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nspsocorro.com.br

PRAIA DA COSTA - ABRIL - 2018 #47

REVISTA DA PARÓQUIA NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO

VILA VELHA - ES

BRASIL: 518 ANOS DEPOIS Quais as semelhanças entre o país do descobrimento e dos dias atuais?

VOZ DO PAPA Francisco completa cinco anos de pontificado

IGREJA EM AÇÃO Projeto Banho Solidário leva dignidade e auxílio a moradores de rua de Vila Velha

COMUNIDADE Moradores de Vila Velha recebem projeto Bike VV com boas expectativas

08

20

40


Nesta edição você encontra:

Serviços:

Serviços Gerais

Produtos:

Condomínios de frente para o mar Mármores e granitos Produtos para construção civil Mercearia e Padaria Restaurante e lanchonete Materiais de Construção Posto de Combustível Material Médico Automóveis Hortifruti granjeiros Materiais ortopédicos e hospitalares Alimentos para cães e gatos Óticas

Expediente:

Paróquia N. Senhora do Perpétuo Socorro Pároco: Padre Anderson Gomes da Silva Contato: (27) 3329-4282 | Rua São Paulo, S/N Praia da Costa, Vila Velha - ES www.nspsocorro.com.br Produção Editorial: Parresia Comunicação Católica Contato: (27) 3535-4045 www.parresia.com Coordenação/Jornalista responsável: Christine Mendonça MTb 1879 - ES Fotos: Colaboração Antônio Ferrão e Pascom Tiragem: 3.000 exemplares Distribuição: Praia da Costa Vila Velha - ES Contato Comercial: Agência Parresia (27) 3535 4045 Comunidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro Rua São Paulo, S/N (Esquina com a Rua 15 de Novembro), Praia da Costa, Vila Velha – ES, 29101-300 Comunidade Santo Antônio Rua Rio Branco, 37 – Parque Castanheiras, Vila Velha – ES, 29101-130

Sejamos comunidade e todos irão crer

S U M Á R I O

Engenharia e construção civil Corretora de imóveis Atendimento médico Atendimento odontológico Idiomas Educação Clínicas Atendimento psicológico Turismo Música

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EDITORIAL

VOZ DO PAPA

8

Papa Francisco completa cinco anos de pontificado LITURGIA

10

Uma semana celebrada e vivenciada à luz do ressuscitado JOVENS

14

A Paixão de Cristo em cena

16

ADOLESCENTES

Adolescentes a serviço da igreja

20

IGREJA EM AÇÃO

Um banho de dignidade ESPECIAL

22

Brasil: 518 anos de descobrimento PERSONAGEM

28

Eliana Ribeiro: uma experiência de vida e conversão

30

IGREJA EM AÇÃO

O desafio da comunicação CONSCIÊNCIA CRISTÃ

EXEMPLOS DE VIDA

Conselho Editorial:

***Os artigos e matérias da Revista Panorama são produzidos por colaboradores, membros do Conselho Editorial e da Pastoral da Comunicação da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

A sua voz na Revista Panorama

32

Eleições 2018: o que a sociedade espera dos candidatos?

Comunidade Santa Luzia R. Santa Leocádia – Praia da Costa, Vila Velha – ES, 29101-030

Andrea Almeida Antônio Ferrão Camila Sampaio Carol Zorzanelli Giovanna Pulcheri Kenia Puziol Lara Thiebaut Liandra Carpanedo Luiz Alberto de Carvalho Max Rege Myriani Fambre Paula Padilha Paulo Soldatelli Soeli Uliana Talles Krull Tatiana Sanchez

6

FALA PARÓQUIA

36

Quando servir faz parte do seu propósito de vida DEVOCIONAL

38

São Marcos: Mártir e Evangelista COMUNIDADE

40

PMVV implanta sistema de compartilhamento de bicicletas

3

REVISTA PANORAMA


EDITORIAL

SEJAMOS COMUNIDADE E TODOS IRÃO CRER O que é a ressurreição? O que significa crer nela? O que provoca em nós a fé

nela? Como cristãos, professamos que Cristo está vivo e a comunidade primitiva nos garante que isso é verdade. Quando Jesus apareceu para os discípulos, as

portas estavam fechadas. Tinham medo, pois recentemente haviam testemu-

nhado Sua morte. Não apenas Tomé, mas todos os discípulos levaram um tempo para entender e discernir a ressurreição.

Tomé não era um homem incrédulo. Ele tinha fé, mas para acreditar precisava de provas mais concretas. Mas, mesmo sem provas certas, Tomé foi para a comuni-

dade. Se ele fosse incrédulo, não estaria lá. Quem acredita em Cristo vai à comunidade, pois todas as suas aparições levaram os fiéis a ela. Na hora em que Jesus

vê Tomé a primeira coisa que faz é desejar-lhe a paz. E Tomé, por sua vez, quando encontra Jesus, faz uma das mais belas profissões de fé da bíblia: “meu Senhor e meu Deus”.

Muitas vezes acontece conosco algo semelhante. A vida nos provoca dores e Pe. Anderson Gomes da Silva

PÁROCO

medos e nos trancamos, seja em nós mesmos ou em nossas casas. O medo é um sentimento necessário para a vida, mas na medida certa. O excesso pode

virar uma fobia que nos atrofia e nos aprisiona dentro de nós mesmos. É nesses momentos que a comunidade se reúne.

Siga-me nas redes sociais

Os discípulos reunidos e com medo se trancaram em casa. E quanto Cristo aparece, a primeira coisa que Ele lhes oferece é a paz. Quando alguém está angustiado

e com medo, sem ver uma luz no fim do túnel, devemos oferecer a paz de Cristo.

Só ela consegue acalmar os corações e nos dar a força para lidar com as angústias da vida. A única forma de lidar com nossos traumas, dores e também nossa incredulidade é deixar que a paz de Cristo invada nosso ser. Tomé tinha mais fé que os discípulos, pois, mesmo depois de virem Jesus e o saudarem, eles mantiveram as portas fechadas, com medo.

Seria muito mais fácil se Jesus aparecesse para nós hoje. Diz Ele: “Bem-aventurados os que creram sem terem visto”. Como podemos fazer com que os Tomés

que existem por aí acreditem? Voltamos à questão inicial: o que é acreditar na res-

surreição? Ser comunidade! Rezamos pedindo “Fazei de nós um só corpo e um só espírito”. Assim eram os cristãos no início do cristianismo. Hoje, vivemos isolados em nós mesmos. Os Tomés irão acreditar quando passarmos a buscar o outro,

sendo comunidade. Se os cristãos aprenderem a ser comunidade, os incrédulos acreditarão e verão o Senhor.

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REVISTA PANORAMA


FALA PARÓQUIA Levo a Revista Panorama aos fiéis que não podem

vir àmissa, para a recepção de algumas clínicas, para as crianças da Perseverança... Comunicar é semear!

Parabéns, Pascom! Quatro anos de boas sementes!”. TARIZA CAMPOS Comunidade Santo Antônio

Parabéns à Revista Panorama

e à equipe que a produz, pois

destaco a riqueza e profundidade de suas matérias”.

ARTENIO MERÇON Comunidade Perpétuo Socorro

É a Paróquia onde o Espírito Santo de Deus

está presente para nos direcionar a um melhor caminho! Como é bom fazer parte desta famí-

lia em Cristo! O nosso Pároco é um homem de

Deus, na sua sabedoria direciona seus fiéis a estarem mais perto dos ensinamentos do nosso Pai Celestial. Oremos por todas as

pastorais e todos que ali estão. Vamos cuidar da nossa Paróquia

como se fosse nosso Lar, assim, ela será o segundo melhor lugar onde devemos estar. Cerco de Jericó, como eu amo você, suas graças me bastam! A Paz de Cristo!”. DANIELA VELLOSO No Facebook da Paróquia

pascom@nspsocorro.com.br

Rua São Paulo, s/n – Praia da Costa-ES

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REVISTA PANORAMA


Lindíssima a homilia, mais uma vez, parabéns,

Padre Anderson!”

ROBERTA RABBE DOS SANTOS No Facebook, sobre a missa do Domingo de Páscoa

A juventude católica da nossa Paró-

quia. Parabéns, Padre Anderson, pelo trabalho que faz com os jovens e crianças”.

EZILAIR TELLES VIEIRA No Facebook, sobre a missa de Domingo de Ramos

Desde que ouvi, há alguns anos, essa sua ho-

milia sobre os discípulos de Emaús, fiquei impressionada. Nunca ouvi na minha vida esta reflexão.

Sempre foi apresentado o sentido literal do texto,

que era óbvio demais. Gostei muito desta versão e jamais esqueci. Mas você sempre traz um questionamento novo, mesmo com o conteúdo fiel. Excelente!”

GESE MIRIAN LORIATO No Facebook, sobre a missa do Domingo de Páscoa

fb.com/nsperpetuosocorro @nsperpetuosocorro


VOZ DO PAPA

PAPA FRANCISCO COMPLETA CINCO ANOS DE PONTIFICADO

N

uma coletiva de imprensa

ção e uma fidelidade que me fazem

tras palavras, que Joseph Ratzinger

o levou da Armênia para

o Pontífice.

de Deus. É muito inteligente, é o

que concedeu no voo que

Roma, em junho de 2016, o Papa

muito bem e a toda a Igreja”, disse

Francisco respondeu à pergunta

Na ocasião, sobre a alegação da im-

explicou que Bento XVI é Papa

e outro contemplativo”, Francisco

sobre existirem dois Papas. Ele

“Emérito”, ou seja, se retirou de suas funções por idade. “No mosteiro

onde vive no Vaticano, me cobre

as costas com a sua oração. De lá emana uma tranquilidade, uma

paz, uma força, uma confiança, uma maturidade, uma fé, uma dedica-

prensa de que havia um “Papa ativo

“é fiel à sua palavra e é um homem avô sábio em casa”.

XVI é o Supremo Pontífice Emérito,

Papa Francisco: um homem de profunda formação filosófica e teológica

a que haja na Igreja esta figura, de

No último 12 de março deste ano,

eméritos que não existiam há várias

Dario Viganò, Prefeito da Secreta-

precisou com claridade que Bento ou seja, retirado, ele abriu a porta maneira semelhante aos bispos

décadas. E acrescentou, entre ou-

8

REVISTA PANORAMA

foi divulgado pelo Monsenhor

ria para as Comunicações Sociais,


VOZ DO PAPA

que o Papa Emérito Bento XVI

afirmou em carta que existe uma continuidade entre seu pontifi-

cado e o do Papa Francisco. Essa carta pessoal foi uma reposta ao convite para escrever uma carta

teológica solicitada pela Secretaria. Bento XVI escreveu: “Aplaudo

esta iniciativa que se opõe e reage ao preconceito tolo segundo o

qual o Papa Francisco seria apenas um homem prático desprovido de ou filosófica, enquanto eu seria

Cinco anos do Pontificado de Francisco

Mas, em muitas mídias, fez-se

gia que teria pouco entendido a

“Episcopado” significa trabalho,

Aires, o então Cardeal Jorge Mario

uma particular formação teológica unicamente um teórico da teolovida concreta de um cristão hoje”. Nesse sentido, disse que os 11

livros escritos por teólogos conhecidos internacionalmente

“mostram com razão que o Papa

Francisco é um homem de profunda formação filosófica e teológica e ajudam a ver a continuidade

entre os dois pontificados, não

obstante todas as diferenças de estilo e temperamento”.

A coletânea a que se refere Bento XVI foi editada pelo Pe. Roberto

Repole, presidente da Associação

Teológica Italiana. Infelizmente, o Papa Emérito não aceitou escre-

não honra. Pois o Bispo, mais que presidir, tem obrigação de ser-

vir. Segundo o ensinamento do

Mestre, o que é maior seja como

vésperas do início do sexto ano de pontificado.

ro Papa latino-americano e jesuíta.

e fora da Igreja, por sua simplicida-

mem a palavra, oportuna e inoportunamente; exortem com toda a

paciência e doutrina. Na oração e

no sacrifício oferecido pelo povo a vocês confiado, procurem alcan-

çar, da plenitude da santidade de Cristo, a multiforme riqueza de

Deus”, disse o Papa Francisco em recente homilia.

O site Vatican News publicou, no

sem festa, mas com muita oração.

lançados providencialmente às

Pedro, tornando-se assim o primei-

de tornarem-se príncipes. Procla-

quem serve. “Fujam da tentação

ler todos os volumes e não costuleu na totalidade. Esses livros são

Bergoglio, foi eleito sucessor de São

Nesses anos, Francisco vem cha-

dia 13 de março, que o 5º aniversá-

ma escrever sobre algo que não

desde que o Arcebispo de Buenos

o menor; e o que preside, como

ver a carta teológica alegando

que não teve tempo hábil para

memória das principais realizações

rio do pontificado foi comemorado O povo de Deus rezou pelo seu pastor em todos os lugares do

planeta, e o filho da Argentina, que veio do fim do mundo, teve um dia normal de trabalho.

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REVISTA PANORAMA

mando a atenção de muitos, dentro de, desprendimento, audácia e proximidade. Criou um Conselho para a reforma institucional da Cúria, se

comprometeu em garantir a transparência financeira do Vaticano e

a reforma econômica dos distintos

órgãos da Cúria. Criou o Conselho e a Secretaria de Economia. O Pon-

tífice realizou viagens apostólicas à Ásia, América, África e Europa.

Muitas realizações, muitas viagens, muita presença de uma Igreja em saída. O Cardeal Pietro Parolin,

Secretário de Estado do Vaticano, destacou a “alegria” como a prin-

cipal característica dos cinco anos de pontificado do Papa Francisco, uma alegria que nasce do fato de saber-se ser amado pelo Senhor.


LITURGIA

UMA SEMANA CELEBRADA E VIVENCIADA À LUZ DO RESSUSCITADO

PARA MUITOS, UM FERIADO; PARA ALGUNS, UMA DEVOÇÃO; PARA OUTROS, UM MOMENTO ESPECIAL DE MEDITAÇÃO, ORAÇÃO E RENOVAÇÃO DA FÉ. E PARA VOCÊ, O QUE SIGNIFICA “VIVER A SEMANA SANTA”?

“F

aço jejum e intensifico as

Proponho-me ser mais atencioso,

todos juntos, atentos, solícitos e

me programar para ir à

meu jejum se torne uma realidade e

digna, piedosa e amorosa, esta é a

minhas orações; além de

Igreja, oportunidade que tenho de vivenciar os últimos dias do Verbo

Encarnado na Terra”, diz o procura-

dor do Estado Gilmar Zumak Passos,

caridoso, paciente, de forma que

não pare após essa época litúrgica”, é a intenção do estudante Matheus Severnini Fassarella, 23 anos.

unidos para uma participação plena, liturgia da grande semana. (...) Ela é a fonte de todas as outras celebrações, porque todas se referem ao

mistério da nossa redenção, isto é,

53 anos.

O sentido de celebrar e vivenciar a

“Nesse período, procuro desprender

ria do mistério do amor de Deus.

A semana começa com a entrada

de Deus que sustentou Jesus em

subida de Jesus Cristo ao Monte

de certos bens pessoais, doando

aos mais necessitados. Tornei mais frequentes as visitas aos doentes,

em hospitais e residências”, pratica a professora de Biologia Tania Regina Alves Intra, 66 anos.

“Tento fazer jejum, não de alimentos, mas sim de comportamento.

Semana Santa é o de fazer memó-

Significa celebrar o mistério do amor seu calvário e morte e o ressuscitou, o glorificou, o fez sentar-se à sua direita, constituindo-o Cristo, Messias e Senhor.

O Papa Paulo VI destaca: “Se há uma liturgia que deveria encontrar-nos

10

REVISTA PANORAMA

ao Mistério Pascal”.

triunfal de Jesus em Jerusalém, a

Calvário, a Morte e a Ressurreição de Jesus Cristo para a nossa sal-

vação. Jesus morreu na cruz para

reconciliar o homem com o Pai. É a

semana da nossa reconciliação com o Senhor, é a semana da vitória da

vida sobre a morte, da graça sobre


LITURGIA A Procissão do Encontro é um momento de profunda reflexão sobre as dores de Maria

opecado. A Igreja recomenda que

das paróquias diocesanas, o bispo

discípulos, a fim de mostrar-lhes

para que possam vivenciar plena-

serão utilizados nas paróquias para a

as expressões mais concretas do

todos os seus filhos se confessem,

mente a Semana, para que possam ressuscitar com Cristo.

AS CELEBRAÇÕES DA SEMANA SANTA Procissão do Encontro Na quarta-feira santa, a Procissão

do Encontro celebra o encontro da

Virgem Maria com Seu Filho Divino, carregando a Cruz no caminho do Calvário, pelas ruas de Jerusalém,

consagra os “Santos Óleos”, que

administração dos sacramentos.

Missa do Lava-pés: Instituição da

como a humildade e os serviços são verdadeiro amor: “Amai-vos como eu vos tenho amado”.

Eucaristia

“A missa da Ceia do Senhor e o mo-

Também na quinta-feira, a cele-

profunda reflexão”, diz a administra-

bração da última ceia corresponde à nossa ação de graças pelas maravilhosas dádivas que, antes de

morrer, Jesus nos deixa: a Eucaristia, o Sacerdócio e o mandamento do amor. Na celebração, repete-se o

gesto de Jesus lavando os pés dos

mento do Lava Pés me levam a uma dora de empresa Rosiane da Penha Nardi Carvalho, 49 anos. “A soleni-

dade do Lava Pés, pela demonstra-

ção de humildade e amor, faz ver e sentir o quanto somos pequenos e temos de evoluir espiritualmente”, acrescenta Gilmar Passados.

depois de ser flagelado, coroado de espinhos e condenado à morte por

Pilatos. É um momento de profunda reflexão sobre as dores da Mãe de

Jesus, desde o Seu nascimento até a Sua morte na Cruz.

Missa dos Santos Óleos Na manhã de Quinta-feira, há uma missa chamada Missa do Crisma. Nela, com a participação de to-

No Lava Pés repete-se o gesto de

dos os sacerdotes e delegações

humildade de Jesus Cristo

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REVISTA PANORAMA


LITURGIA

Celebração da Paixão – procissão do Senhor Morto

A sexta-feira Santa deve ser um

dia de silêncio, reflexão, dor para

lembrar que Jesus Cristo sofreu e morreu pelos homens. As regras

ir à igreja. “Não faço nem serviços

Matheus Fassarella considera a

respeito ao sofrimento de Jesus. A

porque tem grandes simbolismos.

domésticos na sexta Santa, em

celebração da Paixão é a que mais me emociona, ver tudo o Jesus

viveu e sofreu em meu favor”, diz.

Vigília Pascal a missa mais bonita “Possui momentos marcantes e

emocionantes que nos fazem re-

pensar completamente nossa vida. Desde a revelação da Luz de Cristo

litúrgicas prescrevem que nesse dia

Vigília Pascal

com a proclamação do Exulte,

venere o crucifixo com o gesto da

Na noite em que Jesus Cristo pas-

Batismo, até a comunhão. É uma

paróquias, a Celebração da Paixão

vida seus filhos a se reunirem em

e no seguinte (Sábado Santo) se

genuflexão, de joelhos. Em muitas e Morte do Senhor é procedida da Procissão do Enterro, também co-

nhecida como Procissão do Senhor Morto.

O designer gráfico Antônio Pinto Coutinho Netto, 34 anos, vive a

Semana Santa com mais contem-

plação e silêncio. Para ele, “a cele-

bração da crucificação me faz sentir que não mereço tudo o que Jesus

fez, e me emociona tamanha dor”. Nádia Lúcia Monteiro de Assis Sá, na sexta-feira, só sai de casa para

sou da morte à vida, a Igreja con-

vigília e oração. Na verdade, a Vigília Pascal foi sempre considerada a

mãe de todas as vigílias e o coração

passando por todas as leituras, o

vigília que atinge todos os pontos da nossa fé. Até o seu ápice na

comunhão e anunciação do Cristo ressuscitado”, avalia.

do ano litúrgico. A liturgia da luz

Missa da Páscoa

gia da Palavra recorda as maravilhas

Na missa da Páscoa, a Igreja repete,

anúncio da Ressurreição; a liturgia

Pedro, João, as mulheres foram

consiste na bênção do fogo; a liturde Deus na história da salvação e o batismal celebra o Batismo cristão como sacramento da Páscoa de

Cristo; e a liturgia eucarística é o

momento culminante da memória do sacrifício da Cruz e da presença de Cristo Ressuscitado.

canta, clama: «Jesus ressuscitou!». ao Sepulcro e viram-no vazio, Ele já não estava lá. Voltaram com o

coração apertado pela tristeza, a

tristeza de uma derrota: o Mestre, que amavam muito, tinha sido

executado, morreu. E da morte não se volta. Parecia uma derrota. Mas,

eis o grande anúncio: a vida venceu a morte. “Jesus ressuscitou”.

A missa da Páscoa, a celebração

máxima da nossa aliança com Deus: Jesus. É reviver o ponto máximo

do amor de Deus, no qual Ele nos salva de nós mesmos. “É o ponto

alto da minha fé: a ressurreição do nosso salvador”, diz Rosely Chaves

Coêlho Soares, 39 anos. A contadora Patrícia Maia Pereira dos Anjos,

39 anos, diz que sente uma imensa alegria na celebração da Ressurrei-

A Procissão do Senhor Morto é um momento de silêncio e meditação

ção: “Cristo Vive!”

sobre o ato máximo de amor de Cristo pelos homens

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REVISTA PANORAMA


PRIVILEGIE NOSSOS PARCEIROS NA EVANGELIZAÇÃO


JOVENS

A PAIXÃO DE CRISTO EM CENA JOVENS EMOCIONAM FIÉIS DURANTE A SEMANA SANTA COM CANTATA ESPECIAL

E

ntre os eventos que marcaram

tos do Natal, a história da vida e

a ideia da Cantata da Paixão de

Santa, a Canta da Paixão or-

perdoou todos os pecados e salvou

interessante, pois é um meio de

a comemoração da Semana

ganizada pelo Grupo de Jovens da

Paróquia foi um momento forte de oração, reflexão e conversão.

A primeira experiência do grupo foi a Canta de Natal, que apresentou

paixão do Senhor, que na cruz

a humanidade. “A cantata organizada pelos integrantes do Grupo

de Jovens representou muito para nós, além de ter sido um sucesso”, avalia Camila Sampaio.

à personagem Luisa a história do

Representando Luisa, a jovem que

Santa, foi a vez de ensinar a Luisa,

do nascimento de Cristo, a advo-

nascimento de Cristo. Na Semana já esquecida dos acontecimen-

parece ter se esquecido da história gada Fernanda Barreto contou que

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REVISTA PANORAMA

Cristo feita pelos jovens é “muito conseguir evangelizar as pessoas,

provocando sentimentos, emoções e sensações. Quando se proporcionam esses momentos à comunidade, conseguimos aumentar ainda mais a compreensão e a reflexão

sobre o que vem a ser o período de Quaresma e a Páscoa”.

O psicólogo Igor Islay contou


JOVENS O Grupo de Jovens da Paróquia representou pela primeira vez a história da Paixão de Cristo em forma de cantata

que ficou muito feliz de partici-

que matei Jesus. Foi um senti-

ensaios a evolução da equipe no

que eu estava lá no momento que

par, notando desde os primeiros

aspecto da atuação. Ele também

esteve presente na apresentação natalina e faz uma comparação

entre os dois eventos. “Estávamos

mento que transcende, parece

A estudante de Direito Lays Bretas

emoção flua”.

participar desse evento. “Retratar a

cável, mas eu sempre deixo que a

Ao lado da equipe de música, o

de Natal, mas nessa já nos progra-

que foi muito gratificante fazer

mamos desde o primeiro ensaio e

isso fez com que as coisas acontecessem com mais fluidez, desde a

produção técnica até a realização. Quanto à equipe, não há palavras

para descrever. Ficamos emocionados do começo ao fim, principal-

mente eu, no papel de centurião,

no momento em que tive de falar

das pessoas”.

realmente aconteceu, algo inexpli-

meio perdidos, pois não sabíamos o que e como faríamos a Cantata

ção, que trouxe Deus para a vida

músico Lucas Velasque contou

parte da equipe da Cantata, “pois o intuito é trazer a vida de Jesus para mais perto das pessoas e tocar os

corações dos paroquianos. Acredito que a música tem grande parte neste ato de evangelização, além de toda a preparação das demais

equipes, e eu me senti muito honrado em fazer parte desta produ-

15

REVISTA PANORAMA

também se sentiu honrada em

maior história de amor do mundo através da Cantata da Paixão foi uma experiência incrível para o nosso Grupo de Jovens. A cada

cena tivemos a oportunidade de

reviver a Paixão de Cristo e refletir como também acabamos cruci-

ficando Jesus em nosso dia a dia. Através da cantata, vejo o nosso

grupo evoluir como Igreja, como

grupo e sobretudo como cristãos, e não há nada mais gratificante que isso”.


ADOLESCENTES

ADOLESCENTES A SERVIÇO DA IGREJA 16

REVISTA PANORAMA


ADOLESCENTES

O

que faz duas centenas de

adolescentes se reunirem

toda sexta-feira à noite, no

auditório do prédio paroquial? A

resposta é simples: a graça de Deus agindo em encontros de acolhi-

mento, entrosamento, recreação e muita oração, fortalecendo a participação na vida da Igreja.

Organizados pela Pastoral dos

Adolescentes (PA), “os encontros

são muito importantes para a Igreja, para os adolescentes e para as

famílias deles”, avaliam tio Álvaro e

Os adolescentes participam de várias atividades na Igreja, entre elas a confecção de tapetes de Corpus Christi

tia Chris. Gabriel Barboza, 14 anos,

filho dos tios Lu e Tonini, concorda. Para ele, o objetivo da PA é “cultivar adolescentes fortes em Deus,

somado à criação de amizades sinceras e sadias. Mostrar ao mundo

que o adolescente cristão pode ser feliz e inserido, revelando a verdadeira alegria de ser de Cristo”.

A coordenação geral é composta

por tia Mônica, tio Paulinho e quatro adolescentes (Larissa Vicentini, Pedro, Maria Clara e João). Há

outras seis equipes: PAcom (comunicação), Amas (ação social),

Aprofundamento, Acolhimento, Animação e Música, cada uma

com o acompanhamento de mais de um casal de tios e cerca de 15 adolescentes.

A cada semana, uma equipe prepara o encontro. Assim, eles são

Centenas de adolescentes se reúnem todas as sextas-feiras na igreja matriz da Paróquia

feitos por adolescentes e aberto

integrantes da PA, tentamos falar

da Paróquia. “Nas reuniões com os

e de fácil compreensão, para que

para todos demais adolescentes

tudo numa linguagem mais atual

17

REVISTA PANORAMA

seja mais claro e dinâmico”, declara Kauan Marçoli, 16 anos.


ADOLESCENTES

A presença dos adolescentes nas missas da Paróquia é constante

teiro e me fazia querer ser de Deus e fazer com que minha vontade

de ser dEle fosse maior que minha vontade de pecar”.

“Sempre certos da presença do Es-

pírito Santo, buscamos com alegria, planejar cada encontro com Deus.

Ver o milagre que o sacramento da

Eucaristia faz na vida e na fé de cada adolescente, nos fortalece na caminhada”, garantem tia Cláudia e tio

Ações da Pastoral promovem a vivência

Neto. “Assim, a PA quer conquistar

do evangelho de forma lúdica

Tia Jaque destaca que os adoles-

trante convidado, pequenas peças

eventos da Igreja, como tapetes

lúdica a mensagem cristã”, contam

centes também participam de

de Corpus Christi, adoração no

Cerco de Jericó, romaria na Fes-

teatrais para transmitir de forma tio Marcão e tia Wal.

ta da Penha. “Eles também são

Pedro Tetzlaff da Silva, 17 anos,

diversas atividades: um momento

contros: “sempre que minha chama

responsáveis pela organização de

de adoração, uma palestra evangelizadora ministrada pelos próprios adolescentes ou por um pales-

reconhece a importância dos en-

começava a se apagar, eu ia pra PA e aquela chama voltava a ser um incêndio que me tomava por in-

18

REVISTA PANORAMA

os adolescentes para que possam

seguir Jesus, ligando-os à Igreja com

uma personalidade cristã”, acrescentam tio Álvaro e tia Chris.

Ao mesmo tempo, os adolescentes

que participam da Pastoral também ajudam a resgatar a fé ou a ampliar

a participação dos pais. Tia Brunella

conta que estava afastada da Igreja. “A minha filha, Gabi, estava na PA.

Ela participava das missas e eu não.


ADOLESCENTES

No momento em que o tio Paulinho

família’”. Para Karinna, foi uma expe-

contribuíssem com a participação

pais nas reuniões de sexta-feira, algo

que estamos ensinando, mas é ao

e tia Mônica.

fez o convite, pedindo ajuda dos

tocou no meu coração e percebi

que seria uma grande oportunidade de estar mais próxima da minha

filha. Hoje servimos juntas e a minha vida mudou completamente”.

Tia Karinna e tio Demerval passaram a participar a partir de um convite do filho, Gabriel, que frequentava o mini jovem. “Na época, estava

servindo na equipe de Acolhida e me interessei pela Pastoral como

até mesmo uma forma de ‘servir em

riência incrível: “Às vezes achamos contrário, estamos aprendendo e

deles na Igreja”, contam tio Paulinho

muito com os adolescentes”.

Em 2015, o primeiro Encontro de

Perseverança, Mini Jovem e PA

Paróquia, organizado pela PA de

O trabalho com esses segmentos é ainda recente na Paróquia. Antes, havia a Perseverança, mas pare-

cia a continuação da catequese.

Depois, tiveram início as reuniões

de mini jovens. “Eram cerca de 30

adolescentes, e o objetivo principal era criar vínculos de amizade que

Adolescentes com Cristo (EAC) da Itaquari, motivou ainda mais a par-

ticipação dos adolescentes. “Depois

do VI EAC, fiquei muito interessada e passei a participar da PA e também a ir à missa, assim como de outras

atividades da Igreja”, conta Isabella Vairo, 15 anos. Os adolescentes

passaram a questionar o nome mini jovens e foi assim que surgiu a PA.

Atualmente, mais de 200 adolescentes participam das reuniões de sexta-feira. Confira outras atividades voltadas para esse segmento na Paróquia:

EAC – Encontro de Adolescentes com Cristo: organizado pelos adolescentes sob a supervisão dos tios. Dias 21 e 22 de abril ocorre o 9º EAC da Paróquia.

EAC apadrinhado: a PA já organizou dois EACs em outras paróquias. EPC - Encontro de Pais com Cristo: os adolescentes atuam em diversas equipes de trabalho. Retiro Radical Santos ou Nada: retiro de aprofundamento e fortalecimento na fé cristã. Happy Holi Catholic: festival de música promovido pela PA. Teve sua primeira edição em 2017 com a participação de quase mil adolescentes e jovens de diversos lugares do ES.

EIC – Encontro de Idosos com Cristo: 1º Encontro promovido pela Pastoral do Idoso, em 2017, contou com a participação dos adolescentes em equipes, como animação e liturgia.

ECriCri – Encontro de Crianças com Cristo: destinado a crianças na faixa etária de 8 a 11 anos. Os adolescentes servem em várias equipes.


IGREJA EM AÇÃO

UM BANHO DE DIGNIDADE TODA QUINTA-FEIRA À NOITE, MORADORES DE RUA DE VILA VELHA AGUARDAM ANSIOSAMENTE A CHEGADA DO BANHO SOLIDÁRIO

T

rata-se de um ônibus

O projeto nasceu numa reunião de

No dia a dia, os moradores de rua

um lanche e possibilitar

Paulo e Denise Bernardo, juntamen-

um box individual, com material lim-

equipado para fornecer

um banho revigorante para os

sem teto. Para Fernando e Luzia

Saliba, coordenadores, o projeto

do Banho Solidário representa um

verdadeiro ato de fé. “Levamos carinho, cuidado e atenção àqueles que estão excluídos da sociedade, contribuindo para o resgate

da dignidade humana. Também

buscamos evangelizar através de músicas e orações. A cada leitura que faço da Palavra, tenho mais certeza de que é ao lado desses irmãos que Jesus estaria”, diz Fernando.

Círculo de Casais da Paróquia. Pedro te com o casal André Luiz e Margarete Canal Rodrigues, são responsáveis por elaborar a organização

de roupas e kits de higiene que são

doados.“Participar desse projeto nos faz mais felizes e a medida dessa

felicidade é proporcional ao nosso

não têm a oportunidade de utilizar

po e preparado para um banho. “O máximo que conseguem é utilizar

torneiras da praça ou chuveiros na

praia”, avalia Rodrigo Honorato. Ele,

a esposa Eliane, e a filha, Victoria, de 16 anos, participam da ação.

empenho em fazer nosso próximo

“Temos muita satisfação em par-

sua dignidade humana”, diz Denise.

saímos mais fortalecidos na fé e

mais feliz, resgatando um pouco de “O que nos impressiona, também, é a mobilização das pessoas em

ajudar, doando tanto os suprimen-

tos necessários quanto seu tempo”, acrescenta.

20

REVISTA PANORAMA

ticipar, pois a cada oportunidade felizes por podermos proporcionar, mesmo que por breve momento, mais dignidade a quem busca o

banho”, diz Eliane. “Algumas vezes

saímos do serviço diretamente para


IGREJA EM AÇÃO

o local do banho, cansados de um

dia inteiro de trabalho, mas atender a nossos irmãos mais necessitados revigora nosso ânimo e ao final do

dia estamos muito mais animados. É a força de Deus!”, confirma Rodrigo. Luiza conta que o Banho Solidá-

rio representa a realização de um sonho. “Eu e meu marido fomos

integrantes de um grupo de jovens, onde nos conhecemos e constituímos nossa família, e sempre pro-

curamos participar de campanhas

Voluntários atendem e auxiliam moradores de rua

e projetos sociais. Através deles

todas as quintas-feiras no projeto do Banho Solidário

procuramos nos aproximar das

pessoas mais carentes e cumprir, nem que seja com um mínimo,

com nossa função social. Só temos uma coisa a dizer: aqueles que se

sentirem sensibilizados, juntem-se a nós, doando um pouquinho do seu

tempo àqueles que tanto precisam! Na verdade, nós ganhamos muito mais do que doamos!“, garante.

Morador de rua volta para família No dia 8 de fevereiro, padre Ander-

Além do banho, os moradores de rua têm

possibilidade de fazer a barba e cortar os cabelos

son Gomes acompanhava a atividade do ônibus do Banho Solidário e

conheceu Marcos Vinícius, 30 anos,

Abraço e Oração

com a família em Goiânia (GO). “Ele

“Outro dia, um dos moradores de rua, que toda semana tem estado

Santo com um pastor para se tratar

çando o próprio Cristo. Foi um momento único! Em outra oportuni-

que há um ano não tinha contato

me contou que veio para o Espírito em uma clínica de recuperação, e

que não falava com a família desde então. Como ele lembrava do celu-

lar da madrinha, consegui falar com ela e depois com a mãe de Marcos, confirmar a história e ajudá-lo a

retornar para casa”, conta o pároco.

conosco, me pediu um ‘abraço’ e eu senti como se estivesse abra-

dade, um deles disse que iria separar umas paçocas que vende nos sinais para dar a cada um de nós. Pedimos que ele utilizasse as pa-

çocas para vender e retirar seu sustento, e ele perguntou se poderia fazer uma oração. Pois bem, em anos de caminhada, poucas vezes

vi uma pessoa rezar com tanta clareza, calma, tranquilidade e tanta força na fé. Tenho certeza que, naquele momento, quem nos falou foi o próprio Espírito Santo!”, relata Luzia Munhoz Saliba.

21

REVISTA PANORAMA


ESPECIAL

BRASIL: 518 ANOS DE DESCOBRIMENTO QUE SEMELHANÇAS O PAÍS DOS DIAS DE HOJE AINDA GUARDA COM AS TERRAS DESBRAVADAS POR CABRAL?

O

racismo, o desrespeito à

Diversos elementos étnicos con-

tidade, constituída por variadas

fluência, a exploração de

brasileira: o índio, nome genérico

zador português, que se apropriou

mulher, o tráfico de in-

mão de obra e a corrupção são fa-

tos novos em nossa história? Como se forma um país? Que tipo de

pessoas ocuparam este território?

tribuíram para formar a identidade atribuído às várias populações que aqui viviam antes da chegada dos

europeus; o negro escravizado, que necessitou reconstruir sua iden-

22

REVISTA PANORAMA

culturas da África; o branco, colonido território indígena em busca de

novas riquezas, seguido por outros grupos europeus.


ESPECIAL

Nativos Antes que Cabral chegasse ao Brasil

“Por outro lado, a ausência de uma

a região e outros navegadores já

existência de várias etnias indíge-

em 1500, os índios já habitavam

haviam passado por aqui. E como

era a vida dos índios nessa época?

A professora de história e paroquiana Maria Auxiliadora de Mendonça, destaca que os nativos viviam em

perfeita harmonia com a natureza

e entre si. Colhiam frutos silvestres, caçavam, pescavam, eram livres.

Não se preocupavam em ter cada

nação propriamente indígena e a nas facilitaram aos portugueses

conseguir aliados entre algumas

tribos e combater os grupos que

resistiam ao contato com o homem branco”, destaca o mestrando em História e paroquiano Fabiano Mazzini.

Para o mestrando em História Fabiano Mazzini, a ausência de uma nação

propriamente indígena e a existência

de várias etnias indígenas propiciaram a soberania dos colonizadores sobre eles

ploração extrativa do pau-brasil,

atividade que esgotou, em poucas

décadas, as matas costeiras do país,

vez mais, mas em ser cada vez mais

Proposta colonizadora

do Idoso, mas respeitavam os mais

Não foi pacífica a ação do coloniza-

Hoje, temos uma nação devastada

uso de violência e até o extermínio,

se intimidam em destruir matas e

unidos, fortes. Não havia Estatuto velhos na sua sabedoria.

“O cacique era respeitado por ser o líder que defendia e representava

seu povo. Era uma forma de democracia: ‘o poder emanava da tribo e em seu favor era exercido’. O pajé era a ligação com a divindade e a

pajelança era inocentemente acatada como manifestação dos deu-

ses nas dificuldades de seu povo.

Poluição, devastação e destruição

não faziam parte daquele universo”, explica.

dor: lucro em primeiro lugar! Daí o no caso dos índios. “Os fins justifi-

cam os meios”, era a máxima vigente, conta Maria Auxiliadora. Desde

o início, o europeu se considerava superior ao índio, tratando-o com descaso, impondo sua cultura. “O

índio significava mais lucro, menos

gastos, mão de obra barata, trocando trabalho por bugigangas”, en-

fatiza. “Os índios que resistiram ao processo buscaram o isolamento

cio ilegal de madeira, exploração

do solo à procura de pedras precio-

sas, grandes monoculturas e muitas terras ociosas e improdutivas. Uma

das causas do aquecimento global, não só no Brasil, se deve à destruição do meio ambiente.

Portugal já praticava o tráfico ne-

dos exploradores”, ensina Mazzini.

isso, o negro africano vai se tornar

dor também representou o início

tempo do descobrimento

latifúndios com a pecuária, comér-

das, que durante centenas de anos

amplas áreas de florestas protegi-

nativas, o contato com o coloniza-

sociedade brasileira atual tiveram origem no

florestas para ocupação de grandes

A escravidão negra

Além da opressão das populações

Auxiliadora pontua que muitos problemas da

pela ganância de muitos que não

e transformaram o seu habitat em

permaneceram longe da cobiça

A professora de História e paroquiana Maria

registra Prado Junior.

de uma crescente exploração das riquezas naturais que existiam no Brasil. A degradação das florestas brasileiras iniciou-se com a ex-

23

REVISTA PANORAMA

greiro antes de chegar ao Brasil. Por a principal mão de obra. Conside-

rado apenas como instrumento de trabalho, não era visto como um

ser humano. Foi usado e abusado

por seus senhores, a começar pela viagem nos porões dos navios

negreiros. “A negra ‘servia’ ao seu dono com toda submissão. Os


ESPECIAL

do Brasil”, avalia o superintendente geral da Fundação Nacional de Qualidade, Jairo Martins.

A administração colonial estava

dividida em centralismo político,

com o poder da Corte Portuguesa, e o localismo político, que atendia

aos interesses locais, representado

pelas Câmaras Municipais formadas Além de terem sido trazidos de sua terra natal, de não terem nenhum direito, os escravos tinham que conviver com a

‘mais um negrinho’. As esposas dos senhores de engenho, donos de

irá ocupar os postos de comando e quem será subordinado.

minas, barões do café, eram ‘artigo

Infelizmente essa realidade ainda

da vida política, social e econômica,

superiores e inferiores nos atuais

de cama e mesa’. Não participavam

no máximo das quermesses religiosas. O filho mais velho estudava na Europa e as filhas se casavam com

‘bons partidos’ escolhidos pelo pai”, lembra Maria Auxiliadora.

existe, com a identificação de raças centros capitalistas, de que os brancos são superiores e os negros são

muitas vezes ainda humilhados por

essa herança que persiste em caminhar no meio da sociedade atual.

Até a chegada dos trabalhadores europeus, o trabalho manual no

país foi socialmente desprezado

O Poder Público

ocupação no mercado de trabalho

O Brasil de hoje é reflexo de todas

de obra do negro em relação ao

de governo: Capitanias Hereditárias,

como coisa de negro. Ainda hoje, a indica a desvalorização da mão

trabalhador branco, bem como em relação à ocupação dos postos de trabalho e à qualificação exigida.

Essa distorção encontra reflexo no próprio sistema educacional, que

oferece formação de baixa qualidade para o trabalhador pobre e de

alta qualidade para o filho do tra-

balhador rico, estabelecendo quem

e senhores de escravos, ou seja, os

mais ricos. Nas relações cotidianas,

violência e a humilhação em seu dia-a-dia

filhos que nasciam eram apenas

pelos grandes proprietários rurais

eram esses proprietários rurais e senhores de escravos que exerciam o

poder de fato e aplicavam a justiça,

tudo isso pretensamente em defesa das populações que viviam em

suas terras. “Legislavam em causa

própria”, destaca Maria Auxiliadora. “São uma elite rural, que recebe do Estado a delegação de um poder

militar e de polícia, no qual o prestígio conquistado garante a influên-

cia nos processos políticos”, analisa Fabiano Mazzini.

as mudanças ocorridas nas formas

Governo Geral, 1º Reinado, Regência, 2º Reinado e República. Em re-

lação à gestão, o Brasil sofre, ainda, em decorrência da herança “carto-

rial” deixada pelos portugueses, na qual o Estado tinha prioridade em

relação à sociedade. “Isso explica a

complexa burocracia brasileira, que até hoje afeta a competitividade

24

REVISTA PANORAMA

O superintendente geral da Fundação Nacional de Qualidade, Jairo Martins, afirma que o

Brasil de hoje é reflexo de todas as mudanças ocorridas nas formas de governo desde as capitanias até a República


ESPECIAL

O exercício do poder no Brasil passa a representar um jogo de interesses políticos que está longe de preser-

tornando-os submissos e impondo-lhes novo modo de vida.

var o interesse público, uma noção,

A catequese do índio favoreceu

momento da vida nacional. Conti-

escravos. Mestiços, índios, negros,

aliás, que ainda prevalece no atual

nua uma prática política pautada na troca de favores, na proteção social interessada e na barganha política.

O papel da Igreja A Igreja Católica destacou-se na

colonização americana. A Compa-

nhia de Jesus, fundada por Inácio de

Loyola, tinha por objetivo consolidar

a escravidão negra e o tráfico de

mesmo quando livres, eram consi-

culturais entre os grupos”, diz Ronaldo Vainfas.

tanto na colônia quanto no Império,

e acesso aos títulos de nobreza. A discriminação atingia níveis mais

profundos, em que se separavam

pessoas de não-pessoas, ou gente livre de escravos, os quais eram considerados como coisa.

passaram a diferenciar o cristão,

dominava culturalmente os índios,

do índio, que apagava as diferenças

tações para a ocupação de cargos

racial decorriam proibições e limi-

gerou conflitos entre os colonos que nas Missões. A Companhia de Jesus

movimento de homogeneização

As relações entre Igreja Católica

Os jesuítas costumavam chamar os

invadiam e escravizavam os índios

lógica da catequese foi tecendo um

derados impuros. Desse princípio

e ampliar a fé católica pela catequese e educação. A ação dos Jesuítas

“governados pelo demônio”. A

nativos de “gentio”. Com o tempo, supostamente abarcado pela

catequese, do gentio ou pagão,

que no entender dos padres, eram

A Companhia de Jesus dominava culturalmente os índios,

tornando-os submissos e impondo-lhes novo modo de vida

25

REVISTA PANORAMA

e Estado foram estreitas no Brasil

pois, além de garantir a disciplina social dentro de certos limites, a

Igreja também executava tarefas

administrativas que hoje são atri-

buições do Estado. Ela cuidava da

manutenção de hospitais, principalmente as Santas Casas. Em contra-

partida, o Estado nomeava bispos e

párocos, além de conceder licenças à construção de novas igrejas. Com a proclamação da República, em 1889, houve a separação formal entre Estado e Igreja Católica.


ESPECIAL

NEPOTISMO E CORRUPÇÃO

furta pouco é ladrão, quem furta

Conta-se que Pero Vaz de Caminha,

esconde passa de barão a viscon-

autor da carta enviada ao rei de

Portugal informando o descobri-

mento do Brasil, usou dessa missiva para pedir um emprego público

para um de seus sobrinhos. “Ponto para o nepotismo!”, critica Maria Auxiliadora.

Caixa 2? A chegada das Cortes

instaurou um sistema de “caixinha”:

muito é barão e quem furta mais e

privilégios na Corte e títulos de nobreza.

de” era um versinho dito na época.

Impostos abusivos? Não se colo-

reserva de caráter pessoal da qual

de pau oco foram o jeitinho de

O “bolsinho do Imperador” era uma Dom Pedro II não prestava contas.

Domitila de Castro, a Marquesa de Santos, promovia um poderoso

tráfico de influência. Era o atalho

para se obter algum benefício ou conquista.

cava dólar na cueca, mas os santos escapar dos impostos. Por isso,

aconteceram revoltas, massacres

e o despertar do desejo por liberdade. Educação? Em 1808, 99%

dos brasileiros eram analfabetos;

nenhuma universidade existia aqui. Já na República, em 1889, 80% não

uma porcentagem do dinheiro

Dom João, quando chegou ao

troca por títulos de nobreza. “Para

Boa Vista como presente de um

A distância entre Brasil e Portu-

pois, Elias Antônio Lopes tornou-se

Quando investigar ou punir al-

arrecadado era desviada para a

se ganhar um título de nobreza em Portugal gastavam-se 100 anos, no Brasil, 500 contos de réis”. “Quem

Brasil (1808), recebeu a Quinta da traficante de escravos. Logo de-

amigo do rei e ganhou dinheiro,

sabiam ler nem escrever.

gal facilitou a corrupção no país. guém representava consequências catastróficas, era melhor fazer

vistas grossas. A vigilância era frágil e precária. A certeza da impuni-

dade incentivava as elites locais a

“colaborarem” com o rei na obra da colonização.

“A corrupção é universal, não é mal apenas dos brasileiros, mas que

Brasil queremos para o futuro?”,

questiona Maria Auxiliadora. Essa

é a primeira resposta que só o brasileiro pode dar. A começar pelas pequenas coisas, como parar de

furar fila, e pelo comprometimento de cada cidadão com os seus direitos e deveres, fiscalizando as ações dos poderes políticos e propondo

mudanças. É hora de cada brasilei-

ro se assumir como tal, não culpan-

do o outro; não se justificando pelo A Carta de Pero Vaz de Caminha, cujo título oficial é Carta a el-Rei Dom Manoel sobre o achamento do Brasil, é considerada o primeiro documento escrito no e sobre o Brasil

26

REVISTA PANORAMA

outro, mas sendo responsável e consciente.


PRIVILEGIE NOSSOS PARCEIROS NA EVANGELIZAÇÃO


PERSONAGEM

A

ELIANA RIBEIRO: UMA EXPERIÊNCIA DE VIDA E CONVERSÃO

missionária capixaba Eliana

Foi em 1999 que Eliana iniciou seu

Padre Léo, da Comunidade Bethâ-

belas vozes da música católi-

dade Carismática Católica Canção

Álvares Cabral, na cidade de Vitória,

Ribeiro possui uma das mais

ca brasileira. Cativante, a evangelizadora atualmente morando em São

José dos Campos, no estado de São

Paulo coleciona momentos especiais com suas canções que encantam e emocionam, como “Barco a Vela”,

“Força e Vitória”, “Chuva de Graça”, “Espera no Senhor”, entre outras.

caminho devocional na comuni-

Nova, em Cachoeira Paulista, São

Paulo. “A comunidade é o lugar da

nia (hoje falecido), no Ginásio do Espírito Santo.

santificação onde o Senhor escolheu

“Minha adolescência dos 14 aos 16

ressalta. Ela conta que começou a

uma adolescente rebelde envolvida

para eu realizar a minha missão”,

cantar na Igreja após a sua conver-

são durante um encontro de jovens com pregações ministradas pelo

28

REVISTA PANORAMA

anos foi muito problemática. Era

com bebidas e drogas. No retiro em 1993 fiz um encontro com Jesus a partir do perdão que eu precisava


PERSONAGEM

liberar para os meus pais. Aquele dia

sobre a sua trajetória. Uma delas,

A cantora também participa na

nha vida teve outro sentido”, disse.

cado especial, pois compôs para o

grama diário, o “Clube do Ouvinte”,

foi um marco na minha história. Mi-

Ela recorda que começou a participar no grupo de oração da sua

paróquia trabalhando com crianças

e logo em seguida passou a integrar o ministério de música que, com o

decorrer dos anos, passou a ser seu

“Olhando pra mim”, tem um signifipai. Para ela o principal objetivo de suas canções é levar as pessoas a

buscarem uma profunda experiência com o amor concreto de Deus que atua na história particular de cada ser humano.

evangelização e locução de um propela rádio Canção Nova AM, e na

WebTVCN no programa de oração “No Colo da Mãe”. Nos retiros da

Canção Nova ela conduz momentos de oração e pregação.

instrumento de evangelização.

Em dezembro de 2000, após um

grave acidente de carro no qual seu pai faleceu, retornou após um ano à comunidade e percebeu que o

DISCOGRAFIA 2002 - CD Tempo de colheita 2006 - CD Espera no Senhor 2006 - CD Al Maestro Del Canto (Salmos)

chamado de Deus era mais forte.

2009 - CD e DVD Barco a Vela (ao vivo)

em 2004 e seguiram em missão para

2013 - CD e DVD Saudade de Ti

Casou-se com o músico Fábio Roniel Portugal. Em 2006, nasceu o primeiro filho do casal, Daniel. Como família

consagrada, Eliana e Fábio evangelizam levando os cristãos a terem um encontro particular com Jesus por

2011 - CD Encontramos o Cristo (Oracional)

LETRA Olhando Pra Mim

Diante de Deus, lembrei-me de ti,

meio do batismo no Espírito Santo.

Do teu carinho e amor,

Presente em encontros religiosos

Por nós, filhos teus.

e shows católicos por todo o Brasil, Europa e América Latina ela co-

memora o produtivo ano de 2017. “Estive em 115 cidades do Brasil.

Foram 30 noites de oração e mais

Bondade e calor, gestos tão simples Mas tua marca, imagem gravada nos corações,

É teu sorriso que hoje me ensina que, mesmo na dor, preciso sorrir...

Olhei para Deus e me recordei

de 70 shows. Essa é a minha missão

Daquelas vezes que foste me buscar

Me sinto edificada. Quem Espera no

Sei me esperavas pra me corrigir,

40,31)”, afirma. Nesse mesmo ano, a

Se enchia de compaixão e, os olhos, de lágrimas,

e eu abraço com todo o meu amor.

Longe de casa e abandonada.

Senhor renova a suas forças! (Isaías

Mas logo me amavas, pois teu coração

cantora também lançou o canal no YouTube Eliana Ribeiro Oficial com devocionais, vídeos e playlists.

De ver tua filha... voltar para ti. Ouvindo a Deus, eu entendi

Que o teu sorriso era o do pai,

Aos 41 anos, Eliana soma em sua

Que me esperava pra me abraçar, senti-me amada!

faixas de suas músicas dizem muito

Olhando pra mim.

carreira seis CDs e dois DVDs. As

E hoje eu sei que estás diante de Deus

29

REVISTA PANORAMA


IGREJA EM AÇÃO

O DESAFIO DA COMUNICAÇÃO

AS PALAVRAS PODEM CONSTRUIR PONTES ENTRE AS PESSOAS, AS FAMÍLIAS, OS GRUPOS SOCIAIS, OS POVOS. A PALAVRA DO CRISTÃO VISA A FAZER CRESCER A COMUNHÃO E, MESMO QUANDO DEVE COM FIRMEZA CONDENAR O MAL, PROCURA NÃO ROMPER JAMAIS O RELACIONAMENTO E A COMUNICAÇÃO

T

odo cristão batizado deve

festações das pessoas no interior

zidas pelo padre Anderson Gomes,

comunicador da Boa Nova.

de para o mundo que a rodeia. Os

Christine Mendonça, e pelo consultor

atuar como um agente

Todo paroquiano é importante para que as coisas boas sejam

comunicadas dentro das comu-

nidades e na sociedade onde elas

estão inseridas. Mas de forma mais específica, são os cristãos que

da comunidade ou da comunidapasconianos dedicam seu tempo e talentos para fotografar, filmar,

escrever, publicar e editar os meios de comunicação e redes sociais de sua paróquia.

participam da Pastoral da Comu-

A Pascom da Paróquia Nossa Senho-

papel de gerenciar e articular a co-

rando aperfeiçoar o seu trabalho. No

nicação (Pascom) que assumem o

municação dentro das paróquias e

dioceses. É a pastoral da acolhida e da participação; das inter-relações

humanas, da organização solidária e do planejamento democrático

do uso de recursos e instrumentos que facilitem informações e mani-

pela coordenadora da Pascom,

de marketing do Sebrae, Eurípides Pedrinha.

O resultado do encontro foi o início de um processo de revisão e planejamento da equipe da Pascom.

ra do Perpétuo Socorro está procu-

Qual a importância da

dia 10 de março, foi realizada uma

É importante que as atividades

formação na matriz sobre a Pastoral da Comunicação, com a presença das pastorais do Santuário de Vila

Velha e Paróquia Nossa Senhora das Graças (Coqueiral de Itaparica). As

reflexões do encontro foram condu-

30

REVISTA PANORAMA

comunicação?

sejam divulgadas e celebradas

em comum unidade. Bem como

é necessário levar a Boa Nova de

Cristo a todos os lugares e ambien-

tes, principalmente na comunidade local.


IGREJA EM AÇÃO

• Sugestão de Pauta para a Revista Panorama: enviar e-mail para

leitor@panoramarevista.com.br ou para pascom@nspsocorro.com.br

• Sugestão de notícias para o site: enviar e-mail para:

pascom@nspsocorro.com.br • Sugestão de post para Fanpage:

Pasconianos das paróquias Nossa Senhora do Perpétuo

enviar e-mail para:

Socorro, Santuário de Vila Velha e Nossa Senhora das Graças

pascom@nspsocorro.com.br

participaram da formação para aperfeiçoar seus trabalhos

Quem é responsável?

e tenha conhecimento de todas as

• Solicitações de arte para convi-

é responsável por enviar as infor-

Atualmente, a Pascom conta com as

divulgação: enviar e-mail para:

Cada pastoral e equipe de serviço mações para o e-mail da Pastoral

da Comunicação. Eventualmente,

ações da Pastoral da Comunicação. seguintes possibilidades:

tes, cartazes e outras formas de

comunicacao@nspsocorro.com.br

alguns pasconianos têm disponibilidade para estar presentes e fazer

esse registro, mas não é uma regra,

uma vez que o grupo é pequeno. Se cada coordenador de equipe enviar e partilhar as experiências de sua

A revista Panorama está em fase de reformulação. Se você tiver uma crítica ou uma sugestão, faça contato com a Pascom.

pastoral, a comunicação fluirá cada dia de forma mais eficaz.

Para quem é importante?

Essa comunicação interna é im-

portante para que todos os fiéis

cresçam juntos na fé e na caridade. Repercutindo na Paróquia e nas

A Pascom se reúne regularmente nas segundas segundas-feiras de cada mês, no Centro Pastoral Paroquial. Se você gosta de atividades da comunicação, participe da equipe.

comunidades. É importante para todos!

Como fazer?

A informação precisa chegar à

Pascom, para ser replicada. Cada

veículo tem sua particularidade, em alguns momentos pede-se o direcionamento do pároco, porque a

pastoral representa a instituição, então, é importante que ele participe

A prioridade atual da Pascom é garantir a atualização constante do site e do aplicativo para celular. Se você faz parte de uma pastoral, movimento ou serviço das comunidades da Paróquia, encaminhe as informações e eventos realizados para possibilitar essa atualização.

31

REVISTA PANORAMA


CONSCIÊNCIA CRISTÃ

ELEIÇÕES 2018:

O QUE A SOCIEDADE ESPERA DOS CANDIDATOS?

N

o dia 17 de março, a Opera-

blico Federal, conseguiu conquistar,

bilhão estão no exterior, mas com

tiga casos de corrupção

dade no país.

por meio de delações premiadas.

ção Lava Jato, que inves-

envolvendo políticos e empresários

desafiando a tendência da impuni-

probabilidade de voltar ao Brasil

no Brasil, completou quatro anos.

Só de recursos públicos que ha-

ceber os avanços que esse grupo

devolvidos, foram somados R$ 149,5 culturais e esportivos teriam sido

Em seu balanço, é possível per-

de investigadores, envolvendo a

Polícia Federal e o Ministério Pú-

viam sido extraviados, mas já foram

Com esse montante, quantas

escolas, hospitais, creches, centros

milhões. Mas ainda há R$ 1,4 bilhão a construídos? Quantas obras de saserem devolvidos, sendo que R$ 1,3

32

REVISTA PANORAMA

neamento e esgotamento sanitário


CONSCIÊNCIA CRISTÃ

poderiam ter sido feitas? Quantas

de alguns é alto e quem paga caro

cipalmente, alertar aos pretensos

até mesmo duplicadas, aumentan-

Jato jogou às claras esquemas de

a população não aguenta mais esse

estradas teriam sido restauradas e

do a segurança dos usuários e evitando acidentes? Quantos cursos

de empreendedorismo, capacita-

ção e formação poderiam ter sido oferecidos, ampliando as chances e oportunidades de emprego na sociedade?

O Brasil poderia estar diferente, se não fosse a corrupção. O preço a

ser pago por esse comportamento

é a sociedade. A Operação Lava

desvio de verba pública pratica-

dos por aqueles que deveriam ser os defensores da população: os

governantes. Por isso, em pleno

ano eleitoral, a descrença do eleitor é grande.

Nesta edição de abril, a Panora-

ma lança a campanha “O que eu

espero dos candidatos”. O objetivo é dar voz ao eleitor cristão e, prin-

33

REVISTA PANORAMA

aspirantes a um cargo público que comportamento indevido, voltado para a falta de espírito coletivo.

Povo consciente A catequista e Ministra Extraordinária da Distribuição da Sagrada

Comunhão da Comunidade Santo

Antônio, Tariza Campos, conta que desde cedo exerceu o direito do


CONSCIÊNCIA CRISTÃ

voto em busca de um Brasil melhor. E, embora não tenha visto ainda grandes avanços, espera que os

governantes lutem por dar mais acesso ao povo.

“Sempre desejei que o Brasil fosse um país onde as políticas públi-

cas não favorecessem interesses

particulares e sim o bem do povo. Aos 16 anos fui prontamente me

cadastrar para votar com o desejo

de fazer a diferença nas urnas. Meu desejo permanece o mesmo de quando votei pela primeira vez.

Passaram-se 24 anos desde meu

ilusão de um salvador do povo e isso

esperança de que todos tenham

der que é protagonista e não mero

primeiro voto e continuo com a acesso à educação, moradia, a

serviços de saúde de qualidade e à

segurança pública eficaz. O cenário político mudou, não existe mais a

é bom porque o povo pode apren-

expectador da história. Vou seguir a orientação do Padre Anderson: não pretendo reeleger ninguém. Não

que não existam pessoas boas, mas porque penso que cargo legislativo não pode ser vitalício. Tenho duas

Mônica Pitta (no destaque) busca

trabalhar a conscientização cidadã com os adolescentes da PA

filhas e espero semear no coração

Mais justiça

querer o bem para todos, e de não

A coordenadora da Pastoral dos

imagem e semelhança de Deus”.

Nossa Senhora do Perpétuo,

das duas essa mesma esperança, de perder a fé no ser humano, que é

Adolescentes da Comunidade

Mônica Pitta, espera que haja mais justiça por parte dos governantes. E para ajudar a formar bons cida-

dãos, trabalha com a conscientização sobre a corrupção do dia a dia junto aos jovens.

“Abrindo o meu coração, o que eu espero mesmo dos governantes é

Tariza afirma que tenta

que sejam mais justos, não sejam

transmitir às duas filhas a

desonestos e que eles tirem o

esperança de um país melhor

sofrimento da população porque

a desonestidade deles causa tanta

pobreza! Há tanta gente passando

34

REVISTA PANORAMA


CONSCIÊNCIA CRISTÃ

necessidade, fome, pessoas mor-

Inclusão

há vaga, escolas sucateadas... Falta

O servidor público federal Luiz Feli-

ção. Então, eu espero, do fundo do

Terço dos Homens na Comunidade

rendo nos hospitais porque não

educação, falta tudo para a populameu coração, que eles sejam justos, honestos e deem mais qualidade

de vida para o povo, que está tão sofrido. Acredito que os eleito-

res deveriam ser mais rígidos nas

cobranças junto aos governantes

eleitos. Na maioria das vezes, vota-

pe de Faria Viana, que frequenta o

Nossa Senhora do Perpétuo Socor-

ro, destaca a inclusão e a educação como oportunidade de igualdade

entre a sociedade. Para ele, os políticos devem olhar para este aspecto em suas gestões.

Para Luiz Felipe educação e

inclusão são essenciais para um país mais justo e igualitário

mos e esquecemos o motivo que

“Eu espero dos governantes capixa-

Uma sociedade com cultura, com

Então, esquecemos que somos tão

as pessoas que não têm acesso,

lidade de civilidade, é a base para a

nos levou a votar naquela pessoa.

responsáveis quanto ela. Na Igreja

a gente trabalha com adolescentes. Não fazemos trabalho direto sobre política porque supõe-se que eles já têm essa formação na escola,

mas fazemos uma conscientização

com eles. Há um tempo tivemos um encontro sobre as pequenas cor-

rupções: furar fila, mentir na idade

para pagar meia entrada, coisas do

dia a dia deles em que estão sendo

corruptos. Às vezes a gente reclama,

bas que eles tragam inclusão paras que tratem a questão da segurança com o devido modo, qual seja levando cultura, educação, che-

gando nas comunidades carentes

com um projeto social, de iniciativa educativa. Espero principalmente isso: educação, que penso ser a

solução para todos os problemas.

o seu devido senso de responsabiconstrução de uma nação igualitária e com respeito ao próximo.

Eu espero isso: uma política social de inclusão das pessoas, princi-

palmente as marginalizadas. Que

elas sejam tratadas com o devido respeito e não como bandidos. Está faltando tudo isso hoje”.

Números da Operação Lava Jato em 4 anos: • 36 denúncias no STF

fala que os políticos estão sendo

• 3 denúncias no STJ

está. Então, indiretamente, a gente

• 12 governadores são investigados, 40% do total em atividade no país

corruptos, mas a gente também

• 101 pessoas com foro privilegiado respondem a processos no STF

faz um trabalho de conscientização”.

• 3 governadores foram denunciados ao STJ (uma aceita) • 134 delações premiadas firmadas com o MPF e encaminhadas ao STF • R$ 1,3 bilhão é o valor que está no exterior previsto para ser devolvido por meio de delações • R$ 1,4 bilhão é o valor no Brasil que deve ser devolvido por meio de delações • R$ 149,5 milhões é o valor que foi efetivamente devolvido • 4,6 mil é o número de manifestações feitas pelo MPF junto ao STF em

Mônica, com a família, deseja que os governantes olhem mais para

a sociedade de deixem de pensar em si próprios

processos da Lava Jato Fonte: Portal G1

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REVISTA PANORAMA


EXEMPLOS DE VIDA

QUANDO SERVIR FAZ PARTE DO SEU PROPÓSITO DE VIDA “EU ME SINTO PLENO QUANDO ESTOU SERVINDO” - JOHNNY DIAS

A

o falarmos de leigos que estão a serviço da Igreja,

lembramos de Johnny Dias,

pessoa alegre e que serve com muito amor e dedicação na equipe de

música da paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, há dois anos.

O que muitos não imaginam é que ele tem uma longa caminhada na

Igreja Católica, fruto de uma família religiosa atuante em sua cidade natal, Cariacica.

36

REVISTA PANORAMA


EXEMPLOS DE VIDA

Desde novo, foi muito engajado

Além de músico, Johnny tem como

oração e grupos de jovens em sua

com desenvolvimento humano,

em movimentos, como grupo de

paróquia de origem. Aproximada-

atividade principal seu trabalho

Uma de suas primeiras impressões

profissões nasceram da experiência

dade é muito engajada e acolhe a

vida e terapeuta integrativo. Essas

mas queria um aprofundamento

como leigo e missionário na Igreja

sobre Teologia e assuntos relacio-

nados à doutrina católica, além de se descobrir como ser humano e achar seu propósito de vida.

Para isso, ofereceu-se para ser

missionário em uma comunidade católica onde permaneceu por

nove anos. Nesse tempo de missão,

juntamente com suas formações

e especialização após sua saída da vida em missão.

Hoje, Johnny ajuda as pessoas a

encontrarem seu propósito de vida ou um propósito mais profundo

dentro daquilo que elas já fazem.

auxiliou pessoas no tratamento

Ele sempre trabalhou com música,

Interior, através de atendimentos

Paróquia, dado seu jeito expansivo

da depressão pelo método da Cura individuais e seminários. E teve

a oportunidade de aprofundar o

seu estudo a respeito da espiritualidade cristã.

Ele viveu, integralmente, como

voluntário nessa comunidade e

afirma ter sido um período muito

rico em sua jornada, uma vez que foi ali que encontrou o propósito

de vida que tanto buscava quando mais jovem.

O aprendizado que obteve ao

longo dos anos foi essencial para o caminho que viria a trilhar fora

e esse foi o canal de ligação com a e dedicado, logo o fez conhecer e

fazer amizades com outras lideranças, além da música.

Sua chegada à Paróquia Nossa

Senhora do Perpétuo Socorro foi

através do convite do paroquiano

que há atividades desde os mais novos até a terceira idade.

Johnny afirma que se sente muito à vontade servindo, pois segundo

ele a Paróquia tem um diferencial, que é saber acolher.

O prazer de servir transparece na figura do leigo tanto que seus

clientes se interessam e pergun-

tam como é a vida dele servindo

nos eventos relacionados à Igreja. Alguns de seus clientes visitam a

Igreja e outros aproveitam as redes

sociais para se integrarem aos acontecimentos, incluindo a transmissão da Santa Missa pela internet.

missas, recebeu o convite para

pessoas se sentem atraídas apenas

música. Após frequentar algumas

integrar uma das equipes responsáveis pelas missas realizadas ao

longo do mês. Hoje, toca na missa

das 19h30 do primeiro domingo de cada mês.

de suas ocupações, visto que toca

Johnny é extremamente engaja-

eventos dentro e fora da igreja.

diversos públicos, tendo em vista

Johnny se orgulha de não precisar

Apesar de frequentar a Paróquia

em cerimônias de casamentos e

sobre a Paróquia foi que a comuni-

Walter, coordenador da equipe de

daquela comunidade. Após sair,

dedicou-se à música, que é uma

Jericó e outros eventos.

sendo coach de propósito de

mente aos 16 anos, descobriu que não tinha vocação ao sacerdócio,

também participações no Cerco de

há aproximadamente dois anos, do, ficando responsável não só

pela sua escala de domingo, mas

fazer propaganda da Igreja, pois as em ver a sua satisfação em servir. Nesses dois anos participando

na música, surgiu o convite para

integrar os shows do padre Anderson Gomes. Papel que exerce com

muita maestria nos teclados. Como se pode notar, Johnny é uma pes-

soa cativante e com muita história. Isto é, um leigo que tem amor ao seu chamado e o faz com muita dedicação e responsabilidade.


DEVOCIONAL

SÃO MARCOS: MÁRTIR E EVANGELISTA EM QUAL CASA JESUS SE REUNIU COM OS APÓSTOLOS PARA A CEIA PASCAL E DEU INÍCIO À EUCARISTIA? NA CASA DE QUEM OS APÓSTOLOS SE REFUGIARAM ATÉ O DIA DE PENTECOSTES, QUANDO A IGREJA FOI INAUGURADA?

A

tradição considera que

evangelista Marcos pode orgulhar-se

separou de Paulo e Barnabé e voltou

aconteceram na casa da

tolo Paulo, com quem se encontrou

dá a última informação sobre Marcos,

esses eventos marcantes família de São Marcos,

um jovem judeu que conviveu com

Barnabé, Paulo e Pedro. São Pedro o chama de “meu filho”, e o acompanhou até Roma, onde Marcos teria

de longa convivência com o apóspela primeira vez quando Paulo e

Barnabé, seu tio, levaram a Jerusalém

a generosa coleta da comunidade de Antioquia.

a Jerusalém”. Em 66, São Paulo nos escrevendo da prisão romana a

Timóteo: “Traga Marcos com você. Posso necessitar de seus serviços”.

escrito o Evangelho. Mario Sgarbos-

Após a evangelização de Chipre,

Quem era Marcos?

Marcos escreveu a partir daquilo que

trabalhosa e arriscada ao coração

Nos livros do Novo Testamento, há

pagãs do Tauro. Marcos – conforme

nome João, ou com o nome romano

sa e Luigi Giovannini afirmam que Pedro se lembrava.

Além da familiaridade com Pedro, o

Paulo planejou uma viagem mais da Ásia menor, entre as populações se lê nos Atos dos Apóstolos – “se

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REVISTA PANORAMA

dez referências a um jovem com

de Marcos ou com o duplo nome


Bíblia da CNNB, os bispos afirmam

reuniam-se os primeiros cristãos

O Evangelho escrito por São Marcos

Para tanto é preciso voltar sempre

o próprio Pedro após a libertação

lhos. Foi escrito provavelmente em

Marcos, filho da Maria em cuja casa

de Jerusalém, e onde foi se refugiar prodigiosa do cárcere.

Muitos estudiosos acreditam que a última ceia e alguns encontros

anteriores de Jesus e seus discípulos foram realizados na casa de Marcos, então uma criança. Como apenas

pessoas de altas posses teriam casas

é o mais antigo dos quatro evangeRoma por volta de 65 d.C. quando

Pedro foi preso e depois martirizado. Esta data é confirmada por fazer

referência à Guerra Judaica e à destruição de Jerusalém, que ocorreu

entre 66 e 73 d.C, onde Jesus faz a profecia da destruição do templo.

grandes o suficiente para abrigar e

Marcos decidiu registrar a história e

tros seguidores, a família de Marcos

as testemunhas e os discípulos dire-

dar alimentos para 13 homens e ouera rica.

Tudo indica que a família era amiga

de Pedro e seguiu os ensinamentos

de sucesso fácil (o “Messias esperado”), mas um messias diferente (o

“Messias inesperado”). Nem mesmo seus discípulos o compreenderam,

até que ele levasse a termo sua obra.

A MORTE DE SÃO MARCOS

que ele morreu de morte natural,

lho oral, estavam sendo presos ou morrendo.

leitores havia pessoas que não eram

crianças.

mostra que Jesus não é um messias

tos de Jesus, pregadores do evange-

não tão intensa, com Jesus. Não gostava de ensinar também às

àquilo que Jesus disse e fez. Marcos

Os dados da vida de Marcos per-

As explicações de usos judaicos no

se pode desconsiderar que Jesus

a fé da comunidade é esclarecê-la.

os ensinamentos do mestre porque

de Jesus. Assim, Marcos teria sim

tido uma convivência, mesmo que

que a melhor maneira de sustentar

capítulo 7 mostram que entre seus de origem judaica.

Na introdução do evangelho na

manecem duvidosos. Acredita-se mas conforme tradição, morreu

como mártir. Os Atos de Marcos,

um escrito do século IV, dizem que Marcos foi arrastado pelos pagãos

pelas ruas de Alexandria, amarrado

com cordas ao pescoço. Jogado ao cárcere, no dia seguinte, sofreu o

mesmo tormento e morreu no dia 25 de abril. A venda de seu corpo por parte de dois comerciantes e

mercadores de Veneza é uma lenda de 828 d.C. Graças a esta lenda foi construída a estupenda basílica

veneziana dedicada a São Marcos, concluída em 1071.

Na Liturgia Na liturgia da Igreja Católica cada

ano é dedicado a um dos evange-

lhos, mais o evangelho de João, em épocas específicas. Mateus é o ano

A e Lucas o ano C. Em 2018, a Igreja

vive o ano B, seguindo as leituras de Marcos.

DEVOCIONAL

são pessoas diferentes ou um único

Evangelho segundo São Marcos

de João Marcos. Não há consenso se


COMUNIDADE

PMVV IMPLANTA SISTEMA DE COMPARTILHAMENTO DE BICICLETAS AS 20 ESTAÇÕES DA BIKE VV PROPORCIONAM MAIS UMA ALTERNATIVA DE TRANSPORTE PÚBLICO PARA OS MORADORES E VISITANTES DA CIDADE

Q

uem deseja pedalar pela

usuários e registrou um empréstimo

radores e visitantes da cidade, além

ou ir de bicicleta para o

de março.

do município, promovendo, simul-

orla da cidade de Vila Velha

trabalho já pode contar com o ser-

de 8.159 bikes entre os dias 9 e 18

viço de aluguel Bike VV. O projeto,

“O sistema de compartilhamento

Prefeitura Municipal de Vila Velha

mobilidade urbana do município e

implantado no mês de março pela (PMVV) e gerenciado pela empresa

Tembici, obteve 3.394 cadastros de

tem como objetivo melhorar a

proporcionar mais uma alternativa de transporte público para os mo-

40

REVISTA PANORAMA

de aumentar a capacidade turística taneamente, seu desenvolvimento sustentável”, destaca o secretário

municipal de Desenvolvimento Ur-

bano e Mobilidade, Antônio Marcus Carvalho Machado.


COMUNIDADE

Para a concepção do serviço a PMVV

buscou referências nos grandes centros internacionais que adotam sis-

tema semelhante ao Bike VV, como por exemplo: Londres, Amsterdã e

Nova York. Além de ser uma forma

saudável de deslocamento urbano e

bem-estar da comunidade, a iniciativa traz uma série de vantagens para a população. Ao todo, foram dispo-

nibilizadas 200 bicicletas em 20 pontos estratégicos. As nove estações

para retirada e devolução estão em

funcionamento nos bairros Praia da Costa, Praia de Itapuã, Coqueiral de Itaparica, Centro, Prainha, Glória e

Kelly Tuller comenta que essa opção de

Divino Espírito Santo.

passeio possibilita um maior cuidado com a saúde

De acordo com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e

Mobilidade da Prefeitura, o usuário

ou danos materiais ao sistema”,

com o serviço, conseguiu otimizar

até 60 minutos, com intervalos de

Machado.

desloquei do centro até a orla. O

poderá fazer viagens ilimitadas de

15 minutos entre elas. Caso ele utili-

esclarece Antônio Marcus Carvalho

ze a bicicleta antes do prazo mínimo

A empresária Kelly Ferreira Tuller

como uma nova viagem, no valor de

da prefeitura de oferecer o serviço

do intervalo o uso será contabilizado R$ 5,40 a cada 60 minutos exce-

dentes. O uso do sistema poderá ser feito no horário das 5 horas à

meia-noite (0 hora), todos os dias da semana, incluindo sábados, domingos e feriados.

Segundo dados da Tembici, na

primeira semana de utilização foram

achou bem interessante a iniciativa por um bom custo benefício. “A

logística e o funcionamento estão

acessório. Foi fácil me cadastrar no aplicativo”, afirma.

opção de passeio pela orla da praia também possibilita um maior cuidado com a saúde.

do trabalho um ônibus empresarial,

não houve mais registros de furtos

e ainda possui uma boa cesta como

cuidar”, disse. Para Kelly essa nova

peças foram repostas pela Tembici situação. Desde o dia 12 de março

se adapta a qualquer tipo de altura

ção saiba tirar proveito e ajude a

Para o engenheiro Juan Ferreira, que

e a Guarda Municipal já controlou a

modelo da bicicleta é muito bom,

aprovados, espero que a popula-

furtadas quatro manoplas e cinco

retrovisores das bicicletas. “Todas as

o tempo. “Em cinco minutos me

utiliza diariamente para ir e voltar a Bike VV veio para facilitar a vida

dele. Antes, ele percorria cerca de 15 minutos até chegar em casa;

41

REVISTA PANORAMA

Juan Ferreira disse que conseguiu

otimizar o tempo para chegar em casa


COMUNIDADE

A aposentada Maria Regina de

Almeida Padilha conta que está utilizando a bike como meio de

transporte para ir ao banco ou até

mesmo a uma consulta médica. “A

iniciativa da PMVV de oferecer esse serviço foi excelente. Esse passo foi enorme para o nosso município.

Vejo muitas pessoas pedalando. A

população vai ficar mais saudável”, comenta.

As bicicletas têm modelo adaptável a qualquer altura e são equipadas com acessórios, como retrovisor e cesta

Como utilizar o BIKE VV - Os usuários do sistema devem ter um plano ativo e possuir um cadastro no aplicativo “tembici”, disponível para os sistemas Android e IOS ou no site www.bike.com.br. - Os planos mensais e anuais dão direito ao cartão do usuário (opcional). O cartão de usuário tem um custo de R$ 5,00 - já com frete. Se o usuário optar por não receber o cartão, ele pode fazer a retirada da bicicleta por meio do aplicativo. - Os planos mensal e anual podem ser adquiridos pelo aplicativo ou site. O plano diário pode ser adquirido pelo aplicativo, pelo site ou diretamente nas estações com totem de autoatendimento. - Os valores dos planos são: R$5,40 diário, R$10,80 mensal e R$67,50 anual. - As formas de pagamento podem ser realizadas pelo App da Tembici, no site do Bike VV e nos totens de autoatendimento com cartão de crédito.

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REVISTA PANORAMA


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