleceu com o nome de Maria nos lábios, pois desde criança aprendeu a invocá-la em sua vida. Encontramos seis sermões de Santo Antônio dedicados à Virgem Maria, e neles ele a homenageia com títulos admiráveis: “Trono místico de Cristo”; “Trono de marfim, pela sua brancura, ao qual se sobe pelos seis degraus das virtudes marianas: vergonha, prudência, modéstia, constância, humildade e obediência”. Santo Antônio também compara Maria ao lírio, a um vaso de ouro, à oliveira, ao arco-íris e à porta do céu. Ele tem afirmações profundas, em que encontramos o mistério da Virgem Maria sempre relacionado ao Mistério de Jesus Cristo: “A criatura carregou no seio seu Criador e a pobre Virgem o Filho de Deus”; “O Criador do mundo

obedece a um carpinteiro, o Deus de eterna majestade se submete a uma Virgem”. Outra afirmação interessante é esta: “Maria não só deve ser louvada por ter trazido no ventre o Verbo de Deus, mas também é bem-aventurada porque realmente guardou os preceitos de Deus”. A reflexão que Santo Antônio faz sobre Nossa Senhora é profundamente enraizada na Bíblia, na pessoa de Jesus e na missão da Igreja. De Santo Antônio temos ainda muito que aprender sobre o seu amor à Mãe de Jesus: “Tendo as numerosas virtudes brilhado de modo excelente em Maria Santíssima, a humildade superou-as a todas. Por isso, quase esquecendo as restantes, coloca à frente a humildade, dizendo: Olhou para humildade de sua serva.” Que o amor de Santo Antônio à Virgem Maria, Mãe de Jesus, nos ajude anunciar o que a ela própria proclamou no Magnificat: “Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada” (Lc 1,48).

Dando continuidade à série de matérias sobre os 10 Mandamentos, hoje discutiremos o terceiro: Guardai Domingos e Festas. A origem desse Mandamento, segundo o Catecismo da Igreja Católica (Terceira parte, Segunda Seção, Artigo 3 p. 567), lembra que o dia do Sábado, por ser o sétimo dia, seria aquele reservado para o repouso em honra do Senhor. Tal afirmação pode ser explicada por meio da criação do mundo. O Senhor teria criado o céu, a terra, o mar e tudo que há neles em seis dias, depois, repousou no sétimo dia, como nos aponta o livro do Gênesis (Gn2, 2). Segundo esse Mandamento, todos deveriam se ausentar do trabalho no Sábado. O livro do Êxodo (Ex 20, 8-11) diz “Não faça nenhum trabalho, nem você, nem seu filho, nem sua filha, nem seu escravo, nem sua escrava, nem seu animal, nem o imigrante que vive em suas cidades”, ou seja, tal mandamento ordena que absolutamente ninguém trabalhe ou seja obrigado a trabalhar. O Catecismo da Igreja Católica nos mostra que esse dia deve, também, ser utilizado para o lazer e para a dedicação à família (Terceira Parte, Segunda Seção, Artigo 3, p. 571). No entanto, como foi apontado anteriormente, a origem desse Mandamento pedia a santificação

ao Senhor passou a ser o Domingo. Segundo Santo Inácio de Antioquia, “Aqueles que viviam segundo a ordem antiga das coisas voltaram-se para a nova esperança não mais observando o Sábado, mas sim o dia do Senhor, no qual a nossa vida é abençoada por Ele e por sua morte” (Catecismo da Igreja Católica, Terceira parte, Segunda Seção, Artigo 3, p. 569). A alteração em relação aos dias valoriza ainda mais a Páscoa cristã, consequentemente a Ressurreição de Jesus e concede a ela um título de “Nova Criação”, que seria a passagem da morte para vida, se tornando, assim, o primeiro de todos os dias e a primeira de todas as festas (Catecismo da Igreja Católica, Terceira Parte, Segunda Seção, Artigo 3, p. 568). A partir desses esclarecimentos, é perceptível a obrigatoriedade na participação das celebrações da Igreja no dia reservado ao Senhor, o Domingo. A celebração dominical está no coração da vida católica e deve ser guardada bem como as demais festividades realizadas em nossa doutrina, como Natal, Ascensão do Senhor, Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, Nossa Senhora, São José e demais santos. Além disso, segundo São João Crisóstomo, “Não podes rezar em casa como na Igreja, onde se encontra o povo reunido, onde o grito é lançado a Deus de um só coração. Há ali algo mais, a união dos espíritos, a harmonia

cismo da Igreja Católica, Terceira Parte, Segunda Seção, Artigo 3, p. 570). Por isso, é necessário que o católico se faça presente nas missas dominicais. Além disso, é na missa que é instituído o centro de nossa fé, a Eucaristia. Todo católico é obrigado a participar da Eucaristia e só poderá se ausentar por causas de extrema seriedade, como doenças. A não participação acarretará em pecado grave. Se a participação na missa for impossível, recomenda-se que o fiel participe vivamente da Liturgia da Palavra ou se dedique à oração por tempo recomendado com a família, a sós ou em grupos familiares, de acordo com a oportunidade e possibilidade (Catecismo da Igreja Católica, Terceira Parte, Segunda Seção, Artigo 3, p. 571). Por fim, concluímos que esse Mandamento aumenta a participação católica nas festividades da Igreja, além de contribuir para que o fiel tenha um período reservado para o repouso, o lazer necessário para cultivar sua vida social, familiar, cultural e, em especial, a religiosa. Tal preceito indica que o cristão católico deve, por meio do dia do repouso, dedicar tempo necessário ao Senhor que se faz presente em sua vida em todos os instantes e lembrese de que recebemos o perdão de nossos pecados pela Sua morte e ressurreição.


Voz Viva

08

Junho 2012

“Aprendamos com Santo Antônio a cuidar do enfermo, enxergando nele a face de Cristo.” (Painel litúrgico)

Culinária

Divulgação

Patê de frango e cenoura Ingrediente(s) para a pasta: 1 colher (sopa) de Azeite de oliva 1 cebola ralada 1 cenoura ralada 1 colher (sopa) de molho de tomate 2 colheres (sopa) picadinha de salsinha 100g de peito de frango 2 a 3 colheres (sopa) de maionese Preparo Cozinhe o peito de frango com temperos a gosto e desfie. Reserve. Em uma panela, refogue a cebola no

Espaço Criança

óleo e acrescente a cenoura. Abaixe o fogo e deixe até a cenoura cozinhar. Em seguida coloque o molho de tomate, mexa bem, e, logo após, o frango cozido e desfiado e a salsinha picadinha. Deixe cozinhar por alguns minutos e desligue o fogo (não deixe secar, pois a preparação deverá ficar úmida). Aguarde esfriar um pouco e acrescente a maionese. Sugestão de consumo Monte sanduíches com pão integral, folhas de alface, rúcula, rodelas de tomate e o patê de frango.

ACUPUNTURA POPULAR

Oasis Terapias Todas as quartas-feiras, das 14 às 18h. e sextas-feiras das 9 às 11h. Av. Emílio Ribas, 757 - Gopoúva. Tel: 2408- 6815 - GISELE MOYA

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Jornal Voz Viva Junho/2012