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E M P O D E RA M E N TO F E M I N I N O P U B L I CAÇÃO PA RÓ Q U I A O N L I N E

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Conheça a história de mulheres que transcenderam as leis do seu tempo

Irmã Dulce

Paróquia Rainha da Paz O VERDADEIRO SENTIDO DO EMPODERAMENTO FEMININO


Paróquia Rainha da Paz CONHEÇA A IGREJA QUE ESTÁ PERTINHO DE VOCÊ! A Paróquia Nossa Senhora Rainha da Paz é uma igreja acolhedora e aconchegante, cravada entre os Condomínios do Jardim Marajoara. Possuímos cerca de 180 lugares, para receber você e sua família. Venha participar de nossas missas e conheça essa paróquia que está pertinho de você. Procure a secretaria paroquial para informações sobre Batizados, Missas de 7 o dia, Catequese, Casamentos e Transferências etc.

LOCAL

Rua Sócrates, 813 - Vila Sofia São Paulo | SP CEP: 04671-072

MISSAS NA MATRIZ

Segunda, quarta e sexta: 19h30 Sábado: 16h00 Domingo: 10h00, 12h00 e 20h00

MISSAS NA CAPELA DO COLÉGIO SANTA MARIA

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Atendimento de terça a sexta das 13h às 20h e sábado das 9h às 17h contato@paroquiarainhadapaz.com.br

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EDITORIAL

Sumário Palavra do Pároco

Testemunho

Formação

Testemunho

04 Empoderamento Feminino. Será

22 “Quando o vimos pela primeira vez,

Testemunho

Filosofia

08 “Eu estava determinada. Queria

24 Edith Stein

Educação

Testemunho

02 Deus escolheu uma Mulher

algo artificial e inadequado?

colocar um fim em tudo aquilo!”

20 “... aos 13 anos tive meu primeiro filho.”

foi a emoção mais linda do mundo!”

Santa Teresa Benedita da Cruz

12 “...enxergar o poder como serviço e 28 Sou mãe orgulhosa, esposa e dom recebido para criar e formar…”

Vida dos Santos

14 “Primeiro eles, depois nós”

Testemunho

profissional realizada

Testemunho

30 Minha Mãe foi uma verdadeira guerreira

Pastoral

FRANCISCO ALVES F. JÚNIOR

18 Acredito muito na força da Mulher 32 Sou dizimista

Diretor Editorial

Expediente

ANO 01 | No 04 2019 Publicação contato@paroquiaonline.com.br Paróquia Online www.paroquiaonline.com.br Av. Iraí, 393, Cj. 25, Moema SP | SP CEP: 04082-905 - Whatsapp: (11) 4248-8431

O ser feminino é cheio de novidades surpreendentes. As diversas personalidades femininas se destacam ao longo da história da humanidade. Nesta edição veremos um pouco desse caleidoscópio feminino, rico em sua diversidade de cores humanas com um brilho especial de mulher. Quais são as mulheres dos dias de hoje? Uma mulher guerreira, decidida, doce, caridosa, mãe orgulhosa, esposa feliz, profissional realizada, forte, suave, serva, mártir. As linhas escritas com a própria vida dão corpo à visão de mulher que concebemos aqui. Entre todas as dádivas femininas, uma se destaca por sua particularidade, a maternidade. Todo ser humano, seja homem ou mulher, está ligado a esta dádiva e não só todo ser humano, mas o próprio Deus. A maternidade, que muitas vezes vai além dos laços de sangue, transcende a capacidade de amar. A mulher é capaz de superar as barreiras de seu tempo em vista daquilo que acredita e defende. Seu instinto protetor, e, ao mesmo tempo, o instinto de formar, são marcas do ser feminino. Em cada história apresentada nesta edição veremos mulheres verdadeiramente corajosas, mulheres que mostram onde está sua verdadeira força e poder.

Revisão Rosângela Augusto Pereira Sandra Regina Basílio da Silveira

Diretor Geral Thiago Lúcio

Capa Pe. Davi da Cruz

Diretor Editorial Francisco Alves F. Júnior MTB 0087419/SP

Diagramação e Arte Pe. Davi da Cruz Agência Adora

Tiragem 3.000 Exemplares

Anúncios Fernanda Soares Ferreira

Fotos Paróquia online - Envato - Agência Adora Acervo das Obras Sociais Irmã Dulce

Periodicidade Bimestral

Vox Dei Magazine não se responsabiliza pelos conceitos emitidos nos artigos assinados, bem como de qualquer conteúdo dos anúncios publicados ou de imagens cedidas pelos seus contratantes. As pessoas que não constam do expediente da revista não tem autorização para falar em nome da Vox Dei Magazine ou retirar qualquer tipo de material para produção de editorial caso não tenham em seu poder uma carta autorizada e datada, em papel timbrado, assinada por pessoa que conste do expediente.


PALAVRA DO PÁROCO

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Deus escolheu uma mulher O VERDADEIRO SENTIDO DO EMPODERAMENTO FEMININO Texto: Pe. Davi da Cruz

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Mudanças! Uma das palavras que marcam nossa sociedade atual. Estamos vivendo um turbilhão de transformações de uma forma muito intensa e rápida. Sem perceber, somos envolvidos pela novidade que insiste em nos dizer que as coisas mudaram e não se encontram mais como eram antes. A figura feminina tem entrado nesse turbilhão e trazido novas matizes cheias de desafios e expectativas.

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Quando se fala em empoderamento feminino, o que realmente se pretende dizer? Empoderar é um verbo que se refere ao ato de dar ou conceder poder, para si próprio ou para outrem. A partir do seu sentido figurado, empoderar representa a ação de atribuir domínio ou poder sobre determinada situação, condição ou característica. Neste sentido, empoderamento feminino seria a conscientização das mulheres de reivindicarem socialmente por equidade nos direitos entre os diferentes gêneros. Esse é um ideal que o movimento feminista tem agitado nos diversos segmentos da sociedade. Mas sempre me perguntei uma coisa: - Por que se escolheu como definição de um movimento a palavra feminismo, que é o oposto de algo tão combatido, o machismo, enaltecimento do sexo masculino sobre o feminino? Por que se preferiu justamente o antônimo do machismo para combatê-lo? Não haveria outro termo, outra expressão para construir esse ideal? Um grande equívoco! O feminismo, não é a supremacia feminina sobre o masculino. Talvez se encontre em dicionários antigos o termo feminismo como contrário de machismo, porém em dicionários modernos o seu correto antônimo seria femismo, muito divergente do que evoca o ideal de feminismo. Essa ideia de “feminismo x machismo” é socialmente associado ao feminismo radical, que surgiu como tentativa de extinguir a superioridade masculina de todas as formas. 1 Me parece que a inversão de valores não seria a resposta mais genuína para essa polarização. Me parece que o ideal da mulher de ocupar o lugar do homem seria uma forma velada de machismo, na qual


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somente haveria valor fazendo o que o homem faz ou sendo como o homem é. Creio que essa não seja a verdadeira bandeira do feminismo. Não teria a mulher em si mesma um valor próprio, sem a necessidade de se comparar a outras realidades? A feminilidade é um valor em si mesmo ou será sempre vista em relação ao homem? Na narrativa da criação, o “Livro do Gênesis” nos revela que fomos criados à imagem e semelhança de Deus, “homem e mulher, Deus os criou” Gn 1,27. Portanto na essência divina está contida a feminilidade e a masculinidade. Deus é um Pai e uma Mãe ao mesmo tempo. E veja, Deus, para intervir na história da humanidade, poderia ter escolhido formas diferentes de Revelação, mas ele preferiu a Encarnação. Ele quis ser gerado no seio de uma mulher. Ele quis que seu Filho único estivesse nos braços de um ser feminino e por ele ser nutrido e cuidado. Para Deus, a mulher tem um papel irrevogável na história da humanidade. É justamente uma mulher que deve ser aclamada como bendita, não apenas entre aquela geração, mas também por todas as gerações futuras. Lc 1,48. Nos dias atuais, a figura feminina vem conquistando cada vez mais seu lugar e sua dignidade. A mulher de hoje expande sua atuação e ganha espaço onde antes apenas os homens eram protagonistas. Essa mudança reconfigura a vida em família com novas perspectivas e coloca a figura feminina em lugar de destaque. Não se trata de uma inversão de papéis ou guerra dos sexos, mas na verdade, creio que seja uma ascensão de valores, que realçam qualidades e características que antes eram, muitas vezes, canalizadas apenas para o universo do lar. Surge uma nova figura feminina, mesclada de valores antigos e novos, capaz de ser polivalente diante das diversas necessidades do mundo contemporâneo e de sua realização pessoal. Surge uma nova figura que desponta para aquilo que a mulher traz de melhor consigo, ser mulher. Mas, como se dá essa experiência? Como é ser mulher, mãe, esposa, solteira, trabalhar etc? Como conjugar todas essas realidades de forma equilibrada e bem sucedida? Nesta edição, conheceremos a vida dessas mulheres. De “Maria em Maria”, veremos como o papel feminino pode iluminar a história da humanidade, com maestria e perspicácia.

1 Super Interessante, Feminismo X Femismo: Qual a diferença? Por Maria Eduarda - Publicado em 8 mar 2018.

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FORMAÇÃO

EMPODERAMENTO

FEMININO

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Será algo artificial e inadequado?

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Texto: Ir. M. Ana Paula Ramos Hyppólito, IMS

“O empoderamento feminino chegou ao seu auge. Todas as mulheres estão buscando se conhecer melhor e se desconstruir dos antigos tabus”. Frases como esta acima, invadem a internet e as redes sociais, como “slogan” do feminismo. Olhamos e escutamos o que tem se falado a respeito, mas, como católicos e de forma especial, como filha do Movimento Apostólico de Schoenstatt e de nosso fundador, Pe. José Kentenich, temos uma posição frente a isso. Vale a pena iniciar uma reflexão sobre a ideia, o conteúdo e sobre o que está por trás do empoderamento para depois tirarmos nossas conclusões. “Empoderamento” é um neologismo criado pelo pedagogo Paulo Freire, que tem origem no termo inglês “empowerment”. O significado original fala de delegação de poder, de emancipação e de fortalecimento de alguém ou de um grupo. A palavra é atraente pela ideia de se conquistar o poder, mas ela traz também algumas opiniões divergentes: “Contudo, podemos observar que o termo empoderamento traz em si algo de artificial e inadequado, pois se eu sou ‘empoderada’, significa que alguém me concedeu poder e me fez poderosa. Trata-se portanto, de algo externo e não intrínseco que nasce da essência do ser feminino” 1. É preciso recordar que cada ser humano tem valor por ser criado por Deus à sua imagem e semelhança. Não preciso dar valor ou poder ao outro, pois Deus mesmo já lhe presenteou. O que precisamos é reconhecer e valorizar a força que há em cada homem e em cada mulher. Reconhecer o poder da mulher não significa desconsiderar o poder masculino. Ambos são complementares.


Exemplo de Gertraud von Bullion As Mulheres no movimento de Schoenstatt Nosso fundador sempre acreditou no grande poder que tem a mulher, já pelo fato de que tanto o pecado, como a salvação, entraram no mundo por uma mulher. Eva foi a protagonista da desobediência e da queda de nossos primeiros pais. E Maria, foi aquela que, por seu “sim” obediente e seu desejo de ser inteira e unicamente serva, trouxe ao mundo Jesus, a Salvação da humanidade. O homem não é remido sem a mulher. Maria tornou-se poderosa por muitos motivos: por sua pureza, por seu amor à Deus, pela filialidade e principalmente, pelo serviço. Na história da Igreja, um número incontável de mulheres seguiu o exemplo da Mãe de Deus, em sua atitude de serva. Em Schoenstatt, muitas mulheres percorrem esse caminho da verdadeira liberdade, encontrando seu valor pessoal e seu grande poder na atitude de serviçalidade desprendida de si. Foi Gertraud von Bullion, a primeira mulher a ingressar no Movimento Apostólico de Schoenstatt, há quase cem anos. Era uma condessa, nascida para governar, mas preferiu o servir. Este servir, não é prejuízo para ela, mas seu caminho de auto-realização no amor à Deus e ao próximo. Uma condessa, dotada de grande talento musical e com capacidade de liderança, decidiuse pela ajuda materna e fraterna, como enfermeira da Cruz Vermelha, na Primeira Guerra Mundial, em enfermarias repletas e numa lavanderia de hospital, serviço que lhe faz contrair o bacilo fatal de uma doença incurável. Gertraud participou na vida social da sua classe. Gostava de teatro e concertos, jogava tênis e viajava. Contudo, optou pela vida consagrada à Deus no meio do mundo, no espírito dos conselhos evangélicos. Decidiu-se por uma vida de amor a Deus na comunidade da União Apostólica Feminina de Schoenstatt. Como primeira mulher neste novo Movimento religioso, ela tornou-se co-fundadora e co-formadora. O Serviam (quero servir) e o Non serviam (não quero servir) são os dois filhos deste mundo a enfrentarem-se, (…) como sim e não à Deus.


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Condessa von Bullion, viveu só 38 anos, um curto espaço de tempo para lutar pela realização de uma divisa de ressonância de eternidade. Ela queria servir principalmente com o exemplo. Seu testemunho é um estímulo para todas as mulheres em Schoenstatt: consagradas, solteiras, casadas ou viúvas, pois desenvolveu em si, as características de filha, mãe e serva, às quais toda mulher que aspira à santidade está chamada a encarnar. Educar para a serviçalidade. Como mulheres, sempre temos outros aos nossos cuidados, seja na família ou na profissão. É nossa tarefa educar quem se confia a nós. Essa atitude de serviçalidade, deve começar por nós mesmas. Muitas vezes, sentimos que a “Eva” em nós não morre e deseja dominar, ela não quer servir, mas ter a última palavra. Estejamos atentas e rezemos para que o espírito da grande serva do Senhor impregne nosso ser e nos coloque a serviço, também dos mais escondidos e dos

que não são valorizados hoje em dia, pois sabemos para que estamos neste mundo. Independentemente de qual seja a nossa profissão, que possamos exercê-la com verdadeiro espírito de serviço, colaborando com os colegas, trabalhando bem em equipe, valorizando os talentos e capacidades dos outros, partilhando conhecimentos, deixando-nos ser ensinadas pelos outros. Lembro-me de uma jovem que estando na universidade, na hora do almoço, oferecia primeiro o prato para quem estava atrás dela na fila. Esse gesto tão simples não passou despercebido, assim outros jovens começaram a seguir seu exemplo. Nossa vida é feita de pequenos gestos de amor e serviço, que possamos praticá-los e assim adquirir a verdadeira liberdade interior e o verdadeiro poder, pois quem serve, reina.

Referências: [1] SALA, Elena Arreguy. Empoderamento Feminino. Disponível em: https://www.comshalom.org/empoderamento-feminino/ (acessado em 22/08/2019)


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TESTEMUNHO

Uma mulher dos

S

tempos atuais

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“EU ESTAVA DETERMINADA. QUERIA COLOCAR UM FIM EM TUDO AQUILO!”

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Sou casada há 18 anos e tenho dois filhos abençoados. Desde o namoro estamos juntos há 22 anos. Nós nos conhecemos em meu 1 o dia de estágio, dois meses depois começamos a namorar. Assim que o conheci, disse para minha mãe que, era com ele que me casaria e seria em uma Igreja de Nossa Senhora Aparecida. Era casada, mas também, tinha “um outro” em minha vida, meu trabalho. No começo, não haviam muitos problemas, porque ele trabalhava muito e eu também, mas com a primeira gravidez de risco, meu médico pediu para escolher entre meu filho e o trabalho. Estava tudo mais complicado, mas é claro que optei pelo meu filho. Ele nasceu prematuro, de 36 semanas, e com sofrimento fetal. Entretanto pelo trabalho deixei meu filho aos 4 meses e meio no berçário. Seguiram-se 3 anos tão rápidos que nem vi passar. De repente veio a segunda filha. Eu até soube o dia da concepção, porque foi no dia do aniversário de 3 anos do meu filho. Eu saí da empresa exatamente no meu horário, às 18h, mas, com olhar de reprovação do meu superintendente, porque sair no horário era visto como a pior coisa do mundo. Minha

segunda gravidez também foi de risco. Tive placenta prévia e minha filha nasceu de 37 semanas. Para a instituição isto nunca foi problema, porque quando voltava eu trabalhava por um batalhão de pessoas. Quando voltei de licença maternidade, ainda amamentando minha filha, viajava quase todo o Brasil. Depois fiquei cuidando dos Estados do Paraná e Santa Catarina, viajando de segunda à sexta, mesmo assim consegui amamentar minha filha até 2 anos e 7 meses. Em 2012, retornei para São Paulo e recebi uma proposta de um Superintendente Regional para trabalhar em um segmento de Grandes Empresas. Para tanto teve um Comitê de RH, pois teria um aumento salarial significativo e o Superintendente Executivo não me achava capacitada para tal, mas foi voto vencido. Toda vez que fechava uma grande operação, o que era frequente, meu Superintendente Regional enviava um e-mail para o Superintendente Executivo me copiando. Sempre me elogiava e dizia que estava certo da minha contratação. Eu suportei muita coisa. Éramos 6 gerentes comerciais, sendo eu a única mulher, mas sempre quando a “coisa engrossava” o Gerente


Geral falava: - Ela resolve. O Gerente Geral mudou, mas era sempre eu que resolvia tudo. Trabalhava em outro município que muitas vezes tinha toque de recolher imposto pelos bandidos. Às vezes, eu dispensava o segurança e ficava sozinha fechada até às 22hs. Muitas vezes trazia coisas para casa e não dormia fazendo defesas de crédito. Assim foram 3 anos e 8 meses nessa rotina. Minha vida profissional era espetacular e em grande ascensão, mas quanto mais eu fazia, mais eles me cobravam, minhas metas eram semestrais e eram praticamente batidas em meados do 4 o mês do semestre, e as metas não cumpridas dos outros gerentes eu assumia, pois éramos uma equipe. As cobranças continuavam e aquilo que ninguém conseguia, eu tocava no peito e na raça. Porém, minha casa e minha família eu não cuidava mais. Aos poucos eu estava ficando doente, muito estressada. Não estava conseguindo dar atenção para minha família. Estava como que dividida, entre meu ritmo acelerado de trabalho e minha família. Chegou um momento que não queria voltar para casa e nem ir ao trabalho. Todos os dias dirigia 75 Km e imaginava onde poderia jogar meu carro e acabar de uma vez por todas com aquela incompetência de mãe, de esposa e de profissional que era. Já não me sentia boa o suficiente em ser esposa, ser mãe e cumprir as metas de todos. No dia 24 de maio de 2016, como qualquer outro dia, cheguei ao meu trabalho e logo atendi uma ligação do Superintendente de Crédito. Ele disse que não iria fazer uma operação que já estava aprovada. Como assim? Depois de tanto trabalho e de empenhar minha palavra? Logo em seguida, meu Gerente Geral fez eu desmarcar uma visita para fazer uma reunião com todos

os demais gerentes. Ele disse na frente de todos que eu já havia cumprido as minhas metas do semestre, mas os meu pares não. Aquela situação foi terrível, foi constrangedora. Para mim, foi como que a gota d’água. Naquela hora tinha tomado uma decisão. Ao terminar a reunião eu fechei minha gaveta, desliguei meu computador e bati meu ponto. Tentei ligar para meu marido, mas ele não atendeu. Eu estava determinada. Queria colocar um fim em tudo aquilo. Queria acabar com aquele lixo de pessoa que eu era. Fui ao posto de gasolina e pedi para completar o tanque do carro. Peguei o Rodoanel e dirigia sentido Anchieta. Em meu pensamento aflorava um turbilhão de ideias. Fui rezando e pedindo perdão a Deus pela minha decisão, pois sabia que o que estava fazendo era muito grave. Comecei a chorar e foi então que de repente, eu parei no acostamento. Eu pensei na minha família, nos meus filhos. Não havia me despedido deles e que eles poderiam se sentir culpados. Ainda no acostamento pesquisei no Google um Hospital Psiquiátrico. Liguei para eles e contei o que estava pensando em cometer. Eles perguntaram se eu conseguia chegar até lá sozinha e eu disse que sim. Ao chegar no hospital me internei e liguei para o meu marido avisando-o. Lá fiquei internada por 35 dias. Foi um período muito difícil para todos, mas principalmente para as crianças. Fiquei 4 meses de licença médica por acidente de trabalho, como concedido pelo INSS. Em meu retorno fui transferida para outra área, por recomendação médica, mas pelas metas cumpridas na antiga área, ainda fui premiada como a melhor Gerente Comercial Regional e com a maior carteira de Financiamentos Imobiliários de São Paulo. Fiquei mais 1 ano com estabilidade, como a lei assim determina e em seguida, fui demitida.

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TESTEMUNHO Depois de 21 anos de dedicação e priorizar a minha carreira, aprendi que em nossa vida, para que a vontade de Deus se realize, precisamos sofrer uma doce ferida, uma ferida de amor, pois é ela que abre nosso olhar, revelando o que o Senhor tem para nós. E o que Deus já tinha para mim era a minha família.

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Um pouco antes de tudo isso, no início de 2016, em uma Santa Missa de Domingo, nosso Pároco, Pe. Davi, chamou a mim e meu esposo num canto da Igreja. Ele disse que gostaria de fazer um convite. Olhamos um para a cara do outro e dissemos para ele: - Pode fazer. Ele nos convidou para uma pastoral da Paróquia. Eu prontamente disse sim, mas meu marido ficou meio pensativo, entretanto ele também respondeu sim. Naquele momento, nosso padre foi um instrumento de Deus. Quando dissemos nosso sim para aquele convite, eu deixei Deus salvar a minha família.

servir ao Senhor, prepare-se para a provação. Oriente seu coração. Seja constante e não se desvie no tempo da adversidade. Una-se ao Senhor e não se separe, para ser exaltado no último dia. Aceite tudo o que lhe acontecer e resista nas situações de humilhações, porque o ouro é provado no fogo e as pessoas escolhidas, no forno da humilhação. Confie no Senhor e Ele o ajudará; oriente seus caminhos e espere Nele”. Eclo 2, 1-6. Saibam de uma coisa. Depois de tudo o que passei, depois de toda essa tribulação, dou glória à Deus todos os dias da minha vida, por esta libertação! Saí daquela situação! Hoje estou trabalhando para ser uma esposa melhor, uma mãe melhor, uma filha melhor. Estou servindo aos propósitos que Deus tem para mim e estou buscando deixar Deus agir em minha vida. Para preservar a imagem da autora e da Instituição o Editorial sugeriu a omissão dos nomes dos personagens.

Após tudo o que aconteceu eu me recordava da Palavra que dizia: - “Se você se apresentar para

“ Un a - s e a o S e n h o r e n ã o s e s e p a re, p a ra s e r ex a l ta d o n o último dia.”

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EDUCAÇÃO

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Educação Santa Cruz

“...ENXERGAR O PODER COMO SERVIÇO E DOM RECEBIDO PARA CRIAR E FORMAR…”

Texto: Ir. Anne V. Horner Hoe e Ir. Diane Cundiff

Primeiramente, queremos nos apresentar somos: Irmã Anne Veronica Horner Hoe e Irmã Diane Cundiff, da Congregação das Irmãs da Santa Cruz. Ir. Anne nasceu em Xangai, China, e, Ir. Diane, nasceu nos Estados Unidos, próximo a Chicago. Há quase 50 anos estamos morando no Brasil. Servimos em missões fora de nossos locais de origem, sempre como educadoras. Atualmente, somos as diretoras do Colégio Santa Maria, na região Sul da cidade de São Paulo. A opção de nos mantermos profissionalmente e constantemente atualizadas como educadoras e administradoras, deve-se ao fundador de nossa Congregação, Pe. Moreau. Acreditamos que a maior contribuição para uma cultura em um mundo com graves crises, ao longo deste tempo, é a formação de pessoas de todas as idades. Não somente para termos esperança em tempos melhores, mas também, para contribuirmos e nos mostrarmos portadoras das condições que sustentam esta esperança. Deste modo, a educação Santa Cruz que projetamos é baseada em alguns pilares: O mais óbvio dos pilares é o da competência e excelência acadêmica. Não como instrumento pessoal e privado, o qual cada aluno e aluna competiria melhor e superaria o outro, conquistando para si a vaga mais recompensadora, mas, para nós, é um instrumento para o bem social, uma base para a formação de cidadãos comprometidos com a criação do mundo sonhado por Deus e entregue nas mãos, corações e mentes das comunidades humanas. Outro pilar essencial está ligado às relações justas entre pessoas, com o planeta e com todos os seus seres vivos, consigo mesmo e com as pessoas portadoras de necessidades especiais – em todas


as fases de suas vidas. Generosidade, apreciação das contribuições diferentes e únicas de cada um, fraternidade, habilidade de pedir e oferecer. Ser conciliador e de criar condições para estar em parceria com o outro, são algumas práticas experimentadas. Também é um pilar de nossa educação o saber viver, florescer e se aperfeiçoar em comunidade – seja a comunidade da família, da escola, da cidade, do país ou do mundo. O que isto tem a ver com o “ser mulher e o empoderamento feminino”? Digamos, nada. A noção de “empoderamento feminino” para nós, é uma visão essencialmente capitalista, examinando se as mulheres ganham a mesma recompensa que os seus pares masculinos com a mesma função e habilidade. A direção da Escola Católica da Santa Cruz, precisa enxergar o poder como serviço, precisa entender que se trata de um dom recebido para criar e formar seres para o presente e o futuro. Criar pessoas que serão os formadores e formadoras de famílias, de gerações futuras. Elas ou eles, nós, mulheres ou homens, temos capacidades e habilidades para colocar o outro no centro, de modo que saibam usar seus poderes para promover o bem comum, sem sacrificar as reais necessidades de cada um. A direção ensina que todos e todas são necessários, todos e todas devem cuidar dos seus talentos, que ninguém é insignificante e periférico. Deve-se usar o “poder | serviço” para proteger e pedir a proteção para todos, principalmente dos mais vulneráveis. O poder feminino ou masculino, da vocação da educadora ou do educador, é exercido dentro da sociedade de homens e mulheres. Ou seja, os dois são empoderados para servir e não para oprimir, sendo mais, ou tendo mais, às custas do outro. É por isso que celebramos com as nossas vidas, a possibilidade de criar um projeto educativo contando com a parceria de centenas de educadores e educadoras, auxiliares, funcionários e funcionárias, todos comprometidos à serem portadores de esperança. Juntos, mulheres e homens, somos empoderados para resistir à injustiça, à violência e ao não amor.

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“O Amor

supera todos os

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obstáculos,

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todos os sacrifícios Santa Dulce dos Pobres


E VIDA DOS SANTOS

Santa Dulce dos Pobres

Eu tive a felicidade de nascer numa família muito católica e muito piedosa. Quando minha mãe morreu tinha 6 anos, mas fui criada por tias também muito piedosas. Minha tia costumava mandar, eu e minha irmã, procurarmos os moleques da rua, onde morávamos e pelos becos, para ensinar catecismo. Fazíamos uma turma de 10 a 12 crianças em nossa casa como preparação para Primeira Comunhão. Depois que uma turma estava pronta, nós preparávamos outra. Com 18 anos eu me formei para professora e meu pai me perguntou: - O que mais queria? Eu disse: - Queria ir para o Convento. Nesta hora ele chorou muito, mas ele era muito católico, praticante, então ele se conformou. Foi então que entrei no Convento para ajudar, mas minha cabeça estava mais voltada para os pobres, para os doentes. Naquela época todo mundo estranhava. Por que essa irmã vive o dia todo na rua? Não é certo uma religiosa o dia todo na rua. Mas eu tinha licença da Madre Geral, por escrito, de me dedicar a essa vida, então, interiormente eu sabia que era aquilo que Deus queria que eu fizesse, um apostolado em contato direto com o povo. Lembrei que havia um mercado velho, foi então que arrombei o mercado e coloquei 40 doentes lá dentro. Passava o dia todo lá. Já tinha uma irmã me ajudando, Ir. Ilaria. Íamos para lá e varríamos o local, os vizinhos davam café e uma velhinha olhava os doentes. De lá, eu seguia para o catecismo. Diante disso, o prefeito mandou me chamar: - Mas Ir. Dulce, o

“PRIMEIRO ELES, DEPOIS NÓS”

que a senhora está fazendo? A senhora arrombou o mercado da prefeitura! Eu disse: - Mas doutor, eu não tenho onde colocar os doentes, o senhor me arranja um lugar e eu saio de lá, não colocarei mais em casas da Prefeitura. Ele disse: - Mas não pode! Então fui para a Ladeira do Bonfim, debaixo da Ladeira, existiam umas arcadas, um lugar aberto e bem fundo, onde dava para colocar pessoas, aí eu as coloquei. Novamente o prefeito mandou me chamar. - Irmã ali é lugar de turismo! - Ali, não pode colocar doentes, procure um outro lugar. Eu voltei e falei com a irmã Superiora, que me disse: - Olha irmã, o negócio está ficando cada vez mais difícil, o prefeito não quer que coloque pessoas lá! Falei então: - A senhora deixa a gente colocar os doentes aqui no galinheiro? Nós tínhamos o galinheiro do Convento. Ela disse: - Pois não, é melhor, porque acabarão esses problemas, pois o galinheiro é nosso e ninguém vai reclamar! Todo mundo corre para trazer os doentes para cá. A polícia traz. As prefeituras do interior mandam para cá. O povo telefona: - Irmã tem um doente morrendo na rua! - Irmã tem um doente abandonado. Há uns 3 anos eu vi em um jornal, em cima da mesa de um administrador, um homem sendo comido vivo pelos ratos. Fiquei horrorizada! Telefonei para o jornal, o Jornal da Bahia. - É isso mesmo irmã, é verdade e ninguém quer receber esse homem. - Ele está no barraco, teve ataques de epilepsia um atrás do outro, os vizinhos viram que ele não aparecia e foram espiar pelo buraco da casa. Era tanto rato em cima do homem... Estão o dia todo telefonando,

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VIDA DOS SANTOS

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chamando alguém, pedindo a um, pedindo a outro! - E ninguém foi buscar? Eu disse: - Traz esse rapaz de qualquer jeito! Quando ele chegou, nós não tínhamos onde colocá-lo, então eu o coloquei no necrotério. Ali mesmo os médicos deram logo soro, deram antibiótico, entraram logo com medicação. Esse rapaz, quando chegou tinha os membros, a boca, os lábios, os braços, tudo estava roído de rato, gotejando sangue. Três meses depois esse rapaz já estava bom, já estava trabalhando. Na hora que o doente chega, no estado que chega, cheio de bichos, sujo, às vezes com gangrena, podre em vida, nós o recebemos, não tem hora, nem do dia, nem da noite, para receber o doente. Nós procuramos incutir no espírito dos médicos, dos funcionários e de todos que trabalhavam ali, de ver a imagem de Deus nos doentes que nos batem à porta. Então temos velhos, moços e pessoas de idade madura. Temos aqui o que ninguém quer, pessoas que não tem pra onde ir. Paralíticos, moços de rua, moças com problemas mentais, que não sabem de onde veio e nem seus nomes. O pessoal acha na rua e coloca na porta. Eu não vou jogar fora outra vez. Nenhum lugar, nenhum asilo de velhos, recebem cegos, paralíticos, com úlceras, doentes com feridas, doentes cheios de bichos. Às vezes, recebo mulheres colocando bichos até pela vagina, pelos ouvidos, pelo nariz. Agora essa semana, eu recebi uma velhinha com o seio

todo comido de bichos, ela vai ficar boa, tirando os bichos vai ficar boa. Nós recebemos muitos, às vezes de madrugada, batem à porta: - Irmã! Irmã! Não temos hora de receber os doentes. Quando não tem mais lugar na triagem, nós dizemos: - Meu filho, não tem mais lugar, você se incomoda de ficar no chão ou no necrotério, ou ainda, no quintal? - É o lugar que temos! - Oh irmã, é melhor do que na rua! No mês de Agosto, cedinho eu fui à triagem, ouvi um canto, uma pessoa cantando bonito, uma voz de homem. - Oh gente, quem que está cantando aqui? Quando cheguei, era um doente debaixo da pedra do defunto. O defunto ficava em cima e ele estava abaixo, cantando que era uma beleza. Eu disse: - Oh, meu filho, você tá contente? - Oh irmã, eu estou, é muito melhor a gente estar aqui do que na rua! - Aqui eu tenho remédio, comida, banho, roupa limpa, por isso que eu estou contente, porque aqui é melhor, mesmo com o defunto em cima de mim, aqui é melhor do que na rua! - Quando não temos onde colocar, colocamos no necrotério, às vezes ele fica com 2 cadáveres e até 4 vivos, tudo junto, mas eles dizem que é melhor estar aqui do que na rua, pois pelo menos tem remédio. Muitas vezes acontece isso aqui. A gente vê que é a providência divina que mantém, que toma conta, que dirige. Nós aqui, somos somente um instrumento, meio fraco, nas mãos de Deus.


É bem trabalhoso, são muitas atividades que temos. Mas, a gente sente que pode manter perfeitamente a vida interior, mesmo no maior barulho, podemos manter a vida de oração, mesmo no maior movimento, isso não impede do nosso pensamento estar voltado para Deus. Nós procuramos transformar nossas crianças somente pelo amor. É fazer a criança nascer outra vez. Nós não usamos nenhum castigo, sequer puxar a orelha. Tem meninos difíceis, tem meninos dificílimos. Tem criança que se leva de 6 a 8 anos para se recuperar. Meninos já no início de marginalização. Então para a gente consertar, para a gente recuperar uma criança dessas, é um trabalho muito lento, somente com muita fé em Deus, muito amor e muita paciência. Uma vez recebi um menino com 6 anos. Ele assistiu o pai esfaquear a mãe por todo corpo. Quando ele chegou aqui, ele atirava as cadeiras para cima, se lascava todo. Agora esse menino está com 12 anos e foi agora que começou a melhorar. Ele gostava de jogar pedras nos outros. Quando eu via que ia atirar uma pedra, eu pegava a mão dele com a pedra e dizia: - Não meu filho, você não vai fazer isso! Ele me xingava de tudo quanto era nome. Eu ainda segurando a mão dele, andando com ele e falando, ele me xingava.

Depois que ele me xingava daqueles nomes feios eu dizia: - Mas, meu filho, por que você me xinga, eu nunca lhe fiz mal, eu quero bem a você, eu gosto de você. Você é meu filho e você me xinga com esses nomes? Quando acabava de falar, ele chorava de soluçar, depois se acalmava e me abraçava e a gente saia junto. Então com as crianças de lá, por piores que fossem, o nosso método era esse: educar pelo amor. A gente aqui não tem hora de dormir, não tem hora de comer. Não sou apenas eu, temos outras irmãs também. Quem vive nesse trabalho “não vive”, a gente vive a vida deles, não vive mais a nossa vida, vive a vida dos outros, vive a vida de Cristo na pessoa do pobre, a gente vive a infelicidade, os problemas deles e não os nossos problemas. A gente esquece às vezes que se está doente, por causa dos problemas deles. Primeiro eles, depois nós. DORMIA EM UMA CADEIRA Dormiu por 30 anos numa cadeira de madeira para cumprir uma promessa. A penitência foi feita em agradecimento à recuperação de sua irmã, Dulcinha, que, em 1955, teve uma gravidez de alto risco e poderia morrer.

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TESTEMUNHO

“Acredito muito na

força da mulher”

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Testemunho: Solange Rodolphi

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Nasci de uma família de retirantes mineiros que foram morar no Rio de Janeiro em 1971, à procura de trabalho e com 7 filhos todos menores de idade. Para dificultar, meus pais tinham pouco estudo. Durante o passar dos anos, todos os filhos estudaram em escolas públicas, trabalharam muito e venceram na vida, como homens e mulheres de bem. Graças a Deus só tenho a agradecer aos meus pais e aos meus irmãos a minha trajetória de vida, mas, ao mesmo tempo, tenho consciência de que aquele período foi muito difícil para todos. Hoje sou muito realizada, como mãe, esposa e pequena empresária. Possuo um buffet infantil há 18 anos, com duas unidades. Realizo festas e trabalho todos os finais de semana, de segunda a domingo, com muita responsabilidade e profissionalismo! Vivo uma união estável com meu esposo Ricardo e formamos um casal de segunda união. Completamos agora, em setembro, 19 anos de união. Não tivemos filhos no primeiro casamento, mas nesta trajetória, Deus nos abençoou com 2 filhos maravilhosos, Victor com 18 anos e o Antônio com 13 anos. Realizo todos os dias as tarefas pertinentes à nossa rotina como mãe, esposa e empresária! Minha carga diária é pesada, assim como de muitas mulheres. Faço acompanhamento escolar, extra-curriculares,


cuido da casa e das duas unidades do Buffet; como compras, atendimento a clientes, bancos e afins. Não é fácil! Somos cobradas o tempo todo e temos que dar conta de tudo com a máxima perfeição! Acredito muito na força da mulher, o que de maneira recorrente tem mostrado o feminismo, entretanto, esse movimento não me representa, a partir do momento que luta em prol da descriminalização do aborto. Eu sou a favor da vida, da mãe e também do bebê. Sou mulher que ora e coloca em prática o bem maior em minha vida, que é a família em comunhão com Cristo, com a Igreja e com a comunidade. Procuro sempre na minha vida em família, no meu trabalho e com meus amigos, demonstrar em atitudes, que a vida cristã faz toda diferença no nosso dia a dia, pois nos ajuda muito, a superar esse tempo difícil que atravessamos em nosso Brasil e no mundo! O tema do empoderamento da mulher dentro da visão cristã é maravilhoso. Não existe empoderamento maior que poder gerar uma vida. Deus deu essa dádiva a nós mulheres! Nos dias de hoje, percebo que nós mulheres estamos cada vez mais, sendo valorizadas por nossos maridos, filhos e na sociedade. Na Paróquia Nossa Senhora Rainha da Paz, que frequento, vejo a participação de várias mulheres e sempre me senti muito acolhida, assim como toda minha família. Nossa luta como mulheres, mães, esposas e atuantes na sociedade não é tarefa qualquer, mas requer muita inspiração e sabedoria. Com a oração e a ajuda da nossa fé católica, os afazeres se tornam mais suaves e a caminhada vai ficando cada vez mais prazerosa! Sou imensamente grata à Deus por tudo que me foi concedido até agora! Agradeço cada minuto que tenho com minha família, com meus funcionários e com a nossa comunidade! Sei que a jornada é pesada e às vezes, nos cansamos muito em nosso caminhar, mas Jesus é nossa força, consolo, sabedoria e alegria para viver e aceitar cada minuto como um verdadeiro milagre divino!

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TESTEMUNHO

“... aos 13 anos

M

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tive meu primeiro filho.”

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Testemunho: Marta Gonçalves Marques

Meu nome é Marta Gonçalves Marques, tenho 43 anos, sou de Crato, Ceará. Vim para São Paulo com 11 anos e aos 13 anos tive meu primeiro filho. Com 16 o segundo e aos 19, o terceiro. Com a graça de Deus construí minha família. Não tive oportunidade de estudar, pois me dediquei totalmente para a família! Hoje com todos os filhos criados trabalho como diarista e comecei a participar da Igreja por meio do meu filho mais velho, que me incentivou muito a ser catequista. Depois de 3 anos de insistência eu fiquei 7 anos na catequese. Foi quando chegou o Pe. Douglas e me disse que eu só poderia continuar se me casasse na Igreja. Me lembro que chorei muito, pois gostava de ser catequista. Então conversei com meu marido e então nos casamos no dia 11 de outubro de 2011. Para honra e glória de Deus, meu marido também foi para Igreja e hoje somos ministros da Eucaristia. Recentemente renovamos nossos votos de matrimônio, dizendo mais uma vez, sim ao plano de Deus em nossas vidas. Sempre fui uma mãe presente. Consegui acompanhar cada um dos meus filhos, mas não foi nada fácil! Lutei muito para proteger cada um deles do mundo das drogas, pois onde moramos essa realidade é escancarada. O tempo escolar foi o mais complicado. Fiz amizades com todas as diretoras e professores, na verdade uma aliança. Se eles não entrassem na escola no horário marcado imediatamente elas me ligavam. E eu? Ia correndo atrás deles até encontrá-los. Bons tempos. Deus sempre me deu muita força e sabedoria e também, muitos aliados na minha missão de mãe. Toda vida tive muita comunhão com meu marido. Sempre evitamos brigas desnecessárias, porque isso desgasta muito. Passamos por várias fases no casamento, muitas crises, por muitas vezes pensamos em nos separar. Nessas horas os filhos vinham nos aconselhar. Me lembro que meu filho mais velho, Denilson, me dizia: - Mãe, vocês sempre foram um exemplo para nós! O que é isso agora? Vamos parar e conversar. Sempre achei muito lindo! Cada um vinha nos aconselhar. É claro, eram crises de casamento, algo normal. Não existe casamento só de alegrias, mas Deus está sempre nos ajustando. Me vejo como uma mulher guerreira. Lutei muito para cuidar dos filhos. O pai trabalhava, e eu sem trabalhar ficava com eles e assim conseguimos criá-los. Depois de criados resolvi trabalhar. Apareceram muitas barreiras, pois nunca tinha trabalhado fora. Não sabia nem pegar um ônibus. Não tive estudo e tive filhos muito cedo. Então decidi trabalhar em casa de família. Foi uma fase de aprendizados, pois não sabia quase nada, nem uma máquina de lavar roupas, eu sabia usar. Tive muitas pessoas boas que me ajudaram ser a profissional que hoje eu sou. Hoje trabalho como diarista e sou muito requisitada, graças à Deus. Saio cedo de casa. Trabalho com duas pessoas maravilhosas. É a irmã que


eu não tive, Dra. Valesca, uma pessoa de Deus. Com meu salário eu compro minhas coisas, posso sair para onde eu quiser. Aprendi com muita dificuldade, mas Deus sempre me ajudou colocando anjos em minha vida para me conduzir. Quando fui catequista me identifiquei muito com esse serviço. Gostava de estar com as crianças, de vê-las prestando atenção em cada palavra. Nas missas, via os olhos delas me procurando, para eu ver que elas estavam lá. Isso me dava uma grande alegria, mas como toda missão um dia chegou ao seu fim. No tempo de catequista iniciei o Grupo das Marianinhas para o serviço do altar. Ajudava nessa pastoral e na Pastoral dos Ministros. Quando chegou o Pe. Fernando, ele me fez o convite para coordenar a Pastoral dos Ministros. Eu aceitei e logo em seguida, deixei as marianinhas aos cuidados de outra pessoa. Permaneci com as marianinhas por 3 anos e atualmente, com o Pe. Fernando, estou com a Pastoral dos Ministros e com o Grupo de Eventos que organiza todas as festas que tem na Paróquia. Eu sempre agradeço à Deus por me capacitar e ao Pe. Douglas e ao Pe. Fernando, por acreditarem em mim. Ao receber o convite para coordenar os eventos da paróquia, nunca imaginei que conseguiria. Mas DEUS, não faz uma obra pela metade, ele me capacitou. Me sinto muito feliz em cada evento, principalmente por compartilhar momentos tão edificantes. Em cada festa que organizo, me sinto muito feliz, por ter sido escolhida por DEUS para reunir tantas pessoas em um único objetivo! Sou feliz em fazer parte dessa comunidade que Deus criou com tanto amor. E por amor, faço com todo cuidado e dedicação. Uma das festas que mais gosto de organizar é sem dúvida, a das crianças. Ver cada rostinho de uma criança feliz não tem valor. Ver a alegria das mães que levam suas crianças é muito bom. Os planos de Deus sempre foram perfeitos em minha vida. Serei eternamente grata. Marta é fiel da Paróquia São Lucas Evangelista. Todos os anos a Paróquia Rainha da Paz ajuda a Paróquia São Lucas na Festa das Crianças.

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TESTEMUNHO

Além dos laços de sangue “QUANDO O VIMOS PELA PRIMEIRA VEZ, FOI A EMOÇÃO MAIS LINDA DO MUNDO!”

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Inicio minha história como a de todas as pessoas que se casam e sonham em constituir uma família. Me casei em 1998. Tanto eu, como meu marido, sempre tivemos o forte desejo de sermos pais. Após 4 anos de casados decidimos que era o momento certo para realizar o nosso grande sonho. Tentei engravidar por um longo período, mas sem êxito. Consultamos médicos, fizemos vários exames, contudo, parecia ser em vão. O desejo de sermos pais somente aumentava, entretanto, gerava uma frustração muito grande: “se não há nenhum problema de saúde, por que não conseguimos engravidar?”. O tempo foi passando rápido, muita oração, embora uma dúvida ressoava no coração, perguntava a Deus por que passávamos por aquilo?

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Apesar dessa angústia, tínhamos toda convicção que queríamos ser pais, foi então que surgiu a ideia da adoção. Depois de alguns anos e amadurecimento decidimos que esse era o passo a ser tomado. Finalmente, demos entrada no processo de adoção. Foi um tempo de muita ansiedade, porque tínhamos a expectativa de que logo realizaríamos nosso sonho. Tudo foi acontecendo gradualmente, a documentação, laudos, entrevistas, participação em cursos... Ufa... Enfim, recebemos a informação de que fomos avaliados como “aptos” para adotar. Depois veio uma grande expectativa para o dia em que nosso “Príncipe” ou “Princesa” chegaria. Espera, espera, o tempo passou, ligações para saber como andava o processo, mas nosso sonho não se concretizava. Chegamos a pensar que nosso caminho não seria o de sermos pais. Conversávamos com Deus e falávamos: “queremos muito, mas se não for nosso caminho, tudo bem!”. Em meio a tudo, algo surpreendente aconteceu. Dois anos depois que iniciamos o processo no fórum, num belo mês, descubro que estou grávida! - Meu Deus, que alegria! Como agradeci à Deus por aquele momento. Não me continha de tanta felicidade! Foi uma festa imensa para toda a família. Mas certo dia, quando estava com 6 semanas de gravidez, comecei a sentir uma dor muito forte no abdômen. A primeira reação foi pedir à Deus, que protegesse meu filho. A dor foi intensificando até chegar ao ponto de desmaiar. Quando voltei do desmaio liguei imediatamente para o meu esposo e pedi que ele me levasse ao hospital. Em poucos minutos ele estava em casa e nos dirigimos ao Hospital Edmundo Vasconcelos que era o mais próximo. Ao chegar lá a primeira coisa que falei é que estava grávida e não poderia fazer exames de imagem. Não havia nenhum sangramento aparente, então a possibilidade de


aborto foi afastada. As enfermeiras e médicos fizeram exames de sangue, ultrassom, tentavam identificar o problema, mas não descobriam. Eu não conseguia ficar em pé e só desmaiava. Minha pressão arterial, quase igualava a mínima com a máxima. Eu sentia uma dor insuportável no abdômen, mas seguia sem nenhum sangramento. Foram 6 horas neste tormento, eu sentia que estava morrendo. Meu marido, que é meu anjo, sempre ao meu lado, tentava me animar e não deixava perder a fé. Chegou uma hora que até me despedi dele e mandei recado para toda família, já que desfalecia pouco à pouco. Depois de 6 horas naquela angústia, chegou um casal de médicos, meus novos anjos e as mãos de Deus na minha vida. De imediato eles pediram para os enfermeiros me levarem para a sala de cirurgia, pois imaginavam que eu estava tendo uma hemorragia interna. Que desespero nessa hora! Eles comentaram com meu esposo que estava correndo sério risco de vida, poderia morrer a qualquer momento. Ainda consciente pedi que a doutora me desse um remédio para dormir, pois já não tinha forças para acompanhar tudo. Foram então três horas de cirurgia. A médica comentou que ao abrir meu abdômen, houve um estouro de sangue para todo lado. A constatação foi que a gravidez era nas trompas que estouraram ocasionando uma hemorragia interna. Perdi praticamente todo o sangue do meu organismo! Durante a cirurgia já começaram a fazer a transfusão de sangue para que eu sobrevivesse. Depois daquelas três horas no centro cirúrgico me encaminharam direto para a UTI. Foi um milagre! A médica me disse que nunca tinha visto ou escutado alguém chegar no estado que cheguei e sobreviver. Quando vi meu esposo entrando na UTI, não me continha de tanta alegria! Mas, era uma mistura de sentimentos: de um lado estava feliz porque estava viva, mas de outra estava muito triste, muito angustiada por ter perdido meu bebê, que era meu maior desejo. Tínhamos duas opções neste momento: nos revoltar ou manter a fé e tentar entender o que Deus estava preparando. Tivemos dois grandes ensinamentos com essa história: “Deus permite que algum mal aconteça porque deste mal ele pode tirar um bem muito maior e também, aprender com a oração de Santa Teresa D’Avila: - “Nada te perturbe, nada te amedronte, tudo passa, a paciência tudo alcança. A quem tem Deus, nada falta. Só

Deus basta!”. Foi um período muito difícil para entender o porquê, de estarmos passando por aquilo. Eu e meu marido nos unimos cada vez mais e sempre rezávamos muito. Graças à Deus contamos com o apoio de toda a família e dos amigos. Exatamente um ano após a interrupção da gravidez, nos ligaram do Fórum dizendo que chegara a nossa vez. Que delícia, que alegria, que ansiedade. Aí, entendemos que aquela gestação, mesmo que interrompida, era para nos preparar para a chegada do nosso FILHO. Quando nos apresentaram o perfil, não tivemos a menor dúvida de que era ele mesmo, nosso lindo filho. Filho mais esperado. Filho mais desejado. Depois de tanto tempo iríamos realizar nosso sonho. Quando o vimos pela primeira vez, foi a emoção mais linda do mundo! Passamos 25 dias fazendo visitas semanais, depois diárias. Cada dia, cada descoberta, cada sorriso, cada olhar que recebíamos dele, era mágico. Até que a aprovação final da Assistente Social e do Juiz, foi concedida. Numa sexta-feira, às 17h30, recebemos a ligação do Fórum, pedindo que nos apresentássemos até ás 19hs para assinar a documentação e assim levar nosso PRÍNCIPE para casa, no sábado. Foi então o grande dia. Que ansiedade foi esperar cada minuto até aquele sábado para buscar nosso pequeno. Parecia que o dia não passava. Chegamos à tarde, no horário marcado e não nos contínhamos de tanta felicidade. Como ele é lindo. Como ele é carinhoso. Que delícia abraçá-lo, beijá-lo. Como agradecemos à Deus por tanta alegria. A primeira grande emoção ao entrar no carro à caminho de casa foi ouvir: - “Papai para onde vamos?” Que palavra mais doce aos nossos ouvidos. Neste mesmo dia tínhamos um evento grande da nossa família, foi o momento oportuno para apresentar nosso filho à todos, uma verdadeira festa. Hoje seguimos nossa missão de Pais. Temos o coração eternamente grato à Deus por este PRESENTE, pela dádiva de ter um filho e diariamente escutar: - “Mãe | Pai”. Te amamos muito filho lindo. Os nomes das pessoas que viveram esta história foram omitidos tendo em vista o pedido da criança. Os pais então decidiram fazer a narração sem revelar seus nomes.

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FILOSOFIA

Edith Stein Santa Teresa Benedita da Cruz

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“ACONTEÇA O QUE ACONTECER, ESTOU PREPARADA. JESUS ESTÁ AQUI CONOSCO”

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Texto: Prof.a Maria Carolina Moraes Danelon Jerônimo

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Pensar a totalidade da pessoa humana, refletir sobre os sujeitos como seres espirituais, livres e autônomos, porém constituídos a partir de vivências pessoais e de relações interpessoais que lhe foram oportunas durante sua trajetória; considerar que a humanidade se constitui a partir da convivência com o outro em busca da harmonia entre os sujeitos, conferindo-lhes dignidade e respeito ante o outro e a comunidade; compreender que os intercâmbios de vivências e as relações neles existentes; são todos fundamentais no que tange refletir sobre a totalidade da pessoa humana. O homem tem a possibilidade de transcendência para a sua constituição pessoal, somos convidados a todo momento a crescer como sujeitos e a buscar uma sociedade mais justa e igualitária, a lutarmos pelo nosso povo e pela nossa comunidade. Para abrirmos o assunto sobre Edith Stein, devemos começar por uma palavra, Empatia. Este é o caminho escolhido por Edith Stein, conhecida como Irmã Santa Teresa Benedita da Cruz. Na missa de canonização de Edith Stein, São João Paulo II, então Papa, ressaltou: “Santa Teresa Benedita da Cruz conseguiu compreender que o amor de Cristo e a liberdade do homem se entretecem, porque o amor e a verdade têm uma relação intrínseca. A Ir. Teresa Benedita é testemunha disto. ‘Mártir por amor’, ela deu a vida pelos seus amigos e no amor não se fez superar por ninguém.

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SANTA TERESA BENEDITA DA CRUZ Edith Stein, mulher, judia, filósofa, escritora, professora, enfermeira, convertida ao catolicismo, carmelita, mártir, santa e co-padroeira da Europa, foi morta em 9 de agosto de 1942 nas câmaras de gás de Auschwitz e representa, para católicos e não católicos, um modelo de mulher integral, dos pés à cabeça.

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FILOSOFIA Ao mesmo tempo, procurou com todo o seu ser a verdade, da qual escreveu: ‘Nenhuma obra espiritual vem ao mundo sem grandes sofrimentos. Ela desafia sempre o homem inteiro’. A Ir. Teresa Benedita da Cruz diz a todos nós: - Não aceitemos como verdade nada que seja isento de amor. E não aceiteis como amor nada que seja isento de verdade!”. Edith Stein vê na empatia, a possibilidade de agir com equidade, de evidenciar a dimensão espiritual da pessoa humana sem descartar a vida psicofísica do indivíduo circundado de outros indivíduos e coisas; olhar e pensar o outro em toda sua subjetividade.

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Nascida em família judia, demonstrou desde cedo interesse pela compreensão humana. Abandonou o judaísmo pelo ateísmo “com plena consciência e por livre eleição”, ela afirma mais tarde em um dos seus escritos. Dedica-se então aos estudos tendo como meta a filosofia. Foi orientada por Edmund Husserl. Poderia ter sido professora universitária sob indicação de seu mestre, certamente, era uma mulher reconhecida por seus escritos e sobressaía-se aos padrões da época. Contudo, abraçou o catolicismo depois de estudar a filosofia da fenomenologia (no pensamento setecentista, descrição filosófica dos fenômenos, em sua natureza aparente e ilusória, manifestados na experiência aos sentidos humanos e à consciência imediata) e, ao ler a autobiografia de Santa Teresa d´Ávila converteu-se ao catolicismo. Ela relata em seus escritos: “Quando fechei o livro, disse para mim própria: é esta a verdade”. Aos 33 anos entrou para o Carmelo. Edith Stein, pelo princípio da alteridade, capacidade de se colocar no lugar do outro na relação interpessoal; na relação com grupos, família, trabalho, lazer; com consideração, identificação e dialogar com o outro, embora não fosse “revolucionária” e nem “feminista”, nas primeiras décadas do século XX, ressaltou em seus escritos a importância da presença feminina em todos os espaços. Ao longo de sua obra, constrói um roteiro de formação para mulheres, de forma que exerçam sua feminilidade “para o serviço comum”.

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Para Edith Stein nenhum modo de emancipação feminina se colocou no plano individual. O filósofo Rudimar Barea escreve: “para Stein, os seres humanos, em relação de entendimento, não são apenas

Três dias antes de sua morte

tinha 28

Dito: “aconteça o

que acontecer,

estou preparada.

Jesus está aqui,

conosco!” Santa Tereza Benedita da Cruz


mônodas, unidades orgânicas diminutas, separadas, será preciso considerar o outro, em sua plenitude. O fenômeno que leva o sujeito ao encontro do mundo das coisas e o mundo de outros sujeitos se estabelece pela empatia. É preciso, com efeito, levar em consideração que este fenômeno não se dá somente no corpo físico, mas também com o corpo todo dotado de sensibilidade”. “A empatia para Edith Stein se efetiva plenamente em seu caráter genuíno, quando captamos a essência da vivência alheia e vivenciarmos como se fosse nossa”, escreve Barea. Em Abril de 1942, Edith e Rosa, sua irmã, são registradas como judias pela Gestapo, a polícia 44070 - IDENTIFICAÇÃO DE EDITH STEIN nazista. O Carmelo e Edith procuram conseguir visto Roupa usada nos campos de concentração para que ambas saiam da Holanda e entrem na Suíça, mas os papéis chegam depois de sua prisão. Em 26 de julho de 1942, os bispos católicos lêem a carta pastoral, em todas as igrejas católicas holandesas, condenando a deportação dos judeus. Em 2 de agosto como represália, são presos todos os católicos de ascendência judaica, entre eles Rosa e Edith Stein. Ao chegar na sede da Gestapo na Holanda, Edith é submetida a um interrogatório de praxe. Se a mesma renegasse sua fé cristã, renegasse à Cristo, seria dada como apenas uma judia, porque os alemães respeitavam a carta pastoral, lida pelos bispos. Ela não se permite renegar o cristianismo e por isso ela e sua irmã são condenadas. Ambas são transferidas para o campo de trânsito de Amersfoort, e depois para o campo de Westerbork. Em 7 de agosto vão de trem para o oeste, e chegam a Auschwitz em 9 de agosto, onde ambas morrem na câmara de gás. O seu número de prisioneira era o 44070. Três dias antes de sua morte, tinha dito: “Aconteça o que acontecer, estou preparada. Jesus está aqui connosco”.

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Podemos certamente fazer uma analogia entre duas mulheres, Edith Stein e Maria Santíssima. Assim como Maria, nossa mãe, intercedeu pelo seu povo nas bodas de Caná, por amor; também Edith Stein, em sua profunda empatia pelo povo judeu, intercedeu por ele. Não se calou, interveio junto ao papa Pio XII, pedindo para que promulgue uma encíclica em defesa de seu povo. O “Sim” de Maria e o Holocausto da Carmelita, Ir. Teresa Benedita da Cruz, Edith Stein, é a verdadeira expiação pelo outro e por si. Edith Stein não espera, ela luta. Maria não demora, pronuncia seu “Sim” e ambas, depositam toda sua alma e todo o seu coração, aderindo plenamente à vontade de Deus, que é puro amor e misericórdia. “Faça-se em mim segundo a tua palavra.” Lc 1, 38 Fontes: Sites, Ateléia, VaticanNews, Canção Nova, ACI Digital, Folha de Londrina, Wikipédia, Unisinos.

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TESTEMUNHO

“Sou mãe

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esposa feliz e profissional realizada”

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S

Testemunho: Mariza Carneiro

Sou de uma família de 8 filhos. Meus pais também tiveram muitos irmãos, tive 16 tios e tias. Alguns da minha família já partiram, inclusive meu pai. Nasci em Arcoverde, pequena cidade do sertão de Pernambuco, conhecida como a terra do doce, “capital do sertão”, de dias quentes e noites frias. Foi pensando em nossos estudos e em uma vida melhor que meus pais mudaram para Recife. Eles tinham pouca escolaridade, estudaram até a 4ª série, mas cultivavam o desejo, principalmente minha mãe, de formar todos os filhos. D. Marlene trabalhando em seu modesto salão de beleza e o Sr. Antônio Carneiro em lojas do comércio. Tudo muito simples, formaram com orgulho e muito sacrifício, todos os filhos. Lembro da minha mãe trabalhando até altas horas nas noites de Natal, pois sabia que precisava garantir a feira nas semanas fracas. Como também lembro de meu pai até tarde no trabalho, para garantir a comissão do melhor período do ano. Além de vê-los sempre trabalhando, pois não era fácil sustentar tantos filhos, outra lembrança forte que tenho é dos dias de domingo, onde frequentávamos a Igreja Matriz. Era a Missa dos jovens. Esse dia era sagrado para todos nós. Saudades do Pe. Inocêncio! Minha origem é simples, mas tenho muito orgulho de meus pais e de constatar que seus sonhos se realizaram. Eles são minha inspiração e exemplo.

MÃE, ESPOSA E SERVA DO ALTAR “... servir ao Senhor como Ministros da Eucaristia na Paróquia Rainha da Paz, é um enorme privilégio...”

Depois de formada, iniciei minha trajetória profissional. Trabalhei em excelentes empresas e aprendi muito do mundo corporativo. Em busca de crescimento profissional, mudei para São Paulo em 1997, para exercer cargos de liderança. Mas, foi em 2008 que revolucionei minha carreira, mudando totalmente o foco. Saí do mundo corporativo e iniciei meu negócio, abrindo uma franquia de Chocolates da Cacau Show. Para quem tem família distante, confesso ter sido difícil conciliar trabalho


e família, mas sempre tive muita fé em Deus e acredito que não carregamos fardo maior do que nossas forças suportam e com a ajuda d’Ele tudo foi se acertando. Agradeço à Deus todos os dias pela minha vida. Tenho muito mais do que meus pais imaginaram, mais do que preciso e sei que é tudo presente de Deus: saúde, paz, trabalho, esposo, filho e amigos. Certo dia conversando com meu esposo, Mello, ouvi ele dizer: - “Não consigo imaginar você fazendo apenas atividades domésticas”. Ele tem razão! Minha orientação foi para que eu tivesse formação profissional e consequentemente, independência financeira, e sinceramente, o trabalho me realiza e me faz mais feliz. É fazer parte de algo, construir, administrar e acompanhar o crescimento do negócio. Além disso, o trabalho é uma forma de contribuir com as despesas da casa, de lazer e de ajudar no processo de crescimento financeiro da família. Somar...

mãe, muitas vezes algo bem difícil. Pesa muito quando o l h a m o s para trás e deixamos os filhos nas mãos de outras pessoas, mas nesse sentido fui privilegiada, pois tive um marido participativo e também pessoas que me ajudaram quando meu filho, Guilherme, era apenas um bebezinho. Tem a mão de Deus em tudo isso, por isso fluiu tão bem. Sou mãe orgulhosa, esposa feliz e profissional realizada! Tudo presente de Deus. Tenho muito a agradecer. Portanto, para mim e meu marido, participar aos domingos de cada missa, participar das atividades da Igreja, servir ao Senhor como Ministros da Eucaristia na Paróquia Rainha da Paz, é um enorme privilégio. Aliás, tenho certeza de que nada acontece por acaso e é por isso que entregamos à Deus o comando das nossas vidas.

Penso que o mais importante é buscar o equilíbrio entre a profissão, o ser esposa e

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TESTEMUNHO

“Minha mãe foi uma

verdadeira guerreira!”

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N 32

Testemunho: Jeanine Castilho de Freitas Rossi

Nasci em Ponta Grossa, interior do Paraná. Mãe comerciante e pai representante, homem culto, bondoso, querido por todos mas, portador de uma grave doença que o dominava a cada dia, o alcoolismo. Por intermédio de uma tia que morava em São Paulo, sugeriu que viéssemos morar aqui, na expectativa de melhores condições de tratamento para meu pai e oportunidade de trabalho para a família. Minha mãe foi uma verdadeira guerreira! Dona Terezinha, entre um emprego e outro abriu um pequeno comércio e eu como filha mais velha, comecei auxiliá-la na loja. Meu pai, mais tarde, vítima de um câncer na traquéia, acabou falecendo. Com 16 anos, surgiu a oportunidade de trabalhar como modelo. Para não perder os estudos quando os trabalhos terminavam tarde, uma amiga muito especial, repassava as matérias em uma folha de carbono. Cheguei a trabalhar mais de 14 horas por dia para pagar as despesas de casa. E como os eventos eram sazonais, pensei em uma outra forma de ganhar dinheiro. Nesse intuito tive um primeiro contato e experiência com o mercado da gastronomia. Apostei em vender esfirras para os operários da construção

do prédio do hospital Dante Pazzanese. Eu saia cedo com os salgados dentro de uma cesta de vime comprada pela minha tia e forrada com isopor, para não esfriar os alimentos. Eram vendidos rapidamente. Quando sobrava um tempinho, também vendia balas nas churrascarias da cidade. Mais tarde, já trabalhando fixo na área comercial de uma agência de eventos, consegui entrar na faculdade e pagar meus estudos. Foi no 3º ano do curso, em uma festa à fantasia da minha prima, que conheci meu marido Rossi, namoramos e casamos. Rossi é a base essencial, pois sempre me deu muito apoio.


Fui mãe depois dos 30 anos e garanto que a gravidez e trabalho podem andar juntos, não competem, só agregam, pois durante a gestação, não diminui responsabilidades, até os nove meses, trabalhei durante o dia, e à noite estudava na faculdade. Mas, faltando apenas uma semana para o Gabriel nascer, minha mãe faleceu. Na época, não entendi o por que de nos deixar em um momento tão importante. Na relação de mãe e filho dedico alguns dias da semana para praticarmos o esporte preferido da família, pedalar. Nos divertimos muito em família e com os amigos ciclistas. Essa paixão pelo ciclismo começou com um evento promovido pela Paróquia Rainha da Paz. Incentivado pelo Pe. Davi, várias famílias se encontraram numa manhã de domingo para pedalar. Ser mulher não é tarefa fácil, mas não teria a menor graça, se não houvesse tantas atividades em nosso dia a dia. Foi por incentivo do meu marido que estou à frente da Moá Gastronomia, no segmento de eventos corporativos, inovando e procurando sempre adquirir conhecimento, vencendo desafios e buscando a capacitação profissional própria e dos colaboradores. Dessa forma, aproveito para participar

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de cursos online e presenciais, pesquisar novidades no segmento e identificar ideias que possam ser um diferencial na empresa. E, ao mesmo tempo, acho que consigo aproveitar cada fase do meu filho, dividindo tarefas, contribuindo para o bom relacionamento, preservando os momentos em família e conciliandoos com minha atividade profissional. Mesmo diante de tantos compromissos e atividades que achamos importantes, o maior deles é estarmos com Deus no coração, acreditar e acima de tudo ter fé. Louvo à Deus, pela catequista do meu filho que alguns anos atrás, comentava nas aulas de catecismo a importância dos alunos e pais participarem das missas dominicais. Foi a partir deste momento, que iniciamos efetivamente nossa participação na Capela do Colégio Santa Maria, ligado à Paróquia Rainha da Paz que só nos proporciona alegria com o Pe. Davi à frente de tudo. Hoje aos 47 anos, sinto-me realizada, pois adoro o que faço, tenho um filho sensacional e um casamento onde meu marido sempre colaborou e tem grande parte no meu sucesso. Sou grata à Deus por tantas bênçãos que recebo dia a dia.

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Sou Dizimista “CADA UM DÊ CONFORME DETERMINOU EM SEU CORAÇÃO, NÃO COM PESAR 2 CORÍNTIOS 9:7 OU POR OBRIGAÇÃO, POIS DEUS AMA QUEM DÁ COM ALEGRIA.” Testemunho: Flávia Andrade Menezes “Ser dizimista é uma forma de agradecer ao menos um pouquinho

a Deus por tudo o que ele nos proporciona. É incrível ver tudo que é feito com a contribuição do dízimo. Mantemos a casa de Deus em ordem e podemos ajudar os outros. Além de ser uma demonstração de fidelidade a Deus, é um ato de amor e desprendimento, não podemos ver o dízimo como obrigação. Sou feliz por ser dizimista e faço com alegria.”

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Preencha o formulário em nosso site e torne-se um dizimista da Paróquia Rainha da Paz

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Convidamos você a preencher seus dados para cadastro de dizimista em nosso site, no link a seguir: www.paroquiarainhadapaz.com.br/dizimo, ou ainda, pelo QR Code Scaner localizado ao lado. Nosso site possui um ambiente com certificado de segurança. Nele você encontrará o valor adequado de sua contribuição e será redirecionado para o Portal Cielo, onde senhas e números de cartões permanecem seguros. Coloque as informações de seu cartão de crédito e efetive a contribuição que mensalmente aparecerá em sua fatura. Se preferir pode enviar uma mensagem pelo whatsapp paroquial, (11) 5524-5657. Você receberá um carnê da Pastoral do Dízimo com seus dados. O dízimo deve ser entregue em uma das missas ou na própria secretaria paroquial. Ele pode ser entregue em dinheiro, ou ainda, você também pode utilizar nossa máquina de débito e crédito. A cada mês, em uma das celebrações, dirija-se à Pastoral do Dízimo antes da missa e retire o seu envelope. Ele deve ser depositado no altar no momento do ofertório em uma urna com o logotipo do dízimo. Agradecemos a você pelo comprometimento com o Reino de Deus e pedimos que Ele lhe abençoe e toda sua família.

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Vox Dei Magazine - 4ª Edição - Empoderamento Feminino  

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