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Ano VII - N潞 93

Par贸quia Santo Ant么nio de Gopo煤va

Agosto - 2013


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02 Voz Viva

“Saiam às ruas como fez Jesus”. (Papa Francisco)

Editorial

Dízimo

Padre Otacilio de Lacerda

peotacilio@terra.com.br

Os desafios da Pós Jornada Mundial da Juventude “Com o ruído que se produziu a multidão acorreu e ficou perplexa, pois cada qual os ouvia falar em seu próprio idioma” (At 2, 6)

V

EXPEDIENTE

ivemos dias memoráveis com a visita do Papa Francisco e a realização da 28ª Jornada Mundial da Juventude, cujo lema é sempre oportuno lembrar: “Ide e fazei discípulos entre as nações!”. Na Basílica Nacional de Aparecida o Papa foi e é uma “Voz Viva” que o mundo parou para ouvir. Foi um grande Pentecostes, lembrando esta passagem da Sagrada Escritura: “De repente, veio do céu um ruído como o agitar-se de um vendaval impetuoso, que encheu toda a casa onde se encontravam. Apareceram-lhes, então, línguas como de fogo, que se repartiam e pousavam sobre cada um deles. E todos ficaram repletos do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia se exprimirem” (At 2, 2-4). Ocupando espaço na mídia televisiva, impressa, internet, pelo carisma próprio e, sobretudo, pela mensagem marcada pela simplicidade e profundidade, beleza e profecia, força e ternura. Em pleno Ano da Fé, ele veio como que reavivar a chama do rebanho católico, e não há dúvida que suas palavras aqueceram o coração de quem o viu e ouviu. Veremos em artigos e depoimentos o quanto significou este grande acontecimento e também o quanto nos compromete. Não podemos dizer que a Jornada chegou ao fim, pois fomos desafiados a buscar ações solidárias que promovam a vida, sobretudo dos empobrecidos. Fomos exortados a uma conversão sincera a Jesus Cristo e à mensagem de Seu Evangelho. E, de modo especial está reafirmado o compromisso da evangelização da juventude, descobrindo métodos, caminhos para que estes sejam, de fato, uma primavera na Igreja, protagonistas

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preciosos no anúncio e testemunho da Boa Nova de Jesus. Agora é tempo de retomarmos e aprofundarmos tudo o que o Papa disse e deixou escrito, fazendo uma revisão do caminho feito e alargando sempre os horizontes, para que a opção pelos pobres e os jovens (desde a Conferência Episcopal Latino Americana em Puebla – 1979) seja efetiva. Não há alegria verdadeira sentida se nos tornarmos indiferentes à realidade de quem sofre e precisa de uma palavra de carinho, um gesto de solidariedade. Que neste tempo Pós Jornada Mundial da Juventude, continuem ressoando em nossa mente e coração, como Igreja que somos, as palavras do Papa, mantendo viva a nossa esperança, para que nos deixemos “os presbíteros surpreender pelo precisam ter amor de Deus e a cheiro do Ele correspondamos, rebanho” servindo com alegria, irradiando a luz da fé, multiplicando ações que viabilizem a esperança de um novo céu e uma nova terra, colocando-nos como eternos aprendizes da linguagem do amor, que nos uniu independentemente de nação, cultura ou língua. O Papa não somente nos ensinou, mas assim o fez, tornou-se próximo de nós; tocando o rebanho, ficou com o seu cheiro, como ele dissera no início de seu pontificado: “os presbíteros precisam ter cheiro do rebanho”. Que continuemos sentindo a presença de Deus em nosso meio, com a incessante e suave brisa divina, e o fogo do Espírito que faz arder nosso coração, renovando a graça da missão que o Senhor nos confia. Pe. Otacilio F. Lacerda - Pároco http://peotacilio.blogspot.com http://oasisnacidade.blogspot.com.br

Informativo Mensal da Igreja Santo Antônio de Gopoúva: Largo Santo Antônio, nº 7 - Gopoúva - Guarulhos - Tel: 2440-9930 / Coord. Geral: Padre Otacilio Lacerda e Pascom / Projeto Gráfico: Hei! Comunicação Diagramação: Ivanildo de Lima - 96712-0795 - 97697-3276 / Impressão: Atlântica Gráfica e Editora: 4615-4680 / Tiragem: 3.000 exemplares / Distribuição Gratuita blogger: santoantoniodegopouva.blogspot.com / facebook: Santo Antônio de Gopoúva / twitter: @psagopouva Envie sua matéria ao Voz Viva: vozviva@gmail.com

Os 10 mandamentos do dizimista Pastoral Do Dízimo 01-Amo a Deus e amo o meu próximo. Partilho com alegria, conforme manda meu coração, seguindo as palavras de São Paulo (II Cor 9, 7). 02-Reconheço que tudo recebo de Deus. “O Senhor é meu pastor, nada me faltará” (Sl 23) “Que tens tu que não tenhas recebido?” (cf. I Cor 4,7) 03-Minha gratidão a Deus me leva a desenvolver um pouco do muito que recebo. “Não foram dez os curados? Onde estão os outros nove? Só um voltou para dar glória a Deus?” (Lc, 17, 11-19). 04-Aceito como Palavra de Deus o que leio na Bíblia, e sei que o dízimo é fonte de bênçãos. “Trazei o dízimo integral ao templo para que haja alimento em minha casa” (Ml 3,10). “Esta pobre viúva deu mais que todos os outros” (Lc, 21, 1-4). 05-Creio e confio em Deus Pai: minha contribuição é prova de fé de confiança. “Olhai as aves do céu, olhai os lírios do campo!... Muito mais o

Pai cuidará de vós!” (Mt 6, 25-31). 06-O partilhar mata o meu egoísmo. “Insensato, hoje morrerá! De que vale ter acumulado? De que valer ter acumulado tantos tesouros?” (Lc 12, 16-21). “O amor cobre uma multidão de pecados” (1Pd 4, 8). 07-Creio na vida cristã em comunidade. “Onde dois ou mais se juntarem em meu nome, eu estarei no meio dele” (Mt 18, 20). 08-Deus, o único Pai rico, não quer ninguém passando necessidade. “Tudo que fizestes a um dos meus irmãos menores, a mim o fizestes” (Mt 25, 40). 09-Gosto de viver em liberdade e alegria, celebrando desde já vida plena. “Vou preparar-vos um lugar” (Jo 14,15). “Vinde, benditos de meu Pai...” (Mt 25,34). 10- Querer ver minha comunidade crescer minha Igreja testemunhar o Evangelho no mundo inteiro. “Ide por toda a terra, pregai a Boa Nova. Batizai em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28, 19-20; Mc 16, 15).

reflexão

Oito passos para alcançar a felicidade: márcia De fátima ferreira 1º passo

Fale menos

3º passo

Julgue menos

2º passo 4º passo 5º passo 6º passo 7º passo 8º passo

Faça mais

Aceite mais

Odeie menos Ame mais

Emburre menos Sorria mais

Tornando a tua vida agradável, serão frutíferos e ensolarados todos os seus dias.


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“Eu quero agito nas dioceses, que vocês saiam às ruas. Eu quero que a Igreja vá para as ruas, eu quero que nós nos defendamos de toda acomodação, imobilidade, clericalismo”. (Papa Francisco)

Formação CatequétiCa

Virtude Fortaleza -Dom do Espírito Santo marLi Ferraz ministra da Eucarístia A fortaleza pode ser entendida como característica e como virtude. No primeiro caso, é um traço do caráter e do temperamento, uma realidade psicológica, que tanto serve para o bem, como para o mal. Implica a segurança de si mesmo, a valentia, a firmeza de ânimo, o entusiasmo. Pode ser admirada, mas só é moralmente digna de estima ao colocar-se a serviço do bem. É, então, uma virtude cardeal. É definida, pelo Catecismo da Igreja Católica, como virtude moral que, no meio das dificuldades, assegura a firmeza e a constância na prossecução do bem. Torna firme a decisão de resistir às tentações e de superar os obstáculos na vida

moral. A virtude da Fortaleza dá capacidade para vencer o medo, mesmo da morte, e de enfrentar a provação e as perseguições. Dispõe ir à renúncia e ao sacrifício da própria vida, na defesa de uma justa causa. “O Senhor é a minha fortaleza e a minha glória. No mundo ha-

veis de sofrer tribulações, tereis a aflição; mas tende coragem! Eu venci o mundo!” (Jo. 16,33) Que possamos, através do Espírito Santo, ter a fortaleza necessária, e aplicá-la em nosso cotidiano a serviço de nossos irmãos e irmãs, para o bem comum!

utiLidade PúbLiCa

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Doenças dos olhos - Catarata

sônia saLes EnfErmEira Doença dos olhos caracterizada por opacidade parcial ou completa, estacionária ou progressiva do cristalino (estrutura transparente do olho). A catarata pode ser congênita ou adquirida. Embora possa atingir indivíduos jovens, ela geralmente aparece entre os 60 e 70 anos de idade (catarata senil). Suas causas ainda não são bem claras,sendo frequente a associação com moléstias crônicas (como diabetes,nefrite,gota) ou úlceras da córnea ou a traumatismos. Manifesta-se com aversão pela claridade, miopia (anomalia da forma do cristalino), ou diplopia

(visão dupla) ou polioplia (visão múltipla), seguido de ofuscamento mais ou menos intenso até sua redução quase completa. Geralmente, ambos os olhos são afetados em graus diferentes; a moléstia não pode ser detida em sua evolução. Quando a opacidade do cristalino atinge um nível acentuado, recomenda-se a extirpação (extração) do tecido. Após a cirurgia, o paciente deve usar lentes de graduação elevada. Portanto, a qualquer sinal, procurar imediatamente um oftalmologista a fim de evitar problemas futuros. Apoio Bibliográfico: Grande Enciclopédia Médica Editora Abril

testemunho

A solidariedade do pardal e a Providência Divina de Santo Antônio Laurindo VaníCuLa Pascom Jesus, durante sua permanência aqui na terra, valeu-se dos simples e humildes para fazer deles os pregadores de suas mensagens de amor e vida. É, portanto, nos fatos pequenos e simples que mais facilmente enxergamos e sentimos a presença do Espírito Divino, que tem por objetivo, nos animar e fortalecer em nossa caminhada diária. Os fatos. Tomávamos o café da manhã quando, mais uma vez, ouvimos que um pardalzinho havia descido do telhado para o piso do corredor, pois piava com “voz” insistente chamando os outros companheiros que ainda estavam no telhado. Detalhe – a Júlia tem por costume sacudir a toalha da mesa após o café para que as migalhas caiam no piso e sirvam de

alimento a esses passarinhos, pequenos e engraçados – andam aos pulinhos e não passo-a-passo como os demais. Por que os chamava com insistência? Ora, para repartir com eles a comida que ali estava. Não perguntou se era pouca ou muita, apenas pensou em dividi-la com os demais. Desceram eles também e aí a “festa” foi uma alegria geral, pois agora, todos repetiam o mesmo gesto do amiguinho. Quantos dos humanos racionais costumam agir da mesma forma? Saímos então, a Júlia e eu, para a nossa caminhada com este pensamento em mente: como é bom poder partir o pão e repartir com quem vier, mesmo que sejam migalhas! Logo abaixo, uma encruzilhada. Por onde seguir? Eram quatro as opções: voltar, ir para

frente, esquerda e ou direita. Alguém deve ter nos dito que deveríamos ir pela direita. Seguimos nesse caminho lembrando que era dia 13 de junho, dia de Santo Antônio e que precisávamos ir à missa da noite e levar e pegar pãezinhos. Chegamos ao final da rua, defronte aos prédios verdes onde moram o Serginho e a Rose, nossos queridos amigos de fé e irmãos camaradas. E agora? Direita e ou esquerda? Mais uma vez fomos impelidos a ir pela direita, pois desceríamos até a Yayá e aí retornaríamos para casa. Ali chegando, avistamos a “nossa” igreja e nos lembramos de ir até lá para nos informarmos qual o horário da missa da noite, pois não estávamos certos do mesmo. Quando chegamos defronte à igreja uma alegria imensa

invadiu nossos corações, pois, nesse exato momento, o Pe. Paulo seguia para o altar central para dar início à missa de Santo Antônio das 8h30. Ajoelhamo-nos e agradecemos, emocionados, o fato concreto de Santo Antônio nos ter guiado até ali, pois nenhuma informação tínhamos de que haveria missa naquele horário e também porque nossa caminhada poderia ter tomado uma

série de outros rumos. A nossa alegria e emoção foi tal qual a dos passarinhos das migalhas, pois ali, além das bênçãos do céu, encontramos muitos irmãos que, a exemplo do Santo, repartiam pão e bolo para todos. Por isso, louvado seja para sempre, glorioso Santo Antônio, que tantos benefícios nos concede e que, muitas vezes, nos esquecemos até de agradecê-los.


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“Como é bom ser bem acolhido, com amor, generosidade e alegria!” (Papa Francisco)

JOrnada mundial da JuvenTude

Sinais de alegria e esperança Silvana Oliveira Pascom Embora o site oficial da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) tenha recebido cerca de 427mil interessados em participar do evento, um número oito vezes maior - 3,7 milhões de pessoas - compareceu aos diversos atos realizados na semana da jornada no Rio de Janeiro. O Brasil, como país sede, liderou a lista de peregrinos inscritos, seguido pela Argentina e pelos Estados Unidos. Os jovens que participaram deste grandioso evento ficaram alojados em colégios, Igrejas e casa de fiéis. O tema desta edição foi “Ide e fazei discípulos entre todas as nações” (Mt 28, 19), no qual o Papa Francisco convidou os jovens a não serem apenas católicos de fachada, mas levarem o amor de Jesus a todos. Pediu que não tenham medo, pois Deus, a Igreja e o Papa estão com eles. O primeiro grande evento no qual os jovens participaram foi a Missa de Abertura, realizada no dia 23 na Praia de Copacabana, presidida pelo arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta. Nesta Missa, os jovens puderam ter seu primeiro contato com os jovens de todo o mundo e perceberam a grandiosidade do evento. Na quinta-feira, 25, os jovens participaram da Acolhida ao Papa Francisco, no qual puderam vê-lo passar a metros de distância. Os pontos altos da Jornada Mundial da Juventude foram a Vigília Eucarística, a Missa de Envio e Encerramento da JMJ – que contou com mais de 3,7 milhões de pessoas no domingo. Nesta missa, o Papa reforçou o convite aos jovens para serem missionários e anunciou que a próxima Jornada Mundial da Juventude será realizada em Cracóvia, na Polônia, terra do Beato Papa João Paulo II, criador da JMJ. Valeu a pena ter viajado ao Rio de Janeiro. Os imprevistos e as dificuldades ajudaram a afirmar o melhor da jornada: a espiritualidade. Nem a diferença de idioma, de cultura, de clima (muitas vezes chuvoso e frio), nem as filas do transporte e da alimentação, as longas caminhadas, ou mesmo dormir na Avenida Atlântica, em plena praia de Copacabana, conseguiram retirar a empolgação dos jovens peregrinos que, unidos pela fé e pelo amor à Igreja, deixaram marcas de alegria por onde passavam. Eis que nosso tão querido Papa Francisco deixou uma tarefa desafiadora para todos nós, a esperança de Cristo precisa chegar a muitos jovens entristecidos em um mundo de consumismo, egoísmo, desigualdades e falsas alegrias. Foi emocionante estar ao lado de jovens do mundo inteiro, conhecendo culturas e maneiras diferentes de professar a mesma fé e estar próximo do Papa. Agora é hora de avançar para águas mais profundas, levar o amor de Jesus aos demais. Para isso devemos seguir as palavras do Papa Francisco: Jovens não tenham medo! Começa agora a grande missão de evangelização! Senhor eis-nos aqui! Envia-nos!

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“Jesus nos oferece algo muito superior que a Copa do Mu Algo maior que a Copa do Mundo! Oferece-nos a possibilidade d fecunda e feliz. E nos oferece também um futuro com Ele que nã a vida eterna. É o que Jesus oferece. Mas ele pede que paguemos Jesus pede que treinemos para estar ‘em forma’, para enfrentar, todas as situações da vida, dando testemunhos de fé. Com Através do diálogo com Ele: a oração, que é um diálogo diár Deus que sempre nos escuta.” (Papa Francisco, Vigília de oração com os jovens em Copacab


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“Não há esforço de ‘pacificação’ duradouro com uma sociedade que abandona parte de si mesma”. (Papa Francisco)

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do Mundo! dade de uma vida que não terá fim: uemos o ingresso. entar, sem medo, fé. Como? o diário com

pacabana)

TeSTemunhO Natália Fontenele “Ide e fazei discípulos entre todas as nações”, esse foi o lema da Jornada Mundial da Juventude. Creio que o Papa teve o intuito de provocar os Jovens a sair do comodismo, “Ide, sem medo, para servir”! Através de homilias, entre outros momentos de oração, fomos provocados a cultivar, fortalecer e propagar nossa fé! Participar da JMJ foi uma experiência única! Jovens dos quatro cantos da Terra reunidos num propósito: Vivenciar o amor de Cristo, e também, partilhar a fé! Como experiência pessoal, minha fé foi fortalecida, tenho consciência maior da minha caminhada e da importância do meu testemunho. Agora devo partilhar minha experiência e assim acender a chama de outras pessoas! Alexandre Lopes Uma semana de muita graça, essa foi a JMJ. Para muitos um evento grandioso, mas, se analisarmos, a Jornada é um evento tão simples quanto o Santo Padre. Se resumirmos, toda estrutura esperada foi mudada, desde o Papa, pois a principio seria o Bento XVI, até o local da vigília e missa de encerramento, programada para ser em Guaratiba e realizada em Copacabana. O lema da JMJ de Madri foi: “Enraizados e edificados em Cristo, Firmes na Fé”; hoje, podemos dizer que os jovens no Rio estavam firmes na fé, pois aguentar uma Jornada não é para qualquer um. Muitos pensam que é turismo, porém é uma prova de fé aguentar todas as emoções que nos são reservadas. Agora nos resta seguir o apelo de Cristo: Ir e fazer discípulos entre todas as nações! Coisa que parece fácil no papel, mas sair de nosso comodismo, isso é difícil. João Pincerno A JMJ 2013 no Rio de Janeiro foi umas das melhores experiências, se não a melhor, de minha vida, onde fomos de encontro à fé, compartilhada com jovens dos quatro cantos do mundo, algumas vezes com a dificuldade de não falarmos o mesmo dialeto, porém todos falavam na linguagem da fé. Aline Ribeiro A Jornada Mundial da Juventude para mim foi, literalmente, um regador sobre meus dons e para minha caminhada na Igreja. Percebi a importância de me despojar para buscar maior aproximação com Deus e que minha trajetória deve ser uma trilha inquieta sem o comodismo da fé. Esse evento me mostrou verdadeiramente, que sou enviada por Cristo para a construção do seu Reino e que assim, como a vocação do profeta: “Tenho que gritar, tenho que arriscar. Ai de mim se não o faço! Como escapar de ti, como calar, se tua voz arde em meu peito?”. A JMJ me deixou incomodada com meu recorrente desânimo e falta de empenho com as coisas de Deus e fui alertada que devo me levantar e tornar-me mais firme e insistente na conversão dos demais e em minha auto conversão. Dessa maneira, a homília do Papa Francisco na missa de envio da JMJ no domingo (dia 28/07) renovou minhas forças quando o Santo Padre apontou três palavras para todos os jovens: “Ide, sem medo, para servir”. De uma forma totalmente nova e especial aquela semana no Rio de Janeiro me assegurou, mais uma vez, que Cristo está à minha frente em meu trabalho pastoral e em meu trabalho de evangelização e que, por isso, me capacitará para os seus propósitos! Adriana Tardivo O que falar de uma semana tão especial para cada jovem católico? A minha semana no Rio de Janeiro foi como eu esperava, muitos jovens, de vários países, unidos por uma só razão: o encontro do vigário de Jesus Cristo, o nosso querido Papa Francisco. Mesmo diante de muita chuva e frio, valeu a pena o encontro com o Papa, as palavras ditas por ele, os ensinamentos que tivemos nas catequeses e a peregri-

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Julia Macedo A Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro, foi a conclusão de tudo que aconteceu na Pré-Semana, no Seminário, com os Peregrinos dos outros países e na Semana Missionária, na Paróquia São Roque e na Paróquia Santo Antônio de Gopoúva, onde consegui vivenciar momentos de alegria, descontração, paciência, comunicação diversa, peregrinação e o mais importante de tudo, a espiritualidade de encontro com Deus! Aprendi que, com Deus, podemos tudo, inclusive falar em todas as línguas. Ana Chiovatto Como posso escapar de algo que arde em meu peito? Na Jornada Mundial da Juventude, senti, dentro de mim, que o que estou fazendo na minha Igreja não chega nem perto dos planos de Deus pra mim, para os jovens, para os adultos e para toda a Igreja. Cada tijolo que é colocado tem grande importância, mas, se eu posso fazer mais, como posso me satisfazer com o básico? É hora de lutar, porque o povo sofrendo está. Como posso me calar depois de ter sido enviada pelo Santo Padre para fazer discípulos? Nessa semana inesquecível, aprendi a fazer uma coisa muito simples, mas que poucos aprendem: ouvir o meu coração. É através dele que Deus fala comigo e com todos nós. Cristiano Barto Foi uma experiência muito boa ter participado da JMJ. Aconselho que participem os que tiverem oportunidade, porém, é preciso ir sem medo do que irá encontrar. Eu, particularmente, esperava chegar ao Rio de Janeiro e estar sol, mas isso não aconteceu e mesmo assim, aproveitei ao máximo os eventos, exposições. Enfim a chuva, o frio e alguns contratempos não foram suficientes para estragar a “minha” Jornada Mundial da Juventude! Só tenho a agradecer. Natalia Yara Sem dúvida alguma, a JMJ (Jornada Mundial da Juventude) me proporcionou grandes mudanças! A minha espiritualidade foi acentuada e a certeza que temos que sair do comodismo e ir até o outro, para se fazer novos discípulos! Tudo valeu a pena, inclusive nos momentos difíceis em relação ao tempo frio, transporte e adaptação. Porém a simplicidade do nosso Papa Francisco, marcada por seu testemunho de humildade, era um estímulo a continuar firme. Novas amizades surgiram, outras foram reforçadas e saber que todos estavam em comunhão com o mesmo Deus foi a experiência mais sensacional! Leandro Rezende Albanez Viver uma JMJ após dois anos envolvido na preparação da mesma foi um experiência inesquecível. Para mim, o momento mais marcante foi na missa de abertura ao ver a Cruz peregrina e o ícone de Nossa Senhora e relembrar que há dois anos estavam em nossa diocese, dando início à nossa preparação à semana missionária. Foram inúmeras reuniões, horas de conversas, intermináveis planilhas, que nos proporcionaram momentos fortes de comunhão, novos amigos, muitas risadas e valiosos ensinamentos que guardarei com muito carinho para o resto da minha vida. nação. O dia mais marcante foi a primeira vez que eu vi o Papa, mesmo um pouco longe, foi muito emocionante ver uma pessoa tão importante para Igreja. Os jovens, mesmo sendo de outros países e falarem outros idiomas, falavam uma linguagem só, a da fé. Realmente posso dizer que houve Pentecoste na Jornada Mundial. Tivemos também, a oportunidade de visitar a exposição “Quem é o homem do Sudário?”, onde conhecemos um pouco mais sobre a história da crucificação de Jesus Cristo.


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“O Reino dos céus é ainda como uma rede que é lançada ao mar e apanha toda sorte de peixes”. (Mateus 13; 47)

Lançar a rede

A Deus cabe o julgamento final

pe. otaciLio f. Lacerda Pároco Vejo o mundo em páginas múltiplas e densas. Por vezes o vejo confuso, além do meu entendimento... No campo crescem grão e joio, ainda que não deseje, Nas redes entram peixes bons e ruins, aquém de meu querer. Quantos sofrem por isto e se inquietam. Indaga-se: por que Deus tolera os maus? Por que até mesmo na Igreja isto se dá? As questões se avolumam e até nos consomem. Por que Cristo não seleciona uma Igreja de puros, Perfeitos, imaculados e quase anjos? A uns Deus e Seu Cristo têm paciência demais, Para salvar quem sumariamente já condenamos. Aguardemos pacientemente a colheita, Não diminuída por prematuras intervenções de escolhas, Ou por uma rede cheia de tão apenas peixes bons, Ressoe a mensagem das Parábolas do Senhor. Só então, no fim, haverá a colheita, o recolher da rede Com base na realidade de ser grão ou joio, peixe bom ou mau. Acolhamos a advertência eficaz, embora tácita: Deus é paciente e cabe a cada um fazer a sábia escolha. Escolher ser bom grão e bom peixe e não joio ou peixe imprestável. Decidamos enquanto é tempo, pois o tempo é breve. As urgências nos interpelam a renovar a nossa fé, Dar razão de nossa esperança, inflamar a chama da caridade. http://peotacilio.blogspot.com http://oasisnacidade.blogspot.com.br

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itinerário para uMa fé fecunda

Ser voluntário na Igreja

Bernadete Morisco Pastoral da acolhida “... como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus, servindo de boa vontade como ao Senhor, e não como aos homens.” Ef 6, 6-7 Vivendo intensamente o Ano da Fé, vimos com a inesquecível Semana Missionária, que nossa Paróquia se envolveu intensamente, um grande testemunho do que o trabalho voluntário pode propiciar, não apenas a quem recebe a ação, mas, sobretudo àquele que se dispõe a servir. Evidentemente, a solidariedade deve ser exercida em todo momento, em todo lugar, porém a comunidade em que vivemos, mais precisamente a Paróquia que participamos torna-se lugar privilegiado para partilharmos os dons e carismas que recebemos de Deus. Ninguém jamais poderá afirmar que nada sabe fazer, que nada tem a oferecer, pois “a cada um é dada a manifestação do Espírito em vista do bem comum” (1Cor 12,5). E é esta diversidade de dons que torna possível suprir as necessidades da comunidade. A Igreja, com sua estrutura e organização, nos mostra cami-

nhos efetivos para a construção de uma sociedade igualitária e fraterna, sempre conduzida e iluminada pela Palavra Divina. Partícipes da Refeição Eucarística, seduzidos pelo amor do Senhor, sentiremos renovar em nosso coração o compromisso com a vida, e a necessidade de concretizar a nossa fé no serviço da comunidade, empenhados na construção de um novo céu e uma nova terra, na vivência do Mandamento do Amor que o Senhor nos ensinou. “A fé sem obras é morta”, disse são Tiago. Portanto, urge que sejamos cristãos de fato,

procurando descobrir nas inúmeras pastorais existentes na Igreja, como podemos colaborar no processo de evangelização, testemunhando uma fé autêntica em Cristo Ressuscitado, dando veracidade a mais bela novidade: Cristo vive, reina e está no meio de nós. Que enraizados no amor de Cristo, fortalecidos pela oração, com a humildade de servos, possamos dizer que em nossa Paróquia: “O amor de Cristo nos uniu”, pois o Espírito Santo é quem age e faz. Amém.

seguindo Jesus

A voz do Bom Pastor! Uma das coisas que devemos fazer, para que tudo dê certo em nossa vida, é seguir a voz do bom Pastor. Jesus se apresenta como “BOM PASTOR”. Aquele que conhece cada uma de suas ovelhas, aquele que te chama pelo nome. O bom pastor é a prova viva de que coisas boas podem acontecer. Basta abrir teu coração e aceitar a tua palavra. Há momentos na vida, que achamos que tudo está perdido, que a vida acabou por ali mesmo e o problema não tem mais solução. Mas é aí que nos enganamos. O destino nos surpreende, e quando achamos que está tudo perdido, nos enganamos novamente, porque às vezes o problema é a solução de tudo, e o caminho que achamos que está torto, serve para nos encaminhar para o lado certo.

Não basta ouvir somente a voz do Bom Pastor, é preciso segui-lo também, pois seguindo

Jesus podemos obter a resposta, do conhecimento que ele tem, sobre cada um de nós.


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“O futuro exige hoje reabilitar a política, uma das formas mais altas de caridade”. Papa Francisco

Pastoral Fé e Política

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Temos que fazer o nosso papel de humano e também o nosso papel de Cristão

Marina Hack Fé e Política Caro leitor, o que presenciamos no país é o acordar de um povo que clama por uma democracia justa e igualitária. E quem deu este despertar foi a nossa juventude, unidos e decididos de uma forma pacífica e com sabedoria, a acordar este povo sofrido e oprimido pelo poder. Ano da Fé: A Fé que impulsiona os jovens ir em defesa do irmão. Ano da Jornada Mundial da Juventude: Esta juventude que gritou e convidou o povo a reivindicar o que é de direito, Paz, Justiça, Igualdade e Fraternidade. Ano da visita do Papa Francisco: Visita que fez arder e inflamar os corações da nossa juventude e deste povo sofrido que clama justiça. O PAPA NOS ALERTA: Devemos nos preparar para uma batalha espiritual sem medo: Os cristãos devem ser revolucionários; afirmou na noite do dia 17 de junho em uma de suas pregações. E alerta para

uma sociedade cruel que não oferece esperança. Portanto, nós devemos oferecer a esperança cristã. E nos acrescentou: “somos revolucionários deste movimento, porque andamos por este caminho da mudança da história da humanidade: um cristão se não é revolucionário pela Graça que o Pai nos dá através de Jesus Cristo morto e ressuscitado. A fecundidade do Evangelho vem através de nós, da nossa coragem e da nossa paciência de falar e testemunhar o Evangelho”.

A CNBB ENTREGA UMA NOTA AO PAPA A RESPEITO DAS MANIFESTAÇÕES Em um dos parágrafos diz: “Nas manifestações pelo Brasil, percebemos uma grande presença dos jovens e temos a Campanha da Fraternidade deste ano justamente sobre os jovens, no qual afirmamos que os jovens devem exercer um protagonismo na vida da comunidade paroquial e também na vida social.” É importante que os jovens se manifestem, eles devem participar da vida política e

social do nosso país. QUAL O OLHAR DO CRISTÃO, QUANDO SE REFERE À POLÍTICA. O que percebemos em nossas comunidades é que Igreja e política caminham em caminhos diferentes. Mas, o Catecismo da Igreja Católica na página 511- Parágrafo 1929 diz: ”A defesa e a promoção da dignidade

da pessoa humana nos foram confiadas pelo Criador. Em todas as circunstância da história os homens e as mulheres são rigorosamente responsáveis e obrigados a esse dever.” Na última matéria, convidamos o povo a participar da Saúde Participativa. E a reivindicação da população era a ampliação e reforma da UBS São Ricardo. Houve

uma votação e com trinta e três votos, o objetivo foi alcançado. Estavam presentes Paróquia Santo Antônio de Gopoúva, Santuário São Judas, Paróquia São Francisco e moradores do bairro. O secretário da Saúde informou que as obras iniciarão até o final do ano. Fonte: CNBB /domtotal.com/notícias

aconteceu

Celebração no Santuário do Cabuçu

uilMa Pastoral da criança A equipe da Pastoral da Criança parabeniza a Coordenadora Diocesana, Eunice Gomes, pela indicação à Coordenação Estadual da Pastoral da Criança, sendo aceita pela mesma e pela Diocese de Guarulhos. Foram seis anos à frente da diocese de Guarulhos, e agora passa a coordenar todo o Estado de São Paulo. Nossos agradecimentos pelo apoio dado. Pedimos a todos muita oração, para

que ela possa levar adiante esse grande trabalho dentro da missão. Pedimos orações para a nova coordenadora. Que Jesus ilumine. No dia 21 de maio a Pastoral da Criança da Diocese de Guarulhos esteve reunida no Santuário Bom Jesus da Cabeça, onde o Padre Paulão celebrou uma Missa maravilhosa, juntamente com os Diáconos Pedro e Cássio. Passamos um dia maravilhoso, conhecemos a história do Santuário e da região do Cabuçu.

Pastoral da Criança esteve presente, no dia 21 de maio no Santuário Bom Jesus da Cabeça


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“Tudo aquilo que se compartilha, se multiplica”. (Papa Fransico)

Criança

Agosto - Mês das Vocações Leia atentamente o texto que segue e preencha corretamente o diagrama substituindo o número pela palavra correspondente: “Nós só podemos 05 a nossa vocação através de muita 02. Para isso é preciso estar atento aos sinais de Deus e 07 o seu chamado. A vocação deve ser 06 com 01. Deus quem nos dá a 03 de 04 as pessoas e de servi-lo na construção de seu reino.”

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Culinária

Caldo de Mandioquinha 1 kg de mandioquinha 3 litros de água 1 cebola 1 dente de alho amassado cheiro-verde picado sal pimenta-do-reino a gosto 4 colheres de sopa de azeite 1 talo de salsão 1 tomate 500 ml de creme de leite 100 gr de manteiga Modo de preparar Coloque a água em uma panela com os seguintes ingredientes: cebola, alho, talo de salsão, talos de cebolinha e salsinha, tomate. Deixe cozinhar por 1h em fogo baixo, coe esse caldo e reserve. Descasque a mandioquinha e adicione em um recipiente com água para não escurecer. Cozinhe a mandioquinha no caldo até que fique cozida. Bata a mandioquinha

ACUPUNTURA POPULAR

Oasis Terapias Todas as quartas-feiras, das 14:15 às 18h. e sextas-feiras das 9:15 às 11h. Av. Emílio Ribas, 757 - Gopoúva. Tel: 2408- 6815 - GISELE MOYA

no liquidificador com o caldo, volte para a panela em fogo baixo e adicione o creme de leite e a manteiga. Obs: sirva com carne seca desfiada, cebolinha, parmesão e torradas quentinhas.


Jornal Voz Viva - Agosto / 2013  

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